Chegou o momento da estreia do filme mais antecipado de 2026! A Odisseia (The Odyssey, 2026) está preparada para elevar as fasquias e proporcionar uma experiência audiovisual que nunca foi antes vista.
Desta
vez, esta obra tão popular de Homero foi adaptada pelas mãos do grande
visionário Christopher Nolan. E este é o primeiro filme narrativo da história a
ser filmado integralmente com câmaras IMAX de 70mm.
Este
é considerado como o projeto mais ambicioso da carreira de Christopher Nolan
com um orçamento estimado em 250 milhões de dólares.
As
suas rodagens decorreram ao longo de 91 dias, sendo que terminaram antes do
previsto e sem ultrapassarem o orçamento. E passaram por localizações reais que
incluíram Marrocos, Grécia, Itália, Islândia, Escócia e Saara Ocidental.
Já
o elenco é de luxo, sendo constituído por Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway,
Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Samantha Morton, John Leguizamo, Zendaya, Charlize
Theron, Jon Bernthal, Himesh Patel, Mia Goth e Benny Safdie.
Em
termos de equipa técnica, estão de regresso o diretor de fotografia Hoyte van
Hoytema, o compositor vencedor de Óscares, Ludwig Göransson e a produtora Emma
Thomas.
A
Odisseia acompanha Ulisses,
o lendário rei grego de Ítaca, na sua longa e perigosa jornada de
regresso a casa após a Guerra de Troia, narrando os seus encontros com
seres míticos como o Ciclope Polifemo, as Sereias e a ninfa Calipso,
enquanto tenta reunir-se com a sua esposa, Penélope. Mito e legado —
estes são os temas que atravessam o épico de ação de Nolan.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Depois
de Ulisses liderar o exército que levou a uma vitória decisiva contra Troia,
ele procura voltar ao seu lar de Ítaca. Enquanto isso, o seu filho Telémaco
resolve partir à procura do seu pai e a sua mulher, Penélope espera
ansiosamente pelo regresso dele.
No
entanto, Ítaca está repleto de pretendentes que se querem casar com Penélope
e assim, se tornarem, no próximo monarca de Ítaca. Porém, até ao
momento, Penélope tem conseguido adiar esse acontecimento.
O foco desta narrativa é na jornada difícil de 10 anos do regresso de Ulisses a casa, que lhe proporcionou uma reflexão profunda que também incluiu uma procura pela sua identidade e uma transformação útil para o que viesse de seguida. Além disso, também acompanhamos a sua culpa, tormento e o seu processo de redenção perante tudo o que fez ao longo da Guerra de Troia.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
A
Odisseia é uma
obra-prima extraordinária que é profundamente arrepiante, intensa e impactante.
Desde o primeiro instante que nos faz sair imediatamente da nossa própria
realidade. E acabamos por mergulhar por uma experiência inesquecível, única e
imersiva que nos deixa completamente deslumbrados, sem palavras e em êxtase com
a sua grandiosidade, atenção aos detalhes e com tudo aquilo que nos vai sendo
apresentado.
Um
dos maiores destaques vai sem dúvida, para a banda sonora tão rica e fantástica
de Ludwig Göransson que ao longo do filme, nos faz vibrar cada vez mais e também
cria uma tensão pertinente e interessante à própria história.
Em
relação ao elenco, quero realçar as interpretações fabulosas de Matt Damon,
Anne Hathaway, Samantha Morton, John Leguizamo e Robert Pattinson. Cada um, deu
vida a personagens com personalidades muito distintas entre si. Mas, mesmo
assim, conseguiram brilhar durante o tempo em que estiveram em cena. E até
houve quem desse mesmo tudo de si, por mais pequena que pudesse ser a cena
apresentada.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
De
uma certa forma, Anne Hathaway no papel de Penélope representou um
símbolo, uma mulher resiliente e complexa que é envolvida em luto, raiva e
abandono. Ela tem uma dose de esperança de que o poder do amor entre ela e Ulisses
é o suficiente para ele voltar. Por isso, ela faz o que for necessário para
aguentar o máximo de tempo possível para que aconteça o seu reencontro mais
aguardado.
Depois, temos Samantha Morton como Circe que é surpreendente nas poucas cenas onde surge, mas é o suficiente para se destacar de um modo impecável. Já Robert Pattinson mostra a sua versatilidade com a interpretação de um antagonista que nos dá alguns calafrios e que não queremos que ganhe a mão de Penélope. Matt Damon é excelente a desempenhar a evolução deste líder e todas as camadas da personalidade de Ulisses. Enquanto John Leguizamo é uma das grandes surpresas deste enredo e tem uma relevância muito maior do que se pensava.
Esta
é daquelas produções que nos faz relembrar a razão pela qual temos um amor
poderoso pelo cinema. Como o storytelling, a cinematografia, a
cenografia, a banda sonora e a escala de um projeto destes encaixam na
perfeição. E entregam ao público, uma história de qualidade extremamente
elevada que faz transbordar todo o tipo de emoções e que consegue surpreender a
todos os níveis. Um filme que é memorável, supera as expetativas e onde todos
os atores entregam performances espetaculares.
As
cenas de luta foram incríveis, principalmente as do último ato relacionadas com
a personagem de Matt Damon. E sabendo que estas sequências não demoraram assim
tanto tempo a filmar, ainda torna o resultado mais surpreendente.
Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo
Apesar
de todas as polémicas que fizeram parte desta produção, nenhuma delas afetou a
minha experiência a ver este filme. Fui completamente de mente aberta e sem
pensar, se estava ou não de acordo com o material original. O que acabou por me
estranhar foi o tempo de ecrã de algumas personagens. Umas esperava que
aparecessem durante mais tempo, enquanto outras esperava muito menos.
Além
disso, houve alturas em que faltou um pouco mais de emoção e no qual alguns
diálogos não resultaram assim tão bem.
Garantidamente,
A Odisseia de Christopher Nolan merece ser celebrada e vista no maior
ecrã possível em IMAX. E ficará para sempre como uma experiência
cinematográfica única que triunfou e que marcará com excelência, a história do
cinema!









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