sábado, 18 de abril de 2026

The Mummy (2026) nas mãos de Lee Cronin é um filme de terror que é bizarro, sangrento e atormenta à sua maneira

Fãs de filmes de terror, preparados? Chegou o momento do novo reboot de uma das sagas de terror mais icónicas de sempre! E este tenho a certeza que não irá deixar ninguém indiferente, pois prometem algo completamente diferente. Por isso, deixa qualquer um entusiasmado, verdade?

Este é The Mummy (2026) de Lee Cronin (A Múmia de Lee Cronin, como título em português) que cria a sua própria reinterpretação.

O elenco é protagonizado por Jack Reynor, Laia Costa, May Calamawy, Natalie Grace e Veronica Falcón.

Neste argumento, a jovem filha de um jornalista desaparece no deserto sem deixar rasto. Oito anos depois, a família destroçada fica em choque quando ela regressa. O que deveria ser um reencontro feliz transforma-se num verdadeiro pesadelo.

Afinal o que aconteceu à Katie? Por mais que algumas coisas devem permanecer enterradas, estes pais têm mesmo de saber a verdade.

Nesta nova versão do monstro clássico, esta família depara-se com uma múmia ancestral que vai desencadear uma aventura sobrenatural que traz terror e suspense.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Depois de Katie desaparecer, sem deixar qualquer pista, estes pais desesperados continuam a procurá-la durante anos, mas infelizmente, sem sucesso. Oito anos depois, o inesperado acontece, quando eles recebem um telefonema a informar que a filha foi encontrada viva no interior de um sarcófago com três mil anos.

Katie regressa aparentemente mumificada, profundamente transformada e com comportamentos muito perturbadores. Para que possam realmente perceber o que lhe terá acontecido, tanto a família como as autoridades terão de abandonar as suas crenças e enfrentar um mistério que desafia qualquer lógica.

O momento em que um antigo sarcófago se abre e acompanhado por aquele som de suspense, é sempre aquela altura que não sabemos bem o que irá sair dali. E se nos vai ou não pregar algum susto e aqui não é exceção. 

Agora, temos aqui uma família que foi marcada por uma tragédia inexplicável quando a filha desaparece misteriosamente depois de um encontro com uma mulher desconhecida. E acaba por ser dada como morta, ficando a sua família destroçada e em luto. Porém, quando ela reaparece como uma jovem em vez de criança, deixando assim, todos chocados. Além disso, ela está acompanhada por um mal antigo que vai desencadeando uma energia sombria para as pessoas ao seu redor.

Assim, Katie já não era a menina doce e inocente que conhecemos inicialmente e não se sabe o que esperar dela e de quem estará a salvo. Por isso, todos estão em perigo e estas personagens vão sem dúvida, levar com um grande pesadelo psicológico e um trauma que nunca mais se irão esquecer.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

The Mummy é uma produção ousada que apresenta mistério, violência muito detalhada e que chega a ser cruel. Não é para todos. É extremamente mais perturbador do que o esperado e diferente de tudo o que já vimos, sendo que pode chocar alguns. E para outros, não vai ser de certeza agradável. Este é um terror que é dirigido aos mais fortes de estômago, devido ao seu body horror peculiar e às suas cenas inquietantes e repugnantes que se vão intensificando. E que por vezes, foram longe demais.

Este é um filme de múmias mais obscuro e muito distinto, onde não vão faltar rituais antigos, símbolos para decifrar, violência, escorpiões e aquele conflito previsível da luta do bem contra o mal. E também possui uma identidade mais ousada, violenta e transforma o trauma e o luto familiar em algo mais sinistro.

Na realidade, a sua história não tem nada de especial, proporciona poucos sustos e não assusta. Mas, tem os seus momentos mais macabros e cenas que podem fazer algumas pessoas desviar o olhar, devido a serem tão nojentas. Uma coisa é certa. Há quem não vá olhar para as pedicures da mesma forma.

O destaque vai para a Natalie Grace que desempenha a Katie de um modo muito convincente e que cria curiosidade em saber o que vai acontecer de seguida. De resto, a pessoa não se sente envolvida com os personagens.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Depois não era preciso que a sua duração fosse tão longa, sendo que se fica com a sensação de que estão a arrastar o enredo, sem que seja necessário. E por isso, acaba por ser mais extenso e não acrescenta nada de impactante.   

The Mummy nas mãos de Lee Cronin é bizarro, sangrento e atormenta à sua maneira. Pode ser visto em IMAX e não ser um filme fácil de assistir. Até pode ser desagradável para alguns e também pode dividir opiniões. Porém, ele conseguiu entregar um reboot único que se foca mais no body horror e em horrores inesperados, testando um terror mais psicológico e com imagens que falam por si.

Acredito que os fãs de terror vão gostar, mas como referi anteriormente: a nível visual não tem filtros e pode fazer com que a pessoa tenha de desviar o olhar! Não foi o meu caso, mas simplesmente aproveitem este filme e não vão com grandes exigências.   



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