sábado, 23 de maio de 2026

Filme "Passenger" - o que esperar desta entidade demoníaca que tem os viajantes como alvos

Passenger (O Passageiro do Inferno, como título em português) é uma produção da Paramount Pictures. É classificado como um thriller de terror realizado por André Øvredal, tendo como protagonistas: Jacob Scipio, Lou Llobell e Melissa Leo.

Temos aqui um jovem casal que depois de testemunhar um terrível acidente numa estrada, rapidamente perceber que não saiu do local sozinho. Uma presença demoníaca conhecida como “The Passenger” transforma a sua viagem num autêntico pesadelo, não descansando até reclamar ambos como as suas vítimas.

Este é um casal que vendeu tudo o que tinha para mudar o rumo das suas vidas e viverem uma nova fase. Eles decidiram pegar numa caravana e meterem-se à estrada, percorrendo inúmeros quilómetros e irem simplesmente, à aventura.

Contudo, quando passam algumas semanas, um deles já não está assim tão satisfeito com esta mudança de vida. E começa a ter dificuldades a lidar com isso. Mas, essa não seria a maior complicação desta nova jornada deles.

Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais

Depois de presenciarem um acidente numa estrada isolada, eles acabam por saírem de lá acompanhados. Companhia essa que não lhes ia facilitar a vida. A partir desse momento, a viagem torna-se numa luta desesperada pela sobrevivência, marcada por uma presença inexplicável que os persegue sem descanso.

Não importa o que eles façam, parece que não se conseguem livrar deste passageiro do inferno, uma entidade do mal. Será que irão sobreviver?

Neste cenário, nas estradas norte-americanas de um determinado estado, têm aumentado o número de pessoas desaparecidas. Muitas têm acidentes, desaparecem sem deixar rasto e nunca mais são vistas. E depois o pior acontece, quando estão a conduzir de noite por estradas vazias.

Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais

Passenger pode possuir os elementos essenciais para atrair quem aprecia filmes de terror, mas não é inteligente na forma como entrega este enredo. Sim, é verdade que tem visuais sólidos, cria algum interesse e prega alguns sustos pelo caminho. Mas, poderá não ser o suficiente para marcar o espetador.

A narrativa contém um nível elevado de tensão e suspense envolvido num terror psicológico. Os alvos são viajantes que conduzem pelas estradas. Caso, desapareçam são facilmente esquecidos. E além disso, parece que não existe ninguém que coloque a sua atenção em tentar resolver esses mesmos desaparecimentos.

Enquanto isso são explorados os medos associados ao isolamento e à escuridão. E de um modo muito breve é mostrado como é o modo de vivência de determinadas comunidades, onde a caravana é o seu lar. Também ficamos a saber ligeiramente mais sobre os símbolos que são colocados nas viaturas dos viajantes como o aviso de perigo ou outros com significados diferentes.

Gostaria que tudo isto referido anteriormente, tivesse sido mais desenvolvido. Como por exemplo, teria sido mais interessante, haver ataques deste demónio nestes acampamentos. E aí, teríamos um melhor vislumbre do poder dessa figura, a ameaça que representava e que seria impossível de evitar. E assim, realmente testemunhar que não haveria forma de escapar.

Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais

Supostamente, a história seria centrada nesta entidade demoníaca, mas infelizmente mais de metade do filme, não esteve presente visualmente. Só eram apresentados sinais da sua aproximação. Por isso, esperava muito mais ataques infernais e caóticos. Além disso, esperava que se tivesse sabido mais sobre as origens desta criatura.

Uma outra coisa que poderia ter sido mais desenvolvida e que faltou contexto foi o historial entre esta figura demoníaca e o São Cristóvão, o padroeiro dos viajantes. Este santo acabou por se tornar num género de arma secreta para ajudar a enfrentar o passageiro do inferno e sem se perceber o porquê.

Com Passenger, temos uma produção com thriller, terror e suspense que apresenta uma história simples com algumas falhas e desequilíbrios. E que cria a sensação de que falta alguma coisa. Poderia ter sido muito mais. Apesar disso, no final pode entreter na mesma, quem for assistir. E no meu caso, foi isso que aconteceu.


sexta-feira, 22 de maio de 2026

"The Mandalorian and Grogu" do universo de Star Wars - este filme tem dividido opiniões, será que vale a pena ver?

Está na hora da nova aventura por uma galáxia muito, muito distante da dupla irresistível, The Mandalorian and Grogu!

Após participarem durante três temporadas, na série The Mandalorian que está disponível na plataforma de streaming da Disney+, os dois protagonistas voltam para participarem numa nova viagem. Esta narrativa é completamente independente da série. Por isso, se nunca viram a série, não tem problema.

E finalmente o que mais esperávamos acontece. Depois de sete anos, um filme do universo de Star Wars está de regresso ao grande ecrã! No entanto, esta produção realizada por Jon Favreau tem dividido muito as opiniões. Será que vale a pena ir assistir?

Para além de Pedro Pascal, temos no elenco nomes, tais como:  Sigourney Weaver, Jeremy Allen White, Martin Scorsese, Steve Blum, Jonny Coyne, Hemky Madera, entre outros.

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

Nesta história, o Império caiu e os senhores da guerra imperiais permanecem espalhados pela galáxia. Enquanto a incipiente Nova República trabalha para proteger tudo pela que a Rebelião lutou, recrutam o lendário caçador de recompensas Mandaloriano Din Djarin (Pedro Pascal) e o seu jovem aprendiz Grogu.

Para quem assistiu à série e é um grande espetador de Star Wars, então vai reconhecer algumas referências e easter eggs espalhadas por este filme. Além disso, este grupo de pessoas já tinha testemunhado às várias histórias sobre o caçador de recompensas Mandaloriano e uma criança com o nome de Grogu. Mesmo assim, logo no início do filme, há uma breve introdução ao mundo que estamos prestes a assistir para quem nunca tenha visto qualquer projeto de Star Wars se consiga situar. Por isso, não há um único momento, em que um iniciante possa perder-se no rumo desta trama aventureira.

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

Neste caso, vamos assistir a uma missão a ser executada pelo Mandaloriano e com Grogu, como o seu parceiro. Esta missão é autónoma e nada relacionada com os eventos da terceira temporada da série que foram de qualidade inferior. Esta decisão até pode ser um dos motivos pelo qual algumas pessoas não gostaram do filme. Pois, aquilo que tinha acontecido anteriormente na série, parecia ter sido descartado. E acabaram por querer trazer algo muito mais simples que funciona, caso se queira viver apenas uma jornada divertida ao lado destes dois protagonistas. 

Neste momento, Din Djarin está a trabalhar para a Nova República, no qual ele só caça criminosos de guerra do Império. E aqueles vilões que estiverem na lista, ele vai eliminar. A Nova República precisa de um profissional para impedir outra guerra e ele é o escolhido. Para cumprir a sua próxima missão, o Mandolariano vai precisar de mais informações para encontrar os seus alvos.  

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

The Mandalorian and Grogu é uma aventura incrível, alucinante e emocionante que nos faz sair da nossa própria realidade. E assim, viajar por uma galáxia muito, muito distante e tudo na companhia desta dupla vencedora que é tão carismática, principalmente o adorável Grogu.

Também se destaca por uma banda sonora perfeita nas mãos do talentoso Ludwig Göransson. Cada uma das músicas introduzidas cria um maior impacto nas cenas que estamos a assistir. E não nos vamos esquecer das cenas de ação e de luta com coreografias fantásticas a acompanhar e que prendem logo a atenção.

São vários os momentos em que somos transportados automaticamente para este universo mágico e brilhante, sendo que ficamos com a perceção que estamos a viver uma experiência imersiva, juntamente com as personagens. Essa sensação acontece muito, devido aos ângulos de filmagem escolhidos, à boa cinematografia, os cenários construídos e aos bons efeitos visuais apresentados. O que não falta são situações que nos fazem rir, no qual são maioritariamente protagonizadas pelo Grogu e por elementos da espécie dos Anzellans. Outras, em que colocamos a nossa imaginação à prova. E que aproveitamos para viver realmente o momento.

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

A estrela e o destaque da história é sem dúvida, o Grogu que rouba todas as atenções! Este é o miúdo guloso, apaixonante, bastante fofinho e super engraçado com um espírito livre que viverá séculos depois do Mandaloriano. E às vezes, ele mete-se em sarilhos, usa a força para apanhar aquilo que quer e costuma tocar nos botões errados. Qualquer cena em que Grogu esteja presente, ele brilha e transmite uma energia contagiante e uma alegria imediata. Uma coisa é garantida. O Mandaloriano não estará sempre presente para protegê-lo. Quando chegar a essa altura, o que poderá acontecer com o Grogu?

Nesta jornada, é-nos mostrado um pouco do amadurecimento do Grogu e conseguimos vê-lo mais independente, quando é preciso. Enquanto isso, ele também demonstra todo o seu amor e carinho pelo Din Djarin.

E para além da missão que eles têm em mãos, o foco também vai para a química e a cumplicidade evidente deste duo que é muito cativante e que, por vezes, até emociona. É interessante ver os perigos que enfrentam juntos, a dinâmica que têm como pai e filho e acompanhar um pouco mais da evolução da relação deles, sendo que transmitem mensagens bonitas. Uma delas é que os velhos protegem os novos. E depois, os novos protegem os velhos. Nesta história, assistimos a uma situação dessas em primeira mão que é um exemplo perfeito de uma dessas mensagens tão tocantes.

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

Também gostaria que tivesse havido mais tempo em cena do Pedro Pascal sem capacete. Acredito que poderia ter criado uma conexão ainda maior com a personagem.

Rotta, the Hutt foi uma boa adição e surpresa, mas houve alturas que parecia que ele estava um pouco deslocado. Outras teve um bom destaque. E em relação à sua voz, estava ligeiramente estranha e mais artificial. Porém, gostei de assistir à dinâmica dele com o Grogu.

Uma coisa que rapidamente se nota é que este filme é uma extensão da própria série, The Mandalorian. Como se vários episódios da série se juntassem ao longo de mais de duas horas de duração. Ou seja, temos a sensação de que estamos a assistir à série, mas no grande ecrã. Isso a mim, não me incomoda e até é curioso encontrar as semelhanças e as diferenças.

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

The Mandalorian and Grogu merece ser vista em IMAX e irá de certeza, conquistar uma nova geração e entreter os fãs de Star Wars, mesmo que não seja nada de inovador. Não precisa de se ver outros projetos de Star Wars para entender este filme, porque introduzem o contexto que é necessário e tudo é executado de um modo muito simples.  

Como referido anteriormente, a história em si é muito simples e preferiu não arriscar em algo mais inesperado ou nunca antes visto. Contudo, temos cenas hilariantes alienígenas, blasters, novos monstros, perseguições, ação, combates, muitos tiros disparados e planos de vingança a serem colocados em marcha. E também a introdução de personagens que se tinha interesse em se ver no grande ecrã. Tudo isso e muito mais.

Para mim, quando vemos um filme, seja ele qual for, o mais importante é que o mesmo consiga entregar um ótimo produto de entretenimento. The Mandalorian and Grogu envolvido em ficção científica, fantasia, aventura e ação faz isso muito bem e diverte. É um bom presente para celebrar este mundo que tanto admiramos e no qual sentimos todos o tipo de emoções.  

Há frases marcantes que ficarão para sempre na nossa memória. This Is The Way (Este é o Caminho, em português) é um desses exemplos que acaba por nos fazer associar imediatamente a estas personagens principais e ainda, a refletir sobre a vida em si.

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

Concluindo, é verdade que o universo de Star Wars precisa de inovação. Precisa de algo bombástico e extraordinário que faça a pessoa ficar completamente entusiasmada com o futuro deste mesmo universo. E isso já aconteceu, por exemplo, com a série Andor que foi das maiores surpresas que existiram até agora. Assim, acredito plenamente que nos vamos surpreender, ainda mais, com os próximos projetos de Star Wars.

Por isso, vejam The Mandalorian and Grogu sem qualquer tipo de expetativa e vão de mente aberta. É mesmo uma experiência gratificante e um filme para ver em família! Apertem os cintos para fazerem esta viagem divertida e cheia de ação com este duo imbatível por uma galáxia muito, muito distante…

De seguida, partilho vídeos que fiz dedicados a este filme!




quarta-feira, 20 de maio de 2026

Filme "Obsession - A Felicidade É Relativa" - é um terror psicológico com um lado sinistro que é envolvido no sobrenatural

Ultimamente, Blumhouse tem lançado vários projetos ligados ao universo do terror. E o próximo é Obsession – A Felicidade É Relativa. Este thriller sobrenatural é realizado por Curry Barker, tendo sido protagonizado por Michael Johnston e Inde Navarrette.

Nesta história Bear (Michael Johnston) é um jovem apaixonado pela sua melhor amiga de infância, Nikki (Inde Navarrette). Incapaz de confessar os seus sentimentos, recorre a um misterioso artefacto sobrenatural para que ela se apaixone por ele. O desejo concretiza-se, mas amar alguém assim tem um preço sombrio e irreversível.

Assim, o que começa como uma comédia adolescente sobre amor não correspondido transforma-se rapidamente num pesadelo visceral: a obsessão de Nikki assume contornos cada vez mais perigosos e violentos, obrigando Bear a confrontar as consequências devastadoras do seu desejo.  

Às vezes, é importante que tenha cuidado com quem se deseja.

Para além disso, lembram-se daquela afirmação: Cuidado com aquilo que desejas? Nunca uma frase fez tanto sentido como nesta narrativa.

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Temos um One Wish Willow (Desejo Willow, como tradução em português) disponível nas mãos do Bear, sendo que ele desejou que a Nikki Freeman o amasse mais do que a alguém em todo o mundo. E não é que se concretizou? É que Nikki passou a ter só olhos para o Bear . E é como se um feitiço tivesse sido lançado para ela.

Tudo isto inicia-se, porque Bear quer demonstrar o amor que sente por Nikki. Um dia, ele vai a uma loja esotérica para adquirir uma peça de bijuteria para lhe oferecer. Em vez disso, acaba por sair com um One Wish Willow. Ao final de contas, quem acaba por usá-lo é Bear.

No entanto, a concretização deste desejo acabaria por correr terrivelmente mal. E além disso, tem uma complicação. Não é possível reverter esse desejo, enquanto ele estiver vivo. O que será que Bear irá fazer? Será que vai aguentar a obsessão descontrolada de Nikki?

Agora, o que ele não se irá livrar é de um grande pesadelo que lhe vai traumatizar.

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Obsession – A Felicidade É Relativa é um terror psicológico com um lado sinistro que é envolvido no sobrenatural. Está cheio de cenas perturbadoras e outras mais violentas que resulta assim, num filme intenso, aterrorizante e completamente louco.

Vale a pena salientar a interpretação única de Inde Navarrette a dar vida à Nikki. É impressionante assistir ao modo como ela desenvolve a sua Nikki e depois representa esta obsessão sem limites. Por outro lado, ainda mostra a vulnerabilidade e a incapacidade que fazem parte quando não se está a agir por si própria. E consequentemente, perdendo assim, o controlo do seu próprio corpo e mente.  

Esta não é uma produção para todos os gostos, pois poderá deixar muitos desconfortáveis. E também, devido a ter arcos um pouco parados que pode tirar o foco e cansar as pessoas mais impacientes. De certeza, que poderá dividir opiniões, mas desde o início que demonstra a sua complexidade e o quanto é diferente e fora da caixa.

E este é daqueles exemplos que mostra realmente o que é o significado de ter uma obsessão.

As cenas que vão sendo apresentadas são bastante tensas e algumas delas, agonizantes. Dá para observar facilmente, o quanto este projeto tenta inovar neste género do terror. E isso acaba por acontecer com algumas surpresas pelo meio.

Com aquilo que se vê em Obsession – A Felicidade É Relativa, automaticamente vai-te obrigar a processar sobre o tema abordado. Além disso, cria uma curiosidade imediata em acompanhar mais histórias relacionadas com outros desejos que poderiam ter sido feitos, utilizando o One Wish Willow.

domingo, 17 de maio de 2026

Filme "Mortal Kombat II" - o que esperar do próximo torneio desta saga de sucesso

Preparados para mais um torneio e capítulo mais recente desta saga de sucesso que é baseado no icónico videojogo criado por Ed Boon e John Tobias? Falamos de Mortal Kombat II realizado por Simon McQuoid e com argumento de Jeremy Slater.

O elenco é constituído por Karl Urban, Adeline Rudolph, Jessica McNamee, Josh Lawson, Ludi Lin, Mehcad Brooks, Tati Gabrielle, Lewis Tan, Damon Herriman, Chin Han, Tadanobu Asano, Joe Taslim e Hiroyuki Sanada.

Nesta história, os campeões da Terra regressam ao grande ecrã num confronto direto com Shao Kahn, o imperador implacável de Outworld ­­­— e se perderem, a Humanidade paga o preço. A pressão nunca foi tão grande, os adversários nunca foram tão perigosos e, de entre eles, destacam-se dois nomes: Johnny Cage — a estrela de Hollywood em declínio, ego absolutamente intacto, e uma regra sagrada em qualquer combate: na cara não se toca — e Kitana, a guerreira que cresceu à sombra do homem que destruiu o seu mundo. A eles juntam-se os guerreiros do universo de Mortal Kombat: Raiden, Scorpion, Sonya Blade, Liu Kang, Kung Lao e muitos mais.

Agora, é-nos prometido a brutalidade, o humor, os personagens icónicos e as fatalities que os admiradores deste franchise sempre quiseram ver no grande ecrã. Será que vão cumprir com essa promessa? Uma coisa é certa. Scorpion e Sub-Zero regressam. Kitana e Jade entram em campo. Shao Kahn quer tudo. E algures no meio disto tudo, Johnny Cage tenta perceber como acabou metido numa guerra entre mundos. Desta vez, perder não é uma opção.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

E por isso, chegou o momento destes campeões enfrentarem os seus adversários num derradeiro confronto, sem regras e repleto de sangue, para tentar pôr fim ao reinado sombrio de Shao Kahn, que ameaça destruir o próprio Reino da Terra e os seus defensores.

Afinal, quem será o grande vencedor deste torneio? Será que desta vez haverá alguma misericórdia? E quem irá sobreviver e quem será eliminado?

Admito que antes de ver este filme, resolvi ver todas as adaptações relacionadas com Mortal Kombat. E cheguei à conclusão de que são todas muito diferentes entre si.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Mortal Kombat II entregou exatamente aquilo que se pretendia e isso era apresentar um espetáculo visual de artes marciais composto por cenas de lutas fantásticas e envolvidas em coreografias criativas. Pessoalmente, esperava muito mais, sendo que tinha potencial para tal.

As cenas de ação estão muito bem executadas, sendo que gostaria que tivesse havido mais. Mais lutas também teriam sido uma adição muito bem-vinda. E se tivessem estendido os locais deste universo, onde ocorreram algumas das lutas do torneio, então teria sido uma mais-valia.  

Não faltam saídas engraçadas por parte de algumas das personagens que são adicionadas na altura certa. No entanto, houve outros diálogos que não combinaram e que poderiam ter sido facilmente descartados. E ainda, existiu falhas na história em si.

Mas, como o maior propósito é assistir a um bom número de lutas, então a pessoa acaba por não dar grande importância a tudo isso.  

Já a atuação deste elenco, num geral não foi nada de especial, fazendo com que não se crie uma grande conexão com as personagens. E por isso, quando chega o momento de lutarem, a pessoa não tem grande vontade em torcer por alguns dos lutadores.  

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Uma das cenas de luta que mais gostei acaba por ser protagonizada pelo Scorpion e Sub-Zero e fiquei surpreendida por terem tido muito mais destaque ­­­— sobretudo o Scorpion ­­­— do que outras personagens. Mesmo assim, tanto Johnny Cage, como Liu Kang e Kano, conseguiram brilhar, cada um à sua maneira e proporcionando momentos cativantes de diversão.

Mortal Kombat II é um bom produto de entretenimento que traz sequências de luta empolgantes e sem limites no contexto de violência e em relação às mortes brutais. No entanto, a pessoa termina de assistir este filme em IMAX com um género de sensação agridoce e a achar que algo faltava para realmente exceder as expetativas iniciais.

Agora, que venham mais torneios e mais lutas surpreendentes dos próximos campeões. E assim, proporcionar ao espetador, um ótimo espetáculo.


sábado, 16 de maio de 2026

I Swear é uma obra inspiradora, interessante e bastante relevante que pode fazer a diferença na vida de alguém com Síndrome de Tourette

I Swear (Mais Forte Que Eu, como título em português) é inspirado numa história verídica que é focada na Síndrome de Tourette. O realizador é Kirk Jones e este filme é vencedor de 3 BAFTA em 2026 (Melhor Casting, e Robert Aramayo como Estrela em Ascensão e Melhor Ator Principal). Este drama biográfico é protagonizado por Robert Aramayo, Peter Mullan e Maxine Peake.

Esta é a inspiradora e extraordinária história de vida de John Davidson, um notável ativista da Síndrome de Tourette. É um drama biográfico com a duração de duas horas emocionalmente envolvente, divertido e cativante que acompanha o diagnóstico de Tourette de John Davidson aos 14 anos. Passada na Grã-Bretanha dos anos 80, a história acompanha a adolescência conturbada e o início da vida adulta deste rapaz, explorando esta condição pouco conhecida e frequentemente mal compreendida, bem como as suas tentativas de levar uma vida “normal” contra todas as probabilidades.

Divulgação: Pris Audiovisuais

Este é um vislumbre da luta de John Davidson contra a Síndrome de Tourette, uma condição que poucas pessoas tinham testemunhado.

Contudo, há histórias que podem ser fulcrais para uma mudança significativa no modo como vemos muita coisa. E este é um desses exemplos que pode realmente fazer a diferença e quem sabe, até mudar vidas.

Quando menos esperamos, algo tão trágico pode vir a acontecer. No caso de John Davidson, ele era um jovem de 14 anos com amigos e possuindo um talento como guarda-redes, chegando a um ponto que poderia ter um futuro promissor. Porém, o aparecimento desta condição médica mudou para sempre a sua vida.

Inicialmente, ele tentou disfarçar ou ignorar os tiques e o que lhe estava a acontecer. Mas à medida que os sintomas iam evoluindo, percebeu que não podia voltar à sua normalidade e teria assim, de se adaptar a uma nova realidade. E até chegou a utilizar o riso, como um género de mecanismo de defesa.

Além disso, na altura em que isto lhe aconteceu, não era uma doença tão conhecida. Por isso mesmo, ao início foi difícil de se diagnosticar e a sociedade ao seu redor não sabia lidar com isso.

Para quem não sabe, a Síndrome de Tourette é caracterizada por tiques simples, complexos e incontroláveis que vão sendo variados e divididos entre vocais e motores. No entanto, vai muito além dos tiques, pois também, inclui o transtorno obsessivo-compulsivo, a ansiedade, o cansaço de tentar fingir que não há nada de errado e o peso que se carrega em tentar esconder e suprimir os tiques, algo que não se consegue controlar.

Divulgação: Pris Audiovisuais

I Swear é uma obra inspiradora, interessante e bastante relevante que pode mesmo fazer a diferença na vida de alguém com Síndrome de Tourette, através do ensino daquilo que define esta condição médica e o que implica.

Esta é uma história impactante que precisa de ser conhecida e nos sensibiliza a todos sobre a Síndrome de Tourette, sendo que também contém cenas que absolutamente fazem rir. É uma luta extremamente e constantemente desafiante. Isto, porque o problema não é a condição em si. Mas sim, é o facto de as pessoas não saberem o suficiente sobre a Síndrome de Tourette e por isso, não conseguem compreender e lidar com quem sofre com a doença.

Com este filme, aprendemos muito em relação à Síndrome de Tourette. Como todas as pessoas que vivem com isto são diferentes e precisam de apoio e compreensão, em vez de críticas e julgamentos. E até têm os seus próprios sintomas, tiques e comportamentos. Além disso, é essencial que se saiba viver com este diagnóstico e apoiar quem sofre disso. Também mostra que a pessoa que insulta e tem determinados comportamentos involuntários não tem culpa. Por exemplo, em 2019 quando John Davidson estava prestes a ser homenageado pela Rainha pelos serviços prestados ao povo britânico, ele grita um insulto involuntário na presença da própria monarca.

Para além disso, é fundamental perceber que esta doença não define quem a tem.  

Ao longo desta narrativa, temos momentos comoventes e outros duros de tensão que conseguem ser tão autênticos e por vezes, dolorosos, enquanto é representada a vida real do escocês John Davidson. Para ele, o aparecimento do Síndrome de Tourette começou desde logo pela escola. Foi por isso que passou a ser a um alvo de bullying e violência física e a meter-se involuntariamente, em sarilhos. As crianças eram cruéis com ele e já os adultos eram incompreensíveis e confundiam os sintomas desta síndrome com má educação ou falta de disciplina. Mas, apesar de todas as dificuldades que teve, ele descobriu o poder do riso e se tornou mais tarde, num ativista. E quis assim, partilhar a sua experiência e ajudar outras pessoas na mesma situação.  

Divulgação: Pris Audiovisuais

E muito do impacto que se criou ao redor de I Swear foi devido às performances excelentes do seu elenco, principalmente a atuação brilhante e criativa de Robert Aramayo a dar vida ao protagonista. Muitas vezes, as suas expressões faciais e corporais valeram mais do que palavras, sendo que dá para ver que ele fez uma construção muito precisa, de acordo com os encontros que teve com John Davidson. Os tiques não são exagerados e são integrados de forma natural na personagem. Enquanto isso, ele enfrenta uma batalha interna que afeta desde as suas relações pessoais e passando pela sua carreira profissional. Para além disso, ele também concilia a dor, a solidão e a energia caótica da sua personagem com a vulnerabilidade, sofrimento e resiliência que também fazem parte da essência dele.

Houve situações que até tiveram a sua piada, mesmo com todos os seus tiques e impulsos incontroláveis, a sua linguagem peculiar envolvida em alguns palavrões e o seu sarcasmo e humor negro que deixava os outros desconfortáveis. Contudo, John Davidson era bondoso e respeitador com as pessoas mais próximas e por isso, conseguimos criar uma empatia imediata, compaixão e dar valor a ele.

I Swear é importante, envolvente, tem o seu lado mais emocionante e faz-nos refletir profundamente sobre este tema do Síndrome de Tourette que é uma realidade muito complexa e cheia de desafios diários e fragilidades. E também pensamos na tolerância e na forma como lidamos com os outros, principalmente aqueles que têm condições específicas ou uma deficiência. Proporciona uma grande aprendizagem e cria uma margem para se abrir conversas sobre o assunto que poderá ajudar quem tem Síndrome de Tourette, os familiares respetivos e a própria sociedade.

Por isso, I Swear é daqueles filmes que não podem mesmo perder! E que merece reconhecimento!

terça-feira, 12 de maio de 2026

Billie Eilish – Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D) | Proporciona ao público uma experiência intimista que se transforma num grande presente para os fãs

Fãs de concertos e de Billie Eilish, preparados para viver uma experiência imersiva?

Chegou o momento de Billie Eilish – Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D), o filme-concerto que apresenta a mais recente digressão de uma das artistas mais marcantes e influentes da atualidade. Esta produção foi realizada por James Cameron e Billie Eilish e apresenta o universo visual e sonoro da tour Hit Me Hard and Soft num formato 3D.

Billie Eilish venceu nove prémios Grammy e duas estatuetas douradas. E mostra tudo aquilo que acontece, enquanto está em digressão.

Tudo isto foi filmado durante a sua digressão mundial esgotada e leva ao grande ecrã uma nova e inovadora experiência de concerto protagonizada por uma das artistas mais aclamadas e bem-sucedidas da sua geração.

Este filme-concerto apresentado pela Paramount Pictures e os seus parceiros e com a distribuição da NOS Audiovisuais oferece um contacto mais próximo, através de uma experiência cinematográfica de um espetáculo, que é pensada para ser sentida numa sala de cinema.

De uma certa forma, temos uma noção de que organizar uma digressão internacional não é tarefa fácil. Implica muita coisa e envolve um número vasto de pessoas a trabalharem para um mesmo objetivo. Tudo é pensado ao pormenor para depois entregar ao público, o melhor concerto possível.

No entanto, nem sempre temos a chance de assistir ao trabalho por trás de uma tour e houve uma generosidade por parte de Billie Eilish, em mostrar um pouco desse lado dos bastidores que a maior parte não conhece.  

Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais

Billie Eilish – Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D) proporciona ao público uma experiência intimista e única que se transforma num grande presente para os fãs dela. James Cameron e Billie Eilish foram uma ótima combinação para realizar esta celebração merecida de um dos momentos mais marcantes da carreira desta artista. E tudo isso, apresentado sem filtros e num contexto mais cinematográfico que consegue elevar ainda mais o resultado.

Quem está a assistir é transportado imediatamente para a energia contagiante deste concerto e que nos faz vibrar em cada uma das suas músicas. E também nos faz sentir que também estamos presentes no momento.  

Falando do espetáculo em si, a nível visual está fantástico e é mesmo bonito de se ver, fazendo com que se prende a atenção num instante. O facto de ter sido escolhida luzes específicas, dependendo da canção, foi inovador e fez com que se criasse uma maior conexão com o público.

Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais

Este é daqueles concertos que comprovam a razão pela qual foi uma tour esgotada, porque a Billie Eilish cria uma ligação especial com as pessoas, na qual elas se identificam. Ela não precisa de bailarinos ou de grandes coreografias. Muitas vezes, entregar aos fãs, uma noite simples sentada ou deitada no chão do palco, vale muito mais. Ela é uma pessoa que inspira muitas outras e consegue fazê-las sentir que não estão sozinhas. E esse carinho e amor que a Billie Eilish transmite aos fãs é que faz toda a diferença na vida deles.

Seja qual for o artista que esteja a atuar, cada vez mais, os concertos impactam a vida das pessoas. Seja proporcionando memórias inesquecíveis; como lhes faz entrar numa bolha que lhes traz uma felicidade imediata ou até viver um sonho num ambiente seguro.

Sem dúvida, que é interessante assistir a este tipo de documentários musicais e testemunhar o efeito que estes espetáculos têm no seu público e em nós. E que venham mais!     


quarta-feira, 6 de maio de 2026

Crítica ao filme "As Ovelhas Detetives" protagonizado por Hugh Jackman e com uma história focada num crime por resolver

Ao lado de Hugh Jackman, temos As Ovelhas Detetives (The Sheep Detectives, como título original). Esta é uma aventura que tem a realização de Kyle Balda e que é baseada no romance best-seller “Three Bags Full”.

Nesta nova e espirituosa história de mistério, George (Hugh Jackman) é um pastor que todas as noites lê romances policiais às suas queridas ovelhas, acreditando que elas não conseguem compreender. Mas quando um incidente misterioso vem perturbar a vida na quinta, as ovelhas apercebem-se de que têm de se tornar detetives. Ao seguir pistas e investigar suspeitos humanos, provam que até as ovelhas podem ser brilhantes solucionadoras de crimes.

Resumindo, um mistério abala esta quinta. O pastor destas ovelhas foi assassinado e são estes animais que decidem resolver o crime. Estas ovelhas precisam de entrar em ação para descobrir a verdade. Cada pista ajuda-as a chegar mais perto de decifrar este mistério. O surpreendente disto é que, quando tudo muda, o rebanho prova que até consegue investigar melhor do que os próprios humanos.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Já imaginaram como seria se fossem meras ovelhas a não tolerarem assuntos por resolver e a darem dicas para a resolução de um homicídio? A verdade é que colocar um cenário desses em prática até tem a sua piada.

Agora, será que as ovelhas têm inteligência para resolver um crime? Uma coisa é garantida! Não são simples animais que não marram, a não ser que haja uma boa causa para se marrar. E cada uma das ovelhas têm a sua peculiaridade que poderá ser útil para revelar o assassino.

Há quem acredite que a felicidade surge nas pequenas coisas. E na opinião de George Hardy, o segredo para a sua felicidade é tomar conta de ovelhas. Ele é completamente feliz como pastor e a sua rotina diária não lhe cansa. É uma vida simples, no qual todos os dias, ele lê em voz alta para as suas ovelhas, histórias de detetives ou mistérios, sendo que quer acreditar que elas estão a acompanhar a história.

Apesar de ele não saber, estas ovelhas estavam tão atentas e curiosas com estas narrativas e o seu desenrolar. E quem sabe, até poderiam estar a aprender alguma coisa com isso.

No entanto, para lidarem com esta investigação, as ovelhas vão ter de enfrentar os seus medos e perceber que a vida real é mais complicada do que um livro. E que quando acontece algo de mal, não podem simplesmente carregar no botão e esquecerem-se.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

As Ovelhas Detetives é uma ótima surpresa, onde é apresentada uma visão pouco usual do que é vermos pelo olhar de um rebanho. É um filme para toda a família que nos faz juntar a este rebanho, testemunhando os seus momentos mais engraçados, os seus receios ou as suas pequenas conquistas. E ainda, introduzindo uma nova espécie de mistério.

Temos aqui um rebanho invulgar a colocar em prática o que foram aprendendo sobre histórias de detetives. E a serem eles próprios a resolver um crime, passando por todos os passos necessários. Procuram por pistas, identificam os vários suspeitos, tentam expor o que estarão os humanos a esconder e descobrem o motivo para matarem o pastor delas.

Enquanto isso, sempre que acontece algum desenvolvimento interessante no caso, lá estão as ovelhas na vila a observar e a transmitir os seus sinais. E até se torna, por vezes, bem caricato.

As Ovelhas Detetives fazem-nos sair imediatamente da nossa realidade e simplesmente aproveitar esta aventura para descontrair. Não vai faltar comédia, mistério, ação e cenas fofinhas. Para além disso, este filme apresenta uma localização bonita. Concluindo, também entrega uma história genuína cheia de esperança e ternura que nos traz boa-disposição e que consegue entreter desde a sua primeira cena.