sábado, 3 de outubro de 2026

Verity - vale a pena ver a adaptação do romance bestseller de Colleen Hoover? (Crítica)

Amantes dos livros de Colleen Hoover, chegou o momento!

Verity é a adaptação do romance bestseller de Colleen Hoover que tem a realização de Michael Showalter. E é protagonizado por Anne Hathaway, Dakota Johnson, Josh Hartnett, Brady Wagner, Ismael Cruz Cordova e Daniel Echevarria.

Este thriller psicológico sedutor acompanha a renomada autora Verity Crawford (Anne Hathaway) e Lowen Ashleigh (Dakota Johnson), uma escritora em dificuldades que se muda para a remota propriedade dos Crawford para escrever em nome de Verity.

Após Lowen descobrir aquilo que parecem ser as perturbadoras notas autobiográficas da autora, vê-se confrontada com confissões inquietantes e distorcidas sobre o marido de Verity, Jeremy (Josh Hartnett), sendo forçada a distinguir entre a ficção e a realidade, manipulação e atração, oportunidade e obsessão.

Divulgação: Amazon MGM Studios, Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Primeiramente, é essencial referir que esta análise é feita de mente aberta e sem ter lido o livro pelo qual esta história é adaptada.

Pode parecer fácil, mas ser uma escritora é mais desafiante do que se possa pensar. Pois, a pessoa até pode ter muitas habilidades, mas existem outros fatores externos que influenciam toda uma carreira. E aqui, temos um exemplo prático disso. De um lado, temos Verity Crawford, um fenómeno e uma referência que conquistou uma comunidade gigante de seguidores que devora os seus livros. Já do outro, temos Lowen Ashleigh que apesar de escrever o mesmo género de histórias de que a Verity faz, ela não consegue encher uma livraria pequena quando ocorre uma leitura da sua obra mais recente.

Mesmo com o seu pequeno alcance, Lowen não desiste, sendo que um dia, tudo muda. Tem a oferta de uma proposta irrecusável que depois lhe iria proporcionar uma viagem conturbada e marcante. E essa oportunidade, era nada menos do que ajudar a Verity Crawford a escrever o seu próximo romance da coleção. Será que a Lowen é capaz de estar à altura do desafio? E afinal, qual foi a razão dela ser a escolhida para a tarefa?

Uma coisa é dada a entender desde o início: nem tudo é o que parece.

E vai chegar um momento, em que tanto o espetador, como a própria Lowen vão ter muita dificuldade em identificarem o que é real e o que é ficção.

Divulgação: Amazon MGM Studios, Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Verity é daqueles filmes promissores que tinha tudo para brilhar, mas que ficou aquém das expetativas. Possuía todos os elementos necessários para inovar os thrillers psicológicos, criar inúmeras discussões e chocar em determinadas situações. No entanto, preferiu optar pelo caminho mais fácil e ser assim, mais previsível e por vezes até incoerente.

Automaticamente, o espetador entra nesta narrativa a esperar que seja algo tremendamente perturbador e mais tenso. Infelizmente, não foi isso que aconteceu. Poderiam ter arriscado mais e tornar tudo isto em algo mais arrepiante, obscuro e criativo. Mesmo que não tenha lido o livro, eu tinha a informação de que o romance original era muito mais pesado. E parece que não quiseram se esforçar ou quem sabe, entrar em grandes polémicas.

Também esperava um maior tempo de ecrã da própria Verity, interpretada pela grande Anne Hathaway. Mesmo assim, ela brilhou sempre que esteve presente em cena. Já o restante elenco, fez o melhor que conseguiu com o guião que lhes foi entregue.

Mesmo assim, tem uma boa quantidade de manipulação, tensão, vibrações estranhas e revelações que faz com que se mantenha algum interesse em querer assistir a esta narrativa, seja qual venha a ser o seu desfecho.

Por isso, se forem ver, o melhor é não ir com expetativas e evitar fazer comparações com o material original.


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