Amantes
dos livros de Colleen Hoover, chegou o momento!
Verity é a adaptação do romance bestseller
de Colleen Hoover que tem a realização de Michael Showalter. E é protagonizado
por Anne Hathaway, Dakota Johnson, Josh Hartnett, Brady Wagner, Ismael Cruz
Cordova e Daniel Echevarria.
Este
thriller psicológico sedutor acompanha a renomada autora Verity Crawford
(Anne Hathaway) e Lowen Ashleigh (Dakota Johnson), uma escritora em
dificuldades que se muda para a remota propriedade dos Crawford para
escrever em nome de Verity.
Após
Lowen descobrir aquilo que parecem ser as perturbadoras notas
autobiográficas da autora, vê-se confrontada com confissões inquietantes e
distorcidas sobre o marido de Verity, Jeremy (Josh Hartnett),
sendo forçada a distinguir entre a ficção e a realidade, manipulação e atração,
oportunidade e obsessão.
Divulgação: Amazon MGM Studios, Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Primeiramente,
é essencial referir que esta análise é feita de mente aberta e sem ter lido o
livro pelo qual esta história é adaptada.
Pode
parecer fácil, mas ser uma escritora é mais desafiante do que se possa pensar.
Pois, a pessoa até pode ter muitas habilidades, mas existem outros fatores
externos que influenciam toda uma carreira. E aqui, temos um exemplo prático
disso. De um lado, temos Verity Crawford, um fenómeno e uma referência
que conquistou uma comunidade gigante de seguidores que devora os seus livros.
Já do outro, temos Lowen Ashleigh que apesar de escrever o mesmo género
de histórias de que a Verity faz, ela não consegue encher uma livraria
pequena quando ocorre uma leitura da sua obra mais recente.
Mesmo
com o seu pequeno alcance, Lowen não desiste, sendo que um dia, tudo muda.
Tem a oferta de uma proposta irrecusável que depois lhe iria proporcionar uma viagem conturbada e marcante. E essa oportunidade, era nada menos do que
ajudar a Verity Crawford a escrever o seu próximo romance da coleção. Será
que a Lowen é capaz de estar à altura do desafio? E afinal, qual foi a
razão dela ser a escolhida para a tarefa?
Uma
coisa é dada a entender desde o início: nem tudo é o que parece.
E
vai chegar um momento, em que tanto o espetador, como a própria Lowen vão
ter muita dificuldade em identificarem o que é real e o que é ficção.
Divulgação: Amazon MGM Studios, Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Verity é daqueles filmes promissores que
tinha tudo para brilhar, mas que ficou aquém das expetativas. Possuía todos os
elementos necessários para inovar os thrillers psicológicos, criar inúmeras
discussões e chocar em determinadas situações. No entanto, preferiu optar pelo
caminho mais fácil e ser assim, mais previsível e por vezes até incoerente.
Automaticamente,
o espetador entra nesta narrativa a esperar que seja algo tremendamente
perturbador e mais tenso. Infelizmente, não foi isso que aconteceu. Poderiam
ter arriscado mais e tornar tudo isto em algo mais arrepiante, obscuro e criativo.
Mesmo que não tenha lido o livro, eu tinha a informação de que o romance
original era muito mais pesado. E parece que não quiseram se esforçar ou quem
sabe, entrar em grandes polémicas.
Também
esperava um maior tempo de ecrã da própria Verity, interpretada pela
grande Anne Hathaway. Mesmo assim, ela brilhou sempre que esteve presente em
cena. Já o restante elenco, fez o melhor que conseguiu com o guião que lhes foi
entregue.
Mesmo
assim, tem uma boa quantidade de manipulação, tensão, vibrações estranhas e
revelações que faz com que se mantenha algum interesse em querer assistir a
esta narrativa, seja qual venha a ser o seu desfecho.
Por isso, se forem ver, o melhor é não ir com expetativas e evitar fazer comparações com o material original.




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