Passenger (O Passageiro do Inferno, como
título em português) é uma produção da Paramount Pictures. É classificado como
um thriller de terror realizado por André Øvredal, tendo como protagonistas:
Jacob Scipio, Lou Llobell e Melissa Leo.
Temos
aqui um jovem casal que depois de testemunhar um terrível acidente numa
estrada, rapidamente perceber que não saiu do local sozinho. Uma presença
demoníaca conhecida como “The Passenger” transforma a sua viagem num autêntico
pesadelo, não descansando até reclamar ambos como as suas vítimas.
Este
é um casal que vendeu tudo o que tinha para mudar o rumo das suas vidas e
viverem uma nova fase. Eles decidiram pegar numa caravana e meterem-se à
estrada, percorrendo inúmeros quilómetros e irem simplesmente, à aventura.
Contudo,
quando passam algumas semanas, um deles já não está assim tão satisfeito com
esta mudança de vida. E começa a ter dificuldades a lidar com isso. Mas, essa
não seria a maior complicação desta nova jornada deles.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Depois
de presenciarem um acidente numa estrada isolada, eles acabam por saírem de lá
acompanhados. Companhia essa que não lhes ia facilitar a vida. A partir desse
momento, a viagem torna-se numa luta desesperada pela sobrevivência, marcada
por uma presença inexplicável que os persegue sem descanso.
Não
importa o que eles façam, parece que não se conseguem livrar deste passageiro
do inferno, uma entidade do mal. Será que irão sobreviver?
Neste
cenário, nas estradas norte-americanas de um determinado estado, têm aumentado
o número de pessoas desaparecidas. Muitas têm acidentes, desaparecem sem deixar
rasto e nunca mais são vistas. E depois o pior acontece, quando estão a
conduzir de noite por estradas vazias.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Passenger pode possuir os elementos essenciais
para atrair quem aprecia filmes de terror, mas não é inteligente na forma como entrega
este enredo. Sim, é verdade que tem visuais sólidos, cria algum interesse e
prega alguns sustos pelo caminho. Mas, poderá não ser o suficiente para marcar
o espetador.
A
narrativa contém um nível elevado de tensão e suspense envolvido num terror
psicológico. Os alvos são viajantes que conduzem pelas estradas. Caso,
desapareçam são facilmente esquecidos. E além disso, parece que não existe
ninguém que coloque a sua atenção em tentar resolver esses mesmos
desaparecimentos.
Enquanto
isso são explorados os medos associados ao isolamento e à escuridão. E de um
modo muito breve é mostrado como é o modo de vivência de determinadas comunidades,
onde a caravana é o seu lar. Também ficamos a saber ligeiramente mais sobre os
símbolos que são colocados nas viaturas dos viajantes como o aviso de perigo ou
outros com significados diferentes.
Gostaria
que tudo isto referido anteriormente, tivesse sido mais desenvolvido. Como por
exemplo, teria sido mais interessante, haver ataques deste demónio nestes acampamentos.
E aí, teríamos um melhor vislumbre do poder dessa figura, a ameaça que
representava e que seria impossível de evitar. E assim, realmente testemunhar
que não haveria forma de escapar.
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Supostamente,
a história seria centrada nesta entidade demoníaca, mas infelizmente mais de
metade do filme, não esteve presente visualmente. Só eram apresentados sinais
da sua aproximação. Por isso, esperava muito mais ataques infernais e caóticos. Além disso, esperava que se tivesse sabido mais sobre as origens desta criatura.
Uma
outra coisa que poderia ter sido mais desenvolvida e que faltou contexto foi o
historial entre esta figura demoníaca e o São Cristóvão, o padroeiro dos
viajantes. Este santo acabou por se tornar num género de arma secreta para ajudar
a enfrentar o passageiro do inferno e sem se perceber o porquê.
Com
Passenger, temos uma produção com thriller, terror e suspense que
apresenta uma história simples com algumas falhas e desequilíbrios. E que cria
a sensação de que falta alguma coisa. Poderia ter sido muito mais. Apesar disso,
no final pode entreter na mesma, quem for assistir. E no meu caso, foi isso que
aconteceu.
Está
na hora da nova aventura por uma galáxia muito, muito distante da dupla irresistível,
The Mandalorian and Grogu!
Após
participarem durante três temporadas, na série The Mandalorian que está
disponível na plataforma de streaming da Disney+, os dois protagonistas voltam para
participarem numa nova viagem. Esta narrativa é completamente independente da
série. Por isso, se nunca viram a série, não tem problema.
E
finalmente o que mais esperávamos acontece. Depois de sete anos, um filme do
universo de Star Wars está de regresso ao grande ecrã! No entanto, esta
produção realizada por Jon Favreau tem dividido muito as opiniões. Será que vale
a pena ir assistir?
Para
além de Pedro Pascal, temos no elenco nomes, tais como: Sigourney Weaver, Jeremy Allen White, Martin
Scorsese, Steve Blum, Jonny Coyne, Hemky Madera, entre outros.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
Nesta
história, o Império caiu e os senhores da guerra imperiais permanecem espalhados
pela galáxia. Enquanto a incipiente Nova República trabalha para proteger
tudo pela que a Rebelião lutou, recrutam o lendário caçador de
recompensas Mandaloriano Din Djarin (Pedro Pascal) e o seu jovem
aprendiz Grogu.
Para
quem assistiu à série e é um grande espetador de Star Wars, então vai reconhecer
algumas referências e easter eggs espalhadas por este filme. Além disso,
este grupo de pessoas já tinha testemunhado às várias histórias sobre o caçador
de recompensas Mandaloriano e uma criança com o nome de Grogu.
Mesmo assim, logo no início do filme, há uma breve introdução ao mundo que
estamos prestes a assistir para quem nunca tenha visto qualquer projeto de Star
Wars se consiga situar. Por isso, não há um único momento, em que um iniciante
possa perder-se no rumo desta trama aventureira.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
Neste
caso, vamos assistir a uma missão a ser executada pelo Mandaloriano e
com Grogu, como o seu parceiro. Esta missão é autónoma e nada relacionada
com os eventos da terceira temporada da série que foram de qualidade inferior.
Esta decisão até pode ser um dos motivos pelo qual algumas pessoas não gostaram
do filme. Pois, aquilo que tinha acontecido anteriormente na série, parecia ter
sido descartado. E acabaram por querer trazer algo muito mais simples que
funciona, caso se queira viver apenas uma jornada divertida ao lado destes dois
protagonistas.
Neste
momento, Din Djarin está a trabalhar para a Nova República, no
qual ele só caça criminosos de guerra do Império. E aqueles vilões que estiverem
na lista, ele vai eliminar. A Nova República precisa de um profissional para
impedir outra guerra e ele é o escolhido. Para cumprir a sua próxima missão, o Mandolariano
vai precisar de mais informações para encontrar os seus alvos.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
The
Mandalorian and Grogu
é uma aventura incrível, alucinante e emocionante que nos faz sair da nossa própria
realidade. E assim, viajar por uma galáxia muito, muito distante e tudo na
companhia desta dupla vencedora que é tão carismática, principalmente o
adorável Grogu.
Também
se destaca por uma banda sonora perfeita nas mãos do talentoso Ludwig Göransson.
Cada uma das músicas introduzidas cria um maior impacto nas cenas que estamos a
assistir. E não nos vamos esquecer das cenas de ação e de luta com coreografias
fantásticas a acompanhar e que prendem logo a atenção.
São
vários os momentos em que somos transportados automaticamente para este
universo mágico e brilhante, sendo que ficamos com a perceção que estamos a
viver uma experiência imersiva, juntamente com as personagens. Essa sensação
acontece muito, devido aos ângulos de filmagem escolhidos, à boa cinematografia,
os cenários construídos e aos bons efeitos visuais apresentados. O que não
falta são situações que nos fazem rir, no qual são maioritariamente protagonizadas
pelo Grogu e por elementos da espécie dos Anzellans. Outras, em
que colocamos a nossa imaginação à prova. E que aproveitamos para viver
realmente o momento.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
A
estrela e o destaque da história é sem dúvida, o Grogu que rouba todas
as atenções! Este é o miúdo guloso, apaixonante, bastante fofinho e super engraçado
com um espírito livre que viverá séculos depois do Mandaloriano. E às
vezes, ele mete-se em sarilhos, usa a força para apanhar aquilo que quer e costuma
tocar nos botões errados. Qualquer cena em que Grogu esteja presente, ele
brilha e transmite uma energia contagiante e uma alegria imediata. Uma coisa é garantida.
O Mandaloriano não estará sempre presente para protegê-lo. Quando chegar
a essa altura, o que poderá acontecer com o Grogu?
Nesta
jornada, é-nos mostrado um pouco do amadurecimento do Grogu e conseguimos
vê-lo mais independente, quando é preciso. Enquanto isso, ele também demonstra
todo o seu amor e carinho pelo Din Djarin.
E
para além da missão que eles têm em mãos, o foco também vai para a química e a cumplicidade
evidente deste duo que é muito cativante e que, por vezes, até emociona. É
interessante ver os perigos que enfrentam juntos, a dinâmica que têm como pai e
filho e acompanhar um pouco mais da evolução da relação deles, sendo que
transmitem mensagens bonitas. Uma delas é que os velhos protegem os novos. E
depois, os novos protegem os velhos. Nesta história, assistimos a uma situação dessas
em primeira mão que é um exemplo perfeito de uma dessas mensagens tão tocantes.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
Também
gostaria que tivesse havido mais tempo em cena do Pedro Pascal sem capacete.
Acredito que poderia ter criado uma conexão ainda maior com a personagem.
Rotta,
the Hutt foi uma boa
adição e surpresa, mas houve alturas que parecia que ele estava um pouco
deslocado. Outras teve um bom destaque. E em relação à sua voz, estava
ligeiramente estranha e mais artificial. Porém, gostei de assistir à dinâmica
dele com o Grogu.
Uma
coisa que rapidamente se nota é que este filme é uma extensão da própria série,
The Mandalorian. Como se vários episódios da série se juntassem ao longo
de mais de duas horas de duração. Ou seja, temos a sensação de que estamos a
assistir à série, mas no grande ecrã. Isso a mim, não me incomoda e até é curioso
encontrar as semelhanças e as diferenças.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
The
Mandalorian and Grogu
merece ser vista em IMAX e irá de certeza, conquistar uma nova geração e
entreter os fãs de Star Wars, mesmo que não seja nada de inovador. Não
precisa de se ver outros projetos de Star Wars para entender este filme,
porque introduzem o contexto que é necessário e tudo é executado de um modo
muito simples.
Como
referido anteriormente, a história em si é muito simples e preferiu não
arriscar em algo mais inesperado ou nunca antes visto. Contudo, temos cenas hilariantes
alienígenas, blasters, novos monstros, perseguições, ação, combates, muitos
tiros disparados e planos de vingança a serem colocados em marcha. E também a
introdução de personagens que se tinha interesse em se ver no grande ecrã. Tudo
isso e muito mais.
Para
mim, quando vemos um filme, seja ele qual for, o mais importante é que o mesmo
consiga entregar um ótimo produto de entretenimento. The Mandalorian and
Grogu envolvido em ficção científica, fantasia, aventura e ação faz isso
muito bem e diverte. É um bom presente para celebrar este mundo que tanto
admiramos e no qual sentimos todos o tipo de emoções.
Há
frases marcantes que ficarão para sempre na nossa memória. This Is The Way
(Este é o Caminho, em português) é um desses exemplos que acaba por nos
fazer associar imediatamente a estas personagens principais e ainda, a refletir
sobre a vida em si.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
Concluindo,
é verdade que o universo de Star Wars precisa de inovação. Precisa de
algo bombástico e extraordinário que faça a pessoa ficar completamente
entusiasmada com o futuro deste mesmo universo. E isso já aconteceu, por
exemplo, com a série Andor que foi das maiores surpresas que existiram até
agora. Assim, acredito plenamente que nos vamos surpreender, ainda mais, com os
próximos projetos de Star Wars.
Por
isso, vejam The Mandalorian and Grogu sem qualquer tipo de expetativa e vão
de mente aberta. É mesmo uma experiência gratificante e um filme para ver em
família! Apertem os cintos para fazerem esta viagem divertida e cheia de ação com
este duo imbatível por uma galáxia muito, muito distante…
De seguida, partilho vídeos que fiz dedicados a este filme!
Ultimamente,
Blumhouse tem lançado vários projetos ligados ao universo do terror. E o
próximo é Obsession – A Felicidade É Relativa. Este thriller
sobrenatural é realizado por Curry Barker, tendo sido protagonizado por Michael
Johnston e Inde Navarrette.
Nesta
história Bear (Michael Johnston) é um jovem apaixonado pela sua melhor
amiga de infância, Nikki (Inde Navarrette). Incapaz de confessar os seus
sentimentos, recorre a um misterioso artefacto sobrenatural para que ela se
apaixone por ele. O desejo concretiza-se, mas amar alguém assim tem um preço
sombrio e irreversível.
Assim,
o que começa como uma comédia adolescente sobre amor não correspondido transforma-se
rapidamente num pesadelo visceral: a obsessão de Nikki assume contornos
cada vez mais perigosos e violentos, obrigando Bear a confrontar as
consequências devastadoras do seu desejo.
Às
vezes, é importante que tenha cuidado com quem se deseja.
Para
além disso, lembram-se daquela afirmação: Cuidado com aquilo que desejas? Nunca
uma frase fez tanto sentido como nesta narrativa.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Temos
um One Wish Willow (Desejo Willow, como tradução em português) disponível
nas mãos do Bear, sendo que ele desejou que a Nikki Freeman o
amasse mais do que a alguém em todo o mundo. E não é que se concretizou? É que Nikki
passou a ter só olhos para o Bear . E é como se um feitiço tivesse sido
lançado para ela.
Tudo
isto inicia-se, porque Bear quer demonstrar o amor que sente por Nikki.
Um dia, ele vai a uma loja esotérica para adquirir uma peça de bijuteria para
lhe oferecer. Em vez disso, acaba por sair com um One Wish Willow. Ao
final de contas, quem acaba por usá-lo é Bear.
No
entanto, a concretização deste desejo acabaria por correr terrivelmente mal. E
além disso, tem uma complicação. Não é possível reverter esse desejo, enquanto
ele estiver vivo. O que será que Bear irá fazer? Será que vai aguentar a
obsessão descontrolada de Nikki?
Agora,
o que ele não se irá livrar é de um grande pesadelo que lhe vai traumatizar.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Obsession
– A Felicidade É Relativa
é um terror psicológico com um lado sinistro que é envolvido no sobrenatural.
Está cheio de cenas perturbadoras e outras mais violentas que resulta assim,
num filme intenso, aterrorizante e completamente louco.
Vale
a pena salientar a interpretação única de Inde Navarrette a dar vida à Nikki.
É impressionante assistir ao modo como ela desenvolve a sua Nikki e
depois representa esta obsessão sem limites. Por outro lado, ainda mostra a
vulnerabilidade e a incapacidade que fazem parte quando não se está a agir por
si própria. E consequentemente, perdendo assim, o controlo do seu próprio corpo
e mente.
Esta
não é uma produção para todos os gostos, pois poderá deixar muitos
desconfortáveis. E também, devido a ter arcos um pouco parados que pode tirar o
foco e cansar as pessoas mais impacientes. De certeza, que poderá dividir opiniões,
mas desde o início que demonstra a sua complexidade e o quanto é diferente e fora
da caixa.
E
este é daqueles exemplos que mostra realmente o que é o significado de ter uma
obsessão.
As
cenas que vão sendo apresentadas são bastante tensas e algumas delas,
agonizantes. Dá para observar facilmente, o quanto este projeto tenta inovar
neste género do terror. E isso acaba por acontecer com algumas surpresas pelo
meio.
Com
aquilo que se vê em Obsession – A Felicidade É Relativa, automaticamente
vai-te obrigar a processar sobre o tema abordado. Além disso, cria uma
curiosidade imediata em acompanhar mais histórias relacionadas com outros
desejos que poderiam ter sido feitos, utilizando o One Wish Willow.
Preparados
para mais um torneio e capítulo mais recente desta saga de sucesso que é baseado
no icónico videojogo criado por Ed Boon e John Tobias? Falamos de Mortal
Kombat II realizado por Simon McQuoid e com argumento de Jeremy Slater.
O
elenco é constituído por Karl Urban, Adeline Rudolph, Jessica McNamee, Josh
Lawson, Ludi Lin, Mehcad Brooks, Tati Gabrielle, Lewis Tan, Damon Herriman,
Chin Han, Tadanobu Asano, Joe Taslim e Hiroyuki Sanada.
Nesta
história, os campeões da Terra regressam ao grande ecrã num confronto direto
com Shao Kahn, o imperador implacável de Outworld — e se
perderem, a Humanidade paga o preço. A pressão nunca foi tão grande, os
adversários nunca foram tão perigosos e, de entre eles, destacam-se dois nomes:
Johnny Cage — a estrela de Hollywood em declínio, ego absolutamente
intacto, e uma regra sagrada em qualquer combate: na cara não se toca — e Kitana,
a guerreira que cresceu à sombra do homem que destruiu o seu mundo. A eles
juntam-se os guerreiros do universo de Mortal Kombat: Raiden, Scorpion,
Sonya Blade, Liu Kang, Kung Lao e muitos mais.
Agora,
é-nos prometido a brutalidade, o humor, os personagens icónicos e as fatalities
que os admiradores deste franchise sempre quiseram ver no grande ecrã. Será que
vão cumprir com essa promessa? Uma coisa é certa. Scorpion e Sub-Zero
regressam. Kitana e Jade entram em campo. Shao Kahn quer
tudo. E algures no meio disto tudo, Johnny Cage tenta perceber como
acabou metido numa guerra entre mundos. Desta vez, perder não é uma opção.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
E
por isso, chegou o momento destes campeões enfrentarem os seus adversários num
derradeiro confronto, sem regras e repleto de sangue, para tentar pôr fim ao
reinado sombrio de Shao Kahn, que ameaça destruir o próprio Reino da
Terra e os seus defensores.
Afinal,
quem será o grande vencedor deste torneio? Será que desta vez haverá alguma
misericórdia? E quem irá sobreviver e quem será eliminado?
Admito
que antes de ver este filme, resolvi ver todas as adaptações relacionadas com Mortal
Kombat. E cheguei à conclusão de que são todas muito diferentes entre si.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Mortal
Kombat II entregou
exatamente aquilo que se pretendia e isso era apresentar um espetáculo visual de artes marciais composto por cenas de lutas fantásticas e envolvidas em coreografias criativas.
Pessoalmente, esperava muito mais, sendo que tinha potencial para tal.
As
cenas de ação estão muito bem executadas, sendo que gostaria que tivesse havido
mais. Mais lutas também teriam sido uma adição muito bem-vinda. E se tivessem estendido
os locais deste universo, onde ocorreram algumas das lutas do torneio, então teria
sido uma mais-valia.
Não
faltam saídas engraçadas por parte de algumas das personagens que são adicionadas
na altura certa. No entanto, houve outros diálogos que não combinaram e que
poderiam ter sido facilmente descartados. E ainda, existiu falhas na história
em si.
Mas,
como o maior propósito é assistir a um bom número de lutas, então a pessoa
acaba por não dar grande importância a tudo isso.
Já
a atuação deste elenco, num geral não foi nada de especial, fazendo com que não
se crie uma grande conexão com as personagens. E por isso, quando chega o
momento de lutarem, a pessoa não tem grande vontade em torcer por alguns dos
lutadores.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Uma
das cenas de luta que mais gostei acaba por ser protagonizada pelo Scorpion
e Sub-Zero e fiquei surpreendida por terem tido muito mais destaque —
sobretudo o Scorpion — do que outras personagens. Mesmo assim, tanto Johnny
Cage, como Liu Kang e Kano, conseguiram brilhar, cada um à sua maneira e
proporcionando momentos cativantes de diversão.
Mortal
Kombat II é um bom
produto de entretenimento que traz sequências de luta empolgantes e sem limites
no contexto de violência e em relação às mortes brutais. No entanto, a pessoa
termina de assistir este filme em IMAX com um género de sensação agridoce e a achar que
algo faltava para realmente exceder as expetativas iniciais.
Agora, que venham mais
torneios e mais lutas surpreendentes dos próximos campeões. E assim,
proporcionar ao espetador, um ótimo espetáculo.
I
Swear (Mais Forte
Que Eu, como título em português) é inspirado numa história verídica que é
focada na Síndrome de Tourette. O realizador é Kirk Jones e este filme é vencedor
de 3 BAFTA em 2026 (Melhor Casting, e Robert Aramayo como Estrela em Ascensão e
Melhor Ator Principal). Este drama biográfico é protagonizado por Robert
Aramayo, Peter Mullan e Maxine Peake.
Esta
é a inspiradora e extraordinária história de vida de John Davidson, um notável
ativista da Síndrome de Tourette. É um drama biográfico com a duração de duas
horas emocionalmente envolvente, divertido e cativante que acompanha o
diagnóstico de Tourette de John Davidson aos 14 anos. Passada na Grã-Bretanha
dos anos 80, a história acompanha a adolescência conturbada e o início da vida
adulta deste rapaz, explorando esta condição pouco conhecida e frequentemente
mal compreendida, bem como as suas tentativas de levar uma vida “normal” contra
todas as probabilidades.
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Este
é um vislumbre da luta de John Davidson contra a Síndrome de Tourette, uma
condição que poucas pessoas tinham testemunhado.
Contudo,
há histórias que podem ser fulcrais para uma mudança significativa no modo como
vemos muita coisa. E este é um desses exemplos que pode realmente fazer a
diferença e quem sabe, até mudar vidas.
Quando
menos esperamos, algo tão trágico pode vir a acontecer. No caso de John
Davidson, ele era um jovem de 14 anos com amigos e possuindo um talento como
guarda-redes, chegando a um ponto que poderia ter um futuro promissor. Porém, o
aparecimento desta condição médica mudou para sempre a sua vida.
Inicialmente,
ele tentou disfarçar ou ignorar os tiques e o que lhe estava a acontecer. Mas à
medida que os sintomas iam evoluindo, percebeu que não podia voltar à sua
normalidade e teria assim, de se adaptar a uma nova realidade. E até chegou a utilizar
o riso, como um género de mecanismo de defesa.
Além
disso, na altura em que isto lhe aconteceu, não era uma doença tão conhecida. Por
isso mesmo, ao início foi difícil de se diagnosticar e a sociedade ao seu redor
não sabia lidar com isso.
Para
quem não sabe, a Síndrome de Tourette é caracterizada por tiques simples,
complexos e incontroláveis que vão sendo variados e divididos entre vocais e
motores. No entanto, vai muito além dos tiques, pois também, inclui o
transtorno obsessivo-compulsivo, a ansiedade, o cansaço de tentar fingir que
não há nada de errado e o peso que se carrega em tentar esconder e suprimir os
tiques, algo que não se consegue controlar.
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I
Swear é uma obra inspiradora,
interessante e bastante relevante que pode mesmo fazer a diferença na vida de
alguém com Síndrome de Tourette, através do ensino daquilo que define esta
condição médica e o que implica.
Esta
é uma história impactante que precisa de ser conhecida e nos sensibiliza a
todos sobre a Síndrome de Tourette, sendo que também contém cenas que
absolutamente fazem rir. É uma luta extremamente e constantemente desafiante. Isto,
porque o problema não é a condição em si. Mas sim, é o facto de as pessoas não
saberem o suficiente sobre a Síndrome de Tourette e por isso, não conseguem
compreender e lidar com quem sofre com a doença.
Com
este filme, aprendemos muito em relação à Síndrome de Tourette. Como todas as
pessoas que vivem com isto são diferentes e precisam de apoio e compreensão, em
vez de críticas e julgamentos. E até têm os seus próprios sintomas, tiques e
comportamentos. Além disso, é essencial que se saiba viver com este diagnóstico
e apoiar quem sofre disso. Também mostra que a pessoa que insulta e tem
determinados comportamentos involuntários não tem culpa. Por exemplo, em 2019 quando
John Davidson estava prestes a ser homenageado pela Rainha pelos serviços
prestados ao povo britânico, ele grita um insulto involuntário na presença da própria
monarca.
Para
além disso, é fundamental perceber que esta doença não define quem a tem.
Ao
longo desta narrativa, temos momentos comoventes e outros duros de tensão que
conseguem ser tão autênticos e por vezes, dolorosos, enquanto é representada a
vida real do escocês John Davidson. Para ele, o aparecimento do Síndrome de
Tourette começou desde logo pela escola. Foi por isso que passou a ser a um
alvo de bullying e violência física e a meter-se involuntariamente, em
sarilhos. As crianças eram cruéis com ele e já os adultos eram incompreensíveis
e confundiam os sintomas desta síndrome com má educação ou falta de disciplina.
Mas, apesar de todas as dificuldades que teve, ele descobriu o poder do riso e
se tornou mais tarde, num ativista. E quis assim, partilhar a sua experiência e
ajudar outras pessoas na mesma situação.
Divulgação: Pris Audiovisuais
E
muito do impacto que se criou ao redor de I Swear foi devido às
performances excelentes do seu elenco, principalmente a atuação brilhante e
criativa de Robert Aramayo a dar vida ao protagonista. Muitas vezes, as suas
expressões faciais e corporais valeram mais do que palavras, sendo que dá para
ver que ele fez uma construção muito precisa, de acordo com os encontros que
teve com John Davidson. Os tiques não são exagerados e são integrados de forma
natural na personagem. Enquanto isso, ele enfrenta uma batalha interna que afeta
desde as suas relações pessoais e passando pela sua carreira profissional. Para
além disso, ele também concilia a dor, a solidão e a energia caótica da sua personagem
com a vulnerabilidade, sofrimento e resiliência que também fazem parte da
essência dele.
Houve
situações que até tiveram a sua piada, mesmo com todos os seus tiques e
impulsos incontroláveis, a sua linguagem peculiar envolvida em alguns palavrões
e o seu sarcasmo e humor negro que deixava os outros desconfortáveis. Contudo, John
Davidson era bondoso e respeitador com as pessoas mais próximas e por isso, conseguimos
criar uma empatia imediata, compaixão e dar valor a ele.
I
Swear é importante, envolvente,
tem o seu lado mais emocionante e faz-nos refletir profundamente sobre este
tema do Síndrome de Tourette que é uma realidade muito complexa e cheia de
desafios diários e fragilidades. E também pensamos na tolerância e na forma
como lidamos com os outros, principalmente aqueles que têm condições
específicas ou uma deficiência. Proporciona uma grande aprendizagem e cria uma margem
para se abrir conversas sobre o assunto que poderá ajudar quem tem Síndrome de
Tourette, os familiares respetivos e a própria sociedade.
Por
isso, I Swear é daqueles filmes que não podem mesmo perder! E que merece
reconhecimento!
Fãs
de concertos e de Billie Eilish, preparados para viver uma experiência
imersiva?
Chegou
o momento de Billie Eilish – Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D),
o filme-concerto que apresenta a mais recente digressão de uma das artistas
mais marcantes e influentes da atualidade. Esta produção foi realizada por
James Cameron e Billie Eilish e apresenta o universo visual e sonoro da tour Hit
Me Hard and Soft num formato 3D.
Billie
Eilish venceu nove prémios Grammy e duas estatuetas douradas. E mostra tudo aquilo
que acontece, enquanto está em digressão.
Tudo
isto foi filmado durante a sua digressão mundial esgotada e leva ao grande ecrã
uma nova e inovadora experiência de concerto protagonizada por uma das artistas
mais aclamadas e bem-sucedidas da sua geração.
Este
filme-concerto apresentado pela Paramount Pictures e os seus parceiros e com a distribuição
da NOS Audiovisuais oferece um contacto mais próximo, através de uma
experiência cinematográfica de um espetáculo, que é pensada para ser sentida
numa sala de cinema.
De
uma certa forma, temos uma noção de que organizar uma digressão internacional
não é tarefa fácil. Implica muita coisa e envolve um número vasto de pessoas a
trabalharem para um mesmo objetivo. Tudo é pensado ao pormenor para depois
entregar ao público, o melhor concerto possível.
No
entanto, nem sempre temos a chance de assistir ao trabalho por trás de uma tour
e houve uma generosidade por parte de Billie Eilish, em mostrar um pouco desse
lado dos bastidores que a maior parte não conhece.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Billie
Eilish – Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D) proporciona ao público uma
experiência intimista e única que se transforma num grande presente para os fãs
dela. James Cameron e Billie Eilish foram uma ótima combinação para realizar
esta celebração merecida de um dos momentos mais marcantes da carreira desta
artista. E tudo isso, apresentado sem filtros e num contexto mais
cinematográfico que consegue elevar ainda mais o resultado.
Quem
está a assistir é transportado imediatamente para a energia contagiante deste
concerto e que nos faz vibrar em cada uma das suas músicas. E também nos faz
sentir que também estamos presentes no momento.
Falando
do espetáculo em si, a nível visual está fantástico e é mesmo bonito de se ver,
fazendo com que se prende a atenção num instante. O facto de ter sido escolhida
luzes específicas, dependendo da canção, foi inovador e fez com que se criasse
uma maior conexão com o público.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Este
é daqueles concertos que comprovam a razão pela qual foi uma tour esgotada,
porque a Billie Eilish cria uma ligação especial com as pessoas, na qual elas
se identificam. Ela não precisa de bailarinos ou de grandes coreografias.
Muitas vezes, entregar aos fãs, uma noite simples sentada ou deitada no chão do palco, vale
muito mais. Ela é uma pessoa que inspira muitas outras e consegue fazê-las
sentir que não estão sozinhas. E esse carinho e amor que a Billie Eilish transmite
aos fãs é que faz toda a diferença na vida deles.
Seja
qual for o artista que esteja a atuar, cada vez mais, os concertos impactam a vida
das pessoas. Seja proporcionando memórias inesquecíveis; como lhes faz entrar
numa bolha que lhes traz uma felicidade imediata ou até viver um sonho num
ambiente seguro.
Sem
dúvida, que é interessante assistir a este tipo de documentários musicais e
testemunhar o efeito que estes espetáculos têm no seu público e em nós. E que
venham mais!
Ao
lado de Hugh Jackman, temos As Ovelhas Detetives (The Sheep Detectives,
como título original). Esta é uma aventura que tem a realização de Kyle Balda e
que é baseada no romance best-seller “Three Bags Full”.
Nesta
nova e espirituosa história de mistério, George (Hugh Jackman) é um
pastor que todas as noites lê romances policiais às suas queridas ovelhas,
acreditando que elas não conseguem compreender. Mas quando um incidente
misterioso vem perturbar a vida na quinta, as ovelhas apercebem-se de que têm
de se tornar detetives. Ao seguir pistas e investigar suspeitos humanos, provam
que até as ovelhas podem ser brilhantes solucionadoras de crimes.
Resumindo,
um mistério abala esta quinta. O pastor destas ovelhas foi assassinado e são
estes animais que decidem resolver o crime. Estas ovelhas precisam de entrar em
ação para descobrir a verdade. Cada pista ajuda-as a chegar mais perto de decifrar
este mistério. O surpreendente disto é que, quando tudo muda, o rebanho prova
que até consegue investigar melhor do que os próprios humanos.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Já
imaginaram como seria se fossem meras ovelhas a não tolerarem assuntos por
resolver e a darem dicas para a resolução de um homicídio? A verdade é que colocar
um cenário desses em prática até tem a sua piada.
Agora,
será que as ovelhas têm inteligência para resolver um crime? Uma coisa é
garantida! Não são simples animais que não marram, a não ser que haja uma boa
causa para se marrar. E cada uma das ovelhas têm a sua peculiaridade que poderá
ser útil para revelar o assassino.
Há
quem acredite que a felicidade surge nas pequenas coisas. E na opinião de George
Hardy, o segredo para a sua felicidade é tomar conta de ovelhas. Ele é
completamente feliz como pastor e a sua rotina diária não lhe cansa. É uma vida
simples, no qual todos os dias, ele lê em voz alta para as suas ovelhas,
histórias de detetives ou mistérios, sendo que quer acreditar que elas estão a
acompanhar a história.
Apesar
de ele não saber, estas ovelhas estavam tão atentas e curiosas com estas
narrativas e o seu desenrolar. E quem sabe, até poderiam estar a aprender
alguma coisa com isso.
No
entanto, para lidarem com esta investigação, as ovelhas vão ter de enfrentar os
seus medos e perceber que a vida real é mais complicada do que um livro. E que
quando acontece algo de mal, não podem simplesmente carregar no botão e
esquecerem-se.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
As
Ovelhas Detetives é
uma ótima surpresa, onde é apresentada uma visão pouco usual do que é vermos
pelo olhar de um rebanho. É um filme para toda a família que nos faz juntar a
este rebanho, testemunhando os seus momentos mais engraçados, os seus receios
ou as suas pequenas conquistas. E ainda, introduzindo uma nova espécie de
mistério.
Temos
aqui um rebanho invulgar a colocar em prática o que foram aprendendo sobre
histórias de detetives. E a serem eles próprios a resolver um crime, passando por
todos os passos necessários. Procuram por pistas, identificam os vários
suspeitos, tentam expor o que estarão os humanos a esconder e descobrem o
motivo para matarem o pastor delas.
Enquanto
isso, sempre que acontece algum desenvolvimento interessante no caso, lá estão
as ovelhas na vila a observar e a transmitir os seus sinais. E até se torna,
por vezes, bem caricato.
As
Ovelhas Detetives fazem-nos sair imediatamente da nossa realidade e
simplesmente aproveitar esta aventura para descontrair. Não vai faltar comédia,
mistério, ação e cenas fofinhas. Para além disso, este filme apresenta uma
localização bonita. Concluindo, também entrega uma história genuína cheia de
esperança e ternura que nos traz boa-disposição e que consegue entreter desde a
sua primeira cena.