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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Spider-Man: Brand New Day - o que esperar deste novo capítulo protagonizado por Tom Holland

Depois de 5 anos de espera, o nosso super-herói Spider-Man está de regresso para Spider-Man: Brand New Day (Homem-Aranha: Um Novo Dia, como título em português).

Baseado mais uma vez na banda desenhada da Marvel criada por Stan Lee e Steve Ditko, o filme é realizado por Destin Daniel Cretton.

O elenco é composto por Tom Holland, Zendaya, Sadie Sink, Jacob Batalon, Jon Bernthal, Tramell Tillman, Michael Mando e Mark Ruffalo.

É UM NOVO DIA para Peter Parker. A combater o crime a tempo inteiro como Homem-Aranha num mundo que já não se lembra dele, e perante a pressão de ver os seus amigos de longa data seguirem em frente sem ele, Peter enfrenta uma mudança que poderá estar para além do seu controlo. Mas essa transformação poderá também ser a única forma de travar uma nova e chocante ameaça à cidade e às pessoas que ama: um poderoso vilão que ninguém consegue sequer ver.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Será que Peter estará à altura deste novo desafio? Uma coisa é certa! Será mais uma aprendizagem para esta figura carismática.

Quatro anos se passaram desde os eventos que mudaram a sua vida para sempre. Agora, Peter é um adulto que vive totalmente sozinho, depois de ter escolhido apagar-se da vida de quem mais ama.

Como Homem-Aranha está a passar por uma ótima fase, sendo que tem conseguido proteger a sua cidade que infelizmente, já não o reconhece. No entanto, ele começa a enfrentar uma pressão crescente que o leva a uma evolução física inesperada, surpreendente e perigosa que inclui mudanças nos seus poderes e coloca em risco a sua própria existência.

Enquanto isso, surge um estranho padrão de crimes na cidade que dá origem a uma das ameaças mais poderosas que ele já enfrentou. Para salvar a New York que tanto ama, ele terá de descobrir até onde está disposto a ir e o que está preparado para sacrificar.




Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Spider-Man: Brand New Day é um novo capítulo na vida de Peter Parker que é completamente inovador e divertido. E transmite uma mensagem importante com o qual nos identificados e que nos faz refletir.

O maior destaque vai para a dinâmica espetacular e única entre Peter Parker e Frank Castle, sendo que eles encaixaram mesmo na perfeição. Foi mesmo tão bom vê-los a trabalhar juntos e a pessoa fica com uma grande vontade de assistir a mais cenas protagonizadas por esta dupla imbatível.

Os efeitos visuais e ângulos de filmagem escolhidos estão fantásticos. As cenas de luta e de ação são empolgantes, criativas e surpreendentes, principalmente a luta entre o Spider-Man e o Hulk.

Depois, existem momentos de nostalgia que nos transmitem traços tão característicos do filme, Shang-Chi.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Em relação à história, é emocionante, madura, tem humor, aventura, ação e que dá para ver que é feito de coração. 

Para além da mensagem interessante que entrega, também aborda temas pertinentes relacionados com a solidão, isolamento, procura pela identidade, entre outros. 

No entanto, quando se chega ao fim, fica-se com a sensação de que ficamos com mais perguntas por responder do que respostas dadas. E a cena pós-créditos poderia ter sido bem melhor e ter uma ligação mais explícita ao futuro do universo da Marvel. 

Já a introdução da Sadie Sink neste mundo foi bem conseguida e a pessoa fica com curiosidade em acompanhar a sua jornada.

Spider-Man: Brand New Day traz uma visão completamente nova deste super-herói que tanto adoramos e que é cativante.  




sexta-feira, 26 de junho de 2026

Supergirl - o que esperar da heróina kryptoniana protagonizada por Milly Alcock (Crítica)

Depois de várias adaptações da heroína kryptoniana, chegou o momento de conhecermos a Supergirl protagonizada por Milly Alcock.

Este filme realizado por Craig Gillespie é baseado na aclamada série de banda desenhada “Supergirl: Woman of Tomorrow” de Tom King e Bilquis Evely. O argumento é de Ana Nogueira.

Para além de Milly Alcock no duplo papel de Supergirl/Kara Zor-El, o elenco é composto por Eve Ridley como Ruthye Marye Knoll, Matthias Schoenaerts como o vilão Krem of the Yellow Hills, Jason Momoa como Lobo, e David Corenswet, que está de volta com o papel de Superman. Emily Beecham e David Krumholtz também fazem parte, interpretando os pais de Kara, Alura e Zor-El.

Nesta narrativa, quando um adversário implacável e inesperado atinge algo demasiado próximo de casa, Kara Zor-El, também conhecida como Supergirl, une forças, ainda que com relutância, com uma companheira improvável numa jornada épica e interestelar movida por justiça e vingança.

Nesta ameaça, Kara não responde com discursos inspiradores. Responde com raiva, com atitude e com música alternativa a tocar de fundo.

Kara Zor-El não é o Superman. Não é aquilo que a pessoa esperava. Mas ela não quer saber da opinião de ninguém. Supergirl tem superpoderes, um cão adorável e uma bagagem emocional que nenhum cabo de aço consegue segurar. Cresceu com o peso de um nome impossível de carregar, numa galáxia que espera que ela seja perfeita — e decidiu que não.

Antes de tudo, esta é considerada como uma história de crescimento, de identidade e de uma rapariga que está a descobrir quem é enquanto salva o universo.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

O ponto de vista referido de seguida, não terá comparações com o material original pelo qual foi baseado. Como não vi, a minha opinião será de acordo com aquilo que foi apresentado neste filme.

Esta nova visão de Kara Zor-El foi inicialmente apresentada no filme mais recente do Superman que introduziu David Corenswet no papel deste super-herói. Mesmo que tenha aparecido por breves instantes, Kara Zor-El cria imediatamente uma vontade para se conhecer melhor a sua jornada, acompanhada pelo seu adorável cão Krypto.

Apesar de não ter grandes expetativas iniciais e de ter assistido a outras adaptações de Supergirl, tinha curiosidade em ver se teríamos algo refrescante ou até mais do mesmo.

Desta vez, temos uma Kara Zor-El dura e imprevisível com os seus traumas, destroçada, perdida e ainda, com dificuldades em encaixar-se, depois de ter sido obrigada a fugir do seu lar. Mesmo com o apoio do seu primo, Kal-El, a sua adaptação tem tido os seus desafios e parecia que a sua solução seria viajar por diferentes planetas. E embebedar-se naqueles, em que ela não tinha poderes para que assim, pudesse sentir algo.

Ela até podia ter sobrevivido à queda de Krypton. Porém, decidiu que não iria dar satisfações a ninguém, nem vestir a capa e assim, não salvaria ninguém.

Um dia, ela conhece Ruthye Marye Knoll, uma rapariga que tinha acabado de perder os pais e com uma sede de vingança para encontrar o culpado. Por isso, estava decidida a fazer justiça pelas próprias mãos.

Acrescentando a isso, o seu amor de quatro patas corre risco de vida e só ela o pode salvar. Será que é desta que Kara Zor-El vai sair da sua bolha de auto-destruição? E finalmente, seguir o caminho que era suposto?

Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo

Supergirl é daqueles filmes de super-heróis que é dinâmico, tem momentos de ação na dose certa e que vai entreter. Mas, falta-lhe a capacidade de transmitir emoção e de desenvolver as suas personagens, principalmente em relação à protagonista. Pessoalmente, esperava que fosse uma história com um tom mais emocionante. Até porque é abordado um dos traumas da Supergirl. E infelizmente, são percetíveis os erros no argumento e muitas das personagens seriam facilmente descartáveis.

Tanto Milly Alcock, como Jason Momoa fizeram um trabalho bastante competente e aproveitaram ao máximo, a partir daquilo que lhes deram. E dessa forma, conseguiram prender a atenção do público. Cada um à sua maneira.

No caso de Milly Alcock, ela fez uma boa performance desta heroína kryptoniana, onde temos a possibilidade de conhecer brevemente mais camadas da sua personalidade, principalmente os efeitos que os seus traumas têm tido nas suas escolhas mais recentes. E como ela tenta não se importar com nada, mas na realidade, não é bem assim.

Vemos uma visão bem diferente daquilo que já nos foi mostrado noutras adaptações, sendo que mesmo assim, acaba por complementar muito pouco à sua história. E isso, também foi devido a não ter existido aqui um grande desenvolvimento da personagem.

Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo

Uma das partes que mais apreciei neste filme foram as cenas partilhadas entre ela e o Krypto que elevaram mais a história. Acho que se tivessem adicionado mais cenas entre ambos e do próprio Krypto, então teria sido, sem dúvida, uma mais-valia.

Além disso, há que também realçar as cenas protagonizadas por David Corenswet, como Superman. Ele adiciona um lado mais ternurento e traz de volta, a ligação e a preocupação genuína de Kal-El com Kara Zor-El.         

Já em relação ao Jason Momoa, ele dá vida ao implacável caçador de recompensas com o nome de Lobo. Uma personagem bastante interessante, onde em cada cena em que participa, ele é a estrela. E dá mesmo para se perceber que o ator se estava a divertir muito neste papel. Teria sido benéfico, se ele tivesse surgido mais vezes no ecrã. Agora, é esperar que possamos ter mais oportunidades para vê-lo como Lobo.

Supergirl tinha potencial para se tornar num grande destaque, mas o seu produto final acaba por ser nada de especial. E poderá correr o risco de vir a se tornar num filme que vários espetadores acabam mesmo por esquecer.

Mesmo assim, isso não tira a vontade de querer continuar a acompanhar as aventuras de Supergirl na companhia de Krypto e ainda, a partilhar o ecrã com o Superman.

De seguida, partilho a minha crítica mais resumida deste filme que está disponível na conta de YouTube do A Geek Traveller.



sábado, 13 de junho de 2026

Disclosure Day - um espetáculo visual impressionante e impactante que entrega uma mensagem poderosa (Crítica)

Chegou o momento de Disclosure Day (O Dia da Revelação, como título em português), uma nova descoberta que promete muita ficção científica. É realizado por Steven Spielberg, o cineasta que redefiniu o imaginário coletivo sobre a vida extraterrestre.

O elenco é composto por Emily Blunt, Josh O’Connor, Colin Firth, Eve Hewson, Colman Domingo, Wyatt Russell e Henry Lloyd-Hughes.

Já a banda sonora fica a cargo do lendário compositor John Williams, assinalando assim, a 30ª colaboração com Steven Spielberg e reforçando o estatuto do filme como um dos grandes eventos cinematográficos do ano. No argumento, temos Steven Spielberg e o David Koepp que se reúnem para mais uma produção.

Neste caso, temos a apresentação de uma história original sobre o momento em que a humanidade é confrontada com a prova definitiva de que não está sozinha no universo.

Agora e se, de um momento para o outro, o mundo inteiro soubesse? E se a verdade — aquela que governos e agências mantiveram em segredo durante décadas — fosse finalmente revelada a sete mil milhões de pessoas em simultâneo.

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Margaret (Emily Blunt), meteorologista, está no ar numa transmissão em direto quando sinais e padrões de comunicação anómalos começam a interromper as emissões de todo o mundo. Daniel (Josh O’Connor), especialista em cibersegurança, deteta simultaneamente a origem dos sinais — e percebe que se trata de inteligência extraterrestre. Juntos, os dois investigadores arriscam tudo para trazer a verdade ao público.   

Do outro lado da barricada, uma figura de autoridade (Colin Firth) tenta a todo o custo impedir a divulgação — convicto de que a revelação provocará o colapso da ordem mundial. Disclosure Day não é apenas um filme sobre extraterrestres: é uma pergunta sobre o que acontece à humanidade quando a maior mentira de sempre deixa de ser sustentável.

Desde o início que é colocada a questão. Se houvesse provas a comprovar que afinal não estamos sozinhos, então como seria a nossa reação? Será que ficávamos assustados? Ou, simplesmente aumentava a nossa curiosidade em querer saber mais?

O maior foco é explorar o impacto global da revelação da existência de vida alienígena, enquanto deixa em aberto, grande parte da narrativa, para assim, preservar o mistério.

Já imaginaram como seria alguém, como Margaret estar numa emissão em direto e é subitamente afetada por estranhos sons e padrões de comunicação? Automaticamente se pensaria que algo estaria errado, não é verdade?

Enquanto isso, outras pessoas lidam com sinais inquietantes e imagens enigmáticas.

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Disclosure Day é um espetáculo visual impressionante e impactante, que entrega uma mensagem poderosa e intensa sobre o valor da empatia, verdade, espiritualidade, humanidade, comunicação, fé e como não se deve perder a esperança. E tudo é feito com uma grande generosidade e compaixão, por parte de Steven Spielberg, que é acompanhado por uma banda sonora estrondosa da responsabilidade do lendário John Williams. Uma banda sonora que amplifica o tom misterioso da narrativa.

A experiência em si é imersiva e envolvente, sendo que há momentos que conseguem ser tão inquietantes e emocionantes. O filme desperta aquela curiosidade genuína sobre o desconhecido e nos faz questionar e refletir sobre o que realmente existe para além daquilo que conhecemos. Isso foi uma das partes que mais me cativou.

Depois, a forma como os acontecimentos são apresentados faz com que tudo pareça muito familiar com a nossa realidade. Como se aquela revelação pudesse acontecer a qualquer momento. E isto, fosse um tipo de preparação para nos aproximar, melhorar os meios de comunicação e ter noção, do que poderia ocorrer, caso fosse na vida real.     

Um dos maiores impactos é sem dúvida, os 20 minutos finais, no qual nos tira o fôlego e nos deixa perplexos e completamente sem palavras. Parecia que estávamos realmente a assistir a um telejornal, que estava a acompanhar uma descoberta histórica em tempo real. E depois estarmos a vivê-lo com a mesma intensidade do que as personagens. Para quem cresceu fascinado por estes temas relacionados com os extraterrestres, aqueles momentos finais fazem-nos sentir que fazemos parte de algo muito importante. E de que não estamos sozinhos.

Além disso, há que destacar a performance espetacular, cativante e emocionante de Emily Blunt. Ela brilha em cada cena e rouba todas as atenções. Basta um simples olhar para criarmos uma empatia imediata por ela. Este é um dos trabalhos mais marcantes da sua carreira e ela merece todos os aplausos e reconhecimento.  

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Em relação à história, tem as suas imperfeições e deslizes. Poderiam ter mostrado e aprofundado mais detalhes sobre a vida alienígena e a sua tecnologia. E houve alturas que parecia que se estava a arrastar e até poderia ter tido mais ação.

O final deixa-nos com aquela sensação de que ficámos pendurados e que haveria mais para apresentar. Acredito que todo o filme também quer que tenhamos a nossa própria interpretação. Mas, sinto que terminou na altura errada. Pois, deram a entender de que haveria mais para contar.

Disclosure Day é um thriller de sci-fi com um ar vintage que é envolvido em mistério, conspiração, perseguições, aventura, ação e suspense, no qual é preciso ter um pouco de tempo para se processar. A cinematografia, edição, som, cenografia e efeitos especiais estão fabulosos. Todo o elenco faz um ótimo trabalho e temos boas sequências de ação. É mais um clássico de Steven Spielberg sobre alienígenas que nos deixa a pensar.

É uma perspetiva diferente e mais surreal daquilo que estamos habituados a ver em filmes sobre extraterrestres. Aqui, eles não apresentam qualquer ameaça e simplesmente querem criar contacto e quem sabe, gerar um tipo de ligação. E para os humanos, apresentam-se em formas familiares.


Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Este filme é uma viagem intrigante que diverte e transmite que todos merecem saber a verdade sobre a existência de vida fora do planeta Terra. E torna-se numa luta desesperada para que isso se concretize, onde não vão faltar conflitos, questões morais, perguntas que precisam de respostas e peças de um puzzle que precisam de ser encaixadas.

Pode dividir opiniões, mas é daquelas produções com um storytelling que nos faz sentir algo, cria discussões interessantes e que deve ser vista sem julgamentos. E também contém uma mensagem que merece muito ser ouvida.

De um modo geral, Steven Spielberg continua a ser um mestre no cinema, fez um trabalho mágico e conseguiu entreter o espetador. E até parece que ele sabe de algo que não sabemos.

Para mim, quando temos um novo filme de Steven Spielberg é uma espécie de celebração. E somos mesmo sortudos, em viver na mesma altura em que o Steven Spielberg está a fazer filmes.


quarta-feira, 10 de junho de 2026

Masters Of The Universe é uma excelente fonte de entretenimento que merecia mais reconhecimento (Crítica)

Já chegou o franchise lendário para liderar uma épica aventura em live-action. Falamos de Masters Of The Universe que é realizado por Travis Knight e é baseado no material da MATTEL.

O elenco é constituído por Nicholas Galitzine, Camila Mendes, Alison Brie, James Purefoy, Morena Baccarin, Jóhannes Haukur Jóhannesson, Charlotte Rilley, Kristen Wiig, Idris Elba e Jared Leto.

Neste enredo, após 15 anos separados, o Príncipe Adam (Nicholas Galitzine) descobre a sua Espada do Poder e regressa a Eternia, onde encontra a sua terra natal devastada pelo domínio maléfico de Skeletor (Jared Leto). Para salvar o seu mundo e proteger a sua família, Adam terá de unir forças com os seus aliados mais próximos, Teela (Camila Mendes) e Duncan/Man-At-Arms (Idris Elba) e assumir o seu verdadeiro destino como He-Man, o herói mais poderoso do universo.

Primeiramente, inicia-se em Eternia, quando Adam era tratado como uma criança. Este era um reino com um brilho próprio que estava em paz e no qual, as novas gerações treinavam para possíveis futuras guerras. E assim, defenderem o seu reino.

Aqui as lendas não nascem, elas são forjadas.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Contudo, havia quem não levasse o treino tão a sério, como foi o caso de Adam, que tinha outras prioridades em vista. Um dia, de um modo inesperado, Eternia é atacado pelo vilão Skeletor (Jared Leto) e o líder deste reino teve de render-se. Depois de ficarem prisioneiros de Skeletor, ele e a mulher nunca mais foram vistos. E foi assim, que Skeletor tornou-se no novo Rei de Eternia, cujo futuro deste lugar iria se tornar num pesadelo.  

Durante a conquista de Skeletor, Adam, o herdeiro de Eternia conseguiu fugir para a Terra, utilizando um portal. E levando consigo, um bem com poder absoluto que era bastante precioso. No entanto, durante a viagem perdeu-o. E não iria descansar, enquanto não encontrasse.

Entretanto, Skeletor não estava satisfeito, porque faltava-lhe a Espada do Poder, que lhe iria transformar na figura mais poderosa. E sem isso, poderia ocorrer uma Rebelião para tentar tirá-lo do trono.

Enquanto isso, passam 15 anos e vemos um Adam mais adulto a viver uma vida normal na Terra, mas a continuar a sonhar com o regresso à sua terra natal. É aí que vemos uma pessoa diferente, atrapalhada e com competências valiosas de comunicação que lhe poderiam, quem sabe, ser úteis mais tarde.

No entanto, num dia, o seu passado acabaria por apanhá-lo. E Adam teria de se tornar no herói que Eternia realmente precisa para vencer Skeletor. Será que ele está preparado para essa grande responsabilidade?

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Para uma iniciante neste mundo, Masters Of The Universe é uma aventura empolgante e divertida, repleta de energia e ação que possui uma essência atrativa e leve. No meu caso, é uma ótima introdução a este universo que nos faz viajar para o seu interior e ter assim, uma experiência mais imersiva.

Um dos destaques vai para Jared Leto na sua interpretação de Skeletor. Ele consegue roubar cada uma das cenas em que está presente e naturalmente, brilhar. E faz um ótimo trabalho, enquanto vilão.

Já Nicholas Galitzine faz um bom desempenho no papel deste herói que vai ganhando confiança em si e fazendo o necessário para depois ser merecedor da sabedoria de Grayskull. Ele cativa e de um modo genuíno, prende a atenção do público que depois cria empatia e ligação pela personagem. Uma coisa é certa! Pelo poder de Grayskull, Adam tem o poder!

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Pictures Films

A história em si não é ambiciosa e não é levada a sério. Infelizmente, faltou desenvolvimento nas personagens, principalmente do protagonista. É que não se soube grande coisa sobre os anos em que ele passou na Terra, o que aprendeu e como chegou à sua idade adulta e ao momento em que o encontramos no presente.

Em relação ao seu lado mais cómico e ridículo, nem sempre acerta. Claro, que existem momentos de humor com saídas bastantes engraçadas. Mas, depois também temos outros menos frequentes que acabam por ser forçadas e/ou piadas secas. E que nem sempre combina com o que está a acontecer. Num geral, tem uma boa capacidade de gozar com o seu próprio mundo e incluindo piadas que realmente resultam.

Adicionalmente, também poderá haver uma divisão a nível de opiniões e acredito que poderá mesmo não agradar a todos.

Mas mesmo assim, dá para ver que é feito com carinho e respeito pelos admiradores do franchise. E para alguns, poderá oferecer uma certa sensação de nostalgia perante o original.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Então, Masters Of The Universe faz-nos sair da nossa realidade e simplesmente, tem uma magia única em cativar e atrair quem está a ver. E naturalmente, cria vontade em querer acompanhar mais a jornada de cada uma das personagens.

Além disso, este filme composto por um elenco competente e cores tão vivas é puramente generoso com tudo aquilo que nos entrega. Pelo design de produção, pelas cenas de ação com algumas coreografias de lutas criativas e pela música fenomenal que fica no ouvido. Pelos bons efeitos visuais e pelos cenários maravilhosos construídos ao detalhe e ainda, figurinos que encaixam tão bem. E até pela própria mensagem bonita que transmite, principalmente em termos de comunicação que também proporciona momentos de maior emoção. A comunicação é vital para a relação entre cada um e às vezes, pode vir a evitar muitos conflitos.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Masters Of The Universe é uma excelente fonte de entretenimento, onde o tempo voa e cria interesse em ver mais. Possui uma boa dose de paródia, ironia, estranheza, silêncios desconfortáveis, explosões e mitologia. Sinceramente, eu acho que merecia mais reconhecimento. E cumpriu com o objetivo de trazer um mundo maravilhoso e vibrante à realidade, envolvido em bondade e esperança e entregando assim, ao espetador, uma jornada descontraída em live-action a partir de um conjunto de histórias de banda desenhada e de animação que têm feito parte da vida de muitas pessoas.

Por isso, não vão com expetativas e vejam, sejam fãs deste mundo ou estejam a descobri-lo pela primeira vez. E no maior ecrã, juntem-se a esta aventura de fantasia por um universo muito rico e com ainda, muito potencial para dar. 


sexta-feira, 22 de maio de 2026

The Mandalorian and Grogu do universo de Star Wars - este filme tem dividido opiniões, será que vale a pena ver?

Está na hora da nova aventura por uma galáxia muito, muito distante da dupla irresistível, The Mandalorian and Grogu!

Após participarem durante três temporadas, na série The Mandalorian que está disponível na plataforma de streaming da Disney+, os dois protagonistas voltam para participarem numa nova viagem. Esta narrativa é completamente independente da série. Por isso, se nunca viram a série, não tem problema.

E finalmente o que mais esperávamos acontece. Depois de sete anos, um filme do universo de Star Wars está de regresso ao grande ecrã! No entanto, esta produção realizada por Jon Favreau tem dividido muito as opiniões. Será que vale a pena ir assistir?

Para além de Pedro Pascal, temos no elenco nomes, tais como:  Sigourney Weaver, Jeremy Allen White, Martin Scorsese, Steve Blum, Jonny Coyne, Hemky Madera, entre outros.

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

Nesta história, o Império caiu e os senhores da guerra imperiais permanecem espalhados pela galáxia. Enquanto a incipiente Nova República trabalha para proteger tudo pela que a Rebelião lutou, recrutam o lendário caçador de recompensas Mandaloriano Din Djarin (Pedro Pascal) e o seu jovem aprendiz Grogu.

Para quem assistiu à série e é um grande espetador de Star Wars, então vai reconhecer algumas referências e easter eggs espalhadas por este filme. Além disso, este grupo de pessoas já tinha testemunhado às várias histórias sobre o caçador de recompensas Mandaloriano e uma criança com o nome de Grogu. Mesmo assim, logo no início do filme, há uma breve introdução ao mundo que estamos prestes a assistir para quem nunca tenha visto qualquer projeto de Star Wars se consiga situar. Por isso, não há um único momento, em que um iniciante possa perder-se no rumo desta trama aventureira.

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

Neste caso, vamos assistir a uma missão a ser executada pelo Mandaloriano e com Grogu, como o seu parceiro. Esta missão é autónoma e nada relacionada com os eventos da terceira temporada da série que foram de qualidade inferior. Esta decisão até pode ser um dos motivos pelo qual algumas pessoas não gostaram do filme. Pois, aquilo que tinha acontecido anteriormente na série, parecia ter sido descartado. E acabaram por querer trazer algo muito mais simples que funciona, caso se queira viver apenas uma jornada divertida ao lado destes dois protagonistas. 

Neste momento, Din Djarin está a trabalhar para a Nova República, no qual ele só caça criminosos de guerra do Império. E aqueles vilões que estiverem na lista, ele vai eliminar. A Nova República precisa de um profissional para impedir outra guerra e ele é o escolhido. Para cumprir a sua próxima missão, o Mandolariano vai precisar de mais informações para encontrar os seus alvos.  

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

The Mandalorian and Grogu é uma aventura incrível, alucinante e emocionante que nos faz sair da nossa própria realidade. E assim, viajar por uma galáxia muito, muito distante e tudo na companhia desta dupla vencedora que é tão carismática, principalmente o adorável Grogu.

Também se destaca por uma banda sonora perfeita nas mãos do talentoso Ludwig Göransson. Cada uma das músicas introduzidas cria um maior impacto nas cenas que estamos a assistir. E não nos vamos esquecer das cenas de ação e de luta com coreografias fantásticas a acompanhar e que prendem logo a atenção.

São vários os momentos em que somos transportados automaticamente para este universo mágico e brilhante, sendo que ficamos com a perceção que estamos a viver uma experiência imersiva, juntamente com as personagens. Essa sensação acontece muito, devido aos ângulos de filmagem escolhidos, à boa cinematografia, os cenários construídos e aos bons efeitos visuais apresentados. O que não falta são situações que nos fazem rir, no qual são maioritariamente protagonizadas pelo Grogu e por elementos da espécie dos Anzellans. Outras, em que colocamos a nossa imaginação à prova. E que aproveitamos para viver realmente o momento.

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

A estrela e o destaque da história é sem dúvida, o Grogu que rouba todas as atenções! Este é o miúdo guloso, apaixonante, bastante fofinho e super engraçado com um espírito livre que viverá séculos depois do Mandaloriano. E às vezes, ele mete-se em sarilhos, usa a força para apanhar aquilo que quer e costuma tocar nos botões errados. Qualquer cena em que Grogu esteja presente, ele brilha e transmite uma energia contagiante e uma alegria imediata. Uma coisa é garantida. O Mandaloriano não estará sempre presente para protegê-lo. Quando chegar a essa altura, o que poderá acontecer com o Grogu?

Nesta jornada, é-nos mostrado um pouco do amadurecimento do Grogu e conseguimos vê-lo mais independente, quando é preciso. Enquanto isso, ele também demonstra todo o seu amor e carinho pelo Din Djarin.

E para além da missão que eles têm em mãos, o foco também vai para a química e a cumplicidade evidente deste duo que é muito cativante e que, por vezes, até emociona. É interessante ver os perigos que enfrentam juntos, a dinâmica que têm como pai e filho e acompanhar um pouco mais da evolução da relação deles, sendo que transmitem mensagens bonitas. Uma delas é que os velhos protegem os novos. E depois, os novos protegem os velhos. Nesta história, assistimos a uma situação dessas em primeira mão que é um exemplo perfeito de uma dessas mensagens tão tocantes.

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

Também gostaria que tivesse havido mais tempo em cena do Pedro Pascal sem capacete. Acredito que poderia ter criado uma conexão ainda maior com a personagem.

Rotta, the Hutt foi uma boa adição e surpresa, mas houve alturas que parecia que ele estava um pouco deslocado. Outras teve um bom destaque. E em relação à sua voz, estava ligeiramente estranha e mais artificial. Porém, gostei de assistir à dinâmica dele com o Grogu.

Uma coisa que rapidamente se nota é que este filme é uma extensão da própria série, The Mandalorian. Como se vários episódios da série se juntassem ao longo de mais de duas horas de duração. Ou seja, temos a sensação de que estamos a assistir à série, mas no grande ecrã. Isso a mim, não me incomoda e até é curioso encontrar as semelhanças e as diferenças.

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

The Mandalorian and Grogu merece ser vista em IMAX e irá de certeza, conquistar uma nova geração e entreter os fãs de Star Wars, mesmo que não seja nada de inovador. Não precisa de se ver outros projetos de Star Wars para entender este filme, porque introduzem o contexto que é necessário e tudo é executado de um modo muito simples.  

Como referido anteriormente, a história em si é muito simples e preferiu não arriscar em algo mais inesperado ou nunca antes visto. Contudo, temos cenas hilariantes alienígenas, blasters, novos monstros, perseguições, ação, combates, muitos tiros disparados e planos de vingança a serem colocados em marcha. E também a introdução de personagens que se tinha interesse em se ver no grande ecrã. Tudo isso e muito mais.

Para mim, quando vemos um filme, seja ele qual for, o mais importante é que o mesmo consiga entregar um ótimo produto de entretenimento. The Mandalorian and Grogu envolvido em ficção científica, fantasia, aventura e ação faz isso muito bem e diverte. É um bom presente para celebrar este mundo que tanto admiramos e no qual sentimos todos o tipo de emoções.  

Há frases marcantes que ficarão para sempre na nossa memória. This Is The Way (Este é o Caminho, em português) é um desses exemplos que acaba por nos fazer associar imediatamente a estas personagens principais e ainda, a refletir sobre a vida em si.

Divulgação: Lucasfilm e Disney Portugal

Concluindo, é verdade que o universo de Star Wars precisa de inovação. Precisa de algo bombástico e extraordinário que faça a pessoa ficar completamente entusiasmada com o futuro deste mesmo universo. E isso já aconteceu, por exemplo, com a série Andor que foi das maiores surpresas que existiram até agora. Assim, acredito plenamente que nos vamos surpreender, ainda mais, com os próximos projetos de Star Wars.

Por isso, vejam The Mandalorian and Grogu sem qualquer tipo de expetativa e vão de mente aberta. É mesmo uma experiência gratificante e um filme para ver em família! Apertem os cintos para fazerem esta viagem divertida e cheia de ação com este duo imbatível por uma galáxia muito, muito distante…

De seguida, partilho vídeos que fiz dedicados a este filme!