Imaginem
que o vosso bairro inteiro era teletransportado de volta para a época dos
Dinossauros. Será que iriam conseguir sobreviver?
Esta
é a premissa de The End of Oak Street (O Fim de Oak Street, como
título em português) protagonizada por Anne Hathaway e Ewan McGregor. Neste
filme produzido por J.J. Adams e com argumento e realização de David Robert
Mitchell, também temos no elenco, Maisy Stella e Christian Convery.
Nesta
história, após um misterioso evento cósmico arrancar a Rua Oak dos
subúrbios e transportar o bairro inteiro para a era dos dinossauros, a família Platt
percebe que a sobrevivência depende de uma coisa: permanecer unida. Com
predadores em cada esquina e um mundo irreconhecível à sua volta, Denise
(Anne Hathaway) e Greg (Ewan McGregor) têm de deixar para trás os
problemas que os separam e lutar pelos filhos, pelo bairro e pela família.
Afinal,
como seria ficar completamente preso num tempo pré-histórico? É isso que
poderemos acompanhar em primeira mão.
Como
referido anteriormente, de um modo inexplicável e misterioso, um bairro inteiro
é transportado para o passado para a época dos dinossauros. Os moradores terão
de fazer o que for preciso para sobreviverem. Será que todos vão ser
bem-sucedidos?
Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo
The
End of Oak Street
entregou uma fórmula completamente diferente de inovar histórias que incluam
dinossauros. Já vimos inúmeros enredos de sobrevivência. Mas desta vez, foi
algo novo e refrescante que adicionou à ficção científica e a este thriller, um
tom ligeiramente mais humorístico e inesperado.
E
desde o início, teve a capacidade de prender a atenção e criar curiosidade em
saber o que poderia acontecer com cada uma das personagens.
Além
disso, quem está a ver acaba por imaginar o que faria, se estivesse num cenário
destes.
A
ideia desta narrativa é bastante interessante e original. No entanto, acaba por
ter os seus deslizes. A história em si é tensa e acaba por combinar elementos
da série Stranger Things com os filmes do universo de Jurassic World.
Mas, é Anne Hathaway que carregou o filme às costas e roubou todas as atenções.
Infelizmente,
a interpretação de outros membros do elenco esteve um pouco desequilibrada.
Apesar
das suas falhas e de ter um final em aberto, The End of Oak Street é um
filme divertido com uma energia própria que irá entreter com efeitos visuais de
qualidade e uma boa banda sonora. Apesar de esperar mais, na generalidade, a
experiência foi positiva.
E
foi ótimo termos tido a chance de ver dinossauros num ambiente novo. Por isso, se
gostam de filmes do estilo anos 80 e com dinossauros a acompanhar, então não
percam este filme!
De seguida, partilho vídeos relacionados com esta produção.
Chegou
o momento de mais uma aventura da Patrulha Pata, o universo canino que continua
a conquistar crianças e famílias em todo o mundo!
Patrulha
Pata: O Filme dos Dinossauros (Paw Patrol: Dino Movie, como título original) é a nova missão cheia de ação, humor e espírito de equipa que este grupo de heróis
tão popular tem pela frente. Desta vez, a Patrulha Pata é transportada
para um ambiente inesperado, onde irá enfrentar grandes desafios.
A
presença de dinossauros vai introduzir uma nova dimensão a este universo
canino, aumentando assim, a escala dos perigos a enfrentar e das próprias
operações de resgate.
Neste
novo capítulo baseado na série criada por Keith Chapman e realizado por Cal
Brunker. O elenco de vozes portuguesas é composto por Soraia Tavares, Solange
Santos, Romeu Vale, Vasco Pereira Coutinho, Mafalda Luís de Castro, Custódia
Gallego, Matay, Sara Santos, Filipa Caçador e da cantora e compositora Maro. E
estes são apenas alguns dos nomes da equipa de dobragem portuguesa.
Nesta
narrativa, depois de a sua nave ser apanhada por uma tempestade misteriosa, os
membros da Patrulha Pata acabam por aterrar de emergência numa ilha
tropical desconhecida, habitada por dinossauros. Lá, conhecem Rex, um
jovem cão que ficou preso na ilha durante anos e que se tornou um verdadeiro
especialista em tudo o que está relacionado com dinossauros.
Agora,
quando o arqui-inimigo da Patrulha Pata, o Presidente da Câmara Humdinger,
inicia uma exploração imprudente dos recursos naturais da ilha, acaba por
provocar a erupção de um enorme vulcão adormecido. Perante uma sucessão de
missões de resgate de alto risco, a equipa enfrenta os maiores desafios de
sempre e terá de impedir Humdinger, antes que tudo na ilha seja destruído.
Assim,
Marshall, Chase, Skye, Rubble e o resto da equipa
descobrem um mundo perdido habitado por dinossauros, onde terão de lidar com
situações de proporções jurássicas numa missão, onde não irá faltar ação, amizade
e humor. Mas, que poderá determinar o futuro de toda a ilha.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Patrulha
Pata: O Filme dos Dinossauros
é um filme para toda a família que vai entreter numa aventura pré-histórica
cheia de alegria, exploração, resgates, mensagens importantes, espírito de
equipa, natureza e acima de tudo, dinossauros.
É
daqueles tipos de entretenimento que nos faz viajar diretamente para este
universo canino tão acarinhado e que continua a surpreender e a inovar. Nós
nunca sabemos o que esperar e é fantástico quando ainda conseguem criar
histórias novas e que também podem impactar o espetador.
Mesmo
que a pessoa não acompanhe nem a série de animação, nem os filmes que já foram
lançados, isso não irá importar quando for assistir a esta nova aventura. Vai
descontrair, rir, envolver-se com as personagens e até pode vir a criar uma
certa ligação mágica com cada uma delas.
Por
isso, não percam a próxima missão da Patrulha Pata na companhia dos Dinossauros!
Entretanto,
na antestreia do filme de animação, Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros,
eu estive à conversa com o cantor Matay que faz parte do elenco da dobragem
portuguesa.
Durante
esta entrevista, Matay que deu voz a Dave partilhou a sua experiência
neste projeto e algumas curiosidades sobre os bastidores.
Um
agradecimento do Matay pela disponibilidade em responder às minhas perguntas. E
um obrigada à Paramount Pictures Portugal e à NOS pelo convite para estar
presente nesta antestreia!
De
seguida, podem assistir ao vídeo desta entrevista!
Depois
de 5 anos de espera, o nosso super-herói Spider-Man está de regresso para Spider-Man:
Brand New Day (Homem-Aranha: Um Novo Dia, como título em português).
Baseado
mais uma vez na banda desenhada da Marvel criada por Stan Lee e Steve Ditko, o
filme é realizado por Destin Daniel Cretton.
O
elenco é composto por Tom Holland, Zendaya, Sadie Sink, Jacob Batalon, Jon
Bernthal, Tramell Tillman, Michael Mando e Mark Ruffalo.
É
UM NOVO DIA para Peter Parker. A combater o crime a tempo inteiro como
Homem-Aranha num mundo que já não se lembra dele, e perante a pressão de ver os
seus amigos de longa data seguirem em frente sem ele, Peter enfrenta uma
mudança que poderá estar para além do seu controlo. Mas essa transformação
poderá também ser a única forma de travar uma nova e chocante ameaça à cidade e
às pessoas que ama: um poderoso vilão que ninguém consegue sequer ver.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Será
que Peter estará à altura deste novo desafio? Uma coisa é certa! Será mais uma
aprendizagem para esta figura carismática.
Quatro
anos se passaram desde os eventos que mudaram a sua vida para sempre. Agora,
Peter é um adulto que vive totalmente sozinho, depois de ter escolhido
apagar-se da vida de quem mais ama.
Como
Homem-Aranha está a passar por uma ótima fase, sendo que tem conseguido
proteger a sua cidade que infelizmente, já não o reconhece. No entanto, ele começa
a enfrentar uma pressão crescente que o leva a uma evolução física inesperada,
surpreendente e perigosa que inclui mudanças nos seus poderes e coloca em risco
a sua própria existência.
Enquanto
isso, surge um estranho padrão de crimes na cidade que dá origem a uma das
ameaças mais poderosas que ele já enfrentou. Para salvar a New York que tanto
ama, ele terá de descobrir até onde está disposto a ir e o que está preparado
para sacrificar.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Spider-Man: Brand New Day é um novo capítulo na vida de Peter Parker que é completamente inovador e divertido. E transmite uma mensagem importante com o qual nos identificados e que nos faz refletir.
O maior destaque vai para a dinâmica espetacular e única entre Peter Parker e Frank Castle, sendo que eles encaixaram mesmo na perfeição. Foi mesmo tão bom vê-los a trabalhar juntos e a pessoa fica com uma grande vontade de assistir a mais cenas protagonizadas por esta dupla imbatível.
Os efeitos visuais e ângulos de filmagem escolhidos estão fantásticos. As cenas de luta e de ação são empolgantes, criativas e surpreendentes, principalmente a luta entre o Spider-Man e o Hulk.
Depois, existem momentos de nostalgia que nos transmitem traços tão característicos do filme, Shang-Chi.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Em relação à história, é emocionante, madura, tem humor, aventura, ação e que dá para ver que é feito de coração.
Para além da mensagem interessante que entrega, também aborda temas pertinentes relacionados com a solidão, isolamento, procura pela identidade, entre outros.
No entanto, quando se chega ao fim, fica-se com a sensação de que ficamos com mais perguntas por responder do que respostas dadas. E a cena pós-créditos poderia ter sido bem melhor e ter uma ligação mais explícita ao futuro do universo da Marvel.
Já a introdução da Sadie Sink neste mundo foi bem conseguida e a pessoa fica com curiosidade em acompanhar a sua jornada.
Spider-Man: Brand New Day traz uma visão completamente nova deste super-herói que tanto adoramos e que é cativante.
Chegou
o momento da estreia do filme mais antecipado de 2026! A Odisseia (The
Odyssey, 2026) está preparada para elevar as fasquias e proporcionar uma
experiência audiovisual que nunca foi antes vista.
Desta
vez, esta obra tão popular de Homero foi adaptada pelas mãos do grande
visionário Christopher Nolan. E este é o primeiro filme narrativo da história a
ser filmado integralmente com câmaras IMAX de 70mm.
Este
é considerado como o projeto mais ambicioso da carreira de Christopher Nolan
com um orçamento estimado em 250 milhões de dólares.
As
suas rodagens decorreram ao longo de 91 dias, sendo que terminaram antes do
previsto e sem ultrapassarem o orçamento. E passaram por localizações reais que
incluíram Marrocos, Grécia, Itália, Islândia, Escócia e Saara Ocidental.
Já
o elenco é de luxo, sendo constituído por Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway,
Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Samantha Morton, John Leguizamo, Zendaya, Charlize
Theron, Jon Bernthal, Himesh Patel, Mia Goth e Benny Safdie.
Em
termos de equipa técnica, estão de regresso o diretor de fotografia Hoyte van
Hoytema, o compositor vencedor de Óscares, Ludwig Göransson e a produtora Emma
Thomas.
A
Odisseia acompanha Ulisses,
o lendário rei grego de Ítaca, na sua longa e perigosa jornada de
regresso a casa após a Guerra de Troia, narrando os seus encontros com
seres míticos como o Ciclope Polifemo, as Sereias e a ninfa Calipso,
enquanto tenta reunir-se com a sua esposa, Penélope. Mito e legado —
estes são os temas que atravessam o épico de ação de Nolan.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Depois
de Ulisses liderar o exército que levou a uma vitória decisiva contra Troia,
ele procura voltar ao seu lar de Ítaca. Enquanto isso, o seu filho Telémaco
resolve partir à procura do seu pai e a sua mulher, Penélope espera
ansiosamente pelo regresso dele.
No
entanto, Ítaca está repleto de pretendentes que se querem casar com Penélope
e assim, se tornarem, no próximo monarca de Ítaca. Porém, até ao
momento, Penélope tem conseguido adiar esse acontecimento.
O
foco desta narrativa é na jornada difícil de 10 anos do regresso de Ulisses
a casa, que lhe proporcionou uma reflexão profunda que também incluiu uma
procura pela sua identidade e uma transformação útil para o que viesse de
seguida. Além disso, também acompanhamos a sua culpa, tormento e o seu processo de redenção perante
tudo o que fez ao longo da Guerra de Troia.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
A
Odisseia é uma
obra-prima extraordinária que é profundamente arrepiante, intensa e impactante.
Desde o primeiro instante que nos faz sair imediatamente da nossa própria
realidade. E acabamos por mergulhar por uma experiência inesquecível, única e
imersiva que nos deixa completamente deslumbrados, sem palavras e em êxtase com
a sua grandiosidade, atenção aos detalhes e com tudo aquilo que nos vai sendo
apresentado.
Um
dos maiores destaques vai sem dúvida, para a banda sonora tão rica e fantástica
de Ludwig Göransson que ao longo do filme, nos faz vibrar cada vez mais e também
cria uma tensão pertinente e interessante à própria história.
Em
relação ao elenco, quero realçar as interpretações fabulosas de Matt Damon,
Anne Hathaway, Samantha Morton, John Leguizamo e Robert Pattinson. Cada um, deu
vida a personagens com personalidades muito distintas entre si. Mas, mesmo
assim, conseguiram brilhar durante o tempo em que estiveram em cena. E até
houve quem desse mesmo tudo de si, por mais pequena que pudesse ser a cena
apresentada.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
De
uma certa forma, Anne Hathaway no papel de Penélope representou um
símbolo, uma mulher resiliente e complexa que é envolvida em luto, raiva e
abandono. Ela tem uma dose de esperança de que o poder do amor entre ela e Ulisses
é o suficiente para ele voltar. Por isso, ela faz o que for necessário para
aguentar o máximo de tempo possível para que aconteça o seu reencontro mais
aguardado.
Depois,
temos Samantha Morton como Circe que é surpreendente nas poucas cenas onde
surge, mas é o suficiente para se destacar de um modo impecável. Já Robert Pattinson
mostra a sua versatilidade com a interpretação de um antagonista que nos dá alguns
calafrios e que não queremos que ganhe a mão de Penélope. Matt Damon é
excelente a desempenhar a evolução deste líder e todas as camadas da
personalidade de Ulisses. Enquanto John Leguizamo é uma das grandes
surpresas deste enredo e tem uma relevância muito maior do que se pensava.
Esta
é daquelas produções que nos faz relembrar a razão pela qual temos um amor
poderoso pelo cinema. Como o storytelling, a cinematografia, a
cenografia, a banda sonora e a escala de um projeto destes, encaixam na
perfeição. E entregam ao público, uma história de qualidade extremamente
elevada que faz transbordar todo o tipo de emoções e que consegue surpreender a
todos os níveis. Um filme que é memorável, supera as expetativas e onde todos
os atores entregam performances espetaculares.
As
cenas de luta foram incríveis, principalmente as do último ato relacionadas com
a personagem de Matt Damon. E sabendo que estas sequências não demoraram assim
tanto tempo a filmar, ainda torna o resultado mais surpreendente.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Apesar
de todas as polémicas que fizeram parte desta produção, nenhuma delas afetou a
minha experiência a ver este filme. Fui completamente de mente aberta e sem
pensar, se estava ou não de acordo com o material original. O que acabou por me
estranhar foi o tempo de ecrã de algumas personagens. Umas esperava que
aparecessem durante mais tempo, enquanto outras esperava muito menos.
Além
disso, houve alturas em que faltou um pouco mais de emoção e no qual alguns
diálogos não resultaram assim tão bem.
Garantidamente,
A Odisseia de Christopher Nolan merece ser celebrada e vista no maior
ecrã possível em IMAX. E ficará para sempre como uma experiência
cinematográfica única que triunfou e que marcará com excelência, a história do
cinema!
Por isso, não percam
esta aventura impressionante por esta Odisseia, porque filmes deste
calibre não aparecem todos os dias. Valeu a pena a espera. E se são realmente amantes
de cinema, então têm mesmo de assistir a esta aposta tão arriscada, mas que no
final foi bem-sucedida.
The
Death of Robin Hood (A
Morte de Robin Hood, como título em português) é um filme que apresenta uma
reinterpretação mais crua, realista e emocional da lenda, questionando o mito
de Robin Hood e explorando um retrato mais humano de uma figura
confrontada com o seu passado e com a lenda que ajudou a construir.
Esta
versão mais sombria de uma das figuras mais icónicas da cultura pop é realizada
por Michael Sarnoski, tendo Hugh Jackman no papel do lendário fora da lei,
Jodie Comer e Bill Skarsgård.
Então,
confrontado com o seu passado de crime e assassínios, Robin Hood
encontra-se gravemente ferido depois de uma batalha que pensava ser a última.
Nas mãos de uma mulher misteriosa, é-lhe oferecida uma oportunidade de
redenção.
Aqui,
nós temos um herói confrontado com o peso do mito e com a oportunidade de dar
um novo sentido ao seu legado.
Já
imaginaram se todas as histórias que tivéssemos ouvido falar sobre Robin
Hood eram na realidade uma grande mentira? E ele seria completamente o
oposto? Isso, é uma das coisas que vai sendo abordado nesta nova adaptação pouco
convencional.
Estas
questões começam a ser colocadas, a partir do momento em que após uma batalha
decisiva, ele é ferido e está mais perto de adquirir a morte que tanto
desejava. Logo de seguida, ele é transportado para uma ilha remota liderada por
uma mulher com uma personalidade muito especial, que lhe salva a vida e lhe
oferece a possibilidade de ter uma segunda oportunidade.
Este
é um lugar em que todos são aceites e onde podem recomeçar. Desde que
contribuem nesta nova comunidade, não importa de onde vieram. E esta poderia ser
a ocasião ideal para Robin Hood e quem sabe, melhorar a capacidade de
lidar com a culpa e com os seus demónios.
Divulgação: NOS Audiovisuais
The
Death of Robin Hood é
uma reinvenção completa daquilo que conhecemos sobre o popular fora de lei. É uma abordagem muito mais sombria, intensa e
até humana que surpreende pela positiva e é cheia de garra.
Neste
caso é mais focado no seu legado, no seu sentimento de culpa e na possibilidade
de redenção pelos atos cometidos repletos de violência. E nesta narrativa, não irá
faltar momentos de pura tensão, raiva, ação, reflexão e emoção.
O
próprio ambiente do filme é diferente e denso, sendo que acompanhamos um lado desta
lenda que normalmente não é abordado e não é tão tradicional de se ver.
Hugh
Jackman faz um excelente e muito poderoso desempenho deste Robin Hood e
merece todo o devido reconhecimento. Podemos assistir a um Robin Hood forte,
atormentado, resiliente, mais frio e que mesmo no silêncio, tem a capacidade de
nos transmitir algo.
É
mesmo muito interessante observar a versatilidade no trabalho de Hugh Jackman e
como ele interpreta todas as camadas e complexidades deste protagonista.
Se
a pessoa está muito habituada aquela história tão tradicional de Robin Hood,
um grande herói que roubava aos ricos para dar aos pobres, então, neste filme,
não espere nada disso.
The
Death of Robin Hood é
completamente inovador e obscuro. Não nos tira a atenção, entregando assim, algo
novo e surpreendente. E tudo isto é acompanhado por uma ótima cinematografia,
banda sonora, vistas estupendas e boas interpretações por parte do seu elenco.
Depois
de várias adaptações da heroína kryptoniana, chegou o momento de conhecermos a Supergirl
protagonizada por Milly Alcock.
Este
filme realizado por Craig Gillespie é baseado na aclamada série de banda
desenhada “Supergirl: Woman of Tomorrow” de Tom King e Bilquis Evely. O argumento
é de Ana Nogueira.
Para
além de Milly Alcock no duplo papel de Supergirl/Kara Zor-El, o elenco é
composto por Eve Ridley como Ruthye Marye Knoll, Matthias Schoenaerts
como o vilão Krem of the Yellow Hills, Jason Momoa como Lobo, e
David Corenswet, que está de volta com o papel de Superman. Emily
Beecham e David Krumholtz também fazem parte, interpretando os pais de Kara,
Alura e Zor-El.
Nesta
narrativa, quando um adversário implacável e inesperado atinge algo demasiado
próximo de casa, Kara Zor-El, também conhecida como Supergirl,
une forças, ainda que com relutância, com uma companheira improvável numa
jornada épica e interestelar movida por justiça e vingança.
Nesta
ameaça, Kara não responde com discursos inspiradores. Responde com
raiva, com atitude e com música alternativa a tocar de fundo.
Kara
Zor-El não é o Superman.
Não é aquilo que a pessoa esperava. Mas ela não quer saber da opinião de ninguém.
Supergirl tem superpoderes, um cão adorável e uma bagagem emocional que
nenhum cabo de aço consegue segurar. Cresceu com o peso de um nome impossível
de carregar, numa galáxia que espera que ela seja perfeita — e decidiu que não.
Antes
de tudo, esta é considerada como uma história de crescimento, de identidade e
de uma rapariga que está a descobrir quem é enquanto salva o universo.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
O
ponto de vista referido de seguida, não terá comparações com o material
original pelo qual foi baseado. Como não vi, a minha opinião será de acordo com
aquilo que foi apresentado neste filme.
Esta
nova visão de Kara Zor-El foi inicialmente apresentada no filme mais
recente do Superman que introduziu David Corenswet no papel deste
super-herói. Mesmo que tenha aparecido por breves instantes, Kara Zor-El
cria imediatamente uma vontade para se conhecer melhor a sua jornada,
acompanhada pelo seu adorável cão Krypto.
Apesar
de não ter grandes expetativas iniciais e de ter assistido a outras adaptações
de Supergirl, tinha curiosidade em ver se teríamos algo refrescante ou
até mais do mesmo.
Desta
vez, temos uma Kara Zor-El dura e imprevisível com os seus traumas, destroçada,
perdida e ainda, com dificuldades em encaixar-se, depois de ter sido obrigada a
fugir do seu lar. Mesmo com o apoio do seu primo, Kal-El, a sua
adaptação tem tido os seus desafios e parecia que a sua solução seria viajar
por diferentes planetas. E embebedar-se naqueles, em que ela não tinha poderes
para que assim, pudesse sentir algo.
Ela
até podia ter sobrevivido à queda de Krypton. Porém, decidiu que não
iria dar satisfações a ninguém, nem vestir a capa e assim, não salvaria ninguém.
Um
dia, ela conhece Ruthye Marye Knoll, uma rapariga que tinha acabado de
perder os pais e com uma sede de vingança para encontrar o culpado. Por isso, estava
decidida a fazer justiça pelas próprias mãos.
Acrescentando
a isso, o seu amor de quatro patas corre risco de vida e só ela o pode salvar. Será
que é desta que Kara Zor-El vai sair da sua bolha de auto-destruição? E
finalmente, seguir o caminho que era suposto?
Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo
Supergirl é daqueles filmes de super-heróis que
é dinâmico, tem momentos de ação na dose certa e que vai entreter. Mas, falta-lhe
a capacidade de transmitir emoção e de desenvolver as suas personagens, principalmente em relação à protagonista. Pessoalmente, esperava que fosse uma
história com um tom mais emocionante. Até porque é abordado um dos traumas da Supergirl. E infelizmente, são percetíveis os erros no
argumento e muitas das personagens seriam facilmente descartáveis.
Tanto
Milly Alcock, como Jason Momoa fizeram um trabalho bastante competente e
aproveitaram ao máximo, a partir daquilo que lhes deram. E dessa forma, conseguiram
prender a atenção do público. Cada um à sua maneira.
No
caso de Milly Alcock, ela fez uma boa performance desta heroína kryptoniana,
onde temos a possibilidade de conhecer brevemente mais camadas da sua
personalidade, principalmente os efeitos que os seus traumas têm tido nas suas escolhas
mais recentes. E como ela tenta não se importar com nada, mas na realidade, não
é bem assim.
Vemos
uma visão bem diferente daquilo que já nos foi mostrado noutras adaptações,
sendo que mesmo assim, acaba por complementar muito pouco à sua história. E
isso, também foi devido a não ter existido aqui um grande desenvolvimento da personagem.
Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo
Uma
das partes que mais apreciei neste filme foram as cenas partilhadas entre ela e
o Krypto que elevaram mais a história. Acho que se tivessem adicionado
mais cenas entre ambos e do próprio Krypto, então teria sido, sem
dúvida, uma mais-valia.
Além
disso, há que também realçar as cenas protagonizadas por David Corenswet, como Superman.
Ele adiciona um lado mais ternurento e traz de volta, a ligação e a preocupação
genuína de Kal-El com Kara Zor-El.
Já
em relação ao Jason Momoa, ele dá vida ao implacável caçador de recompensas com
o nome de Lobo. Uma personagem bastante interessante, onde em cada cena
em que participa, ele é a estrela. E dá mesmo para se perceber que o ator se
estava a divertir muito neste papel. Teria sido benéfico, se ele tivesse
surgido mais vezes no ecrã. Agora, é esperar que possamos ter mais
oportunidades para vê-lo como Lobo.
Supergirl tinha potencial para se tornar num
grande destaque, mas o seu produto final acaba por ser nada de especial. E
poderá correr o risco de vir a se tornar num filme que vários espetadores
acabam mesmo por esquecer.
Mesmo assim, isso não
tira a vontade de querer continuar a acompanhar as aventuras de Supergirl
na companhia de Krypto e ainda, a partilhar o ecrã com o Superman.
De seguida, partilho a minha crítica mais resumida deste filme que está disponível na conta de YouTube do A Geek Traveller.
A
magia de Toy Story está de volta! Toy Story 5 é o novo filme de
animação da Disney e da Pixar realizado por Andrew Stanton que promete um
regresso em grande! E a banda sonora original está a cargo de Randy Newman.
Além
disso, temos uma grande novidade! Esta banda sonora vai incluir a nova música
escrita e produzida por Taylor Swift e Jack Antonoff.
A
canção original “I Knew It, I Knew You” é dedicada à jornada contínua da
irreverente cowgirl Jessie iniciada em Toy Story 2.
O
elenco e a sinopse
No
elenco de vozes originais, temos: Tom Hanks, como o fiel cowboy Woody;
Tim Allen, como o destemido Buzz Lightyear; Joan Cusack, como a
energética Jessie; Tony Hale como o excêntrico Garfy, o brinquedo
artesanal; Greta Lee como Lilypad, o novo brinquedo de alta tecnologia; John
Ratzenberger como o espirituoso mealheiro Hamm e Conan O’Brien como Smarty
Pants, um brinquedo tecnológico de treino sanitário.
Outros
atores juntaram-se, tais como, Craig Robinson como Atlas, um alegre
brinquedo hipopótamo com GPS que fala; Shelby Rabara como o animado brinquedo
com câmara Snappy; Scarlett Spears como a doce e tímida Bonnie,
de 8 anos; Mykai-Michelle Harris como Blaze, uma menina independente de
8 anos que adora animais; e Matty Matheson como o brinquedo Dr. Nutcase,
que tem medo de tecnologia.
E
ainda, não nos vamos esquecer do regresso de Wallace Shawn como Rex, o
ansioso brinquedo tiranossauro rex; Blake Clark, como o sempre leal Slinky
Dog; Jeff Bergman, como o sarcástico Sr. Cabeça de Batata; Anna
Vocino, como a carinhosa Sra. Cabeça de Batata; Annie Potts, como a
aventureira Bo Peep; Bonnie Hunt, como a sábia boneca de trapos Dolly;
Melissa Villaseñor como Karen Beverly, o brinquedo caseiro de Bonnie
feito com uma face de plástico; John Hopkins, como o digno ouriço de peluche Sr.
Espinho; Kristen Schaal, como a tricerátopo de plástico Trixie;
Ernie Hudson, como o boneco de ação Combat Carl; e Keanu Reeves como o
aventureiro canadiano Duke Caboom.
Os
brinquedos estão de volta e, desta vez, Buzz Lightyear, Woody, Jessie e
o resto do grupo enfrentam um desafio quando se deparam com Lilypad, um
novo tablet que chega com ideias pouco convencionais sobre o que é melhor para
a criança Bonnie. Será que a hora de brincar será a mesma depois disto?
Divulgação: Disney e Pixar
Temos
uma nova aventura com os brinquedos a enfrentar os dispositivos tecnológicos de
hoje
Desta
vez, o nosso grupo de brinquedos favoritos vai descobrir a tecnologia e assim, ser
testado de uma forma totalmente desconhecida para eles.
Parecia
mais um dia normal de brincadeira, até que tudo muda, quando chega Lilypad,
um tablet inteligente em forma de sapo, de alta tecnologia. Lilypad vai
tornar o trabalho de Buzz, Woody, Jessie e do resto do
grupo mais difícil, com esta nova ameaça ao tempo de brincadeira.
É
que este tablet tem ideias próprias e disruptivas, sendo que está confiante que
sabe exatamente o que é o melhor para Bonnie. E isso, vai fazer com que
a missão do grupo inteiro seja posta à prova.
Pois,
é que, ao contrário do que eles pensavam, a tecnologia já se tinha apropriado
da maior parte das crianças da zona. E com Bonnie, a criança deles, era
uma questão de tempo até isso acontecer.
Divulgação: Disney e Pixar
Toy
Story 5 é uma obra de
entretenimento fabulosa e pertinente que proporciona uma experiência mágica e
cativante.
É
uma aventura envolvente e incrível que toca o coração, apresentando uma
mensagem importante e significativa sobre as relações humanas e o papel que a
tecnologia tem na humanidade. E como é essencial que exista um equilíbrio na
sua utilização.
Este
novo capítulo emociona e aborda temas extremamente importantes, com o qual nos identificamos,
sendo que precisam de ser falados e que são dirigidos, tanto às crianças, como
aos adolescentes e adultos, principalmente os pais. É mesmo essencial que se
tenha um equilíbrio em relação ao uso de ecrãs e outras ferramentas de
tecnologia.
Também
tem uma capacidade única de criar uma ligação inteligente entre os brinquedos e
a tecnologia, mostrando que podem complementar-se de uma forma bastante positiva.
E que cada um deles tem um propósito educativo e específico no desenvolvimento
do ser humano.
Além
disso, os tempos podem mudar, mas a amizade é para sempre. E é impressionante
como a sua narrativa nos incentiva a refletir, a adaptar ao mundo atual, a amadurecer
e a utilizar a nossa imaginação e criatividade, enquanto reforça o que
realmente significa se conectar com o outro.
Divulgação: Disney e Pixar
O
foco da história e um dos maiores destaques vai para a Jessie que cumpre
o seu papel de narradora e de protagonista com excelência, no qual temos a chance
de vê-la a enfrentar o seu passado e acompanhar a sua evolução, desde a
primeira que nos foi apresentada. Não é só as crianças que se desenvolvem. Os
seus brinquedos também aprendem lições bem úteis.
A
história é genuína, divertida e contém piadas engraçadas que são inseridas no
momento certo. No entanto, desta vez, existe um excesso de personagens que nem
chegam a serem bem aproveitadas. Apesar de se saber que o Woody tinha
nomeado a Jessie como a próxima líder dos brinquedos da Bonnie, pois
no final de Toy Story 4 (2019), ele queria ajudar brinquedos perdidos.
Agora, não esperava que a participação dele fosse praticamente de um figurante.
Teria sido interessante que tivesse havido mais cenas partilhadas entre os
dois.
O
mesmo digo em relação ao Woody e Buzz. O reencontro deles foi
bonito de se ver. Mas, não houve grande oportunidade de se testemunhar a dinâmica
deles, que sempre foi dos momentos mais divertidos de se acompanhar.
Num
geral, valeu a pena o tempo de espera para ver Toy Story 5 e o regresso muito
aguardado deste grupo de brinquedos maravilhoso que vai unir-se e ter um
confronto inesquecível com a tecnologia. Tudo isto é acompanhado por uma banda
sonora fantástica. E ainda, eleva a fasquia com a introdução da nova música de
Taylor Swift, “I Knew It, I Knew You”, que combina muito bem com a personagem
da Jessie e com o universo de Toy Story.
Agora,
preparem-se para uma viagem comovente e entusiasmante em Toy Story 5 que
decorre no tempo em que vivemos, no qual não vai deixar ninguém indiferente. E que
de certeza, irá marcar para sempre, este franchise.
Independentemente
da idade, este é um filme com uma animação estupenda e com personagens
especiais que recomendo a todos. E que também considero como sendo um dos
melhores de 2026 e que ficará na memória!