quarta-feira, 18 de março de 2026

Filme "Good Luck, Have Fun, Don't Die" é uma viagem louca, ousada e explosiva que não deixa ninguém indiferente

 

Good Luck, Have Fun, Don’t Die é a nova comédia apocalíptica irreverente realizada por Gore Verbinski que pretende combinar ação, ficção científica e sátira contemporânea.

O elenco é composto por Sam Rockwell, Juno Temple, Haley Lu Richardson, Michael Peña, Zazie Beetz, Asim Chaudhry e Tom Taylor.

A premissa é bem simples: um homem vindo do futuro entra num restaurante para recrutar um grupo improvável de civis e impedir uma catástrofe provocada, tanto pela Inteligência Artificial (IA), como pelas redes sociais. Este enredo transforma um encontro comum num loop temporal delirante sobre tecnologia, manipulação algorítmica e o destino da humanidade.

Perante uma noite escura e abafada em Los Angeles, temos um restaurante americano à pinha. De repente, um homem (Sam Rockwell) entra de rompante com um detonador na mão e afirma vir do futuro. É a 117.ª vez que regressa com o mesmo aviso. Antes que o tempo acabe, precisa de convencer um grupo de clientes completamente improváveis a ajudá-lo a impedir um apocalipse de IA e salvar a humanidade dos perigos das redes sociais. O problema? Está tudo contra eles: desde desconhecidos céticos e adolescentes viciados no scroll, até monstruosidades algorítmicas fora de controlo. Ainda assim, se este grupo improvável consegue unir-se, talvez o mundo tenha uma hipótese… Ou talvez não!

Divulgação: NOS Audiovisuais

Já imaginaram como seria uma pessoa estar simplesmente a conviver ou a descontrair num diner, quando do nada, surge um homem a ter um discurso incomum sobre conspirações do futuro e a dizer coisas sem sentido, enquanto ameaça que pode detonar os explosivos que tem à volta do seu corpo. Qual seria a melhor reação? Ignorar? Ou então, entrar na brincadeira para que se possa sair vivo deste estabelecimento? Afinal, qual seria a decisão mais lógica? Isso é uma das primeiras coisas que ficamos logo a questionar.

Agora, o que inicialmente parecia ser um assalto, revela-se uma proposta muito mais estranha: ele tinha de recrutar a combinação certa de pessoas entre os clientes presentes para embarcar numa missão noturna para salvar o mundo de uma inteligência artificial. Para isso acontecer, ele achou que era preciso apenas um pouco de persuasão e a ameaça “suave” de explodir todo o diner para assim, garantir os voluntários.

De seguida, esta equipa bastante diversificada mergulha numa aventura distópica envolvida numa corrida constante contra o tempo. Ao longo desta jornada, iriam encontrar desde adolescentes zumbis, bonecos robôs a andarem descontrolados e todo o tipo de outras coisas bizarras bem furiosas. Será que é esta a equipa que vai sobreviver, depois das inúmeras tentativas deste homem lunático e peculiar? E será que a missão vai ser bem-sucedida? Muito pode acontecer, mas quem sabe, este grupo de pessoas até pode vir a ter uma prestação diferente da esperada.

Divulgação: NOS Audiovisuais

Good Luck, Have Fun, Don’t Die é uma viagem louca, ousada e explosiva que abana o espetador para acordar para a realidade crua e dura dos tempos atuais, a nível do uso excessivo da inteligência artificial, sendo que não é nada subtil a apresentar a frustração que existe perante este tema. Esta é uma produção com um design de produção e cinematografia que atrai quem está a ver, uma banda sonora no ponto e em que também mistura ação, aventura, ficção científica e comédia, enquanto incita à discussão sobre a evolução da tecnologia e os perigos associados.

O que não faltam são produções que exploram os riscos e a ameaça que a inteligência artificial pode vir a tornar-se para a humanidade. Porém, nenhuma delas faz do modo que esta aventura de ficção científica: traz uma maior criatividade, é imprevisível e não tem filtros em apresentar a sua visão acompanhada por humor negro e caos.  

Uma das grandes intenções deste filme é criar reações no espetador, mostrando de uma forma singular, mais agressiva e por vezes, perturbadora, a sua mensagem que depois vai ganhando força, à medida que a narrativa se desenrola. É por isso que automaticamente, há quem acabe por refletir esta chamada de atenção que cumpriu com o seu propósito, mesmo que o método possa não ter sido o melhor. Mas, às vezes em certas situações, pode não haver outra opção.

A história em si contém um ritmo adequado que consegue cativar e não chega a ser cansativa, pois tem os seus momentos eletrizantes, ridículos, exagerados ou malucos que vão entretendo e criando interesse no que vai ocorrer de seguida.

Além disso, foi esperto dividi-la em atos para nos darem contexto e assim, conhecermos melhor as personagens e o respetivo estado de espírito, antes de se cruzarem com o homem do futuro. Também foi uma excelente ideia, introduzirem uma personagem que era extremamente alérgica à tecnologia e como esta poderia vir a ter um papel importante no desenvolvimento desta narrativa. No entanto, houve personagens irritantes que eram facilmente dispensáveis e que na minha opinião, não acrescentaram grande valor ao enredo.

Good Luck, Have Fun, Don’t Die que marca o regresso do realizador Gore Verbinski não deixa ninguém indiferente com a sua insanidade, honestidade e mensagem, sendo que proporciona na companhia do grande Sam Rockwell, uma experiência diferente, por vezes divertida e de certa forma, caótica. Mas, que até é interessante para quem quiser assistir, a algo um pouco fora da caixa.


segunda-feira, 16 de março de 2026

Lista dos Vencedores da 98ª edição dos Oscars 2026

 

A 97.ª edição dos Oscars decorreu na última madrugada e foram vários os filmes premiados, com algumas surpresas pelo meio, momentos de boa-disposição e outros anúncios mais previsíveis. 

One Battle After Another foi um dos grandes protagonistas e vencedores da noite, onde venceu 6 estatuetas douradas, incluindo Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Ator Secundário para Sean Penn e a mais recente categoria que foi introduzida na cerimónia, a de Melhor Casting. 

Sinners venceu 4 estatuetas douradas, incluindo a categoria de Melhor Ator Principal para Michael B. Jordan.

Na categoria de Melhor Atriz Principal, a favorita Jessie Buckley foi a vencedora com a sua interpretação em Hamnet. Já Amy Madigan foi a escolhida na categoria de Melhor Atriz Secundária pelo seu papel em Weapons.   

E o grande derrotado da noite foi Marty Supreme que estava nomeado para 9 categorias e que não venceu nenhuma.

A lista de vencedores desta cerimónia foram os seguintes:

Melhor Filme

  • One Battle After Another - VENCEDOR
  • Bugonia
  • F1
  • Frankenstein
  • Hamnet
  • Marty Supreme
  • The Secret Agent
  • Sentimental Value
  • Sinners 
  • Train Dreams

Melhor Ator Principal

  • Michael B. Jordan - Sinners - VENCEDOR
  • Timothée Chalamet - Marty Supreme
  • Ethan Hawke - Blue Moon
  • Leonardo DiCaprio - One Battle After Another
  • Wagner Moura - The Secret Agent

Melhor Atriz Principal

  • Jessie Buckley - Hamnet - VENCEDOR
  • Rose Byrne - If I Had Legs I'd Kick You
  • Kate Hudson - Song Sung Blue
  • Renate Reinsve - Sentimental Value
  • Emma Stone - Bugonia

Melhor Ator Secundário

  • Sean Penn - One Battle After Another - VENCEDOR
  • Benicio Del Toro - One Battle After Another
  • Jacob Elordi - Frankenstein
  • Delroy Lindo - Sinners
  • Stellan Skarsgard - Sentimental Value

Melhor Atriz Secundária

  • Amy Madigan - Weapons - VENCEDOR
  • Elle Fanning - Sentimental Value
  • Inga Ibsdotter Lilleaas - Sentimental Value
  • Wunmi Mosaku - Sinners
  • Teyana Taylor - One Battle After Another

Melhor Realização

  • Paul Thomas Anderson - One Battle After Another - VENCEDOR
  • Chloé Zhao - Hamnet
  • Josh Safdie - Marty Supreme
  • Joachim Trier - Sentimental Value
  • Ryan Coogler - Sinners

Melhor Filme de Animação

  • KPop Demon Hunters - VENCEDOR
  • Arco
  • Elio
  • Zootopia 2
  • Little Amélie Or The Character Of Rain

Melhor Curta-Metragem de Animação

  • The Girl Who Cried Pearls - VENCEDOR
  • Butterfly
  • Forevergreen
  • Retirement Plan
  • The Three Sisters

Melhor Curta-Metragem

  • The Singers - VENCEDOR
  • Two People Exchanging Saliva - VENCEDOR
  • Butcher's Stain
  • A Friend Of Dorothy
  • Jane Austen's Period Drama

Melhor Casting

    • One Battle After Another - VENCEDOR
    • Hamnet
    • Marty Supreme
    • Sinners
    • The Secret Agent

    Melhor Argumento Original

    • Sinners - VENCEDOR
    • Blue Moon
    • It Was Just An Accident
    • Marty Supreme
    • Sentimental Value

    Melhor Argumento Adaptado

    • One Battle After Another - VENCEDOR
    • Bugonia
    • Frankenstein
    • Hamnet
    • Train Dreams

    Melhor Banda Sonora Original

    • Sinners - VENCEDOR
    • Bugonia
    • Frankenstein
    • Hamnet
    • One Battle After Another

    Melhor Canção Original

    • Golden - KPop Demon Hunters - VENCEDOR
    • Dear Me - Diane Warren: Relentless
    • I Lied To You - Sinners
    • Sweet Dreams Of Joy - Viva Verdi!
    • Train Dreams - Train Dreams

    Melhor Filme Internacional

    • Sentimental Value (Noruega) - VENCEDOR
    • The Secret Agent (Brasil)
    • It Was Just An Accident (França)
    • Sirãt (Espanha)
    • The Voice Of Hind Rajab (Tunísia)

    Melhor Caracterização

    • Frankenstein - VENCEDOR
    • Kokuho
    • Sinners
    • The Smashing Machine
    • The Ugly Stepsister

    Melhor Guarda-Roupa

    • Frankenstein - VENCEDOR
    • Avatar: Fire And Ash
    • Hamnet
    • Marty Supreme
    • Sinners

    Melhor Montagem

    • One Battle After Another - VENCEDOR
    • F1
    • Marty Supreme
    • Sentimental Value
    • Sinners

    Melhor Cinematografia

    • Sinners - VENCEDOR
    • Frankenstein
    • Marty Supreme
    • One Battle After Another
    • Train Dreams

    Melhor Efeitos Visuais

    • Avatar: Fire And Ash - VENCEDOR
    • F1
    • Jurassic World Rebirth
    • The Lost Bus
    • Sinners

    Melhor Som

    • F1 - VENCEDOR
    • Frankenstein
    • One Battle After Another
    • Sinners
    • Sirãt

    Melhor Design de Produção

    • Frankenstein - VENCEDOR
    • Hamnet
    • Marty Supreme
    • One Battle After Another
    • Sinners

    Melhor Documentário

    • Mr. Nobody Against Putin - VENCEDOR
    • The Alabama Solution
    • Come See Me In The Good Light
    • Cutting Through Rocks
    • The Perfect Neighbor

    Melhor Curta-Metragem Documental

    • All The Empty Rooms - VENCEDOR
    • Armed Only With A Camera: The Life And Death Of Brent Renaud
    • Children No More: "Were And Are Gone"
    • The Devil Is Busy
    • Perfectly A Strangeness


    quinta-feira, 12 de março de 2026

    Filme "O Testamento de Ann Lee" conta a história da fundadora da seita devocional conhecida como os "Shakers"

     

    Chegou o momento de apresentar O Testamento de Ann Lee, o novo filme da realizadora e argumentista premiada Mona Fastvold. Amanda Seyfriend é a protagonista, sendo que foi nomeada ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz.

    Esta é a extraordinária história verídica de Ann Lee, fundadora da seita devocional conhecida como os “Shakers”. O filme capta o êxtase e a agonia da sua missão de construir uma utopia, apresentando mais de uma dúzia de hinos tradicionais dos “Shakers”, reinventados como movimentos arrebatadores e ainda contendo canções originais.

    Tudo isto que nos vai sendo mostrado é fundamentado em algo real para esta pessoa real que existiu e conseguimos perceber de um modo pouco usual, como uma comunidade particular a admirava. Começam a contar a história desta figura, desde a sua infância, mas que avança num instante para a sua idade adulta que mostra com intensidade a sua devoção a Deus.

    No entanto, esta sua admiração é apresentada através do movimento e da vocalização. Cada uma das canções eram um género de extensões da sua dor num momento ou extensões da sua excitação ou até a sua curiosidade para com o mundo. Mas, que realmente era uma extensão dos seus sentimentos e desta sua devoção a Deus.

    Não importando os sacrifícios que tinham de fazer, tanto para esta mulher, como para os seus seguidores era através do movimento, por vezes bizarro e acompanhado por uma música peculiar, que se sentiam mais profundamente perto de Deus. E assim, esta era a forma de se expressarem essa linha direta com o divino.



    Divulgação: 20th Century Studios Portugal

    O Testamento de Ann Lee é uma obra extremamente excêntrica, selvagem e louca que tenta criar uma perspetiva completamente diferente e estranha no modo como expressa a fé. Enquanto isso, transmite o lado mais bonito e alegre de fazer parte dos “Shakers”, onde a pessoa fica imersa nas atuações musicais. Porém, não deixa de mostrar a obsessão, os sacrifícios, a luta por estas crenças e a realidade crua daqueles tempos.

    Amanda Seyfriend entrega uma performance extasiante, cujos seus movimentos são elegantes apesar dos extremos que fazem parte da personagem e sem esquecer os inúmeros gritos, seja de euforia e/ou de sofrimento que esta vai sentindo e expressando.

    Infelizmente, quem assiste não consegue ter qualquer tipo de conexão com nenhuma das personagens e a narrativa chega a ter uma duração demasiado longa, sendo que a pessoa fica com aquela sensação de que não acrescentou nada de novo. Garantidamente, este é daqueles filmes que não é para qualquer um. E é necessário que se tenha uma mente aberta, pois pode tornar-se confuso e cansativo para alguns.

    Pessoalmente, no início tinha alguma curiosidade em saber mais sobre os “Shakers”, as suas crenças e a mensagem que transportaram naquela época. Contudo, não captou o interesse que esperava e acaba por ser demasiado a diferentes níveis.

    Apesar de ter uma bonita cenografia, boas atuações musicais e uma ótima banda sonora a acompanhar, esta é uma produção com o seu lado espiritual que não impacta, nem cria vontade do público em querer saber mais sobre a história dos “Shakers” e as suas respetivas tradições.

    Assim, O Testamento de Ann Lee será daqueles filmes facilmente esquecíveis que tinha o potencial para atrair mais a atenção de quem assistir, seja qual fosse a sua religião.

    segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

    GOAT: O Maior de Todos é daqueles filmes de animação que nos eleva o espírito de uma maneira incrível

     

    A Sony Pictures Animation apresenta GOAT: O Maior de Todos, o seu próximo filme de animação produzido por Stephen Curry que é uma comédia de ação original passada num mundo totalmente animal.

    Esta história acompanha Will, um pequeno bode com grandes sonhos que tem a oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar Roarball – um desporto misto de alta intensidade e contacto total, dominado pelos animais mais rápidos e ferozes do mundo.

    Contudo, os novos colegas de equipa de Will não estão muito entusiasmados com a ideia de ter um bode no seu plantel, mas Will está determinado a revolucionar o desporto e a provar, de uma vez por todas, que os mais pequenos sabem jogar!

    Este filme recria de um modo criativo um dos desportos mais populares que mistura humor, coração e perseverança. Enquanto isso, um estranho muito determinado é ousado o suficiente para mudar o jogo para sempre.

    Preparem-se para testemunhar uma das grandes lições desta narrativa: nunca se é pequeno demais para sonhar em grande! E Will é um exemplo disso.

    Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

    Tudo começa com Will Harris, um pequeno bode que quando fosse grande queria ser um jogador profissional de Roarball, tal como a heroína dele, a Jett Fillmore, uma pantera negra cheia de garra. E quando era criança, a sua mãe Louise acabou por levá-lo a assistir ao seu primeiro jogo de Roarball e foi a partir daí, que nunca mais parou até alcançar o seu principal objetivo de vida.

    Will Harris é um bode com visão panorâmica que nunca desistiu do sonho de jogar Roarball profissional, onde os animais mais ferozes competem nos estádios mais perigosos, sendo que a mãe dele acreditava que ele não só ia jogar Roarball, mas que também ia mudar o jogo. E ele queria mesmo que ela estivesse certa.

    No entanto, ele tinha um problema que era ser pequeno no mundo dos grandes. Mas, mesmo assim, ele quer apostar em grande e estava prestes a mostrar daquilo que era capaz.

    E assim, chegou a vez deste miúdo brilhar que passou a vida a treinar para aquele momento e para se tornar o GOAT, ele terá de ter visão, espírito e vontade. Ele tanto pediu por uma oportunidade para mostrar ao mundo aquilo que vale e isso acabou por se concretizar.

    Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

    Até mesmo num mundo totalmente animal, a tecnologia faz parte dos seus habitantes, onde os telemóveis e as redes sociais reinam. E foi graças a um vídeo viral de Will que ele depois se iria tornar no mais pequeno a assinar um contrato profissional de Roarball.

    Depois dos Thorns, a equipa de Roarball da sua terra liderada por Jett Fillmore ter tido derrotas sucessivas, Flo, a dona do clube decidiu que Will era exatamente aquilo que os Thorns precisavam naquele momento. Será que Will vai ser esmagado? Durante esta nova etapa, não irão faltar momentos constrangedores e esta sua nova experiência vai ser a doer.

    Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

    GOAT: O Maior de Todos é uma aventura criativa cheia de ação que é bastante divertida e energética que atrai o espetador para uma mensagem bonita e inspiradora sobre como devemos sonhar em grande. E a importância que é trabalhar em equipa. Pois, apesar de sermos todos diferentes, isso é na realidade o que nos torna fortes. E que juntos, em equipa, pode ser feito algo maravilhoso.

    Além disso, houve alturas em que surgiu uma certa nostalgia bem inesperada, pois também continha elementos que faziam muito lembrar os filmes do Space Jam que quando estrearam marcaram tanto o seu público. Pareceu-me tão surreal quando estava a assistir ao Will e à sua equipa dos Thorns, e depois, automaticamente, vir-me à mente, o jogo marcante do profissional de basquetebol Michael Jordan ao lado dos Looney Tunes contra alienígenas.

    Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

    GOAT: O Maior de Todos é daqueles filmes de animação que é engraçado no seu humor e que nos eleva o espírito de uma maneira incrível! Dá-nos esperança e faz-nos acreditar para seguirmos os nossos sonhos, não importa quais sejam os obstáculos. E às vezes, é disso mesmo que estávamos a precisar de ouvir e de sentir no momento.

    Este é sem dúvida, um filme para toda a família que vai proporcionar ao público, uma viagem animada por um mundo peculiar, onde conhecemos a modalidade desportiva do Roarball que inclui um talento espetacular dos jogadores, tornando-se numa combinação interessante com outros desportos tão icónicos.  


    sábado, 14 de fevereiro de 2026

    Filme "Wuthering Heights" (2026) - o que esperar da nova adaptação protagonizada por Margot Robbie e Jacob Elordi

     

    Wuthering Heights (O Monte dos Vendavais, como título em português) é a nova adaptação de um clássico intemporal e romance homónimo de Emily Brontë que redefiniu para sempre a ideia de amor absoluto. Depois desta obra já ter tido várias adaptações, agora temos pelas mãos de Emerald Fennell e protagonizada por Margot Robbie e Jacob Elordi.

    E a sua estreia ocorreu na semana em que se celebra o Dia de São Valentim e o amor para que assim, possa arrasar e proporcionar ao público uma história inesquecível. Aqui, a paixão e a intensidade das emoções desafiam todos os limites e nos deixam apenas com uma certeza: levar-nos à loucura perante um encontro inesquecível com esta dupla.

    O elenco também é composto por Shazad Latif, Alison Oliver, Hong Chau, Martin Clunes, Ewan Mitchell e Owen Cooper.

    Nesta visão contemporânea e arrojada de uma das maiores histórias de amor de todos os tempos repleta de desejo, amor e loucura, é-nos apresentada Catherine (Margot Robbie) e Heathcliff (Jacob Elordi) que são unidos por um amor proibido e obsessivo. E que, depois se entregam ao desejo sem limites, numa relação que desafia todas as regras e consome tudo à sua volta.

    Desde muito novos que eles criaram uma cumplicidade única que os fez depender cada vez mais da companhia um do outro. E quando chegaram à idade adulta, parecia que já não conseguiam resistir um ao outro, apesar de não quererem admitir o mesmo.

    Depois há um dia que surge um vizinho muito rico que iria mudar a vida deles para sempre.

    Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

    Esta versão de Wuthering Heights é ousada e envolvida num romance apaixonante, intenso e cheio de sensualidade e tensão sexual que vai surpreendendo o público, principalmente por apresentar uma perspetiva mais criativa daquilo que já foi visto anteriormente. E ainda, trazer um tom mais moderno à produção em si.

    Apesar de já se ter sido comprovado que não é totalmente fiel ao seu romance original, acaba por ser interessante acompanhar esta visão de Emerald Fennell que atrai o olhar do espetador.

    Em relação à interpretação de Margot Robbie e Jacob Elordi, eles fizeram um ótimo trabalho, sendo que a pessoa tem vontade de ser testemunha deste amor imprevisível e assim, cria alguma empatia por cada um deles. E houve alturas em que bastou um simples olhar para se perceber o que eles estavam a sentir e como inúmeras vezes resistiram aos seus sentimentos.

    Para mim, o maior destaque deste filme é sem dúvida, a nível visual. Os figurinos usados necessitam de serem elogiados e foram vários os ângulos de filmagem que apresentaram cenas maravilhosas deste monte que nos faz viajar juntamente com eles e apreciar a beleza única deste lugar enrolado em chuva, nevoeiro e vento. E as cenas que mais cativam e atraem, pois até criam algum mistério para quem está a ver, são aquelas em que o nevoeiro e a chuva estão presentes em grande intensidade.   

    Claro que toda esta minha análise é de acordo com alguém que não leu o material original e que por isso, decidiu ir assistir a esta visão, sem muitas expetativas e de mente aberta. Contudo, esperava algo mais escaldante, inesperado e emocional.

    Mesmo assim, este Wuthering Heights dos tempos modernos consegue proporcionar um bom entretenimento, deixando algum do público a suspirar. E visualmente, fascinou-me e transportou-me automaticamente para esta beleza natural.

    Além disso, acredito plenamente que será um filme que muitos irão querer rever no futuro e passa a ser uma opção para verem principalmente no Dia de São Valentim ou noutra altura com a respetiva cara-metade.



    quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

    Crime 101 - o que esperar deste thriller policial protagonizado por Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Halle Berry e Barry Keoghan

     

    Crime 101 é um thriller policial escrito e realizado por Bart Layton, tendo sido baseado no livro de Don Winslow. O elenco é constituído por Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Barry Keoghan, Monica Barbaro, Corey Hawkins, Jennifer Jason Leigh, Nick Nolte e Halle Berry.

    Espera-se muitas reviravoltas nesta história, onde David (Chris Hemsworth) é um esquivo ladrão cujos assaltos de alto risco têm deixado a polícia intrigada.

    Enquanto planeia o maior golpe da sua vida – na esperança que seja o último – o seu caminho cruza-se com o de Sharon (Halle Berry), uma desiludida executiva de uma seguradora, com quem será forçado a trabalhar. E depois temos Orman (Barry Keoghan), um ladrão rival com métodos muito mais perturbadores do que os de David.

    À medida que o assalto de vários milhões de dólares se aproxima, o incansável detetive Tenente Lubesnik (Mark Ruffalo) aperta o cerco à operação, aumentando ainda mais a tensão e fazendo esbater a linha entre caçador e presa.

    Assim, cada um deles é forçado a enfrentar o preço das suas próprias escolhas e também a perceber que já não há caminho de volta.

    © 2025 Amazon MGM Studios Content Services LLC

    Primeiramente, vamos falar do grande protagonista em ação que é o David, um homem misterioso e charmoso que é uma pessoa com segredos e é impossível de rastrear. Ele é um ladrão de alta escola que prefere os carros americanos antigos e tem um visual elegante.

    Os alvos dele são joias, dinheiro e objetos valiosos, sendo que em cada roubo, ele sabe exatamente o que transportar e quando. Além disso, David não deixa ser apanhado, pois não deixa ADN e entra e sai em segundos. Porém, por mais calculista, intimidante e inteligente que possa ser, não consegue evitar de criar um padrão. Apesar de executar planos eficazes e ser sempre atento aos detalhes, principalmente quando faz ocasionalmente desaparecer bens de alto valor, um dos seus padrões é que ataca sempre ao longo da autoestrada 101 e ninguém se magoa.

    Depois chega um dia em que ele sente que algo está errado com o seu próximo assalto. Será que está prestes a quebrar as suas regras? Uma coisa é certa! O Tenente Lubesnik é o único que está a chegar perto de o encontrar.

    © 2025 Amazon MGM Studios Content Services LLC

    Este Detetive Tenente Lubesnik é daqueles agentes da lei que a pessoa cria uma empatia imediata, pois consegue ser engraçado com o seu humor subtil, enquanto é esperto e perspicaz a seguir, cada uma das pistas destas séries de crimes de roubo de joias que têm estado a acontecer na cidade de Los Angeles, e que parece que não têm prazo para terminar. Ele até pode ser o menos bem-sucedido da sua equipa, mas não se deixa influenciar tanto pelas pessoas, como por toda a corrupção ao seu redor. E de seguida, basta um instinto para sentir que está mais próximo de capturar David.

    Mark Ruffalo está de parabéns, porque faz um ótimo trabalho a desempenhar este agente que cativa qualquer um! Apesar de ter durado pouco tempo, foi muito interessante assistir à dinâmica natural entre Mark Ruffalo e Chris Hemsworth que proporcionaram boas cenas. E acho que teria sido benéfico se tivesse havido mais cenas protagonizadas por esta dupla. Também existiram cenas em que uma simples troca de olhares entre eles dizia muito mais do que umas meras palavras. Por isso, espero que no futuro possamos ver estes dois atores a partilharem o ecrã mais uma vez!

    © 2025 Amazon MGM Studios Content Services LLC

    De seguida, é relevante salientar a personagem interpretada por Barry Keoghan, onde ele dá vida a Orman, um ladrão que é adversário do protagonista e que é inteiramente imprevisível e irritante, chegando a um ponto que nunca sabemos o que ele vai fazer. E também dá para perceber desde o início que este louco está sempre a causar problemas e não tem limites.

    Já Halle Berry rouba as atenções sempre que entra em cena com a sua Sharon, entregando uma excelente prestação. Sharon trabalha há 11 anos para a mesma empresa, é vice-presidente quando já devia ser sócia e ainda considera que é muito boa a ler pessoas. Depois dela conhecer David e ele lhe apresentar uma proposta de negócio, então ela começa a ponderar as suas opções, porque chegou o momento de ela lutar contra o preconceito que sofre constantemente naquela empresa. E assim, agir perante o seu superior e mostrar o seu valor.

    Crime 101 é um thriller policial muito sólido e fantástico que é repleto de suspense, tensão e sequências de cenas de ação explosivas que traz de volta àqueles filmes clássicos de policiais americanos. Neste caso, foi transformado numa versão mais moderna que resultou na perfeição. Infelizmente, já não estamos tão habituados a ver thrillers de crimes deste tipo que não têm sido produzidos com tanta regularidade. E por isso, foi mesmo bom matar saudades.  

    A cinematografia é excelente, na qual apresenta, através de ótimos ângulos de filmagem, a atmosfera de Los Angeles de um modo eficiente, enquanto capta aquela sensação de solidão que existe muitas vezes nestas cidades grandes. Depois nesta história intrigante que é cheia de autenticidade e com uma boa dose de caos e sacrifícios, havia sempre algo a acontecer e a pessoa acaba por sentir muito mais suspense do que a ação em si. E ainda, fica a torcer para que o protagonista não seja apanhado.

    No entanto, houve falta de desenvolvimento principalmente em relação ao protagonista e até tivemos personagens que não acrescentaram grande coisa à trama, fazendo com que estes se tornassem facilmente esquecíveis. Não é algo que incomode, porque acaba por passar um pouco ao lado e o foco é noutro lugar.

    © 2025 Amazon MGM Studios Content Services LLC

    Mesmo assim, Crime 101 proporciona um entretenimento intenso e interessante com um estilo próprio que surpreende pela positiva e é extremamente satisfatório. Desde o seu trailer que prometeu muito e que depois, juntamente com o desempenho forte do seu elenco, entregou tudo! Um dos seus destaques vão para as suas sequências de ação que incluíram uma perseguição a alta velocidade muito bem realizada. E é empolgante acompanhar como um determinado crime consegue conectar e unir todas estas personagens, e também como pessoas que crescem no caos, podem ter a capacidade de criar ordem.

    Este filme com um tom mais moderno é uma grande adição para o género de thrillers policiais e é um dos meus filmes favoritos de 2026! E para além disso, tenho a certeza que os fãs de filmes de crimes, suspenses e policiais vão adorar!

    Por isto tudo, Crime 101 merece o seu devido reconhecimento e é daquelas produções que consegue marcar à sua maneira e que não podem perder!


    segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

    Entrevista exclusiva a Daniela Ruah | Tribeca Festival Lisboa 2025

     

    Em 2025, Daniela Ruah, juntamente com o Joaquim de Almeida foram os embaixadores da 2ª edição do Tribeca Festival Lisboa que decorreu ao longo de 3 dias pelo Beato Innovation District, sendo que as datas escolhidas foram 30 e 31 de outubro e 1 de novembro.

    No papel de embaixadora, Daniela Ruah esteve presente neste festival onde se celebra o storytelling. E umas das Talks mais marcantes foi a Talk dedicada aos “Villans We Love To Hate: The Rise Of The Antihero” que foi moderada por ela e teve como convidados os atores: Giancarlo Esposito, Joaquim de Almeida e Veronica Falcón.

    Além disso, ao lado da atriz Kim Cattrall, Daniela Ruah participou na Talk de “No Fixed Address: A Life in Global Storytelling” que foi moderada por Carlos Moedas.

    Durante o Opening Night do Tribeca Festival Lisboa 2025, eu estive à conversa com a Daniela Ruah, onde falámos sobre a curta-metragem “My Type” que realizou, o papel que o seu trabalho como atriz pode ter na realização e muito mais.

    No dia 7 de fevereiro deste ano, a curta-metragem “My Type” foi apresentada na edição de 2026 do Santa Barbara International Film Festival (SBIFF). Um orgulho enorme para Portugal!

    Aproveito para deixar aqui os Parabéns à Daniela Ruah e um agradecimento pelo tempo e disponibilidade para responder às minhas perguntas! E também gostaria de agradecer ao Tribeca Festival Lisboa pelo convite!

    Agora, de seguida, partilho com vocês, esta entrevista exclusiva com a Daniela Ruah!