The
Death of Robin Hood (A
Morte de Robin Hood, como título em português) é um filme que apresenta uma
reinterpretação mais crua, realista e emocional da lenda, questionando o mito
de Robin Hood e explorando um retrato mais humano de uma figura
confrontada com o seu passado e com a lenda que ajudou a construir.
Esta
versão mais sombria de uma das figuras mais icónicas da cultura pop é realizada
por Michael Sarnoski, tendo Hugh Jackman no papel do lendário fora da lei,
Jodie Comer e Bill Skarsgård.
Então,
confrontado com o seu passado de crime e assassínios, Robin Hood
encontra-se gravemente ferido depois de uma batalha que pensava ser a última.
Nas mãos de uma mulher misteriosa, é-lhe oferecida uma oportunidade de
redenção.
Aqui,
nós temos um herói confrontado com o peso do mito e com a oportunidade de dar
um novo sentido ao seu legado.
Já
imaginaram se todas as histórias que tivéssemos ouvido falar sobre Robin
Hood eram na realidade uma grande mentira? E ele seria completamente o
oposto? Isso, é uma das coisas que vai sendo abordado nesta nova adaptação pouco
convencional.
Estas
questões começam a ser colocadas, a partir do momento em que após uma batalha
decisiva, ele é ferido e está mais perto de adquirir a morte que tanto
desejava. Logo de seguida, ele é transportado para uma ilha remota liderada por
uma mulher com uma personalidade muito especial, que lhe salva a vida e lhe
oferece a possibilidade de ter uma segunda oportunidade.
Este
é um lugar em que todos são aceites e onde podem recomeçar. Desde que
contribuem nesta nova comunidade, não importa de onde vieram. E esta poderia ser
a ocasião ideal para Robin Hood e quem sabe, melhorar a capacidade de
lidar com a culpa e com os seus demónios.
Divulgação: NOS Audiovisuais
The
Death of Robin Hood é
uma reinvenção completa daquilo que conhecemos sobre o popular fora de lei. É uma abordagem muito mais sombria, intensa e
até humana que surpreende pela positiva e é cheia de garra.
Neste
caso é mais focado no seu legado, no seu sentimento de culpa e na possibilidade
de redenção pelos atos cometidos repletos de violência. E nesta narrativa, não irá
faltar momentos de pura tensão, raiva, ação, reflexão e emoção.
O
próprio ambiente do filme é diferente e denso, sendo que acompanhamos um lado desta
lenda que normalmente não é abordado e não é tão tradicional de se ver.
Hugh
Jackman faz um excelente e muito poderoso desempenho deste Robin Hood e
merece todo o devido reconhecimento. Podemos assistir a um Robin Hood forte,
atormentado, resiliente, mais frio e que mesmo no silêncio, tem a capacidade de
nos transmitir algo.
É
mesmo muito interessante observar a versatilidade no trabalho de Hugh Jackman e
como ele interpreta todas as camadas e complexidades deste protagonista.
Se
a pessoa está muito habituada aquela história tão tradicional de Robin Hood,
um grande herói que roubava aos ricos para dar aos pobres, então, neste filme,
não espere nada disso.
The
Death of Robin Hood é
completamente inovador e obscuro. Não nos tira a atenção, entregando assim, algo
novo e surpreendente. E tudo isto é acompanhado por uma ótima cinematografia,
banda sonora, vistas estupendas e boas interpretações por parte do seu elenco.
Depois
de várias adaptações da heroína kryptoniana, chegou o momento de conhecermos a Supergirl
protagonizada por Milly Alcock.
Este
filme realizado por Craig Gillespie é baseado na aclamada série de banda
desenhada “Supergirl: Woman of Tomorrow” de Tom King e Bilquis Evely. O argumento
é de Ana Nogueira.
Para
além de Milly Alcock no duplo papel de Supergirl/Kara Zor-El, o elenco é
composto por Eve Ridley como Ruthye Marye Knoll, Matthias Schoenaerts
como o vilão Krem of the Yellow Hills, Jason Momoa como Lobo, e
David Corenswet, que está de volta com o papel de Superman. Emily
Beecham e David Krumholtz também fazem parte, interpretando os pais de Kara,
Alura e Zor-El.
Nesta
narrativa, quando um adversário implacável e inesperado atinge algo demasiado
próximo de casa, Kara Zor-El, também conhecida como Supergirl,
une forças, ainda que com relutância, com uma companheira improvável numa
jornada épica e interestelar movida por justiça e vingança.
Nesta
ameaça, Kara não responde com discursos inspiradores. Responde com
raiva, com atitude e com música alternativa a tocar de fundo.
Kara
Zor-El não é o Superman.
Não é aquilo que a pessoa esperava. Mas ela não quer saber da opinião de ninguém.
Supergirl tem superpoderes, um cão adorável e uma bagagem emocional que
nenhum cabo de aço consegue segurar. Cresceu com o peso de um nome impossível
de carregar, numa galáxia que espera que ela seja perfeita — e decidiu que não.
Antes
de tudo, esta é considerada como uma história de crescimento, de identidade e
de uma rapariga que está a descobrir quem é enquanto salva o universo.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
O
ponto de vista referido de seguida, não terá comparações com o material
original pelo qual foi baseado. Como não vi, a minha opinião será de acordo com
aquilo que foi apresentado neste filme.
Esta
nova visão de Kara Zor-El foi inicialmente apresentada no filme mais
recente do Superman que introduziu David Corenswet no papel deste
super-herói. Mesmo que tenha aparecido por breves instantes, Kara Zor-El
cria imediatamente uma vontade para se conhecer melhor a sua jornada,
acompanhada pelo seu adorável cão Krypto.
Apesar
de não ter grandes expetativas iniciais e de ter assistido a outras adaptações
de Supergirl, tinha curiosidade em ver se teríamos algo refrescante ou
até mais do mesmo.
Desta
vez, temos uma Kara Zor-El dura e imprevisível com os seus traumas, destroçada,
perdida e ainda, com dificuldades em encaixar-se, depois de ter sido obrigada a
fugir do seu lar. Mesmo com o apoio do seu primo, Kal-El, a sua
adaptação tem tido os seus desafios e parecia que a sua solução seria viajar
por diferentes planetas. E embebedar-se naqueles, em que ela não tinha poderes
para que assim, pudesse sentir algo.
Ela
até podia ter sobrevivido à queda de Krypton. Porém, decidiu que não
iria dar satisfações a ninguém, nem vestir a capa e assim, não salvaria ninguém.
Um
dia, ela conhece Ruthye Marye Knoll, uma rapariga que tinha acabado de
perder os pais e com uma sede de vingança para encontrar o culpado. Por isso, estava
decidida a fazer justiça pelas próprias mãos.
Acrescentando
a isso, o seu amor de quatro patas corre risco de vida e só ela o pode salvar. Será
que é desta que Kara Zor-El vai sair da sua bolha de auto-destruição? E
finalmente, seguir o caminho que era suposto?
Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo
Supergirl é daqueles filmes de super-heróis que
é dinâmico, tem momentos de ação na dose certa e que vai entreter. Mas, falta-lhe
a capacidade de transmitir emoção e de desenvolver as suas personagens, principalmente em relação à protagonista. Pessoalmente, esperava que fosse uma
história com um tom mais emocionante. Até porque é abordado um dos traumas da Supergirl. E infelizmente, são percetíveis os erros no
argumento e muitas das personagens seriam facilmente descartáveis.
Tanto
Milly Alcock, como Jason Momoa fizeram um trabalho bastante competente e
aproveitaram ao máximo, a partir daquilo que lhes deram. E dessa forma, conseguiram
prender a atenção do público. Cada um à sua maneira.
No
caso de Milly Alcock, ela fez uma boa performance desta heroína kryptoniana,
onde temos a possibilidade de conhecer brevemente mais camadas da sua
personalidade, principalmente os efeitos que os seus traumas têm tido nas suas escolhas
mais recentes. E como ela tenta não se importar com nada, mas na realidade, não
é bem assim.
Vemos
uma visão bem diferente daquilo que já nos foi mostrado noutras adaptações,
sendo que mesmo assim, acaba por complementar muito pouco à sua história. E
isso, também foi devido a não ter existido aqui um grande desenvolvimento da personagem.
Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo
Uma
das partes que mais apreciei neste filme foram as cenas partilhadas entre ela e
o Krypto que elevaram mais a história. Acho que se tivessem adicionado
mais cenas entre ambos e do próprio Krypto, então teria sido, sem
dúvida, uma mais-valia.
Além
disso, há que também realçar as cenas protagonizadas por David Corenswet, como Superman.
Ele adiciona um lado mais ternurento e traz de volta, a ligação e a preocupação
genuína de Kal-El com Kara Zor-El.
Já
em relação ao Jason Momoa, ele dá vida ao implacável caçador de recompensas com
o nome de Lobo. Uma personagem bastante interessante, onde em cada cena
em que participa, ele é a estrela. E dá mesmo para se perceber que o ator se
estava a divertir muito neste papel. Teria sido benéfico, se ele tivesse
surgido mais vezes no ecrã. Agora, é esperar que possamos ter mais
oportunidades para vê-lo como Lobo.
Supergirl tinha potencial para se tornar num
grande destaque, mas o seu produto final acaba por ser nada de especial. E
poderá correr o risco de vir a se tornar num filme que vários espetadores
acabam mesmo por esquecer.
Mesmo assim, isso não
tira a vontade de querer continuar a acompanhar as aventuras de Supergirl
na companhia de Krypto e ainda, a partilhar o ecrã com o Superman.
De seguida, partilho a minha crítica mais resumida deste filme que está disponível na conta de YouTube do A Geek Traveller.
A
magia de Toy Story está de volta! Toy Story 5 é o novo filme de
animação da Disney e da Pixar realizado por Andrew Stanton que promete um
regresso em grande! E a banda sonora original está a cargo de Randy Newman.
Além
disso, temos uma grande novidade! Esta banda sonora vai incluir a nova música
escrita e produzida por Taylor Swift e Jack Antonoff.
A
canção original “I Knew It, I Knew You” é dedicada à jornada contínua da
irreverente cowgirl Jessie iniciada em Toy Story 2.
O
elenco e a sinopse
No
elenco de vozes originais, temos: Tom Hanks, como o fiel cowboy Woody;
Tim Allen, como o destemido Buzz Lightyear; Joan Cusack, como a
energética Jessie; Tony Hale como o excêntrico Garfy, o brinquedo
artesanal; Greta Lee como Lilypad, o novo brinquedo de alta tecnologia; John
Ratzenberger como o espirituoso mealheiro Hamm e Conan O’Brien como Smarty
Pants, um brinquedo tecnológico de treino sanitário.
Outros
atores juntaram-se, tais como, Craig Robinson como Atlas, um alegre
brinquedo hipopótamo com GPS que fala; Shelby Rabara como o animado brinquedo
com câmara Snappy; Scarlett Spears como a doce e tímida Bonnie,
de 8 anos; Mykai-Michelle Harris como Blaze, uma menina independente de
8 anos que adora animais; e Matty Matheson como o brinquedo Dr. Nutcase,
que tem medo de tecnologia.
E
ainda, não nos vamos esquecer do regresso de Wallace Shawn como Rex, o
ansioso brinquedo tiranossauro rex; Blake Clark, como o sempre leal Slinky
Dog; Jeff Bergman, como o sarcástico Sr. Cabeça de Batata; Anna
Vocino, como a carinhosa Sra. Cabeça de Batata; Annie Potts, como a
aventureira Bo Peep; Bonnie Hunt, como a sábia boneca de trapos Dolly;
Melissa Villaseñor como Karen Beverly, o brinquedo caseiro de Bonnie
feito com uma face de plástico; John Hopkins, como o digno ouriço de peluche Sr.
Espinho; Kristen Schaal, como a tricerátopo de plástico Trixie;
Ernie Hudson, como o boneco de ação Combat Carl; e Keanu Reeves como o
aventureiro canadiano Duke Caboom.
Os
brinquedos estão de volta e, desta vez, Buzz Lightyear, Woody, Jessie e
o resto do grupo enfrentam um desafio quando se deparam com Lilypad, um
novo tablet que chega com ideias pouco convencionais sobre o que é melhor para
a criança Bonnie. Será que a hora de brincar será a mesma depois disto?
Divulgação: Disney e Pixar
Temos
uma nova aventura com os brinquedos a enfrentar os dispositivos tecnológicos de
hoje
Desta
vez, o nosso grupo de brinquedos favoritos vai descobrir a tecnologia e assim, ser
testado de uma forma totalmente desconhecida para eles.
Parecia
mais um dia normal de brincadeira, até que tudo muda, quando chega Lilypad,
um tablet inteligente em forma de sapo, de alta tecnologia. Lilypad vai
tornar o trabalho de Buzz, Woody, Jessie e do resto do
grupo mais difícil, com esta nova ameaça ao tempo de brincadeira.
É
que este tablet tem ideias próprias e disruptivas, sendo que está confiante que
sabe exatamente o que é o melhor para Bonnie. E isso, vai fazer com que
a missão do grupo inteiro seja posta à prova.
Pois,
é que, ao contrário do que eles pensavam, a tecnologia já se tinha apropriado
da maior parte das crianças da zona. E com Bonnie, a criança deles, era
uma questão de tempo até isso acontecer.
Divulgação: Disney e Pixar
Toy
Story 5 é uma obra de
entretenimento fabulosa e pertinente que proporciona uma experiência mágica e
cativante.
É
uma aventura envolvente e incrível que toca o coração, apresentando uma
mensagem importante e significativa sobre as relações humanas e o papel que a
tecnologia tem na humanidade. E como é essencial que exista um equilíbrio na
sua utilização.
Este
novo capítulo emociona e aborda temas extremamente importantes, com o qual nos identificamos,
sendo que precisam de ser falados e que são dirigidos, tanto às crianças, como
aos adolescentes e adultos, principalmente os pais. É mesmo essencial que se
tenha um equilíbrio em relação ao uso de ecrãs e outras ferramentas de
tecnologia.
Também
tem uma capacidade única de criar uma ligação inteligente entre os brinquedos e
a tecnologia, mostrando que podem complementar-se de uma forma bastante positiva.
E que cada um deles tem um propósito educativo e específico no desenvolvimento
do ser humano.
Além
disso, os tempos podem mudar, mas a amizade é para sempre. E é impressionante
como a sua narrativa nos incentiva a refletir, a adaptar ao mundo atual, a amadurecer
e a utilizar a nossa imaginação e criatividade, enquanto reforça o que
realmente significa se conectar com o outro.
Divulgação: Disney e Pixar
O
foco da história e um dos maiores destaques vai para a Jessie que cumpre
o seu papel de narradora e de protagonista com excelência, no qual temos a chance
de vê-la a enfrentar o seu passado e acompanhar a sua evolução, desde a
primeira que nos foi apresentada. Não é só as crianças que se desenvolvem. Os
seus brinquedos também aprendem lições bem úteis.
A
história é genuína, divertida e contém piadas engraçadas que são inseridas no
momento certo. No entanto, desta vez, existe um excesso de personagens que nem
chegam a serem bem aproveitadas. Apesar de se saber que o Woody tinha
nomeado a Jessie como a próxima líder dos brinquedos da Bonnie, pois
no final de Toy Story 4 (2019), ele queria ajudar brinquedos perdidos.
Agora, não esperava que a participação dele fosse praticamente de um figurante.
Teria sido interessante que tivesse havido mais cenas partilhadas entre os
dois.
O
mesmo digo em relação ao Woody e Buzz. O reencontro deles foi
bonito de se ver. Mas, não houve grande oportunidade de se testemunhar a dinâmica
deles, que sempre foi dos momentos mais divertidos de se acompanhar.
Num
geral, valeu a pena o tempo de espera para ver Toy Story 5 e o regresso muito
aguardado deste grupo de brinquedos maravilhoso que vai unir-se e ter um
confronto inesquecível com a tecnologia. Tudo isto é acompanhado por uma banda
sonora fantástica. E ainda, eleva a fasquia com a introdução da nova música de
Taylor Swift, “I Knew It, I Knew You”, que combina muito bem com a personagem
da Jessie e com o universo de Toy Story.
Agora,
preparem-se para uma viagem comovente e entusiasmante em Toy Story 5 que
decorre no tempo em que vivemos, no qual não vai deixar ninguém indiferente. E que
de certeza, irá marcar para sempre, este franchise.
Independentemente
da idade, este é um filme com uma animação estupenda e com personagens
especiais que recomendo a todos. E que também considero como sendo um dos
melhores de 2026 e que ficará na memória!
O
grande Chazz Palminteri esteve de volta a Portugal para apresentar o seu
espetáculo, A Bronx Tale: One Man Show! No Cinema São Jorge, em Lisboa,
o público português teve a oportunidade de viver uma experiência única, fora
dos EUA.
Depois
do sucesso da estreia do filme realizado por Robert de Niro na 1ª edição do
Tribeca Festival em Lisboa, este artista traz a versão, ao vivo, do espetáculo,
que esgotou inúmeras sessões nos EUA e que deu origem a este fenómeno mundial.
Nascido
e criado no Bronx, Chazz Palminteri escreveu “A Bronx Tale” em 1988, uma
poderosa peça autobiográfica que retrata a sua infância difícil, marcada por
episódios intensos, como ter testemunhado um assassinato ligado à máfia aos
nove anos.
No
palco, Palminteri interpreta 18 personagens, dando vida a amigos, inimigos e
familiares, numa performance única e envolvente. Ele tornou-se o primeiro
artista a escrever, protagonizar e adaptar a mesma história para teatro, cinema
e musical.
Esta
foi uma performance de sucesso nos EUA que foi depois eleita como Melhor
Espetáculo em Las Vegas. Através do Tribeca Festival Lisboa, esta peça foi
apresentada pela primeira vez em Portugal.
Como
apreciadora de peças de teatro, eu tinha muita curiosidade em assistir A
Bronx Tale: One Man Show. E depois de o ter feito, fiquei completamente
fascinada com aquilo que tinha acabado de ver.
A
Bronx Tale: One Man Show
é uma experiência totalmente brilhante, imersiva e intensa que a pessoa nem dá
pelo tempo a passar. É uma narrativa de autenticidade, coragem e superação que
realmente toca quem está a ver.
No
palco, bastou estar presente uma simples cadeira, luzes e efeitos sonoros para
mergulharmos nesta história tão real e emocionante, que cumpriu com o objetivo
de impactar o espetador e entregando assim, um grande momento de storytelling
diretamente para o público português.
É
inspirador ver este ator a interpretar completamente sozinho todas estas
personagens, enquanto desloca-se de um lado para o outro para dar vida a cada
uma delas.
A
Bronx Tale: One Man Show
é mesmo um espetáculo que não podem mesmo perder! E vejam o filme de 1993.
Antes
desta peça de teatro, A Geek Traveller esteve à conversa com Chazz Palminteri
para saber mais sobre este seu projeto que dura há 35 anos. Sabiam que Chazz
Palminteri é um fã assumido de sardinhas? E sempre que vem a Portugal, é o seu
prato de eleição.
Acreditem
que A Bronx Tale: One Man Show é mesmo um espetáculo que não podem mesmo
perder! E vejam o filme de 1993.
De
seguida, partilho o vídeo da entrevista do Chazz Palminteri e outro dedicado à
cobertura deste evento poderoso de storytelling.
Chegou
o momento de Disclosure Day (O Dia da Revelação, como título em português),
uma nova descoberta que promete muita ficção científica. É realizado por Steven
Spielberg, o cineasta que redefiniu o imaginário coletivo sobre a vida
extraterrestre.
O elenco é
composto por Emily Blunt, Josh O’Connor, Colin Firth, Eve Hewson, Colman
Domingo, Wyatt Russell e Henry Lloyd-Hughes.
Já
a banda sonora fica a cargo do lendário compositor John Williams, assinalando
assim, a 30ª colaboração com Steven Spielberg e reforçando o estatuto do filme
como um dos grandes eventos cinematográficos do ano. No argumento, temos Steven
Spielberg e o David Koepp que se reúnem para mais uma produção.
Neste
caso, temos a apresentação de uma história original sobre o momento em que a
humanidade é confrontada com a prova definitiva de que não está sozinha no
universo.
Agora
e se, de um momento para o outro, o mundo inteiro soubesse? E se a verdade — aquela
que governos e agências mantiveram em segredo durante décadas — fosse
finalmente revelada a sete mil milhões de pessoas em simultâneo.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Margaret (Emily Blunt), meteorologista, está
no ar numa transmissão em direto quando sinais e padrões de comunicação
anómalos começam a interromper as emissões de todo o mundo. Daniel (Josh
O’Connor), especialista em cibersegurança, deteta simultaneamente a origem dos
sinais — e percebe que se trata de inteligência extraterrestre. Juntos, os dois
investigadores arriscam tudo para trazer a verdade ao público.
Do
outro lado da barricada, uma figura de autoridade (Colin Firth) tenta a todo o
custo impedir a divulgação — convicto de que a revelação provocará o colapso da
ordem mundial. Disclosure Day não é apenas um filme sobre extraterrestres:
é uma pergunta sobre o que acontece à humanidade quando a maior mentira de
sempre deixa de ser sustentável.
Desde
o início que é colocada a questão. Se houvesse provas a comprovar que afinal
não estamos sozinhos, então como seria a nossa reação? Será que ficávamos
assustados? Ou, simplesmente aumentava a nossa curiosidade em querer saber
mais?
O
maior foco é explorar o impacto global da revelação da existência de vida
alienígena, enquanto deixa em aberto, grande parte da narrativa, para assim, preservar
o mistério.
Já
imaginaram como seria alguém, como Margaret estar numa emissão em direto
e é subitamente afetada por estranhos sons e padrões de comunicação? Automaticamente
se pensaria que algo estaria errado, não é verdade?
Enquanto
isso, outras pessoas lidam com sinais inquietantes e imagens enigmáticas.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Disclosure
Day é um espetáculo
visual impressionante e impactante, que entrega uma mensagem poderosa e intensa
sobre o valor da empatia, verdade, espiritualidade, humanidade, comunicação, fé
e como não se deve perder a esperança. E tudo é feito com uma grande
generosidade e compaixão, por parte de Steven Spielberg, que é acompanhado por
uma banda sonora estrondosa da responsabilidade do lendário John Williams. Uma
banda sonora que amplifica o tom misterioso da narrativa.
A
experiência em si é imersiva e envolvente, sendo que há momentos que conseguem
ser tão inquietantes e emocionantes. O filme desperta aquela curiosidade
genuína sobre o desconhecido e nos faz questionar e refletir sobre o que
realmente existe para além daquilo que conhecemos. Isso foi uma das partes que mais
me cativou.
Depois,
a forma como os acontecimentos são apresentados faz com que tudo pareça muito
familiar com a nossa realidade. Como se aquela revelação pudesse acontecer a
qualquer momento. E isto, fosse um tipo de preparação para nos aproximar,
melhorar os meios de comunicação e ter noção, do que poderia ocorrer, caso
fosse na vida real.
Um
dos maiores impactos é sem dúvida, os 20 minutos finais, no qual nos tira o
fôlego e nos deixa perplexos e completamente sem palavras. Parecia que estávamos
realmente a assistir a um telejornal, que estava a acompanhar uma descoberta
histórica em tempo real. E depois estarmos a vivê-lo com a mesma intensidade do
que as personagens. Para quem cresceu fascinado por estes temas relacionados
com os extraterrestres, aqueles momentos finais fazem-nos sentir que fazemos parte
de algo muito importante. E de que não estamos sozinhos.
Além
disso, há que destacar a performance espetacular, cativante e emocionante de
Emily Blunt. Ela brilha em cada cena e rouba todas as atenções. Basta um
simples olhar para criarmos uma empatia imediata por ela. Este é um dos
trabalhos mais marcantes da sua carreira e ela merece todos os aplausos e
reconhecimento.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Em
relação à história, tem as suas imperfeições e deslizes. Poderiam ter mostrado
e aprofundado mais detalhes sobre a vida alienígena e a sua tecnologia. E houve
alturas que parecia que se estava a arrastar e até poderia ter tido mais ação.
O
final deixa-nos com aquela sensação de que ficámos pendurados e que haveria
mais para apresentar. Acredito que todo o filme também quer que tenhamos a
nossa própria interpretação. Mas, sinto que terminou na altura errada. Pois,
deram a entender de que haveria mais para contar.
Disclosure
Day é um thriller de sci-fi
com um ar vintage que é envolvido em mistério, conspiração, perseguições,
aventura, ação e suspense, no qual é preciso ter um pouco de tempo para se
processar. A cinematografia, edição, som, cenografia e efeitos especiais estão
fabulosos. Todo o elenco faz um ótimo trabalho e temos boas sequências de ação.
É mais um clássico de Steven Spielberg sobre alienígenas que nos deixa a pensar.
É
uma perspetiva diferente e mais surreal daquilo que estamos habituados a ver em
filmes sobre extraterrestres. Aqui, eles não apresentam qualquer ameaça e
simplesmente querem criar contacto e quem sabe, gerar um tipo de ligação. E para
os humanos, apresentam-se em formas familiares.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Este
filme é uma viagem intrigante que diverte e transmite que todos merecem saber a
verdade sobre a existência de vida fora do planeta Terra. E torna-se numa luta
desesperada para que isso se concretize, onde não vão faltar conflitos, questões
morais, perguntas que precisam de respostas e peças de um puzzle que precisam
de ser encaixadas.
Pode
dividir opiniões, mas é daquelas produções com um storytelling que nos
faz sentir algo, cria discussões interessantes e que deve ser vista sem
julgamentos. E também contém uma mensagem que merece muito ser ouvida.
De
um modo geral, Steven Spielberg continua a ser um mestre no cinema, fez um trabalho
mágico e conseguiu entreter o espetador. E até parece que ele sabe de algo que
não sabemos.
Para mim, quando temos
um novo filme de Steven Spielberg é uma espécie de celebração. E somos mesmo
sortudos, em viver na mesma altura em que o Steven Spielberg está a fazer
filmes.
Já
chegou o franchise lendário para liderar uma épica aventura em live-action.
Falamos de Masters Of The Universe que é realizado por Travis Knight e é
baseado no material da MATTEL.
O
elenco é constituído por Nicholas Galitzine, Camila Mendes, Alison Brie, James
Purefoy, Morena Baccarin, Jóhannes Haukur Jóhannesson, Charlotte Rilley,
Kristen Wiig, Idris Elba e Jared Leto.
Neste
enredo, após 15 anos separados, o Príncipe Adam (Nicholas Galitzine)
descobre a sua Espada do Poder e regressa a Eternia, onde encontra a sua
terra natal devastada pelo domínio maléfico de Skeletor (Jared Leto).
Para salvar o seu mundo e proteger a sua família, Adam terá de unir
forças com os seus aliados mais próximos, Teela (Camila Mendes) e Duncan/Man-At-Arms
(Idris Elba) e assumir o seu verdadeiro destino como He-Man, o herói
mais poderoso do universo.
Primeiramente,
inicia-se em Eternia, quando Adam era tratado como uma criança.
Este era um reino com um brilho próprio que estava em paz e no qual, as novas
gerações treinavam para possíveis futuras guerras. E assim, defenderem o seu
reino.
Aqui
as lendas não nascem, elas são forjadas.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Contudo,
havia quem não levasse o treino tão a sério, como foi o caso de Adam,
que tinha outras prioridades em vista. Um dia, de um modo inesperado, Eternia
é atacado pelo vilão Skeletor (Jared Leto) e o líder deste reino teve de
render-se. Depois de ficarem prisioneiros de Skeletor, ele e a mulher
nunca mais foram vistos. E foi assim, que Skeletor tornou-se no novo Rei
de Eternia, cujo futuro deste lugar iria se tornar num pesadelo.
Durante
a conquista de Skeletor, Adam, o herdeiro de Eternia
conseguiu fugir para a Terra, utilizando um portal. E levando consigo, um bem
com poder absoluto que era bastante precioso. No entanto, durante a viagem
perdeu-o. E não iria descansar, enquanto não encontrasse.
Entretanto,
Skeletor não estava satisfeito, porque faltava-lhe a Espada do Poder,
que lhe iria transformar na figura mais poderosa. E sem isso, poderia ocorrer
uma Rebelião para tentar tirá-lo do trono.
Enquanto
isso, passam 15 anos e vemos um Adam mais adulto a viver uma vida normal
na Terra, mas a continuar a sonhar com o regresso à sua terra natal. É aí que
vemos uma pessoa diferente, atrapalhada e com competências valiosas de
comunicação que lhe poderiam, quem sabe, ser úteis mais tarde.
No
entanto, num dia, o seu passado acabaria por apanhá-lo. E Adam teria de
se tornar no herói que Eternia realmente precisa para vencer Skeletor.
Será que ele está preparado para essa grande responsabilidade?
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Para
uma iniciante neste mundo, Masters Of The Universe é uma aventura
empolgante e divertida, repleta de energia e ação que possui uma essência
atrativa e leve. No meu caso, é uma ótima introdução a este universo que nos
faz viajar para o seu interior e ter assim, uma experiência mais imersiva.
Um
dos destaques vai para Jared Leto na sua interpretação de Skeletor. Ele
consegue roubar cada uma das cenas em que está presente e naturalmente,
brilhar. E faz um ótimo trabalho, enquanto vilão.
Já
Nicholas Galitzine faz um bom desempenho no papel deste herói que vai ganhando
confiança em si e fazendo o necessário para depois ser merecedor da sabedoria
de Grayskull. Ele cativa e de um modo genuíno, prende a atenção do
público que depois cria empatia e ligação pela personagem. Uma coisa é certa!
Pelo poder de Grayskull, Adam tem o poder!
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Pictures Films
A
história em si não é ambiciosa e não é levada a sério. Infelizmente, faltou
desenvolvimento nas personagens, principalmente do protagonista. É que não se
soube grande coisa sobre os anos em que ele passou na Terra, o que aprendeu e
como chegou à sua idade adulta e ao momento em que o encontramos no presente.
Em
relação ao seu lado mais cómico e ridículo, nem sempre acerta. Claro, que
existem momentos de humor com saídas bastantes engraçadas. Mas, depois também
temos outros menos frequentes que acabam por ser forçadas e/ou piadas secas. E
que nem sempre combina com o que está a acontecer. Num geral, tem uma boa
capacidade de gozar com o seu próprio mundo e incluindo piadas que realmente
resultam.
Adicionalmente,
também poderá haver uma divisão a nível de opiniões e acredito que poderá mesmo
não agradar a todos.
Mas
mesmo assim, dá para ver que é feito com carinho e respeito pelos admiradores do
franchise. E para alguns, poderá oferecer uma certa sensação de nostalgia
perante o original.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Então,
Masters Of The Universe faz-nos sair da nossa realidade e simplesmente,
tem uma magia única em cativar e atrair quem está a ver. E naturalmente, cria
vontade em querer acompanhar mais a jornada de cada uma das personagens.
Além
disso, este filme composto por um elenco competente e cores tão vivas é
puramente generoso com tudo aquilo que nos entrega. Pelo design de produção,
pelas cenas de ação com algumas coreografias de lutas criativas e pela música
fenomenal que fica no ouvido. Pelos bons efeitos visuais e pelos cenários
maravilhosos construídos ao detalhe e ainda, figurinos que encaixam tão bem. E
até pela própria mensagem bonita que transmite, principalmente em termos de
comunicação que também proporciona momentos de maior emoção. A comunicação é
vital para a relação entre cada um e às vezes, pode vir a evitar muitos
conflitos.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Masters
Of The Universe é uma
excelente fonte de entretenimento, onde o tempo voa e cria interesse em ver
mais. Possui uma boa dose de paródia, ironia, estranheza, silêncios
desconfortáveis, explosões e mitologia. Sinceramente, eu acho que merecia mais
reconhecimento. E cumpriu com o objetivo de trazer um mundo maravilhoso e
vibrante à realidade, envolvido em bondade e esperança e entregando assim, ao
espetador, uma jornada descontraída em live-action a partir de um
conjunto de histórias de banda desenhada e de animação que têm feito parte da
vida de muitas pessoas.
Por isso, não vão com
expetativas e vejam, sejam fãs deste mundo ou estejam a descobri-lo pela
primeira vez. E no maior ecrã, juntem-se a esta aventura de fantasia por um
universo muito rico e com ainda, muito potencial para dar.
Depois
de ter conquistado inúmeros admiradores, chegou a adaptação cinematográfica de Tudo
O Que Nunca Fomos (Todo Lo Que Nunca Fuimos, como título original)!
Esta
produção adaptou o romance de Alice Kellen que tem sido um fenómeno literário
de língua espanhola. A realização fica a cabo de Jorge Alonso e os
protagonistas são a Margarida Corceiro e o Maxi Iglesias.
O
filme acompanha Leah (Margarida Corceiro), uma jovem pintora que tenta
lidar com a morte dos pais e com a dor que a afastou de si própria. Quando o
irmão parte para longe, pede ao seu melhor amigo Axel (Maxi Iglesias)
que fique a tomar conta dela. O que nenhum deles imagina é que, entre os dois,
existe uma ligação antiga e silenciosa que pode mudar tudo.
Esta
é uma história intensa sobre o poder transformador do amor.
Divulgação: Cinemundo
Tudo
começa com Leah, de 19 anos, que enfrenta uma jornada de autodescoberta
após um trágico acidente de viação que lhe tira os pais. Mudando-se para uma
cidade costeira sob os cuidados de Axel, Leah luta contra o luto,
pesadelos perturbadores e uma identidade fragmentada.
Desde
a perda dos seus pais, Leah nunca mais foi a mesma. Ela entrou em
território desconhecido e simplesmente, não tinha vontade de estar com ninguém.
Isolava-se e queria estar no seu canto.
Contudo,
quando o seu irmão vai trabalhar temporariamente para fora do país, Leah
passa a viver na casa do Axel. E é aí que as coisas começam a mudar e a
presença do seu novo companheiro de casa iria ter nela, um impacto que ela não contava.
Divulgação: Cinemundo
Tudo
O Que Nunca Fomos é
um romance bonito que entrega drama, ternura, amor e uma boa dose de compaixão
e compreensão. Um dos seus focos é apresentar como alguém lida com a dor, o luto
de perder um ente querido e os desafios que existem, em termos de saúde mental.
E isso, foi executado de uma maneira leve e simples.
Apesar
de mostrar vistas de um lugar de sonho, a narrativa teve as suas falhas e as
escolhas que recaíram para os ângulos de filmagem em determinadas cenas, não foram
as melhores. É que quando se estava a ver uma cena específica focada numa das
personagens, tudo o que estava ao seu redor acabava por estar com um nível de
desfocagem demasiado elevada. E isso, acaba por criar alguma estranheza e
impressão, no olhar do espetador.
Margarida
Corceiro e Maxi Iglesias fizeram um bom trabalho a interpretarem estas
personagens, no qual mostram uma cumplicidade evidente, sendo que tanto Leah,
como Axel, conseguem transmitir as suas próprias camadas e fragilidades.
Por
isso, se são fãs do livro, então não podem perder este romance! E que venha a
sua continuação.
Durante
a antestreia de Tudo O Que Nunca Fomos, eu estive à conversa com os
protagonistas, Margarida Corceiro e Maxi Iglesias. E partilho de seguida, o
vídeo da entrevista.
Além
disso, também podem ver fotografias (se partilharem, por favor, coloquem os devidos créditos) e o vídeo da cobertura do evento da
antestreia do filme que teve lugar no Cinema São Jorge, em Lisboa. E teve a
presença desta dupla de atores e ainda, do realizador Jorge Alonso.
Por
isso, deixo um agradecimento à Margarida Corceiro e ao Maxi Iglesias pela
disponibilidade em responderem às minhas perguntas. E um Obrigada à Cinemundo
pela oportunidade e pelo convite para estar presente na antestreia deste filme!