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sábado, 31 de outubro de 2026

A Festa de Anos - o que esperar deste drama psicológico protagonizado por Willem Dafoe (Crítica)

Bem-vindos à celebração de A Festa de Anos protagonizada por Willem Dafoe!

Este drama (The Birthday Party, como título original) é realizado por Miguel Ángel Jiménez. Para além de Willem Dafoe, o elenco é composto por Vic Carmen Sonne, Joe Cole, Emma Suárez e Carlos Cuevas.

Esta produção é uma adaptação do romance homónimo do escritor Panos Karnezis.

A história acompanha Markos Timoleon, um rico empresário grego que celebra o 25º aniversário da filha na sua ilha privada. Mas, acontecimentos inesperados colocam o seu poder em risco e abalam os alicerces da sua vida.

Para este homem, a família é o mais sério dos negócios. Ele tem a necessidade de controlar tudo ao seu redor. E a relação de obsessão e de amor com a sua filha não está nos melhores termos.

Divulgação: Pris Audiovisuais

Aqui temos uma figura autoritária que está habituada a influenciar todos à sua volta e a querer controlar o presente e futuro da própria família. E ainda, a proteger o seu património a todo o custo. Mesmo assim, nem sempre, as coisas decorrem de acordo com os seus planos.

Ele tem o objetivo de sabotar a vida da filha para que não coloque em causa o seu legado. Já a filha, só quer ter uma vida independente do pai.

Perante uma ilha privada no Mediterrâneo, temos uma celebração cheia de segundas intenções e de coisas a esconder que é passada na década de 1970. E que tem os elementos para que possa correr mal.

Divulgação: Pris Audiovisuais

A Festa de Anos é um evento tenso que testa o psicológico, tendo sido envolvido num ambiente de riqueza, luxo, extravagância e cinismo. Também é cheio de relações de conveniência, conflitos familiares, espionagem, ambição, isolamento, corrupção, planos a serem colocados em prática, interesses pessoais e muitos segredos prestes a serem desvendados.

O único destaque mais interessante vai para a interpretação de Willem Dafoe que dá vida a um patriarca frio, calculista e manipulador. De um modo implacável tenta controlar a sua família. E não faltam situações decadentes, em que ele mostra a sua dinâmica de poder e como às vezes, ultrapassa os limites.

Além disso, é-nos entregue uma cinematografia de boa qualidade que mostra a beleza paradisíaca das ilhas gregas. E cria um contraste entre estas paisagens gregas e a atmosfera pesada e paranoica que é captada nesta ilha.

Divulgação: Pris Audiovisuais

Mesmo assim, a história peca a vários níveis, na qual não dá para ignorar e desviar o olhar, acabando por trazer algo que é mais cansativo, não traz nada de novo e nem transmite qualquer impacto a quem está a assistir. Também existe uma quebra constante no ritmo e um desequilíbrio evidente em termos das músicas escolhidas para a banda sonora.

A Festa de Anos é daqueles filmes que não tem nada de marcante e contém uma narrativa que é facilmente esquecível. Infelizmente, nem Willem Dafoe conseguiu salvar o material adaptado e deu para ver que fez o seu melhor.

Por isso, caso tomem a decisão de ir ver o filme, aconselho a não terem expetativas e simplesmente, aproveitarem para apreciarem as vistas requintadas e estupendas do Mediterrâneo.