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domingo, 14 de dezembro de 2025

Jay Kelly proporciona uma representação de uma luta interna e ainda, uma reflexão sobre escolhas, fama, valores morais e identidade

 

Parece que todo o mundo conhece Jay Kelly, exceto ele mesmo.

Jay Kelly é uma das produções mais recentes da Netflix que é realizada por Noah Baumbach.

O elenco conta com George Clooney, Adam Sandler, Laura Dern, Billy Crudup, Riley Keough, Grace Edwards, Stacy Keach, Jim Broadbent, Patrick Wilson, Eve Hewson, Greta Gerwig, Alba Rohrwacher, Josh Hamilton, Lenny Henry, Emily Mortimer, Nicôle Lecky, Thaddea Graham, Isla Fisher, Louis Partridge e Charlie Rowe.

A grande estrela de cinema, Jay Kelly embarca numa jornada de autodescoberta inesperadamente intensa, profunda e transformadora pela Europa e na companhia de Ron, o seu agente bastante dedicado. Ao longo deste percurso, esta dupla questiona as suas escolhas de vida, relações familiares e o impacto que causaram no mundo. E assim, eles terão de lidar, tanto com o presente, como com o passado.

Ao longo deste drama, podemos observar o protagonista a reavaliar as suas escolhas de vida que tiveram um impacto duro na sua vida pessoal.

Para muitos ele é o sonho americano e um herói do cinema, sendo que consideram magico o que ele faz, enquanto brilha em qualquer lugar em que esteja presente e por isso, o mundo quer que este artista continue a fazer filmes.

Logo no início, conhecemos Jay num ponto de viragem da sua vida, pois é devido a uma sequência de acontecimentos que fazem com que ele decida fazer uma viagem. Tudo isto, porque ele debate-se com as escolhas que fez na vida e com as prioridades que definiu, onde também inclui as suas relações com a família e as suas amizades. E chega alturas em que lhe apetece simplesmente desistir.

Jay está a entrar nos últimos anos da sua carreira, onde ele tem feito muita gente feliz e significa muito para muitas pessoas. Porém, aos poucos começa a aceitar a ideia de que se calhar ele não tenha sido um bom pai e amigo, porque teve de fazer determinadas escolhas e por tudo aquilo que ele fez e que não fez.

Por isso, pela primeira vez, ele enfrenta tudo de uma forma mais clara, enquanto é roído de preocupação, arrependimento e culpa que vai combinando com momentos de ansiedade. E são muitos os pensamentos que lhe passam pela cabeça, como o facto de estar a chegar o momento de partida da filha dele e sentir que não passou tempo suficiente com ela. Apesar de ele dizer que há várias alturas em que ele está sozinho, o contrário é mostrado de um modo divertido.

Depois de ter sempre vivido na sua bolha como se de um cenário de um filme se tratasse, ele decide sair para o mundo com uma enorme vontade em querer voltar a ligar-se e sair com as pessoas. Uma das suas ideias que é de loucos para muitos, é ele viajar num comboio na Europa, algo que não fazia há muitos anos e onde qualquer pessoa poderia interagir com ele.

Com Jay Kelly vemos um pouco da loucura que envolve uma estrela de cinema, mostrando com convicção como é difícil sermos nós próprios, principalmente quando se é o Jay Kelly, sendo que acompanhamos a posição dele na sua jornada. Esta jornada mostra que a vida de artista não é um mar de rosas, principalmente para aqueles ao seu redor, como é o caso de Ron, o seu agente.

Através de Ron, conseguimos perceber que o trabalho de um agente de um ator de cinema não é nada fácil e que implica muitas vezes fazer sacrifícios e estar longe da família dele. Não importa que compromissos que ele tivesse avisado com antecedência, se Jay estivesse a ter um esgotamento nervoso ou outra coisa qualquer, então Ron teria de largar tudo e correr num instante para o seu cliente. É garantido que todos precisam do Ron, maioritariamente Jay, pois é ele que está sempre presente e resolve tudo o que for preciso.

Aqui vemos Adam Sandler a interpretar este Ron que nos apresenta a capacidade de versatilidade deste ator. Claro que estamos mais habituados a vê-lo em registos mais cómicos, mas neste caso é uma ótima surpresa e espero que ele possa desempenhar mais personagens com um tom mais dramático. Desde o início que a pessoa se identifica com esta personagem, comove-se, cria empatia e coloca-se no lugar dele, imaginando em determinadas situações, o que faria no lugar dele. E também é interessante acompanhar a dinâmica dele com Jay Kelly.

Importante destacar que a performance de Adam Sandler merece o seu devido reconhecimento, sendo que foi nomeado na categoria de Melhor Ator Secundário para os Critics Choice Awards, Gotham Awards e os Golden Globes por esta sua prestação.

Jay Kelly apresenta uma transformação cinematográfica que é bonita e convidativa que mantém as pessoas motivadas e proporciona uma representação de uma luta interna e ainda, uma reflexão sobre escolhas, fama, valores morais e sobre a questão da identidade.

Uma das surpresas mais criativas foi nesta aventura de Jay Kelly, o modo como representaram as suas memórias, ou seja, como se tivéssemos um filme dentro da cena de outro filme. Ao longo desta história, ele começa a relembrar-se de coisas e questiona-se se deu valor às coisas certas, sendo que a maior parte das memórias dele estão relacionadas com filmes onde participou.

Temos aqui a filmagem de muitos planos num só movimento e um cenário que ganha forma numa perspetiva que não estamos tão habituados a ver que entrega uma boa sincronização. Durante as cenas em que o protagonista está a relembrar-se, a sensação é que estamos a passar por diferentes portais, onde inicialmente estamos num sítio e de repente somos transportados para outro completamente distinto. Ele está a ver-se a si mesmo em jovem e camadas da sua realidade, enquanto está a mostrar ao público a sua jornada que ele acredita que tudo o que passou tem de ter algum significado.

Além disso, vai sendo abordado o tributo que ele no fim irá receber e é interessante darem-nos a oportunidade de observar o próprio Jay Keller a ver a vida dele a passar diante dos seus olhos, onde gera camadas subtis de emoções, tanto para ele, como para o público a assistir.  

Outro dos destaques também vai para o facto de conseguirmos assistir aos bastidores de como é fazer um filme, mesmo que seja por uns instantes. E ainda, vai para a banda sonora inserida neste filme que tem autenticidade, não é nada forçada e que toca num tom familiar e revigorante que encaixa na perfeição, fica no ouvido e que faz realmente desfrutar deste som melódico.

Por isso, Jay Kelly até pode não agradar a todos, mas à sua maneira está a reconhecer a nossa humanidade nos seus prós e nos seus contras e como é muito mais fácil sermos outra pessoa. E realça com energia e garra, um sentimento mais pessoal e íntimo dos seus protagonistas e faz com que queiramos conhecer melhor as personagens e fazer esta viagem com elas.

Para terminar, A Geek Traveller esteve presente uns dias durante o BFI London Film Festival, onde o icónico Royal Festival Hall também recebeu Noah Baumbach, George Clooney, Adam Sandler, entre outros para apresentar este drama da Netflix.

A energia e o ambiente em si foram também a loucura – mais um momento único para qualquer fã de cinema! Por isso, partilho com vocês, o vídeo exclusivo da Premiere de Jay Kelly em Londres.



quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Filme "Frankenstein" - o que esperar desta nova adaptação tão esperada e realizada por Guillermo del Toro

 

Uma das adaptações mais esperadas de 2025 chegou à plataforma de streaming da Netflix. Frankenstein é a próxima produção realizada pelo icónico Guillermo del Toro, tendo sido baseada na criação da Mary Shelley.

O elenco é constituído por Oscar Isaac, Jacob Elordi, Mia Goth, Christopher Waltz, Charles Dance, Felix Kammerer, David Bradley, Lars Mikkelsen e Christian Convery.

Tudo é desenrolado ao redor do Dr. Victor Frankenstein que quer criar vida nova a partir da morte, sem prever o que viria a seguir. Em uma história com dois lados, quem realmente é o monstro?

Já houve diversas versões desta figura tão enigmática e popular. No entanto, quando foi anunciado que iríamos ter uma nova visão nas mãos do grande Guillermo del Toro, a expetativa para assistir era elevada. Mas será que este cineasta irá deixar a sua marca impactante o suficiente para transformar Frankenstein em algo que ainda não tenhamos visto?

Primeiramente, a história é dividida em duas partes, sendo que a primeira parte do filme é contada do ponto de vista do cientista, o Victor Frankenstein. E ao longo desse período há alguma incerteza em relação ao quanto é credível a história de Victor, onde pode ser questionado se existe realmente uma criatura. Já a segunda parte é dedicada a vermos pelos olhos da criação de Victor. No final, acabamos por acompanhar um tipo de dinâmica familiar invulgar e complexa.

Relativamente a Victor, ele é aquele tipo de personagem principal que se torna o vilão e muito disso, está relacionado com as consequências dos seus atos, devido àquilo que passou na sua infância, principalmente com o seu pai e chegando a um ponto que parece um género de dor geracional que ocorreu e que passou entre gerações. Ele tinha o objetivo de ultrapassar os conhecimentos e habilidades do seu pai e criar algo único no mundo. Além disso, ele é alguém que tinha uma dor muito profunda e queria muito que o seu irmão o amasse.

Enquanto conta o seu lado da história, nós conseguimos de certa forma, entender a dor de Victor e a obsessão dele em criar o homem perfeito. Inicialmente, ele teve uma visão que se transformou numa ideia que ganhou forma na sua mente e desde aí, foi inexorável até se tornar verdade. Até mesmo nas etapas iniciais que ele testou num público específico, parte do que lhes iria dizer seria um facto. Porém, outra parte não, sendo que tudo acaba por tornar-se numa verdade absoluta.

Agora, depois de ter concretizado o seu desejo e ter superado os limites da ciência, Victor acreditou plenamente que criou algo verdadeiramente horrível e tinha determinado que a memória dos seus males deveria morrer consigo. Na opinião dele, ele ao procurar a vida, acabou por criar a morte. Mas, será isso mesmo verdade? Será que o grande Victor Frankenstein cometeu um erro? Uma coisa é certa. Ele não considerou o que viria após a criação e é preciso destacar o Oscar Isaac que teve uma performance excelente em transmitir a personalidade peculiar e toda a loucura e destruição deste Victor. E para saber as respostas às perguntas feitas anteriormente, é essencial que se conheça a versão da sua criatura.

Afinal que criatura é esta? Em primeiro lugar, é completamente diferente daquilo que já tivemos a oportunidade de assistir noutras adaptações e ao longo do filme percebemos a razão para esta conclusão. Depois do criador dele ter contado a sua história, agora ele vai contar a dele.

Esta é uma criatura feita de pedaços de cadáveres de um campo de batalha que Victor Frankenstein monta como se fosse um puzzle. Ele é um tipo de ser original e é claramente composto por pessoas diferentes, sendo que se recorda de fragmentos e de memórias de vários homens. No entanto, desde o início há uma pureza nele que nos identificamos imediatamente, criamos empatia e em certos momentos, começamos a torcer por ele.

Enquanto isso, há quem o considere como um monstro como é o caso de Victor Frankenstein, o criador dele. E tal como qualquer ser humano, quando alguém tem medo de algo e neste caso, de alguém, a tendência é caçar e matar apenas por ser uma criatura fragmentada e discriminada e também tudo o que possa ser considerado como desconhecido.

Temos a possibilidade de ver o desenvolvimento difícil desta criatura que bastava uma palavra ou um simples olhar para se compreender o que estava a sentir. Apesar de ter sido maltratado e excluído por Victor, ele simplesmente queria uma companheira ao seu lado para viver em paz. E caso o amor lhe fosse negado, então iria entregar-se à ira e o principal alvo seria o seu criador.

Para este tipo de personagem já adaptado diversas vezes, sabia-se que precisava de se ver alguém com potencial e que conseguisse prender a atenção do público. Jacob Elordi encarnou com tanta elegância e dedicação esta criatura e à medida que a história foi ocorrendo, o seu próprio movimento corporal é pensado numa maneira diferente, sendo que depois lhe deu mais expressividade e realidade.

Frankenstein é uma obra eletrizante e arrebatadora que nos proporciona uma experiência imersiva e nos apresenta com inteligência, uma visão louca e espetacular desta trama passada no século XIX. Esta não é apenas uma história de um cientista brilhante que foi capaz de criar vida e muitas outras coisas. É também retratada a fragmentação do ser humano, o luto, a relação complexa de pais e filhos, a solidão e isolamento e a necessidade de pertencer e de ser amado. E também está a ser contada histórias de pessoas cheias de maldade que têm uma ambição sem limites e são cruéis e egoístas. E tudo isto é uma forma mais real de ver o mundo e entender cada história.

Automaticamente faz questionar-nos não só o mundo e a humanidade, mas também a nossa própria identidade. Quem sou eu e porque estou aqui? Afinal, qual é o meu propósito? Podemos encontrar redenção? E também nos transmite a ideia de amar uma personagem que é imperfeita e de perdoar essas imperfeições.  

Guillermo del Toro deu tudo de si nesta produção, sendo que para mim estava destinado a fazer Frankenstein e a transformá-lo atualmente num dos seus filmes mais bonitos visualmente. Era mesmo inevitável isso acontecer, pois ele já estava a pensar há muito tempo na sua visão perante o livro de Mary Shelley. E dá para ver que também tinha uma estratégia muito precisa de como decidiu filmar este filme, enquanto mostrava o amor que tem por ele, sendo que fez coisas que normalmente um realizador não faz e estava disposto a correr mais riscos.

Apesar de existirem mudanças em relação a diferentes adaptações de Frankenstein, este cineasta queria impulsionar a sua visão e encontrou uma maneira de permanecer fiel ao romance original, mas moldando de acordo com a sua marca, o seu estilo e a sua maneira de demonstrar emoções. E são muito poucos os cineastas que realmente são capazes de criar mundos e proporcionar uma experiência única ao espetador.

Frankenstein possui uma energia própria envolvida numa história comovente que é fluída e repleta de espontaneidade. E é uma homenagem a um ambiente gótico combinado com o sobrenatural que automaticamente relacionamos com este mundo. Além disso, mergulhamos profundamente para o mundo de Frankenstein, graças ao trabalho brilhante a nível do design de produção, cinematografia, guarda-roupa muito adequado à época representada, maquilhagem e banda sonora com música que faz amplificar as emoções do filme e as loucuras da situação que está a acontecer no momento. Também a iluminação estava muito bem incorporada e os efeitos especiais foram ótimos. Assim, todos estes elementos juntos foram fulcrais para funcionarem em conjunto e assim, darem vida a esta obra impressionante e com uma ótima qualidade.

Um desses exemplos, vai para os cenários que foram construídos. Estes foram fundamentais para definirem o tom em que como seria esta adaptação de Frankenstein. A cela da criatura foi construída de raiz e o laboratório é o derradeiro cenário onde a criação acontece. O laboratório era um local completamente louco com muitas partes de cadáveres e sangue espalhados por todo o lado, sendo que Victor fez o que fosse necessário para provocar uma tempestade e relâmpagos. E claro que não faltaram explosões e muito mais.

Outra coisa que gostaria de destacar e que dá para perceber o trabalho espantoso de cenografia foi o navio preso no gelo do Ártico, onde se dá grande parte da ação. E fiquei ainda, mais surpreendida pela positiva, por saber que construíram o navio de verdade, tanto o interior, como o exterior. Este acaba por ser um dos grandes símbolos desta produção.

A obra deste génio que é o Guillermo del Toro é mesmo digna de se ver e é apresentada em grande escala como este mundo funciona, levando a momentos muito ativos de loucura e a cenas brutalmente violentas, transmitindo todo o tipo de emoções e também mostrando a importância que era contar a história da criatura. E para além disso, acredito que vai permanecer para sempre na memória de muitos admiradores deste universo do Frankenstein.


sexta-feira, 18 de abril de 2025

Filme "The Life List" é a nova comédia romântica da Netflix que tem Sofia Carson como protagonista

 

The Life List (Um Ano Para Ser Feliz, como título em português) é a nova comédia romântica da Netflix que tem argumento e realização de Adam Brooks. Este filme é baseado no livro de Lori Nelson Spielman, apesar de ter algumas alterações em relação ao conteúdo original.

O elenco é constituído por Sofia Carson, Kyle Allen, Sebastian de Souza e Connie Britton.

De luto pela perda da sua mãe, uma jovem redescobre uma lista de desejos e parte numa jornada para realizar os seus sonhos de adolescência. No processo, ela desvenda segredos familiares, encontra o amor e redescobre as suas raízes.

Esta história retrata uma jovem perdida na vida e o último pedido da sua mãe, enquanto tenta completar uma lista de sonhos que fez na adolescência. Ao longo desta sua missão, Alex (Sofia Carson) descobre o amor, segredos de família e quem ela realmente é.

Divulgação: Netflix

Alex e a sua mãe eram muito chegadas e um dia, tudo muda quando a mãe descobre que o seu cancro regressou e desta vez, é terminal. Quando a mãe de Alex parte, o testamento é revelado e não era aquilo que esta jovem esperava. Na realidade, a sua mãe tinha outra coisa em mente para Alex.

Utilizando um leitor de DVD, Alex fica a saber quais são as intenções da sua mãe para com ela. Enquanto estava a preparar-se para a sua morte iminente, esta progenitora descobre uma lista de desejos que Alex escreveu quando ela tinha 13 anos.

Divulgação: Netflix

Assim, a missão de Alex era bem evidente. Ela teria um prazo de um ano para completar todos os desejos que estavam na sua lista e assim, ajudar a alcançar a melhor versão dela mesma. E sempre que ela cumprisse com algo da lista, Brad, o advogado da família dava-lhe mais um DVD feito pela mãe dela com mais mensagens e conselhos para ajudar Alex a lidar com o luto dela.   

Contudo, um dos desejos dessa lista era encontrar o amor verdadeiro. Será que durante esse ano, Alex vai encontrar quem realmente a fará feliz? Nunca se sabe e o inesperado pode acontecer quando ela menos espera. E quem sabe, até pode estar mais perto do que ela possa pensar.

Parece tudo uma grande loucura, verdade? Mas, mesmo assim, arriscando não se tem nada a perder!

Divulgação: Netflix

The Life List é uma comédia romântica leve, divertida e comovente com um toque dramático que possui uma banda sonora muito bonita e nos faz refletir sobre várias coisas da nossa vida. À sua maneira, faz-nos sonhar e imaginar como seria se conseguíssemos realizar a nossa própria lista dos desejos. É uma forma de conhecermos melhor a nossa identidade, essência e até evoluir enquanto seres humanos. Além disso, mostra o efeito que a perda e o luto podem ter em alguém e como se deve lidar com isso. Existem determinados momentos, em que nos podemos sentir perdidos e sem rumo a seguir, mas na realidade há sempre uma alternativa para voltarmos ao caminho certo. Assim, é importante encararmos as adversidades da vida, o melhor que conseguirmos e realçarmos de que não estamos sozinhos.

Este filme que se desenrola na cidade de New York transmite uma mensagem emocionante e útil, mostrando como a vida é bela, confusa e complicada e que por vezes, não parece aquilo que é suposto parecer. E como pequenas vitórias e um recomeço podem impactar de forma positiva a vida de uma pessoa. Enquanto isso, inspira e motiva a pessoa para continuar em frente, arriscar, aproveitar a vida e não desistir de lutar pelos seus desejos.  

Não é uma produção perfeita, pode ter os seus altos e baixos e até pode irritar algumas características da personalidade da protagonista. No entanto, apresenta uma obra interessante e satisfatória que tenho a certeza que o público irá rever mais do que uma vez.


terça-feira, 15 de abril de 2025

Adolescence - 3 Razões para assistir a esta minissérie que tornou-se num fenómeno mundial

Adolescence tornou-se num surpreendente fenómeno com os seus quatro episódios que pode ser visto na Netflix. Muito se tem falado desta minissérie criada por Stephen Graham e Jack Thorne que já foi vista por inúmeras pessoas. Esta é daquelas produções que tem dado muito que falar, e onde têm existido várias campanhas para que possa ser exibida nas escolas.

O elenco é constituído por Owen Cooper, Stephen Graham, Ashley Walters e Faye Marsay.

A história é focada num jovem de 13 anos que é acusado do homicídio de uma colega da escola. A família dele, a sua terapeuta e o detetive responsável pela investigação terão de questionar e descobrir o que realmente aconteceu.

De seguida, partilho com vocês, 3 Razões para assistirem a esta minissérie:

 

1.       O desempenho singular de Owen Cooper

Estando a assistir a esta minissérie, a conclusão a que se chega é que um dos maiores destaques desta produção é sem dúvida, a interpretação de Owen Cooper no papel de protagonista. Agora, uma coisa que não nos passaria pela cabeça é que este foi o primeiro trabalho de interpretação num set de filmagens deste jovem ator.

Desde a sua audição para o papel até à sua performance em Adolescence, Owen Cooper surpreendeu tudo e todos. Ninguém estaria à espera daquilo que ele iria transmitir para o público, onde a sua prestação incluiu improvisação e cenas de tensão elevada.

Owen Cooper é uma das grandes revelações de Adolescence e de certeza, que irá ter pela frente uma ótima carreira no mundo da representação.

2.       Os temas abordados são importantes que sejam discutidos em sociedade

Infelizmente, cada vez mais têm ocorrido vários crimes em escolas em todo o mundo, sendo que no caso do Reino Unido, o número de crimes com facas continua a aumentar consideravelmente.

Já foi revelado que esta história foi inspirada em relatos relacionados com rapazes envolvidos neste tipo de crimes, mas não em nenhum caso em específico.

Em Adolescence, temos um jovem de 13 anos que é suspeito de ter esfaqueado várias vezes uma rapariga da sua escola.

Um dos principais focos deste argumento e que acaba por ser um dos maiores alertas é o impacto das redes sociais e da internet no comportamento dos adolescentes. Como um adolescente pode ser manipulado de tal forma, que o leva a cometer atos irrepreensíveis. E como jovens vulneráveis podem ser arrastados para caminhos mais perigosos.

Adolescence até pode dividir opiniões, mas consegue ter a capacidade em quatro episódios de criar mais discussão neste tipo de assuntos que são essenciais que sejam abordados. Esta minissérie é impactante e faz refletir sobre a razão pelo qual este tipo de eventos acontece cada vez com mais frequência com os jovens da atualidade.

 

3.       Técnica de filmagem ousada que prende automaticamente a atenção

Uma das partes que eu acho mais interessante numa produção são os seus bastidores. Como tudo é executado e toda a parte técnica envolvida.

Na maior parte das produções são-nos mostradas diferentes sequências de filmagem com uma variedade em termos de ângulos de filmagem. No entanto, Adolescence opta por uma técnica de filmagem ousada que prende automaticamente a atenção do espetador.

Em Adolescence são usados planos-sequência sem qualquer tipo de cortes e edições. Esta é uma abordagem única, onde tudo é filmado num único plano contínuo. Mas, para isso resultar, todas as localizações utilizadas teriam de ser próximas umas das outras para que assim, tanto os atores, como a câmara tivessem a possibilidade de deslocarem-se em tempo real. Isso significa que assim que um episódio iniciasse, só pararia apenas no seu final, tornando-se assim mais real e cativante.

De acordo com a Academia Internacional de Cinema, o plano-sequência é uma técnica audiovisual em que uma cena é apresentada sem cortes, geralmente para acompanhar um personagem a partir de uma única perspetiva e ao longo de toda uma ação.

Dá para entender desde o início que é uma técnica sofisticada e complicada de se concretizar e que implica muito tempo, tanto de preparação, como de ensaios e coordenação. Isso porque, chega o momento crucial e não há margem para erros. Tudo tem de ser pensado e encaixado ao pormenor, como é o caso do modo como a câmara se vai movimentar, os ângulos em que a mesma vai filmar e como combinar os mesmos com as localizações utilizadas. Até poderíamos comparar isto como se fosse uma coreografia extremamente complexa de dança.

Utilizar planos-sequência com o auxílio de um drone cria um impacto maior não só em quem está a executar os mesmos, como também em quem está a assistir ao produto final. A pessoa consegue sentir toda a tensão envolvida, enquanto parece que está a fazer parte da própria narrativa. Assim, existe uma maior proximidade com o público em cada uma das cenas apresentadas e cria um entusiasmo muito superior em querer saber o que vai acontecer de seguida.

Assim, este plano-sequência é gravado num único take, sendo que é um método muito raro de ser usado noutras produções. Porém, para que isto tenha um resultado com uma qualidade excelente é necessário compromisso total de cada elemento que esteja a trabalhar na produção, seja a nível do elenco como de toda a equipa técnica.

Esta é uma abordagem cinematográfica ousada e muito inteligente realizada por Philip Barantini que conseguiu em conjunto com a sua equipa manter a autenticidade do plano-sequência, onde incluiu localização estratégica de cenários e tudo foi meticulosamente ensaiado e organizado.

Em Adolescence, a câmara movimenta-se naturalmente em sintonia com os atores e captura a sua narrativa de um modo preciso e sem interrupções.

Não percam esta minissérie de quatro episódios que pode ser vista na Netflix! 

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Série "Geek Girl" é uma história leve, animada e diferente que cria uma conexão própria com quem está a ver

 

Uma das estreias mais recentes da Netflix é Geek Girl, uma combinação de comédia com drama criada por Holly Smale e Jessica Ruston. É baseada nos livros da coleção homónima da autora britânica Holly Smale que inclui 6 best-sellers e foi lançado entre 2013 e 2017.

O elenco é composto por Emily Carey, Emmanuel Imani, Liam Woodrum, Tim Downie, Jemima Rooper, James Murray, Sarah Parish, Rochelle Harrington, Zac Looker, Daisy Jelley, Mia Jenkins, Hebe Beardsall e Alana Boden.

Esta é a história de Harriet Manners, uma adolescente desajeitada e neurodivergente, cuja vida é virada do avesso quando é descoberta como a próxima modelo. E embarca assim, numa jornada de autodescoberta, enquanto concilia a escola com a moda.

Esta é uma reviravolta radical na vida desta jovem estranha que inesperadamente torna-se modelo na Infinity Models, uma agência de modelos em Londres. Apesar de querer sentir-se integrada, ela nunca imaginava o que era preciso para seguir esta carreira e como cada detalhe da sua vida passa a ser controlado. Tudo isto começa quando a sua turma de Têxteis ganha uma viagem para a Semana da Moda de Londres, mas Harriet e a sua melhor amiga Nat sofrem um percalço de indumentária antes de lá chegarem. De seguida, Harriet chama acidentalmente a atenção de agentes da Infinity Models que acreditam que encontraram alguém com um talento único para seguir o caminho da moda.   

Harriet Manners é uma jovem insegura de si mesma, mas que é definida como uma autêntica Geek, pois é uma pessoa muito informada e curiosa sobre diferentes áreas e por isso, é alvo de bullying na escola. Apesar de não especificarem, ela tem autismo, logo a forma como ela vê as coisas ao seu redor é completamente diferente. Mesmo assim, ela tem um apoio fantástico no seu pai e na sua madrasta e também na sua melhor amiga Nat.

Tim Downie faz uma boa prestação, desempenhando o papel de um pai determinado com a sensibilidade necessária para apoiar a sua filha, em tudo aquilo em que ela mais deseja.

Por vezes, Harriet pode ser irritante, ter mau feitio ou até ser obcecada por algumas coisas, mas tenta ver o melhor nos outros. É ingénua com uma essência muito peculiar e especial, sendo que tem um bom coração e tem os seus momentos, onde é engraçada e tem um bom sentido de humor. No que toca a relacionamentos sociais não é muito boa, porém apesar de tudo, ela percorre esta jornada de autodescoberta, onde ela expõe-se, enfrenta os seus medos e supera obstáculos para encontrar o seu propósito, por mais contratempos que possam vir a surgir. Mesmo com uma condição neurodivergente, Harriet tem uma personalidade que acaba por nos unir de alguma forma.

Podemos acompanhar a jornada de aprendizagem de Harriet que é cheia de desafios, onde finalmente aprende a sentir-se mais confortável consigo mesma, tanto como modelo e como uma rapariga geek. E conhecemos a perspetiva desta jovem que está num processo de construção da sua auto-estima que é realizado de um modo relativamente saudável, enquanto aceita os erros, aprende com eles e permanece fiel a si mesma.

Temos a oportunidade de assistir em como funciona todo o processo de casting na área da moda que acaba por ser mais duro do que se pensava inicialmente. E ainda como é o trabalho de uma modelo e os respetivos bastidores, seja numa sessão fotográfica e até num desfile de uma estilista consagrada e popular. Além disso, também podemos perceber como a moda é considerado como fazendo parte de um mundo excêntrico e extremamente competitivo que pode tornar-se num ambiente caótico para uma jovem mais tímida e com ansiedade.

Geek Girl é uma história leve, animada e aconchegante com os seus momentos insólitos e comoventes, reviravoltas e intrigas que surpreende pela positiva, sendo que faz uma boa representação do autismo. Aqui estamos a falar sobre a experiência que Holly Smale, a autora dos livros teve durante a sua adolescência e que na altura não sabia do seu diagnóstico de autismo. E esta narrativa é tão realista, de tal forma que Emily Carey, a atriz que interpreta a protagonista também possui esta condição neurodivergente, trazendo assim, uma representação mais autêntica.

Mesmo assim, é tudo apresentado de um modo simples, diferente e muito informativo, sendo que haverão aqueles que se irão identificar e que também irão perceber que não estão sozinhos. Esta é uma das razões pelo qual tem a capacidade de criar uma ligação imediata e especial com o público. É possível sermos quem nós quisermos, onde o improvável pode acontecer e qualquer um pode tornar-se num sucesso inesperado e merecido na área que mais gosta.

Esta produção com uma boa qualidade é uma série fresca e divertida para toda a família que tem o seu lado mais juvenil e uma particularidade de romance, mas não tira o foco para aquilo que é mais importante. No entanto, tem a sua vertente inspiradora e encaixa em temas atuais que precisam de continuar a serem discutidos, tais como o bullying e a saúde mental, como é o caso da ansiedade. Também é relevante para os desafios que os adolescentes enfrentam nos dias de hoje nas escolas e na sociedade. E a chamada de atenção muito bem retratada, em relação ao impacto das redes sociais na vida de alguém que podem causar danos elevados. Infelizmente, existe uma realidade distorcida devido às redes sociais que precisa de ser discutida. Além disso, o bullying que ocorre tanto nas escolas, como nas redes sociais é cada vez mais cruel e repleto de maldade, sendo que por vezes é importante reagir quando se está a ser vítima de bullying.  

Geek Girl é relaxante, alegre e muito fácil de se ver, sendo que a pessoa descontrai de tal forma, que não dá conta pelo tempo a passar. Também contém o seu poder mais feminino e cria uma conexão própria com quem está a ver, transmitindo uma mensagem simples que como referido anteriormente, nós podemos ser quem nós quisermos e que não importa a opinião dos outros. Às vezes é difícil encontrar o nosso lugar no mundo, principalmente quando falamos de saúde mental, mas não devemos de desistir de seguir os nossos sonhos. E devemos encontrar a nossa paixão e respeitar-nos uns aos outros, sejam quais foram as peculiaridades de cada um. Por isso, não tem qualquer mal em termos o nosso próprio lado geek. Esta é uma narrativa original e envolvente que foi uma boa surpresa, funcionou bem, e captou a atenção do espetador. Assim, que venham mais episódios da jornada de aprendizagem e de amadurecimento de Harriet Manners.

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

10 Séries de Terror que não podem mesmo perder!

 Existe uma infinidade de series para todos os gostos. Considero-me uma pessoa que aprecia séries com diferentes tipos de géneros. E desta vez, vou falar de séries de terror! Infelizmente, não tem havido ultimamente, um bom número de produções que possam ser classificadas como sendo inovadoras e até chegar a um ponto de ter a capacidade de superar as expetativas.

Mesmo assim, eu vou destacar 10 séries de terror que na minha opinião ficarão na memória de um admirador deste tema.

Vamos à isso?

Penny Dreadful

Penny Dreadful é sem dúvida, a minha série favorita de terror que transborda de qualidade e prende ao ecrã, qualquer amante de produções de terror. E muito é devido não só à história fascinante que vai sendo contada, mas principalmente ao desempenho extraordinário de Eva Green no papel de protagonista.

É constituída por 3 temporadas, tendo estreado em 2014 no Showtime. Já foi transmitida por diversas plataformas de streaming e atualmente pode ser vista na SkyShowtime e Apple TV+  

Esta produção estreada em 2014 é um thriller, com muito mistério, terror e suspense à mistura, que conta a história de uma mulher chamada Vanessa Ives (Eva Green), que esconde um segredo, nos quais terá de enfrentar, num mundo cheio de criaturas sobrenaturais, como bruxas, ou lobisomens. Passa-se em Londres, no fim da década de 1890, nos quais vivem diferentes personagens assustadoras, que fazem parte da literatura de terror britânica, tais como, Frankenstein, Dr Jeckyll, Dorian Gray, Van Helsing, Drácula, entre outros.

Se quiserem saber mais sobre Penny Dreadful, podem ler a crítica dedicada à série AQUI!

O Exorcista

O Exorcista é uma série de terror composta por 2 temporadas que estreou em 2016 nas mãos da Fox e infelizmente terminou em 2018. Foi criada por Jeremy Slater e tem no elenco Alfonso Herrera, Ben Daniels, Kurt Egyiawan e Hannah Kasulka. Atualmente, pode ser vista na plataforma da Prime Video.

É verdade que o que não falta são filmes relacionados com o Exorcista, sendo cada um com as suas peculiaridades. Mas, esta produção é um thriller psicológico impulsionador que conseguiu trazer o seu próprio ponto de vista, surpreendendo pela positiva quem estivesse a ver. E tive mesmo muita pena que a Fox não deu uma oportunidade para continuar com esta história e dar assim, um final digno à mesma.  

Esta narrativa é uma reinvenção moderna inspirada no livro original de William Peter Blatty, de 1971. Na segunda temporada mostra o Padre Tomas Ortega (Alfonso Herrera) e Marcus Keane (Ben Daniels), agora afastado do sacerdócio, nos arredores de Chicago e a encaminharem-se para oeste, em rota de colisão com o Inferno.

Chucky

Quem não se lembra do boneco diabólico e mortífero de seu nome Chucky?

Para quem não se recorda, nós conhecemos pela primeira vez este boneco Good Guy em 1988, quando estreou o primeiro filme, Child’s Play com a realização de Tom Holland. E depois tivemos a continuação deste franchise com Child’s Play 2 (1990), Child’s Play 3 (1991), Bride of Chucky (1998), Seed of Chucky (2004), Curse of Chucky (2013), Cult of Chucky (2017) e Child’s Play (um reboot estreado em 2019).

Desta vez, o franchise foi na direção de uma série que conta com uma visão nova concebida pelo seu criador original, Don Mancini e que também tem um papel de realizador e showrunner. Esta série de terror composta por três temporadas, é uma produção original do canal norte-americano USA, juntamente com o SYFY que pode ser vista em exclusivo no SYFY Portugal.

O elenco é composto por Zachary Arthur, Björgvin Arnarson, Alyvia Alyn Lind, Teo Briones, Devon Sawa, Brad Dourif (voz icónica e original de Chucky), Jennifer Tilly, Alex Vincent, Fiona Dourif e Christine Elise.

Esta história decorre numa cidade idílica dos EUA que nunca mais será a mesma depois de ser arrastada para o caos, assim que surge numa venda de garagem, um boneco vintage "Good Guy" (mais conhecido como Chucky). Um novo rasto de mortes está prestes a acontecer logo após o aparecimento de Chucky. E ao mesmo tempo começa a ser exposto as hipocrisias e os segredos dos moradores de Hackensack. Enquanto isso, a chegada tanto de inimigos como de aliados do passado de Chucky ameaça expor a verdade por trás dos crimes, bem como as origens incontáveis deste demónio em forma de brinquedo.

Se quiserem saber mais sobre Chucky, podem ler o artigo com uma crítica dedicada à série AQUI!

American Horror Story

American Horror Story é das séries mais populares deste género, tendo sido criada por Ryan Murphy e Brad Falchuck, sendo que já conta com 12 temporadas e inúmeros prémios. Estreou em 2011 e podem acompanhar na plataforma da Disney+ e Apple TV+. Cada temporada é focada numa história diferente, sendo que participam nomes bem conhecidos do público.

Além disso, também podem acompanhar American Horror Stories que é uma série de antologia semanal dos mesmos criadores, onde podem encontrar histórias de terror diferentes em cada episódio.

Marianne

Marianne é uma série de terror francesa original da Netflix que tem 8 episódios, mas que conquistou imediatamente o espetador quando estreou em 2019. Infelizmente, foi cancelada pela plataforma após uma temporada. Foi criada e realizada por Samuel Bodin que também escreve a mesma, juntamente com Quoc Dang Tran. No elenco fazem parte Victoire Du Bois, Lucie Boujenah e Tiphaine Daviot.

Uma famosa escritora de histórias de terror regressa à sua terra natal, onde descobre que o espírito maligno que vê nos seus sonhos afinal também existe no mundo real.

O que não faltam nestes episódios são momentos arrepiantes, sinistros e bem obscuros.

Evil

Evil é daquelas produções estreada no canal CBS em 2019 que tem sido uma bela surpresa para todos, conquistando em cada um dos seus episódios. Atualmente com três temporadas, este é um original Paramount+ que tem sido exibido em Portugal, tanto pelo canal Fox, como pelo TVCine Action e TVCine+. No elenco, podem encontrar Katja Herbers, Mike Colter, Aasif Mandvi, Michael Emerson e Christine Lahti.

É uma série de terror sobrenatural que acompanha uma psicóloga forense e um Padre católico enquanto procuram compreender acontecimentos paranormais.

De uma certa forma, a série passa por um mistério psicológico que examina as origens do mal ao longo da linha ténue entre a ciência e a religião. Esta batalha entre a ciência e a religião tem dado que falar nesta história intrigante.

Já viram como seria uma psicóloga cética que se junta a um padre em treino e a um empreiteiro, enquanto investigam um conjunto de mistérios inexplicáveis da Igreja? E incluímos aqui supostos milagres, possessões demoníacas e assombrações. O trabalho deste trio passa por avaliar se há uma explicação lógica ou se algo verdadeiramente sobrenatural está a acontecer.

Uma coisa é certa, existem aqueles episódios que deixam a pessoa a refletir sobre aquilo que acabaram de ver.

30 Monedas

Aqui está uma produção espanhola de terror com suspense e mistério que também foi uma ótima surpresa para os admiradores deste género. Dividida em duas temporadas, este é um original da HBO Max, sendo que podem acompanhar os seus episódios nesta plataforma. E foi criada por Álex de la Inglesia que tem funções de realizador e escreveu em conjunto com Jorge Guerricaechevarria. Eduard Fernández, Megan Montaner e Miguel Ángel Silvestre protagonizam esta série.

O Padre Manuel Vergara (Eduard Fernández) é um exorcista e um pugilista que já tinha cumprido a sua pena de prisão, sendo que acabou por ser exilado pela igreja para depois se tornar no padre de Pedraza, uma vila remota em Espanha. Ele acreditava que podia deixar o seu passado para trás e iniciar uma vida completamente nova num sítio que parecia ser bem simples. Mas, quando começam a acontecer fenómenos estranhos e paranormais que não têm qualquer tipo de explicação racional, Vergara faz com o que for necessário para descobrir a verdade, sendo que cria uma aliança com Paco, o presidente da câmara (Miguel Ángel Silvestre) e Elena, uma veterinária (Megan Montaner) em que juntos vão percorrer um caminho negro cheio de obstáculos que também inclui uma conspiração global que pode trazer o caos para o mundo. E tudo isto, devido a uma luta intensa pelo controlo das trinta moedas pelas quais o apóstolo Judas Iscariotes traiu Jesus de Nazaré.

Se quiserem saber mais sobre 30 Monedas, podem ler a crítica dedicada à série AQUI!

A Maldição da Residência Hill

A Maldição da Residência Hill foi uma das séries de terror mais comentadas da plataforma da Netflix, sendo que quando estreou em 2018 foi um sucesso tremendo que teve como criador, Mike Flanagan.

O elenco é composto por Michiel Huisman, Carla Gugino, Henry Thomas, Elizabeth Reaser, Oliver Jackson-Cohen, Kate Siegel, Victoria Pedretti, entre outros.

Este é um clássico popular da literatura de terror que foi publicado por Shirley Jackson em 1959 e teve a sua adaptação mais recente, através da Netflix. Além disso, também inspirou filmes e peças de teatro.

Entre o passado e o presente, uma família dividida enfrenta as memórias perturbadoras da sua antiga casa e os eventos aterradores que os obrigaram a abandoná-la.

Esta é a história de cinco irmãos que cresceram na mansão Hill, um lugar com fama nos Estados Unidos de ser assombrado. Agora como adultos, eles regressam ao seu antigo lar e são forçados a enfrentar os fantasmas do passado, após ter ocorrido o suicídio da irmã mais nova.

Um mistério que precisa de ser desvendado e em que não vão faltar momentos sobrenaturais e assustadores.

The Strain

Com 4 temporadas, The Strain estreou no FX em 2014 e terminou em 2017. Atualmente, pode ser vista na plataforma Disney+, através da área Star e também na Apple TV+. Foi criada por Guillermo del Toro e Chuck Hogan, sendo baseada na trilogia de obras escrita por eles e com o mesmo nome.  

No elenco, temos Jonathan Hyde, David Bradley, Miguel Gomez, Corey Stoll, Kevin Durand e Richard Sammel.

Esta é a história de Dr. Ephraim Goodweather (Corey Stoll) e chefe da Equipa de Resposta Rápida do CDC que investiga um surto em Nova Iorque com indicadores de vampirismo. Á medida que o surto alastra, a equipa trava uma guerra pela humanidade.

Este é um thriller de ritmo acelerado que não vai deixar ninguém indiferente e que está repleto de situações obscuras, sinistras, sanguinárias, violentas e avassaladoras.

Chapelwaite

Chapelwaite é uma série original da plataforma MGM+ (antiga EPIX) com 10 episódios que podem acompanham na plataforma da HBO Max, sendo que já foi renovada para uma segunda temporada. É baseada no conto Jerusalem’s Lot de Stephen King que conta com Adrien Brody como o protagonista, nos quais também tem uma função de produtor executivo. Esta adaptação é desenvolvida por Jason Filardi e Peter Filardi.

Na década de 1850, o capitão Charles Boone (Adrien Brody) muda-se com a sua família para a sua casa ancestral na pequena e pacata cidade de Preacher’s CornersCharles rapidamente terá de enfrentar os segredos da história da sua família e lutar para acabar com as trevas.

Se quiserem saber mais sobre Chapelwaite, podem ler a crítica dedicada à série AQUI!

Estes são apenas alguns exemplos de séries de terror que não podem mesmo perder e que conseguem cativar o espetador, cada uma à sua maneira. E que vos parece fazer uma maratona de séries de terror?

São fãs de conteúdos de terror e não sabem o que ver? Experimentem estas 10 séries que apresentam histórias com uma essência própria e que são bem diferentes entre si. 

Espero que estas sugestões sejam úteis para vocês!