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sexta-feira, 1 de maio de 2026

The Devil Wears Prada 2 - o que esperar da sequela de um dos filmes mais icónicos que foi um fenómeno global

 

A sequela de um dos filmes mais icónicos chegou e com regressos muito especiais! Um fenómeno global que promete mais uma vez agarrar o público!

The Devil Wears Prada 2 (O Diabo Veste Prada 2, como título em português) volta a reunir o realizador David Frankel e a argumentista Aline Brosh Mckenna com os atores: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci.

A este elenco junta-se: Kenneth Branagh, Simone Ashley, Justin Theroux, Lucy Liu, Patrick Brammall, Caleb Hearon, Helen J. Shen, Pauline Chalamet, B.J. Novak e Conrad Ricamora. E não nos vamos esquecer do regresso de Tracie Thoms e Tibor Feldman.

O filme pode ser visto na plataforma de streaming da Disney+.

Assim, quase vinte anos depois de darem vida às icónicas personagens Miranda, Andy, Emily e Nigel (Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci) regressam às elegantes ruas de Nova Iorque e aos sofisticados escritórios da Runway Magazine, na muito aguardada sequela do fenómeno de 2006 que marcou uma geração.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Muito tempo se passou desde que acompanhámos estas personagens. O que será que aconteceu durante estes últimos vinte anos? Será que vamos ver uma Miranda diferente? A Andy manteve-se pela Runway Magazine ou voltou à sua carreira como jornalista? Será que Nigel voltou a ter uma oportunidade para seguir com a sua vida fora da Runway? E por onde se encontra a Emily? Esta e muitas outras perguntas podem surgir logo no início e aos poucos vão sendo respondidas.

A Runway Magazine continua a ser uma referência no mundo da moda, apesar de ter de se adaptar a um mundo mais moderno, onde as redes sociais têm o maior impacto e as tendências são outras. Miranda continua a ser a líder destemida que tão bem conhecemos, mas será que ela se adaptou a estas mudanças?

Às vezes, basta um erro para criar um enorme escândalo e deitar tudo a perder. E foi isso que aconteceu no início desta narrativa. A Runway e a Miranda estavam metidos num grande sarilho que coloca em risco a própria reputação.

Enquanto isso, temos uma Andy que voltou ao jornalismo. Porém, um dia e de uma forma inesperada, ela e a sua equipa é demitida. Apesar de ter ficado sem trabalho, Andy acaba por receber uma oferta para voltar como a nova editora da Runway. Será que ela vai conseguir salvar a reputação deste ícone global?

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

The Devil Wears Prada 2 mostra mais uma vez como há ícones que reinam para sempre. Não é apenas uma história focada na moda. É também glamour, elegância, tendência e muito mais, que nos deixa radiantes e nos volta a reunir com um elenco imperdível.

É interessante ver como estas personagens se encontram passados vinte anos e se tiverem algum tipo de evolução. O quarteto fantástico (Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci) deste fenómeno continua carismático, a brilhar intensamente e a cativar quem está a assistir.

A dinâmica entre Meryl Streep e Anne Hathaway continua espetacular e cada uma das cenas que partilham são maravilhosas e mantêm a sua qualidade elevada. É incrível quando temos a oportunidade de testemunhar a performance de duas atrizes extraordinárias.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Apesar das suas falhas, esta sequela foi sem dúvida, uma boa ideia que complementou com requinte o seu original. E trouxe ao espetador, uma nostalgia imediata e a diferentes níveis. No meu caso, a nostalgia foi no sentido em que a história se desenrolou em várias localizações de Nova Iorque, Milão e Lago Como. E como já viajei para esses locais e caminhei exatamente por onde as personagens passaram, então trouxe uma sensação de alegria e saudade.

Além disso, este é daqueles filmes que nos traz sempre uma aprendizagem positiva, principalmente em termos profissionais. Como muitas vezes, é preciso começar por baixo para se provar o seu valor, passar por ambientes desafiantes, aceitar as críticas e lidar com a pressão. E como o sucesso profissional exige resiliência e humildade. Tudo isso é fundamental e faz parte do processo para se crescer e assim, tornar-se num bom profissional.

The Devil Wears Prada 2 não é perfeito. Mas, proporciona uma ótima experiência, faz ligações com o seu original e consegue entreter, juntando temas atuais com diálogos únicos, personagens inesquecíveis. E sem esquecer, o seu lado mais sarcástico e engraçado.  

De seguida, partilho um vídeo para descrever este filme em 3 palavras!


domingo, 5 de abril de 2026

Filme "Ready or Not 2: Here I Come" - o que esperar desta sequela de terror combinada com humor negro

 

Ready or Not 2: Here I Come (Ready or Not 2: O Ritual, como título em português) é a sequela de Ready or Not (2019). Realizado por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, esta continuação traz de volta Samara Weaving como a protagonista.  

O filme está disponível na plataforma de streaming da Disney+. 

A Samara Weaving, junta-se Kathryn Newton, Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, Elijah Wood, Nestor Carbonell, Kevin Durand e David Cronenberg.

Agora, momentos depois de sobreviver a um ataque total da família Le Domas, Grace (Samara Weaving) descobre que chegou ao próximo nível do jogo de pesadelo – e desta vez com a sua irmã afastada, Faith (Kathryn Newton), ao seu lado. Grace tem uma oportunidade de sobreviver, manter a sua irmã viva e reivindicar o Alto Cargo do Conselho que controla o mundo. Quatro famílias rivais estão à sua procura para conquistar o trono e quem vencer irá governar tudo.

Será que Grace vai sobreviver? É que desta vez a fasquia é muito mais elevada e ela não teve tempo para recuperar da sua última batalha pela sobrevivência.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Ela tinha acabado de passar por um ataque atroz da família Le Domas e depois disso acontecer acorda num hospital. Contudo, descobre que na verdade foi levada para os terrenos de um clube de campo de elite e vê-se noutro jogo mortal. Agora, tem de lutar mais uma vez pela sua sobrevivência contra quatro famílias rivais que estão a competir entre si para a matar e assim, tomar posse da fortuna.

Contudo, tem uma grande diferença em relação ao seu desafio anterior. Ela não está sozinha, sendo que tem a sua irmã a acompanhá-la neste jogo mortal. Será que com Faith ao seu lado, vai ser mais difícil sobreviver ou será uma aliança produtiva?

Ao longo deste pesadelo, ficamos a conhecer melhor a disfunção familiar destas duas irmãs e acabamos por torcer para que elas possam sobreviver e depois fazerem as pazes. Com uma experiência traumática deste tipo, quem sabe, esta pode ser a altura certa para uma reconciliação duradoura.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Ready or Not 2: Here I Come é uma produção de terror ousada, violenta e extremamente sangrenta. Esta perseguição mortal com os seus momentos satíricos mantém o seu tom cómico e é enrolado num humor negro e sarcástico que combina muito bem com a sua história tensa cheia de ação, sangue e com uma dose certa de suspense.

O que não faltam são produções de terror que juntam a comédia, transformando muitas das suas cenas como absurdas e às vezes, bizarras. Mas que várias vezes até têm a sua piada. E com este filme, isso também acontece.

Neste caso, temos mais rituais satânicos e tradições assustadoras que vão além de uma família, onde podemos observar como uma organização secreta tem tantos privilégios, poder e uma grande influência sobre o mundo.       

A premissa é semelhante ao primeiro filme, mas é mais agressiva e com muitas mais lutas. Desta vez são quatro famílias rivais e bastante poderosas que vão à caça da protagonista, enquanto disputam por um trono que lhes irá dar o controlo do mundo. Porém, houve algumas dessas personagens que acabaram por não ter tido qualquer tipo de relevância e facilmente dispensáveis. Pareciam mais alvos a abater.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Depois, houve aqueles que poderiam ter sido mais bem aproveitados e não serem descartados da forma que foram. Um exemplo disso foi a personagem interpretada por Kevin Durand que teve pouco tempo de ecrã e acredito que tinha potencial para ser um adversário formidável.  

Outra coisa foi a incoerência das regras deste jogo tão perigoso. É que chega a um ponto que parece que já não existem regras e por isso, tudo pode acontecer. Ou seja, não há praticamente limitações.

Um dos pontos altos do filme foi mais uma vez o desempenho competente e forte de Samara Weaving que continua a dar vida a Grace, uma autêntica Scream Queen, que mesmo estando muito vulnerável e não ter tido qualquer descanso, está mais uma vez, a lutar ferozmente pela sua liberdade. Ela continua a ser o coração da história. É sempre interessante vê-la a lutar, ajustar e depois a sobreviver. Os seus instintos de sobrevivência parecem que não falham. E apesar de não ter uma relação assim tão próxima com a irmã, não deixa de se preocupar com Faith.

Em relação à introdução de Faith na narrativa, a atriz escolhida foi a Kathryn Newton. Como já seguia o seu trabalho, então tinha curiosidade em ver como se ia sair neste filme. Infelizmente, não foi o que esperava. A sua interpretação pareceu-me mais artificial e outras vezes, os seus atos demasiado exagerados. Inicialmente não havia muita química entre ela e Samara Weaving, mas com a reconstrução da relação das suas personagens, melhorou. Porém, não foi o suficiente para impactar.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Sarah Michelle Gellar foi outra das adições ao elenco e acho que foi uma boa escolha. Perdi a conta de quantas vezes, senti semelhanças com a sua tão popular Buffy que muitos de nós conhecemos.

Já as cenas de ação e de luta foram bem conseguidas. Durante as mesmas foram surgindo ataques implacáveis, mortes brutais, uma maior frequência de explosões de pessoas e outras cenas que foram agarrando a pessoa ao ecrã.

Ready or Not 2: Here I Come foi uma adição positiva e conseguiu superar ligeiramente o primeiro filme em diferentes situações. Por isso, vejam de novo o seu original. E depois, não podem perder este novo jogo perigoso com muito mais ação, sangue e caos e onde ninguém está a salvo!


quinta-feira, 12 de março de 2026

Filme "O Testamento de Ann Lee" conta a história da fundadora da seita devocional conhecida como os "Shakers"

 

Chegou o momento de apresentar O Testamento de Ann Lee, o novo filme da realizadora e argumentista premiada Mona Fastvold. Amanda Seyfriend é a protagonista, sendo que foi nomeada ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz. Atualmente, está disponível na plataforma de streaming da Disney+.

Esta é a extraordinária história verídica de Ann Lee, fundadora da seita devocional conhecida como os “Shakers”. O filme capta o êxtase e a agonia da sua missão de construir uma utopia, apresentando mais de uma dúzia de hinos tradicionais dos “Shakers”, reinventados como movimentos arrebatadores e ainda contendo canções originais.

Tudo isto que nos vai sendo mostrado é fundamentado em algo real para esta pessoa real que existiu e conseguimos perceber de um modo pouco usual, como uma comunidade particular a admirava. Começam a contar a história desta figura, desde a sua infância, mas que avança num instante para a sua idade adulta que mostra com intensidade a sua devoção a Deus.

No entanto, esta sua admiração é apresentada através do movimento e da vocalização. Cada uma das canções eram um género de extensões da sua dor num momento ou extensões da sua excitação ou até a sua curiosidade para com o mundo. Mas, que realmente era uma extensão dos seus sentimentos e desta sua devoção a Deus.

Não importando os sacrifícios que tinham de fazer, tanto para esta mulher, como para os seus seguidores era através do movimento, por vezes bizarro e acompanhado por uma música peculiar, que se sentiam mais profundamente perto de Deus. E assim, esta era a forma de se expressarem essa linha direta com o divino.



Divulgação: 20th Century Studios Portugal

O Testamento de Ann Lee é uma obra extremamente excêntrica, selvagem e louca que tenta criar uma perspetiva completamente diferente e estranha no modo como expressa a fé. Enquanto isso, transmite o lado mais bonito e alegre de fazer parte dos “Shakers”, onde a pessoa fica imersa nas atuações musicais. Porém, não deixa de mostrar a obsessão, os sacrifícios, a luta por estas crenças e a realidade crua daqueles tempos.

Amanda Seyfriend entrega uma performance extasiante, cujos seus movimentos são elegantes apesar dos extremos que fazem parte da personagem e sem esquecer os inúmeros gritos, seja de euforia e/ou de sofrimento que esta vai sentindo e expressando.

Infelizmente, quem assiste não consegue ter qualquer tipo de conexão com nenhuma das personagens e a narrativa chega a ter uma duração demasiado longa, sendo que a pessoa fica com aquela sensação de que não acrescentou nada de novo. Garantidamente, este é daqueles filmes que não é para qualquer um. E é necessário que se tenha uma mente aberta, pois pode tornar-se confuso e cansativo para alguns.

Pessoalmente, no início tinha alguma curiosidade em saber mais sobre os “Shakers”, as suas crenças e a mensagem que transportaram naquela época. Contudo, não captou o interesse que esperava e acaba por ser demasiado a diferentes níveis.

Apesar de ter uma bonita cenografia, boas atuações musicais e uma ótima banda sonora a acompanhar, esta é uma produção com o seu lado espiritual que não impacta, nem cria vontade do público em querer saber mais sobre a história dos “Shakers” e as suas respetivas tradições.

Assim, O Testamento de Ann Lee será daqueles filmes facilmente esquecíveis que tinha o potencial para atrair mais a atenção de quem assistir, seja qual fosse a sua religião.

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Filme "Springsteen: Deliver Me From Nowhere" - o que esperar desta obra dedicada ao ícone do rock americano, Bruce Springsteen

 

Chegou o momento de ver a adaptação cinematográfica do livro homónimo de Warren Zanes sobre a vida e carreira do ícone do rock americano, Bruce Springsteen. Springsteen: Deliver Me From Nowhere é realizado por Scott Cooper e tem Jeffrey Allen White a representar este artista musical. Atualmente, está disponível na plataforma de streaming da Disney+.

Para além de Jeffrey Allen White como o protagonista, o elenco é constituído por Jeremy Strong, Paul Walter Hauser, Stephen Graham, Odessa Young, Gaby Hoffman, Marc Maron e David Krumholtz.

Esta visão narra a produção de “Nebraska”, o álbum lançado por Bruce Springsteen em 1982 – um disco acústico, cru e assombrado, que marcou um momento decisivo na vida do artista e é considerado como uma das suas obras mais impactantes e duradouras.

Também acompanha Bruce Springsteen ainda jovem, no limiar do sucesso mundial, num momento em que lutava para conciliar as exigências do sucesso com os fantasmas do passado. Gravado num gravador de 4 faixas no quarto da casa de Springsteen na Nova Jérsia, “Nebraska” tornou-se num marco da sua carreira – um álbum íntimo e sombrio, habitado por almas perdidas à procura de um motivo para acreditar.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Em 1981, logo após o êxito de “The River Tour” temos este jovem artista a atravessar um momento crítico da sua vida. Enquanto sente o peso da fama e dos traumas de um passado conturbado, ele decide afastar-se durante algum tempo numa casa em Colts Neck, Nova Jérsia. Este lugar torna-se num tipo de refúgio silencioso, onde faz uma reflexão mais profunda que leva a que escreva novas canções extremamente pessoais.

Springsteen: Deliver Me From Nowhere não é uma simples história biográfica, é sim, a apresentação do homem por detrás da música que está à beira de ser uma superestrela global que enfrenta um capítulo exigente da sua vida e os fantasmas do seu passado. De uma maneira muito particular, testemunhamos a sua vulnerabilidade que vai estando associada às suas inseguranças, enquanto compreendemos o papel principal e a força que a música tem para ele.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Desde o início, dá para perceber a razão pelo qual “Nebraska” foi um dos seus trabalhos mais duradouros, pois ele passou por dificuldades, mergulhou profundamente e em silêncio perante as suas feridas, medos e memórias que não foram fáceis de encarar. Ele sempre foi definido como um ótimo storyteller e foi o facto de sair da sua zona de conforto, lidar com a sua saúde mental e acompanharmos todos os passos da produção de “Nebraska” que torna esta jornada tão interessante.

Ficamos a saber mais sobre o seu trauma não resolvido e a conhecer melhor esta figura tão conhecida que tinha os seus momentos de solidão e as suas fragilidades. E que ainda, gravou um álbum inteiro sozinho em casa isolado do sucesso e do mundo da fama, cujas faixas não precisavam de ter um som perfeito. Um ícone do rock americano que procurava inspiração, paz em casa e no seu processo criativo, fazendo com que o espetador crie uma ligação maior com ele.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Um dos maiores destaques vai para a interpretação de Jeffrey Allen White como Bruce Springsteen. Foi uma boa surpresa, principalmente por ver este ator num registo completamente diferente daquilo que já tinha visto e por ter tido uma ótima performance nas apresentações ao vivo e a representar a diferentes níveis a personalidade complexa e real do Boss.

Além disso, foi maravilhoso assistir à dinâmica única e especial de Bruce Springsteen e Jon Laudau, o histórico manager e confidente do músico. Jeremy Strong encaixou na perfeição a dar vida à pessoa que mais apoiou e acreditou em Bruce, sendo que dá para a ver que tinha uma sensibilidade muito própria e um sentido de proteção para com ele, porque para Jon aquilo que importava era o Bruce Springsteen e nada mais.

Esta é daquelas relações tão naturais que muitos de nós admira e muito devido ao amor, lealdade, confiança e o sentido de responsabilidade que têm um pelo outro. As cenas que mais apreciei foram protagonizadas por esta dupla que fazem com que o público tenha logo uma ligação imediata e próxima com estes dois. E algumas destas cenas até tiveram os seus momentos mais comoventes e verdadeiros.  

Outro ator que vale a pena referir pelo seu bom trabalho é o de Paul Walter Hauser que tem surpreendido cada vez mais e aqui interpreta o técnico de guitarra Mike Batlan, trazendo um lado mais leve e cómico à história em si.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Springsteen: Deliver Me From Nowhere é uma viagem mais emocional por um outro lado deste artista icónico que parece incompleto e saber a pouco. Além disso, poderia ter beneficiado muito mais, se tivesse tido mais atuações ao vivo, mostrando assim, a força da natureza que é Bruce Springsteen no palco. E ainda, ter mais cenas partilhadas entre Bruce e o seu manager, Jon Laudau, cuja relação é um dos pontos mais fortes do filme. Isso também teria sido uma excelente adição.

Não há dúvidas, que ele mostra com intensidade a sua verdade contra tudo e todos e os sacrifícios que teve de fazer. E é transmitida a sua determinação e coragem para se enfrentar a si mesmo e o seu passado complicado, mas não é o suficiente para se destacar da mesma forma, em relação a outras histórias dedicadas a outros artistas musicais que tiveram um impacto muito maior.  

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

Mesmo assim, é uma obra inspiradora bem editada que apresenta a criação da canção popular “Born in The USA” e também o processo artístico por detrás de um disco peculiar. Enquanto isso, também honra o legado de Bruce Springsteen e não deixa de ser interessante acompanhar alguns dos anos mais difíceis deste músico visionário que foi crucial para a evolução da sua carreira e visão artística, sendo que continua a ser um ícone na música internacional, uma inspiração para uma geração de artistas e músicos e também é um autêntico espetáculo cheio de energia no palco. E para quem já assistiu a um concerto ao vivo, como eu, sabe bem daquilo que eu falo.

Por isso, não vão com expetativas e aproveitem o momento para conhecer um pouco mais sobre a vida e carreira do astro de rock, Bruce Springsteen numa perspetiva diferente e até identificarem-se com alguns dos temas abordados nesta narrativa.


quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Filme "Tron: Ares" - o que esperar do novo capítulo desta saga

 

Chegou o momento para o próximo filme da inovadora saga Tron, com a estreia de Tron: Ares que é realizado por Joachim Rønning e tendo sido baseado nas personagens criadas por Steven Lisberger e Bonnie MacBird. E está disponível na plataforma de streaming do Disney+.

O elenco é composto por Jared Leto, Greta Lee, Evan Peters, Hasan Minhaj, Jodie Turner-Smith, Arturo Castro, Cameron Monaghan, Gillian Anderson e Jeff Bridges.

A trama segue um programa sofisticado, Ares, que é enviado do mundo digital para o mundo real numa missão perigosa, marcando o primeiro encontro da humanidade com seres de I.A.

Cada vez mais estamos a evoluir para uma tecnologia mais sofisticada, onde a I.A. é o destaque principal, sendo que já foram retratados de diversas maneiras, como seria o futuro da humanidade perante o desenvolvimento da tecnologia.

Divulgação: Disney

Neste caso, Ares é um programa de segurança de excelência que é também considerado como o soldado perfeito e possui uma inteligência que ultrapassa qualquer tipo de expetativas. No entanto, este ser de I.A tem uma restrição relevante que é ter a capacidade de estar presente no mundo real durante cerca de 30 e tal minutos. Depois disso, é automaticamente destruído e regressa à rede que é o mundo digital onde foi criado.

Este sempre cumpriu com as ordens dadas pelo seu criador, sem questionar. Até que um dia, tudo mudou, quando começa a conhecer melhor o lado bom da humanidade, chegando a um ponto que surgem situações em que ele acaba por compreender qual é o significado de um sentimento e até a questionar determinadas ordens que recebe. Além disso, a premissa da narrativa transforma-se de um modo previsível na vontade dele em querer viver sem limites no mundo real.

Quando dois mundos estão prestes a colidir, tem tudo para correr mal. Porém, existe uma solução que pode evitar que isso aconteça. Por isso, começa a procura por um mito que pode ser a solução ideal não só para o Ares concretizar o seu desejo, mas para melhorar o futuro da humanidade.

Divulgação: Disney

Tron: Ares é um espetáculo visual impressionante que é acompanhado por uma banda sonora brilhante composta pela banda Nine Inch Nails que fica no ouvido. Este filme merece ser visto em IMAX pelos seus efeitos visuais e cenas de ação que atraem desde o início. No entanto, peca no seu argumento chegando a uma altura em que se torna desleixado e onde algumas personagens são meros figurantes. Já em relação às cenas de luta, estas poderiam ter sido mais bem desenvolvidas.

Pelo contexto visual e pela excelente banda sonora que vai sendo rodeada por um design criativo e um bom trabalho cinematográfico, é interessante ver o resultado desta produção desenrolada a um ritmo rápido, onde em algumas circunstâncias ficamos com a sensação de que estamos a experienciar o que está a acontecer no momento. E até foi engraçado ter uma adição dos anos 80 a algumas das suas cenas.

Este novo capítulo desta saga poderia ter sido mais bem aproveitado em termos de história, cenas de luta e desenvolvimento das personagens. Por isso, o melhor é não ir com nenhuma expetativa e deixar o seu lado mais visual e sonoro entreter.


sábado, 6 de setembro de 2025

Minissérie "Washington Black" - o que esperar destes oito episódios que podem ser vistos na Disney+

 

Washington Black é uma minissérie de oito episódios baseada no aclamado romance de Esi Edugyan que primeiramente estreou na Hulu e de seguida, passou a estar disponível na plataforma de streaming da Disney+. Esta foi criada por Selwyn Seyfu Hinds e tem Sterling K.Brown como produtor executivo.

O elenco é constituído por Ernest Kingsley Junior, Rupert Graves, Iola Evans, Edward Bluemel, Sharon Duncan-Brewster, Eddie Karanja, Tom Ellis e Sterling K.Brown.

Temos aqui uma história de aventuras gigantesca que acompanha o artista e cientista, George “Wash” Black numa aventura à volta do mundo com a ajuda de uma estranha máquina voadora. A sua viagem leva-o pela América, pelos mares frios do Ártico, pelas torres góticas da velha Europa e pelos desertos do Norte de África, mantendo-se sempre um passo à frente de um caçador de recompensas de letal.

Divulgação: Disney+

George Washington “Wash” Black é um jovem de 11 anos que estava a trabalhar numa plantação de cana-de-açúcar em Barbados e que precisa de fugir após testemunhar uma morte chocante. Isto acontece, porque esta ameaça leva a que a sua vida seja virada do avesso. Assim para recomeçar de novo, ele embarca numa viagem inesperada por diversos continentes para sobreviver.

Um dos seus principais companheiros na sua fuga foi Christopher Wilde, Titch, um inventor britânico excêntrico que acaba por tornar-se no seu primeiro mentor, pois juntos constroem um género de balão para conseguirem escapar.

Num contexto do século XIX, este é um jovem escravo negro cheio de humanidade que tem um olhar curioso sobre o mundo e ainda, possui uma mente brilhante, muito curiosa e impressionante em termos científicos, tendo assim, um talento nato para a ciência. Ao longo da sua jornada, ele vai enfrentando vários desafios. Depois dele ter fugido, ele acaba por chegar a Halifax, considerada como a última paragem no Caminho de Ferro Clandestino, onde Medwin Harris torna-se numa figura crucial na sua trajetória e que teve uma infância traumática como refugiado negro na Nova Escócia. Além disso, Wash também se cruza no caminho de Tanna, uma mulher negra de pele clara que consegue se passar despercebida por branca.

Enquanto ele viaja por terras desconhecidas, Wash desafia o mundo de um modo corajoso em simplesmente, imaginar um futuro superior àquilo que poderia ser definido para alguém com as suas raízes. E ele é esperto o suficiente para ter a hipótese de mudar o mundo significativamente. Enquanto isso, ele tem um caçador de recompensas que não irá parar de procurar por ele. Mesmo assim, a sua trajetória acaba por dar luz a inúmeras possibilidades, em que este rapaz mostra como os sonhos são possíveis de se concretizar e é possível triunfar perante a adversidade.

Esta é a história sobre um jovem e o rapaz que costumava ser que se interliga com as histórias de outras pessoas da sua raça que incluem períodos de sofrimento e de muita luta, mas que mesmo assim, têm esperança em algo melhor. E independentemente da cor da pele, as famílias lidam com as mesmas dificuldades e lutas.

Divulgação: Disney+

Washington Black é uma aventura de uma vida absolutamente interessante e surpreendente que é profundamente inspiradora, onde temos direito a paisagens deslumbrantes, enquanto aborda de uma forma tão leve, tanto a representatividade de uma raça que continua até aos dias de hoje a ser discriminada, como as realidades da escravatura e da colonização. E a apresentação dessa realidade é o suficiente para oferecer uma narrativa emocionante envolvida em sobrevivência, resiliência, tensão, amor, esperança, bondade, sonhos, dilemas morais e na busca pela liberdade que tem uma capacidade única de impactar.

Adicionando a toda a sua magia e fantasia, esta minissérie representa muito bem o visual da época do século XIX onde está inserida, tendo atenção a todos os detalhes, possuindo um lado mais contemporâneo e também combinando um design de produção perfeito com uma cinematografia fabulosa e de tirar o fôlego. Já a história é contada de um modo revigorante e empolgante, nunca é monótona e está muito bem escrita, sendo que é desenvolvida num ritmo suave e adequado e tendo sido acompanhada por uma banda sonora com um tom delicado e acertado.

Além disso, mostra a grandeza e a criatividade sem limites que é o trabalho da engenharia e da ciência, e o quanto isso é importante para dar luz a inúmeras invenções, sendo que muitas delas acabam por tornarem-se extraordinárias. Também é interessante saber mais sobre a vida dos negros na Nova Escócia e acompanhar esta aventura de exploração do Wash ao redor do mundo em pleno século XIX que incluíram destinos tão distintos entre si, onde cada um tinha uma lição para ensinar.

Divulgação: Disney+

Em cada um dos seus episódios, Washington Black prende a atenção de quem está a assistir e ainda, conseguiu reinventar-se em comparação com outras produções que abordam temas pesados, como a escravatura que continuam a criar discussões até aos dias de hoje. E foi executado com muita sensibilidade, ternura, respeito e sem recorrer a grandes cenas de violência. Enquanto isso, combina com momentos mais leves que nos faz sonhar, imaginar e acreditar que tudo irá melhorar.

Num toque mais moderno, esta produção é rica no resultado que entrega e acaba também por se tornar numa lição de desenvolvimento pessoal, onde acompanhamos o protagonista a fugir de uma vida de escravo, a crescer, a construir a sua identidade, a ser corajoso, os seus altos e baixos, a compreender o sentido de família e de pertencer a uma comunidade unida e ainda, a aprender, de acordo com as suas experiências e as pessoas com quem se cruzava. É uma das razões pelas quais o espetador identifica-se com este génio que mostra com humildade a força do espírito de um ser humano e por isso, fica a torcer para que tenha sucesso.  

Está na hora de voar com o imperdível Washington Black! Um drama de época cativante, comovente e transformador que foi uma boa surpresa e que inclui uma boa dose de aventura e ação. Por isso, não podem perder na Disney+! E aproveitem para ler o livro inspirador que deu origem a este enredo!



domingo, 31 de agosto de 2025

Filme "The Roses" - o que esperar desta nova adaptação protagonizada por Olivia Colman e Benedict Cumberbatch

 

The Roses [Um Casal (Imperfeito), como título em português] é o próximo projeto da Searchlight Pictures que é realizado por Jay Roach. Este é uma adaptação do filme clássico de 1989 ‘The War of the Roses’, baseado no romance de Warren Adler. E já podem ver na plataforma de streaming da Disney+.

Com argumento de Tony McNamara, o filme é protagonizado por Olivia Colman e Benedict Cumberbatch que são acompanhados por Andy Samberg, Allison Janney, Belinda Bromilow, Sunita Mani, Ncuti Gatwa, Jamie Demetriou, Zoë Chao e Kate McKinnon.

Vale tudo quando o amor está em guerra. A vida parece fácil para o casal perfeito Ivy (Olivia Colman) e Theo (Benedict Cumberbatch): carreiras de sucesso, um casamento por amor, filhos fantásticos. Mas, por baixo da fachada da sua suposta vida ideal, está a formar-se uma tempestade – à medida que a carreira de Theo desce a pique e as ambições de Ivy descolam, acende-se uma feroz competição e ressentimento oculto.

Será que eles vão viver felizes para sempre? Este casamento é grande o suficiente para os 2? E será que vai durar até que a morte os separe?

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

O casamento de Ivy e de Theo teve sempre a aparência de um género de conto de fadas. Ambos com carreiras de sucesso – ela como “chef” de cozinha e ele como arquiteto –, boa condição financeira e filhos amorosos. Nada parecia anunciar uma ruptura. Mas, infelizmente, o equilíbrio desfaz-se no dia em que ele perde o emprego e passa a cuidar da casa, enquanto acompanha o crescimento da carreira dela. Por isso, de um momento para o outro, todos os conflitos e rancores acumulados ao longo dos anos vêm à tona. E tudo em redor deles, parece transformar-se em combustível de uma guerra de ressentimentos, competição e pura maldade.  

Primeiramente, temos Theo Rose que foi arrebatado por uma paixão repentina e ardente por Ivy. Como referido anteriormente, ele é um arquiteto com um enorme talento, mas tudo se desmorona quando se dá um desastre num dos seus edifícios e este colapsa juntamente com o ego de Theo.

Assim, depois de ficar sem trabalho foi tomada a decisão deles trocarem de papéis. Theo passava a cuidar dos filhos e Ivy acabaria por assumir o papel do ganha-pão da casa. Só que ela alcança o sucesso, passa a adorar o que conquistou e não quer prescindir da marca que deixa em tudo o que faz. Foi a partir daí que um casal feliz se transformou por completo em algo mais tóxico e caótico que podia não ter volta a dar.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

The Roses é uma comédia romântica negra inteligente e incomum que é divertida e pensada fora da caixa. Além disso, possui um sotaque e humor tipicamente britânicos, enquanto traz reviravoltas inesperadas e interpretações incríveis. Existem cenas que são de chorar a rir e outras que até podem emocionar. Uma coisa é garantida. Este casal vai surpreender muito!

Temos aqui um casal atípico que é completamente honesto entre si e usa o humor sarcástico para comunicar, sendo que se iniciou como um amor à primeira vista que evoluiu para um ponto em que parecia que nada conseguia derrubá-los. Contudo, chegou à altura em que esta relação começou a descambar, onde houve quem pressentisse sarilhos e uma corrente de frustração entre eles, chegando a um ponto que as pessoas ao redor deles passaram a achar que eles se odiavam.

Este é um casamento turbulento e cheio de amargura que também envolveu presentes envenenados e brincadeiras constrangedoras deles que dava para ver que poderiam deixar qualquer um desconfortável.

Divulgação: 20th Century Studios Portugal

No início dá para perceber que sempre houve amor, mas ao longo do tempo acabou por tornar-se num amor muito desgastado. E se calhar foi essa uma das várias razões pelas quais não conseguiam resolver os seus problemas, pois eles nem sempre tinham a capacidade de falar a mesma língua e o modo de mostrar carinho e intimidade poderia não ser o mais adequado.

Claro que o casamento pode não ser um mar de rosas, mas neste caso podia tomar proporções arrebatadoras e até levar a um duelo inimaginável. Tanto Olivia Colman como Benedict Cumberbatch fazem um desempenho estupendo a dar vida a esta dupla que possui uma dinâmica eletrizante envolvida em diálogos provocadores. E ainda, utiliza um humor britânico peculiar, negro, seco e bem afiado que só eles podiam levar por diante.

Inicialmente pode haver quem alinhe mais com a Ivy e depois há quem fique mais do lado de Theo. Porém, às vezes mudam de lado durante o enredo e no final resta apenas torcer para que se entendam. No entanto, também é interessante ver o lado mais engraçado dos comportamentos e ações de cada um destes protagonistas que chegam a portar-se mesmo mal.

Divulgação: 20th Century Studios

Com The Roses, temos um entretenimento puro com um argumento fantástico, um bom elenco secundário a acompanhar e uma ótima escolha em termos de banda sonora. Para mim, é um dos meus filmes favoritos de 2025.

Por isso, temos de fazer um brinde a este casal que prende a atenção do espetador por entrar em guerra da maneira mais improvável e criativa e por ainda, proporcionar risos do começo ao fim. Para além disso, alerta como um romance pode ser levado ao extremo e partilha um certo guia daquilo que não se deve mesmo fazer num casamento.

Mesmo que não possa ser do agrado de todos, este é um filme realista e satírico que não podem perder, principalmente se gostarem de produções fora do comum.


quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Filme "Freakier Friday" - será que valeu a pena criar esta sequela do clássico da Disney?

 

Vinte e dois anos depois da estreia de Freaky Friday (2003), a Disney apresenta a continuação deste enredo com Freakier Friday (Um Dia Ainda Mais Doido, como título em português) e cuja realização é de Nisha Ganatra. Este filme pode ser visto na plataforma de streaming da Disney+.

Esta sequela do clássico da Disney é baseada no livro “Freaky Friday” de Mary Rodgers. Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan estão de regresso para retomarem os papéis de Tess e Anna Coleman. No elenco também fazem parte Julia Butters, Sophia Hammons, Manny Jacinto, Maitreyi Ramakrishnan, Rosalind Chao, Chad Michael Murray, Vanessa Bayer e Mark Harmon.

A história decorre vários anos após Tess (Curtis) e Anna (Lohan) terem passado por uma crise de identidade. Agora, Anna tem uma filha e uma futura enteada. À medida que enfrentam os inúmeros desafios que surgem com a fusão de duas famílias, Tess e Anna descobrem que um raio pode, de facto, cair duas vezes no mesmo lugar.

Divulgação: Disney

Agora, será que valeu a pena criar esta sequela do clássico da Disney? Primeiramente, resolvi assistir ao filme original na plataforma de streaming da Disney+ e que conta a história de uma mãe e filha que trocam de corpos, após comerem um biscoito da sorte. Nesta versão de 2003, temos um remake do filme de 1976 com Barbara Harris e Jodie Foster.

22 anos depois de Tess e Anna terem lidado com uma crise de identidade, aqui vamos outra vez para um dia ainda mais doido. Desta vez, acontece de novo uma troca de corpos entre quatro pessoas, sendo que Anna passa a viver na pele da sua filha Harper (Julia Butters), enquanto Tess tem a sua experiência enquanto Lily (Sophia Hammons), a futura enteada de Anna. Mas, será que consegue superar o seu original?

Divulgação: Disney

Freakier Friday é uma comédia calorosa com um toque de fantasia que apesar de ser divertida, não é suficiente para sequer equilibrar com a satisfação que a pessoa sentiu quando comparamos com o primeiro filme. Não acrescentou nada de especial e teve uma falta de equilíbrio não só na narrativa que estava a ser contada, mas também no ritmo escolhido para tal.

Até podemos sentir a essência do filme inicial e mesmo assim, a história em si andou meio perdida, principalmente no começo. E quando vamos realmente para o desenrolar das consequências da troca de corpos, existe falta de naturalidade nas dinâmicas entre as personagens e situações demasiado exageradas e/ou forçadas.  

Depois houve outras personagens que também pareciam desorientadas por lá que simplesmente estavam de corpo presente e não acrescentaram nada de novo. As únicas que me transmitiram algum sentimento positivo foram as interpretadas por Manny Jacinto e Jamie Lee Curtis.

Manny Jacinto deu a conhecer o seu Eric Davies, o noivo de Anna que é perdidamente apaixonado por ela e sabe tudo sobre ela. Até aos ínfimos pormenores, seja sobre os gostos dela e muito mais. Desde o início, a pessoa consegue criar uma empatia e ligação imediata por este homem charmoso com uma personalidade encantadora. Além disso, foi tão bonito testemunhar o amor que ele nutre pela Anna.

Divulgação: Disney

Já Jamie Lee Curtis mantém o seu desempenho engraçado, principalmente quando está temporariamente no corpo de Lily.

Além disso, gostaria de destacar que foi bom acompanhar o regresso das Pink Slip aos palcos, onde ofereceram uma atuação eletrizante e com um tom mais nostálgico.

Apesar de ter tido os seus altos e baixos, eu acredito que Freakier Friday com as suas dinâmicas familiares e outras cenas mais cómicas irá entreter quem decidir ir ver. No entanto, não será da mesma forma que possa ter acontecido com Freaky Friday. E se o objetivo é ter a mesma experiência que o anterior, então poderá não valer a pena.