Chegou
o momento de se celebrar o Halloween! E que melhor forma de passar este Dia das
Bruxas do que se prepararem para uma maratona, seja de filmes ou mesmo de séries.
Por
isso, desta vez vou sugerir 4 séries que podem assistir durante esta época!
Umas para uma maratona mais curtinha e outras com uma duração mais longa. E
todas elas estão disponíveis na plataforma de streaming da Disney+.
Vamos
agora, a estas dicas relacionadas com séries para assistir no Halloween?
1.Agatha All Along
Agatha
All Along acaba por
ser uma sequência dos eventos de WandaVision, onde o foco é a Agatha
Harkness que sofreu as consequências dos seus atos e agora terá de se
reinventar, fazendo o que for necessário para tentar recuperar os seus poderes.
Esta
é uma personagem cativante, complexa e cheia de traços específicos na sua
personalidade que consegue conquistar o público de um modo muito próprio.
Para
quem gosta de histórias de bruxas e dos seus feitiços, esta pode ser uma ótima
sugestão. Além disso, é original e a forma inteligente como esta narrativa vai
sendo desenvolvida é diferente do habitual.
2. American Horror Story
American Horror Story é
das séries mais populares deste género do terror, sendo que pelo meio também
inclui drama, suspense e surpresas inesperadas. Foi criada por Ryan Murphy e
Brad Falchuck, sendo que já conta com 13 temporadas e inúmeros prémios.
Estreou em 2011 e podem acompanhar
na plataforma da Disney+. Cada temporada é focada numa história diferente,
sendo que participam nomes bem conhecidos do público, tais como: Sarah Paulson,
Evan Peters e Jessica Lange.
3. American
Horror Stories
Criado também por Ryan Murphy,
temos American Horror Stories. É uma série de antologia semanal dos
mesmos criadores com 3 temporadas, onde podem encontrar histórias de terror
diferentes em cada episódio.
4. Scream Queens
Scream
Queens é mais uma
série de antologia de terror criada por Ryan Murphy que também tem uma dose de
comédia. Esta produção possui um humor muito próprio, mistério, caos e é repleto
de sarcasmo e paródia.
A
primeira temporada desta sátira centra-se num campus universitário que é
abalado por uma série de homicídios. Tudo isto acontece na Kappa House,
a irmandade mais popular da Universidade Wallace que tem como membros, a
elite da escola. Esta irmandade é liderada pela implacável Chanel Oberlin
(Emma Roberts). O caos instala-se quando a Diretora Cathy Munsch (Jamie
Lee Curtis) força a irmandade a aceitar qualquer estudante como candidata. E
isso, coincide com uma onda de crimes cometidos por um assassino mascarado.
A
segunda temporada desenrola-se num hospital psiquiátrico que é gerido pela Cathy
Munsch. As sobreviventes da temporada anterior juntam-se à equipa médica.
Mas, o local rapidamente se torna no novo alvo de uma criatura mortífera.
Chegou
o momento de Primetime realizado por Lance Oppenheim. É aqui que
conhecermos Chris Hansen, o homem que mudou a história da televisão!
O elenco é
constituído por Robert Pattinson, Merritt Wever, Skyler Gisondo, Matthew Maher,
Phoebe Bridgers, Bokeem Woodbine, Sean Bridgers e Anna Faris.
Inspirado
em factos verídicos, Primetime leva-nos a 2006, quando Chris Hansen,
apresentador de To Catch a Predator, decide fazer história na televisão.
Robert
Pattinson veste a pele do jornalista, num retrato dos bastidores de um dos
programas de investigação mais controversos da época, onde a linha entre
justiça e espetáculo fica cada vez mais difícil de traçar.
O
jornalista em questão é Chris Hansen da Dateline NBC. Esta figura era o
apresentador do programa, To Catch a Predator, um reality show com
audiências recorde que foi um fenómeno. Utilizando câmaras ocultas, este
programa caçava predadores, usando um isco para ver se conseguiam apanhá-los em
flagrante.
Isto
acabava por ser um reality show, no qual estavam a fazer uma reportagem sobre
adultos que tentavam aliciar adolescentes online. E que depois tínhamos um
apresentador que estava disposto a tudo para livrar o mundo de um mal
ancestral.
Divulgação: A24 e Cinemundo
Apesar
da América adorar, ter milhões de pessoas a ver e de ter uma audiência prendida
constantemente ao ecrã, inicialmente este programa nunca tinha recebido o
devido reconhecimento. Mas, a partir do momento em que foi decidido que seria
exibido em Primetime, então isso iria mudar.
Essa
mudança também fez com que elevasse ainda mais a fasquia em cada um dos seus
episódios, que não eram encenação. Por isso, tinham de fazer uma maior preparação
e arranjar forma de chocar o máximo possível. Até podia acontecer que havia alturas
que não sabiam bem o que poderia acontecer. No entanto, tinham objetivos muito
práticos. Apanhar e limpar o mundo destes predadores, enquanto entregavam um
grande produto de entretenimento.
Tudo
era pensado ao pormenor. Uma pessoa da equipa lançava o isco online. Depois,
era esperar se conseguiam obter ou não uma resposta do outro lado. E se
houvesse, então aí preparavam a armadilha. Uma casa era escolhida e os predadores
suspeitos iam ter com eles. De seguida, avaliavam se era ou não só uma
conversa. Caso, fosse muito mais do que isso que normalmente era, então o
apresentador Chris Hansen entrava em cena para confrontar esse homem e referir
que tinha de ser responsabilizado pelas suas ações.
E
se Chris não estivesse lá, o que poderia ter acontecido? Neste caso, essa
possibilidade nunca foi apresentada no ecrã.
Divulgação: A24 e Cinemundo
Primetime tem uma visão muito própria, no qual
se inspira em acontecimentos reais para combinar este thriller com um estilo
mais documental. Possui uma apresentação que incluiu uma recriação fiel da
tecnologia analógica e de transição daquela altura, imitando com qualidade o
visual das cassetes de vídeo.
Este
filme não é para todos. A história em si é bastante controversa, pois faz-nos
questionar a moralidade do programa, das pessoas envolvidas e refletir naquilo
que a sociedade realmente quer ver na televisão. E deu para se perceber de que
naquela época, graças a este programa, a televisão nunca mais foi a mesma e
acabou por fazer história à sua maneira.
O
melhor deste filme foi sem dúvida, o desempenho surpreendente e imparável de
Robert Pattinson. É uma das melhores interpretações dele e cada vez mais chegamos
à conclusão de que ele é um autêntico camaleão.
Divulgação: A24 e Cinemundo
Robert
Pattinson tem tido uma enorme versatilidade em cada uma das suas personagens
que vai desempenhando, sendo que é excelente, o facto do público ter a chance
de assistir e de ter as expetativas superadas. Já se sabe que para cada papel,
ele faz uma preparação minuciosa e aqui não foi exceção. A sua transformação em
Chris Hansen foi impressionante, principalmente no sotaque bem específico desta
figura televisiva que teve de adotar.
Primetime é um entretenimento imperdível, muito
peculiar e com segmentos que prendem a atenção do espetador e outros que podem incomodar.
Temos a oportunidade de acompanhar os bastidores de um programa polémico, que nunca
se sabe o que se pode esperar. Mas, acho que poderiam ter adicionado mais
camadas da personalidade de Chris Hansen fora do seu campo profissional.
Como
referido anteriormente, a estrela que se destacou foi mesmo Robert Pattinson. E
pela sua performance, vale a pena ver!
Chegou
o momento de conhecermos melhor Clayface que é centrado num dos vilões
clássicos de Batman e é realizado por James Watkins. Este é o primeiro filme de
terror da DC Studios, que faz parte do novo universo DC de James Gunn e Peter
Safran.
O
argumento é de Mike Flanagan e Hossein Amini.
Esta
personagem foi criada em 1940 por Bill Finger e Bob Kane. E agora, pode ser vista
nesta nova fase que abre as portas de Gotham City.
Tom
Rhys Harries dá vida ao protagonista, sendo que se junta a ele: Naomi Ackie,
Max Minghella, Eddie Marsan, David Dencik, Nancy Carroll, Joshua James e a
atriz portuguesa, Joana Ribeiro.
Esta
é a história de Matt Hagen (Tom Rhys Harries), um ator em plena ascensão
que vê a vida desmoronar-se depois de ficar desfigurado. Disposto a tudo para
recuperar o que perdeu, aceita um tratamento experimental que lhe devolve o
rosto. Só que o corpo começa a ceder, a deformar-se e a fugir-lhe ao controlo,
numa transformação tão física quanto psicológica. Quando descobre as traições por
detrás da sua queda, a procura de redenção dá lugar a uma sede de vingança que
o torna algo muito mais perigoso.
Aqui
temos a ascensão meteórica de Matt Hagen, de miúdo das ruas de Gotham a
estrela de Hollywood. Praticamente, num instante, a sua vida é tragicamente
interrompida quando as ações de um chefe do crime local o deixam horrivelmente
desfigurado. Depois de ser abandonado pela sua equipa e sem nada a perder,
Matt procura um tratamento de vanguarda que milagrosamente o restaura ao
seu estado anterior. Mas, que também afeta inesperadamente a sua perceção da realidade,
arrastando-o por um caminho destrutivo de vingança obsessiva e consumidora.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Um
dos convites primordiais desta produção é para o público enfrentar o medo cara
a cara. Enquanto isso, esse mesmo medo vai ganhando forma no próprio corpo.
Depois
da tragédia da qual foi vítima, Matt era um homem que tinha perdido tudo
de um modo implacável. As pessoas em quem ele confiava traíram-no e
roubaram-lhe a carreira e o dinheiro respetivo. Por isso mesmo, ele nunca mais iria
conseguir ser o mesmo. Simplesmente, naquele momento, Matt queria
recuperar a vida que tinha e a voltar a ser quem era. Não importavam as
consequências. E nem que isso significasse o início da sua queda e da sua
jornada sangrenta.
Essa
sua queda começou com a sua decisão de se voluntariar para ensaios clínicos em
seres humanos. O procedimento em questão ainda não estava preparado para chegar
a esse ponto. E não se sabia os efeitos secundários que poderia ter, nem de
como poderiam vir a ser tratados. Mesmo assim, arriscou.
Inicialmente,
parecia que estava tudo a correr bem e que a sua cara perfeita tinha
regressado. Mas, claro que não foi isso que acabou por acontecer. Esse
procedimento provocou alterações físicas preocupantes, sendo que chegou a um
nível que até conseguia mudar de cara. E depois, chegou-se à conclusão de que o
seu trauma e as emoções dele eram um gatilho para algo muito pior.
Para
evitar que o seu monstro saia, Matt tem de aprender a controlar os seus
sentimentos, principalmente os de raiva. Será que ele vai conseguir? Isso é
outra das premissas deste argumento.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Clayface é um thriller psicológico de terror perturbador
e aterrador que aposta e arrisca fortemente num body horror visceral que é o
papel principal, sendo que toma um rumo bastante sombrio e violento. E de
seguida, entrega um resultado muito satisfatório e surpreendente.
Este
filme contém uma identidade própria, efeitos de cortar a respiração, detalhes
explícitos, uma cinematografia no ponto e conseguiu inovar com qualidade neste género
do terror. No entanto, acaba por ser desproporcional num outro sentido. Existem
falhas evidentes e um desequilíbrio em termos nas escolhas das músicas para a
banda sonora e na execução da montagem da própria produção. O lado mais
romântico também poderia ter sido descartado. Não me pareceu ter sido uma boa
adição. Mesmo assim, não incomoda a experiência em si.
Também
esperava que Aaron Paul tivesse uma maior participação. É que nem se dá por
ele. Além disso, achei que o antagonista não foi grande coisa. Até podia ser o
responsável pela deformação da face de Matt Hagen. Mas, infelizmente não
teve o perfil suficiente para cativar quem esteja a ver.
Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo
Um
dos grandes destaques vai para Tom Rhys Harries. Ele fez uma excelente interpretação
deste vilão. De tal forma que cria ao espetador, um interesse imediato em assistir
ao futuro desta personagem. A transformação de Matt Hagen para Clayface
foi fantástica. Revela um lado desta figura que nunca tinha sido vista. Isso e
acrescentando à sua evolução, começando pelo ator popular que se tornou num
monstro sedento de vingança também foi muito cativante de se acompanhar.
Outra
das grandes surpresas foi a participação da atriz portuguesa, Joana Ribeiro. Apesar
de não ter assim muito tempo de ecrã, o papel dela foi crucial para o
desenvolvimento desta narrativa e destacou-se no seu desempenho como Mia.
Desde
o seu início que Clayface prende a atenção com a sua criatividade e o
seu lado mais bizarro. Vai haver quem queira desviar o olhar, devido ao
desconforto de algumas cenas. Enquanto isso, também explora temas, tais como: o
medo, a perda de identidade e humanidade, o preço da perfeição, vingança, o
lado negro da fama e da ambição científica, a obsessão, corrupção, raiva e
muito mais. E tudo isto vai sendo envolvido num ambiente mais obscuro que faz
parte das características particulares da cidade de Gotham.
Este
filme da DC Studios tem um visual impactante, entregou aquilo que prometeu e ainda,
conseguiu superar algumas das expetativas iniciais. Assim, é um entretenimento
que é bom para se desfrutar e que não deixará ninguém indiferente.
Whalefall (A Queda da Baleia, como
título em português) realizado por Brian Duffield é um thriller de
sobrevivência, baseado no aclamado romance homónimo de Daniel Kraus sobre o
encontro de um jovem com uma enorme baleia-cachalote.
O
elenco é constituído por Austin Abrams, Josh Brolin, Elisabeth Shue, John
Ortiz, Jane Levy e Emily Rudd.
Nesta
história, após a morte do seu pai (Josh Brolin), Jay Gardiner (Austin
Abrams) vai mergulhar ao largo da costa central da Califórnia em busca dos seus
restos mortais, mas é engolido por uma enorme cachalote. Enquanto está preso no
seu interior, com apenas uma hora de oxigénio restante, Jay percebe que
os valiosos ensinamentos do seu pai podem ser a chave para a sua fuga.
Há
um ano, Jay perdeu o seu pai e continua a querer provar o seu valor. Um
dia, ele decide pegar no fato de mergulho e ir para o mar à procura dos restos
mortais do pai. E acaba por ter um encontro perigoso com uma baleia.
Para
sobreviver, ele terá de fazer o que for preciso para sair do interior desta
baleia, enquanto coloca em prática, aquilo que aprendeu com o seu pai.
Whalefall é uma obra completamente nova e
diferente que é tensa, dura e por vezes, assustadora. É acompanhada por uma
ótima banda sonora e ainda, transmite uma sensação constante de claustrofobia.
Apesar
de às vezes ser irrealista, é algo que não incomoda a experiência em si, sendo
que é ótimo que haja um storytelling que seja mais renovado e original.
Neste
caso, é claro que não passaria pela cabeça de alguém questionar uma situação
aparentemente impossível. Mas, esta história faz isso mesmo. Praticamente,
desde o início, o espetador é questionado: O que faria se ficasse preso numa
baleia? O que faria para escapar? E caso acontecesse, qual seria a reação? Era
logo entrar em pânico e simplesmente, aceitar que a morte seria o seu destino? Ou
então, tentaria fazer o impossível para sobreviver?
Divulgação: 20th Century Studios Portugal
Desde
o início que o espetador embarca numa experiência aterradora, juntamente com a
personagem principal que é engolida viva por um cachalote gigantesco. Enquanto
isso, mostra como é ser engolido vivo por uma baleia é altamente improvável,
mas que aqui, pode ser possível. Da forma como tudo é executado em termos de
planos de filmagem, parece que o público também está preso dentro deste animal
e há alturas que dá para sentir claustrofobia.
Pelo
meio desta narrativa, vão sendo apresentados flashbacks entre Jay
e o seu pai. Nestas cenas de flashbacks, ficamos a conhecer um pouco
mais sobre o relacionamento complexo dele com o pai. E que nos faz compreender
melhor aquilo que o protagonista está a sentir. Como esta figura paterna foi
dura com Jay nos seus ensinamentos e no modo como lhe tratava.
Aqui
temos um pai que vai ensinar-lhe todas as ferramentas para quando for importante,
Jay saiba o que fazer. E que assim, não deixe o medo impedi-lo de
sobreviver.
Depois
de uma luta pavorosa com os tentáculos de uma lula gigante, a partir do momento
em que Jay entra na cachalote, aí é que começa o verdadeiro desafio de
sobrevivência. Ele tem 60 minutos nas suas reservas de oxigénio para sobreviver
ao impensável. Para isso acontecer, ele terá de pensar com calma e terá de
recorrer ao que o pai lhe ensinou. E também terá de enfrentar o seu passado e
luto para que assim, possa seguir em frente.
Isto
não é apenas um thriller intenso de sobrevivência. Também é uma história envolvente
e emocional que aborda os perigos do oceano, como o oceano não deixa que nada
nos falte e a perda de um ente querido. Ainda, de certa forma, desenvolve um
tipo de metáfora inesperada para que a própria personagem principal possa lidar
com essa mesma perda.
Com
Whalefall, há uma certa identificação no sentido em que muitas vezes, as
marcas da infância nos podem acompanhar pela vida fora e nos moldar enquanto
pessoas. Porém, às vezes essas marcas podem nos trazer aprendizagens muito mais
úteis do que pudéssemos imaginar.
Se
querem ver algo de diferente e inimaginável, preparem-se para suster a
respiração para os 60 minutos mais duradouros que possamos vivenciar. E não
podem perder este filme que arriscou e que surpreendeu!
Fãs
dos Videojogos, um clássico está prestes a chegar ao grande ecrã! Falo de Street
Fighter, onde temos uma adaptação em imagem real realizada por Kitao
Sakurai e que foi filmado para IMAX.
O
filme em si presta uma homenagem ao espírito original dos anos 90,
reinventando-o assim, para uma nova geração de espetadores.
Já
o elenco é constituído por Noah Centineo, Andrew Koji, Callina Liang, Jason
Momoa, Curtis “50 Cent” Jackson, Joe “Roman Reigns” Anoa’i, David Dastmalchian,
Cody Rhodes, Eric André, Andrew Schulz, Vidyut Jammwal, Orville Peck, Olivier
Richters, entre outros.
E
não vão faltar nesta aventura, rivalidades, as personagens preferidas dos
amantes deste videojogo, Hadoukens e confrontos que prometem ser
marcantes.
A
história decorre em 1993, quando os combatentes Ryu (Andrew Koji) e Ken
Masters (Noah Centineio), afastados há anos, são inesperadamente recrutados
por Chun-Li (Callina Liang) para o mítico World Warrior Tournament
– um confronto brutal onde o destino de cada lutador se cruza com conspirações
globais, batalhas pessoais e um passado que não os larga.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal
Mas,
por detrás deste confronto esconde-se uma conspiração mortal que os obriga não
só a enfrentarem os seus adversários, mas também os demónios do passado. Caso
contrário, e se falharem, então é mesmo GAME OVER!
Sempre
que há uma nova edição, este World Warrior Tournament chama lutadores de
todo o mundo para pisarem o palco e mostrarem a força que têm. E porque merecem
ter a distinção de fazerem parte da lista dos melhores.
Só
que neste caso, nem tudo é o que parece, sendo que se percebe desde o início
que existem segundas intenções. Ou seja, o grande propósito seria atrair Ryu,
o campeão da edição passada para que houvesse a oportunidade de roubar o seu poder.
Agora, algo que pode ser garantido. Aconteça o que acontecer, aqui haverá
sempre um confronto de alto risco.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal
Street
Fighter consegue
triunfar maioritariamente nas suas cenas de ação, no qual as coreografias das
lutas são inovadoras, criativas e algo como nunca antes se viu. É graças às
cenas de luta que a pessoa fica mais prendida ao ecrã e a sentir alguma
adrenalina. E por isso, tem curiosidade em ver como estes confrontos se vão
desenrolar.
A
nível visual foi bem conseguido e o fato de ter conseguido criar ao espetador,
uma sensação de nostalgia dos anos 90 também foi positivo.
No
entanto, o argumento tem partes absurdas, é muito fraco, com falhas e infelizmente, está numa desordem e
num desequilíbrio constante. A interpretação do elenco não é grande coisa. As
músicas escolhidas para algumas das cenas nem sempre têm um bom encaixe. A
montagem não foi muito bem trabalhada. Em certos momentos, poderia proporcionar
alguma confusão. E por vezes, o humor não combinava com a cena apresentada ou então,
era composto por piadas secas que teriam sido melhor, se tivessem sido
dispensadas do diálogo.
Para
quem gosta de artes marciais, Street Fighter é um bom espetáculo repleto
de ação contínua, lutas, explosões, poderes a serem colocados em prática e duelos bem
coreografados que precisam de serem vividos no cinema e em IMAX. Mesmo assim,
acredito que Street Fighter tinha muito mais potencial e poderia ter
sido mais bem aproveitado.
Apesar
disso, deu para se chegar à conclusão de que esta adaptação cinematográfica foi
um miminho aos admiradores de cultura pop, anime e desta saga original. Saga
essa que é uma das franquias de videojogos mais icónicas que se conhece.
Por
isso, o melhor é irem ao cinema e tirarem as vossas próprias conclusões.
Depois
do filme A Rede Social (2010) ter sido um fenómeno impressionante, chega
O Veredito Social (Social Reckoning, como título original), uma
nova obra complementar deste mundo do Facebook realizada por Aaron Sorkin e que
é inspirada numa história verídica.
O
argumento em si que tem a autoria de Aaron Sorkin é baseado nos factos que
deram origem à impactante investigação do The Wall Street Journal, The
Facebook Files.
O elenco é
composto por Mikey Madison, Jeremy Allen White, Wunmi Mosaku, Betty Gilpin,
Billy Magnussen, Bill e Jeremy Strong.
Este
filme conta a história de Frances Haugen (Mikey Madison), uma jovem engenheira
do Facebook que recorre à ajuda de Jeff Horwitz (Jeremy Allen White),
jornalista do The Wall Street Journal, para embarcar numa perigosa jornada que
acabaria por expor alguns dos segredos mais bem guardados da rede social.
Já
desde o início que dá para se perceber o império no qual o Facebook se veio a
tornar. E que mais tarde, introduziu outras marcas a esta empresa multinacional
que em 2021 passou a designar-se por Meta.
Apesar
desta rede social se ter transformado numa das maiores e mais influentes
plataformas do mundo, o Facebook foi sempre colocado em causa, devido aos múltiplos
fatores de risco e perigos que poderiam apresentar para os seus utilizadores.
Quando
chegou o momento de publicar os The Facebook Files, uma combinação de artigos
que incluíam documentos internos altamente confidenciais desta plataforma, foi
então que surgiu uma das revelações mais obscuras e chocantes em relação ao Facebook.
E ainda, mostrou a influência e a liderança tóxica do seu criador, Mark Zuckerberg.
Contudo,
para isso acontecer, Jeff Horwitz teria de obter provas suficientes para apoiar
o seu caso. E as paredes do Facebook pareciam mais impenetráveis do que nunca.
Mesmo assim, ele não desiste e precisa de encontrar a fonte certa para o ajudar
na sua investigação.
Após
diversas tentativas, ele chegou a Frances Haugen que iria ter um papel fulcral
nesta missão de desmascarar o Facebook. E para isso acontecer, esta dupla teria
de trabalhar como uma equipa, sendo que o tempo para cumprir com o objetivo
deles é limitado.
Depois
do sucesso de A Rede Social, acredito plenamente que poderia haver algumas
pessoas que tinham grandes expetativas para esta produção. Mas, será que este
extra irá percorrer o mesmo caminho? E vale mesmo a pena ir ver?
Se
formos a fazer uma comparação, é bem diferente e entrega uma narrativa mais insípida,
sendo que teve algumas mudanças significativas. Uma dessas mudanças foi a alteração
do ator que dá vida a Mark Zuckerberg. Em A Rede Social, tínhamos o grande
Jesse Eisenberg que fez uma performance extraordinária. Mas, como ele não quis
voltar, a escolha recaiu para Jeremy Strong.
Por
mais que aprecie o trabalho de Jeremy Strong, infelizmente, esta não foi das
suas melhores interpretações. Não obstante do seu pouco tempo de ecrã, foram
várias as vezes que dava por mim a observar mais características semelhantes a Kendall,
a personagem dele na série de sucesso, The Sucession. E não tanto do que
poderia ser a figura do Mark Zuckerberg.
O
mesmo aconteceu com o desempenho de Jeremy Allen White que apresentava traços
idênticos à personagem dele na série, The Bear (parecia que o Carmy
se tinha tornado num jornalista de investigação).
Em
relação à Mickey Madison, este foi o seu primeiro filme depois de ter ganho o
Óscar para Melhor Atriz em Anora (2024). E a sua interpretação não foi
de acordo com o esperado.
Ainda
assim, o filme também teve os seus pontos positivos, sendo que um dos
principais é que cria na sociedade, debates interessantes e úteis.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
O
Veredito Social é uma
enorme chamada de atenção sobre a realidade pura e dura do Facebook e até de
outras redes sociais. Tem uma mensagem poderosa sobre poder, o perigo das redes
sociais, os efeitos que tem na saúde mental, a liderança destrutiva e política.
Naquela altura, não importava o que acontecesse com os utilizadores que estavam
a usar o Facebook. Era só o lucro que viam à frente e os resultados dos estudos
realizados que mostravam efeitos nocivos não tinham qualquer importância. Esses
estudos não eram tornados públicos e eram logo descartados e muito bem
guardados para evitar fugas de informação.
Automaticamente,
a pessoa começa a refletir sobre o seu próprio uso das redes sociais. O impacto,
dor e sofrimento que pode ter na saúde mental de cada um. E como daqui para a
frente se deve lidar com esta ferramenta.
Além
disso, ficamos com uma melhor noção de como o Facebook e o seu algoritmo funciona.
Os problemas associados. Nós também sabemos melhor do que ninguém que
plataformas deste tipo querem que o público fique lá ligado o maior tempo
possível. E nem sempre é o mais saudável de se fazer.
Há
alturas em que também se começa a pensar como é que é possível que uma empresa tenha
desempenhado um papel sem precedentes nas nossas vidas. Em que depois disso, muitas
das vezes, não sofre com as consequências de atos tão irrepreensíveis. Ou
simplesmente, como não tiveram interesse a combater grupos radicais e o
discurso de ódio. Como um indivíduo responsável por tudo não está a fazer nada
para controlar. E a sua decisão ter sido puramente amplificar e acelerar ao
máximo tudo isso.
No
entanto, mesmo que não tivesse sido nada de especial ou ter sido daquelas
produções que não havia a necessidade de se adaptar este acontecimento maioritariamente
real. Uma coisa é certa! O Veredito Social é uma obra que não se pode
descartar facilmente e sem dúvidas, transmitiu uma aprendizagem útil.
Garantidamente,
The Facebook Files foi mesmo uma grande história que revelou o
impensável, criou toda uma revolução e que tocou realmente na ferida que o
Facebook fazia os possíveis para não deixar rastos!
Se
são fãs de Orgulho e Preconceito, então esta série é para vocês!
Com
oito episódios, The Other Bennet Sister é protagonizada por Ella
Bruccoleri e é inspirada neste universo tão popular de Jane Austin. Neste caso,
é focada na vida de Mary Bennet.
Em
Portugal, pode ser vista no canal AXN White.
Esta
é a história de Mary Bennet, a simples e desajeitada irmã do meio da
famosa família Bennet, enquanto tenta sair da sombra das suas irmãs para
encontrar a sua voz, o seu lugar no mundo e, talvez, o amor.
Este
é um drama de época centrado nas personagens, que se move das restrições
tranquilas do campo até ao pulsar libertador de Londres. E isto tudo é visto
através dos olhos penetrantes, autodepreciativos e surpreendentemente modernos
de Mary.
No
início do século XVIII e numa Inglaterra rural, e protagonista é Mary Bennet,
sendo que ela é bem diferente, ao contrário das suas irmãs. Ela é uma mulher
instruída e talentosa que é simples, menos bonita e mais introvertida que quer
ser admirada e respeitada pela sua inteligência.
Para
as mulheres daquela época, o futuro não oferecia outra opção senão casamento ou
miséria. Mas, Mary queria conquistar o seu lugar e construir o seu
próprio caminho.
Será
que alguma vez, Mary vai encontrar o seu caminho, enquanto se enquadra numa
sociedade que tem preconceito perante a classe e a aparência?
Divulgação: AXN Portugal
The
Other Bennet Sister é
uma série cativante e maravilhosa, cuja história toca profundamente o coração
de quem está a ver e haverá muitos que se irão identificar com a Mary. Pelo
meio, possui frases de humor e ironia que encaixam muito bem, enquanto vão
existindo diálogos que são impactantes.
Além
disso, transmite lições interessantes sobre amor próprio, coragem, independência
e o quanto é importante ser você mesma, autêntica e ouvir o seu próprio instinto.
Nesta
narrativa, está na hora de Mary se dar a conhecer, e ser ousada e quem
sabe, encontrar o amor. E também de se afastar da sombra das suas irmãs para
finalmente, se encontrar e se escolher a si própria. Para que depois, deixe de
existir uma comparação constante com elas e com todas as pessoas ao seu redor.
Divulgação: AXN Portugal
Dá
para perceber que ao longo desta jornada de aprendizagem, Mary tem duas
vozes muito realçadas na sua mente: a da sua mãe e da sociedade com todos os
seus preconceitos, regras e comparações.
Mary é constantemente rejeitada pela mãe. A
sua mãe tem a obsessão de casar as filhas e não desiste facilmente, mas nunca
perde uma oportunidade de dizer o que sente por Mary e de humilhá-la.
Por mais que Mary tente, parece que nada é suficiente para a sua figura
materna que quer que ela seja de uma certa maneira. E por isso, acaba por haver
muito barulho na mente de Mary.
Com
toda essa pressão e barulho, seja da família ou da sociedade ou de ambas, qualquer
pessoa consegue identificar-se com o que Mary vai sentindo e ter assim, empatia.
E torce para que ela tenha o seu final feliz. Nesta situação, uma mulher está a
toda a hora a ser comparada aos outros, perante a aparência das outras mulheres
e o sucesso que elas alcançaram nas suas vidas. É cansativo e é normal que se
queira acabar com esse barulho. Tudo Isto é algo que acontecia naquela época,
mas que continua a acontecer nos dias de hoje.
Uma
das principais razões pela qual a série prende a atenção é devido à própria Mary!
A Mary encanta com a sua personalidade forte, corajosa e vincada que tem
um sentido de liberdade, desejos próprios e que nunca desiste de ser quem é.
Ao
longo dos episódios, ela vai se tornando mais forte, faz escolhas que a
fortalecem e que a aproximam mais daquilo que lhe faz feliz.
Divulgação: AXN Portugal
Esta
viagem que começa por Meryton até Londres e pelo meio passa pelo Lake District,
sendo que é envolvida também por reviravoltas com algumas surpresas e por uma
história de amor tão bonita e inesperada.
Uma
das minhas cenas favoritas e que foram bastante hilariantes ocorreram no lago
entre Mary, Tom (Dónal Finn) e Ryder (Laurie Davidson), os interesses amorosos dela. É muito
divertido acompanhar as dinâmicas deles e quando partilham o ecrã com a própria
Mary. E claro que nesta narrativa também fica aquela questão. Quem irá Mary
escolher?
The
Other Bennet Sister
tem todos os ingredientes para conquistar, sendo que encaixa plenamente na
época representada e é acompanhada por uma fotografia bonita e bem escolhida e
uma ótima banda sonora. Esta série é romântica, intelectual, criativa, divertida,
na qual cria uma ligação com o espetador, transmite mensagens pertinentes e não
falha quando falamos de uma boa dose de drama e mexericos.
Por
isso, vale a pena assistir a mais uma história fantástica de Jane Austin que
mostra o lado desta história contada pela perspetiva de Mary Bennet e ainda,
é narrada por esta protagonista!
Para
terminar, aproveito para dizer que estive à conversa com a Ella Bruccoleri que
fez um desempenho muito bom da Mary Bennet.
Um
agradecimento à Ella Bruccoleri pela sua disponibilidade em responder às minhas
perguntas. Foi um gosto falar sobre esta série encantadora! Por fim, um
obrigada ao canal AXN Portugal e à Sony pela oportunidade desta entrevista! E
partilho de seguida, a minha entrevista com ela!