Ready
or Not 2: Here I Come
(Ready or Not 2: O Ritual, como título em português) é a sequela de Ready
or Not (2019). Realizado por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, esta
continuação traz de volta Samara Weaving como a protagonista.
A Samara
Weaving, junta-se Kathryn Newton, Sarah Michelle Gellar, Shawn Hatosy, Elijah
Wood, Nestor Carbonell, Kevin Durand e David Cronenberg.
Agora,
momentos depois de sobreviver a um ataque total da família Le Domas, Grace
(Samara Weaving) descobre que chegou ao próximo nível do jogo de pesadelo – e desta
vez com a sua irmã afastada, Faith (Kathryn Newton), ao seu lado. Grace
tem uma oportunidade de sobreviver, manter a sua irmã viva e reivindicar o Alto
Cargo do Conselho que controla o mundo. Quatro famílias rivais estão à sua
procura para conquistar o trono e quem vencer irá governar tudo.
Será
que Grace vai sobreviver? É que desta vez a fasquia é muito mais elevada
e ela não teve tempo para recuperar da sua última batalha pela sobrevivência.
Divulgação: 20th Century Studios Portugal
Ela
tinha acabado de passar por um ataque atroz da família Le Domas e depois
disso acontecer acorda num hospital. Contudo, descobre que na verdade foi
levada para os terrenos de um clube de campo de elite e vê-se noutro jogo
mortal. Agora, tem de lutar mais uma vez pela sua sobrevivência contra quatro
famílias rivais que estão a competir entre si para a matar e assim, tomar posse
da fortuna.
Contudo,
tem uma grande diferença em relação ao seu desafio anterior. Ela não está
sozinha, sendo que tem a sua irmã a acompanhá-la neste jogo mortal. Será que com
Faith ao seu lado, vai ser mais difícil sobreviver ou será uma aliança
produtiva?
Ao
longo deste pesadelo, ficamos a conhecer melhor a disfunção familiar destas
duas irmãs e acabamos por torcer para que elas possam sobreviver e depois
fazerem as pazes. Com uma experiência traumática deste tipo, quem sabe, esta pode
ser a altura certa para uma reconciliação duradoura.
Divulgação: 20th Century Studios Portugal
Ready
or Not 2: Here I Come
é uma produção de terror ousada, violenta e extremamente sangrenta. Esta perseguição
mortal com os seus momentos satíricos mantém o seu tom cómico e é enrolado num
humor negro e sarcástico que combina muito bem com a sua história tensa cheia
de ação, sangue e com uma dose certa de suspense.
O
que não faltam são produções de terror que juntam a comédia, transformando
muitas das suas cenas como absurdas e às vezes, bizarras. Mas que várias vezes até
têm a sua piada. E com este filme, isso também acontece.
Neste
caso, temos mais rituais satânicos e tradições assustadoras que vão além de uma
família, onde podemos observar como uma organização secreta tem tantos privilégios,
poder e uma grande influência sobre o mundo.
A
premissa é semelhante ao primeiro filme, mas é mais agressiva e com muitas mais
lutas. Desta vez são quatro famílias rivais e bastante poderosas que vão à caça
da protagonista, enquanto disputam por um trono que lhes irá dar o controlo do
mundo. Porém, houve algumas dessas personagens que acabaram por não ter tido
qualquer tipo de relevância e facilmente dispensáveis. Pareciam mais alvos a
abater.
Divulgação: 20th Century Studios Portugal
Depois,
houve aqueles que poderiam ter sido mais bem aproveitados e não serem
descartados da forma que foram. Um exemplo disso foi a personagem interpretada por
Kevin Durand que teve pouco tempo de ecrã e acredito que tinha potencial para
ser um adversário formidável.
Outra
coisa foi a incoerência das regras deste jogo tão perigoso. É que chega a um
ponto que parece que já não existem regras e por isso, tudo pode acontecer. Ou
seja, não há praticamente limitações.
Um
dos pontos altos do filme foi mais uma vez o desempenho competente e forte de Samara
Weaving que continua a dar vida a Grace, uma autêntica Scream Queen,
que mesmo estando muito vulnerável e não ter tido qualquer descanso, está mais
uma vez, a lutar ferozmente pela sua liberdade. Ela continua a ser o coração da
história. É sempre interessante vê-la a lutar, ajustar e depois a sobreviver. Os
seus instintos de sobrevivência parecem que não falham. E apesar de não ter uma
relação assim tão próxima com a irmã, não deixa de se preocupar com Faith.
Em
relação à introdução de Faith na narrativa, a atriz escolhida foi a Kathryn
Newton. Como já seguia o seu trabalho, então tinha curiosidade em ver como se
ia sair neste filme. Infelizmente, não foi o que esperava. A sua interpretação
pareceu-me mais artificial e outras vezes, os seus atos demasiado exagerados. Inicialmente
não havia muita química entre ela e Samara Weaving, mas com a reconstrução da
relação das suas personagens, melhorou. Porém, não foi o suficiente para impactar.
Divulgação: 20th Century Studios Portugal
Sarah
Michelle Gellar foi outra das adições ao elenco e acho que foi uma boa escolha.
Perdi a conta de quantas vezes, senti semelhanças com a sua tão popular Buffy
que muitos de nós conhecemos.
Já
as cenas de ação e de luta foram bem conseguidas. Durante as mesmas foram
surgindo ataques implacáveis, mortes brutais, uma maior frequência de explosões
de pessoas e outras cenas que foram agarrando a pessoa ao ecrã.
Ready or Not 2: Here I Come foi uma adição positiva e conseguiu superar ligeiramente o primeiro filme em diferentes situações. Por isso, vejam de novo o seu original. E depois, não podem perder este novo jogo perigoso com muito mais ação, sangue e caos e onde ninguém está a salvo!







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