A
A24 apresenta o fenómeno viral da internet que promete não deixar ninguém indiferente!
Da
mente do visionário criador do YouTube Kane Parsons, que com esta produção faz
a sua estreia na realização de longas-metragens, chega um pesadelo
cinematográfico inquietante, preparado para definir uma nova era em relação à
narrativa de terror.
Falamos
de Backrooms, um terror psicológico protagonizado por Renate Reinsve,
Avan Jogia, Lukita Maxwell, Finn Bennett e Chiwetel Ejiofor.
Passado
em 1990 e baseado na série viral de Parsons na internet, Backrooms
acompanha Clark (Chiwetel Ejiofor), um vendedor imobiliário, enquanto
descobre, na cave da sua loja, uma porta — iluminada por luzes fluorescentes
amarelas e repleta de objetos familiares — que conduz a um inquietante labirinto
de intermináveis espaços de escritório e onde encontrar uma saída não será tão
fácil como imagina.
Ao
longo de noventa minutos, o foco da narrativa associa-se à descoberta de uma
misteriosa passagem que conduz a uma dimensão paralela composta por corredores
intermináveis, espaços vazios e labirínticos, iluminados por uma luz artificial
alarmante. À medida que diferentes personagens entram neste universo estranho e
claustrofóbico, percebem que não estão sozinhas: algo se esconde neste sítio.
Tudo
isto começa com Clark a ter uma loja de móveis, no qual tem tido muita
dificuldade em vender os seus artigos. A loja está constantemente vazia. A eletricidade
parece que ganha vida própria. E o seu desânimo continua a aumentar.
Contudo,
ele é seguido por uma terapeuta que também tem os seus traumas para lidar, mas
que faz os possíveis para o ajudar. Utiliza exercícios terapêuticos que incluem
role-plays e que faz com que ele se mostre algumas vezes, alterado. Será
que ela tem a habilidade necessária para o conseguirá ajudar?
Agora,
vem o início do ato em que Clark iria fazer uma descoberta que depois
lhe iria criar uma grande transformação. Essa descoberta remete-se a uma porta
estranha que aparece na cave da sua loja.
Para
além de uma porta que era suposto não existir, esconde-se uma série infinita de
salas e corredores, simultaneamente familiares, com um tom ameaçador e um vazio
com papel de parede amarelado. Um lugar fora da nossa realidade situada numa
dimensão paralela. O que poderá ele encontrar neste labirinto bem vasto?
Assim,
de um modo inesperado, Clark desaparece misteriosamente por uma dimensão
além da realidade. E por isso, a terapeuta terá de se aventurar perante o
desconhecido para encontrar o seu paciente e salvá-lo.
Divulgação: Pris Audiovisuais
Backrooms é um terror psicológico fora da caixa
e estranho que entrega uma componente diferente em termos do género do horror. Muito
mistério e suspense com uma boa banda sonora a criar a tensão necessária. É
daquelas histórias que é uma viagem pelo desconhecido, que nos faz processar
com uma intensidade que não é tão regular de acontecer. E basta, percorrermos juntamente
com o protagonista, por um labirinto peculiar composto por todos aqueles
corredores intermináveis, para que cheguemos, a um ponto de exaustão. Claro,
que depois tudo isso faz criar todo o tipo de teorias. E até por momentos, também
parece que estamos a viver os filmes do REC.
Para
além disso, a pessoa acaba por imaginar como é residir dentro da própria mente
e perder-se completamente, sem forma de regressar à realidade. E quando referimos
a uma mente mais perturbada, então, pode se tornar aterrorizante. Sem esquecer,
que também mostra como a desconexão com a sociedade pode levar a um ponto sem
retorno.
Ao
contrário de muitos críticos por aí espalhados, eu não achei que o filme tivesse
sido assim tão impactante como têm afirmado. Para muitos, pode tornar-se
cansativo e extremamente confuso. É que a pessoa saí de lá sem praticamente
compreender aquilo que acabou de experienciar. E nem sempre, isso é positivo.
No entanto, uma coisa é certa. Backrooms é uma produção que conseguiu criar discussão, destacar-se à sua maneira e fazer o espetador mergulhar por algo inexplicável. E com um final que deixa que o público crie a sua própria interpretação. Infelizmente, por vezes, também chega a ser bizarro e totalmente incoerente e irreal.



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