sábado, 4 de abril de 2026

Super Mario Galaxy - O Filme : afinal, vale a pena ver?

 

Está de regresso uma das personagens mais icónicas da história dos videojogos, criada pela Nintendo e que tem conquistado milhões de jogadores ao longo de décadas.

Super Mario Galaxy – O Filme (The Super Mario Galaxy Movie, como título original) é uma aventura intergaláctica que é inspirada no jogo de 2007 da Nintendo Wii e é uma sequência direta do seu primeiro filme Super Mario Bros. - O Filme (2023) que foi um fenómeno nas bilheteiras.

A realização é da responsabilidade de Aaron Horvath e Michael Jelenic.

Desta vez, Mario parte numa viagem pelo espaço para salvar a Princesa Peach, ao lado de velhos e novos amigos, explorando uma galáxia cheia de perigos, humor e desafios coloridos que vão apaixonar todas as gerações. Ele vai enfrentar desafios galácticos longe do familiar Reino do Cogumelo e ainda vai explorar mundos cósmicos, cada um com as suas particularidades.

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Depois de derrotar Bowser e salvar Brooklyn, os canalizadores, Mario e Luigi saem de Brooklyn e dedicam o seu tempo a resolver qualquer problema que vai surgindo no seu novo lar, o Reino Cogumelo. Um dia, quando estão a trabalhar para ajudar a Princesa Peach e para reabilitar o Bowser, eles encontram um novo companheiro: o Yoshi.

No entanto, Mario e os seus amigos vão ter uma nova ameaça: Bowser Jr., o filho de Bowser que conspira para dominar o mundo. Primeiramente, Bowser Jr. quer libertar e salvar o seu pai que está preso num formato de miniatura num castelo decorado ao seu estilo e localizado no Reino do Cogumelo. E de seguida, ele quer mostrar-lhe tudo aquilo que conseguiu construir até hoje e que é inteiramente dedicado a Bowser. Contudo, para que o seu objetivo seja alcançado, Bowser Jr. precisa de uma fonte de energia para alimentar o seu projeto. E isso, implica raptar Rosalina, uma figura poderosa do cosmos e a peça central para o seu plano.

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Super Mario Galaxy – O Filme proporciona uma viagem energética, colorida e divertida pela galáxia que é visualmente deslumbrante, onde não vai faltar uma boa dose de aventura, ação, animação, fantasia e comédia.

A sua principal aposta é na nostalgia imediata que traz ao espetador, através de referências e easter eggs que celebram este grande universo tão especial para os fãs de videojogos. Mesmo que a pessoa não tenha grande ligação aos videojogos, esta aventura continua a fascinar quem está a ver.

Uma das razões pela qual pode dividir a opinião de muita gente é o facto da história não ter desenvolvido as personagens ou de não ter sempre sentido. E isso pode incomodar alguns. Mas, neste caso, o seu foco foi maioritariamente apostar num entretenimento puro que é para toda a família. Na realidade é apresentada como uma narrativa simples e nada forçada, sendo que dá para perceber que estavam empenhados em manter as coisas leves e sem possíveis complicações.

E para mim, funcionou muito bem. A pessoa viaja facilmente com as personagens por uma variedade de mundos, cada um deles com as suas características e onde a criatividade não tem limites, principalmente em termos visuais e em ângulos de filmagem.

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Quando se vê no maior ecrã possível e em IMAX, a sensação é maravilhosa e ficamos com a perceção que estamos incorporados naquela aventura que traz surpresas, perseguições, revelações, humor e boas oportunidades de ação na quantidade certa. E para além disso, ficamos entusiasmados com tudo aquilo que vamos estando a assistir no momento.

Esta é a próxima aventura de Mario, Luigi, Princesa Peach, Toad, o novo amigo Yoshi e companhia que não deixa ninguém indiferente, é melhor do que o seu antecessor, tem uma boa banda sonora a acompanhar e também oferece uma experiência descontraída, alegre e com boa-disposição!

Concluindo, para mim, Super Mario Galaxy – O Filme é um presente bonito para o seu público que vale a pena ver. Este filme abre as portas para o potencial que este universo possui para que possa explorar mais no futuro! E depois de assistir tanto a esta produção, como às suas duas cenas pós-créditos, mantenho a minha curiosidade em querer assistir à sua continuação e assim, navegar nesta onda engraçada e eletrizante que me cativou.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Filme "They Will Kill You" - é uma paródia sangrenta e divertida com boas cenas, tanto de ação, como de luta

 

Preparados para serem transportados para mais um culto, mas desta vez com um tom cómico? They Will Kill You (Eles Matam-te, como título em português) é o novo projeto dos produtores de IT que é realizado por Kirill Sokolov.

O elenco é composto por Zazie Beetz, Myha’la, Paterson Joseph, Tom Felton, Heather Graham e Patricia Arquette.

Este filme acompanha uma jovem mulher que aceita um emprego no Hotel Virgil, sem imaginar que o edifício esconde um culto demoníaco. Ali, os seus membros fazem pactos com o diabo e, para alcançarem a mortalidade, têm de realizar sacrifícios humanos.

Presa numa verdadeira armadilha, a protagonista – uma ex-presidiária habituada a lutar – enfrenta uma noite de sobrevivência onde tudo pode acontecer, num confronto marcado por ação constante, mortes épicas e humor negro perverso.

Sobreviver à noite no Virgil e evitar que se torne na próxima oferenda não será tarefa fácil, pois no interior deste edifício está escondido um misterioso e distorcido covil de um culto demoníaco que é transformado numa verdadeira armadilha mortal.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Esta comédia de terror e ação desenrola-se à volta de Asia Reaves (Zazie Beetz) que tem tido um caminho difícil desde que enfrentou o seu pai agressivo e tomou a decisão de abandonar a sua irmã, acabando por ser apanhada e passar assim, uma temporada na prisão.

Depois de ser libertada, Asia recomeça a sua vida como funcionária do Hotel Virgil, um local exclusivo e com um ar requintado, mas com segredos por revelar. Desde o momento em que ela pisa no seu interior que aos poucos, tudo ao seu redor começa a tornar-se muito estranho, principalmente a partir do momento, que a porta do hotel se tranca com várias fechaduras.   

Por isso, esta poderá ser uma das muitas razões que a estadia de Asia poderá dar para o torto, mas afinal, quem é que está realmente em perigo e irá sobreviver?  

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

They Will Kill You é uma paródia sangrenta e divertida com boas cenas, tanto de ação, como de luta. Esta é uma aposta ousada e intensa, sendo que cumpre com o seu propósito de entreter o espetador. Por mais falhas que pode ter e até com a quantidade de coisas que nem disfarçam e dá para ver que não são realistas, isso não importa. Ou seja, acaba por ser algo que ninguém leva a mal. E simplesmente, assiste e até acha alguma piada.

Para mim um dos destaques é a criatividade usada nas cenas de luta que prende a atenção de quem está a ver, onde não falta violência, alguma adrenalina, bons instintos de sobrevivência, mortes e pessoas encharcadas de sangue.

Esta comédia de terror é carregada praticamente sozinha por Zazie Beetz. E, ela ainda brilha em cada um dos seus confrontos e respetivas cenas de ação. Enquanto isso, há personagens que estiveram presentes que não trouxeram qualquer relevância à própria trama.

They Will Kill You é uma boa fonte de entretenimento com uma escolha acertada na banda sonora que tenta trazer algo de novo para o género e inovar na forma como aborda tanto a imortalidade, como os cultos dedicados ao diabo. E fá-lo de um modo caricato e por vezes, ligeiramente bizarro.


quarta-feira, 25 de março de 2026

Project Hail Mary é uma obra de ficção científica poderosa que nos leva para uma viagem única e original pelo espaço

 

Chegou o momento para acompanharmos uma das adaptações mais esperadas dos últimos tempos no género da ficção científica. Project Hail Mary é baseado no romance homónimo de Andy Weir que foi lançado em 2021, tendo sido produzido e realizado por Phil Lord e Christopher Miller.

O protagonista é Ryan Gosling e junta-se a ele: Sandra Hüller, Lionel Boyce, Ken Leung e Milana Vayntrub.

A narrativa inicia-se com o professor de Ciências Ryland Grace (Ryan Gosling) que acorda numa nave espacial a anos-luz de casa, sem se lembrar de quem é ou de como lá chegou. À medida que a sua memória regressa, começa a desvendar a sua missão: resolver o enigma de uma substância misteriosa que está a provocar a extinção do Sol.

Para isso acontecer, ele precisa de recorrer a todo o seu conhecimento científico e às suas ideias pouco ortodoxas para salvar tudo na Terra da extinção. Contudo, uma amizade inesperada pode significar que talvez não tenha de o fazer sozinho.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Project Hail Mary é uma experiência cinematográfica impactante e é extremamente maravilhosa em termos visuais. Desde o primeiro instante, a pessoa fica interessada e em êxtase em acompanhar cada um dos elementos desta narrativa que tem o espaço como um dos grandes protagonistas.  

Um dos seus maiores destaques vai para a cumplicidade imbatível entre Grace e Rocky. É impressionante como conseguimos criar uma empatia imediata e uma conexão mais emocional por um extraterrestre em formato de rocha que desenvolve uma ligação profunda e autêntica com um ser humano. E é nesta relação improvável que é encontrado o coração do filme. A dinâmica deles é tão tocante e bonita de se testemunhar, onde demonstram como a comunicação e pequenos gestos fazem toda a diferença.  

Além disso, a mensagem transmitida é muito pertinente e com um significado de esperança, sendo que mostra que se nós não desistirmos, então milagres são possíveis de acontecer. Por isso, apesar da resolução de alguns problemas parecer impossível, o importante é não desistir e acreditar. É preciso coragem para enfrentar o desconhecido e juntando a determinação, então acabam por ser muitas vezes consideradas como uma das várias chaves para o sucesso. E foi isso que esta história nos quis mostrar em relação ao modo como Grace e Rocky se juntam para salvarem os seus planetas da extinção.  

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Ryan Gosling faz um ótimo desempenho como o protagonista e ele passa diversas vezes a contracenar ou sozinho ou com Rocky, uma nova figura engraçada e muito peculiar que o conquistou logo de um modo genuíno. Ryland Grace também acaba por criar a sua própria jornada de redenção, enquanto se vai lembrando da sua identidade e vai compreendendo o papel vital que tem para cumprir com a missão, pois ele é a última esperança para impedir a extinção da Terra. Por isso, acaba por ter uma transformação interessante que foi essencial para a sua evolução, enquanto ser humano. Esta mudança começou depois de se considerar como um cobarde e até se tornar assim, num herói de dois planetas. E uma coisa é certa! Rocky também foi importante para esta jornada de Grace, tanto de redenção, como de auto-conhecimento e a vida deste professor de Ciências nunca mais seria a mesma.

Project Hail Mary é uma obra de ficção científica poderosa com uma história envolvente que nos leva para uma viagem única e original pelo espaço, marcando a história do cinema deste género e que merece todo o devido reconhecimento. Não esquecer que deve ser vista em IMAX e no maior ecrã possível! E também é um filme repleto de um visual impressionante acompanhado de uma excelente banda sonora e com um bom toque de comédia e emoção. Mas, acima de tudo, esta grande produção é uma boa lição de humanidade, coragem, empatia e amizade que toca o espetador com intensidade, deixando-o a refletir sobre aquilo que realmente mais importa e ainda, a ter mais esperança.


quarta-feira, 18 de março de 2026

Filme "Good Luck, Have Fun, Don't Die" é uma viagem louca, ousada e explosiva que não deixa ninguém indiferente

 

Good Luck, Have Fun, Don’t Die é a nova comédia apocalíptica irreverente realizada por Gore Verbinski que pretende combinar ação, ficção científica e sátira contemporânea.

O elenco é composto por Sam Rockwell, Juno Temple, Haley Lu Richardson, Michael Peña, Zazie Beetz, Asim Chaudhry e Tom Taylor.

A premissa é bem simples: um homem vindo do futuro entra num restaurante para recrutar um grupo improvável de civis e impedir uma catástrofe provocada, tanto pela Inteligência Artificial (IA), como pelas redes sociais. Este enredo transforma um encontro comum num loop temporal delirante sobre tecnologia, manipulação algorítmica e o destino da humanidade.

Perante uma noite escura e abafada em Los Angeles, temos um restaurante americano à pinha. De repente, um homem (Sam Rockwell) entra de rompante com um detonador na mão e afirma vir do futuro. É a 117.ª vez que regressa com o mesmo aviso. Antes que o tempo acabe, precisa de convencer um grupo de clientes completamente improváveis a ajudá-lo a impedir um apocalipse de IA e salvar a humanidade dos perigos das redes sociais. O problema? Está tudo contra eles: desde desconhecidos céticos e adolescentes viciados no scroll, até monstruosidades algorítmicas fora de controlo. Ainda assim, se este grupo improvável consegue unir-se, talvez o mundo tenha uma hipótese… Ou talvez não!

Divulgação: NOS Audiovisuais

Já imaginaram como seria uma pessoa estar simplesmente a conviver ou a descontrair num diner, quando do nada, surge um homem a ter um discurso incomum sobre conspirações do futuro e a dizer coisas sem sentido, enquanto ameaça que pode detonar os explosivos que tem à volta do seu corpo. Qual seria a melhor reação? Ignorar? Ou então, entrar na brincadeira para que se possa sair vivo deste estabelecimento? Afinal, qual seria a decisão mais lógica? Isso é uma das primeiras coisas que ficamos logo a questionar.

Agora, o que inicialmente parecia ser um assalto, revela-se uma proposta muito mais estranha: ele tinha de recrutar a combinação certa de pessoas entre os clientes presentes para embarcar numa missão noturna para salvar o mundo de uma inteligência artificial. Para isso acontecer, ele achou que era preciso apenas um pouco de persuasão e a ameaça “suave” de explodir todo o diner para assim, garantir os voluntários.

De seguida, esta equipa bastante diversificada mergulha numa aventura distópica envolvida numa corrida constante contra o tempo. Ao longo desta jornada, iriam encontrar desde adolescentes zumbis, bonecos robôs a andarem descontrolados e todo o tipo de outras coisas bizarras bem furiosas. Será que é esta a equipa que vai sobreviver, depois das inúmeras tentativas deste homem lunático e peculiar? E será que a missão vai ser bem-sucedida? Muito pode acontecer, mas quem sabe, este grupo de pessoas até pode vir a ter uma prestação diferente da esperada.

Divulgação: NOS Audiovisuais

Good Luck, Have Fun, Don’t Die é uma viagem louca, ousada e explosiva que abana o espetador para acordar para a realidade crua e dura dos tempos atuais, a nível do uso excessivo da inteligência artificial, sendo que não é nada subtil a apresentar a frustração que existe perante este tema. Esta é uma produção com um design de produção e cinematografia que atrai quem está a ver, uma banda sonora no ponto e em que também mistura ação, aventura, ficção científica e comédia, enquanto incita à discussão sobre a evolução da tecnologia e os perigos associados.

O que não faltam são produções que exploram os riscos e a ameaça que a inteligência artificial pode vir a tornar-se para a humanidade. Porém, nenhuma delas faz do modo que esta aventura de ficção científica: traz uma maior criatividade, é imprevisível e não tem filtros em apresentar a sua visão acompanhada por humor negro e caos.  

Uma das grandes intenções deste filme é criar reações no espetador, mostrando de uma forma singular, mais agressiva e por vezes, perturbadora, a sua mensagem que depois vai ganhando força, à medida que a narrativa se desenrola. É por isso que automaticamente, há quem acabe por refletir esta chamada de atenção que cumpriu com o seu propósito, mesmo que o método possa não ter sido o melhor. Mas, às vezes em certas situações, pode não haver outra opção.

A história em si contém um ritmo adequado que consegue cativar e não chega a ser cansativa, pois tem os seus momentos eletrizantes, ridículos, exagerados ou malucos que vão entretendo e criando interesse no que vai ocorrer de seguida.

Além disso, foi esperto dividi-la em atos para nos darem contexto e assim, conhecermos melhor as personagens e o respetivo estado de espírito, antes de se cruzarem com o homem do futuro. Também foi uma excelente ideia, introduzirem uma personagem que era extremamente alérgica à tecnologia e como esta poderia vir a ter um papel importante no desenvolvimento desta narrativa. No entanto, houve personagens irritantes que eram facilmente dispensáveis e que na minha opinião, não acrescentaram grande valor ao enredo.

Good Luck, Have Fun, Don’t Die que marca o regresso do realizador Gore Verbinski não deixa ninguém indiferente com a sua insanidade, honestidade e mensagem, sendo que proporciona na companhia do grande Sam Rockwell, uma experiência diferente, por vezes divertida e de certa forma, caótica. Mas, que até é interessante para quem quiser assistir, a algo um pouco fora da caixa.


segunda-feira, 16 de março de 2026

Lista dos Vencedores da 98ª edição dos Oscars 2026

 

A 97.ª edição dos Oscars decorreu na última madrugada e foram vários os filmes premiados, com algumas surpresas pelo meio, momentos de boa-disposição e outros anúncios mais previsíveis. 

One Battle After Another foi um dos grandes protagonistas e vencedores da noite, onde venceu 6 estatuetas douradas, incluindo Melhor Filme, Melhor Realização, Melhor Ator Secundário para Sean Penn e a mais recente categoria que foi introduzida na cerimónia, a de Melhor Casting. 

Sinners venceu 4 estatuetas douradas, incluindo a categoria de Melhor Ator Principal para Michael B. Jordan.

Na categoria de Melhor Atriz Principal, a favorita Jessie Buckley foi a vencedora com a sua interpretação em Hamnet. Já Amy Madigan foi a escolhida na categoria de Melhor Atriz Secundária pelo seu papel em Weapons.   

E o grande derrotado da noite foi Marty Supreme que estava nomeado para 9 categorias e que não venceu nenhuma.

A lista de vencedores desta cerimónia foram os seguintes:

Melhor Filme

  • One Battle After Another - VENCEDOR
  • Bugonia
  • F1
  • Frankenstein
  • Hamnet
  • Marty Supreme
  • The Secret Agent
  • Sentimental Value
  • Sinners 
  • Train Dreams

Melhor Ator Principal

  • Michael B. Jordan - Sinners - VENCEDOR
  • Timothée Chalamet - Marty Supreme
  • Ethan Hawke - Blue Moon
  • Leonardo DiCaprio - One Battle After Another
  • Wagner Moura - The Secret Agent

Melhor Atriz Principal

  • Jessie Buckley - Hamnet - VENCEDOR
  • Rose Byrne - If I Had Legs I'd Kick You
  • Kate Hudson - Song Sung Blue
  • Renate Reinsve - Sentimental Value
  • Emma Stone - Bugonia

Melhor Ator Secundário

  • Sean Penn - One Battle After Another - VENCEDOR
  • Benicio Del Toro - One Battle After Another
  • Jacob Elordi - Frankenstein
  • Delroy Lindo - Sinners
  • Stellan Skarsgard - Sentimental Value

Melhor Atriz Secundária

  • Amy Madigan - Weapons - VENCEDOR
  • Elle Fanning - Sentimental Value
  • Inga Ibsdotter Lilleaas - Sentimental Value
  • Wunmi Mosaku - Sinners
  • Teyana Taylor - One Battle After Another

Melhor Realização

  • Paul Thomas Anderson - One Battle After Another - VENCEDOR
  • Chloé Zhao - Hamnet
  • Josh Safdie - Marty Supreme
  • Joachim Trier - Sentimental Value
  • Ryan Coogler - Sinners

Melhor Filme de Animação

  • KPop Demon Hunters - VENCEDOR
  • Arco
  • Elio
  • Zootopia 2
  • Little Amélie Or The Character Of Rain

Melhor Curta-Metragem de Animação

  • The Girl Who Cried Pearls - VENCEDOR
  • Butterfly
  • Forevergreen
  • Retirement Plan
  • The Three Sisters

Melhor Curta-Metragem

  • The Singers - VENCEDOR
  • Two People Exchanging Saliva - VENCEDOR
  • Butcher's Stain
  • A Friend Of Dorothy
  • Jane Austen's Period Drama

Melhor Casting

    • One Battle After Another - VENCEDOR
    • Hamnet
    • Marty Supreme
    • Sinners
    • The Secret Agent

    Melhor Argumento Original

    • Sinners - VENCEDOR
    • Blue Moon
    • It Was Just An Accident
    • Marty Supreme
    • Sentimental Value

    Melhor Argumento Adaptado

    • One Battle After Another - VENCEDOR
    • Bugonia
    • Frankenstein
    • Hamnet
    • Train Dreams

    Melhor Banda Sonora Original

    • Sinners - VENCEDOR
    • Bugonia
    • Frankenstein
    • Hamnet
    • One Battle After Another

    Melhor Canção Original

    • Golden - KPop Demon Hunters - VENCEDOR
    • Dear Me - Diane Warren: Relentless
    • I Lied To You - Sinners
    • Sweet Dreams Of Joy - Viva Verdi!
    • Train Dreams - Train Dreams

    Melhor Filme Internacional

    • Sentimental Value (Noruega) - VENCEDOR
    • The Secret Agent (Brasil)
    • It Was Just An Accident (França)
    • Sirãt (Espanha)
    • The Voice Of Hind Rajab (Tunísia)

    Melhor Caracterização

    • Frankenstein - VENCEDOR
    • Kokuho
    • Sinners
    • The Smashing Machine
    • The Ugly Stepsister

    Melhor Guarda-Roupa

    • Frankenstein - VENCEDOR
    • Avatar: Fire And Ash
    • Hamnet
    • Marty Supreme
    • Sinners

    Melhor Montagem

    • One Battle After Another - VENCEDOR
    • F1
    • Marty Supreme
    • Sentimental Value
    • Sinners

    Melhor Cinematografia

    • Sinners - VENCEDOR
    • Frankenstein
    • Marty Supreme
    • One Battle After Another
    • Train Dreams

    Melhor Efeitos Visuais

    • Avatar: Fire And Ash - VENCEDOR
    • F1
    • Jurassic World Rebirth
    • The Lost Bus
    • Sinners

    Melhor Som

    • F1 - VENCEDOR
    • Frankenstein
    • One Battle After Another
    • Sinners
    • Sirãt

    Melhor Design de Produção

    • Frankenstein - VENCEDOR
    • Hamnet
    • Marty Supreme
    • One Battle After Another
    • Sinners

    Melhor Documentário

    • Mr. Nobody Against Putin - VENCEDOR
    • The Alabama Solution
    • Come See Me In The Good Light
    • Cutting Through Rocks
    • The Perfect Neighbor

    Melhor Curta-Metragem Documental

    • All The Empty Rooms - VENCEDOR
    • Armed Only With A Camera: The Life And Death Of Brent Renaud
    • Children No More: "Were And Are Gone"
    • The Devil Is Busy
    • Perfectly A Strangeness


    quinta-feira, 12 de março de 2026

    Filme "O Testamento de Ann Lee" conta a história da fundadora da seita devocional conhecida como os "Shakers"

     

    Chegou o momento de apresentar O Testamento de Ann Lee, o novo filme da realizadora e argumentista premiada Mona Fastvold. Amanda Seyfriend é a protagonista, sendo que foi nomeada ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz.

    Esta é a extraordinária história verídica de Ann Lee, fundadora da seita devocional conhecida como os “Shakers”. O filme capta o êxtase e a agonia da sua missão de construir uma utopia, apresentando mais de uma dúzia de hinos tradicionais dos “Shakers”, reinventados como movimentos arrebatadores e ainda contendo canções originais.

    Tudo isto que nos vai sendo mostrado é fundamentado em algo real para esta pessoa real que existiu e conseguimos perceber de um modo pouco usual, como uma comunidade particular a admirava. Começam a contar a história desta figura, desde a sua infância, mas que avança num instante para a sua idade adulta que mostra com intensidade a sua devoção a Deus.

    No entanto, esta sua admiração é apresentada através do movimento e da vocalização. Cada uma das canções eram um género de extensões da sua dor num momento ou extensões da sua excitação ou até a sua curiosidade para com o mundo. Mas, que realmente era uma extensão dos seus sentimentos e desta sua devoção a Deus.

    Não importando os sacrifícios que tinham de fazer, tanto para esta mulher, como para os seus seguidores era através do movimento, por vezes bizarro e acompanhado por uma música peculiar, que se sentiam mais profundamente perto de Deus. E assim, esta era a forma de se expressarem essa linha direta com o divino.



    Divulgação: 20th Century Studios Portugal

    O Testamento de Ann Lee é uma obra extremamente excêntrica, selvagem e louca que tenta criar uma perspetiva completamente diferente e estranha no modo como expressa a fé. Enquanto isso, transmite o lado mais bonito e alegre de fazer parte dos “Shakers”, onde a pessoa fica imersa nas atuações musicais. Porém, não deixa de mostrar a obsessão, os sacrifícios, a luta por estas crenças e a realidade crua daqueles tempos.

    Amanda Seyfriend entrega uma performance extasiante, cujos seus movimentos são elegantes apesar dos extremos que fazem parte da personagem e sem esquecer os inúmeros gritos, seja de euforia e/ou de sofrimento que esta vai sentindo e expressando.

    Infelizmente, quem assiste não consegue ter qualquer tipo de conexão com nenhuma das personagens e a narrativa chega a ter uma duração demasiado longa, sendo que a pessoa fica com aquela sensação de que não acrescentou nada de novo. Garantidamente, este é daqueles filmes que não é para qualquer um. E é necessário que se tenha uma mente aberta, pois pode tornar-se confuso e cansativo para alguns.

    Pessoalmente, no início tinha alguma curiosidade em saber mais sobre os “Shakers”, as suas crenças e a mensagem que transportaram naquela época. Contudo, não captou o interesse que esperava e acaba por ser demasiado a diferentes níveis.

    Apesar de ter uma bonita cenografia, boas atuações musicais e uma ótima banda sonora a acompanhar, esta é uma produção com o seu lado espiritual que não impacta, nem cria vontade do público em querer saber mais sobre a história dos “Shakers” e as suas respetivas tradições.

    Assim, O Testamento de Ann Lee será daqueles filmes facilmente esquecíveis que tinha o potencial para atrair mais a atenção de quem assistir, seja qual fosse a sua religião.

    segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

    GOAT: O Maior de Todos é daqueles filmes de animação que nos eleva o espírito de uma maneira incrível

     

    A Sony Pictures Animation apresenta GOAT: O Maior de Todos, o seu próximo filme de animação produzido por Stephen Curry que é uma comédia de ação original passada num mundo totalmente animal.

    Esta história acompanha Will, um pequeno bode com grandes sonhos que tem a oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar Roarball – um desporto misto de alta intensidade e contacto total, dominado pelos animais mais rápidos e ferozes do mundo.

    Contudo, os novos colegas de equipa de Will não estão muito entusiasmados com a ideia de ter um bode no seu plantel, mas Will está determinado a revolucionar o desporto e a provar, de uma vez por todas, que os mais pequenos sabem jogar!

    Este filme recria de um modo criativo um dos desportos mais populares que mistura humor, coração e perseverança. Enquanto isso, um estranho muito determinado é ousado o suficiente para mudar o jogo para sempre.

    Preparem-se para testemunhar uma das grandes lições desta narrativa: nunca se é pequeno demais para sonhar em grande! E Will é um exemplo disso.

    Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

    Tudo começa com Will Harris, um pequeno bode que quando fosse grande queria ser um jogador profissional de Roarball, tal como a heroína dele, a Jett Fillmore, uma pantera negra cheia de garra. E quando era criança, a sua mãe Louise acabou por levá-lo a assistir ao seu primeiro jogo de Roarball e foi a partir daí, que nunca mais parou até alcançar o seu principal objetivo de vida.

    Will Harris é um bode com visão panorâmica que nunca desistiu do sonho de jogar Roarball profissional, onde os animais mais ferozes competem nos estádios mais perigosos, sendo que a mãe dele acreditava que ele não só ia jogar Roarball, mas que também ia mudar o jogo. E ele queria mesmo que ela estivesse certa.

    No entanto, ele tinha um problema que era ser pequeno no mundo dos grandes. Mas, mesmo assim, ele quer apostar em grande e estava prestes a mostrar daquilo que era capaz.

    E assim, chegou a vez deste miúdo brilhar que passou a vida a treinar para aquele momento e para se tornar o GOAT, ele terá de ter visão, espírito e vontade. Ele tanto pediu por uma oportunidade para mostrar ao mundo aquilo que vale e isso acabou por se concretizar.

    Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

    Até mesmo num mundo totalmente animal, a tecnologia faz parte dos seus habitantes, onde os telemóveis e as redes sociais reinam. E foi graças a um vídeo viral de Will que ele depois se iria tornar no mais pequeno a assinar um contrato profissional de Roarball.

    Depois dos Thorns, a equipa de Roarball da sua terra liderada por Jett Fillmore ter tido derrotas sucessivas, Flo, a dona do clube decidiu que Will era exatamente aquilo que os Thorns precisavam naquele momento. Será que Will vai ser esmagado? Durante esta nova etapa, não irão faltar momentos constrangedores e esta sua nova experiência vai ser a doer.

    Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

    GOAT: O Maior de Todos é uma aventura criativa cheia de ação que é bastante divertida e energética que atrai o espetador para uma mensagem bonita e inspiradora sobre como devemos sonhar em grande. E a importância que é trabalhar em equipa. Pois, apesar de sermos todos diferentes, isso é na realidade o que nos torna fortes. E que juntos, em equipa, pode ser feito algo maravilhoso.

    Além disso, houve alturas em que surgiu uma certa nostalgia bem inesperada, pois também continha elementos que faziam muito lembrar os filmes do Space Jam que quando estrearam marcaram tanto o seu público. Pareceu-me tão surreal quando estava a assistir ao Will e à sua equipa dos Thorns, e depois, automaticamente, vir-me à mente, o jogo marcante do profissional de basquetebol Michael Jordan ao lado dos Looney Tunes contra alienígenas.

    Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

    GOAT: O Maior de Todos é daqueles filmes de animação que é engraçado no seu humor e que nos eleva o espírito de uma maneira incrível! Dá-nos esperança e faz-nos acreditar para seguirmos os nossos sonhos, não importa quais sejam os obstáculos. E às vezes, é disso mesmo que estávamos a precisar de ouvir e de sentir no momento.

    Este é sem dúvida, um filme para toda a família que vai proporcionar ao público, uma viagem animada por um mundo peculiar, onde conhecemos a modalidade desportiva do Roarball que inclui um talento espetacular dos jogadores, tornando-se numa combinação interessante com outros desportos tão icónicos.