quinta-feira, 4 de junho de 2026

Backrooms - o que esperar deste terror psicológico (Crítica)

A A24 apresenta o fenómeno viral da internet que promete não deixar ninguém indiferente!

Da mente do visionário criador do YouTube Kane Parsons, que com esta produção faz a sua estreia na realização de longas-metragens, chega um pesadelo cinematográfico inquietante, preparado para definir uma nova era em relação à narrativa de terror.

Falamos de Backrooms, um terror psicológico protagonizado por Renate Reinsve, Avan Jogia, Lukita Maxwell, Finn Bennett e Chiwetel Ejiofor.

Passado em 1990 e baseado na série viral de Parsons na internet, Backrooms acompanha Clark (Chiwetel Ejiofor), um vendedor imobiliário, enquanto descobre, na cave da sua loja, uma porta — iluminada por luzes fluorescentes amarelas e repleta de objetos familiares — que conduz a um inquietante labirinto de intermináveis espaços de escritório e onde encontrar uma saída não será tão fácil como imagina.

Ao longo de noventa minutos, o foco da narrativa associa-se à descoberta de uma misteriosa passagem que conduz a uma dimensão paralela composta por corredores intermináveis, espaços vazios e labirínticos, iluminados por uma luz artificial alarmante. À medida que diferentes personagens entram neste universo estranho e claustrofóbico, percebem que não estão sozinhas: algo se esconde neste sítio.

Tudo isto começa com Clark a ter uma loja de móveis, no qual tem tido muita dificuldade em vender os seus artigos. A loja está constantemente vazia. A eletricidade parece que ganha vida própria. E o seu desânimo continua a aumentar.

Contudo, ele é seguido por uma terapeuta que também tem os seus traumas para lidar, mas que faz os possíveis para o ajudar. Utiliza exercícios terapêuticos que incluem role-plays e que faz com que ele se mostre algumas vezes, alterado. Será que ela tem a habilidade necessária para o conseguirá ajudar?

Agora, vem o início do ato em que Clark iria fazer uma descoberta que depois lhe iria criar uma grande transformação. Essa descoberta remete-se a uma porta estranha que aparece na cave da sua loja.

Para além de uma porta que era suposto não existir, esconde-se uma série infinita de salas e corredores, simultaneamente familiares, com um tom ameaçador e um vazio com papel de parede amarelado. Um lugar fora da nossa realidade situada numa dimensão paralela. O que poderá ele encontrar neste labirinto bem vasto?

Assim, de um modo inesperado, Clark desaparece misteriosamente por uma dimensão além da realidade. E por isso, a terapeuta terá de se aventurar perante o desconhecido para encontrar o seu paciente e salvá-lo.

Divulgação: Pris Audiovisuais

Backrooms é um terror psicológico fora da caixa e estranho que entrega uma componente diferente em termos do género do horror. Muito mistério e suspense com uma boa banda sonora a criar a tensão necessária. É daquelas histórias que é uma viagem pelo desconhecido, que nos faz processar com uma intensidade que não é tão regular de acontecer. E basta, percorrermos juntamente com o protagonista, por um labirinto peculiar composto por todos aqueles corredores intermináveis, para que cheguemos, a um ponto de exaustão. Claro, que depois tudo isso faz criar todo o tipo de teorias. E até por momentos, também parece que estamos a viver os filmes do REC.

Para além disso, a pessoa acaba por imaginar como é residir dentro da própria mente e perder-se completamente, sem forma de regressar à realidade. E quando referimos a uma mente mais perturbada, então, pode se tornar aterrorizante. Sem esquecer, que também mostra como a desconexão com a sociedade pode levar a um ponto sem retorno.

Ao contrário de muitos críticos por aí espalhados, eu não achei que o filme tivesse sido assim tão impactante como têm afirmado. Para muitos, pode tornar-se cansativo e extremamente confuso. É que a pessoa saí de lá sem praticamente compreender aquilo que acabou de experienciar. E nem sempre, isso é positivo.  

No entanto, uma coisa é certa. Backrooms é uma produção que conseguiu criar discussão, destacar-se à sua maneira e fazer o espetador mergulhar por algo inexplicável. E com um final que deixa que o público crie a sua própria interpretação. Infelizmente, por vezes, também chega a ser bizarro e totalmente incoerente e irreal.


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