Passenger (O Passageiro do Inferno, como
título em português) é uma produção da Paramount Pictures. É classificado como
um thriller de terror realizado por André Øvredal, tendo como protagonistas:
Jacob Scipio, Lou Llobell e Melissa Leo.
Temos
aqui um jovem casal que depois de testemunhar um terrível acidente numa
estrada, rapidamente perceber que não saiu do local sozinho. Uma presença
demoníaca conhecida como “The Passenger” transforma a sua viagem num autêntico
pesadelo, não descansando até reclamar ambos como as suas vítimas.
Este
é um casal que vendeu tudo o que tinha para mudar o rumo das suas vidas e
viverem uma nova fase. Eles decidiram pegar numa caravana e meterem-se à
estrada, percorrendo inúmeros quilómetros e irem simplesmente, à aventura.
Contudo,
quando passam algumas semanas, um deles já não está assim tão satisfeito com
esta mudança de vida. E começa a ter dificuldades a lidar com isso. Mas, essa
não seria a maior complicação desta nova jornada deles.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Depois
de presenciarem um acidente numa estrada isolada, eles acabam por saírem de lá
acompanhados. Companhia essa que não lhes ia facilitar a vida. A partir desse
momento, a viagem torna-se numa luta desesperada pela sobrevivência, marcada
por uma presença inexplicável que os persegue sem descanso.
Não
importa o que eles façam, parece que não se conseguem livrar deste passageiro
do inferno, uma entidade do mal. Será que irão sobreviver?
Neste
cenário, nas estradas norte-americanas de um determinado estado, têm aumentado
o número de pessoas desaparecidas. Muitas têm acidentes, desaparecem sem deixar
rasto e nunca mais são vistas. E depois o pior acontece, quando estão a
conduzir de noite por estradas vazias.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Passenger pode possuir os elementos essenciais
para atrair quem aprecia filmes de terror, mas não é inteligente na forma como entrega
este enredo. Sim, é verdade que tem visuais sólidos, cria algum interesse e
prega alguns sustos pelo caminho. Mas, poderá não ser o suficiente para marcar
o espetador.
A
narrativa contém um nível elevado de tensão e suspense envolvido num terror
psicológico. Os alvos são viajantes que conduzem pelas estradas. Caso,
desapareçam são facilmente esquecidos. E além disso, parece que não existe
ninguém que coloque a sua atenção em tentar resolver esses mesmos
desaparecimentos.
Enquanto isso são explorados os medos associados ao isolamento e à escuridão. E de um modo muito breve é mostrado como é o modo de vivência de determinadas comunidades, onde a caravana é o seu lar. Também ficamos a saber ligeiramente mais sobre os símbolos que são colocados nas viaturas dos viajantes como o aviso de perigo ou outros com significados diferentes.
Gostaria
que tudo isto referido anteriormente, tivesse sido mais desenvolvido. Como por
exemplo, teria sido mais interessante, haver ataques deste demónio nestes acampamentos.
E aí, teríamos um melhor vislumbre do poder dessa figura, a ameaça que
representava e que seria impossível de evitar. E assim, realmente testemunhar
que não haveria forma de escapar.
Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais
Supostamente,
a história seria centrada nesta entidade demoníaca, mas infelizmente mais de
metade do filme, não esteve presente visualmente. Só eram apresentados sinais
da sua aproximação. Por isso, esperava muito mais ataques infernais e caóticos. Além disso, esperava que se tivesse sabido mais sobre as origens desta criatura.
Uma
outra coisa que poderia ter sido mais desenvolvida e que faltou contexto foi o
historial entre esta figura demoníaca e o São Cristóvão, o padroeiro dos
viajantes. Este santo acabou por se tornar num género de arma secreta para ajudar
a enfrentar o passageiro do inferno e sem se perceber o porquê.
Com
Passenger, temos uma produção com thriller, terror e suspense que
apresenta uma história simples com algumas falhas e desequilíbrios. E que cria
a sensação de que falta alguma coisa. Poderia ter sido muito mais. Apesar disso,
no final pode entreter na mesma, quem for assistir. E no meu caso, foi isso que
aconteceu.






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