Bem-vindos
à celebração de A Festa de Anos protagonizada por Willem Dafoe!
Este
drama (The Birthday Party, como título original) é realizado por Miguel Ángel Jiménez. Para além de Willem Dafoe, o elenco
é composto por Vic Carmen Sonne, Joe Cole, Emma Suárez e Carlos Cuevas.
Esta
produção é uma adaptação do romance homónimo do escritor Panos Karnezis.
A
história acompanha Markos Timoleon, um rico empresário grego que celebra
o 25º aniversário da filha na sua ilha privada. Mas, acontecimentos inesperados
colocam o seu poder em risco e abalam os alicerces da sua vida.
Para
este homem, a família é o mais sério dos negócios. Ele tem a necessidade de
controlar tudo ao seu redor. E a relação de obsessão e de amor com a sua filha
não está nos melhores termos.
Divulgação: Pris Audiovisuais
Aqui
temos uma figura autoritária que está habituada a influenciar todos à sua volta
e a querer controlar o presente e futuro da própria família. E ainda, a
proteger o seu património a todo o custo. Mesmo assim, nem sempre, as coisas
decorrem de acordo com os seus planos.
Ele
tem o objetivo de sabotar a vida da filha para que não coloque em causa o seu
legado. Já a filha, só quer ter uma vida independente do pai.
Perante
uma ilha privada no Mediterrâneo, temos uma celebração cheia de segundas
intenções e de coisas a esconder que é passada na década de 1970. E que tem os
elementos para que possa correr mal.
Divulgação: Pris Audiovisuais
A
Festa de Anos é um
evento tenso que testa o psicológico, tendo sido envolvido num ambiente de
riqueza, luxo, extravagância e cinismo. Também é cheio de relações de
conveniência, conflitos familiares, espionagem, ambição, isolamento, corrupção,
planos a serem colocados em prática, interesses pessoais e muitos segredos
prestes a serem desvendados.
O
único destaque mais interessante vai para a interpretação de Willem Dafoe que
dá vida a um patriarca frio, calculista e manipulador. De um modo implacável
tenta controlar a sua família. E não faltam situações decadentes, em que ele
mostra a sua dinâmica de poder e como às vezes, ultrapassa os limites.
Além
disso, é-nos entregue uma cinematografia de boa qualidade que mostra a beleza
paradisíaca das ilhas gregas. E cria um contraste entre estas paisagens gregas
e a atmosfera pesada e paranoica que é captada nesta ilha.
Divulgação: Pris Audiovisuais
Mesmo
assim, a história peca a vários níveis, na qual não dá para ignorar e desviar o
olhar, acabando por trazer algo que é mais cansativo, não traz nada de novo e
nem transmite qualquer impacto a quem está a assistir. Também existe uma quebra
constante no ritmo e um desequilíbrio evidente em termos das músicas escolhidas
para a banda sonora.
A
Festa de Anos é daqueles
filmes que não tem nada de marcante e contém uma narrativa que é facilmente
esquecível. Infelizmente, nem Willem Dafoe conseguiu salvar o material adaptado
e deu para ver que fez o seu melhor.
Por
isso, caso tomem a decisão de ir ver o filme, aconselho a não terem expetativas
e simplesmente, aproveitarem para apreciarem as vistas requintadas e estupendas
do Mediterrâneo.
Chegou
o momento de Primetime realizado por Lance Oppenheim. É aqui que
conhecermos Chris Hansen, o homem que mudou a história da televisão!
O elenco é
constituído por Robert Pattinson, Merritt Wever, Skyler Gisondo, Matthew Maher,
Phoebe Bridgers, Bokeem Woodbine, Sean Bridgers e Anna Faris.
Inspirado
em factos verídicos, Primetime leva-nos a 2006, quando Chris Hansen,
apresentador de To Catch a Predator, decide fazer história na televisão.
Robert
Pattinson veste a pele do jornalista, num retrato dos bastidores de um dos
programas de investigação mais controversos da época, onde a linha entre
justiça e espetáculo fica cada vez mais difícil de traçar.
O
jornalista em questão é Chris Hansen da Dateline NBC. Esta figura era o
apresentador do programa, To Catch a Predator, um reality show com
audiências recorde que foi um fenómeno. Utilizando câmaras ocultas, este
programa caçava predadores, usando um isco para ver se conseguiam apanhá-los em
flagrante.
Isto
acabava por ser um reality show, no qual estavam a fazer uma reportagem sobre
adultos que tentavam aliciar adolescentes online. E que depois tínhamos um
apresentador que estava disposto a tudo para livrar o mundo de um mal
ancestral.
Divulgação: A24 e Cinemundo
Apesar
da América adorar, ter milhões de pessoas a ver e de ter uma audiência prendida
constantemente ao ecrã, inicialmente este programa nunca tinha recebido o
devido reconhecimento. Mas, a partir do momento em que foi decidido que seria
exibido em Primetime, então isso iria mudar.
Essa
mudança também fez com que elevasse ainda mais a fasquia em cada um dos seus
episódios, que não eram encenação. Por isso, tinham de fazer uma maior preparação
e arranjar forma de chocar o máximo possível. Até podia acontecer que havia alturas
que não sabiam bem o que poderia acontecer. No entanto, tinham objetivos muito
práticos. Apanhar e limpar o mundo destes predadores, enquanto entregavam um
grande produto de entretenimento.
Tudo
era pensado ao pormenor. Uma pessoa da equipa lançava o isco online. Depois,
era esperar se conseguiam obter ou não uma resposta do outro lado. E se
houvesse, então aí preparavam a armadilha. Uma casa era escolhida e os predadores
suspeitos iam ter com eles. De seguida, avaliavam se era ou não só uma
conversa. Caso, fosse muito mais do que isso que normalmente era, então o
apresentador Chris Hansen entrava em cena para confrontar esse homem e referir
que tinha de ser responsabilizado pelas suas ações.
E
se Chris não estivesse lá, o que poderia ter acontecido? Neste caso, essa
possibilidade nunca foi apresentada no ecrã.
Divulgação: A24 e Cinemundo
Primetime tem uma visão muito própria, no qual
se inspira em acontecimentos reais para combinar este thriller com um estilo
mais documental. Possui uma apresentação que incluiu uma recriação fiel da
tecnologia analógica e de transição daquela altura, imitando com qualidade o
visual das cassetes de vídeo.
Este
filme não é para todos. A história em si é bastante controversa, pois faz-nos
questionar a moralidade do programa, das pessoas envolvidas e refletir naquilo
que a sociedade realmente quer ver na televisão. E deu para se perceber de que
naquela época, graças a este programa, a televisão nunca mais foi a mesma e
acabou por fazer história à sua maneira.
O
melhor deste filme foi sem dúvida, o desempenho surpreendente e imparável de
Robert Pattinson. É uma das melhores interpretações dele e cada vez mais chegamos
à conclusão de que ele é um autêntico camaleão.
Divulgação: A24 e Cinemundo
Robert
Pattinson tem tido uma enorme versatilidade em cada uma das suas personagens
que vai desempenhando, sendo que é excelente, o facto do público ter a chance
de assistir e de ter as expetativas superadas. Já se sabe que para cada papel,
ele faz uma preparação minuciosa e aqui não foi exceção. A sua transformação em
Chris Hansen foi impressionante, principalmente no sotaque bem específico desta
figura televisiva que teve de adotar.
Primetime é um entretenimento imperdível, muito
peculiar e com segmentos que prendem a atenção do espetador e outros que podem incomodar.
Temos a oportunidade de acompanhar os bastidores de um programa polémico, que nunca
se sabe o que se pode esperar. Mas, acho que poderiam ter adicionado mais
camadas da personalidade de Chris Hansen fora do seu campo profissional.
Como
referido anteriormente, a estrela que se destacou foi mesmo Robert Pattinson. E
pela sua performance, vale a pena ver!
Whalefall (A Queda da Baleia, como
título em português) realizado por Brian Duffield é um thriller de
sobrevivência, baseado no aclamado romance homónimo de Daniel Kraus sobre o
encontro de um jovem com uma enorme baleia-cachalote.
O
elenco é constituído por Austin Abrams, Josh Brolin, Elisabeth Shue, John
Ortiz, Jane Levy e Emily Rudd.
Nesta
história, após a morte do seu pai (Josh Brolin), Jay Gardiner (Austin
Abrams) vai mergulhar ao largo da costa central da Califórnia em busca dos seus
restos mortais, mas é engolido por uma enorme cachalote. Enquanto está preso no
seu interior, com apenas uma hora de oxigénio restante, Jay percebe que
os valiosos ensinamentos do seu pai podem ser a chave para a sua fuga.
Há
um ano, Jay perdeu o seu pai e continua a querer provar o seu valor. Um
dia, ele decide pegar no fato de mergulho e ir para o mar à procura dos restos
mortais do pai. E acaba por ter um encontro perigoso com uma baleia.
Para
sobreviver, ele terá de fazer o que for preciso para sair do interior desta
baleia, enquanto coloca em prática, aquilo que aprendeu com o seu pai.
Whalefall é uma obra completamente nova e
diferente que é tensa, dura e por vezes, assustadora. É acompanhada por uma
ótima banda sonora e ainda, transmite uma sensação constante de claustrofobia.
Apesar
de às vezes ser irrealista, é algo que não incomoda a experiência em si, sendo
que é ótimo que haja um storytelling que seja mais renovado e original.
Neste
caso, é claro que não passaria pela cabeça de alguém questionar uma situação
aparentemente impossível. Mas, esta história faz isso mesmo. Praticamente,
desde o início, o espetador é questionado: O que faria se ficasse preso numa
baleia? O que faria para escapar? E caso acontecesse, qual seria a reação? Era
logo entrar em pânico e simplesmente, aceitar que a morte seria o seu destino? Ou
então, tentaria fazer o impossível para sobreviver?
Divulgação: 20th Century Studios Portugal
Desde
o início que o espetador embarca numa experiência aterradora, juntamente com a
personagem principal que é engolida viva por um cachalote gigantesco. Enquanto
isso, mostra como é ser engolido vivo por uma baleia é altamente improvável,
mas que aqui, pode ser possível. Da forma como tudo é executado em termos de
planos de filmagem, parece que o público também está preso dentro deste animal
e há alturas que dá para sentir claustrofobia.
Pelo
meio desta narrativa, vão sendo apresentados flashbacks entre Jay
e o seu pai. Nestas cenas de flashbacks, ficamos a conhecer um pouco
mais sobre o relacionamento complexo dele com o pai. E que nos faz compreender
melhor aquilo que o protagonista está a sentir. Como esta figura paterna foi
dura com Jay nos seus ensinamentos e no modo como lhe tratava.
Aqui
temos um pai que vai ensinar-lhe todas as ferramentas para quando for importante,
Jay saiba o que fazer. E que assim, não deixe o medo impedi-lo de
sobreviver.
Depois
de uma luta pavorosa com os tentáculos de uma lula gigante, a partir do momento
em que Jay entra na cachalote, aí é que começa o verdadeiro desafio de
sobrevivência. Ele tem 60 minutos nas suas reservas de oxigénio para sobreviver
ao impensável. Para isso acontecer, ele terá de pensar com calma e terá de
recorrer ao que o pai lhe ensinou. E também terá de enfrentar o seu passado e
luto para que assim, possa seguir em frente.
Isto
não é apenas um thriller intenso de sobrevivência. Também é uma história envolvente
e emocional que aborda os perigos do oceano, como o oceano não deixa que nada
nos falte e a perda de um ente querido. Ainda, de certa forma, desenvolve um
tipo de metáfora inesperada para que a própria personagem principal possa lidar
com essa mesma perda.
Com
Whalefall, há uma certa identificação no sentido em que muitas vezes, as
marcas da infância nos podem acompanhar pela vida fora e nos moldar enquanto
pessoas. Porém, às vezes essas marcas podem nos trazer aprendizagens muito mais
úteis do que pudéssemos imaginar.
Se
querem ver algo de diferente e inimaginável, preparem-se para suster a
respiração para os 60 minutos mais duradouros que possamos vivenciar. E não
podem perder este filme que arriscou e que surpreendeu!
Depois
do filme A Rede Social (2010) ter sido um fenómeno impressionante, chega
O Veredito Social (Social Reckoning, como título original), uma
nova obra complementar deste mundo do Facebook realizada por Aaron Sorkin e que
é inspirada numa história verídica.
O
argumento em si que tem a autoria de Aaron Sorkin é baseado nos factos que
deram origem à impactante investigação do The Wall Street Journal, The
Facebook Files.
O elenco é
composto por Mikey Madison, Jeremy Allen White, Wunmi Mosaku, Betty Gilpin,
Billy Magnussen, Bill e Jeremy Strong.
Este
filme conta a história de Frances Haugen (Mikey Madison), uma jovem engenheira
do Facebook que recorre à ajuda de Jeff Horwitz (Jeremy Allen White),
jornalista do The Wall Street Journal, para embarcar numa perigosa jornada que
acabaria por expor alguns dos segredos mais bem guardados da rede social.
Já
desde o início que dá para se perceber o império no qual o Facebook se veio a
tornar. E que mais tarde, introduziu outras marcas a esta empresa multinacional
que em 2021 passou a designar-se por Meta.
Apesar
desta rede social se ter transformado numa das maiores e mais influentes
plataformas do mundo, o Facebook foi sempre colocado em causa, devido aos múltiplos
fatores de risco e perigos que poderiam apresentar para os seus utilizadores.
Quando
chegou o momento de publicar os The Facebook Files, uma combinação de artigos
que incluíam documentos internos altamente confidenciais desta plataforma, foi
então que surgiu uma das revelações mais obscuras e chocantes em relação ao Facebook.
E ainda, mostrou a influência e a liderança tóxica do seu criador, Mark Zuckerberg.
Contudo,
para isso acontecer, Jeff Horwitz teria de obter provas suficientes para apoiar
o seu caso. E as paredes do Facebook pareciam mais impenetráveis do que nunca.
Mesmo assim, ele não desiste e precisa de encontrar a fonte certa para o ajudar
na sua investigação.
Após
diversas tentativas, ele chegou a Frances Haugen que iria ter um papel fulcral
nesta missão de desmascarar o Facebook. E para isso acontecer, esta dupla teria
de trabalhar como uma equipa, sendo que o tempo para cumprir com o objetivo
deles é limitado.
Depois
do sucesso de A Rede Social, acredito plenamente que poderia haver algumas
pessoas que tinham grandes expetativas para esta produção. Mas, será que este
extra irá percorrer o mesmo caminho? E vale mesmo a pena ir ver?
Se
formos a fazer uma comparação, é bem diferente e entrega uma narrativa mais insípida,
sendo que teve algumas mudanças significativas. Uma dessas mudanças foi a alteração
do ator que dá vida a Mark Zuckerberg. Em A Rede Social, tínhamos o grande
Jesse Eisenberg que fez uma performance extraordinária. Mas, como ele não quis
voltar, a escolha recaiu para Jeremy Strong.
Por
mais que aprecie o trabalho de Jeremy Strong, infelizmente, esta não foi das
suas melhores interpretações. Não obstante do seu pouco tempo de ecrã, foram
várias as vezes que dava por mim a observar mais características semelhantes a Kendall,
a personagem dele na série de sucesso, The Sucession. E não tanto do que
poderia ser a figura do Mark Zuckerberg.
O
mesmo aconteceu com o desempenho de Jeremy Allen White que apresentava traços
idênticos à personagem dele na série, The Bear (parecia que o Carmy
se tinha tornado num jornalista de investigação).
Em
relação à Mickey Madison, este foi o seu primeiro filme depois de ter ganho o
Óscar para Melhor Atriz em Anora (2024). E a sua interpretação não foi
de acordo com o esperado.
Ainda
assim, o filme também teve os seus pontos positivos, sendo que um dos
principais é que cria na sociedade, debates interessantes e úteis.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
O
Veredito Social é uma
enorme chamada de atenção sobre a realidade pura e dura do Facebook e até de
outras redes sociais. Tem uma mensagem poderosa sobre poder, o perigo das redes
sociais, os efeitos que tem na saúde mental, a liderança destrutiva e política.
Naquela altura, não importava o que acontecesse com os utilizadores que estavam
a usar o Facebook. Era só o lucro que viam à frente e os resultados dos estudos
realizados que mostravam efeitos nocivos não tinham qualquer importância. Esses
estudos não eram tornados públicos e eram logo descartados e muito bem
guardados para evitar fugas de informação.
Automaticamente,
a pessoa começa a refletir sobre o seu próprio uso das redes sociais. O impacto,
dor e sofrimento que pode ter na saúde mental de cada um. E como daqui para a
frente se deve lidar com esta ferramenta.
Além
disso, ficamos com uma melhor noção de como o Facebook e o seu algoritmo funciona.
Os problemas associados. Nós também sabemos melhor do que ninguém que
plataformas deste tipo querem que o público fique lá ligado o maior tempo
possível. E nem sempre é o mais saudável de se fazer.
Há
alturas em que também se começa a pensar como é que é possível que uma empresa tenha
desempenhado um papel sem precedentes nas nossas vidas. Em que depois disso, muitas
das vezes, não sofre com as consequências de atos tão irrepreensíveis. Ou
simplesmente, como não tiveram interesse a combater grupos radicais e o
discurso de ódio. Como um indivíduo responsável por tudo não está a fazer nada
para controlar. E a sua decisão ter sido puramente amplificar e acelerar ao
máximo tudo isso.
No
entanto, mesmo que não tivesse sido nada de especial ou ter sido daquelas
produções que não havia a necessidade de se adaptar este acontecimento maioritariamente
real. Uma coisa é certa! O Veredito Social é uma obra que não se pode
descartar facilmente e sem dúvidas, transmitiu uma aprendizagem útil.
Garantidamente,
The Facebook Files foi mesmo uma grande história que revelou o
impensável, criou toda uma revolução e que tocou realmente na ferida que o
Facebook fazia os possíveis para não deixar rastos!
Se
são fãs de Orgulho e Preconceito, então esta série é para vocês!
Com
oito episódios, The Other Bennet Sister é protagonizada por Ella
Bruccoleri e é inspirada neste universo tão popular de Jane Austin. Neste caso,
é focada na vida de Mary Bennet.
Em
Portugal, pode ser vista no canal AXN White.
Esta
é a história de Mary Bennet, a simples e desajeitada irmã do meio da
famosa família Bennet, enquanto tenta sair da sombra das suas irmãs para
encontrar a sua voz, o seu lugar no mundo e, talvez, o amor.
Este
é um drama de época centrado nas personagens, que se move das restrições
tranquilas do campo até ao pulsar libertador de Londres. E isto tudo é visto
através dos olhos penetrantes, autodepreciativos e surpreendentemente modernos
de Mary.
No
início do século XVIII e numa Inglaterra rural, e protagonista é Mary Bennet,
sendo que ela é bem diferente, ao contrário das suas irmãs. Ela é uma mulher
instruída e talentosa que é simples, menos bonita e mais introvertida que quer
ser admirada e respeitada pela sua inteligência.
Para
as mulheres daquela época, o futuro não oferecia outra opção senão casamento ou
miséria. Mas, Mary queria conquistar o seu lugar e construir o seu
próprio caminho.
Será
que alguma vez, Mary vai encontrar o seu caminho, enquanto se enquadra numa
sociedade que tem preconceito perante a classe e a aparência?
Divulgação: AXN Portugal
The
Other Bennet Sister é
uma série cativante e maravilhosa, cuja história toca profundamente o coração
de quem está a ver e haverá muitos que se irão identificar com a Mary. Pelo
meio, possui frases de humor e ironia que encaixam muito bem, enquanto vão
existindo diálogos que são impactantes.
Além
disso, transmite lições interessantes sobre amor próprio, coragem, independência
e o quanto é importante ser você mesma, autêntica e ouvir o seu próprio instinto.
Nesta
narrativa, está na hora de Mary se dar a conhecer, e ser ousada e quem
sabe, encontrar o amor. E também de se afastar da sombra das suas irmãs para
finalmente, se encontrar e se escolher a si própria. Para que depois, deixe de
existir uma comparação constante com elas e com todas as pessoas ao seu redor.
Divulgação: AXN Portugal
Dá
para perceber que ao longo desta jornada de aprendizagem, Mary tem duas
vozes muito realçadas na sua mente: a da sua mãe e da sociedade com todos os
seus preconceitos, regras e comparações.
Mary é constantemente rejeitada pela mãe. A
sua mãe tem a obsessão de casar as filhas e não desiste facilmente, mas nunca
perde uma oportunidade de dizer o que sente por Mary e de humilhá-la.
Por mais que Mary tente, parece que nada é suficiente para a sua figura
materna que quer que ela seja de uma certa maneira. E por isso, acaba por haver
muito barulho na mente de Mary.
Com
toda essa pressão e barulho, seja da família ou da sociedade ou de ambas, qualquer
pessoa consegue identificar-se com o que Mary vai sentindo e ter assim, empatia.
E torce para que ela tenha o seu final feliz. Nesta situação, uma mulher está a
toda a hora a ser comparada aos outros, perante a aparência das outras mulheres
e o sucesso que elas alcançaram nas suas vidas. É cansativo e é normal que se
queira acabar com esse barulho. Tudo Isto é algo que acontecia naquela época,
mas que continua a acontecer nos dias de hoje.
Uma
das principais razões pela qual a série prende a atenção é devido à própria Mary!
A Mary encanta com a sua personalidade forte, corajosa e vincada que tem
um sentido de liberdade, desejos próprios e que nunca desiste de ser quem é.
Ao
longo dos episódios, ela vai se tornando mais forte, faz escolhas que a
fortalecem e que a aproximam mais daquilo que lhe faz feliz.
Divulgação: AXN Portugal
Esta
viagem que começa por Meryton até Londres e pelo meio passa pelo Lake District,
sendo que é envolvida também por reviravoltas com algumas surpresas e por uma
história de amor tão bonita e inesperada.
Uma
das minhas cenas favoritas e que foram bastante hilariantes ocorreram no lago
entre Mary, Tom (Dónal Finn) e Ryder (Laurie Davidson), os interesses amorosos dela. É muito
divertido acompanhar as dinâmicas deles e quando partilham o ecrã com a própria
Mary. E claro que nesta narrativa também fica aquela questão. Quem irá Mary
escolher?
The
Other Bennet Sister
tem todos os ingredientes para conquistar, sendo que encaixa plenamente na
época representada e é acompanhada por uma fotografia bonita e bem escolhida e
uma ótima banda sonora. Esta série é romântica, intelectual, criativa, divertida,
na qual cria uma ligação com o espetador, transmite mensagens pertinentes e não
falha quando falamos de uma boa dose de drama e mexericos.
Por
isso, vale a pena assistir a mais uma história fantástica de Jane Austin que
mostra o lado desta história contada pela perspetiva de Mary Bennet e ainda,
é narrada por esta protagonista!
Para
terminar, aproveito para dizer que estive à conversa com a Ella Bruccoleri que
fez um desempenho muito bom da Mary Bennet.
Um
agradecimento à Ella Bruccoleri pela sua disponibilidade em responder às minhas
perguntas. Foi um gosto falar sobre esta série encantadora! Por fim, um
obrigada ao canal AXN Portugal e à Sony pela oportunidade desta entrevista! E
partilho de seguida, a minha entrevista com ela!
Amantes
dos livros de Colleen Hoover, chegou o momento!
Verity é a adaptação do romance bestseller
de Colleen Hoover que tem a realização de Michael Showalter. E é protagonizado
por Anne Hathaway, Dakota Johnson, Josh Hartnett, Brady Wagner, Ismael Cruz
Cordova e Daniel Echevarria.
Este
thriller psicológico sedutor acompanha a renomada autora Verity Crawford
(Anne Hathaway) e Lowen Ashleigh (Dakota Johnson), uma escritora em
dificuldades que se muda para a remota propriedade dos Crawford para
escrever em nome de Verity.
Após
Lowen descobrir aquilo que parecem ser as perturbadoras notas
autobiográficas da autora, vê-se confrontada com confissões inquietantes e
distorcidas sobre o marido de Verity, Jeremy (Josh Hartnett),
sendo forçada a distinguir entre a ficção e a realidade, manipulação e atração,
oportunidade e obsessão.
Divulgação: Amazon MGM Studios, Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Primeiramente,
é essencial referir que esta análise é feita de mente aberta e sem ter lido o
livro pelo qual esta história é adaptada.
Pode
parecer fácil, mas ser uma escritora é mais desafiante do que se possa pensar.
Pois, a pessoa até pode ter muitas habilidades, mas existem outros fatores
externos que influenciam toda uma carreira. E aqui, temos um exemplo prático
disso. De um lado, temos Verity Crawford, um fenómeno e uma referência
que conquistou uma comunidade gigante de seguidores que devora os seus livros.
Já do outro, temos Lowen Ashleigh que apesar de escrever o mesmo género
de histórias de que a Verity faz, ela não consegue encher uma livraria
pequena quando ocorre uma leitura da sua obra mais recente.
Mesmo
com o seu pequeno alcance, Lowen não desiste, sendo que um dia, tudo muda.
Tem a oferta de uma proposta irrecusável que depois lhe iria proporcionar uma viagem conturbada e marcante. E essa oportunidade, era nada menos do que
ajudar a Verity Crawford a escrever o seu próximo romance da coleção. Será
que a Lowen é capaz de estar à altura do desafio? E afinal, qual foi a
razão dela ser a escolhida para a tarefa?
Uma
coisa é dada a entender desde o início: nem tudo é o que parece.
E
vai chegar um momento, em que tanto o espetador, como a própria Lowen vão
ter muita dificuldade em identificarem o que é real e o que é ficção.
Divulgação: Amazon MGM Studios, Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Verity é daqueles filmes promissores que
tinha tudo para brilhar, mas que ficou aquém das expetativas. Possuía todos os
elementos necessários para inovar os thrillers psicológicos, criar inúmeras
discussões e chocar em determinadas situações. No entanto, preferiu optar pelo
caminho mais fácil e ser assim, mais previsível e por vezes até incoerente.
Automaticamente,
o espetador entra nesta narrativa a esperar que seja algo tremendamente
perturbador e mais tenso. Infelizmente, não foi isso que aconteceu. Poderiam
ter arriscado mais e tornar tudo isto em algo mais arrepiante, obscuro e criativo.
Mesmo que não tenha lido o livro, eu tinha a informação de que o romance
original era muito mais pesado. E parece que não quiseram se esforçar ou quem
sabe, entrar em grandes polémicas.
Também
esperava um maior tempo de ecrã da própria Verity, interpretada pela
grande Anne Hathaway. Mesmo assim, ela brilhou sempre que esteve presente em
cena. Já o restante elenco, fez o melhor que conseguiu com o guião que lhes foi
entregue.
Mesmo
assim, tem uma boa quantidade de manipulação, tensão, vibrações estranhas e
revelações que faz com que se mantenha algum interesse em querer assistir a
esta narrativa, seja qual venha a ser o seu desfecho.
Por isso, se forem ver, o
melhor é não ir com expetativas e evitar fazer comparações com o material
original.
Quase
três décadas depois, as irmãs Owen estão de regresso com Practical
Magic 2 (Magia e Sedução: Segredos de Família, como título em
português).
Baseado
no romance “The Book of Magic”, de Alice Hoffman, esta dupla protagonizada por
Nicole Kidman e Sandra Bullock volta a lidar com a maldição da família Owen
que teima a não lhes deixar viver a vida nos seus próprios termos.
No elenco
também inclui Joey King, Maisie Williams, Stockard Channing, Dianne Wiest, Lee
Pace, Xolo Maridueña e Solly McLeod.
Então,
Gillian e Sally regressam com tudo o que sempre as tornou
inconfundíveis: margaritas à meia-noite, feitiços na cozinha, travessuras ao luar
e partidas entre irmãs. Conhecemos também as filhas de Sally, Kylie
(Joey King) e Antonia (Maisie Williams), já crescidas e determinadas a
enfrentar a maldição geracional que condena à morte qualquer homem que se
apaixone por uma mulher Owens.
Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo
Passem
os anos que passarem, a maldição continua mais poderosa do que nunca. O amor é a ruína delas. Será que a
família Owens toda junta vai finalmente conseguir quebrar a maldição?
Esta
história inicia-se com Sally a perder o seu segundo marido. Depois, ela pede
à Gillian para esconder das filhas que elas são bruxas e todo o poder
que vem associado. Para complementar, também lança um feitiço para que as
filhas se esquecessem de tudo aquilo que sabiam sobre magia. De seguida, Sally
deixou a sua magia para trás e assim, passou a viver uma vida mais normal. E pensava
ela que estava a tomar a decisão certa.
No
entanto, o passado tem sempre uma maneira de regressar. Isso acontece, quando Kylie
fica completamente apaixonada pelo namorado Gideon (Xolo Maridueña). E
assim, que nutre o seu sentimento em palavras, um acidente ocorre e Gideon
fica entre a vida e a morte. Enquanto isso, Kylie fica a saber a verdade
sobre as suas origens e fará o que for preciso para acabar com a maldição e salvar o namorado.
Mais
tarde, quando Sally fica a saber que Kylie pode estar em perigo,
vai atrás dela numa corrida contra o tempo e na companhia de Gillian.
Para isso, também tem de desbloquear o seu poder e ela vai precisar de ajuda
para o fazer.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Practical
Magic 2 é uma sequela
leve, cheia de magia, amor, união, cumplicidade, feitiços e esperança. A fotografia é
maravilhosa, no qual tem uma boa música a acompanhar. E a história em si é
executada de um modo simples e fluído, sendo que não só manifesta magia, mas
também aborda a força do vínculo destas mulheres determinadas que não desistem
e tentam encontrar uma solução, por mais que difícil que seja. É impressionante
como a força da irmandade pode ter a capacidade de fazer o inesperado. E não
nos vamos esquecer que também é transmitido por parte das personagens, um lado
mais maternal.
Já
a cumplicidade entre Nicole Kidman e Sandra Bullock continua a ser bastante
divertida. Elas protagonizam das cenas mais engraçadas com um tom humorístico
que nos anima e nos faz ter ainda mais conexão com elas.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Além
disso, mesmo envolvido em algum caos no bom sentido, o filme proporciona uma
ótima energia, boas aprendizagens e uma mensagem importante que nos faz refletir sobre o que
realmente importa. É uma boa sugestão que serve para descontrair e apreciar o power
destas mulheres enigmáticas. E é daquelas narrativas que nem sabíamos que
estávamos a precisar de ver.
Por
isso, não percam esta produção! E não pode faltar a como este grupo de personagens
femininas tão poderosas nos aconselha a simplesmente, viver a vida!
De seguida, também podem assistir a um vídeo que eu fiz dedicado a este filme!
The
Dog Stars (Na Companhia
das Estrelas, como título em português) é baseado no bestseller de Peter
Heller e tem a realização de Ridley Scott.
O elenco é
composto por Jacob Elordi, Josh Brolin, Margaret Qualley, Allison Janney,
Benedict Wong e Guy Pearce.
O
filme conta a história de Hig (Jacob Elordi), um jovem piloto que,
juntamente com Bangley (Josh Brolin), um especialista militar em
sobrevivência, construiu um refúgio eficiente, mas isolado, num mundo
pós-apocalíptico brutal. Quando Hig recebe uma misteriosa transmissão de
rádio, parte rumo ao desconhecido em busca da esperança e da humanidade que
ainda acredita existirem.
Divulgação: 20th Century Studios Portugal
Neste
mundo pós-apocalíptico, um vírus misterioso elimina uma grande parte da
humanidade. Não se sabe como tudo aconteceu. Porém, houve quem tivesse sobrevivido,
como foi o caso de Hig, um piloto que juntamente com o seu cão tenta
seguir em frente após a morte da sua mulher.
Como
é óbvio, os sobreviventes terão de lidar com todo o tipo de perigos, incluindo
a presença de saqueadores. Neste caso, temos um grupo de saqueadores que são
conhecidos como os Reapers e que aterrorizam quem se cruza no caminho
deles.
Agora,
uma das mensagens que esta produção tenta transmitir é que no fim do mundo,
ninguém tem de sobreviver sozinho. O instinto de sobrevivência pode surgir num
ápice. Mas, demonstrar a sua humanidade, isso já faz parte das muitas escolhas
do chamado livre-arbítrio.
Hig é daqueles indivíduos ingénuos e
cheios de esperança, que ainda acredita que pode haver sobreviventes com boas
intenções e dispostos a tornar este mundo onde vivem no momento, num lugar
melhor. Enquanto isso, o seu companheiro, Bangley acredita completamente
no contrário. Afinal, quem terá razão?
Por
mais que estivesse a viver num sítio confortável e protegido o suficiente para que
pudesse chamar de lar, Hig queria muito mais. Ele pretendia aventurar-se
no desconhecido e fazer muito mais. Contudo, a partir do momento em que tomasse
essa decisão, então iria para um ponto sem retorno. Isso, depois poderia lhe proporcionar
um género de transformação. E quem sabe, lidar com o seu luto.
Divulgação: 20th Century Studios Portugal
Apesar
de possuir uma cinematografia bonita e uma boa escolha em termos de som, The
Dog Stars não acrescenta nada de novo. O filme em si, faz lembrar
automaticamente o ambiente da série, The Last of Us, mas sem as suas
criaturas mortíferas.
Depois,
torna-se difícil criar qualquer ligação com as personagens. Houve momentos em
que o cão do protagonista cativou muito mais do que outras personagens. O
enredo também tem as suas falhas e há muitas questões que ficaram por
responder.
Além
disso, fica-se com a sensação de que falta sempre algo que poderia tornar a
história mais produtiva e intensa.
Mesmo
assim, num geral, apreciei a atmosfera do filme e as alturas em que foram apresentando
as estrelas.
Para
mim, uma das melhores partes foi a presença do Bangley, sendo que Josh
Brolin fez o seu melhor com o argumento que lhe proporcionaram.
Sinceramente,
esperava muito mais deste The Dog Stars que poderia ter seguido um rumo bem
melhor. Até pode haver quem vá gostar muito, devido ao Jacob Elordi. Mas, na
minha opinião, a interpretação dele não foi nada de especial. Por isso, se
forem ver o filme, então não vão com expetativas.
Pompeia:
Antes do Desastre (Pompeii:
Out of Time, como título original) é uma série documental constituída por
três episódios que é apresentada por Tom Hiddleston. E que pode ser vista na
plataforma de streaming da Disney+ e no canal National Geographic.
Para
este projeto, Kevin R. Wright, produtor executivo da série Loki volta a se
reencontrar com Tom Hiddleston.
Neste
docudrama, Tom Hiddleston interpreta um detetive do passado que lidera uma
investigação inovadora sobre as últimas 24 horas da erupção do Vesúvio que
ocorreu em 79 d.C. Contudo, ele precisa de combinar uma arqueologia de ponta
com a sua própria intuição.
Afinal,
será que alguém poderia sobreviver à destruição de Pompeia? Tom Hiddleston
questiona o que realmente aconteceu às pessoas sob as cinzas, seguindo o
percurso de um adolescente, de uma empresária e de um soldado enquanto
enfrentam escolhas impossíveis numa corrida contra o tempo.
Ao
longo de três episódios, há muito para se descobrir sobre este acontecimento
fatal.
Divulgação: Disney+ e National Geographic
O
que aborda estes três episódios:
Em
primeiro lugar, à medida que o Vesúvio começa a despertar, a primeira questão
crucial é colocada: será possível que alguém conseguirá reconhecer os sinais de
aviso a tempo? Inicialmente, Tom Hiddleston segue a história de dois romanos
reais, um jovem aprendiz e uma imponente mulher de negócios, descobre uma cidade
que continua a sua rotina, enquanto os sismos se intensificam.
Com
o tempo a esgotar-se, Tom investiga a razão pela qual as pessoas ignoram o
perigo e se estas primeiras decisões selaram o seu destino.
Já
no segundo episódio, quando o Vesúvio entra em erupção, ele procura saber quem
tem a capacidade de escapar perante o caos e quem assume o controlo. Ao seguir
o jovem Avianius, que corre para salvar a mãe, e Julia Felix, que protege os
membros da sua casa, descobre também um misterioso guarda pretoriano em
Herculano. Será ele apenas uma testemunha ou um líder?
Com
a chegada da escuridão e da primeira fase mortífera da erupção, Tom investiga
se ainda há alguém capaz de sair com vida.
Por
fim, no terceiro e último episódio, temos o momento mais assustador de todos. É
quando as últimas vagas mortíferas atingem Pompeia. E é aqui que Tom Hiddleston
confronta-se com a questão final: o que significa sobreviver? Devido a
investigar a derradeira decisão de Julia Felix, o sacrifício do guarda
pretoriano e o destino de Avianius, Tom descobre novas provas que desafiam tudo
o que julgamos saber sobre Pompeia.
Perante
a destruição total, revela não só quem sobreviveu, mas também o verdadeiro
significado de sobrevivência.
Divulgação: Disney+ e National Geographic
A
minha análise a este docudrama:
Pompeia:
Antes do Desastre é
uma produção notável que nos dá a oportunidade exclusiva de ter uma experiência
imersiva em viajar no tempo e de sermos transportados para a Roma Antiga nas
horas que antecederam à erupção do Vulcão Vesúvio. E cuja catástrofe levou a
que três cidades, incluindo Pompeia fossem completamente soterradas.
No
entanto, acompanhamos tudo numa perspetiva nova que é bastante criativa e
interessante, enquanto vai existindo uma contagem decrescente para o desastre
começar. Aqui, temos uma representação cinematográfica que não falha em
retratar a época em questão.
Pode
ser definido como um documentário de investigação com o seu tom dramático que prende
a atenção de quem está a ver e que conta uma história que não conhecemos.
O
storytelling é executado de um modo tão diferente, preciso e inovador, sendo
que não falta referências tão engraçadas ao lendário Loki, a personagem do
universo da Marvel que Tom Hiddleston desempenha há mais de uma década. E uma
dessas referências inclui um simples movimento da mão que automaticamente, nos
cria uma sensação de alegria e nostalgia.
Divulgação: Disney+ e National Geographic
O
foco vai para os sobreviventes, em que graças a tecnologias mais avançadas, foi
possível explorar novas evidências arqueológicas. Estas indicaram que nem todas
as pessoas morreram num mero instante e que, até houve quem tentasse escapar. E
que se calhar, com todas as descobertas que foram sendo reveladas, então, teria
sido possível que muitos daqueles que foram apanhados por esta tragédia,
poderiam ter sobrevivido.
Para
quem conhece um pouco daquilo que aconteceu em Pompeia, acaba por
surpreender-se por determinados detalhes, sinais e informações que eu particularmente
não sabia. E ainda, chegando à conclusão de que havia muito sobre Pompeia que
se desconhecia.
Também
é apresentada a vida na Roma Antiga e são contadas as histórias de pessoas
reais, como a de um adolescente, uma empresária e um soldado. Como estes
romanos passaram as suas últimas horas, antes do derradeiro final da cidade de
Pompeia. E a relevância que as escolhas de cada um deles acabou por ter.
Divulgação: Disney+ e National Geographic
Apesar
de termos aqui uma reconstrução histórica muito humana deste evento acompanhada
por uma boa banda sonora, também houve uma equipa de arqueólogos,
historiadores, geólogos e especialistas em catástrofes que ao mesmo tempo, analisaram
e esclareceram todos os aspetos relacionados com a erupção do Vesúvio. E tudo,
de acordo com as provas e as mais recentes descobertas arqueológicas.
E
pelo meio, esta narrativa que se destaca pela sobrevivência, resiliência e
sacrifício do ser humano, também contém uma boa dose de imaginação incorporada
nesta história e uma reinvenção na forma como ela é contada.
Divulgação: Disney+ e National Geographic
Além
disso, há que realçar a interpretação brilhante de Tom Hiddleston, agora como
anfitrião e investigador. Desde jovem, ele sempre teve uma curiosidade, um
fascínio e um carinho especial por Pompeia. E aqui, dá para ver o quanto ele
quer descobrir mais sobre o que realmente aconteceu com as pessoas que
testemunharam esta tragédia.
É
mesmo muito cativante quando o vemos a visitar esta cidade em ruínas e a ser o
nosso próprio guia turístico. É um momento tão autêntico e real que acaba por
criar ainda mais vontade em querer fazer uma visita pessoalmente e sentir a
energia desse lugar. Como apreciadora da história romana, há muito tempo que eu
já queria ir a Pompeia e agora, esse desejo é ainda maior.
Com
Pompeia: Antes do Desastre, temos uma visão dinâmica, distinta e única dos
momentos que antecederam o soterramento desta cidade. Num geral, foi uma
aprendizagem muito interessante e cheia de detalhes pertinentes que foi
apresentada pelo excelente, Tom Hiddleston. Mas, que não termina sem uma
reflexão que dá muito em que se pensar.
Por
isso, não podem perder este docudrama surpreendente sobre um dos desastres mais
mortíferos da humanidade!
De seguida, também partilho 3 razões para ver esta produção!