Chegou
o momento de apresentar O Testamento de Ann Lee, o novo filme da
realizadora e argumentista premiada Mona Fastvold. Amanda Seyfriend é a
protagonista, sendo que foi nomeada ao Globo de Ouro na categoria de Melhor
Atriz.
Esta
é a extraordinária história verídica de Ann Lee, fundadora da seita devocional
conhecida como os “Shakers”. O filme capta o êxtase e a agonia da sua missão de
construir uma utopia, apresentando mais de uma dúzia de hinos tradicionais dos “Shakers”,
reinventados como movimentos arrebatadores e ainda contendo canções originais.
Tudo
isto que nos vai sendo mostrado é fundamentado em algo real para esta pessoa
real que existiu e conseguimos perceber de um modo pouco usual, como uma
comunidade particular a admirava. Começam a contar a história desta figura,
desde a sua infância, mas que avança num instante para a sua idade adulta que
mostra com intensidade a sua devoção a Deus.
No
entanto, esta sua admiração é apresentada através do movimento e da
vocalização. Cada uma das canções eram um género de extensões da sua dor num
momento ou extensões da sua excitação ou até a sua curiosidade para com o
mundo. Mas, que realmente era uma extensão dos seus sentimentos e desta sua
devoção a Deus.
Não
importando os sacrifícios que tinham de fazer, tanto para esta mulher, como
para os seus seguidores era através do movimento, por vezes bizarro e acompanhado
por uma música peculiar, que se sentiam mais profundamente perto de Deus. E assim,
esta era a forma de se expressarem essa linha direta com o divino.
Divulgação: 20th Century Studios Portugal
O
Testamento de Ann Lee
é uma obra extremamente excêntrica, selvagem e louca que tenta criar uma
perspetiva completamente diferente e estranha no modo como expressa a fé. Enquanto
isso, transmite o lado mais bonito e alegre de fazer parte dos “Shakers”, onde a
pessoa fica imersa nas atuações musicais. Porém, não deixa de mostrar a
obsessão, os sacrifícios, a luta por estas crenças e a realidade crua daqueles
tempos.
Amanda
Seyfriend entrega uma performance extasiante, cujos seus movimentos são
elegantes apesar dos extremos que fazem parte da personagem e sem esquecer os
inúmeros gritos, seja de euforia e/ou de sofrimento que esta vai sentindo e
expressando.
Infelizmente,
quem assiste não consegue ter qualquer tipo de conexão com nenhuma das
personagens e a narrativa chega a ter uma duração demasiado longa, sendo que a
pessoa fica com aquela sensação de que não acrescentou nada de novo.
Garantidamente, este é daqueles filmes que não é para qualquer um. E é
necessário que se tenha uma mente aberta, pois pode tornar-se confuso e cansativo
para alguns.
Pessoalmente,
no início tinha alguma curiosidade em saber mais sobre os “Shakers”, as suas
crenças e a mensagem que transportaram naquela época. Contudo, não captou o
interesse que esperava e acaba por ser demasiado a diferentes níveis.
Apesar
de ter uma bonita cenografia, boas atuações musicais e uma ótima banda sonora a
acompanhar, esta é uma produção com o seu lado espiritual que não impacta, nem cria
vontade do público em querer saber mais sobre a história dos “Shakers” e as suas
respetivas tradições.
Assim,
O Testamento de Ann Lee será daqueles filmes facilmente esquecíveis que
tinha o potencial para atrair mais a
atenção de quem assistir, seja qual fosse a sua religião.
A
Sony Pictures Animation apresenta GOAT: O Maior de Todos, o seu próximo
filme de animação produzido por Stephen Curry que é uma comédia de ação
original passada num mundo totalmente animal.
Esta
história acompanha Will, um pequeno bode com grandes sonhos que tem a
oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar Roarball – um
desporto misto de alta intensidade e contacto total, dominado pelos animais
mais rápidos e ferozes do mundo.
Contudo,
os novos colegas de equipa de Will não estão muito entusiasmados com a
ideia de ter um bode no seu plantel, mas Will está determinado a
revolucionar o desporto e a provar, de uma vez por todas, que os mais pequenos
sabem jogar!
Este
filme recria de um modo criativo um dos desportos mais populares que mistura
humor, coração e perseverança. Enquanto isso, um estranho muito determinado é
ousado o suficiente para mudar o jogo para sempre.
Preparem-se
para testemunhar uma das grandes lições desta narrativa: nunca se é pequeno
demais para sonhar em grande! E Will é um exemplo disso.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Tudo
começa com Will Harris, um pequeno bode que quando fosse grande queria
ser um jogador profissional de Roarball, tal como a heroína dele, a Jett
Fillmore, uma pantera negra cheia de garra. E quando era criança, a sua mãe
Louise acabou por levá-lo a assistir ao seu primeiro jogo de Roarball
e foi a partir daí, que nunca mais parou até alcançar o seu principal objetivo
de vida.
Will
Harris é um bode com
visão panorâmica que nunca desistiu do sonho de jogar Roarball
profissional, onde os animais mais ferozes competem nos estádios mais
perigosos, sendo que a mãe dele acreditava que ele não só ia jogar Roarball,
mas que também ia mudar o jogo. E ele queria mesmo que ela estivesse certa.
No
entanto, ele tinha um problema que era ser pequeno no mundo dos grandes. Mas,
mesmo assim, ele quer apostar em grande e estava prestes a mostrar daquilo que
era capaz.
E
assim, chegou a vez deste miúdo brilhar que passou a vida a treinar para aquele
momento e para se tornar o GOAT, ele terá de ter visão, espírito e
vontade. Ele tanto pediu por uma oportunidade para mostrar ao mundo aquilo que
vale e isso acabou por se concretizar.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Até
mesmo num mundo totalmente animal, a tecnologia faz parte dos seus habitantes,
onde os telemóveis e as redes sociais reinam. E foi graças a um vídeo viral de Will
que ele depois se iria tornar no mais pequeno a assinar um contrato
profissional de Roarball.
Depois
dos Thorns, a equipa de Roarball da sua terra liderada por Jett
Fillmore ter tido derrotas sucessivas, Flo, a dona do clube decidiu
que Will era exatamente aquilo que os Thorns precisavam naquele
momento. Será que Will vai ser esmagado? Durante esta nova etapa, não
irão faltar momentos constrangedores e esta sua nova experiência vai ser a
doer.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
GOAT:
O Maior de Todos é
uma aventura criativa cheia de ação que é bastante divertida e energética que
atrai o espetador para uma mensagem bonita e inspiradora sobre como devemos
sonhar em grande. E a importância que é trabalhar em equipa. Pois, apesar de
sermos todos diferentes, isso é na realidade o que nos torna fortes. E que
juntos, em equipa, pode ser feito algo maravilhoso.
Além
disso, houve alturas em que surgiu uma certa nostalgia bem inesperada, pois também
continha elementos que faziam muito lembrar os filmes do Space Jam que quando
estrearam marcaram tanto o seu público. Pareceu-me tão surreal quando estava a
assistir ao Will e à sua equipa dos Thorns, e depois, automaticamente,
vir-me à mente, o jogo marcante do profissional de basquetebol Michael Jordan ao
lado dos Looney Tunes contra alienígenas.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
GOAT:
O Maior de Todos é
daqueles filmes de animação que é engraçado no seu humor e que nos eleva o
espírito de uma maneira incrível! Dá-nos esperança e faz-nos acreditar para
seguirmos os nossos sonhos, não importa quais sejam os obstáculos. E às vezes,
é disso mesmo que estávamos a precisar de ouvir e de sentir no momento.
Este
é sem dúvida, um filme para toda a família que vai proporcionar ao público, uma
viagem animada por um mundo peculiar, onde conhecemos a modalidade desportiva
do Roarball que inclui um talento espetacular dos jogadores, tornando-se
numa combinação interessante com outros desportos tão icónicos.
Wuthering
Heights (O Monte dos
Vendavais, como título em português) é a nova adaptação de um clássico
intemporal e romance homónimo de Emily Brontë que redefiniu para sempre a ideia
de amor absoluto. Depois desta obra já ter tido várias adaptações, agora temos pelas
mãos de Emerald Fennell e protagonizada por Margot Robbie e Jacob Elordi.
E
a sua estreia ocorreu na semana em que se celebra o Dia de São Valentim e o
amor para que assim, possa arrasar e proporcionar ao público uma história
inesquecível. Aqui, a paixão e a intensidade das emoções desafiam todos os
limites e nos deixam apenas com uma certeza: levar-nos à loucura perante um
encontro inesquecível com esta dupla.
O
elenco também é composto por Shazad Latif, Alison Oliver, Hong Chau, Martin
Clunes, Ewan Mitchell e Owen Cooper.
Nesta
visão contemporânea e arrojada de uma das maiores histórias de amor de todos os
tempos repleta de desejo, amor e loucura, é-nos apresentada Catherine
(Margot Robbie) e Heathcliff (Jacob Elordi) que são unidos por um amor
proibido e obsessivo. E que, depois se entregam ao desejo sem limites, numa
relação que desafia todas as regras e consome tudo à sua volta.
Desde
muito novos que eles criaram uma cumplicidade única que os fez depender cada
vez mais da companhia um do outro. E quando chegaram à idade adulta, parecia
que já não conseguiam resistir um ao outro, apesar de não quererem admitir o
mesmo.
Depois
há um dia que surge um vizinho muito rico que iria mudar a vida deles para
sempre.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Esta
versão de Wuthering Heights é ousada e envolvida num romance apaixonante,
intenso e cheio de sensualidade e tensão sexual que vai surpreendendo o público,
principalmente por apresentar uma perspetiva mais criativa daquilo que já foi
visto anteriormente. E ainda, trazer um tom mais moderno à produção em si.
Apesar
de já se ter sido comprovado que não é totalmente fiel ao seu romance original,
acaba por ser interessante acompanhar esta visão de Emerald Fennell que atrai o
olhar do espetador.
Em
relação à interpretação de Margot Robbie e Jacob Elordi, eles fizeram um ótimo
trabalho, sendo que a pessoa tem vontade de ser testemunha deste amor
imprevisível e assim, cria alguma empatia por cada um deles. E houve alturas em
que bastou um simples olhar para se perceber o que eles estavam a sentir e como
inúmeras vezes resistiram aos seus sentimentos.
Para
mim, o maior destaque deste filme é sem dúvida, a nível visual. Os figurinos usados
necessitam de serem elogiados e foram vários os ângulos de filmagem que apresentaram
cenas maravilhosas deste monte que nos faz viajar juntamente com eles e
apreciar a beleza única deste lugar enrolado em chuva, nevoeiro e vento. E as
cenas que mais cativam e atraem, pois até criam algum mistério para quem está a
ver, são aquelas em que o nevoeiro e a chuva estão presentes em grande
intensidade.
Claro
que toda esta minha análise é de acordo com alguém que não leu o material
original e que por isso, decidiu ir assistir a esta visão, sem muitas
expetativas e de mente aberta. Contudo, esperava algo mais escaldante,
inesperado e emocional.
Mesmo
assim, este Wuthering Heights dos tempos modernos consegue proporcionar
um bom entretenimento, deixando algum do público a suspirar. E visualmente,
fascinou-me e transportou-me automaticamente para esta beleza natural.
Além
disso, acredito plenamente que será um filme que muitos irão querer rever no
futuro e passa a ser uma opção para verem principalmente no Dia de São Valentim
ou noutra altura com a respetiva cara-metade.
Crime
101 é um thriller
policial escrito e realizado por Bart Layton, tendo sido baseado no livro de
Don Winslow. O elenco é constituído por Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Barry
Keoghan, Monica Barbaro, Corey Hawkins, Jennifer Jason Leigh, Nick Nolte e
Halle Berry.
Espera-se
muitas reviravoltas nesta história, onde David (Chris Hemsworth) é um
esquivo ladrão cujos assaltos de alto risco têm deixado a polícia intrigada.
Enquanto
planeia o maior golpe da sua vida – na esperança que seja o último – o seu
caminho cruza-se com o de Sharon (Halle Berry), uma desiludida executiva
de uma seguradora, com quem será forçado a trabalhar. E depois temos Orman
(Barry Keoghan), um ladrão rival com métodos muito mais perturbadores do que os
de David.
À
medida que o assalto de vários milhões de dólares se aproxima, o incansável
detetive Tenente Lubesnik (Mark Ruffalo) aperta o cerco à operação,
aumentando ainda mais a tensão e fazendo esbater a linha entre caçador e presa.
Assim,
cada um deles é forçado a enfrentar o preço das suas próprias escolhas e também
a perceber que já não há caminho de volta.
Primeiramente,
vamos falar do grande protagonista em ação que é o David, um homem
misterioso e charmoso que é uma pessoa com segredos e é impossível de rastrear.
Ele é um ladrão de alta escola que prefere os carros americanos antigos e tem
um visual elegante.
Os
alvos dele são joias, dinheiro e objetos valiosos, sendo que em cada roubo, ele
sabe exatamente o que transportar e quando. Além disso, David não deixa
ser apanhado, pois não deixa ADN e entra e sai em segundos. Porém, por mais calculista,
intimidante e inteligente que possa ser, não consegue evitar de criar um padrão.
Apesar de executar planos eficazes e ser sempre atento aos detalhes,
principalmente quando faz ocasionalmente desaparecer bens de alto valor, um dos
seus padrões é que ataca sempre ao longo da autoestrada 101 e ninguém se magoa.
Depois
chega um dia em que ele sente que algo está errado com o seu próximo assalto. Será
que está prestes a quebrar as suas regras? Uma coisa é certa! O Tenente
Lubesnik é o único que está a chegar perto de o encontrar.
Este
Detetive Tenente Lubesnik é daqueles agentes da lei que a pessoa cria
uma empatia imediata, pois consegue ser engraçado com o seu humor subtil,
enquanto é esperto e perspicaz a seguir, cada uma das pistas destas séries de
crimes de roubo de joias que têm estado a acontecer na cidade de Los Angeles, e
que parece que não têm prazo para terminar. Ele até pode ser o menos
bem-sucedido da sua equipa, mas não se deixa influenciar tanto pelas pessoas,
como por toda a corrupção ao seu redor. E de seguida, basta um instinto para
sentir que está mais próximo de capturar David.
Mark
Ruffalo está de parabéns, porque faz um ótimo trabalho a desempenhar este agente
que cativa qualquer um! Apesar de ter durado pouco tempo, foi muito
interessante assistir à dinâmica natural entre Mark Ruffalo e Chris Hemsworth
que proporcionaram boas cenas. E acho que teria sido benéfico se tivesse havido
mais cenas protagonizadas por esta dupla. Também existiram cenas em que uma
simples troca de olhares entre eles dizia muito mais do que umas meras palavras.
Por isso, espero que no futuro possamos ver estes dois atores a partilharem o
ecrã mais uma vez!
De
seguida, é relevante salientar a personagem interpretada por Barry Keoghan,
onde ele dá vida a Orman, um ladrão que é adversário do protagonista e
que é inteiramente imprevisível e irritante, chegando a um ponto que nunca
sabemos o que ele vai fazer. E também dá para perceber desde o início que este
louco está sempre a causar problemas e não tem limites.
Já
Halle Berry rouba as atenções sempre que entra em cena com a sua Sharon,
entregando uma excelente prestação. Sharon trabalha há 11 anos para a mesma
empresa, é vice-presidente quando já devia ser sócia e ainda considera que é
muito boa a ler pessoas. Depois dela conhecer David e ele lhe apresentar
uma proposta de negócio, então ela começa a ponderar as suas opções, porque
chegou o momento de ela lutar contra o preconceito que sofre constantemente
naquela empresa. E assim, agir perante o seu superior e mostrar o seu valor.
Crime
101 é um thriller
policial muito sólido e fantástico que é repleto de suspense, tensão e sequências
de cenas de ação explosivas que traz de volta àqueles filmes clássicos de
policiais americanos. Neste caso, foi transformado numa versão mais moderna que
resultou na perfeição. Infelizmente, já não estamos tão habituados a ver thrillers
de crimes deste tipo que não têm sido produzidos com tanta regularidade. E por
isso, foi mesmo bom matar saudades.
A
cinematografia é excelente, na qual apresenta, através de ótimos ângulos de
filmagem, a atmosfera de Los Angeles de um modo eficiente, enquanto capta
aquela sensação de solidão que existe muitas vezes nestas cidades grandes. Depois
nesta história intrigante que é cheia de autenticidade e com uma boa dose de
caos e sacrifícios, havia sempre algo a acontecer e a pessoa acaba por sentir
muito mais suspense do que a ação em si. E ainda, fica a torcer para que o
protagonista não seja apanhado.
No
entanto, houve falta de desenvolvimento principalmente em relação ao protagonista e até tivemos personagens que não acrescentaram grande coisa à trama, fazendo
com que estes se tornassem facilmente esquecíveis. Não é algo que incomode, porque
acaba por passar um pouco ao lado e o foco é noutro lugar.
Mesmo
assim, Crime 101 proporciona um entretenimento intenso e interessante com
um estilo próprio que surpreende pela positiva e é extremamente satisfatório.
Desde o seu trailer que prometeu muito e que depois, juntamente com o
desempenho forte do seu elenco, entregou tudo! Um dos seus destaques vão para
as suas sequências de ação que incluíram uma perseguição a alta velocidade
muito bem realizada. E é empolgante acompanhar como um determinado crime consegue
conectar e unir todas estas personagens, e também como pessoas que crescem no caos,
podem ter a capacidade de criar ordem.
Este
filme com um tom mais moderno é uma grande adição para o género de thrillers
policiais e é um dos meus filmes favoritos de 2026! E para além disso, tenho a
certeza que os fãs de filmes de crimes, suspenses e policiais vão adorar!
Por
isto tudo, Crime 101 merece o seu devido reconhecimento e é daquelas
produções que consegue marcar à sua maneira e que não podem perder!
Em
2025, Daniela Ruah, juntamente com o Joaquim de Almeida foram os embaixadores
da 2ª edição do Tribeca Festival Lisboa que decorreu ao longo de 3 dias pelo
Beato Innovation District, sendo que as datas escolhidas foram 30 e 31 de
outubro e 1 de novembro.
No
papel de embaixadora, Daniela Ruah esteve presente neste festival onde se celebra
o storytelling. E umas das Talks mais marcantes foi a Talk dedicada aos “Villans
We Love To Hate: The Rise Of The Antihero” que foi moderada por ela e teve como
convidados os atores: Giancarlo Esposito, Joaquim de Almeida e Veronica Falcón.
Além
disso, ao lado da atriz Kim Cattrall, Daniela Ruah participou na Talk de “No
Fixed Address: A Life in Global Storytelling” que foi moderada por Carlos
Moedas.
Durante
o Opening Night do Tribeca Festival Lisboa 2025, eu estive à conversa com a
Daniela Ruah, onde falámos sobre a curta-metragem “My Type” que realizou, o
papel que o seu trabalho como atriz pode ter na realização e muito
mais.
No
dia 7 de fevereiro deste ano, a curta-metragem “My Type” foi apresentada na
edição de 2026 do Santa Barbara International Film Festival (SBIFF). Um orgulho
enorme para Portugal!
Aproveito
para deixar aqui os Parabéns à Daniela Ruah e um agradecimento pelo tempo e
disponibilidade para responder às minhas perguntas! E também gostaria de agradecer ao Tribeca Festival Lisboa pelo convite!
Agora,
de seguida, partilho com vocês, esta entrevista exclusiva com a Daniela Ruah!
Jason
Statham está de regresso para mais um thriller de ação e desta vez com o filme Shelter!
Realizado
por Ric Roman Waugh, o elenco também é composto por Bodhi Era Breathnach, Naomi
Ackie, Daniel Mays, Harriet Walter e Bill Nighy.
Neste
caso, a história acompanha Michael Mason, um antigo assassino do governo
britânico que vive isolado numa remota ilha escocesa. A sua vida solitária muda
quando resgata Jessie, uma jovem que sobrevive a um naufrágio, atraindo
imediatamente a atenção da agência que o quer eliminar.
Nesta
ilha costeira remota, temos um homem recluso que salva esta rapariga de uma
tempestade mortal, acabando por arrastar ambos para uma situação de grande
perigo. E depois, ele é forçado a sair do isolamento e vê-se obrigado a enfrentar
um passado turbulento enquanto protege Jessie, dando assim, início a uma
viagem intensa de sobrevivência e redenção.
E
é desta forma que Mason é empurrado novamente para um jogo de caça ao homem,
onde tenta sobreviver e ao mesmo tempo, enfrenta uma estrutura governamental
corrupta e brutal.
Divulgação: Cinemundo
Desde
o início que se percebe que Mason tem algo a esconder e que deve ter
tido uma razão muito forte para ter tomado a decisão de viver completamente
isolado de tudo e todos, sendo que a única possibilidade de contacto humano seria
através de Jessie, a pessoa que lhe entregava suprimentos. E mesmo
assim, ele decidia manter-se afastado. Porém, ela quis tentar criar uma ligação
com ele e mostrar-lhe algum tipo de humanidade. Será que este ex-agente lhe vai
dar uma chance de ter algum tipo de conexão?
Apesar
de ser um filme maioritariamente de ação, também é dedicado algum tempo a
explorar a construção da relação entre eles que se inicia essencialmente após a
tempestade que deixou Jessie sem família.
Shelter vai entregar ao espetador uma
experiência satisfatória, principalmente quem aprecia filmes que combinam uma
boa dose de ação intensa com violência e espionagem. Além de toda a perseguição
e a tensão psicológica que faz parte, também temos referências aos perigos que
sistemas sofisticados de vigilância possuem e como podem prejudicar mais do que
beneficiar.
Quando
Jason Statham participa neste género de projetos, a pessoa acaba por ter sempre
uma expetativa e sensação que vai passar por um bom momento de entretenimento. E
mais uma vez, ele cumpriu com isso mesmo, onde todas as cenas de luta que
protagoniza são sólidas e prendem a atenção.
Em
comparação com outros filmes deste tipo, até pode não acrescentar nada de novo,
surpreender pouco e ter uma história relativamente previsível com alguns clichés
pelo caminho. Contudo, cumpre com um dos objetivos principais, que é entreter o
público, e isso já é suficiente.
Bastaram
24 horas em Londres para ir assistir de propósito a mais uma peça de teatro que
tem tido um sucesso tremendo desde a sua estreia. E agora, partilho de seguida
com vocês, a minha opinião sobre a mesma.
All
My Sons é a produção
mais recente do West End com a realização do visionário Ivo Van Hove que tem
esgotado todas as suas sessões no Wyndham’s Theatre e pode ser vista por um
tempo limitado entre 14 de novembro de 2025 até 7 de março de 2026.
Logo
após a 2ª Guerra Mundial, Arthur Miller escreveu esta peça em 1946, onde
apresentou a sua visão perante o American Dream, cujos ideais ainda persistem até
aos dias de hoje, mas com algumas mudanças. Esta história é inspirada em factos
verídicos, onde Arthur Miller pega nesta definição de sonho americano e o vira
para revelar o seu lado mais negro, os compromissos morais, a culpa e a negação
que se podem esconder sob a superfície do sucesso.
Desta
vez, para contar esta sua trama, o elenco é constituído por Bryan Cranston (Joe
Keller), Marianne Jean-Baptiste (Kate Keller), Paapa Essiedu (Chris Keller),
Tom Glynn-Carney (George Deever), Hayley Squires (Ann Deever), Richard Hansell
(Dr. Jim Bayliss), Aliyah Odoffin (Lydia Lubey), Cath Whitefield (Sue Bayliss),
Zach Wyatt (Frank Lubey), Stevie Raine (Raine) e Charles Dark, Sammy Jones e
Zayne Tayabali, como Bert.
Esta
é a história de Joe Keller, um empresário de sucesso que construiu o seu
próprio negócio, sendo que durante a 2ª Guerra Mundial vendeu ao Governo, peças
mecânicas que eram essenciais para os aviões de combate. Porém, essas mesmas
peças estavam com defeitos, levando à morte de soldados e Joe foi
exonerado dos crimes, enquanto quem acabou por levar com as culpas foi o seu
sócio.
Aqui
Arthur Miller convida o público para passarem um dia num quintal na América,
onde são expostos os segredos de cada personagem, a culpa sentida e as suas
próprias interpretações sobre o que significa alcançar o American Dream. Desde
o início que ficamos a pensar sobre questões que continuam a criar discussões
na atualidade. Será que se consegue alcançar esse sonho de um modo honesto ou
na realidade, tem de incluir sempre um preço?
Joe
Keller é um
trabalhador com classe que tem muito orgulho naquilo que fez. Desde os 10 anos
que tem sido independente, construiu a sua marca pessoal e trabalhou com muita
intensidade até conseguir criar a sua loja de máquinas. E devido a isso, novas
oportunidades de negócio surgiram e assim, passou a fornecer materiais
necessários para a execução de trabalhos em relação à 2ª Guerra Mundial.
Para
ele, sobrevivência significava sucesso e esse sucesso implicava não voltar a
ser vulnerável. Por isso, acabou por ser levado a tomar decisões questionáveis
que acabaram por trazer efeitos devastadores para outros. Ou seja, gerar lucro
à custa da desgraça dos outros e sem pensar nas consequências. De uma certa
forma, pode haver quem acabe por se relacionar, identificar alguém familiar com
a mesma falta de valores morais apresentada por Joe.
Será
que Joe Keller é o vilão da história ou é uma simples vítima da sua
própria corrupção? Na opinião dele, a sua corrupção tinha boas intenções, pois o
dinheiro ganho estava a cuidar da sua família e do futuro do seu filho. Para
além disso, deu para se perceber imediatamente que ele faria qualquer coisa
para proteger a sua família, mesmo que tivesse de ignorar os seus valores
morais.
All
My Sons é uma peça de
teatro trágica e dramática muito bem executada sobre traição, família, morte e com
uma ideologia muito própria, que é tão relevante para os tempos atuais, sendo que
é muito realista e olha para o lado mais obscuro do American Dream.
Além
disso, é uma obra de storytelling poderosa e profundamente emocionante
que deixa com uma mensagem crucial de como o American Dream pode obrigar a que
se pague um preço elevado que depois acaba por consumir uma pessoa por completo
até que consiga aproveitar como deve ser as recompensas.
De
uma maneira muito própria, esta história intensa transcende para uma fase de
provocação e pressão que leva a um desmantelamento brutal deste sonho americano
que é cada vez mais pertinente que seja discutido. Afinal vale a pena ter sucesso
construído a partir de culpa e corrupção e assim, sacrificar os valores morais
para alcançar o American Dream?
All
My Sons proporciona ao
público uma experiência fenomenal e eletrizante que faz pensar e que tem performances espetaculares, onde Bryan Cranston faz um trabalho magnífico e
magnético a desempenhar o protagonista que tanto pode mostrar um tom mais
dramático, como de repente, apresentar outro mais divertido.
Toda
esta tragédia de Arthur Miller acontece num espaço aberto que também é envolvido
numa iluminação e banda sonora simples que combina perfeitamente na narrativa
complexa que está a ser contada. A pessoa quer acompanhar esta relação
complicada entre pai e filho, estar atenta a cada instante e consegue
reconhecer as dinâmicas. E até de alguma forma, identifica-se com elas.
Há
muito tempo que eu acho que o verdadeiro talento de um ator é testado quando
ele está a representar num palco. E com Bryan Cranston, isso comprovou-se mais
uma vez. Eu já era admiradora do seu trabalho em filmes e séries, entre elas, Breaking
Bad, que atualmente continua muito popular e é uma das séries mais bem
classificadas no IMDb. Logo, no teatro ainda me surpreendeu mais e mostrou a
sua excelente qualidade enquanto ator.
Ver
um ator desta qualidade ao vivo lembra-nos porque é que o verdadeiro talento também
se sente no palco. E é por isso que ele merece o destaque como um dos melhores
atores da sua geração.
All
My Sons é um outro exemplo
de como a arte continua a brilhar e a oferecer-nos produções de elevada qualidade, sendo que neste
caso apresentam as ilusões e a realidade pura e dura deste American Dream.
Apesar
de haver quem possa não apreciar estes temas mais pesados, esta adaptação da
obra de Arthur Miller vale a pena ser vista, pois poderão assistir ao vivo a
uma peça de uma enorme qualidade com boas surpresas e onde podemos testemunhar a
interpretação única de Bryan Cranston que vai sendo acompanhada por um grande
elenco.
Depois
de ter assistido à peça, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente Bryan
Cranston no Stage Door deste teatro e ainda houve tempo para uma breve conversa
- falámos da peça, do seu percurso e claro, de Breaking Bad. Um momento
que eu vou guardar!
Por
isso, estou muito grata por ter conseguido ir ver All My Sons a Londres!
Obrigada, Bryan Cranston e restante elenco! E acreditem, que há experiências
que valem a pena a jornada!
De
seguida, partilho um vídeo e mais fotografias desta noite maravilhosa!