Chegou
o momento para assistir ao novo capítulo de uma das sagas de comédia mais
populares e irreverentes do cinema atual.
Realizado
por Michael Tiddes, Scary Movie: What’s Up? traz de regresso o seu elenco
original e introduz novas personagens. Para que depois possa apresentar o
espírito caótico e provocador que o público está tão habituado a ver.
O argumento é
de Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans e Rick
Alvarez. Já o elenco é composto por: Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris,
Regina Hall, Damon Wayans Jor., Gregg Wayans, Kim Wayans, Benny Zielke, Cameron
Scott Roberts, Cheri Oteri, Chris Elliott, Dave Sheridan, Heidi Gardner, Lochlyn
Munro, Olivia Rose Keegan, Ruby Snowber, Savannah Lee Nassif e Sydney Park.
Desta
vez, vinte e seis anos depois de escaparem a um assassino mascarado
estranhamente familiar (“Ghostface”), o grupo original volta a estar na mira do
homicida – e nenhum filme de terror está a salvo. Marlon Wayans (“Shorty”),
Shawn Wayans (“Ray”), Anna Faris (“Cindy”) e Regina Hall (“Brenda”) reencontram-se
em Scary Movie, acompanhados pelas personagens favoritas dos fãs, para
satirizar reboots, remakes, “requels”, prequelas, sequelas, spin-offs, o
chamado “terror sofisticado”, histórias originais, tudo o que inclua a palavra “legado”
e todos os “capítulos finais” que nunca são realmente finais.
Nada
é sagrado. Nenhum cliché escapa. Não há limites. Os Wayans estão de volta para
gozar com a chamada “cultura do cancelamento”.
Não
irão faltar referências à cultura pop, tendências recentes, mortes, humor absurdo e
paródias aos maiores sucessos de terror. E esta foi a altura indicada para que
todo este tempo depois, Marlon Wayans, Shawn Wayans, Anna Faris e Regina Hall
se voltem a reunir para este novo filme, que recupera o humor provocador e a sátira
ao terror contemporâneo que definiram esta saga tão peculiar.
Por
isso, preparem-se para o reencontro com o elenco que marcou gerações!
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Scary
Movie: What’s Up? é
mais uma paródia divertida que ninguém leva a mal e que irá entreter o
espetador, com todos os seus exageros e todas as suas referências inteligentes,
tanto à cultura pop, como às produções de terror e de outros géneros que foram as mais bem-sucedidas dos últimos
tempos.
Apesar
de ter algumas saídas engraçadas e cenas hilariantes, há momentos que são
demasiado exagerados e outros mais artificiais. E também, a pessoa não consegue
parar de notar, a falta de estrutura que vai existindo ao longo de cada um dos
seus atos.
Em
vez de tudo se interligar, há situações que são claramente levadas ao extremo,
mas que infelizmente, acabam por ser isoladas daquilo que está a acontecer na
cena em si. E por isso, acabam por perder um pouco a sua potência e essência.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
No entanto, consegue abordar a sociedade e o mundo em que vivemos hoje de um modo leve,
mais descontraído e com um humor atípico. E isso, trouxe um bom resultado que
realmente encaixou.
Scary
Movie: What’s Up? é um
caos absoluto que brilha com muitas das referências apresentadas e não irá
deixar ninguém indiferente. Com uma identidade muito, muito particular, este
filme mistura comédia com terror, não havendo limites para a sátira e o seu tom
provocador. Apesar dos seus erros, vai de certeza, proporcionar uma experiência
positiva à maior parte dos admiradores desta saga.
A
A24 apresenta o fenómeno viral da internet que promete não deixar ninguém indiferente!
Da
mente do visionário criador do YouTube Kane Parsons, que com esta produção faz
a sua estreia na realização de longas-metragens, chega um pesadelo
cinematográfico inquietante, preparado para definir uma nova era em relação à
narrativa de terror.
Falamos
de Backrooms, um terror psicológico protagonizado por Renate Reinsve,
Avan Jogia, Lukita Maxwell, Finn Bennett e Chiwetel Ejiofor.
Passado
em 1990 e baseado na série viral de Parsons na internet, Backrooms
acompanha Clark (Chiwetel Ejiofor), um vendedor imobiliário, enquanto
descobre, na cave da sua loja, uma porta — iluminada por luzes fluorescentes
amarelas e repleta de objetos familiares — que conduz a um inquietante labirinto
de intermináveis espaços de escritório e onde encontrar uma saída não será tão
fácil como imagina.
Ao
longo de noventa minutos, o foco da narrativa associa-se à descoberta de uma
misteriosa passagem que conduz a uma dimensão paralela composta por corredores
intermináveis, espaços vazios e labirínticos, iluminados por uma luz artificial
alarmante. À medida que diferentes personagens entram neste universo estranho e
claustrofóbico, percebem que não estão sozinhas: algo se esconde neste sítio.
Tudo
isto começa com Clark a ter uma loja de móveis, no qual tem tido muita
dificuldade em vender os seus artigos. A loja está constantemente vazia. A eletricidade
parece que ganha vida própria. E o seu desânimo continua a aumentar.
Contudo,
ele é seguido por uma terapeuta que também tem os seus traumas para lidar, mas
que faz os possíveis para o ajudar. Utiliza exercícios terapêuticos que incluem
role-plays e que faz com que ele se mostre algumas vezes, alterado. Será
que ela tem a habilidade necessária para o conseguirá ajudar?
Agora,
vem o início do ato em que Clark iria fazer uma descoberta que depois
lhe iria criar uma grande transformação. Essa descoberta remete-se a uma porta
estranha que aparece na cave da sua loja.
Para
além de uma porta que era suposto não existir, esconde-se uma série infinita de
salas e corredores, simultaneamente familiares, com um tom ameaçador e um vazio
com papel de parede amarelado. Um lugar fora da nossa realidade situada numa
dimensão paralela. O que poderá ele encontrar neste labirinto bem vasto?
Assim,
de um modo inesperado, Clark desaparece misteriosamente por uma dimensão
além da realidade. E por isso, a terapeuta terá de se aventurar perante o
desconhecido para encontrar o seu paciente e salvá-lo.
Divulgação: Pris Audiovisuais
Backrooms é um terror psicológico fora da caixa
e estranho que entrega uma componente diferente em termos do género do horror. Muito
mistério e suspense com uma boa banda sonora a criar a tensão necessária. É
daquelas histórias que é uma viagem pelo desconhecido, que nos faz processar
com uma intensidade que não é tão regular de acontecer. E basta, percorrermos juntamente
com o protagonista, por um labirinto peculiar composto por todos aqueles
corredores intermináveis, para que cheguemos, a um ponto de exaustão. Claro,
que depois tudo isso faz criar todo o tipo de teorias. E até por momentos, também
parece que estamos a viver os filmes do REC.
Para
além disso, a pessoa acaba por imaginar como é residir dentro da própria mente
e perder-se completamente, sem forma de regressar à realidade. E quando referimos
a uma mente mais perturbada, então, pode se tornar aterrorizante. Sem esquecer,
que também mostra como a desconexão com a sociedade pode levar a um ponto sem
retorno.
Ao
contrário de muitos críticos por aí espalhados, eu não achei que o filme tivesse
sido assim tão impactante como têm afirmado. Para muitos, pode tornar-se
cansativo e extremamente confuso. É que a pessoa saí de lá sem praticamente
compreender aquilo que acabou de experienciar. E nem sempre, isso é positivo.
No
entanto, uma coisa é certa. Backrooms é uma produção que conseguiu criar
discussão, destacar-se à sua maneira e fazer o espetador mergulhar por algo
inexplicável. E com um final que deixa que o público crie a sua própria
interpretação. Infelizmente, por vezes, também chega a ser bizarro e totalmente
incoerente e irreal.
Passenger (O Passageiro do Inferno, como
título em português) é uma produção da Paramount Pictures. É classificado como
um thriller de terror realizado por André Øvredal, tendo como protagonistas:
Jacob Scipio, Lou Llobell e Melissa Leo.
Temos
aqui um jovem casal que depois de testemunhar um terrível acidente numa
estrada, rapidamente perceber que não saiu do local sozinho. Uma presença
demoníaca conhecida como “The Passenger” transforma a sua viagem num autêntico
pesadelo, não descansando até reclamar ambos como as suas vítimas.
Este
é um casal que vendeu tudo o que tinha para mudar o rumo das suas vidas e
viverem uma nova fase. Eles decidiram pegar numa caravana e meterem-se à
estrada, percorrendo inúmeros quilómetros e irem simplesmente, à aventura.
Contudo,
quando passam algumas semanas, um deles já não está assim tão satisfeito com
esta mudança de vida. E começa a ter dificuldades a lidar com isso. Mas, essa
não seria a maior complicação desta nova jornada deles.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Depois
de presenciarem um acidente numa estrada isolada, eles acabam por saírem de lá
acompanhados. Companhia essa que não lhes ia facilitar a vida. A partir desse
momento, a viagem torna-se numa luta desesperada pela sobrevivência, marcada
por uma presença inexplicável que os persegue sem descanso.
Não
importa o que eles façam, parece que não se conseguem livrar deste passageiro
do inferno, uma entidade do mal. Será que irão sobreviver?
Neste
cenário, nas estradas norte-americanas de um determinado estado, têm aumentado
o número de pessoas desaparecidas. Muitas têm acidentes, desaparecem sem deixar
rasto e nunca mais são vistas. E depois o pior acontece, quando estão a
conduzir de noite por estradas vazias.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Passenger pode possuir os elementos essenciais
para atrair quem aprecia filmes de terror, mas não é inteligente na forma como entrega
este enredo. Sim, é verdade que tem visuais sólidos, cria algum interesse e
prega alguns sustos pelo caminho. Mas, poderá não ser o suficiente para marcar
o espetador.
A
narrativa contém um nível elevado de tensão e suspense envolvido num terror
psicológico. Os alvos são viajantes que conduzem pelas estradas. Caso,
desapareçam são facilmente esquecidos. E além disso, parece que não existe
ninguém que coloque a sua atenção em tentar resolver esses mesmos
desaparecimentos.
Enquanto
isso são explorados os medos associados ao isolamento e à escuridão. E de um
modo muito breve é mostrado como é o modo de vivência de determinadas comunidades,
onde a caravana é o seu lar. Também ficamos a saber ligeiramente mais sobre os
símbolos que são colocados nas viaturas dos viajantes como o aviso de perigo ou
outros com significados diferentes.
Gostaria
que tudo isto referido anteriormente, tivesse sido mais desenvolvido. Como por
exemplo, teria sido mais interessante, haver ataques deste demónio nestes acampamentos.
E aí, teríamos um melhor vislumbre do poder dessa figura, a ameaça que
representava e que seria impossível de evitar. E assim, realmente testemunhar
que não haveria forma de escapar.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Supostamente,
a história seria centrada nesta entidade demoníaca, mas infelizmente mais de
metade do filme, não esteve presente visualmente. Só eram apresentados sinais
da sua aproximação. Por isso, esperava muito mais ataques infernais e caóticos. Além disso, esperava que se tivesse sabido mais sobre as origens desta criatura.
Uma
outra coisa que poderia ter sido mais desenvolvida e que faltou contexto foi o
historial entre esta figura demoníaca e o São Cristóvão, o padroeiro dos
viajantes. Este santo acabou por se tornar num género de arma secreta para ajudar
a enfrentar o passageiro do inferno e sem se perceber o porquê.
Com
Passenger, temos uma produção com thriller, terror e suspense que
apresenta uma história simples com algumas falhas e desequilíbrios. E que cria
a sensação de que falta alguma coisa. Poderia ter sido muito mais. Apesar disso,
no final pode entreter na mesma, quem for assistir. E no meu caso, foi isso que
aconteceu.
Ultimamente,
Blumhouse tem lançado vários projetos ligados ao universo do terror. E o
próximo é Obsession – A Felicidade É Relativa. Este thriller
sobrenatural é realizado por Curry Barker, tendo sido protagonizado por Michael
Johnston e Inde Navarrette.
Nesta
história Bear (Michael Johnston) é um jovem apaixonado pela sua melhor
amiga de infância, Nikki (Inde Navarrette). Incapaz de confessar os seus
sentimentos, recorre a um misterioso artefacto sobrenatural para que ela se
apaixone por ele. O desejo concretiza-se, mas amar alguém assim tem um preço
sombrio e irreversível.
Assim,
o que começa como uma comédia adolescente sobre amor não correspondido transforma-se
rapidamente num pesadelo visceral: a obsessão de Nikki assume contornos
cada vez mais perigosos e violentos, obrigando Bear a confrontar as
consequências devastadoras do seu desejo.
Às
vezes, é importante que tenha cuidado com quem se deseja.
Para
além disso, lembram-se daquela afirmação: Cuidado com aquilo que desejas? Nunca
uma frase fez tanto sentido como nesta narrativa.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Temos
um One Wish Willow (Desejo Willow, como tradução em português) disponível
nas mãos do Bear, sendo que ele desejou que a Nikki Freeman o
amasse mais do que a alguém em todo o mundo. E não é que se concretizou? É que Nikki
passou a ter só olhos para o Bear . E é como se um feitiço tivesse sido
lançado para ela.
Tudo
isto inicia-se, porque Bear quer demonstrar o amor que sente por Nikki.
Um dia, ele vai a uma loja esotérica para adquirir uma peça de bijuteria para
lhe oferecer. Em vez disso, acaba por sair com um One Wish Willow. Ao
final de contas, quem acaba por usá-lo é Bear.
No
entanto, a concretização deste desejo acabaria por correr terrivelmente mal. E
além disso, tem uma complicação. Não é possível reverter esse desejo, enquanto
ele estiver vivo. O que será que Bear irá fazer? Será que vai aguentar a
obsessão descontrolada de Nikki?
Agora,
o que ele não se irá livrar é de um grande pesadelo que lhe vai traumatizar.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Obsession
– A Felicidade É Relativa
é um terror psicológico com um lado sinistro que é envolvido no sobrenatural.
Está cheio de cenas perturbadoras e outras mais violentas que resultam assim,
num filme intenso, aterrorizante e completamente louco.
Vale
a pena salientar a interpretação única de Inde Navarrette a dar vida à Nikki.
É impressionante assistir ao modo como ela desenvolve a sua Nikki e
depois representa esta obsessão sem limites. Por outro lado, ainda mostra a
vulnerabilidade e a incapacidade que fazem parte quando a pessoa não está a agir por
si própria. E consequentemente, perdendo assim, o controlo do seu próprio corpo
e mente.
Esta
não é uma produção para todos os gostos, pois poderá deixar muitos
desconfortáveis. E também, devido a ter arcos um pouco parados que pode tirar o
foco e cansar as pessoas mais impacientes. De certeza, que poderá dividir opiniões,
mas desde o início que demonstra a sua complexidade e o quanto é diferente e fora
da caixa.
E
este é daqueles exemplos que mostra realmente o que é o significado de ter uma
obsessão.
As
cenas que vão sendo apresentadas são bastante tensas e algumas delas,
agonizantes. Dá para observar facilmente, o quanto este projeto tenta inovar
neste género do terror. E isso acaba por acontecer com algumas surpresas pelo
meio.
Com
aquilo que se vê em Obsession – A Felicidade É Relativa, automaticamente
vai-te obrigar a processar sobre o tema abordado. Além disso, cria uma
curiosidade imediata em acompanhar mais histórias relacionadas com outros
desejos que poderiam ter sido feitos, utilizando o One Wish Willow.
Fãs
de filmes de terror, preparados? Chegou o momento do novo reboot de uma das sagas
de terror mais icónicas de sempre! E este tenho a certeza que não irá deixar
ninguém indiferente, pois prometem algo completamente diferente. Por isso,
deixa qualquer um entusiasmado, verdade?
Este
é The Mummy (2026) de Lee Cronin (A Múmia de Lee Cronin, como
título em português) que cria a sua própria reinterpretação.
Este filme está disponível na plataforma de streaming da HBO Max.
O
elenco é protagonizado por Jack Reynor, Laia Costa, May Calamawy, Natalie Grace
e Veronica Falcón.
Neste
argumento, a jovem filha de um jornalista desaparece no deserto sem deixar
rasto. Oito anos depois, a família destroçada fica em choque quando ela
regressa. O que deveria ser um reencontro feliz transforma-se num verdadeiro
pesadelo.
Afinal
o que aconteceu à Katie? Por mais que algumas coisas devem permanecer
enterradas, estes pais têm mesmo de saber a verdade.
Nesta
nova versão do monstro clássico, esta família depara-se com uma múmia ancestral
que vai desencadear uma aventura sobrenatural que traz terror e suspense.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Depois
de Katie desaparecer, sem deixar qualquer pista, estes pais desesperados
continuam a procurá-la durante anos, mas infelizmente, sem sucesso. Oito anos
depois, o inesperado acontece, quando eles recebem um telefonema a informar que
a filha foi encontrada viva no interior de um sarcófago com três mil anos.
Katie regressa aparentemente mumificada,
profundamente transformada e com comportamentos muito perturbadores. Para que
possam realmente perceber o que lhe terá acontecido, tanto a família como as
autoridades terão de abandonar as suas crenças e enfrentar um mistério que
desafia qualquer lógica.
O
momento em que um antigo sarcófago se abre e acompanhado por aquele som de
suspense, é sempre aquela altura que não sabemos bem o que irá sair dali. E se
nos vai ou não pregar algum susto e aqui não é exceção.
Agora,
temos aqui uma família que foi marcada por uma tragédia inexplicável quando a
filha desaparece misteriosamente depois de um encontro com uma mulher
desconhecida. E acaba por ser dada como morta, ficando a sua família destroçada
e em luto. Porém, quando ela reaparece como uma jovem em vez de criança, deixando
assim, todos chocados. Além disso, ela está acompanhada por um mal antigo que
vai desencadeando uma energia sombria para as pessoas ao seu redor.
Assim,
Katie já não era a menina doce e inocente que conhecemos inicialmente e
não se sabe o que esperar dela e de quem estará a salvo. Por isso, todos estão
em perigo e estas personagens vão sem dúvida, levar com um grande pesadelo
psicológico e um trauma que nunca mais se irão esquecer.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
The
Mummy é uma produção ousada
que apresenta mistério, violência muito detalhada e que chega a ser cruel. Não
é para todos. É extremamente mais perturbador do que o esperado e diferente de
tudo o que já vimos, sendo que pode chocar alguns. E para outros, não vai ser
de certeza agradável. Este é um terror que é dirigido aos mais fortes de
estômago, devido ao seu body horror peculiar e às suas cenas inquietantes e
repugnantes que se vão intensificando. E que por vezes, foram longe demais.
Este
é um filme de múmias mais obscuro e muito distinto, onde não vão faltar rituais
antigos, símbolos para decifrar, violência, escorpiões e aquele conflito
previsível da luta do bem contra o mal. E também possui uma identidade mais
ousada, violenta e transforma o trauma e o luto familiar em algo mais sinistro.
Na
realidade, a sua história não tem nada de especial, proporciona poucos sustos e
não assusta. Mas, tem os seus momentos mais macabros e cenas que podem fazer
algumas pessoas desviar o olhar, devido a serem tão nojentas. Uma coisa é certa.
Há quem não vá olhar para as pedicures da mesma forma.
O
destaque vai para a Natalie Grace que desempenha a Katie de um modo
muito convincente e que cria curiosidade em saber o que vai acontecer de seguida.
De resto, a pessoa não se sente envolvida com os personagens.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Depois
não era preciso que a sua duração fosse tão longa, sendo que se fica com a
sensação de que estão a arrastar o enredo, sem que seja necessário. E por isso,
acaba por ser mais extenso e não acrescenta nada de impactante.
The
Mummy nas mãos de Lee
Cronin é bizarro, sangrento e atormenta à sua maneira. Pode ser visto em IMAX e
não ser um filme fácil de assistir. Até pode ser desagradável para alguns e também
pode dividir opiniões. Porém, ele conseguiu entregar um reboot único que
se foca mais no body horror e em horrores inesperados, testando um terror mais
psicológico e com imagens que falam por si.
Acredito
que os fãs de terror vão gostar, mas como referi anteriormente: a nível visual não
tem filtros e pode fazer com que a pessoa tenha de desviar o olhar! Não foi o
meu caso, mas simplesmente aproveitem este filme e não vão com grandes exigências.
Ready
or Not 2: Here I Come
(Ready or Not 2: O Ritual, como título em português) é a sequela de Ready
or Not (2019). Realizado por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, esta
continuação traz de volta Samara Weaving como a protagonista.
O filme está disponível na plataforma de streaming da Disney+.
A Samara
Weaving, junta-se Kathryn Newton, Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, Elijah
Wood, Nestor Carbonell, Kevin Durand e David Cronenberg.
Agora,
momentos depois de sobreviver a um ataque total da família Le Domas, Grace
(Samara Weaving) descobre que chegou ao próximo nível do jogo de pesadelo – e desta
vez com a sua irmã afastada, Faith (Kathryn Newton), ao seu lado. Grace
tem uma oportunidade de sobreviver, manter a sua irmã viva e reivindicar o Alto
Cargo do Conselho que controla o mundo. Quatro famílias rivais estão à sua
procura para conquistar o trono e quem vencer irá governar tudo.
Será
que Grace vai sobreviver? É que desta vez a fasquia é muito mais elevada
e ela não teve tempo para recuperar da sua última batalha pela sobrevivência.
Divulgação: 20th Century Studios Portugal
Ela
tinha acabado de passar por um ataque atroz da família Le Domas e depois
disso acontecer acorda num hospital. Contudo, descobre que na verdade foi
levada para os terrenos de um clube de campo de elite e vê-se noutro jogo
mortal. Agora, tem de lutar mais uma vez pela sua sobrevivência contra quatro
famílias rivais que estão a competir entre si para a matar e assim, tomar posse
da fortuna.
Contudo,
tem uma grande diferença em relação ao seu desafio anterior. Ela não está
sozinha, sendo que tem a sua irmã a acompanhá-la neste jogo mortal. Será que com
Faith ao seu lado, vai ser mais difícil sobreviver ou será uma aliança
produtiva?
Ao
longo deste pesadelo, ficamos a conhecer melhor a disfunção familiar destas
duas irmãs e acabamos por torcer para que elas possam sobreviver e depois
fazerem as pazes. Com uma experiência traumática deste tipo, quem sabe, esta pode
ser a altura certa para uma reconciliação duradoura.
Divulgação: 20th Century Studios Portugal
Ready
or Not 2: Here I Come
é uma produção de terror ousada, violenta e extremamente sangrenta. Esta perseguição
mortal com os seus momentos satíricos mantém o seu tom cómico e é enrolado num
humor negro e sarcástico que combina muito bem com a sua história tensa cheia
de ação, sangue e com uma dose certa de suspense.
O
que não faltam são produções de terror que juntam a comédia, transformando
muitas das suas cenas como absurdas e às vezes, bizarras. Mas que várias vezes até
têm a sua piada. E com este filme, isso também acontece.
Neste
caso, temos mais rituais satânicos e tradições assustadoras que vão além de uma
família, onde podemos observar como uma organização secreta tem tantos privilégios,
poder e uma grande influência sobre o mundo.
A
premissa é semelhante ao primeiro filme, mas é mais agressiva e com muitas mais
lutas. Desta vez são quatro famílias rivais e bastante poderosas que vão à caça
da protagonista, enquanto disputam por um trono que lhes irá dar o controlo do
mundo. Porém, houve algumas dessas personagens que acabaram por não ter tido
qualquer tipo de relevância e facilmente dispensáveis. Pareciam mais alvos a
abater.
Divulgação: 20th Century Studios Portugal
Depois,
houve aqueles que poderiam ter sido mais bem aproveitados e não serem
descartados da forma que foram. Um exemplo disso foi a personagem interpretada por
Kevin Durand que teve pouco tempo de ecrã e acredito que tinha potencial para
ser um adversário formidável.
Outra
coisa foi a incoerência das regras deste jogo tão perigoso. É que chega a um
ponto que parece que já não existem regras e por isso, tudo pode acontecer. Ou
seja, não há praticamente limitações.
Um
dos pontos altos do filme foi mais uma vez o desempenho competente e forte de Samara
Weaving que continua a dar vida a Grace, uma autêntica Scream Queen,
que mesmo estando muito vulnerável e não ter tido qualquer descanso, está mais
uma vez, a lutar ferozmente pela sua liberdade. Ela continua a ser o coração da
história. É sempre interessante vê-la a lutar, ajustar e depois a sobreviver. Os
seus instintos de sobrevivência parecem que não falham. E apesar de não ter uma
relação assim tão próxima com a irmã, não deixa de se preocupar com Faith.
Em
relação à introdução de Faith na narrativa, a atriz escolhida foi a Kathryn
Newton. Como já seguia o seu trabalho, então tinha curiosidade em ver como se
ia sair neste filme. Infelizmente, não foi o que esperava. A sua interpretação
pareceu-me mais artificial e outras vezes, os seus atos demasiado exagerados. Inicialmente
não havia muita química entre ela e Samara Weaving, mas com a reconstrução da
relação das suas personagens, melhorou. Porém, não foi o suficiente para impactar.
Divulgação: 20th Century Studios Portugal
Sarah
Michelle Gellar foi outra das adições ao elenco e acho que foi uma boa escolha.
Perdi a conta de quantas vezes, senti semelhanças com a sua tão popular Buffy
que muitos de nós conhecemos.
Já
as cenas de ação e de luta foram bem conseguidas. Durante as mesmas foram
surgindo ataques implacáveis, mortes brutais, uma maior frequência de explosões
de pessoas e outras cenas que foram agarrando a pessoa ao ecrã.
Ready
or Not 2: Here I Come
foi uma adição positiva e conseguiu superar ligeiramente o primeiro filme em diferentes
situações. Por isso, vejam de novo o seu original. E depois, não podem perder este
novo jogo perigoso com muito mais ação, sangue e caos e onde ninguém está a
salvo!
Preparados
para serem transportados para mais um culto, mas desta vez com um tom cómico? They
Will Kill You (Eles Matam-te, como título em português) é o novo
projeto dos produtores de IT que é realizado por Kirill Sokolov. E está disponível na plataforma de streaming da HBO Max.
O
elenco é composto por Zazie Beetz, Myha’la, Paterson Joseph, Tom Felton,
Heather Graham e Patricia Arquette.
Este
filme acompanha uma jovem mulher que aceita um emprego no Hotel Virgil,
sem imaginar que o edifício esconde um culto demoníaco. Ali, os seus membros
fazem pactos com o diabo e, para alcançarem a mortalidade, têm de realizar
sacrifícios humanos.
Presa
numa verdadeira armadilha, a protagonista – uma ex-presidiária habituada a
lutar – enfrenta uma noite de sobrevivência onde tudo pode acontecer, num
confronto marcado por ação constante, mortes épicas e humor negro perverso.
Sobreviver
à noite no Virgil e evitar que se torne na próxima oferenda não será
tarefa fácil, pois no interior deste edifício está escondido um misterioso e
distorcido covil de um culto demoníaco que é transformado numa verdadeira
armadilha mortal.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Esta
comédia de terror e ação desenrola-se à volta de Asia Reaves (Zazie
Beetz) que tem tido um caminho difícil desde que enfrentou o seu pai agressivo
e tomou a decisão de abandonar a sua irmã, acabando por ser apanhada e passar assim,
uma temporada na prisão.
Depois
de ser libertada, Asia recomeça a sua vida como funcionária do Hotel
Virgil, um local exclusivo e com um ar requintado, mas com segredos por
revelar. Desde o momento em que ela pisa no seu interior que aos poucos, tudo
ao seu redor começa a tornar-se muito estranho, principalmente a partir do
momento, que a porta do hotel se tranca com várias fechaduras.
Por
isso, esta poderá ser uma das muitas razões que a estadia de Asia poderá
dar para o torto, mas afinal, quem é que está realmente em perigo e irá
sobreviver?
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
They
Will Kill You é uma
paródia sangrenta e divertida com boas cenas, tanto de ação,
como de luta. Esta é uma aposta ousada e intensa, sendo que cumpre com o seu propósito
de entreter o espetador. Por mais falhas que pode ter e até com a quantidade de
coisas que nem disfarçam e dá para ver que não são realistas, isso não importa.
Ou seja, acaba por ser algo que ninguém leva a mal. E simplesmente, assiste e
até acha alguma piada.
Para
mim um dos destaques é a criatividade usada nas cenas de luta que prende a
atenção de quem está a ver, onde não falta violência, alguma adrenalina, bons
instintos de sobrevivência, mortes e pessoas encharcadas de sangue.
Esta
comédia de terror é carregada praticamente sozinha por Zazie Beetz. E, ela ainda
brilha em cada um dos seus confrontos e respetivas cenas de ação. Enquanto isso,
há personagens que estiveram presentes que não trouxeram qualquer relevância à
própria trama.
They
Will Kill You é uma
boa fonte de entretenimento com uma escolha acertada na banda sonora que tenta trazer algo de novo para o género e
inovar na forma como aborda tanto a imortalidade, como os cultos dedicados ao
diabo. E fá-lo de um modo caricato e por vezes, ligeiramente bizarro.
Uma
das adaptações mais esperadas de 2025 chegou à plataforma de streaming da Netflix.
Frankenstein é a próxima produção realizada pelo icónico Guillermo del
Toro, tendo sido baseada na criação da Mary Shelley.
O
elenco é constituído por Oscar Isaac, Jacob Elordi, Mia Goth, Christopher
Waltz, Charles Dance, Felix Kammerer, David Bradley, Lars Mikkelsen e Christian
Convery.
Tudo
é desenrolado ao redor do Dr. Victor Frankenstein que quer criar vida
nova a partir da morte, sem prever o que viria a seguir. Em uma história com
dois lados, quem realmente é o monstro?
Já
houve diversas versões desta figura tão enigmática e popular. No entanto, quando
foi anunciado que iríamos ter uma nova visão nas mãos do grande Guillermo del
Toro, a expetativa para assistir era elevada. Mas será que este cineasta irá deixar
a sua marca impactante o suficiente para transformar Frankenstein em
algo que ainda não tenhamos visto?
Primeiramente,
a história é dividida em duas partes, sendo que a primeira parte do filme é
contada do ponto de vista do cientista, o Victor Frankenstein. E ao
longo desse período há alguma incerteza em relação ao quanto é credível a
história de Victor, onde pode ser questionado se existe realmente uma criatura.
Já a segunda parte é dedicada a vermos pelos olhos da criação de Victor.
No final, acabamos por acompanhar um tipo de dinâmica familiar invulgar e complexa.
Relativamente
a Victor, ele é aquele tipo de personagem principal que se torna o vilão
e muito disso, está relacionado com as consequências dos seus atos, devido àquilo
que passou na sua infância, principalmente com o seu pai e chegando a um ponto
que parece um género de dor geracional que ocorreu e que passou entre gerações.
Ele tinha o objetivo de ultrapassar os conhecimentos e habilidades do seu pai e
criar algo único no mundo. Além disso, ele é alguém que tinha uma dor muito profunda
e queria muito que o seu irmão o amasse.
Enquanto
conta o seu lado da história, nós conseguimos de certa forma, entender a dor de
Victor e a obsessão dele em criar o homem perfeito. Inicialmente, ele
teve uma visão que se transformou numa ideia que ganhou forma na sua mente e
desde aí, foi inexorável até se tornar verdade. Até mesmo nas etapas iniciais
que ele testou num público específico, parte do que lhes iria dizer seria um
facto. Porém, outra parte não, sendo que tudo acaba por tornar-se numa verdade absoluta.
Agora,
depois de ter concretizado o seu desejo e ter superado os limites da ciência, Victor
acreditou plenamente que criou algo verdadeiramente horrível e tinha
determinado que a memória dos seus males deveria morrer consigo. Na opinião
dele, ele ao procurar a vida, acabou por criar a morte. Mas, será isso mesmo
verdade? Será que o grande Victor Frankenstein cometeu um erro? Uma
coisa é certa. Ele não considerou o que viria após a criação e é preciso
destacar o Oscar Isaac que teve uma performance excelente em transmitir a
personalidade peculiar e toda a loucura e destruição deste Victor. E
para saber as respostas às perguntas feitas anteriormente, é essencial que se
conheça a versão da sua criatura.
Afinal
que criatura é esta? Em primeiro lugar, é completamente diferente daquilo que
já tivemos a oportunidade de assistir noutras adaptações e ao longo do filme
percebemos a razão para esta conclusão. Depois do criador dele ter contado a
sua história, agora ele vai contar a dele.
Esta
é uma criatura feita de pedaços de cadáveres de um campo de batalha que Victor
Frankenstein monta como se fosse um puzzle. Ele é um tipo de ser original e
é claramente composto por pessoas diferentes, sendo que se recorda de
fragmentos e de memórias de vários homens. No entanto, desde o início há uma
pureza nele que nos identificamos imediatamente, criamos empatia e em certos
momentos, começamos a torcer por ele.
Enquanto
isso, há quem o considere como um monstro como é o caso de Victor
Frankenstein, o criador dele. E tal como qualquer ser humano, quando alguém
tem medo de algo e neste caso, de alguém, a tendência é caçar e matar apenas
por ser uma criatura fragmentada e discriminada e também tudo o que possa ser considerado
como desconhecido.
Temos
a possibilidade de ver o desenvolvimento difícil desta criatura que bastava uma
palavra ou um simples olhar para se compreender o que estava a sentir. Apesar
de ter sido maltratado e excluído por Victor, ele simplesmente queria
uma companheira ao seu lado para viver em paz. E caso o amor lhe fosse negado,
então iria entregar-se à ira e o principal alvo seria o seu criador.
Para
este tipo de personagem já adaptado diversas vezes, sabia-se que precisava de
se ver alguém com potencial e que conseguisse prender a atenção do público.
Jacob Elordi encarnou com tanta elegância e dedicação esta criatura e à medida
que a história foi ocorrendo, o seu próprio movimento corporal é pensado numa maneira
diferente, sendo que depois lhe deu mais expressividade e realidade.
Frankenstein é uma obra eletrizante e arrebatadora
que nos proporciona uma experiência imersiva e nos apresenta com inteligência,
uma visão louca e espetacular desta trama passada no século XIX. Esta não é
apenas uma história de um cientista brilhante que foi capaz de criar vida e
muitas outras coisas. É também retratada a fragmentação do ser humano, o luto, a
relação complexa de pais e filhos, a solidão e isolamento e a necessidade de
pertencer e de ser amado. E também está a ser contada histórias de pessoas
cheias de maldade que têm uma ambição sem limites e são cruéis e egoístas. E tudo
isto é uma forma mais real de ver o mundo e entender cada história.
Automaticamente
faz questionar-nos não só o mundo e a humanidade, mas também a nossa própria
identidade. Quem sou eu e porque estou aqui? Afinal, qual é o meu propósito? Podemos
encontrar redenção? E também nos transmite a ideia de amar uma personagem que é
imperfeita e de perdoar essas imperfeições.
Guillermo
del Toro deu tudo de si nesta produção, sendo que para mim estava destinado a
fazer Frankenstein e a transformá-lo atualmente num dos seus filmes mais
bonitos visualmente. Era mesmo inevitável isso acontecer, pois ele já estava a
pensar há muito tempo na sua visão perante o livro de Mary Shelley. E dá para
ver que também tinha uma estratégia muito precisa de como decidiu filmar este
filme, enquanto mostrava o amor que tem por ele, sendo que fez coisas que
normalmente um realizador não faz e estava disposto a correr mais riscos.
Apesar
de existirem mudanças em relação a diferentes adaptações de Frankenstein,
este cineasta queria impulsionar a sua visão e encontrou uma maneira de
permanecer fiel ao romance original, mas moldando de acordo com a sua marca, o
seu estilo e a sua maneira de demonstrar emoções. E são muito poucos os
cineastas que realmente são capazes de criar mundos e proporcionar uma
experiência única ao espetador.
Frankenstein possui uma energia própria envolvida
numa história comovente que é fluída e repleta de espontaneidade. E é uma
homenagem a um ambiente gótico combinado com o sobrenatural que automaticamente
relacionamos com este mundo. Além disso, mergulhamos profundamente para o mundo
de Frankenstein, graças ao trabalho brilhante a nível do design de
produção, cinematografia, guarda-roupa muito adequado à época representada,
maquilhagem e banda sonora com música que faz amplificar as emoções do filme e
as loucuras da situação que está a acontecer no momento. Também a iluminação
estava muito bem incorporada e os efeitos especiais foram ótimos. Assim, todos
estes elementos juntos foram fulcrais para funcionarem em conjunto e assim,
darem vida a esta obra impressionante e com uma ótima qualidade.
Um
desses exemplos, vai para os cenários que foram construídos. Estes foram
fundamentais para definirem o tom em que como seria esta adaptação de Frankenstein.
A cela da criatura foi construída de raiz e o laboratório é o derradeiro
cenário onde a criação acontece. O laboratório era um local completamente louco
com muitas partes de cadáveres e sangue espalhados por todo o lado, sendo que Victor
fez o que fosse necessário para provocar uma tempestade e relâmpagos. E claro
que não faltaram explosões e muito mais.
Outra
coisa que gostaria de destacar e que dá para perceber o trabalho espantoso de cenografia
foi o navio preso no gelo do Ártico, onde se dá grande parte da ação. E fiquei
ainda, mais surpreendida pela positiva, por saber que construíram o navio de
verdade, tanto o interior, como o exterior. Este acaba por ser um dos grandes símbolos
desta produção.
A
obra deste génio que é o Guillermo del Toro é mesmo digna de se ver e é apresentada
em grande escala como este mundo funciona, levando a momentos muito ativos de
loucura e a cenas brutalmente violentas, transmitindo todo o tipo de emoções e
também mostrando a importância que era contar a história da criatura. E para além
disso, acredito que vai permanecer para sempre na memória de muitos admiradores
deste universo do Frankenstein.
Os
Estranhos: Capítulo 2
(The Strangers: Chapter 2, como título original) é o segundo filme de
uma trilogia do género de terror que é uma adaptação criada de acordo com a
visão do realizador Renny Harlin. O argumento tem como base o filme, Os
Estranhos (2008), realizado por Bryan Bertino e protagonizado por Liv Tyler
e Scott Speedman – que também serviu de inspiração para The Strangers –
Predadores da Noite (2018), de Johannes Roberts.
No
elenco, fazem parte nomes, tais como, Madelaine Petsch, Gabriel Basso, Ema
Horvath, Brooke Lena Johnson, Richard Brake, Pedro Leandro e Rachel Shenton.
É
verdade! Os Estranhos estão de volta – mais brutais e implacáveis do que nunca.
Quando descobrem que uma das suas vítimas, Maya (Madelaine Petsch),
ainda está viva, regressam para terminar o que começaram. Sem ter para onde
fugir e ninguém em quem confiar, Maya tem de sobreviver a mais um
capítulo horrível de terror enquanto os Estranhos – movidos por um propósito
incessante e sem sentido – a perseguem, mais do que dispostos a matar qualquer
um que se atravesse no seu caminho.
Divulgação: Pris Audiovisuais
Para
relembrar, o pesadelo de Maya começou quando, durante uma viagem pelo
Oregon (no Pacífico Noroeste dos EUA) com Gregory, o namorado, o carro
avariou no meio de uma floresta e ambos cometem o maior erro das suas vidas:
recorrer à aplicação Airbnb para encontrar um lugar para passar a noite.
Perante a preocupação, encontrar uma cabana isolada e silenciosa pareceu-lhes a
solução perfeita. Mas a noite trouxe-lhes três visitantes inesperados na forma
de assassinos mascarados que cercaram a casa e transformaram aquelas horas em
puro terror.
Após
esse ataque brutal, que terminou com a morte de Gregory e uma milagrosa
fuga de Maya, ela desperta numa cama de hospital, convencida de que está
a salva. Mas, o horror não ficou para trás, pois os três estranhos sabem que
ela sobreviveu e não vão parar enquanto não terminarem tudo aquilo que
começaram.
Divulgação: Pris Audiovisuais
Por
isso, na sequência desta saga acompanhamos os eventos logo após o final do
primeiro filme, onde Maya foge do hospital e é colocada novamente em
perigo, precisando lutar para sobreviver.
Aqui
temos Maya que coloca em prática o seu instinto de sobrevivência e
assim, tenta escapar a todo o custo, perante psicopatas que não descansam
enquanto não a eliminarem.
Ao
longo de 1 hora e 36 minutos, temos muitos clichês, cenas sem sentido e somos
desafiados a tentar compreender o que realmente está a acontecer e possíveis
motivos para tal. Enquanto isso, acompanhamos a protagonista a fugir destes Estranhos
e também a lidar com os obstáculos e ameaças que vão surgindo. Também temos
alguns flashbacks relacionados com estes assassinos estranhos, mas como
não explicam aquilo que importa, acaba por atrapalhar a história que está a ser
contada.
Não
fazendo comparações com o material original no qual é adaptado, Os
Estranhos: Capítulo 2 focou-se mais numa perseguição que parecia não ter
fim e que não acrescenta nada de novo. De certa forma, a história em si
torna-se demasiado previsível e pouco consegue surpreender.
Apesar
de inicialmente não ter tido grandes expetativas, aquilo que esperaria seria no
mínimo, algo ao nível do primeiro filme ou até algo superior ao mesmo.
Infelizmente, o resultado foi inferior e conseguiu diminuir ainda mais a fasquia
para a produção que irá encerrar esta saga.
Houve
situações nas quais a narrativa parecia desleixada e tinha um número
considerável de falhas que fez com que o espetador perca o interesse naquilo
que está a ver. Claro que não deixa de ter os seus momentos de maior tensão,
suspense e aflição, mas não é o suficiente para captar como deve ser, a atenção
do público. A sensação é que a pessoa fica com mais perguntas do que respostas
e a tendência de perder-se pela narrativa aumenta.
Divulgação: Pris Audiovisuais
Este
é um filme que tem falta de inovação e originalidade e que poderia ter
aproveitado esta adaptação de uma outra forma. Até pode possuir algumas boas
cenas de perseguição, mas chega a um ponto que se torna cansativa e depois
também tem aquelas alturas que parece que perde todo o sentido.
No
final, foram mostradas imagens do terceiro e último filme e aquilo que foi
apresentado acabou por não criar grande vontade em assistir a como tudo isto
termina.
Na
crítica do primeiro filme, referi que podia ser considerado como uma produção
facilmente esquecível. E com este segundo capítulo, tenho a certeza que as
pessoas vão esquecer ainda mais rapidamente, esta sequência.
Esta
saga prometeu valer a pena e até agora, entregou pouco.
Para saber mais sobre a crítica do primeiro capítulo desta saga, basta Ver Aqui!