segunda-feira, 12 de outubro de 2026

O Veredito Social é uma enorme chamada de atenção sobre a realidade pura e dura do Facebook (Crítica)

Depois do filme A Rede Social (2010) ter sido um fenómeno impressionante, chega O Veredito Social (Social Reckoning, como título original), uma nova obra complementar deste mundo do Facebook realizada por Aaron Sorkin e que é inspirada numa história verídica.  

O argumento em si que tem a autoria de Aaron Sorkin é baseado nos factos que deram origem à impactante investigação do The Wall Street Journal, The Facebook Files.

O elenco é composto por Mikey Madison, Jeremy Allen White, Wunmi Mosaku, Betty Gilpin, Billy Magnussen, Bill e Jeremy Strong.

Este filme conta a história de Frances Haugen (Mikey Madison), uma jovem engenheira do Facebook que recorre à ajuda de Jeff Horwitz (Jeremy Allen White), jornalista do The Wall Street Journal, para embarcar numa perigosa jornada que acabaria por expor alguns dos segredos mais bem guardados da rede social.

Já desde o início que dá para se perceber o império no qual o Facebook se veio a tornar. E que mais tarde, introduziu outras marcas a esta empresa multinacional que em 2021 passou a designar-se por Meta.

Apesar desta rede social se ter transformado numa das maiores e mais influentes plataformas do mundo, o Facebook foi sempre colocado em causa, devido aos múltiplos fatores de risco e perigos que poderiam apresentar para os seus utilizadores.

Quando chegou o momento de publicar os The Facebook Files, uma combinação de artigos que incluíam documentos internos altamente confidenciais desta plataforma, foi então que surgiu uma das revelações mais obscuras e chocantes em relação ao Facebook. E ainda, mostrou a influência e a liderança tóxica do seu criador, Mark Zuckerberg.

Contudo, para isso acontecer, Jeff Horwitz teria de obter provas suficientes para apoiar o seu caso. E as paredes do Facebook pareciam mais impenetráveis do que nunca. Mesmo assim, ele não desiste e precisa de encontrar a fonte certa para o ajudar na sua investigação.

Após diversas tentativas, ele chegou a Frances Haugen que iria ter um papel fulcral nesta missão de desmascarar o Facebook. E para isso acontecer, esta dupla teria de trabalhar como uma equipa, sendo que o tempo para cumprir com o objetivo deles é limitado.

Depois do sucesso de A Rede Social, acredito plenamente que poderia haver algumas pessoas que tinham grandes expetativas para esta produção. Mas, será que este extra irá percorrer o mesmo caminho? E vale mesmo a pena ir ver?

Se formos a fazer uma comparação, é bem diferente e entrega uma narrativa mais insípida, sendo que teve algumas mudanças significativas. Uma dessas mudanças foi a alteração do ator que dá vida a Mark Zuckerberg. Em A Rede Social, tínhamos o grande Jesse Eisenberg que fez uma performance extraordinária. Mas, como ele não quis voltar, a escolha recaiu para Jeremy Strong.

Por mais que aprecie o trabalho de Jeremy Strong, infelizmente, esta não foi das suas melhores interpretações. Não obstante do seu pouco tempo de ecrã, foram várias as vezes que dava por mim a observar mais características semelhantes a Kendall, a personagem dele na série de sucesso, The Sucession. E não tanto do que poderia ser a figura do Mark Zuckerberg.

O mesmo aconteceu com o desempenho de Jeremy Allen White que apresentava traços idênticos à personagem dele na série, The Bear (parecia que o Carmy se tinha tornado num jornalista de investigação).  

Em relação à Mickey Madison, este foi o seu primeiro filme depois de ter ganho o Óscar para Melhor Atriz em Anora (2024). E a sua interpretação não foi de acordo com o esperado.

Ainda assim, o filme também teve os seus pontos positivos, sendo que um dos principais é que cria na sociedade, debates interessantes e úteis.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

O Veredito Social é uma enorme chamada de atenção sobre a realidade pura e dura do Facebook e até de outras redes sociais. Tem uma mensagem poderosa sobre poder, o perigo das redes sociais, os efeitos que tem na saúde mental, a liderança destrutiva e política. Naquela altura, não importava o que acontecesse com os utilizadores que estavam a usar o Facebook. Era só o lucro que viam à frente e os resultados dos estudos realizados que mostravam efeitos nocivos não tinham qualquer importância. Esses estudos não eram tornados públicos e eram logo descartados e muito bem guardados para evitar fugas de informação.

Automaticamente, a pessoa começa a refletir sobre o seu próprio uso das redes sociais. O impacto, dor e sofrimento que pode ter na saúde mental de cada um. E como daqui para a frente se deve lidar com esta ferramenta.

Além disso, ficamos com uma melhor noção de como o Facebook e o seu algoritmo funciona. Os problemas associados. Nós também sabemos melhor do que ninguém que plataformas deste tipo querem que o público fique lá ligado o maior tempo possível. E nem sempre é o mais saudável de se fazer.

Há alturas em que também se começa a pensar como é que é possível que uma empresa tenha desempenhado um papel sem precedentes nas nossas vidas. Em que depois disso, muitas das vezes, não sofre com as consequências de atos tão irrepreensíveis. Ou simplesmente, como não tiveram interesse a combater grupos radicais e o discurso de ódio. Como um indivíduo responsável por tudo não está a fazer nada para controlar. E a sua decisão ter sido puramente amplificar e acelerar ao máximo tudo isso.

No entanto, mesmo que não tivesse sido nada de especial ou ter sido daquelas produções que não havia a necessidade de se adaptar este acontecimento maioritariamente real. Uma coisa é certa! O Veredito Social é uma obra que não se pode descartar facilmente e sem dúvidas, transmitiu uma aprendizagem útil.

Garantidamente, The Facebook Files foi mesmo uma grande história que revelou o impensável, criou toda uma revolução e que tocou realmente na ferida que o Facebook fazia os possíveis para não deixar rastos!

domingo, 11 de outubro de 2026

Entrevista a Ella Bruccoleri, protagonista de The Other Bennet Sister | E o que esperar desta série do universo de Jane Austin

Se são fãs de Orgulho e Preconceito, então esta série é para vocês!

Com oito episódios, The Other Bennet Sister é protagonizada por Ella Bruccoleri e é inspirada neste universo tão popular de Jane Austin. Neste caso, é focada na vida de Mary Bennet.

Em Portugal, pode ser vista no canal AXN White.

Esta é a história de Mary Bennet, a simples e desajeitada irmã do meio da famosa família Bennet, enquanto tenta sair da sombra das suas irmãs para encontrar a sua voz, o seu lugar no mundo e, talvez, o amor.

Este é um drama de época centrado nas personagens, que se move das restrições tranquilas do campo até ao pulsar libertador de Londres. E isto tudo é visto através dos olhos penetrantes, autodepreciativos e surpreendentemente modernos de Mary.  

No início do século XVIII e numa Inglaterra rural, e protagonista é Mary Bennet, sendo que ela é bem diferente, ao contrário das suas irmãs. Ela é uma mulher instruída e talentosa que é simples, menos bonita e mais introvertida que quer ser admirada e respeitada pela sua inteligência.

Para as mulheres daquela época, o futuro não oferecia outra opção senão casamento ou miséria. Mas, Mary queria conquistar o seu lugar e construir o seu próprio caminho.

Será que alguma vez, Mary vai encontrar o seu caminho, enquanto se enquadra numa sociedade que tem preconceito perante a classe e a aparência?

Divulgação: AXN Portugal

The Other Bennet Sister é uma série cativante e maravilhosa, cuja história toca profundamente o coração de quem está a ver e haverá muitos que se irão identificar com a Mary. Pelo meio, possui frases de humor e ironia que encaixam muito bem, enquanto vão existindo diálogos que são impactantes.

Além disso, transmite lições interessantes sobre amor próprio, coragem, independência e o quanto é importante ser você mesma, autêntica e ouvir o seu próprio instinto.

Nesta narrativa, está na hora de Mary se dar a conhecer, e ser ousada e quem sabe, encontrar o amor. E também de se afastar da sombra das suas irmãs para finalmente, se encontrar e se escolher a si própria. Para que depois, deixe de existir uma comparação constante com elas e com todas as pessoas ao seu redor.

Divulgação: AXN Portugal

Dá para perceber que ao longo desta jornada de aprendizagem, Mary tem duas vozes muito realçadas na sua mente: a da sua mãe e da sociedade com todos os seus preconceitos, regras e comparações.

Mary é constantemente rejeitada pela mãe. A sua mãe tem a obsessão de casar as filhas e não desiste facilmente, mas nunca perde uma oportunidade de dizer o que sente por Mary e de humilhá-la. Por mais que Mary tente, parece que nada é suficiente para a sua figura materna que quer que ela seja de uma certa maneira. E por isso, acaba por haver muito barulho na mente de Mary.

Com toda essa pressão e barulho, seja da família ou da sociedade ou de ambas, qualquer pessoa consegue identificar-se com o que Mary vai sentindo e ter assim, empatia. E torce para que ela tenha o seu final feliz. Nesta situação, uma mulher está a toda a hora a ser comparada aos outros, perante a aparência das outras mulheres e o sucesso que elas alcançaram nas suas vidas. É cansativo e é normal que se queira acabar com esse barulho. Tudo Isto é algo que acontecia naquela época, mas que continua a acontecer nos dias de hoje.

Uma das principais razões pela qual a série prende a atenção é devido à própria Mary! A Mary encanta com a sua personalidade forte, corajosa e vincada que tem um sentido de liberdade, desejos próprios e que nunca desiste de ser quem é.

Ao longo dos episódios, ela vai se tornando mais forte, faz escolhas que a fortalecem e que a aproximam mais daquilo que lhe faz feliz.

Divulgação: AXN Portugal

Esta viagem que começa por Meryton até Londres e pelo meio passa pelo Lake District, sendo que é envolvida também por reviravoltas com algumas surpresas e por uma história de amor tão bonita e inesperada.

Uma das minhas cenas favoritas e que foram bastante hilariantes ocorreram no lago entre Mary, Tom (Dónal Finn) e Ryder (Laurie Davidson), os interesses amorosos dela. É muito divertido acompanhar as dinâmicas deles e quando partilham o ecrã com a própria Mary. E claro que nesta narrativa também fica aquela questão. Quem irá Mary escolher?

The Other Bennet Sister tem todos os ingredientes para conquistar, sendo que encaixa plenamente na época representada e é acompanhada por uma fotografia bonita e bem escolhida e uma ótima banda sonora. Esta série é romântica, intelectual, criativa, divertida, na qual cria uma ligação com o espetador, transmite mensagens pertinentes e não falha quando falamos de uma boa dose de drama e mexericos.

Por isso, vale a pena assistir a mais uma história fantástica de Jane Austin que mostra o lado desta história contada pela perspetiva de Mary Bennet e ainda, é narrada por esta protagonista!

Para terminar, aproveito para dizer que estive à conversa com a Ella Bruccoleri que fez um desempenho muito bom da Mary Bennet.

Um agradecimento à Ella Bruccoleri pela sua disponibilidade em responder às minhas perguntas. Foi um gosto falar sobre esta série encantadora! Por fim, um obrigada ao canal AXN Portugal e à Sony pela oportunidade desta entrevista! E partilho de seguida, a minha entrevista com ela!

sábado, 3 de outubro de 2026

Verity - vale a pena ver a adaptação do romance bestseller de Colleen Hoover? (Crítica)

Amantes dos livros de Colleen Hoover, chegou o momento!

Verity é a adaptação do romance bestseller de Colleen Hoover que tem a realização de Michael Showalter. E é protagonizado por Anne Hathaway, Dakota Johnson, Josh Hartnett, Brady Wagner, Ismael Cruz Cordova e Daniel Echevarria.

Este thriller psicológico sedutor acompanha a renomada autora Verity Crawford (Anne Hathaway) e Lowen Ashleigh (Dakota Johnson), uma escritora em dificuldades que se muda para a remota propriedade dos Crawford para escrever em nome de Verity.

Após Lowen descobrir aquilo que parecem ser as perturbadoras notas autobiográficas da autora, vê-se confrontada com confissões inquietantes e distorcidas sobre o marido de Verity, Jeremy (Josh Hartnett), sendo forçada a distinguir entre a ficção e a realidade, manipulação e atração, oportunidade e obsessão.

Divulgação: Amazon MGM Studios, Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Primeiramente, é essencial referir que esta análise é feita de mente aberta e sem ter lido o livro pelo qual esta história é adaptada.

Pode parecer fácil, mas ser uma escritora é mais desafiante do que se possa pensar. Pois, a pessoa até pode ter muitas habilidades, mas existem outros fatores externos que influenciam toda uma carreira. E aqui, temos um exemplo prático disso. De um lado, temos Verity Crawford, um fenómeno e uma referência que conquistou uma comunidade gigante de seguidores que devora os seus livros. Já do outro, temos Lowen Ashleigh que apesar de escrever o mesmo género de histórias de que a Verity faz, ela não consegue encher uma livraria pequena quando ocorre uma leitura da sua obra mais recente.

Mesmo com o seu pequeno alcance, Lowen não desiste, sendo que um dia, tudo muda. Tem a oferta de uma proposta irrecusável que depois lhe iria proporcionar uma viagem conturbada e marcante. E essa oportunidade, era nada menos do que ajudar a Verity Crawford a escrever o seu próximo romance da coleção. Será que a Lowen é capaz de estar à altura do desafio? E afinal, qual foi a razão dela ser a escolhida para a tarefa?

Uma coisa é dada a entender desde o início: nem tudo é o que parece.

E vai chegar um momento, em que tanto o espetador, como a própria Lowen vão ter muita dificuldade em identificarem o que é real e o que é ficção.

Divulgação: Amazon MGM Studios, Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Verity é daqueles filmes promissores que tinha tudo para brilhar, mas que ficou aquém das expetativas. Possuía todos os elementos necessários para inovar os thrillers psicológicos, criar inúmeras discussões e chocar em determinadas situações. No entanto, preferiu optar pelo caminho mais fácil e ser assim, mais previsível e por vezes até incoerente.

Automaticamente, o espetador entra nesta narrativa a esperar que seja algo tremendamente perturbador e mais tenso. Infelizmente, não foi isso que aconteceu. Poderiam ter arriscado mais e tornar tudo isto em algo mais arrepiante, obscuro e criativo. Mesmo que não tenha lido o livro, eu tinha a informação de que o romance original era muito mais pesado. E parece que não quiseram se esforçar ou quem sabe, entrar em grandes polémicas.

Também esperava um maior tempo de ecrã da própria Verity, interpretada pela grande Anne Hathaway. Mesmo assim, ela brilhou sempre que esteve presente em cena. Já o restante elenco, fez o melhor que conseguiu com o guião que lhes foi entregue.

Mesmo assim, tem uma boa quantidade de manipulação, tensão, vibrações estranhas e revelações que faz com que se mantenha algum interesse em querer assistir a esta narrativa, seja qual venha a ser o seu desfecho.

Por isso, se forem ver, o melhor é não ir com expetativas e evitar fazer comparações com o material original.


sábado, 12 de setembro de 2026

Practical Magic 2 - vale a pena ver esta sequela mágica protagonizada por Nicole Kidman e Sandra Bullock? (Crítica)

Quase três décadas depois, as irmãs Owen estão de regresso com Practical Magic 2 (Magia e Sedução: Segredos de Família, como título em português).

Baseado no romance “The Book of Magic”, de Alice Hoffman, esta dupla protagonizada por Nicole Kidman e Sandra Bullock volta a lidar com a maldição da família Owen que teima a não lhes deixar viver a vida nos seus próprios termos.

No elenco também inclui Joey King, Maisie Williams, Stockard Channing, Dianne Wiest, Lee Pace, Xolo Maridueña e Solly McLeod.

Então, Gillian e Sally regressam com tudo o que sempre as tornou inconfundíveis: margaritas à meia-noite, feitiços na cozinha, travessuras ao luar e partidas entre irmãs. Conhecemos também as filhas de Sally, Kylie (Joey King) e Antonia (Maisie Williams), já crescidas e determinadas a enfrentar a maldição geracional que condena à morte qualquer homem que se apaixone por uma mulher Owens.­­

Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo

Passem os anos que passarem, a maldição continua mais poderosa do que nunca. O amor é a ruína delas. Será que a família Owens toda junta vai finalmente conseguir quebrar a maldição?

Esta história inicia-se com Sally a perder o seu segundo marido. Depois, ela pede à Gillian para esconder das filhas que elas são bruxas e todo o poder que vem associado. Para complementar, também lança um feitiço para que as filhas se esquecessem de tudo aquilo que sabiam sobre magia. De seguida, Sally deixou a sua magia para trás e assim, passou a viver uma vida mais normal. E pensava ela que estava a tomar a decisão certa.

No entanto, o passado tem sempre uma maneira de regressar. Isso acontece, quando Kylie fica completamente apaixonada pelo namorado Gideon (Xolo Maridueña). E assim, que nutre o seu sentimento em palavras, um acidente ocorre e Gideon fica entre a vida e a morte. Enquanto isso, Kylie fica a saber a verdade sobre as suas origens e fará o que for preciso para acabar com a maldição e salvar o namorado.

Mais tarde, quando Sally fica a saber que Kylie pode estar em perigo, vai atrás dela numa corrida contra o tempo e na companhia de Gillian. Para isso, também tem de desbloquear o seu poder e ela vai precisar de ajuda para o fazer.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Practical Magic 2 é uma sequela leve, cheia de magia, amor, união, cumplicidade, feitiços e esperança. A fotografia é maravilhosa, no qual tem uma boa música a acompanhar. E a história em si é executada de um modo simples e fluído, sendo que não só manifesta magia, mas também aborda a força do vínculo destas mulheres determinadas que não desistem e tentam encontrar uma solução, por mais que difícil que seja. É impressionante como a força da irmandade pode ter a capacidade de fazer o inesperado. E não nos vamos esquecer que também é transmitido por parte das personagens, um lado mais maternal.

Já a cumplicidade entre Nicole Kidman e Sandra Bullock continua a ser bastante divertida. Elas protagonizam das cenas mais engraçadas com um tom humorístico que nos anima e nos faz ter ainda mais conexão com elas.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Além disso, mesmo envolvido em algum caos no bom sentido, o filme proporciona uma ótima energia, boas aprendizagens e uma mensagem importante que nos faz refletir sobre o que realmente importa. É uma boa sugestão que serve para descontrair e apreciar o power destas mulheres enigmáticas. E é daquelas narrativas que nem sabíamos que estávamos a precisar de ver.

Por isso, não percam esta produção! E não pode faltar a como este grupo de personagens femininas tão poderosas nos aconselha a simplesmente, viver a vida!

De seguida, também podem assistir a um vídeo que eu fiz dedicado a este filme!


quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Mutiny: Código Vingança cumpre com o seu principal propósito que é entreter quem gosta de filmes de ação

Mutiny: Código Vingança é um novo filme de ação realizado por Jean-François Richet e com Jason Statham e Annabelle Wallis nos papéis principais.

Neste enredo, Cole Reed (Jason Statham) testemunha o assassinato do seu chefe bilionário e é injustamente acusado do crime, sendo obrigado a fugir para provar a sua inocência. Determinado a fazer justiça pela morte do empresário, embarca numa cruzada solitária a bordo de um navio cargueiro, onde acaba por desvendar uma conspiração internacional.

Inicialmente, tudo parecia correr bem na vida de Cole. Ele era valorizado pelo seu chefe e até fazia parte da família. No entanto, tudo muda quando acontece que resulta na morte dele. Apesar de todas as tentativas, Cole não conseguiu salvá-lo e acaba por se tornar o principal suspeito.

A partir desse momento, Cole terá de fazer o que for preciso para encontrar o verdadeiro culpado. Sem saber em quem pode confiar, vai utilizar o seu instinto de sobrevivência. E, naturalmente, colocar em prática as suas habilidades de combate, que até agora não tinham sido necessárias.

Será que o Cole vai ser bem-sucedido com a sua missão? Uma coisa é garantida. Pelo caminho e com a sua sede de vingança, ele terá de lutar contra quem for necessário, independentemente das circunstâncias.

Divulgação: NOS Audiovisuais

Mutiny: Código Vingança cumpre com o seu principal propósito que é entreter quem gosta de filmes de ação, com uma fórmula que resulta. Apesar da história ser previsível, continua a ter a capacidade de apresentar algumas surpresas.

Mesmo com algumas cenas mais irrealistas, o filme consegue prender a atenção desde o início. Além disso, há sempre a curiosidade em saber como é que o Cole se vai desenrascar perante os diferentes obstáculos. E até onde isso o irá levar na sua procura pelo responsável.

Tanto Jason Statham, como Annabelle Wallis combinam bem como dupla de protagonistas e teria sido mais interessante, vê-los a lutarem mais vezes em conjunto, em vez de acompanharmos grande parte da ação de forma individual.

As cenas de ação e de luta são bem executadas com algumas coreografias, particularmente criativas. Os combates corpo a corpo são um dos pontos fortes da produção. E em termos de realização, consegue acompanhar bem o ritmo acelerado da narrativa.

Como seria de esperar num filme deste género com elementos de thriller, não vai faltar tiroteios, perseguições, explosões, violência, sangue, conspirações para serem desvendadas, pancadaria, pequenos disfarces e uma boa dose de combate corpo a corpo.

Jason Statham volta a interpretar um protagonista perfeitamente adequado às suas características. E vemos que continua a ser um especialista neste tipo de personagens, sendo que proporciona o entretenimento que se espera de um filme desta natureza.

Mutiny: Código Vingança é uma produção que entrega exatamente aquilo que promete: ação, perseguições e combates de qualidade.  

sábado, 29 de agosto de 2026

The Dog Stars protagonizado por Jacob Elordi e realizado por Ridley Scott (Crítica do Filme)

The Dog Stars (Na Companhia das Estrelas, como título em português) é baseado no bestseller de Peter Heller e tem a realização de Ridley Scott.

O elenco é composto por Jacob Elordi, Josh Brolin, Margaret Qualley, Allison Janney, Benedict Wong e Guy Pearce.

O filme conta a história de Hig (Jacob Elordi), um jovem piloto que, juntamente com Bangley (Josh Brolin), um especialista militar em sobrevivência, construiu um refúgio eficiente, mas isolado, num mundo pós-apocalíptico brutal. Quando Hig recebe uma misteriosa transmissão de rádio, parte rumo ao desconhecido em busca da esperança e da humanidade que ainda acredita existirem.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Neste mundo pós-apocalíptico, um vírus misterioso elimina uma grande parte da humanidade. Não se sabe como tudo aconteceu. Porém, houve quem tivesse sobrevivido, como foi o caso de Hig, um piloto que juntamente com o seu cão tenta seguir em frente após a morte da sua mulher.

Como é óbvio, os sobreviventes terão de lidar com todo o tipo de perigos, incluindo a presença de saqueadores. Neste caso, temos um grupo de saqueadores que são conhecidos como os Reapers e que aterrorizam quem se cruza no caminho deles.

Agora, uma das mensagens que esta produção tenta transmitir é que no fim do mundo, ninguém tem de sobreviver sozinho. O instinto de sobrevivência pode surgir num ápice. Mas, demonstrar a sua humanidade, isso já faz parte das muitas escolhas do chamado livre-arbítrio.

Hig é daqueles indivíduos ingénuos e cheios de esperança, que ainda acredita que pode haver sobreviventes com boas intenções e dispostos a tornar este mundo onde vivem no momento, num lugar melhor. Enquanto isso, o seu companheiro, Bangley acredita completamente no contrário. Afinal, quem terá razão?

Por mais que estivesse a viver num sítio confortável e protegido o suficiente para que pudesse chamar de lar, Hig queria muito mais. Ele pretendia aventurar-se no desconhecido e fazer muito mais. Contudo, a partir do momento em que tomasse essa decisão, então iria para um ponto sem retorno. Isso, depois poderia lhe proporcionar um género de transformação. E quem sabe, lidar com o seu luto.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Apesar de possuir uma cinematografia bonita e uma boa escolha em termos de som, The Dog Stars não acrescenta nada de novo. O filme em si, faz lembrar automaticamente o ambiente da série, The Last of Us, mas sem as suas criaturas mortíferas.

Depois, torna-se difícil criar qualquer ligação com as personagens. Houve momentos em que o cão do protagonista cativou muito mais do que outras personagens. O enredo também tem as suas falhas e há muitas questões que ficaram por responder.

Além disso, fica-se com a sensação de que falta sempre algo que poderia tornar a história mais produtiva e intensa.

Mesmo assim, num geral, apreciei a atmosfera do filme e as alturas em que foram apresentando as estrelas.

Para mim, uma das melhores partes foi a presença do Bangley, sendo que Josh Brolin fez o seu melhor com o argumento que lhe proporcionaram.  

Sinceramente, esperava muito mais deste The Dog Stars que poderia ter seguido um rumo bem melhor. Até pode haver quem vá gostar muito, devido ao Jacob Elordi. Mas, na minha opinião, a interpretação dele não foi nada de especial. Por isso, se forem ver o filme, então não vão com expetativas.


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Coyote vs. Acme proporciona uma experiência repleta de uma alegria contagiante e de muita boa disposição (Crítica)

Depois de muito tempo de espera, chegou o filme Coyote vs. Acme!

Este projeto esteve na gaveta, mas graças à pressão dos fãs, o filme realizado por Dave Green vai finalmente estar disponível para que o público possa assistir.

Este é um novo capítulo inspirado num dos confrontos mais memoráveis da animação! Quem se lembra das constantes perseguições do Wile E. Coyote e o Bip Bip?

Até se perde o número de vezes que a pessoa já se riu, devido a cada uma das interações desta dupla de personagens de animação. Verdade?

Esta produção combina imagem real e animação, sendo que reúne Will Forte, John Cena e Lana Condor, ao lado de algumas das personagens mais icónicas dos Looney Tunes.

Divulgação: WARNER BROS. ENTERTAINMENT INC e NOS Audiovisuais

O enredo em si cria um interesse imediato. Verdade, porque depois de anos de planos falhados e engenhocas desastrosas, Wile E. Coyote decide finalmente responsabilizar a ACME pela sucessão de acidentes que marcaram a sua interminável perseguição ao Bip Bip.

Para isso acontecer, temos o Coyote determinado a fazer justiça. A primeira coisa que ele faz é juntar-se a um advogado especializado em acidentes pessoais. E depois, avança com um processo judicial contra a empresa responsável pelos produtos que, durante décadas, nunca funcionaram como prometido.

Entre reviravoltas inesperadas e um confronto em tribunal, a batalha promete colocar em causa uma das marcas mais emblemáticas do universo clássico de Looney Tunes.

Entretanto, isto tudo não aconteceu de um dia para o outro. Foram décadas de acontecimentos infelizes para o Wile E. Coyote. Estes são alguns dos exemplos: bombardeado por bombas; demolido por dinamite; danificado por ímanes; espalmado por pedregulhos; atropelado por comboios; trapaceado por túneis; arremessado por molas; cilindrado por cilindros; baleado por balas, acorrentado por correntes, fustigado por foguetes, traído por trajes, projetado por patins, maltratado por monociclos, trucidado por terramotos, chicoteado por cintos e lançado de cabeça de todos os penhascos do deserto.

Divulgação: WARNER BROS. ENTERTAINMENT INC e NOS Audiovisuais

Com todas estas desgraças que lhe aconteceram, Wile E. Coyote decide finalmente retaliar. Por isso, ele junta-se ao advogado de acidentes pessoais Kevin Avery (Will Forte). Como adversário para enfrentar tem o astuto advogado corporativo Buddy Crane (John Cena) e a ACME, Inc, a empresa capitalista por trás de todas as suas caóticas catástrofes.

Agora, fica uma das maiores questões em aberto. Será que Wile E. Coyote e Kevin Avery vão ser bem-sucedidos e vencer este caso em tribunal? O que também não vai faltar são momentos de pura comédia.

Uma coisa que gostaria de partilhar com vocês. Desde miúda, que eu acompanho os Looney Tunes e assim que soube desta nova aventura do Coyote, então não podia faltar e tinha mesmo de ir ver.

Se tivesse de descrever este filme numa única palavra que mistura os desenhos animados com live-action seria, sem margem para dúvidas, HILARIANTE!

Divulgação: WARNER BROS. ENTERTAINMENT INC e NOS Audiovisuais

Coyote vs. Acme é daqueles filmes que nos faz sair da nossa própria realidade e nos proporciona uma experiência repleta de uma alegria contagiante e de muita boa disposição. E ainda, tem boas referências a este universo tão clássico que tão bem conhecemos. Também consegue trazer novas personagens que encaixam, enquanto nos faz matar saudades de outras tão icónicas.

A criatividade, tanto na história, como em relação a cada uma das suas cenas está fabulosa. E muito daquilo que acontece é mesmo de partir a rir.

Depois, este Coyote faz-nos vibrar constantemente, sendo que nos traz desde momentos engraçados até outros mais emocionantes.

Resumindo, é um filme bastante divertido que tem ótimas surpresas e que ficou na lista dos meus favoritos deste ano.

Coyote vs. Acme merece todo o reconhecimento e vale mesmo a pena assistir, principalmente na versão legendada. Por isso, não percam! E preparem-se para uma sessão cheia de humor e de animação pura!

De seguida, também partilho um vídeo curto da crítica deste filme.