Mostrar mensagens com a etiqueta Comédia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Comédia. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Toy Story 5 é uma obra de entretenimento fabulosa que proporciona uma experiência mágica (Crítica)

A magia de Toy Story está de volta! Toy Story 5 é o novo filme de animação da Disney e da Pixar realizado por Andrew Stanton que promete um regresso em grande! E a banda sonora original está a cargo de Randy Newman.

Além disso, temos uma grande novidade! Esta banda sonora vai incluir a nova música escrita e produzida por Taylor Swift e Jack Antonoff.

A canção original “I Knew It, I Knew You” é dedicada à jornada contínua da irreverente cowgirl Jessie iniciada em Toy Story 2.  

O elenco e a sinopse

No elenco de vozes originais, temos: Tom Hanks, como o fiel cowboy Woody; Tim Allen, como o destemido Buzz Lightyear; Joan Cusack, como a energética Jessie; Tony Hale como o excêntrico Garfy, o brinquedo artesanal; Greta Lee como Lilypad, o novo brinquedo de alta tecnologia; John Ratzenberger como o espirituoso mealheiro Hamm e Conan O’Brien como Smarty Pants, um brinquedo tecnológico de treino sanitário.

Outros atores juntaram-se, tais como, Craig Robinson como Atlas, um alegre brinquedo hipopótamo com GPS que fala; Shelby Rabara como o animado brinquedo com câmara Snappy; Scarlett Spears como a doce e tímida Bonnie, de 8 anos; Mykai-Michelle Harris como Blaze, uma menina independente de 8 anos que adora animais; e Matty Matheson como o brinquedo Dr. Nutcase, que tem medo de tecnologia.

E ainda, não nos vamos esquecer do regresso de Wallace Shawn como Rex, o ansioso brinquedo tiranossauro rex; Blake Clark, como o sempre leal Slinky Dog; Jeff Bergman, como o sarcástico Sr. Cabeça de Batata; Anna Vocino, como a carinhosa Sra. Cabeça de Batata; Annie Potts, como a aventureira Bo Peep; Bonnie Hunt, como a sábia boneca de trapos Dolly; Melissa Villaseñor como Karen Beverly, o brinquedo caseiro de Bonnie feito com uma face de plástico; John Hopkins, como o digno ouriço de peluche Sr. Espinho; Kristen Schaal, como a tricerátopo de plástico Trixie; Ernie Hudson, como o boneco de ação Combat Carl; e Keanu Reeves como o aventureiro canadiano Duke Caboom.

Os brinquedos estão de volta e, desta vez, Buzz Lightyear, Woody, Jessie e o resto do grupo enfrentam um desafio quando se deparam com Lilypad, um novo tablet que chega com ideias pouco convencionais sobre o que é melhor para a criança Bonnie. Será que a hora de brincar será a mesma depois disto?

Divulgação: Disney e Pixar

Temos uma nova aventura com os brinquedos a enfrentar os dispositivos tecnológicos de hoje

Desta vez, o nosso grupo de brinquedos favoritos vai descobrir a tecnologia e assim, ser testado de uma forma totalmente desconhecida para eles.

Parecia mais um dia normal de brincadeira, até que tudo muda, quando chega Lilypad, um tablet inteligente em forma de sapo, de alta tecnologia. Lilypad vai tornar o trabalho de Buzz, Woody, Jessie e do resto do grupo mais difícil, com esta nova ameaça ao tempo de brincadeira.

É que este tablet tem ideias próprias e disruptivas, sendo que está confiante que sabe exatamente o que é o melhor para Bonnie. E isso, vai fazer com que a missão do grupo inteiro seja posta à prova.

Pois, é que, ao contrário do que eles pensavam, a tecnologia já se tinha apropriado da maior parte das crianças da zona. E com Bonnie, a criança deles, era uma questão de tempo até isso acontecer.

Divulgação: Disney e Pixar

Toy Story 5 é uma obra de entretenimento fabulosa e pertinente que proporciona uma experiência mágica e cativante.

É uma aventura envolvente e incrível que toca o coração, apresentando uma mensagem importante e significativa sobre as relações humanas e o papel que a tecnologia tem na humanidade. E como é essencial que exista um equilíbrio na sua utilização.

Este novo capítulo emociona e aborda temas extremamente importantes, com o qual nos identificamos, sendo que precisam de ser falados e que são dirigidos, tanto às crianças, como aos adolescentes e adultos, principalmente os pais. É mesmo essencial que se tenha um equilíbrio em relação ao uso de ecrãs e outras ferramentas de tecnologia.

Também tem uma capacidade única de criar uma ligação inteligente entre os brinquedos e a tecnologia, mostrando que podem complementar-se de uma forma bastante positiva. E que cada um deles tem um propósito educativo e específico no desenvolvimento do ser humano.

Além disso, os tempos podem mudar, mas a amizade é para sempre. E é impressionante como a sua narrativa nos incentiva a refletir, a adaptar ao mundo atual, a amadurecer e a utilizar a nossa imaginação e criatividade, enquanto reforça o que realmente significa se conectar com o outro.


Divulgação: Disney e Pixar

O foco da história e um dos maiores destaques vai para a Jessie que cumpre o seu papel de narradora e de protagonista com excelência, no qual temos a chance de vê-la a enfrentar o seu passado e acompanhar a sua evolução, desde a primeira que nos foi apresentada. Não é só as crianças que se desenvolvem. Os seus brinquedos também aprendem lições bem úteis.    

A história é genuína, divertida e contém piadas engraçadas que são inseridas no momento certo. No entanto, desta vez, existe um excesso de personagens que nem chegam a serem bem aproveitadas. Apesar de se saber que o Woody tinha nomeado a Jessie como a próxima líder dos brinquedos da Bonnie, pois no final de Toy Story 4 (2019), ele queria ajudar brinquedos perdidos. Agora, não esperava que a participação dele fosse praticamente de um figurante. Teria sido interessante que tivesse havido mais cenas partilhadas entre os dois.

O mesmo digo em relação ao Woody e Buzz. O reencontro deles foi bonito de se ver. Mas, não houve grande oportunidade de se testemunhar a dinâmica deles, que sempre foi dos momentos mais divertidos de se acompanhar.

Num geral, valeu a pena o tempo de espera para ver Toy Story 5 e o regresso muito aguardado deste grupo de brinquedos maravilhoso que vai unir-se e ter um confronto inesquecível com a tecnologia. Tudo isto é acompanhado por uma banda sonora fantástica. E ainda, eleva a fasquia com a introdução da nova música de Taylor Swift, “I Knew It, I Knew You”, que combina muito bem com a personagem da Jessie e com o universo de Toy Story.

Agora, preparem-se para uma viagem comovente e entusiasmante em Toy Story 5 que decorre no tempo em que vivemos, no qual não vai deixar ninguém indiferente. E que de certeza, irá marcar para sempre, este franchise.

Independentemente da idade, este é um filme com uma animação estupenda e com personagens especiais que recomendo a todos. E que também considero como sendo um dos melhores de 2026 e que ficará na memória! 



sábado, 6 de junho de 2026

Scary Movie: What's Up? é mais uma paródia divertida que ninguém leva a mal (Crítica)

Chegou o momento para assistir ao novo capítulo de uma das sagas de comédia mais populares e irreverentes do cinema atual.

Realizado por Michael Tiddes, Scary Movie: What’s Up? traz de regresso o seu elenco original e introduz novas personagens. Para que depois possa apresentar o espírito caótico e provocador que o público está tão habituado a ver.

O argumento é de Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans e Rick Alvarez. Já o elenco é composto por: Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris, Regina Hall, Damon Wayans Jor., Gregg Wayans, Kim Wayans, Benny Zielke, Cameron Scott Roberts, Cheri Oteri, Chris Elliott, Dave Sheridan, Heidi Gardner, Lochlyn Munro, Olivia Rose Keegan, Ruby Snowber, Savannah Lee Nassif e Sydney Park.

Desta vez, vinte e seis anos depois de escaparem a um assassino mascarado estranhamente familiar (“Ghostface”), o grupo original volta a estar na mira do homicida – e nenhum filme de terror está a salvo. Marlon Wayans (“Shorty”), Shawn Wayans (“Ray”), Anna Faris (“Cindy”) e Regina Hall (“Brenda”) reencontram-se em Scary Movie, acompanhados pelas personagens favoritas dos fãs, para satirizar reboots, remakes, “requels”, prequelas, sequelas, spin-offs, o chamado “terror sofisticado”, histórias originais, tudo o que inclua a palavra “legado” e todos os “capítulos finais” que nunca são realmente finais.

Nada é sagrado. Nenhum cliché escapa. Não há limites. Os Wayans estão de volta para gozar com a chamada “cultura do cancelamento”.

Não irão faltar referências à cultura pop, tendências recentes, mortes, humor absurdo e paródias aos maiores sucessos de terror. E esta foi a altura indicada para que todo este tempo depois, Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris e Regina Hall se voltem a reunir para este novo filme, que recupera o humor provocador e a sátira ao terror contemporâneo que definiram esta saga tão peculiar.

Por isso, preparem-se para o reencontro com o elenco que marcou gerações!

Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais

Scary Movie: What’s Up? é mais uma paródia divertida que ninguém leva a mal e que irá entreter o espetador, com todos os seus exageros e todas as suas referências inteligentes, tanto à cultura pop, como às produções de terror e de outros géneros que foram as mais bem-sucedidas dos últimos tempos.

Apesar de ter algumas saídas engraçadas e cenas hilariantes, há momentos que são demasiado exagerados e outros mais artificiais. E também, a pessoa não consegue parar de notar, a falta de estrutura que vai existindo ao longo de cada um dos seus atos.

Em vez de tudo se interligar, há situações que são claramente levadas ao extremo, mas que infelizmente, acabam por ser isoladas daquilo que está a acontecer na cena em si. E por isso, acabam por perder um pouco a sua potência e essência.

Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais

No entanto, consegue abordar a sociedade e o mundo em que vivemos hoje de um modo leve, mais descontraído e com um humor atípico. E isso, trouxe um bom resultado que realmente encaixou.  

Scary Movie: What’s Up? é um caos absoluto que brilha com muitas das referências apresentadas e não irá deixar ninguém indiferente. Com uma identidade muito, muito particular, este filme mistura comédia com terror, não havendo limites para a sátira e o seu tom provocador. Apesar dos seus erros, vai de certeza, proporcionar uma experiência positiva à maior parte dos admiradores desta saga.

sábado, 16 de maio de 2026

I Swear é uma obra inspiradora, interessante e bastante relevante que pode fazer a diferença na vida de alguém com Síndrome de Tourette

I Swear (Mais Forte Que Eu, como título em português) é inspirado numa história verídica que é focada na Síndrome de Tourette. O realizador é Kirk Jones e este filme é vencedor de 3 BAFTA em 2026 (Melhor Casting, e Robert Aramayo como Estrela em Ascensão e Melhor Ator Principal). Este drama biográfico é protagonizado por Robert Aramayo, Peter Mullan e Maxine Peake.

Esta é a inspiradora e extraordinária história de vida de John Davidson, um notável ativista da Síndrome de Tourette. É um drama biográfico com a duração de duas horas emocionalmente envolvente, divertido e cativante que acompanha o diagnóstico de Tourette de John Davidson aos 14 anos. Passada na Grã-Bretanha dos anos 80, a história acompanha a adolescência conturbada e o início da vida adulta deste rapaz, explorando esta condição pouco conhecida e frequentemente mal compreendida, bem como as suas tentativas de levar uma vida “normal” contra todas as probabilidades.

Divulgação: Pris Audiovisuais

Este é um vislumbre da luta de John Davidson contra a Síndrome de Tourette, uma condição que poucas pessoas tinham testemunhado.

Contudo, há histórias que podem ser fulcrais para uma mudança significativa no modo como vemos muita coisa. E este é um desses exemplos que pode realmente fazer a diferença e quem sabe, até mudar vidas.

Quando menos esperamos, algo tão trágico pode vir a acontecer. No caso de John Davidson, ele era um jovem de 14 anos com amigos e possuindo um talento como guarda-redes, chegando a um ponto que poderia ter um futuro promissor. Porém, o aparecimento desta condição médica mudou para sempre a sua vida.

Inicialmente, ele tentou disfarçar ou ignorar os tiques e o que lhe estava a acontecer. Mas à medida que os sintomas iam evoluindo, percebeu que não podia voltar à sua normalidade e teria assim, de se adaptar a uma nova realidade. E até chegou a utilizar o riso, como um género de mecanismo de defesa.

Além disso, na altura em que isto lhe aconteceu, não era uma doença tão conhecida. Por isso mesmo, ao início foi difícil de se diagnosticar e a sociedade ao seu redor não sabia lidar com isso.

Para quem não sabe, a Síndrome de Tourette é caracterizada por tiques simples, complexos e incontroláveis que vão sendo variados e divididos entre vocais e motores. No entanto, vai muito além dos tiques, pois também, inclui o transtorno obsessivo-compulsivo, a ansiedade, o cansaço de tentar fingir que não há nada de errado e o peso que se carrega em tentar esconder e suprimir os tiques, algo que não se consegue controlar.

Divulgação: Pris Audiovisuais

I Swear é uma obra inspiradora, interessante e bastante relevante que pode mesmo fazer a diferença na vida de alguém com Síndrome de Tourette, através do ensino daquilo que define esta condição médica e o que implica.

Esta é uma história impactante que precisa de ser conhecida e nos sensibiliza a todos sobre a Síndrome de Tourette, sendo que também contém cenas que absolutamente fazem rir. É uma luta extremamente e constantemente desafiante. Isto, porque o problema não é a condição em si. Mas sim, é o facto de as pessoas não saberem o suficiente sobre a Síndrome de Tourette e por isso, não conseguem compreender e lidar com quem sofre com a doença.

Com este filme, aprendemos muito em relação à Síndrome de Tourette. Como todas as pessoas que vivem com isto são diferentes e precisam de apoio e compreensão, em vez de críticas e julgamentos. E até têm os seus próprios sintomas, tiques e comportamentos. Além disso, é essencial que se saiba viver com este diagnóstico e apoiar quem sofre disso. Também mostra que a pessoa que insulta e tem determinados comportamentos involuntários não tem culpa. Por exemplo, em 2019 quando John Davidson estava prestes a ser homenageado pela Rainha pelos serviços prestados ao povo britânico, ele grita um insulto involuntário na presença da própria monarca.

Para além disso, é fundamental perceber que esta doença não define quem a tem.  

Ao longo desta narrativa, temos momentos comoventes e outros duros de tensão que conseguem ser tão autênticos e por vezes, dolorosos, enquanto é representada a vida real do escocês John Davidson. Para ele, o aparecimento do Síndrome de Tourette começou desde logo pela escola. Foi por isso que passou a ser a um alvo de bullying e violência física e a meter-se involuntariamente, em sarilhos. As crianças eram cruéis com ele e já os adultos eram incompreensíveis e confundiam os sintomas desta síndrome com má educação ou falta de disciplina. Mas, apesar de todas as dificuldades que teve, ele descobriu o poder do riso e se tornou mais tarde, num ativista. E quis assim, partilhar a sua experiência e ajudar outras pessoas na mesma situação.  

Divulgação: Pris Audiovisuais

E muito do impacto que se criou ao redor de I Swear foi devido às performances excelentes do seu elenco, principalmente a atuação brilhante e criativa de Robert Aramayo a dar vida ao protagonista. Muitas vezes, as suas expressões faciais e corporais valeram mais do que palavras, sendo que dá para ver que ele fez uma construção muito precisa, de acordo com os encontros que teve com John Davidson. Os tiques não são exagerados e são integrados de forma natural na personagem. Enquanto isso, ele enfrenta uma batalha interna que afeta desde as suas relações pessoais e passando pela sua carreira profissional. Para além disso, ele também concilia a dor, a solidão e a energia caótica da sua personagem com a vulnerabilidade, sofrimento e resiliência que também fazem parte da essência dele.

Houve situações que até tiveram a sua piada, mesmo com todos os seus tiques e impulsos incontroláveis, a sua linguagem peculiar envolvida em alguns palavrões e o seu sarcasmo e humor negro que deixava os outros desconfortáveis. Contudo, John Davidson era bondoso e respeitador com as pessoas mais próximas e por isso, conseguimos criar uma empatia imediata, compaixão e dar valor a ele.

I Swear é importante, envolvente, tem o seu lado mais emocionante e faz-nos refletir profundamente sobre este tema do Síndrome de Tourette que é uma realidade muito complexa e cheia de desafios diários e fragilidades. E também pensamos na tolerância e na forma como lidamos com os outros, principalmente aqueles que têm condições específicas ou uma deficiência. Proporciona uma grande aprendizagem e cria uma margem para se abrir conversas sobre o assunto que poderá ajudar quem tem Síndrome de Tourette, os familiares respetivos e a própria sociedade.

Por isso, I Swear é daqueles filmes que não podem mesmo perder! E que merece reconhecimento!

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Crítica ao filme "As Ovelhas Detetives" protagonizado por Hugh Jackman e com uma história focada num crime por resolver

Ao lado de Hugh Jackman, temos As Ovelhas Detetives (The Sheep Detectives, como título original). Esta é uma aventura que tem a realização de Kyle Balda e que é baseada no romance best-seller “Three Bags Full”.

Nesta nova e espirituosa história de mistério, George (Hugh Jackman) é um pastor que todas as noites lê romances policiais às suas queridas ovelhas, acreditando que elas não conseguem compreender. Mas quando um incidente misterioso vem perturbar a vida na quinta, as ovelhas apercebem-se de que têm de se tornar detetives. Ao seguir pistas e investigar suspeitos humanos, provam que até as ovelhas podem ser brilhantes solucionadoras de crimes.

Resumindo, um mistério abala esta quinta. O pastor destas ovelhas foi assassinado e são estes animais que decidem resolver o crime. Estas ovelhas precisam de entrar em ação para descobrir a verdade. Cada pista ajuda-as a chegar mais perto de decifrar este mistério. O surpreendente disto é que, quando tudo muda, o rebanho prova que até consegue investigar melhor do que os próprios humanos.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Já imaginaram como seria se fossem meras ovelhas a não tolerarem assuntos por resolver e a darem dicas para a resolução de um homicídio? A verdade é que colocar um cenário desses em prática até tem a sua piada.

Agora, será que as ovelhas têm inteligência para resolver um crime? Uma coisa é garantida! Não são simples animais que não marram, a não ser que haja uma boa causa para se marrar. E cada uma das ovelhas têm a sua peculiaridade que poderá ser útil para revelar o assassino.

Há quem acredite que a felicidade surge nas pequenas coisas. E na opinião de George Hardy, o segredo para a sua felicidade é tomar conta de ovelhas. Ele é completamente feliz como pastor e a sua rotina diária não lhe cansa. É uma vida simples, no qual todos os dias, ele lê em voz alta para as suas ovelhas, histórias de detetives ou mistérios, sendo que quer acreditar que elas estão a acompanhar a história.

Apesar de ele não saber, estas ovelhas estavam tão atentas e curiosas com estas narrativas e o seu desenrolar. E quem sabe, até poderiam estar a aprender alguma coisa com isso.

No entanto, para lidarem com esta investigação, as ovelhas vão ter de enfrentar os seus medos e perceber que a vida real é mais complicada do que um livro. E que quando acontece algo de mal, não podem simplesmente carregar no botão e esquecerem-se.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

As Ovelhas Detetives é uma ótima surpresa, onde é apresentada uma visão pouco usual do que é vermos pelo olhar de um rebanho. É um filme para toda a família que nos faz juntar a este rebanho, testemunhando os seus momentos mais engraçados, os seus receios ou as suas pequenas conquistas. E ainda, introduzindo uma nova espécie de mistério.

Temos aqui um rebanho invulgar a colocar em prática o que foram aprendendo sobre histórias de detetives. E a serem eles próprios a resolver um crime, passando por todos os passos necessários. Procuram por pistas, identificam os vários suspeitos, tentam expor o que estarão os humanos a esconder e descobrem o motivo para matarem o pastor delas.

Enquanto isso, sempre que acontece algum desenvolvimento interessante no caso, lá estão as ovelhas na vila a observar e a transmitir os seus sinais. E até se torna, por vezes, bem caricato.

As Ovelhas Detetives fazem-nos sair imediatamente da nossa realidade e simplesmente aproveitar esta aventura para descontrair. Não vai faltar comédia, mistério, ação e cenas fofinhas. Para além disso, este filme apresenta uma localização bonita. Concluindo, também entrega uma história genuína cheia de esperança e ternura que nos traz boa-disposição e que consegue entreter desde a sua primeira cena.  

sexta-feira, 1 de maio de 2026

The Devil Wears Prada 2 - o que esperar da sequela de um dos filmes mais icónicos que foi um fenómeno global

 

A sequela de um dos filmes mais icónicos chegou e com regressos muito especiais! Um fenómeno global que promete mais uma vez agarrar o público!

The Devil Wears Prada 2 (O Diabo Veste Prada 2, como título em português) volta a reunir o realizador David Frankel e a argumentista Aline Brosh Mckenna com os atores: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci.

A este elenco junta-se: Kenneth Branagh, Simone Ashley, Justin Theroux, Lucy Liu, Patrick Brammall, Caleb Hearon, Helen J. Shen, Pauline Chalamet, B.J. Novak e Conrad Ricamora. E não nos vamos esquecer do regresso de Tracie Thoms e Tibor Feldman.

O filme pode ser visto na plataforma de streaming da Disney+.

Assim, quase vinte anos depois de darem vida às icónicas personagens Miranda, Andy, Emily e Nigel (Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci) regressam às elegantes ruas de Nova Iorque e aos sofisticados escritórios da Runway Magazine, na muito aguardada sequela do fenómeno de 2006 que marcou uma geração.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Muito tempo se passou desde que acompanhámos estas personagens. O que será que aconteceu durante estes últimos vinte anos? Será que vamos ver uma Miranda diferente? A Andy manteve-se pela Runway Magazine ou voltou à sua carreira como jornalista? Será que Nigel voltou a ter uma oportunidade para seguir com a sua vida fora da Runway? E por onde se encontra a Emily? Esta e muitas outras perguntas podem surgir logo no início e aos poucos vão sendo respondidas.

A Runway Magazine continua a ser uma referência no mundo da moda, apesar de ter de se adaptar a um mundo mais moderno, onde as redes sociais têm o maior impacto e as tendências são outras. Miranda continua a ser a líder destemida que tão bem conhecemos, mas será que ela se adaptou a estas mudanças?

Às vezes, basta um erro para criar um enorme escândalo e deitar tudo a perder. E foi isso que aconteceu no início desta narrativa. A Runway e a Miranda estavam metidos num grande sarilho que coloca em risco a própria reputação.

Enquanto isso, temos uma Andy que voltou ao jornalismo. Porém, um dia e de uma forma inesperada, ela e a sua equipa é demitida. Apesar de ter ficado sem trabalho, Andy acaba por receber uma oferta para voltar como a nova editora da Runway. Será que ela vai conseguir salvar a reputação deste ícone global?

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

The Devil Wears Prada 2 mostra mais uma vez como há ícones que reinam para sempre. Não é apenas uma história focada na moda. É também glamour, elegância, tendência e muito mais, que nos deixa radiantes e nos volta a reunir com um elenco imperdível.

É interessante ver como estas personagens se encontram passados vinte anos e se tiverem algum tipo de evolução. O quarteto fantástico (Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci) deste fenómeno continua carismático, a brilhar intensamente e a cativar quem está a assistir.

A dinâmica entre Meryl Streep e Anne Hathaway continua espetacular e cada uma das cenas que partilham são maravilhosas e mantêm a sua qualidade elevada. É incrível quando temos a oportunidade de testemunhar a performance de duas atrizes extraordinárias.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Apesar das suas falhas, esta sequela foi sem dúvida, uma boa ideia que complementou com requinte o seu original. E trouxe ao espetador, uma nostalgia imediata e a diferentes níveis. No meu caso, a nostalgia foi no sentido em que a história se desenrolou em várias localizações de Nova Iorque, Milão e Lago Como. E como já viajei para esses locais e caminhei exatamente por onde as personagens passaram, então trouxe uma sensação de alegria e saudade.

Além disso, este é daqueles filmes que nos traz sempre uma aprendizagem positiva, principalmente em termos profissionais. Como muitas vezes, é preciso começar por baixo para se provar o seu valor, passar por ambientes desafiantes, aceitar as críticas e lidar com a pressão. E como o sucesso profissional exige resiliência e humildade. Tudo isso é fundamental e faz parte do processo para se crescer e assim, tornar-se num bom profissional.

The Devil Wears Prada 2 não é perfeito. Mas, proporciona uma ótima experiência, faz ligações com o seu original e consegue entreter, juntando temas atuais com diálogos únicos, personagens inesquecíveis. E sem esquecer, o seu lado mais sarcástico e engraçado.  

De seguida, partilho um vídeo para descrever este filme em 3 palavras!


segunda-feira, 13 de abril de 2026

The Drama - Zendaya e Robert Pattinson são a dupla imbatível desta história intrigante

 

Preparados para o casamento do ano?

Já chegou The Drama (O Drama, como título em português) realizado por Kistoffer Borgli que tem Zendaya e Robert Pattinson como os protagonistas. E prometem não deixar ninguém indiferente.

Podemos esperar uma história intensa envolvida em duas personagens complexas com segredos por desvendar, em que tudo combinado irá dar que falar.

Aqui temos um casal apaixonado que vê a sua relação ser posta à prova quando um acontecimento inesperado transforma a semana do seu casamento num verdadeiro caos. 

Será que esta relação vai sobreviver?

Aparentemente, eles são um casal feliz que está prestes a dar o passo mais importante. Mas, as coisas mudam exatamente na semana que antecipa o grande dia, num convívio de amigos.

Quando chegou o momento de contar qual foi a pior coisa que se fez, a vida deles nunca mais seria a mesma.

Já imaginaram como seria se o parceiro de alguém estivesse a esconder um segredo tão inesperado que depois seria revelado, dias antes do casamento? Como iriam reagir? A narrativa foca-se muito a nível de até onde uma pessoa estaria disposta a aceitar um erro do seu parceiro. E muitas questões vão sendo colocadas, acabando por gerar boas discussões que trazem temas mais desagradáveis e que até podem causar uma sensação de vergonha.

Divulgação: A24 e Cinemundo

The Drama é um dos filmes mais ousados e fora da caixa dos últimos tempos, que entrega um tipo de comédia romântica bastante invulgar e com um tom de humor negro. É uma história diferente e intrigante que não é nada do que se esperava. E que acaba por chocar pelo modo como questiona os valores morais e traz temas mais desconfortáveis. Ainda assim, consegue ser cativante e prender do início ao fim.

Uma das principais razões pelo qual a pessoa não consegue parar de assistir é a química desta grande dupla imbatível que é a Zendaya e o Robert Pattinson. A dinâmica deles é excelente e cada uma das cenas que partilharam é sem dúvida, um trabalho de representação estupendo. Eles são perfeitos juntos e é isso que eleva este drama.

Existe uma capacidade de transformação na forma como estes dois protagonistas vão reagindo. Isto acontece a partir do momento, em que uma determinada revelação ocorre, adicionando assim à narrativa, um escândalo e uma reviravolta que os faz entrar em território desconhecido. E até há situações mais constrangedoras em que chegam a se tratar como meros estranhos e a pessoa sente esse desconforto.

Por mais que possa proporcionar uma experiência mais desconfortável e tensa para o espetador, isso não impede o mesmo de ter curiosidade para ver o seu desenrolar. Uma boa história é quando faz o público sentir alguma coisa, seja qual for a emoção. 

Divulgação: A24 e Cinemundo

The Drama tem o seu lado mais engraçado e sarcástico, surpreende e brilha muito, graças à performance, tanto de Zendaya, como de Robert Pattinson. No entanto, esperava que a sua história fosse ainda mais imprevisível. Durante o visionamento do filme, dei por mim a imaginar cenários piores do que aqueles que se concretizaram.

Além disso, este filme tem algumas reflexões interessantes sobre o que é ser uma boa pessoa e a hipocrisia do ser humano. E também questiona se o amor é suficiente para perdoar alguém por erros que fez no passado.

Não é para todos e isso não tem problema. E eu acho que é ótimo surgirem produções mais inovadoras e originais, em vez de apostarem constantemente em reboots de filmes de sucesso. É que a maior parte das vezes, nós não precisamos disso.


domingo, 5 de abril de 2026

Filme "Ready or Not 2: Here I Come" - o que esperar desta sequela de terror combinada com humor negro

 

Ready or Not 2: Here I Come (Ready or Not 2: O Ritual, como título em português) é a sequela de Ready or Not (2019). Realizado por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, esta continuação traz de volta Samara Weaving como a protagonista.  

O filme está disponível na plataforma de streaming da Disney+. 

A Samara Weaving, junta-se Kathryn Newton, Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, Elijah Wood, Nestor Carbonell, Kevin Durand e David Cronenberg.

Agora, momentos depois de sobreviver a um ataque total da família Le Domas, Grace (Samara Weaving) descobre que chegou ao próximo nível do jogo de pesadelo – e desta vez com a sua irmã afastada, Faith (Kathryn Newton), ao seu lado. Grace tem uma oportunidade de sobreviver, manter a sua irmã viva e reivindicar o Alto Cargo do Conselho que controla o mundo. Quatro famílias rivais estão à sua procura para conquistar o trono e quem vencer irá governar tudo.

Será que Grace vai sobreviver? É que desta vez a fasquia é muito mais elevada e ela não teve tempo para recuperar da sua última batalha pela sobrevivência.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Ela tinha acabado de passar por um ataque atroz da família Le Domas e depois disso acontecer acorda num hospital. Contudo, descobre que na verdade foi levada para os terrenos de um clube de campo de elite e vê-se noutro jogo mortal. Agora, tem de lutar mais uma vez pela sua sobrevivência contra quatro famílias rivais que estão a competir entre si para a matar e assim, tomar posse da fortuna.

Contudo, tem uma grande diferença em relação ao seu desafio anterior. Ela não está sozinha, sendo que tem a sua irmã a acompanhá-la neste jogo mortal. Será que com Faith ao seu lado, vai ser mais difícil sobreviver ou será uma aliança produtiva?

Ao longo deste pesadelo, ficamos a conhecer melhor a disfunção familiar destas duas irmãs e acabamos por torcer para que elas possam sobreviver e depois fazerem as pazes. Com uma experiência traumática deste tipo, quem sabe, esta pode ser a altura certa para uma reconciliação duradoura.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Ready or Not 2: Here I Come é uma produção de terror ousada, violenta e extremamente sangrenta. Esta perseguição mortal com os seus momentos satíricos mantém o seu tom cómico e é enrolado num humor negro e sarcástico que combina muito bem com a sua história tensa cheia de ação, sangue e com uma dose certa de suspense.

O que não faltam são produções de terror que juntam a comédia, transformando muitas das suas cenas como absurdas e às vezes, bizarras. Mas que várias vezes até têm a sua piada. E com este filme, isso também acontece.

Neste caso, temos mais rituais satânicos e tradições assustadoras que vão além de uma família, onde podemos observar como uma organização secreta tem tantos privilégios, poder e uma grande influência sobre o mundo.       

A premissa é semelhante ao primeiro filme, mas é mais agressiva e com muitas mais lutas. Desta vez são quatro famílias rivais e bastante poderosas que vão à caça da protagonista, enquanto disputam por um trono que lhes irá dar o controlo do mundo. Porém, houve algumas dessas personagens que acabaram por não ter tido qualquer tipo de relevância e facilmente dispensáveis. Pareciam mais alvos a abater.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Depois, houve aqueles que poderiam ter sido mais bem aproveitados e não serem descartados da forma que foram. Um exemplo disso foi a personagem interpretada por Kevin Durand que teve pouco tempo de ecrã e acredito que tinha potencial para ser um adversário formidável.  

Outra coisa foi a incoerência das regras deste jogo tão perigoso. É que chega a um ponto que parece que já não existem regras e por isso, tudo pode acontecer. Ou seja, não há praticamente limitações.

Um dos pontos altos do filme foi mais uma vez o desempenho competente e forte de Samara Weaving que continua a dar vida a Grace, uma autêntica Scream Queen, que mesmo estando muito vulnerável e não ter tido qualquer descanso, está mais uma vez, a lutar ferozmente pela sua liberdade. Ela continua a ser o coração da história. É sempre interessante vê-la a lutar, ajustar e depois a sobreviver. Os seus instintos de sobrevivência parecem que não falham. E apesar de não ter uma relação assim tão próxima com a irmã, não deixa de se preocupar com Faith.

Em relação à introdução de Faith na narrativa, a atriz escolhida foi a Kathryn Newton. Como já seguia o seu trabalho, então tinha curiosidade em ver como se ia sair neste filme. Infelizmente, não foi o que esperava. A sua interpretação pareceu-me mais artificial e outras vezes, os seus atos demasiado exagerados. Inicialmente não havia muita química entre ela e Samara Weaving, mas com a reconstrução da relação das suas personagens, melhorou. Porém, não foi o suficiente para impactar.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Sarah Michelle Gellar foi outra das adições ao elenco e acho que foi uma boa escolha. Perdi a conta de quantas vezes, senti semelhanças com a sua tão popular Buffy que muitos de nós conhecemos.

Já as cenas de ação e de luta foram bem conseguidas. Durante as mesmas foram surgindo ataques implacáveis, mortes brutais, uma maior frequência de explosões de pessoas e outras cenas que foram agarrando a pessoa ao ecrã.

Ready or Not 2: Here I Come foi uma adição positiva e conseguiu superar ligeiramente o primeiro filme em diferentes situações. Por isso, vejam de novo o seu original. E depois, não podem perder este novo jogo perigoso com muito mais ação, sangue e caos e onde ninguém está a salvo!


sábado, 4 de abril de 2026

Super Mario Galaxy - O Filme : afinal, vale a pena ver?

 

Está de regresso uma das personagens mais icónicas da história dos videojogos, criada pela Nintendo e que tem conquistado milhões de jogadores ao longo de décadas.

Super Mario Galaxy – O Filme (The Super Mario Galaxy Movie, como título original) é uma aventura intergaláctica que é inspirada no jogo de 2007 da Nintendo Wii e é uma sequência direta do seu primeiro filme Super Mario Bros. - O Filme (2023) que foi um fenómeno nas bilheteiras.

A realização é da responsabilidade de Aaron Horvath e Michael Jelenic.

Desta vez, Mario parte numa viagem pelo espaço para salvar a Princesa Peach, ao lado de velhos e novos amigos, explorando uma galáxia cheia de perigos, humor e desafios coloridos que vão apaixonar todas as gerações. Ele vai enfrentar desafios galácticos longe do familiar Reino do Cogumelo e ainda vai explorar mundos cósmicos, cada um com as suas particularidades.

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Depois de derrotar Bowser e salvar Brooklyn, os canalizadores, Mario e Luigi saem de Brooklyn e dedicam o seu tempo a resolver qualquer problema que vai surgindo no seu novo lar, o Reino Cogumelo. Um dia, quando estão a trabalhar para ajudar a Princesa Peach e para reabilitar o Bowser, eles encontram um novo companheiro: o Yoshi.

No entanto, Mario e os seus amigos vão ter uma nova ameaça: Bowser Jr., o filho de Bowser que conspira para dominar o mundo. Primeiramente, Bowser Jr. quer libertar e salvar o seu pai que está preso num formato de miniatura num castelo decorado ao seu estilo e localizado no Reino do Cogumelo. E de seguida, ele quer mostrar-lhe tudo aquilo que conseguiu construir até hoje e que é inteiramente dedicado a Bowser. Contudo, para que o seu objetivo seja alcançado, Bowser Jr. precisa de uma fonte de energia para alimentar o seu projeto. E isso, implica raptar Rosalina, uma figura poderosa do cosmos e a peça central para o seu plano.

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Super Mario Galaxy – O Filme proporciona uma viagem energética, colorida e divertida pela galáxia que é visualmente deslumbrante, onde não vai faltar uma boa dose de aventura, ação, animação, fantasia e comédia.

A sua principal aposta é na nostalgia imediata que traz ao espetador, através de referências e easter eggs que celebram este grande universo tão especial para os fãs de videojogos. Mesmo que a pessoa não tenha grande ligação aos videojogos, esta aventura continua a fascinar quem está a ver.

Uma das razões pela qual pode dividir a opinião de muita gente é o facto da história não ter desenvolvido as personagens ou de não ter sempre sentido. E isso pode incomodar alguns. Mas, neste caso, o seu foco foi maioritariamente apostar num entretenimento puro que é para toda a família. Na realidade é apresentada como uma narrativa simples e nada forçada, sendo que dá para perceber que estavam empenhados em manter as coisas leves e sem possíveis complicações.

E para mim, funcionou muito bem. A pessoa viaja facilmente com as personagens por uma variedade de mundos, cada um deles com as suas características e onde a criatividade não tem limites, principalmente em termos visuais e em ângulos de filmagem.

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Quando se vê no maior ecrã possível e em IMAX, a sensação é maravilhosa e ficamos com a perceção que estamos incorporados naquela aventura que traz surpresas, perseguições, revelações, humor e boas oportunidades de ação na quantidade certa. E para além disso, ficamos entusiasmados com tudo aquilo que vamos estando a assistir no momento.

Esta é a próxima aventura de Mario, Luigi, Princesa Peach, Toad, o novo amigo Yoshi e companhia que não deixa ninguém indiferente, é melhor do que o seu antecessor, tem uma boa banda sonora a acompanhar e também oferece uma experiência descontraída, alegre e com boa disposição!

Concluindo, para mim, Super Mario Galaxy – O Filme é um presente bonito para o seu público que vale a pena ver. Este filme abre as portas para o potencial que este universo possui para que possa explorar mais no futuro! E depois de assistir tanto a esta produção, como às suas duas cenas pós-créditos, mantenho a minha curiosidade em querer assistir à sua continuação e assim, navegar nesta onda engraçada e eletrizante que me cativou.