A
A24 apresenta o fenómeno viral da internet que promete não deixar ninguém indiferente!
Da
mente do visionário criador do YouTube Kane Parsons, que com esta produção faz
a sua estreia na realização de longas-metragens, chega um pesadelo
cinematográfico inquietante, preparado para definir uma nova era em relação à
narrativa de terror.
Falamos
de Backrooms, um terror psicológico protagonizado por Renate Reinsve,
Avan Jogia, Lukita Maxwell, Finn Bennett e Chiwetel Ejiofor.
Passado
em 1990 e baseado na série viral de Parsons na internet, Backrooms
acompanha Clark (Chiwetel Ejiofor), um vendedor imobiliário, enquanto
descobre, na cave da sua loja, uma porta — iluminada por luzes fluorescentes
amarelas e repleta de objetos familiares — que conduz a um inquietante labirinto
de intermináveis espaços de escritório e onde encontrar uma saída não será tão
fácil como imagina.
Ao
longo de noventa minutos, o foco da narrativa associa-se à descoberta de uma
misteriosa passagem que conduz a uma dimensão paralela composta por corredores
intermináveis, espaços vazios e labirínticos, iluminados por uma luz artificial
alarmante. À medida que diferentes personagens entram neste universo estranho e
claustrofóbico, percebem que não estão sozinhas: algo se esconde neste sítio.
Tudo
isto começa com Clark a ter uma loja de móveis, no qual tem tido muita
dificuldade em vender os seus artigos. A loja está constantemente vazia. A eletricidade
parece que ganha vida própria. E o seu desânimo continua a aumentar.
Contudo,
ele é seguido por uma terapeuta que também tem os seus traumas para lidar, mas
que faz os possíveis para o ajudar. Utiliza exercícios terapêuticos que incluem
role-plays e que faz com que ele se mostre algumas vezes, alterado. Será
que ela tem a habilidade necessária para o conseguirá ajudar?
Agora,
vem o início do ato em que Clark iria fazer uma descoberta que depois
lhe iria criar uma grande transformação. Essa descoberta remete-se a uma porta
estranha que aparece na cave da sua loja.
Para
além de uma porta que era suposto não existir, esconde-se uma série infinita de
salas e corredores, simultaneamente familiares, com um tom ameaçador e um vazio
com papel de parede amarelado. Um lugar fora da nossa realidade situada numa
dimensão paralela. O que poderá ele encontrar neste labirinto bem vasto?
Assim,
de um modo inesperado, Clark desaparece misteriosamente por uma dimensão
além da realidade. E por isso, a terapeuta terá de se aventurar perante o
desconhecido para encontrar o seu paciente e salvá-lo.
Divulgação: Pris Audiovisuais
Backrooms é um terror psicológico fora da caixa
e estranho que entrega uma componente diferente em termos do género do horror. Muito
mistério e suspense com uma boa banda sonora a criar a tensão necessária. É
daquelas histórias que é uma viagem pelo desconhecido, que nos faz processar
com uma intensidade que não é tão regular de acontecer. E basta, percorrermos juntamente
com o protagonista, por um labirinto peculiar composto por todos aqueles
corredores intermináveis, para que cheguemos, a um ponto de exaustão. Claro,
que depois tudo isso faz criar todo o tipo de teorias. E até por momentos, também
parece que estamos a viver os filmes do REC.
Para
além disso, a pessoa acaba por imaginar como é residir dentro da própria mente
e perder-se completamente, sem forma de regressar à realidade. E quando referimos
a uma mente mais perturbada, então, pode se tornar aterrorizante. Sem esquecer,
que também mostra como a desconexão com a sociedade pode levar a um ponto sem
retorno.
Ao
contrário de muitos críticos por aí espalhados, eu não achei que o filme tivesse
sido assim tão impactante como têm afirmado. Para muitos, pode tornar-se
cansativo e extremamente confuso. É que a pessoa saí de lá sem praticamente
compreender aquilo que acabou de experienciar. E nem sempre, isso é positivo.
No
entanto, uma coisa é certa. Backrooms é uma produção que conseguiu criar
discussão, destacar-se à sua maneira e fazer o espetador mergulhar por algo
inexplicável. E com um final que deixa que o público crie a sua própria
interpretação. Infelizmente, por vezes, também chega a ser bizarro e totalmente
incoerente e irreal.
Então,
já arrancou a 2ª edição do CINECAPITÓLIO ROOFTOP, onde podem ir ver diretamente
ao Capitólio em Lisboa, uma boa lista de filmes.
No
passado dia 26 de maio foi o evento de inauguração desta segunda edição que
promete para esta temporada, uma programação repleta experiências únicas de
cinema, enquanto se sente uma brisa fresquinha a acompanhar.
O
que não vai faltar são filmes para todos os gostos!
The
Mask, Inception,
Romeu e Julieta, Lost in Translation, 2001: Odisseia no Espaço,
Quatro Casamentos e um Funeral, Moulin Rouge, Notting Hill
são algumas das escolhas que podem ver num ambiente incrível e com headphones
wireless.
Num
momento de sunset, este evento requintado e divertido proporcionou uma ótima
experiência, escolhas acertadas em relação à música e juntando, a uma noite
bastante agradável. Não só em termos de cinema ao ar livre com pipocas, mas com
um bom cocktail e uma boa variedade de comida e bebida a acompanhar.
À
conversa com Rui Tendinha, responsável pela programação do Cinecapitólio
Rooftop
Durante
uma conversa com Rui Tendinha, jornalista, crítico de cinema e curador
responsável pela programação disse-me aquilo que podemos esperar este ano: “Este
ano, a ideia é tentar uma renovação do que se foi feito no ano passado. Mas,
tentar perceber quais foram os filmes que resultaram melhor. O tipo de filmes.
E ter filmes novos e ir buscar aqueles que resultaram melhor para quem não pode
ver”.
“Aquilo
que se pede é a experiência de ver alguns clássicos. Filmes que as pessoas
conheçam, mas ver neste contexto com headphones. É só incrível. Num sítio com a
melhor vista de Lisboa. E as pessoas quando vierem cá terem uma experiência,
como estar numa esplanada, um rooftop incrível de Lisboa com uma vista
magnífica. É ser mais do que ir ver um filme. É ir ver num contexto, numa experiência”.
Em
relação a filmes que valem a pena assistir neste contexto e neste espaço, Rui
Tendinha sugere: “Eu acho que é muito importante verem o filme do Estômago.
É um grande sucesso do cinema brasileiro. E que vai ser mostrado aqui num círculo
do cinema brasileiro que eu acho que está a adquirir um novo público, depois do
filme, Ainda Estou Aqui. Há muita afinidade para as pessoas em Portugal,
descobrirem o cinema brasileiro. E até mesmo os brasileiros que vivem cá. Todos
podem vir cá ver o filme”.
Aproveitem
para passarem uma noite maravilhosa de cinema neste espaço, de 27 de maio até
26 de setembro.
Os
bilhetes estão à venda em https://capitolio.bol.pt/ ; na bilheteira do Teatro Variedades
(aberta de 2ª a sábado, das 17h às 20h, e domingo, das 13h às 16h), na Fnac, El
Corte Ingles, Worten e CTT.
Divulgação: Cinemundo
Antestreia
do filme, Em Zona Cinzenta e o que esperar desta obra de Guy Ritchie
Para
celebrar e assinalar a abertura de mais uma temporada, o Cinecapitólio Rooftop
e a Cinemundo juntaram-se para a antestreia do filme, Em Zona Cinzenta (In
the Grey, como título original). Esta é a nova produção de ação do
realizador Guy Ritchie que também é responsável pelo argumento. E reúne Jake
Gyllenhall, Henry Cavil e Eiza González.
Esta
é uma história de ação explosiva, estratégia e estilo onde nada é bem o que
parece. E onde se pode ver os únicos profissionais capazes de roubar mil
milhões de volta.
Então,
Rachel Wild (Eiza González) é uma negociadora contratada para recuperar
mil milhões de dólares roubados por um déspota com exército próprio numa ilha
privada. Para o que a lei não resolver, ela chama o Bronco (Jake
Gyllenhaal) e o Sid (Henry Cavill) — dois ex-agentes especiais com um
método próprio: planos minuciosos, saídas de emergência preparadas com
antecedência e a violência tratada como mais uma ferramenta de trabalho, a par
das injunções judiciais e da manipulação financeira. Entre os dois há uma
cumplicidade silenciosa que diz mais do que qualquer diálogo.
Temos
aqui uma equipa secreta de operacionais de elite que vivem nas sombras do
mundo, tão à vontade a exercer poder e influência como a manusear armas
automáticas e explosivos.
Contudo,
o que começa como um assalto impossível rapidamente piora, transformando-se
numa guerra total de estratégia, engano e sobrevivência.
Divulgação: Cinemundo
Este
filme, Em Zona Cinzenta tem a capacidade de entreter temporariamente o
espetador com a sua dose de ação envolvida em perseguições, explosões,
manipulações e tiroteios. No entanto, existe falhas e uma falta de fundamento
evidente no seu argumento e respetivo desenvolvimento, que acaba por não criar
grande interesse nesta narrativa, que às vezes, parece tão frágil.
Além
disso, infelizmente, não acrescenta nada de novo ao género. E apesar do seu bom
conteúdo de ação e do trabalho eficiente do seu elenco, isso não é suficiente
para atrair e prender totalmente a atenção.
Assim, esta obra mais
recente de Guy Ritchie poderá vir a tornar-se facilmente esquecível.
2026
tem sido um ano em grande para Anne Hathaway e agora, temos a estreia de mais
um filme com a sua participação.
Mother
Mary é realizado por
David Lowery e no elenco, juntamente com Anne Hathaway, temos: Michaela Coel,
Sian Clifford, Hunter Schafer, FKA Twigs, Kaia Gerber, Atheena Frizzell,
Jessica Brown Findlay, Isaura Barbé-Brown e a portuguesa Alba Batista.
Esta
história segue Mother Mary (Anne Hathaway), uma estrela pop em crise
que, na véspera do seu aguardado regresso, volta a cruzar- se com Sam Anselm
(Michaela Coel), a antiga melhor amiga e figurinista. O reencontro faz
ressurgir feridas antigas e transforma a preparação para o espetáculo numa
experiência emocional intensa, marcada por tensão, memória e identidade.
E
passem os anos que passarem, algumas rivalidades vão perseguir a pessoa para
sempre.
Dez
anos foi o tempo no qual esta cantora mundialmente famosa já não se encontrava
com a estilista responsável pela sua imagem pública. Enquanto estas duas
mulheres se reaproximam, elas são levadas a reavaliar a relação que as une,
marcada por uma admiração mútua, mas ao mesmo tempo, por ressentimento e
dependência emocional. Este reencontro reabre feridas do passado que afinal,
nunca chegaram a sarar por completo.
Será
que é desta que elas vão conseguir resolver o que as separa?
Muito
aconteceu com a carreira de Mother Mary que incluíram altos e baixos.
Porém, o momento decisivo da carreira estava prestes a chegar, através de um
grande espetáculo de regresso aos palcos. Desta vez, a nível de figurinos, ela
queria algo diferente, algo mais autêntico. E a sua equipa não estava a
entregar o que ela realmente pretendia. Por isso, ela dirigiu-se à única pessoa
que poderia fazer o vestido que tanto queria. Mas, para isso acontecer, Mother
Mary teria de enfrentar o seu passado conturbado com Sam.
Por
entre arte, fama, identidade, pressão mediática, traumas e o preço da exposição
pública, estas mulheres têm de lidar com o impacto emocional da relação que
tiveram no passado.
Além
disso, havia um mistério paranormal associado que precisava de ser resolvido.
Mother
Mary apresenta atuações musicais bastante convincentes protagonizadas pela Anne
Hathaway que são acompanhados por figurinos mais extravagantes. Com um lado
mais espiritual e uma identidade própria e fora do comum, temos nesta história
lenta, uma falta de fundamento e uma combinação de metáforas sucessivas que
chegam a ser exaustivas. E que por vezes, tiram o foco daquilo que poderia
prender mais a atenção.
Inicialmente,
imaginava que este seria uma produção totalmente diferente daquilo que depois
acabei por ver. Esperava muitas mais atuações musicais da protagonista e ver
mais o lado negro da fama e como isso pode afetar um artista. É verdade que
vamos observando o nível elevado da vulnerabilidade dela. Mas, na maior parte
das vezes, não nos mostra exemplos de situações que levaram ela a chegar exatamente
a esse ponto mais frágil.
Para
mim, uma das cenas mais inesperadas e mais surpreendentes do filme foi a coreografia
de dança que Mother Mary mostrou a Sam Anselm. Um tipo de
demonstração da sua dor. Um momento sem música a acompanhar e com uma profundidade
emocional bastante intensa, onde meras expressões faciais e corporais
transmitem muito mais do que meras palavras. Um silêncio puro, onde apenas os
seus passos causavam ruído. Aí, Anne Hathaway fez um ótimo trabalho, incluindo também
nas suas performances em palco que mereciam mais tempo de ecrã.
O
maior foco deste enredo que é mais bem classificado como um drama psicológico
do que um thriller vai para a relação conturbada e inexplicável de Mother
Mary com Sam Anselm. Uma ligação muito próxima que depois se tornou numa
relação mais desconfortável, em que uma das partes sentiu-se completamente
desvalorizada. As conversações que têm entre si são extensas, onde partilham as
suas emoções. Infelizmente, não dão grandes explicações para esse afastamento. E
nem apresentam cenas de flashbacks úteis para termos uma melhor noção do
quanto elas eram inseparáveis e de como tudo ruiu.
Depois,
a forma como quiseram juntar a relação delas com um género de entidade
sobrenatural envolvida em suspense foi muito estranho. Simplesmente, não
encaixou. E não fez grande sentido.
Também
temos a participação da atriz portuguesa Alba Baptista, mas cuja cena onde
participa é uma autêntica miniatura. Poderia ter sido interessante ver mais desta
sua atuação musical e até fazer uma pequena comparação com a atuação de
regresso de Mother Mary.
Mother
Mary é uma
experiência abstrata, distante, um pouco complexa, louca e mais emocional com
uma expressão artística e um tom melancólico. O seu final é aberto a várias
interpretações. Além disso, transmite uma sensação agridoce que poderia ter
optado por outro rumo. Se tivesse sido escolhido um percurso mais inteligente, então
poderia ter criado uma maior conexão com o espetador. E assim, evitava que se
tornasse num filme sobre relações humanas facilmente esquecível.
Passenger (O Passageiro do Inferno, como
título em português) é uma produção da Paramount Pictures. É classificado como
um thriller de terror realizado por André Øvredal, tendo como protagonistas:
Jacob Scipio, Lou Llobell e Melissa Leo.
Temos
aqui um jovem casal que depois de testemunhar um terrível acidente numa
estrada, rapidamente perceber que não saiu do local sozinho. Uma presença
demoníaca conhecida como “The Passenger” transforma a sua viagem num autêntico
pesadelo, não descansando até reclamar ambos como as suas vítimas.
Este
é um casal que vendeu tudo o que tinha para mudar o rumo das suas vidas e
viverem uma nova fase. Eles decidiram pegar numa caravana e meterem-se à
estrada, percorrendo inúmeros quilómetros e irem simplesmente, à aventura.
Contudo,
quando passam algumas semanas, um deles já não está assim tão satisfeito com
esta mudança de vida. E começa a ter dificuldades a lidar com isso. Mas, essa
não seria a maior complicação desta nova jornada deles.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Depois
de presenciarem um acidente numa estrada isolada, eles acabam por saírem de lá
acompanhados. Companhia essa que não lhes ia facilitar a vida. A partir desse
momento, a viagem torna-se numa luta desesperada pela sobrevivência, marcada
por uma presença inexplicável que os persegue sem descanso.
Não
importa o que eles façam, parece que não se conseguem livrar deste passageiro
do inferno, uma entidade do mal. Será que irão sobreviver?
Neste
cenário, nas estradas norte-americanas de um determinado estado, têm aumentado
o número de pessoas desaparecidas. Muitas têm acidentes, desaparecem sem deixar
rasto e nunca mais são vistas. E depois o pior acontece, quando estão a
conduzir de noite por estradas vazias.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Passenger pode possuir os elementos essenciais
para atrair quem aprecia filmes de terror, mas não é inteligente na forma como entrega
este enredo. Sim, é verdade que tem visuais sólidos, cria algum interesse e
prega alguns sustos pelo caminho. Mas, poderá não ser o suficiente para marcar
o espetador.
A
narrativa contém um nível elevado de tensão e suspense envolvido num terror
psicológico. Os alvos são viajantes que conduzem pelas estradas. Caso,
desapareçam são facilmente esquecidos. E além disso, parece que não existe
ninguém que coloque a sua atenção em tentar resolver esses mesmos
desaparecimentos.
Enquanto
isso são explorados os medos associados ao isolamento e à escuridão. E de um
modo muito breve é mostrado como é o modo de vivência de determinadas comunidades,
onde a caravana é o seu lar. Também ficamos a saber ligeiramente mais sobre os
símbolos que são colocados nas viaturas dos viajantes como o aviso de perigo ou
outros com significados diferentes.
Gostaria
que tudo isto referido anteriormente, tivesse sido mais desenvolvido. Como por
exemplo, teria sido mais interessante, haver ataques deste demónio nestes acampamentos.
E aí, teríamos um melhor vislumbre do poder dessa figura, a ameaça que
representava e que seria impossível de evitar. E assim, realmente testemunhar
que não haveria forma de escapar.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Supostamente,
a história seria centrada nesta entidade demoníaca, mas infelizmente mais de
metade do filme, não esteve presente visualmente. Só eram apresentados sinais
da sua aproximação. Por isso, esperava muito mais ataques infernais e caóticos. Além disso, esperava que se tivesse sabido mais sobre as origens desta criatura.
Uma
outra coisa que poderia ter sido mais desenvolvida e que faltou contexto foi o
historial entre esta figura demoníaca e o São Cristóvão, o padroeiro dos
viajantes. Este santo acabou por se tornar num género de arma secreta para ajudar
a enfrentar o passageiro do inferno e sem se perceber o porquê.
Com
Passenger, temos uma produção com thriller, terror e suspense que
apresenta uma história simples com algumas falhas e desequilíbrios. E que cria
a sensação de que falta alguma coisa. Poderia ter sido muito mais. Apesar disso,
no final pode entreter na mesma, quem for assistir. E no meu caso, foi isso que
aconteceu.
Está
na hora da nova aventura por uma galáxia muito, muito distante da dupla irresistível,
The Mandalorian and Grogu!
Após
participarem durante três temporadas, na série The Mandalorian que está
disponível na plataforma de streaming da Disney+, os dois protagonistas voltam para
participarem numa nova viagem. Esta narrativa é completamente independente da
série. Por isso, se nunca viram a série, não tem problema.
E
finalmente o que mais esperávamos acontece. Depois de sete anos, um filme do
universo de Star Wars está de regresso ao grande ecrã! No entanto, esta
produção realizada por Jon Favreau tem dividido muito as opiniões. Será que vale
a pena ir assistir?
Para
além de Pedro Pascal, temos no elenco nomes, tais como: Sigourney Weaver, Jeremy Allen White, Martin
Scorsese, Steve Blum, Jonny Coyne, Hemky Madera, entre outros.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
Nesta
história, o Império caiu e os senhores da guerra imperiais permanecem espalhados
pela galáxia. Enquanto a incipiente Nova República trabalha para proteger
tudo pela que a Rebelião lutou, recrutam o lendário caçador de
recompensas Mandaloriano Din Djarin (Pedro Pascal) e o seu jovem
aprendiz Grogu.
Para
quem assistiu à série e é um grande espetador de Star Wars, então vai reconhecer
algumas referências e easter eggs espalhadas por este filme. Além disso,
este grupo de pessoas já tinha testemunhado às várias histórias sobre o caçador
de recompensas Mandaloriano e uma criança com o nome de Grogu.
Mesmo assim, logo no início do filme, há uma breve introdução ao mundo que
estamos prestes a assistir para quem nunca tenha visto qualquer projeto de Star
Wars se consiga situar. Por isso, não há um único momento, em que um iniciante
possa perder-se no rumo desta trama aventureira.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
Neste
caso, vamos assistir a uma missão a ser executada pelo Mandaloriano e
com Grogu, como o seu parceiro. Esta missão é autónoma e nada relacionada
com os eventos da terceira temporada da série que foram de qualidade inferior.
Esta decisão até pode ser um dos motivos pelo qual algumas pessoas não gostaram
do filme. Pois, aquilo que tinha acontecido anteriormente na série, parecia ter
sido descartado. E acabaram por querer trazer algo muito mais simples que
funciona, caso se queira viver apenas uma jornada divertida ao lado destes dois
protagonistas.
Neste
momento, Din Djarin está a trabalhar para a Nova República, no
qual ele só caça criminosos de guerra do Império. E aqueles vilões que estiverem
na lista, ele vai eliminar. A Nova República precisa de um profissional para
impedir outra guerra e ele é o escolhido. Para cumprir a sua próxima missão, o Mandolariano
vai precisar de mais informações para encontrar os seus alvos.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
The
Mandalorian and Grogu
é uma aventura incrível, alucinante e emocionante que nos faz sair da nossa própria
realidade. E assim, viajar por uma galáxia muito, muito distante e tudo na
companhia desta dupla vencedora que é tão carismática, principalmente o
adorável Grogu.
Também
se destaca por uma banda sonora perfeita nas mãos do talentoso Ludwig Göransson.
Cada uma das músicas introduzidas cria um maior impacto nas cenas que estamos a
assistir. E não nos vamos esquecer das cenas de ação e de luta com coreografias
fantásticas a acompanhar e que prendem logo a atenção.
São
vários os momentos em que somos transportados automaticamente para este
universo mágico e brilhante, sendo que ficamos com a perceção que estamos a
viver uma experiência imersiva, juntamente com as personagens. Essa sensação
acontece muito, devido aos ângulos de filmagem escolhidos, à boa cinematografia,
os cenários construídos e aos bons efeitos visuais apresentados. O que não
falta são situações que nos fazem rir, no qual são maioritariamente protagonizadas
pelo Grogu e por elementos da espécie dos Anzellans. Outras, em
que colocamos a nossa imaginação à prova. E que aproveitamos para viver
realmente o momento.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
A
estrela e o destaque da história é sem dúvida, o Grogu que rouba todas
as atenções! Este é o miúdo guloso, apaixonante, bastante fofinho e super engraçado
com um espírito livre que viverá séculos depois do Mandaloriano. E às
vezes, ele mete-se em sarilhos, usa a força para apanhar aquilo que quer e costuma
tocar nos botões errados. Qualquer cena em que Grogu esteja presente, ele
brilha e transmite uma energia contagiante e uma alegria imediata. Uma coisa é garantida.
O Mandaloriano não estará sempre presente para protegê-lo. Quando chegar
a essa altura, o que poderá acontecer com o Grogu?
Nesta
jornada, é-nos mostrado um pouco do amadurecimento do Grogu e conseguimos
vê-lo mais independente, quando é preciso. Enquanto isso, ele também demonstra
todo o seu amor e carinho pelo Din Djarin.
E
para além da missão que eles têm em mãos, o foco também vai para a química e a cumplicidade
evidente deste duo que é muito cativante e que, por vezes, até emociona. É
interessante ver os perigos que enfrentam juntos, a dinâmica que têm como pai e
filho e acompanhar um pouco mais da evolução da relação deles, sendo que
transmitem mensagens bonitas. Uma delas é que os velhos protegem os novos. E
depois, os novos protegem os velhos. Nesta história, assistimos a uma situação dessas
em primeira mão que é um exemplo perfeito de uma dessas mensagens tão tocantes.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
Também
gostaria que tivesse havido mais tempo em cena do Pedro Pascal sem capacete.
Acredito que poderia ter criado uma conexão ainda maior com a personagem.
Rotta,
the Hutt foi uma boa
adição e surpresa, mas houve alturas que parecia que ele estava um pouco
deslocado. Outras teve um bom destaque. E em relação à sua voz, estava
ligeiramente estranha e mais artificial. Porém, gostei de assistir à dinâmica
dele com o Grogu.
Uma
coisa que rapidamente se nota é que este filme é uma extensão da própria série,
The Mandalorian. Como se vários episódios da série se juntassem ao longo
de mais de duas horas de duração. Ou seja, temos a sensação de que estamos a
assistir à série, mas no grande ecrã. Isso a mim, não me incomoda e até é curioso
encontrar as semelhanças e as diferenças.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
The
Mandalorian and Grogu
merece ser vista em IMAX e irá de certeza, conquistar uma nova geração e
entreter os fãs de Star Wars, mesmo que não seja nada de inovador. Não
precisa de se ver outros projetos de Star Wars para entender este filme,
porque introduzem o contexto que é necessário e tudo é executado de um modo
muito simples.
Como
referido anteriormente, a história em si é muito simples e preferiu não
arriscar em algo mais inesperado ou nunca antes visto. Contudo, temos cenas hilariantes
alienígenas, blasters, novos monstros, perseguições, ação, combates, muitos
tiros disparados e planos de vingança a serem colocados em marcha. E também a
introdução de personagens que se tinha interesse em se ver no grande ecrã. Tudo
isso e muito mais.
Para
mim, quando vemos um filme, seja ele qual for, o mais importante é que o mesmo
consiga entregar um ótimo produto de entretenimento. The Mandalorian and
Grogu envolvido em ficção científica, fantasia, aventura e ação faz isso
muito bem e diverte. É um bom presente para celebrar este mundo que tanto
admiramos e no qual sentimos todos o tipo de emoções.
Há
frases marcantes que ficarão para sempre na nossa memória. This Is The Way
(Este é o Caminho, em português) é um desses exemplos que acaba por nos
fazer associar imediatamente a estas personagens principais e ainda, a refletir
sobre a vida em si.
Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal
Concluindo,
é verdade que o universo de Star Wars precisa de inovação. Precisa de
algo bombástico e extraordinário que faça a pessoa ficar completamente
entusiasmada com o futuro deste mesmo universo. E isso já aconteceu, por
exemplo, com a série Andor que foi das maiores surpresas que existiram até
agora. Assim, acredito plenamente que nos vamos surpreender, ainda mais, com os
próximos projetos de Star Wars.
Por
isso, vejam The Mandalorian and Grogu sem qualquer tipo de expetativa e vão
de mente aberta. É mesmo uma experiência gratificante e um filme para ver em
família! Apertem os cintos para fazerem esta viagem divertida e cheia de ação com
este duo imbatível por uma galáxia muito, muito distante…
De seguida, partilho vídeos que fiz dedicados a este filme!
Ultimamente,
Blumhouse tem lançado vários projetos ligados ao universo do terror. E o
próximo é Obsession – A Felicidade É Relativa. Este thriller
sobrenatural é realizado por Curry Barker, tendo sido protagonizado por Michael
Johnston e Inde Navarrette.
Nesta
história Bear (Michael Johnston) é um jovem apaixonado pela sua melhor
amiga de infância, Nikki (Inde Navarrette). Incapaz de confessar os seus
sentimentos, recorre a um misterioso artefacto sobrenatural para que ela se
apaixone por ele. O desejo concretiza-se, mas amar alguém assim tem um preço
sombrio e irreversível.
Assim,
o que começa como uma comédia adolescente sobre amor não correspondido transforma-se
rapidamente num pesadelo visceral: a obsessão de Nikki assume contornos
cada vez mais perigosos e violentos, obrigando Bear a confrontar as
consequências devastadoras do seu desejo.
Às
vezes, é importante que tenha cuidado com quem se deseja.
Para
além disso, lembram-se daquela afirmação: Cuidado com aquilo que desejas? Nunca
uma frase fez tanto sentido como nesta narrativa.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Temos
um One Wish Willow (Desejo Willow, como tradução em português) disponível
nas mãos do Bear, sendo que ele desejou que a Nikki Freeman o
amasse mais do que a alguém em todo o mundo. E não é que se concretizou? É que Nikki
passou a ter só olhos para o Bear . E é como se um feitiço tivesse sido
lançado para ela.
Tudo
isto inicia-se, porque Bear quer demonstrar o amor que sente por Nikki.
Um dia, ele vai a uma loja esotérica para adquirir uma peça de bijuteria para
lhe oferecer. Em vez disso, acaba por sair com um One Wish Willow. Ao
final de contas, quem acaba por usá-lo é Bear.
No
entanto, a concretização deste desejo acabaria por correr terrivelmente mal. E
além disso, tem uma complicação. Não é possível reverter esse desejo, enquanto
ele estiver vivo. O que será que Bear irá fazer? Será que vai aguentar a
obsessão descontrolada de Nikki?
Agora,
o que ele não se irá livrar é de um grande pesadelo que lhe vai traumatizar.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Obsession
– A Felicidade É Relativa
é um terror psicológico com um lado sinistro que é envolvido no sobrenatural.
Está cheio de cenas perturbadoras e outras mais violentas que resulta assim,
num filme intenso, aterrorizante e completamente louco.
Vale
a pena salientar a interpretação única de Inde Navarrette a dar vida à Nikki.
É impressionante assistir ao modo como ela desenvolve a sua Nikki e
depois representa esta obsessão sem limites. Por outro lado, ainda mostra a
vulnerabilidade e a incapacidade que fazem parte quando não se está a agir por
si própria. E consequentemente, perdendo assim, o controlo do seu próprio corpo
e mente.
Esta
não é uma produção para todos os gostos, pois poderá deixar muitos
desconfortáveis. E também, devido a ter arcos um pouco parados que pode tirar o
foco e cansar as pessoas mais impacientes. De certeza, que poderá dividir opiniões,
mas desde o início que demonstra a sua complexidade e o quanto é diferente e fora
da caixa.
E
este é daqueles exemplos que mostra realmente o que é o significado de ter uma
obsessão.
As
cenas que vão sendo apresentadas são bastante tensas e algumas delas,
agonizantes. Dá para observar facilmente, o quanto este projeto tenta inovar
neste género do terror. E isso acaba por acontecer com algumas surpresas pelo
meio.
Com
aquilo que se vê em Obsession – A Felicidade É Relativa, automaticamente
vai-te obrigar a processar sobre o tema abordado. Além disso, cria uma
curiosidade imediata em acompanhar mais histórias relacionadas com outros
desejos que poderiam ter sido feitos, utilizando o One Wish Willow.
Preparados
para mais um torneio e capítulo mais recente desta saga de sucesso que é baseado
no icónico videojogo criado por Ed Boon e John Tobias? Falamos de Mortal
Kombat II realizado por Simon McQuoid e com argumento de Jeremy Slater.
O
elenco é constituído por Karl Urban, Adeline Rudolph, Jessica McNamee, Josh
Lawson, Ludi Lin, Mehcad Brooks, Tati Gabrielle, Lewis Tan, Damon Herriman,
Chin Han, Tadanobu Asano, Joe Taslim e Hiroyuki Sanada.
Nesta
história, os campeões da Terra regressam ao grande ecrã num confronto direto
com Shao Kahn, o imperador implacável de Outworld — e se
perderem, a Humanidade paga o preço. A pressão nunca foi tão grande, os
adversários nunca foram tão perigosos e, de entre eles, destacam-se dois nomes:
Johnny Cage — a estrela de Hollywood em declínio, ego absolutamente
intacto, e uma regra sagrada em qualquer combate: na cara não se toca — e Kitana,
a guerreira que cresceu à sombra do homem que destruiu o seu mundo. A eles
juntam-se os guerreiros do universo de Mortal Kombat: Raiden, Scorpion,
Sonya Blade, Liu Kang, Kung Lao e muitos mais.
Agora,
é-nos prometido a brutalidade, o humor, os personagens icónicos e as fatalities
que os admiradores deste franchise sempre quiseram ver no grande ecrã. Será que
vão cumprir com essa promessa? Uma coisa é certa. Scorpion e Sub-Zero
regressam. Kitana e Jade entram em campo. Shao Kahn quer
tudo. E algures no meio disto tudo, Johnny Cage tenta perceber como
acabou metido numa guerra entre mundos. Desta vez, perder não é uma opção.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
E
por isso, chegou o momento destes campeões enfrentarem os seus adversários num
derradeiro confronto, sem regras e repleto de sangue, para tentar pôr fim ao
reinado sombrio de Shao Kahn, que ameaça destruir o próprio Reino da
Terra e os seus defensores.
Afinal,
quem será o grande vencedor deste torneio? Será que desta vez haverá alguma
misericórdia? E quem irá sobreviver e quem será eliminado?
Admito
que antes de ver este filme, resolvi ver todas as adaptações relacionadas com Mortal
Kombat. E cheguei à conclusão de que são todas muito diferentes entre si.
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Mortal
Kombat II entregou
exatamente aquilo que se pretendia e isso era apresentar um espetáculo visual de artes marciais composto por cenas de lutas fantásticas e envolvidas em coreografias criativas.
Pessoalmente, esperava muito mais, sendo que tinha potencial para tal.
As
cenas de ação estão muito bem executadas, sendo que gostaria que tivesse havido
mais. Mais lutas também teriam sido uma adição muito bem-vinda. E se tivessem estendido
os locais deste universo, onde ocorreram algumas das lutas do torneio, então teria
sido uma mais-valia.
Não
faltam saídas engraçadas por parte de algumas das personagens que são adicionadas
na altura certa. No entanto, houve outros diálogos que não combinaram e que
poderiam ter sido facilmente descartados. E ainda, existiu falhas na história
em si.
Mas,
como o maior propósito é assistir a um bom número de lutas, então a pessoa
acaba por não dar grande importância a tudo isso.
Já
a atuação deste elenco, num geral não foi nada de especial, fazendo com que não
se crie uma grande conexão com as personagens. E por isso, quando chega o
momento de lutarem, a pessoa não tem grande vontade em torcer por alguns dos
lutadores.
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Uma
das cenas de luta que mais gostei acaba por ser protagonizada pelo Scorpion
e Sub-Zero e fiquei surpreendida por terem tido muito mais destaque —
sobretudo o Scorpion — do que outras personagens. Mesmo assim, tanto Johnny
Cage, como Liu Kang e Kano, conseguiram brilhar, cada um à sua maneira e
proporcionando momentos cativantes de diversão.
Mortal
Kombat II é um bom
produto de entretenimento que traz sequências de luta empolgantes e sem limites
no contexto de violência e em relação às mortes brutais. No entanto, a pessoa
termina de assistir este filme em IMAX com um género de sensação agridoce e a achar que
algo faltava para realmente exceder as expetativas iniciais.
Agora, que venham mais
torneios e mais lutas surpreendentes dos próximos campeões. E assim,
proporcionar ao espetador, um ótimo espetáculo.