Bem-vindos
à celebração de A Festa de Anos protagonizada por Willem Dafoe!
Este
drama (The Birthday Party, como título original) é realizado por Miguel Ángel Jiménez. Para além de Willem Dafoe, o elenco
é composto por Vic Carmen Sonne, Joe Cole, Emma Suárez e Carlos Cuevas.
Esta
produção é uma adaptação do romance homónimo do escritor Panos Karnezis.
A
história acompanha Markos Timoleon, um rico empresário grego que celebra
o 25º aniversário da filha na sua ilha privada. Mas, acontecimentos inesperados
colocam o seu poder em risco e abalam os alicerces da sua vida.
Para
este homem, a família é o mais sério dos negócios. Ele tem a necessidade de
controlar tudo ao seu redor. E a relação de obsessão e de amor com a sua filha
não está nos melhores termos.
Divulgação: Pris Audiovisuais
Aqui
temos uma figura autoritária que está habituada a influenciar todos à sua volta
e a querer controlar o presente e futuro da própria família. E ainda, a
proteger o seu património a todo o custo. Mesmo assim, nem sempre, as coisas
decorrem de acordo com os seus planos.
Ele
tem o objetivo de sabotar a vida da filha para que não coloque em causa o seu
legado. Já a filha, só quer ter uma vida independente do pai.
Perante
uma ilha privada no Mediterrâneo, temos uma celebração cheia de segundas
intenções e de coisas a esconder que é passada na década de 1970. E que tem os
elementos para que possa correr mal.
Divulgação: Pris Audiovisuais
A
Festa de Anos é um
evento tenso que testa o psicológico, tendo sido envolvido num ambiente de
riqueza, luxo, extravagância e cinismo. Também é cheio de relações de
conveniência, conflitos familiares, espionagem, ambição, isolamento, corrupção,
planos a serem colocados em prática, interesses pessoais e muitos segredos
prestes a serem desvendados.
O
único destaque mais interessante vai para a interpretação de Willem Dafoe que
dá vida a um patriarca frio, calculista e manipulador. De um modo implacável
tenta controlar a sua família. E não faltam situações decadentes, em que ele
mostra a sua dinâmica de poder e como às vezes, ultrapassa os limites.
Além
disso, é-nos entregue uma cinematografia de boa qualidade que mostra a beleza
paradisíaca das ilhas gregas. E cria um contraste entre estas paisagens gregas
e a atmosfera pesada e paranoica que é captada nesta ilha.
Divulgação: Pris Audiovisuais
Mesmo
assim, a história peca a vários níveis, na qual não dá para ignorar e desviar o
olhar, acabando por trazer algo que é mais cansativo, não traz nada de novo e
nem transmite qualquer impacto a quem está a assistir. Também existe uma quebra
constante no ritmo e um desequilíbrio evidente em termos das músicas escolhidas
para a banda sonora.
A
Festa de Anos é daqueles
filmes que não tem nada de marcante e contém uma narrativa que é facilmente
esquecível. Infelizmente, nem Willem Dafoe conseguiu salvar o material adaptado
e deu para ver que fez o seu melhor.
Por isso, caso tomem a decisão de ir ver o filme, aconselho a não terem expetativas e simplesmente, aproveitarem para apreciarem as vistas requintadas e estupendas do Mediterrâneo.






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