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domingo, 17 de maio de 2026

Mortal Kombat II - o que esperar do próximo torneio desta saga de sucesso

Preparados para mais um torneio e capítulo mais recente desta saga de sucesso que é baseado no icónico videojogo criado por Ed Boon e John Tobias? Falamos de Mortal Kombat II realizado por Simon McQuoid e com argumento de Jeremy Slater.

O filme está atualmente disponível na plataforma de streaming da HBO Max.

O elenco é constituído por Karl Urban, Adeline Rudolph, Jessica McNamee, Josh Lawson, Ludi Lin, Mehcad Brooks, Tati Gabrielle, Lewis Tan, Damon Herriman, Chin Han, Tadanobu Asano, Joe Taslim e Hiroyuki Sanada.

Nesta história, os campeões da Terra regressam ao grande ecrã num confronto direto com Shao Kahn, o imperador implacável de Outworld ­­­— e se perderem, a Humanidade paga o preço. A pressão nunca foi tão grande, os adversários nunca foram tão perigosos e, de entre eles, destacam-se dois nomes: Johnny Cage — a estrela de Hollywood em declínio, ego absolutamente intacto, e uma regra sagrada em qualquer combate: na cara não se toca — e Kitana, a guerreira que cresceu à sombra do homem que destruiu o seu mundo. A eles juntam-se os guerreiros do universo de Mortal Kombat: Raiden, Scorpion, Sonya Blade, Liu Kang, Kung Lao e muitos mais.

Agora, é-nos prometido a brutalidade, o humor, os personagens icónicos e as fatalities que os admiradores deste franchise sempre quiseram ver no grande ecrã. Será que vão cumprir com essa promessa? Uma coisa é certa. Scorpion e Sub-Zero regressam. Kitana e Jade entram em campo. Shao Kahn quer tudo. E algures no meio disto tudo, Johnny Cage tenta perceber como acabou metido numa guerra entre mundos. Desta vez, perder não é uma opção.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

E por isso, chegou o momento destes campeões enfrentarem os seus adversários num derradeiro confronto, sem regras e repleto de sangue, para tentar pôr fim ao reinado sombrio de Shao Kahn, que ameaça destruir o próprio Reino da Terra e os seus defensores.

Afinal, quem será o grande vencedor deste torneio? Será que desta vez haverá alguma misericórdia? E quem irá sobreviver e quem será eliminado?

Admito que antes de ver este filme, resolvi ver todas as adaptações relacionadas com Mortal Kombat. E cheguei à conclusão de que são todas muito diferentes entre si.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Mortal Kombat II entregou exatamente aquilo que se pretendia e isso era apresentar um espetáculo visual de artes marciais composto por cenas de lutas fantásticas e envolvidas em coreografias criativas. Pessoalmente, esperava muito mais, sendo que tinha potencial para tal.

As cenas de ação estão muito bem executadas, sendo que gostaria que tivesse havido mais. Mais lutas também teriam sido uma adição muito bem-vinda. E se tivessem estendido os locais deste universo, onde ocorreram algumas das lutas do torneio, então teria sido uma mais-valia.  

Não faltam saídas engraçadas por parte de algumas das personagens que são adicionadas na altura certa. No entanto, houve outros diálogos que não combinaram e que poderiam ter sido facilmente descartados. E ainda, existiu falhas na história em si.

Mas, como o maior propósito é assistir a um bom número de lutas, então a pessoa acaba por não dar grande importância a tudo isso.  

Já a atuação deste elenco, num geral não foi nada de especial, fazendo com que não se crie uma grande conexão com as personagens. E por isso, quando chega o momento de lutarem, a pessoa não tem grande vontade em torcer por alguns dos lutadores.  

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Uma das cenas de luta que mais gostei acaba por ser protagonizada pelo Scorpion e Sub-Zero e fiquei surpreendida por terem tido muito mais destaque ­­­— sobretudo o Scorpion ­­­— do que outras personagens. Mesmo assim, tanto Johnny Cage, como Liu Kang e Kano, conseguiram brilhar, cada um à sua maneira e proporcionando momentos cativantes de diversão.

Mortal Kombat II é um bom produto de entretenimento que traz sequências de luta empolgantes e sem limites no contexto de violência e em relação às mortes brutais. No entanto, a pessoa termina de assistir este filme em IMAX com um género de sensação agridoce e a achar que algo faltava para realmente exceder as expetativas iniciais.

Agora, que venham mais torneios e mais lutas surpreendentes dos próximos campeões. E assim, proporcionar ao espetador, um ótimo espetáculo.


sábado, 18 de abril de 2026

The Mummy (2026) nas mãos de Lee Cronin é um filme de terror que é bizarro, sangrento e atormenta à sua maneira

Fãs de filmes de terror, preparados? Chegou o momento do novo reboot de uma das sagas de terror mais icónicas de sempre! E este tenho a certeza que não irá deixar ninguém indiferente, pois prometem algo completamente diferente. Por isso, deixa qualquer um entusiasmado, verdade?

Este é The Mummy (2026) de Lee Cronin (A Múmia de Lee Cronin, como título em português) que cria a sua própria reinterpretação.

Este filme está disponível na plataforma de streaming da HBO Max. 

O elenco é protagonizado por Jack Reynor, Laia Costa, May Calamawy, Natalie Grace e Veronica Falcón.

Neste argumento, a jovem filha de um jornalista desaparece no deserto sem deixar rasto. Oito anos depois, a família destroçada fica em choque quando ela regressa. O que deveria ser um reencontro feliz transforma-se num verdadeiro pesadelo.

Afinal o que aconteceu à Katie? Por mais que algumas coisas devem permanecer enterradas, estes pais têm mesmo de saber a verdade.

Nesta nova versão do monstro clássico, esta família depara-se com uma múmia ancestral que vai desencadear uma aventura sobrenatural que traz terror e suspense.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Depois de Katie desaparecer, sem deixar qualquer pista, estes pais desesperados continuam a procurá-la durante anos, mas infelizmente, sem sucesso. Oito anos depois, o inesperado acontece, quando eles recebem um telefonema a informar que a filha foi encontrada viva no interior de um sarcófago com três mil anos.

Katie regressa aparentemente mumificada, profundamente transformada e com comportamentos muito perturbadores. Para que possam realmente perceber o que lhe terá acontecido, tanto a família como as autoridades terão de abandonar as suas crenças e enfrentar um mistério que desafia qualquer lógica.

O momento em que um antigo sarcófago se abre e acompanhado por aquele som de suspense, é sempre aquela altura que não sabemos bem o que irá sair dali. E se nos vai ou não pregar algum susto e aqui não é exceção. 

Agora, temos aqui uma família que foi marcada por uma tragédia inexplicável quando a filha desaparece misteriosamente depois de um encontro com uma mulher desconhecida. E acaba por ser dada como morta, ficando a sua família destroçada e em luto. Porém, quando ela reaparece como uma jovem em vez de criança, deixando assim, todos chocados. Além disso, ela está acompanhada por um mal antigo que vai desencadeando uma energia sombria para as pessoas ao seu redor.

Assim, Katie já não era a menina doce e inocente que conhecemos inicialmente e não se sabe o que esperar dela e de quem estará a salvo. Por isso, todos estão em perigo e estas personagens vão sem dúvida, levar com um grande pesadelo psicológico e um trauma que nunca mais se irão esquecer.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

The Mummy é uma produção ousada que apresenta mistério, violência muito detalhada e que chega a ser cruel. Não é para todos. É extremamente mais perturbador do que o esperado e diferente de tudo o que já vimos, sendo que pode chocar alguns. E para outros, não vai ser de certeza agradável. Este é um terror que é dirigido aos mais fortes de estômago, devido ao seu body horror peculiar e às suas cenas inquietantes e repugnantes que se vão intensificando. E que por vezes, foram longe demais.

Este é um filme de múmias mais obscuro e muito distinto, onde não vão faltar rituais antigos, símbolos para decifrar, violência, escorpiões e aquele conflito previsível da luta do bem contra o mal. E também possui uma identidade mais ousada, violenta e transforma o trauma e o luto familiar em algo mais sinistro.

Na realidade, a sua história não tem nada de especial, proporciona poucos sustos e não assusta. Mas, tem os seus momentos mais macabros e cenas que podem fazer algumas pessoas desviar o olhar, devido a serem tão nojentas. Uma coisa é certa. Há quem não vá olhar para as pedicures da mesma forma.

O destaque vai para a Natalie Grace que desempenha a Katie de um modo muito convincente e que cria curiosidade em saber o que vai acontecer de seguida. De resto, a pessoa não se sente envolvida com os personagens.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Depois não era preciso que a sua duração fosse tão longa, sendo que se fica com a sensação de que estão a arrastar o enredo, sem que seja necessário. E por isso, acaba por ser mais extenso e não acrescenta nada de impactante.   

The Mummy nas mãos de Lee Cronin é bizarro, sangrento e atormenta à sua maneira. Pode ser visto em IMAX e não ser um filme fácil de assistir. Até pode ser desagradável para alguns e também pode dividir opiniões. Porém, ele conseguiu entregar um reboot único que se foca mais no body horror e em horrores inesperados, testando um terror mais psicológico e com imagens que falam por si.

Acredito que os fãs de terror vão gostar, mas como referi anteriormente: a nível visual não tem filtros e pode fazer com que a pessoa tenha de desviar o olhar! Não foi o meu caso, mas simplesmente aproveitem este filme e não vão com grandes exigências.   



segunda-feira, 30 de março de 2026

Filme "They Will Kill You" - é uma paródia sangrenta e divertida com boas cenas, tanto de ação, como de luta

 

Preparados para serem transportados para mais um culto, mas desta vez com um tom cómico? They Will Kill You (Eles Matam-te, como título em português) é o novo projeto dos produtores de IT que é realizado por Kirill Sokolov. E está disponível na plataforma de streaming da HBO Max.

O elenco é composto por Zazie Beetz, Myha’la, Paterson Joseph, Tom Felton, Heather Graham e Patricia Arquette.

Este filme acompanha uma jovem mulher que aceita um emprego no Hotel Virgil, sem imaginar que o edifício esconde um culto demoníaco. Ali, os seus membros fazem pactos com o diabo e, para alcançarem a mortalidade, têm de realizar sacrifícios humanos.

Presa numa verdadeira armadilha, a protagonista – uma ex-presidiária habituada a lutar – enfrenta uma noite de sobrevivência onde tudo pode acontecer, num confronto marcado por ação constante, mortes épicas e humor negro perverso.

Sobreviver à noite no Virgil e evitar que se torne na próxima oferenda não será tarefa fácil, pois no interior deste edifício está escondido um misterioso e distorcido covil de um culto demoníaco que é transformado numa verdadeira armadilha mortal.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Esta comédia de terror e ação desenrola-se à volta de Asia Reaves (Zazie Beetz) que tem tido um caminho difícil desde que enfrentou o seu pai agressivo e tomou a decisão de abandonar a sua irmã, acabando por ser apanhada e passar assim, uma temporada na prisão.

Depois de ser libertada, Asia recomeça a sua vida como funcionária do Hotel Virgil, um local exclusivo e com um ar requintado, mas com segredos por revelar. Desde o momento em que ela pisa no seu interior que aos poucos, tudo ao seu redor começa a tornar-se muito estranho, principalmente a partir do momento, que a porta do hotel se tranca com várias fechaduras.   

Por isso, esta poderá ser uma das muitas razões que a estadia de Asia poderá dar para o torto, mas afinal, quem é que está realmente em perigo e irá sobreviver?  

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

They Will Kill You é uma paródia sangrenta e divertida com boas cenas, tanto de ação, como de luta. Esta é uma aposta ousada e intensa, sendo que cumpre com o seu propósito de entreter o espetador. Por mais falhas que pode ter e até com a quantidade de coisas que nem disfarçam e dá para ver que não são realistas, isso não importa. Ou seja, acaba por ser algo que ninguém leva a mal. E simplesmente, assiste e até acha alguma piada.

Para mim um dos destaques é a criatividade usada nas cenas de luta que prende a atenção de quem está a ver, onde não falta violência, alguma adrenalina, bons instintos de sobrevivência, mortes e pessoas encharcadas de sangue.

Esta comédia de terror é carregada praticamente sozinha por Zazie Beetz. E, ela ainda brilha em cada um dos seus confrontos e respetivas cenas de ação. Enquanto isso, há personagens que estiveram presentes que não trouxeram qualquer relevância à própria trama.

They Will Kill You é uma boa fonte de entretenimento com uma escolha acertada na banda sonora que tenta trazer algo de novo para o género e inovar na forma como aborda tanto a imortalidade, como os cultos dedicados ao diabo. E fá-lo de um modo caricato e por vezes, ligeiramente bizarro.


quinta-feira, 10 de julho de 2025

Filme "Superman" é uma obra cinematográfica ousada que marca o início de um novo capítulo para o universo da DC

 

Preparados para um dos filmes mais esperados de 2025?

Chegou o momento para a apresentação de Superman, o primeiro filme da DC Studios, marcando assim, uma nova era para um universo tão popular e acarinhado pelos fãs. James Gunn assume a realização e o argumento, baseando nas personagens da DC, com o Superman criado por Jerry Siegel e Joe Shuster. E já está disponível para se assistir na plataforma da HBO Max.

Desta vez, o protagonista é David Corenswet no papel duplo de “Superman”/Clark Kent, Rachel Brosnahan como Lois Lane e Nicholas Hoult no papel de Lex Luthor.

O elenco também é constituído com a participação da atriz portuguesa Sara Sampaio, juntamente com Nathan Fillion, Alan Tudyk, Isabela Merced, Wendell Pierce, Anthony Carrigan, Skyler Gisondo, Edi Gathegi, María Gabriela de Faría, Pruitt Taylor Vince e Neva Howell.

No seu estilo inconfundível, James Gunn traz uma nova visão do icónico super-herói original neste novo universo da DC, combinando ação épica, humor e emoção, apresentando um Superman movido pela compaixão e por uma fé inata na bondade da humanidade.

Com uma abordagem mais moderna, atual e sem esquecer o seu lado mais emocional, Superman apresenta o herói na sua forma mais transparente que é movido pela coragem, pela esperança e por um profundo sentido de justiça.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Superman é uma obra cinematográfica fabulosa e ousada, onde é envolvida num espetáculo visual maravilhoso que nos faz mergulhar diretamente para a ação num mundo de meta-humanos que já está em movimento, enquanto faz uma celebração épica e divertida deste super-herói, proporcionando aos fãs um presente gratificante e transformando a definição pura de Superman. Até pode não agradar a todos, mas é sem dúvida, um triunfo para este novo universo da DC. E que marca assim, o início de um novo capítulo para os próximos filmes supervisionados por James Gunn.

Nesta visão, ficamos com a sensação que um comic deu à luz para a nossa realidade, através de formas que nunca imaginávamos que seriam possíveis, chegando a um ponto em que este Superman é aquela produção que sentimos que estávamos mesmo a precisar e que ainda consegue ser muito mais do que isso.

Apesar de estar presente em crises humanitárias, guerras políticas no leste europeu e batalhas com todo o tipo de adversários, aqui temos uma história que reflete realmente quem ele é. Ele pode ser um alienígena de outro mundo, mas na realidade compreende melhor do que ninguém, o que significa ser humano. Ele tem de lidar com o seu primeiro desafio real, sendo alguém que ama e sofre como nós, tem as suas hesitações e medos, comete erros tal como nós e ainda, está determinado a salvar a humanidade, aconteça o que acontecer. Além disso, a sua batalha não inclui apenas confrontar o seu inimigo Lex Luthor, mas também enfrentar um mundo que frequentemente desconfia dele e fala mal. Tudo isso torna-o profundamente humano.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

E a escolha de David Corenswet para dar vida, tanto a Clark Kent como a Superman também foi uma decisão muito inteligente por parte de James Gunn. Este artista faz um ótimo desempenho desta figura íntegra e bastante familiar, interpretando a  versatilidade deste protagonista perante as suas diferentes camadas. E mostrando como a sua vontade em querer ajudar a melhorar o mundo vale muito e também porque ele é considerado como um farol de esperança. Enquanto isso, homenageia o legado de Christopher Reeve com excelência.

Depois temos uma abordagem ligeiramente mais intimista do relacionamento entre Clark Kent e Lois Lane. Rachel Brosnahan foi a atriz escolhida para desempenhar esta jornalista emblemática, uma personagem feminina com uma personalidade muito forte, determinada e corajosa que é um apoio muito importante para Clark, tanto nos bons como nos maus momentos. Eu já era admiradora do trabalho impressionante de Rachel Brosnahan na série The Marvelous Mrs. Maisel, sendo que a sua versão de Lois Lane foi fantástica de se assistir. Em relação, às cenas partilhadas entre David Corenswet e Rachel Brosnahan, eles conseguiram representar muito bem a essência apaixonante desta dupla tão popular que foi composta por uma relação sustentada com esforço e amor, apesar de todas as suas imperfeições. Tanto a química, como a dinâmica entre eles foi tão natural, real e ternurenta de se ver.   

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Agora, um dos maiores destaques vai para a performance brilhante de Nicholas Hoult como Lex Luthor. Admito que uma das coisas que eu tinha mais curiosidade em ver neste filme era assistir a esta nova versão de um dos maiores vilões da cultura pop. Como já acompanho há muito tempo o trabalho versátil de Nicholas Hoult, que tem interpretado nos últimos tempos várias personagens muito diferentes entre si e que tem surpreendido pela positiva em cada uma delas. Por isso, as minhas expetativas para o seu Lex Luthor eram bem elevadas. E posso dizer que superou essas mesmas expetativas!

Este Lex Luthor é o melhor vilão que o Superman já teve em live-action. Ele é um bilionário invejoso que tem uma obsessão com o Superman, sendo que utiliza um incidente político como pretexto para tentar destruir Superman. Este antagonista é detestável do jeito que deveria ser, onde transmite uma energia inquietante de um calculista frio, inteligente que promove um desprezo ameaçador e profundo perante Superman. Nicholas Hoult faz um trabalho notável, onde rapou o cabelo para esta personagem e até chega a uns momentos que mostra o quanto assustador, perturbador e descompensado Lex Luthor pode ser. Foi mesmo incrível acompanhar David Corenswet e Nicholas Hoult, dois atores que com esta relação de tensão representam dois polos opostos numa das rivalidades mais icónicas da cultura pop que é levada ao limite.

Uma coisa é certa! Já deu para se perceber que Lex Luthor vai ter um papel muito relevante para o futuro deste novo universo da DC e estou muito interessada para ver o que virá de seguida para ele.

Para mim, David Corenswet, Rachel Brosnahan e Nicholas Hoult foram o trio perfeito para esta narrativa de Superman!

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Uma das muitas boas surpresas do filme foi a presença da atriz e modelo portuguesa Sara Sampaio. Ela dá vida a Eve Teschmacher, namorada de Lex Luthor (Nicholas Hoult). Apaixonada por selfies e aparentemente descomplicada, a personagem revela ter mais camadas do que se poderia imaginar à primeira vista. Além disso, é uma das personagens com a sua relevância que traz um tom ainda mais leve e vai ter um papel essencial para o desenrolar da trama.

Uma outra boa surpresa que merece a sua menção vai para a personagem do Mr. Terrific. Aqui temos outro especialista em tecnologia que brilha em todas as cenas que surge, através da sua presença magnética.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

E não nos vamos esquecer do imprevisível e adorável Krypto que traz um tom humorístico à trama. Ele é um cão muito especial com poderes próprios e que é puramente caos. Todas as cenas em que ele está presente são hilariantes e muito engraçadas.

Superman é o início de toda uma nova aventura que o público sempre sonhou em ter e foi executada com tanto amor, respeito, dedicação e sensibilidade. É mais humano e real, num estilo muito próprio de James Gunn. Este é um protagonista muito carismático e genuíno que nos faz sentir que estamos a voar com ele. Também vibramos e torcemos por ele, criando assim automaticamente, uma ligação emocional por este super-herói icónico. Além disso, a pessoa fica cheia de vontade de ver o que vem de seguida para Superman.

Este é o renascimento perspicaz e corajoso de uma figura retratada numa interpretação mais moderna e honesta que representa da melhor forma o símbolo da esperança para um mundo melhor e cuja construção do universo em si está genial. Símbolo esse que é cada vez mais necessário no mundo em que vivemos hoje. E faz-nos lembrar porque estas histórias são importantes que sejam partilhadas com toda a gente.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Garantidamente, possui uma mensagem poderosa que mostra que são as escolhas e as ações que nos torna quem nós somos, mostrando assim a fé em nós mesmos. E que a bondade é um valor que nunca devemos perder, aconteça o que acontecer. Às vezes nem temos a noção do impacto e a energia que a esperança pode ter numa pessoa. Por estas e por outras razões, eles chegaram ao ponto crucial do significado de uma boa história de Superman que traz esperança, mesmo quando se possa estar no fundo do poço.

Superman é uma explosão de satisfação, pois oferece uma história muito bonita, emocionante, alegre e inspiradora com humor no timing certo e personagens carismáticas. Tudo isto equilibra muito bem com os efeitos visuais, cinematografia, edição e design de produção. E ainda é acompanhada por uma banda sonora memorável que conecta com o espetador e cenas de ação criativas numa escala estupenda de qualidade. É um dos melhores do género que irá marcar de uma maneira única, a história do cinema.

Por isso, vejam este filme no maior ecrã possível e caso seja em IMAX 3D também irão gostar! Não se esqueçam que existem duas cenas pós-créditos.

Juntem-se a um novo universo cinematográfico da DC que promete surpreender ainda mais no futuro! E que venham mais produções deste novo universo da DC que parece estar em boas mãos.

sábado, 8 de março de 2025

Filme "Mickey 17" transporta-nos para uma viagem imperdível e alucinante que ganha novas dimensões

 

Já chegou um dos filmes mais aguardados do realizador sul-coreano, Bong Joon Ho. Mickey 17 é a sua nova produção de ficção científica e é uma adaptação do livro Mickey 7, de Edward Ashton. Bong Joon Ho também é o responsável pelo argumento e promete surpreender o público. O filme pode ser visto na plataforma de streaming da HBO Max.

O elenco é constituído por Robert Pattinson, Naomi Ackie, Steven Yeun, Toni Collette e Mark Ruffalo.

Na história, o improvável herói, Mickey Barnes (Robert Pattinson), vê-se numa circunstância extraordinária de trabalhar para um empregador que exige o compromisso absoluto com o trabalho…morrer para viver. Ele é um “descartável” cuja função é morrer e voltar a ser impresso. Cada vez que Mickey morre, a humanidade aprende algo novo.

Por isso, ele está mortinho para salvar a humanidade. Mas, será que ele leu a papelada toda e sabe exatamente o que significa ser um “descartável”? Terá Mickey tomado atenção a tudo aquilo que esta função implica?

Este acaba por ser o pior emprego do mundo, ou seja, sempre que morre em missão, ele é imediatamente impresso de novo, com todas as memórias intactas. E de seguida, está pronto para regressar ao trabalho e é praticamente garantido que irá morrer outra vez.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Isto acontece, porque na Terra, tudo estava a correr mal e ele queria sair de lá. Perante as dificuldades financeiras e como se sentia sem rumo e desesperado, Mickey decidiu embarcar como um membro da tripulação a bordo de uma nave espacial para fazer parte de um projeto de colonização de um planeta gélido, onde inscreveu-se como um candidato “descartável”, sujeitando-se assim, a uma série de experiências em que incluíam as tarefas mais perigosas. E que implicava morrer diversas vezes e de inúmeras maneiras. Seja qual fosse a forma que ele morresse, era logo impressa uma nova versão do seu corpo com as memórias sempre atualizadas.

Neste trabalho avassalador e bem solitário é exigido um compromisso absoluto com o mesmo, onde pode consumir totalmente a pessoa, tornando-se assim, num autêntico inferno combinado com toxicidade e com todo o tipo de venenos que possam existir. Pois, ele é exposto a radiações, inala gases tóxicos e ainda, é injetado com vacinas experimentais. Mas, não importa as consequências, porque aconteça o que acontecer, ele irá de seguida, renascer, quantas vezes forem precisas.  

Mickey é sem dúvida, um herói improvável e esta é a sua grande dádiva para a humanidade. Ele até pode ser considerado como um jovem vulnerável e tolo. E mesmo assim, apesar dos muitos desafios que enfrenta, ele acaba por sobreviver sem quebrar. Quando a sobrevivência da humanidade está em risco, Mickey está pronto para se sacrificar, quantas vezes forem necessárias. Nós acompanhamos um Mickey a lutar até ao fim.

Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo

A sua vulnerabilidade vai sendo apresentada ao longo desta história, sendo que ele tenta processar o que ele é e aquilo de que é feito. Mas, ao mesmo tempo, tem uma relação um pouco complicada com todas as suas versões anteriores e que às vezes é difícil de se descrever. Contudo, tudo muda quando surge inesperadamente o 18, porque ele tem de lidar com o facto da razão pelo qual ele foi a única versão que sobreviveu. E ainda, entender a complexidade da personalidade deste 18 que é muito mais destemido e corajoso do que ele. Eles são múltiplos, o que significa que a regra é serem todos exterminados. Será que o Mickey 17 e 18 vão ser exterminados?

Para além disso, também é retratado um planeta desconhecido designado por Niflheim que vai sendo testado para o projeto de colonização e Mickey é a chave para a sobrevivência da humanidade. Será que eles estão completamente sozinhos neste lugar ou já existem espécies nativas? A verdade é que eles estão acompanhados por umas criaturas com características muito peculiares que acabam por lhes dar uma lição muito útil para sobreviverem.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Mickey 17 é uma obra de arte ousada e surpreendente com uma identidade própria que nunca sabemos o que esperar e onde tudo pode acontecer. Esta é uma aventura sci-fi que é irreverente, hilariante e é constituída por um lado mais selvagem e outro mais cómico e irónico, sendo que se desenrola num ambiente futurista e cuja narrativa aborda dilemas éticos e humanitários, enquanto apresenta uma mensagem mais profunda e em certas situações numa perspetiva mais provocadora e até política. Por isso, acaba por tornar-se num filme relevante para os dias de hoje.

Este é um lugar distópico enrolado em opressão e violência que nos faz relacionar imediatamente com o mundo em que estamos a viver agora. Neste caso, este sítio é liderado por Kenneth Marshall, um político ambicioso e tirano que rapidamente traz à memória ditadores do passado. Este bilionário narcisista é desempenhado na perfeição por Mark Ruffalo que apresenta este antagonista como um ser desprezível que embarca numa viagem ao espaço para colonizar o planeta gelado Niflheim. Contudo, só lhe importa o poder e não tem qualquer tipo de limites.    

A narrativa em si é maioritariamente narrada pelo seu protagonista, sendo que desde o início conseguimos criar uma empatia imediata pelo Mickey, enquanto torcemos por ele. E ainda, acabamos por assistir, de acordo com o seu ponto de vista.

Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo

Um dos maiores destaques do filme vai para Robert Pattinson que interpreta ao mesmo tempo e de um modo brilhante, duas versões do Mickey com feitios e conflitos totalmente diferentes, apesar de ainda terem alguns pontos em comum. É muito interessante acompanhar a jornada dos dois, a própria dinâmica do Mickey 17 com o Mickey 18 e como cada um lida com Kenneth Marshall e outras personagens. A versatilidade de Robert Pattinson é espetacular e ele dá mesmo tudo nestes dois papéis bem desafiantes e acompanhado por um tom humorístico bem engraçado. Sinceramente, espero que Robert Pattinson venha a ser premiado por este seu trabalho que merece sem dúvida, o devido reconhecimento.  

Além disso, a trama representa os níveis a que pode chegar um programa de clonagem futurista e todas as suas implicações e questões éticas. E não nos podemos esquecer da questão mais vezes mencionada na história. Sim, falamos da insistência de Mickey 17 ser constantemente bombardeado com a pergunta “Qual é a sensação de morrer?”. Uma pergunta com a qual a maioria de nós acaba por ter de lidar, mais cedo ou mais tarde, principalmente perante um acontecimento traumático. De uma certa forma, acaba por ser um tema mais tabu. Porém, acaba por criar um género de reflexão sobre o assunto.  

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Mickey 17 transporta-nos para uma viagem imperdível e alucinante que ganha novas dimensões e é cheia de revelações, circunstâncias inesperadas e ainda, com sequências completamente loucas. Esta é uma experiência cinematográfica única e com uma visão excêntrica sobre a colonização, vinda da mente do icónico Bong Joon Ho que precisa de ser vista em IMAX e que nos mostra ângulos de filmagem criativos e um trabalho de realização inteligente.

Este filme de ficção científica é uma diversão garantida e é cativante em cada uma das suas cenas. Por isso, não percam! Aproveitem esta ótima fonte de entretenimento e venham de mente aberta!

Se quiserem saber mais sobre a minha experiência na World Premiere de Mickey 17 em Londres, podem Ver AQUI!



sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Filme "Companion" - como seria se tivessem a oportunidade de experienciar um amor feito à medida?

 

Preparem-se que do estúdio que nos trouxe The Notebook e dos criadores de Bárbaro, chegou Companion, onde nos dão a experimentar um novo tipo de amor! Com argumento e realização de Drew Hancock, o elenco é composto por Sophie Thatcher, Jack Quaid, Lukas Cage, Megan Suri, Harvey Guillén e Rupert Friend. Atualmente, podem ver este filme na plataforma de streaming da HBO Max.  

Como seria se tivéssemos a oportunidade de experienciar um amor feito à medida? Onde tudo o que poderíamos querer num parceiro seria possível de se concretizar. Parece um sonho praticamente impossível, mas com a evolução da tecnologia, nunca se sabe o que pode vir a acontecer no futuro.  

Agora, e se encontrasses alguém que fosse criado exatamente para ti e que podias controlar, então o que farias? Este é um dos pontos retratados nesta narrativa que deixa qualquer um a refletir.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Já vos aconteceu irem assistir a um filme sem qualquer tipo de expetativas e de repente, sair de lá completamente surpreendido. E de certa forma, ainda a processar aquilo que nos foi mostrado? A mim, sem dúvida e Companion é mais um desses exemplos!

Podia ser simplesmente uma bonita história de amor, mas no relacionamento entre Iris (Sophie Thatcher) e o seu namorado Josh (Jack Quaid), há muito mais do que se aparenta. Será que Iris é a mulher de sonhos e a companheira perfeita de Josh ou é o seu maior pesadelo?

O que parecia uma viagem relaxante de carro e com tempo para namorar tornou-se em algo inesperado, onde segredos estavam prestes a ser revelados.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Companion é um thriller de comédia cheio de surpresas e originalidade que é perfeito para a época de São Valentim. E que nos oferece uma jornada repleta de entretenimento que capta a atenção desde o primeiro instante. É uma lufada de ar fresco com um lado selvagem pertinente e por vezes, distorcido que nos traz um ponto de vista completamente inovador, em relação à inteligência artificial, tecnologia e o comportamento da humanidade. E como tudo isto pode ser transportado para a realidade, principalmente num futuro próximo.

A tecnologia em si pode ser perigosa, mas a maneira como os humanos utilizam é que pode vir a tornar-se realmente assustadora. Neste filme não existe medo em aprofundar as razões pelas quais muitos recorrem à tecnologia para obterem aquilo que querem. Aqui, de um modo particular, a humanidade é questionada nesse sentido. E também é colocada a questão de qual é o significado de ter um propósito e de estar ciente daquilo que vai sucedendo na vida de cada um.

Esta história foca-se maioritariamente no poder invisível que o controlo e a manipulação pode ter numa relação. E o quanto tóxica, violenta e até perversa, a humanidade se pode vir a tornar e como isso pode levar ao caos.

Divulgação. Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Companion é uma obra imprevisível repleta de reviravoltas que é intensa, divertida e hilariante, sendo que transmite uma mensagem muito clara. Também é produzida de um modo muito inteligente, louca nos momentos certos e vai sendo alimentada com sangue e humor negro. O elenco fez um desempenho extremamente competente e tive pena do Rupert Friend não ter tido mais tempo de ecrã. Isto porque ele estava num registo muito diferente daquele que eu acompanhei de trabalhos anteriores dele. Por isso, a curiosidade para ver mais deste registo era bem elevada.  

Além disso, é acompanhada de boas piadas e com uma banda sonora que encaixou perfeitamente no ambiente da trama. Esta é daquelas produções que tem todos os ingredientes necessários para entreter o público. E por isso, conseguiu arrasar, surpreender pela positiva e deixar a pessoa às vezes, perplexa.

Assim, Companion consegue ser engraçado, chocante e até leve, apesar de não faltar momentos de perseguições e de violência. E é uma aposta imperdível que nem vão dar pelo tempo a passar!


segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Filme "Juror #2" da Max - é uma boa forma do icónico Clint Eastwood terminar uma carreira brilhante como realizador

Juror #2 é um filme Max Original da Warner Bros. Pictures que pode ser visto na plataforma da HBO Max, sendo que tem sido considerado como o último projeto produzido e realizado pelo icónico Clint Eastwood.

O elenco é constituído por Nicholas Hoult, Toni Collette, J.K. Simmons, Chris Messina, Gabriel Basso, Cedric Yarbrough, Leslie Bibb e Kiefer Sutherland.

Esta história segue Justin Kemp (Nicholas Hoult), um homem de família que, enquanto atua como jurado num julgamento de homicídio de alto nível, acaba por debater-se com um sério dilema moral… um que ele poderia usar para influenciar o veredicto do júri e potencialmente condenar – ou libertar – o assassino acusado.

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Já imaginaram como seria se uma pessoa cometesse um determinado crime e depois é escolhida para ser membro do júri do julgamento desse mesmo crime? De seguida, surge a questão! Salvarias alguém para que fosse feita justiça, mesmo que tivesses de prejudicar a tua própria vida? Ou preferias salvar a tua própria pele e assim, optar por colocar um inocente na prisão?

Porém, estas não são as únicas dúvidas que ficam na mente de quem está a assistir. Afinal onde reside a culpa? E, será que a consciência poderá falar mais alto? Estas e muitas outras perguntas vão sendo respondidas e até podem esclarecer a história que está a ser contada.

O que parecia mais um simples trabalho como jurado num julgamento, acabou por se tornar num autêntico pesadelo para Justin Kemp que é casado e vai ser pai pela primeira vez. Antes de perceber a sua inesperada ligação com o caso, ele tentou ser dispensado desse trabalho, pois queria estar presente nos últimos momentos da gravidez da sua mulher e para qualquer coisa que ela precisasse. Contudo, ele não se conseguiu livrar e teve de cumprir com a sua função até ao fim. E ainda, com este julgamento a sua vida iria mudar para sempre. Em que sentido? É isso que nos vai sendo contado ao longo deste filme. Além disso, vamos acompanhar como esta pessoa em negação das suas ações está constantemente a ser atormentada pela verdade.

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Juror #2 é uma obra significativamente interessante que é desenvolvida com uma excelente qualidade, seja a nível técnico, como em termos de interpretação do próprio elenco. Se este foi realmente o último trabalho realizado pelo grande Clint Eastwood, então merecia ser mais valorizado e ter muito mais consideração e respeito. Ele é um artista nato em tudo aquilo que faz e possui uma carreira espetacular, sendo que conseguimos ver a sua essência, identificar os traços, a gentileza e o cuidado que tem a executar cada cena. Muitas vezes, basta uma simples expressão facial e/ou corporal para compreendermos aquilo que o protagonista está a sentir no momento, sem que seja necessária uma única palavra. Esse é um dos muitos exemplos na forma impressionante que ele dirige o elenco, enquanto introduz ângulos de filmagens perspicazes para complementar a cena, sem esquecer da montagem eficaz da mesma.  

Nem sempre existe a oportunidade de serem retratados temas que merecem que sejam discutidos com mais frequência. O sistema judicial americano é um desses exemplos, onde já temos conhecimento das inúmeras falhas que existem, onde são vários os fatores causadores. No entanto, apresentarem uma narrativa relacionado com o trabalho do júri de um caso que vá a tribunal e todas as suas vertentes acaba por criar um interesse imediato para quem quer ter uma melhor noção de como funciona um julgamento de homicídio e como vai sendo discutido o desfecho do acusado. E também mostra uma tensão criada, tanto durante todo o julgamento, como nas deliberações dos jurados, apresentando assim, as falhas consecutivas da justiça e os dilemas e dúvidas em que o ser humano pode-se encontrar.

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Além disso, o facto de o protagonista ter uma ligação direta com o caso que está a ser julgado ainda cria mais curiosidade para quem está a ver, porque nós queremos saber como irá este indivíduo lidar com o seu próprio dilema moral e que tipo de escolhas irá fazer. De uma certa forma, até acabamos por nos questionar o que faríamos no lugar deste homem e qual seria a decisão mais correta a tomar. A trama em si testa não só o protagonista, mas também o espetador, mesmo que possamos saber o que é certo e errado.   

Nicholas Holt faz um desempenho surpreendente com esta personagem que apresenta o caminho cheio de altos e baixos deste homem de família com as suas falhas, mas que tem as suas próprias convicções. E por vezes, sente-se perdido nos seus pensamentos, principalmente quando ele é responsável por algo que não sabe lidar.  

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Juror #2 é uma história intrigante com reviravoltas e diálogos pertinentes que prendem a atenção e nos fazem pensar, onde tudo é pensado ao pormenor e que é envolvida em momentos de investigação, suspense, tensão, dúvida e incerteza. Como referido anteriormente, tem o propósito de colocarmos na pele do protagonista questionando qual seria a nossa atitude e decisão perante tal situação. E de seguida, apresenta-nos tudo aquilo que implicaria cada decisão.

Este é daqueles thrillers em que o dilema moral é o grande destaque e que provoca um drama intenso, em que é envolvido numa premissa inteligente que explora a culpa e tormentos que se podem sentir em determinadas circunstâncias e entrega um final que leva o público a criar as suas teorias e a ter a sua própria interpretação. É impactante à sua maneira e se realmente for o último filme do mestre Clint Eastwood, será sem dúvida, uma forma inesquecível de terminar o seu legado. Uma coisa é certa! Está na lista de um dos melhores projetos realizados na mão de Clint Eastwood que mesmo com 94 anos, continua a satisfazer os seus admiradores.