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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Crime 101 - o que esperar deste thriller policial protagonizado por Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Halle Berry e Barry Keoghan

 

Crime 101 é um thriller policial escrito e realizado por Bart Layton, tendo sido baseado no livro de Don Winslow. O elenco é constituído por Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Barry Keoghan, Monica Barbaro, Corey Hawkins, Jennifer Jason Leigh, Nick Nolte e Halle Berry.

Espera-se muitas reviravoltas nesta história, onde David (Chris Hemsworth) é um esquivo ladrão cujos assaltos de alto risco têm deixado a polícia intrigada.

Enquanto planeia o maior golpe da sua vida – na esperança que seja o último – o seu caminho cruza-se com o de Sharon (Halle Berry), uma desiludida executiva de uma seguradora, com quem será forçado a trabalhar. E depois temos Orman (Barry Keoghan), um ladrão rival com métodos muito mais perturbadores do que os de David.

À medida que o assalto de vários milhões de dólares se aproxima, o incansável detetive Tenente Lubesnik (Mark Ruffalo) aperta o cerco à operação, aumentando ainda mais a tensão e fazendo esbater a linha entre caçador e presa.

Assim, cada um deles é forçado a enfrentar o preço das suas próprias escolhas e também a perceber que já não há caminho de volta.

© 2025 Amazon MGM Studios Content Services LLC

Primeiramente, vamos falar do grande protagonista em ação que é o David, um homem misterioso e charmoso que é uma pessoa com segredos e é impossível de rastrear. Ele é um ladrão de alta escola que prefere os carros americanos antigos e tem um visual elegante.

Os alvos dele são joias, dinheiro e objetos valiosos, sendo que em cada roubo, ele sabe exatamente o que transportar e quando. Além disso, David não deixa ser apanhado, pois não deixa ADN e entra e sai em segundos. Porém, por mais calculista, intimidante e inteligente que possa ser, não consegue evitar de criar um padrão. Apesar de executar planos eficazes e ser sempre atento aos detalhes, principalmente quando faz ocasionalmente desaparecer bens de alto valor, um dos seus padrões é que ataca sempre ao longo da autoestrada 101 e ninguém se magoa.

Depois chega um dia em que ele sente que algo está errado com o seu próximo assalto. Será que está prestes a quebrar as suas regras? Uma coisa é certa! O Tenente Lubesnik é o único que está a chegar perto de o encontrar.

© 2025 Amazon MGM Studios Content Services LLC

Este Detetive Tenente Lubesnik é daqueles agentes da lei que a pessoa cria uma empatia imediata, pois consegue ser engraçado com o seu humor subtil, enquanto é esperto e perspicaz a seguir, cada uma das pistas destas séries de crimes de roubo de joias que têm estado a acontecer na cidade de Los Angeles, e que parece que não têm prazo para terminar. Ele até pode ser o menos bem-sucedido da sua equipa, mas não se deixa influenciar tanto pelas pessoas, como por toda a corrupção ao seu redor. E de seguida, basta um instinto para sentir que está mais próximo de capturar David.

Mark Ruffalo está de parabéns, porque faz um ótimo trabalho a desempenhar este agente que cativa qualquer um! Apesar de ter durado pouco tempo, foi muito interessante assistir à dinâmica natural entre Mark Ruffalo e Chris Hemsworth que proporcionaram boas cenas. E acho que teria sido benéfico se tivesse havido mais cenas protagonizadas por esta dupla. Também existiram cenas em que uma simples troca de olhares entre eles dizia muito mais do que umas meras palavras. Por isso, espero que no futuro possamos ver estes dois atores a partilharem o ecrã mais uma vez!

© 2025 Amazon MGM Studios Content Services LLC

De seguida, é relevante salientar a personagem interpretada por Barry Keoghan, onde ele dá vida a Orman, um ladrão que é adversário do protagonista e que é inteiramente imprevisível e irritante, chegando a um ponto que nunca sabemos o que ele vai fazer. E também dá para perceber desde o início que este louco está sempre a causar problemas e não tem limites.

Já Halle Berry rouba as atenções sempre que entra em cena com a sua Sharon, entregando uma excelente prestação. Sharon trabalha há 11 anos para a mesma empresa, é vice-presidente quando já devia ser sócia e ainda considera que é muito boa a ler pessoas. Depois dela conhecer David e ele lhe apresentar uma proposta de negócio, então ela começa a ponderar as suas opções, porque chegou o momento de ela lutar contra o preconceito que sofre constantemente naquela empresa. E assim, agir perante o seu superior e mostrar o seu valor.

Crime 101 é um thriller policial muito sólido e fantástico que é repleto de suspense, tensão e sequências de cenas de ação explosivas que traz de volta àqueles filmes clássicos de policiais americanos. Neste caso, foi transformado numa versão mais moderna que resultou na perfeição. Infelizmente, já não estamos tão habituados a ver thrillers de crimes deste tipo que não têm sido produzidos com tanta regularidade. E por isso, foi mesmo bom matar saudades.  

A cinematografia é excelente, na qual apresenta, através de ótimos ângulos de filmagem, a atmosfera de Los Angeles de um modo eficiente, enquanto capta aquela sensação de solidão que existe muitas vezes nestas cidades grandes. Depois nesta história intrigante que é cheia de autenticidade e com uma boa dose de caos e sacrifícios, havia sempre algo a acontecer e a pessoa acaba por sentir muito mais suspense do que a ação em si. E ainda, fica a torcer para que o protagonista não seja apanhado.

No entanto, houve falta de desenvolvimento principalmente em relação ao protagonista e até tivemos personagens que não acrescentaram grande coisa à trama, fazendo com que estes se tornassem facilmente esquecíveis. Não é algo que incomode, porque acaba por passar um pouco ao lado e o foco é noutro lugar.

© 2025 Amazon MGM Studios Content Services LLC

Mesmo assim, Crime 101 proporciona um entretenimento intenso e interessante com um estilo próprio que surpreende pela positiva e é extremamente satisfatório. Desde o seu trailer que prometeu muito e que depois, juntamente com o desempenho forte do seu elenco, entregou tudo! Um dos seus destaques vão para as suas sequências de ação que incluíram uma perseguição a alta velocidade muito bem realizada. E é empolgante acompanhar como um determinado crime consegue conectar e unir todas estas personagens, e também como pessoas que crescem no caos, podem ter a capacidade de criar ordem.

Este filme com um tom mais moderno é uma grande adição para o género de thrillers policiais e é um dos meus filmes favoritos de 2026! E para além disso, tenho a certeza que os fãs de filmes de crimes, suspenses e policiais vão adorar!

Por isto tudo, Crime 101 merece o seu devido reconhecimento e é daquelas produções que consegue marcar à sua maneira e que não podem perder!


sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Filme "One Battle After Another" é um espetáculo de cinema implacável e verdadeiramente americano

 

Chegou um dos grandes filmes de 2025! One Battle After Another (Batalha Atrás de Batalha, como título em português) é realizado por Paul Thomas Anderson, um dos mestres mais aclamados na realização da atualidade.

O elenco reúne o trio Leonardo DiCaprio, Sean Penn e Benicio Del Toro, sendo que se juntam a eles, Regina Hall, Teyana Taylor, Chase Infiniti, Wood Harris e Alana Haim.

Esta é a história de Bob (Leonardo DiCaprio) que vive há anos em fuga, tentando deixar para trás um passado feito de confrontos e perdas. Mas, quando o destino o obriga a regressar, descobre que há batalhas que não podem ser evitadas. Entre memórias que assombram e inimigos que regressam mais fortes, Bob terá de enfrentar a luta definitiva: proteger a filha Willa (Chase Infiniti) e descobrir até onde pode ir um pai pelo amor à família.

Aqui temos Bob, um sobrevivente e um talento nato para explosivos que fez parte de um grupo revolucionário. Mas, que depois teve de desaparecer e assumir uma nova identidade, tornando-se assim, em alguém tão paranoico e convencido de que mais cedo ou mais tarde, o seu passado lhe irá fazer uma visita.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

One Battle After Another é uma viagem intensa, explosiva e completamente caótica de sobrevivência, amor incondicional e redenção, tendo sido envolvida num tom humorístico bem peculiar. E que se transforma numa obra cinematográfica extraordinária, em que cada uma das suas cenas é perfeitamente executada.  

Esta é daquelas produções em que a pessoa pode esperar pelo inesperado, principalmente em termos técnicos. Uma das cenas de maior destaque vai para a perseguição que parecia que nunca mais acabava e que trouxe uma sensação imediata de que estávamos realmente a perseguir o carro em frente, chegando a um ponto que se podia sentir algumas tonturas, devido às características da estrada e pelo ritmo da cena ser mais acelerado.  

Este é um drama psicológico poderoso com um visual brilhante e arrebatador que é repleto de violência, sendo constituído por uma narrativa impactante que mostra a fragilidade da humanidade, enquanto mistura bons momentos de ação e de suspense, onde não faltou diferentes combinações de comédia. Nesta história com relevância política, revolta e cheia de conflitos e tensão, onde o ser humano é constantemente testado e até traído, também iremos ver que cada detalhe importa e tudo é desenvolvido com criatividade e inteligência.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

O elenco foi bem escolhido, sendo que num geral, as dinâmicas entre as personagens foram equilibradas e engraçadas de se observar. Um desses exemplos vai para as personagens desempenhadas por Leonardo DiCaprio e Benicio Del Toro que tiveram cenas que trouxeram um lado mais descontraído a esta história arrojada. Já Chase Infiniti que se estreava no grande ecrã foi uma ótima surpresa no trabalho que teve com a sua Willa, sendo que as suas cenas partilhadas com a personagem arrogante e perigosa interpretada por Sean Penn prenderam a atenção. No entanto e infelizmente, houve personagens que não tiveram grande interesse e que até se tornaram irritantes sempre que apareciam no ecrã.    

One Battle After Another é um filme ousado e uma aposta acertada com uma excelente qualidade que proporciona ao espetador uma adrenalina imediata com todo o caos envolvido e o perigo no qual as personagens se vão encontrando. Aqui é-nos mostrado um mundo semelhante ao nosso atual, onde neste caso, temos uma revolução composta por elementos extremamente dedicados à sua causa que se sacrificaram e atingiram significativamente os seus alvos, levando a que fossem bem-sucedidos por algum tempo. Enquanto isso, transmite a mensagem de que há batalhas de que não podemos escapar e mostra que quando temos um propósito e estamos a lutar pela nossa família surge uma capacidade única de determinação para fazer o que for preciso.

Este é absolutamente um espetáculo de cinema implacável e verdadeiramente americano que apresenta o peso da realidade e é acompanhado por uma ótima banda sonora que traz o tom certo em cada uma das suas cenas. E também é um dos maiores filmes de 2025, cuja experiência precisa de ser vivida em IMAX® e que merece o devido reconhecimento.

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Filme "The Naked Gun: Aonde é Que Para a Polícia?! - o que esperar do próximo projeto desta famosa saga de comédia e ação

 

The Naked Gun: Aonde é Que Para a Polícia?! é o próximo projeto desta famosa saga de comédia e ação, cuja nova versão é realizada por Akiva Schaffer e tem como protagonista, Liam Neeson.

Juntando-se a Liam Neeson, temos Pamela Anderson, Paul Walter Hauser, CCH Pounder, Kevin Durand, Cody Rhodes, Liza Koshy, Eddie Yu e Danny Huston.  

Esta é uma aventura que promete trazer a essência excêntrica da conhecida comédia dos anos 80 e 90. Mas, será que Liam Neeson é capaz de conquistar o público com o seu Frank Drebin Jr., o filho do detetive tão icónico Frank Drebin, interpretado por Leslie Nielsen na trilogia original?

Nesta divertida aventura Frank Drebin Jr. (Neeson), um detetive inexperiente, acaba envolvido num enredo cheio de reviravoltas e situações hilariantes quando é forçado a seguir os passos do seu pai.

Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais

Só um homem tem as habilidades necessárias para liderar a Polícia e salvar o mundo, sendo Frank Drebin Jr., a pessoa indicada para tal. Ao seu lado, temos Beth que é desempenhada por Pamela Anderson e que traz um charme inconfundível para esta mulher.  

Inicialmente, este foi daqueles filmes de comédia que a partir do momento em que vi o seu trailer, até suscitou alguma curiosidade. Pois, parecia ser bastante hilariante e divertido. No entanto, a experiência em si foi diferente das expetativas iniciais.

Apesar de manter o seu tom de ação e humor que é tão típico da saga, isso não foi o suficiente para impactar unicamente quem está a assistir.

Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais

The Naked Gun: Aonde é Que Para a Polícia?! possui uma história extremamente desequilibrada em que várias vezes não tem ponta por onde se lhe pegue, chegando a um ponto que acaba por ter momentos demasiado exagerados, onde a pessoa perde completamente o foco no que está a ver.

Não deixa de ter cenas que até são engraçadas, têm a sua piada e podem divertir. Porém, são poucas as vezes em que isso acontece. Existem alturas em que podemos estar a assistir a uma determinada situação que está a entreter com eficácia. Mas logo de seguida, surge algo absolutamente descabido, desproporcionado e sem sentido nenhum que acaba por tirar o interesse em querer acompanhar o que vem a seguir.

É verdade que é suposto haver cenas hilariantes e palhaçadas ao mais alto nível que são totalmente idiotas, e cujo objetivo é simplesmente fazer o público soltar uma gargalhada por ser tão absurdo. Porém, isso nem sempre aconteceu, porque acredito que há formas mais inteligentes e criativas de o fazer. E não é a ser tudo executado a 8 ou 80, perdendo assim, a capacidade de encontrar um ponto de equilíbrio.   

Divulgação: Paramount Pictures Portugal e NOS Audiovisuais

The Naked Gun: Aonde é Que Para a Polícia?! tinha potencial para ser algo mais do que aquilo que mostrou e podia ter sido mais bem aproveitado. Houve referências que tiveram a sua piada no modo como combinaram com a história em si. Já Liam Neeson fez um bom trabalho a soltar este seu lado mais cómico e juntamente com Pamela Anderson e Paul Walter Hauser partilharam algumas cenas divertidas. Mesmo assim, não me pareceu que esta nova versão fosse irreverente.

Honestamente, esperava algo muito superior daquilo que foi apresentado. Tenho a certeza de que haverá muitos daqueles que poderão gostar deste tipo de abordagens mais desalinhadas que incluem piadas secas ilimitadas, situações muito excessivas e por vezes, irreais. Este é um excelente exemplo de que nem todos os tipos de comédia funcionam e são dirigidos para todos.

Concluindo, irá haver aqueles que irão considerar este filme como facilmente esquecível. Enquanto outros, irão definir esta produção como memorável para o género de comédia misturada com ação.

terça-feira, 13 de maio de 2025

The Night Manager é uma produção genial protagonizada por Tom Hiddleston

 

Pode ter demorado, mas chegou! Desta vez, vamos falar de uma das minhas produções favoritas que por mais anos que passem, continuará a estar na minha lista!

Inicialmente, transmitida pela AMC, Night Manager (O Gerente da Noite, como título em português) foi uma minissérie de seis episódios, baseada no romance de 1993 de John le Carré e é adaptado por David Farr para os dias atuais. Contudo, após a sua estreia, em 2016, foram precisos sete anos para a BBC One e a Prime Video resolverem renovar para uma segunda e terceira temporadas. Foi sem dúvida, um momento de celebração para os fãs desta produção britânica que venceu 3 Globos de Ouro, 2 Emmys e outros prémios.

Atualmente pode ser visto no canal AMC e na plataforma de streaming Prime Video.

O elenco é constituído por Tom Hiddleston, Hugh Laurie, Olivia Colman, Elizabeth Debicki, Alistair Petrie, Michael Nardone, Tom Hollander, David Harewood, Tobias Menzies, entre outros. 

Night Manager mostra as peripécias de Jonathan Pine (Tom Hiddleston), que depois de entrar para o serviço de inteligência britânico, tem de se infiltrar no círculo de confiança do perigoso traficante de armas Richard Onslow Roper (Hugh Laurie).

Jonathan Pine é o gerente noturno de um hotel no Cairo que é recrutado para se infiltrar no círculo interno deste traficante de armas.

Tudo isto inicia-se no auge dos protestos da Primavera árabe, onde Jonathan recebe um pedido de ajuda de uma hóspede elegante e com bons contactos. Como amante de um poderoso, mas perigoso proprietário deste hotel, ela tem provas de um acordo de armas que pode ajudar a arrasar o levante popular. Comprometido a fazer o que acha certo, Pine contacta o seu amigo na embaixada britânica. As suas ações levam-no involuntariamente para o terrível mundo do cruel traficante de armas, Richard Roper.

Quando a informação desta hóspede chega a Angela Burr (Olivia Colman), uma agente anti-corrupção do Governo com a intenção de derrubar o império de Roper, desencadeiam-se uma cadeia de eventos que terminam em tragédia.

Três anos depois, quando os seus caminhos se cruzam novamente na Suiça, Pine tem a sua hipótese de vingança. Pine e Angela Burr elaboram juntos um plano para derrubar Roper.

Anteriormente, Jonathan Pine foi um soldado britânico e acredita-se que é a pessoa certa para derrubar a aliança que o empresário Richard Onslow Roper tem com o comércio de armas. Será que o Pine vai conseguir enganar este especialista de armas e cumprir com a sua missão?

The Night Manager é uma produção genial que tem tudo o que é preciso para prender a atenção, desde o primeiro instante. E muito disso, deve-se à interpretação brilhante de Tom Hiddleston que dá vida a este Pine bem ousado que passa a viver uma vida dupla e que não se assusta facilmente. Ele tem um trabalho difícil pela frente, mas fará o que for preciso para ser bem-sucedido.

Apesar de ser uma história mais complexa de espionagem e com uma boa dose de mistério pelo meio, esta acaba por ser muito bem elaborada e é apresentada de um modo sólido e exatamente ao ritmo certo. A própria cinematografia é executada com um nível elevado de qualidade, juntamente com a escolha eficiente perante as diferentes cidades que vão sendo mostradas e que dão mais naturalidade e relevo ao argumento. E o seu elenco faz um excelente trabalho.

Este é daquele tipo de narrativas empolgantes que marca completamente a indústria do entretenimento que atrai automaticamente o espetador, mesmo que inicialmente pode não apreciar o género de assuntos abordados. Contudo, a partir do momento em que se começa a ver, a pessoa fica com um interesse imediato em querer saber como tudo se irá desenrolar.

Neste caso, também temos uma melhor noção de como funciona o mercado negro especializado em armas e como a negociação vai sendo executada, enquanto a inteligência britânica está a usar todos os seus recursos para impedir a mesma.

The Night Manager é um thriller fenomenal e muito inteligente que consegue criar um impacto próprio com todo o seu drama, intrigas, revelações, suspense, crime e ação. E também não tem falta de amor, vingança, manipulação, perseguições e estratégias bem planeadas. Tudo encaixa mesmo na perfeição.  

Até podia ser improvável, mas é cativante acompanhar a transformação de um mero gerente da noite de um hotel do Cairo para um agente valioso da inteligência britânica que surpreende de um modo excecional.

Agora, preparem-se para mais aventuras singulares de Jonathan Pine que se desloca mais uma vez por diferentes países para cumprir com as suas próximas missões, sendo que ainda tem muito para mostrar!

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Thunderbolts* traça o encerramento da Fase 5 do MCU e cria uma expetativa mais positiva para produções futuras da Marvel

 

Preparem-se para a apresentação de um grupo bem improvável de anti-heróis que vai com certeza arrasar! Uma presença de personagens inesquecíveis que tem cada um o seu charme. 

Thunderbolts* é o próximo filme da Marvel Studios realizado por Jake Schreier que tem a produção de Kevin Feige. E pode ser visto na plataforma de streaming da Disney+.

O elenco é composto por Florence Pugh (Yelena Belova), Sebastian Stan (Bucky Barnes), David Harbour (Red Guardian), Wyatt Russell (John Walker), Olga Kurylenko (Taskmaster), Hannah John-Kamen (Ghost), Julia Louis-Dreyfus (Valentina Allegra de Fontaine), Lewis Pullman (Bob), Geraldine Viswanathan (Mel), Chris Bauer (Holt) e Wendell Edward Pierce (Gary).

Aqui temos reunida uma equipa irreverente de anti-heróis – Yelena Belova, Bucky Barnes, Red Guardian, Ghost, Taskmaster e John Walker. Depois de se verem enredados numa armadilha mortal montada por Valentina Allegra de Fontaine, estes desiludidos desistentes têm de embarcar numa perigosa missão que os obrigará a confrontar os cantos mais negros dos seus passados. Será que este grupo de inadaptados se vai destruir ou encontrar a redenção e unir-se como algo mais, antes que seja demasiado tarde?

Divulgação: Marvel Studios

Já imaginaram como seria se um número de anti-heróis excluídos se juntassem por um objetivo em comum cheio de adversidades pelo meio? Seria sem dúvida, interessante e esse aguardado momento finalmente chegou com os peculiares Thunderbolts*, que terão uma segunda oportunidade para mostrarem o que realmente valem!

Estamos aqui a falar de uma equipa de anti-heróis imprevisíveis com um passado sombrio que estão dececionados com o rumo que os seus caminhos têm tomado e que se juntam de um modo acidental para sobreviverem de uma armadilha preparada por Valentina Allegra de Fontaine. Será que todos vão conseguir escapar? Para isso acontecer, eles terão de trabalhar em conjunto numa missão arriscada, enquanto enfrentam as consequências mais obscuras das suas ações e procuram redimir-se pelas mesmas.

É verdade que muitas produções da Marvel não têm tido a qualidade que outrora existiu noutros tempos e que deixavam qualquer um, completamente em êxtase. No entanto, Thunderbolts* traça o encerramento da Fase 5 do MCU e veio à sua maneira dar-nos esperança que o universo que tanto apreciamos está de regresso para nos entreter à grande e que os seus tempos de glória estão a voltar aos poucos.

Divulgação: Marvel Studios

Thunderbolts* é um excelente entretenimento que cativa o espetador. É executado de um modo fabuloso, inteligente e mais maduro, tendo atenção também ao seu lado mais emocional e humano. Com um desempenho fantástico por parte do seu elenco, o argumento em si é sólido, onde combina eficazmente o drama com a comédia, sendo que o humor é introduzido exatamente nas alturas certas, acabando por proporcionar umas boas gargalhadas.

A história tem um bom desenvolvimento, focando principalmente nas personagens da Yelena e na própria introdução do Sentry. Por isso, estas duas personagens protagonizaram os pontos mais fortes do filme e brilharam em cada cena. E sem esquecer do caricato Red Guardian que alivia com as suas piadas hilariantes, articulando muito bem, como referido anteriormente, o drama com a comédia. Infelizmente, o Bucky foi daquelas pessoas que acabou por ser deixada um bocado de parte e não aproveitaram bem o potencial que ele continua a possuir. No entanto, uma das cenas com mais ação foi apresentada por ele que mostra a razão pelo qual, ele é uma das personagens favoritas dos admiradores deste universo cinematográfico da Marvel.

Esta produção trouxe a introdução de uma nova figura que poderá vir a ter um papel crucial no futuro da MCU que é o Sentry e é considerado como um dos mais poderosos da banda desenhada da Marvel. O facto de nos terem dado a chance de conhecer melhor, o Bob, a pessoa por trás dele e de testemunharmos as suas vulnerabilidades, cria uma vontade imediata em querer acompanhar a sua jornada. Tudo isso, porque apesar de ser alguém cheio de habilidades, ele é o maior inimigo de si mesmo e essa é a sua maior fragilidade. Assim, ficamos com uma melhor noção do lado mais obscuro e perigoso de Bob.  

Divulgação: Marvel Studios

Além disso, também foi aproveitado o momento para tocar em tópicos mais pesados e complexos, como a saúde mental que por vezes, são difíceis de serem comentados. Pois, nem todos têm a capacidade suficiente para partilharem a sua própria experiência. E à sua maneira, Thunderbolts* aborda de uma forma respeitosa a solidão, a depressão, o luto, a ansiedade, os traumas da vida e maioritariamente, a perceção de um vazio que muitos de nós podemos sentir na pele em certas alturas da nossa vida e que nem sempre, sabemos como lidar com essa sensação. Mostra também que podemos partilhar as nossas dores, sendo que não precisamos de lutar sozinhos contra os nossos demónios e que juntos somos mais fortes. Por mais que nos tentemos destacar, todos nós cometemos erros e temos as nossas fragilidades e dores.

O resultado de Thunderbolts* é bastante satisfatório e cria um entusiasmo em querer acompanhar o que vem de seguida, sendo que foi interessante de acompanhar estas novas dinâmicas entre personagens que até seriam pouco prováveis de virem a cruzar-se noutro tipo de circunstância. Por isso, foi revigorante assistir a algo novo e diferente com uma mensagem pertinente e inspiradora de empatia e humildade que encaixou perfeitamente e cujas cenas de ação e de luta foram bem coreografadas e de ótima qualidade, juntamente com os efeitos visuais, incluindo o CGI utilizado.

Este género de Novos Vingadores são uma fonte de entretenimento criativa e engraçada com uma boa cinematografia e banda sonora que proporcionou um tempo tão bem passado, entregou aquilo que prometeu e que vos irá trazer uma aventura tocante repleta de emoções e com ação de qualidade. E que terá duas cenas pós-créditos que valem muito a pena em assistir. Concluindo, uma coisa é certa! Este é daquelas histórias que nós estávamos mesmo a precisar de ver e que marcará o universo da Marvel. E de uma certa maneira, criou uma expetativa mais positiva para produções futuras da Marvel. Assim, que comece uma nova era de histórias para o público conhecer e que venham mais aventuras deste gangue carismático em colaboração com outros super-heróis que tanto estimamos.


terça-feira, 15 de abril de 2025

Adolescence - 3 Razões para assistir a esta minissérie que tornou-se num fenómeno mundial

Adolescence tornou-se num surpreendente fenómeno com os seus quatro episódios que pode ser visto na Netflix. Muito se tem falado desta minissérie criada por Stephen Graham e Jack Thorne que já foi vista por inúmeras pessoas. Esta é daquelas produções que tem dado muito que falar, e onde têm existido várias campanhas para que possa ser exibida nas escolas.

O elenco é constituído por Owen Cooper, Stephen Graham, Ashley Walters e Faye Marsay.

A história é focada num jovem de 13 anos que é acusado do homicídio de uma colega da escola. A família dele, a sua terapeuta e o detetive responsável pela investigação terão de questionar e descobrir o que realmente aconteceu.

De seguida, partilho com vocês, 3 Razões para assistirem a esta minissérie:

 

1.       O desempenho singular de Owen Cooper

Estando a assistir a esta minissérie, a conclusão a que se chega é que um dos maiores destaques desta produção é sem dúvida, a interpretação de Owen Cooper no papel de protagonista. Agora, uma coisa que não nos passaria pela cabeça é que este foi o primeiro trabalho de interpretação num set de filmagens deste jovem ator.

Desde a sua audição para o papel até à sua performance em Adolescence, Owen Cooper surpreendeu tudo e todos. Ninguém estaria à espera daquilo que ele iria transmitir para o público, onde a sua prestação incluiu improvisação e cenas de tensão elevada.

Owen Cooper é uma das grandes revelações de Adolescence e de certeza, que irá ter pela frente uma ótima carreira no mundo da representação.

2.       Os temas abordados são importantes que sejam discutidos em sociedade

Infelizmente, cada vez mais têm ocorrido vários crimes em escolas em todo o mundo, sendo que no caso do Reino Unido, o número de crimes com facas continua a aumentar consideravelmente.

Já foi revelado que esta história foi inspirada em relatos relacionados com rapazes envolvidos neste tipo de crimes, mas não em nenhum caso em específico.

Em Adolescence, temos um jovem de 13 anos que é suspeito de ter esfaqueado várias vezes uma rapariga da sua escola.

Um dos principais focos deste argumento e que acaba por ser um dos maiores alertas é o impacto das redes sociais e da internet no comportamento dos adolescentes. Como um adolescente pode ser manipulado de tal forma, que o leva a cometer atos irrepreensíveis. E como jovens vulneráveis podem ser arrastados para caminhos mais perigosos.

Adolescence até pode dividir opiniões, mas consegue ter a capacidade em quatro episódios de criar mais discussão neste tipo de assuntos que são essenciais que sejam abordados. Esta minissérie é impactante e faz refletir sobre a razão pelo qual este tipo de eventos acontece cada vez com mais frequência com os jovens da atualidade.

 

3.       Técnica de filmagem ousada que prende automaticamente a atenção

Uma das partes que eu acho mais interessante numa produção são os seus bastidores. Como tudo é executado e toda a parte técnica envolvida.

Na maior parte das produções são-nos mostradas diferentes sequências de filmagem com uma variedade em termos de ângulos de filmagem. No entanto, Adolescence opta por uma técnica de filmagem ousada que prende automaticamente a atenção do espetador.

Em Adolescence são usados planos-sequência sem qualquer tipo de cortes e edições. Esta é uma abordagem única, onde tudo é filmado num único plano contínuo. Mas, para isso resultar, todas as localizações utilizadas teriam de ser próximas umas das outras para que assim, tanto os atores, como a câmara tivessem a possibilidade de deslocarem-se em tempo real. Isso significa que assim que um episódio iniciasse, só pararia apenas no seu final, tornando-se assim mais real e cativante.

De acordo com a Academia Internacional de Cinema, o plano-sequência é uma técnica audiovisual em que uma cena é apresentada sem cortes, geralmente para acompanhar um personagem a partir de uma única perspetiva e ao longo de toda uma ação.

Dá para entender desde o início que é uma técnica sofisticada e complicada de se concretizar e que implica muito tempo, tanto de preparação, como de ensaios e coordenação. Isso porque, chega o momento crucial e não há margem para erros. Tudo tem de ser pensado e encaixado ao pormenor, como é o caso do modo como a câmara se vai movimentar, os ângulos em que a mesma vai filmar e como combinar os mesmos com as localizações utilizadas. Até poderíamos comparar isto como se fosse uma coreografia extremamente complexa de dança.

Utilizar planos-sequência com o auxílio de um drone cria um impacto maior não só em quem está a executar os mesmos, como também em quem está a assistir ao produto final. A pessoa consegue sentir toda a tensão envolvida, enquanto parece que está a fazer parte da própria narrativa. Assim, existe uma maior proximidade com o público em cada uma das cenas apresentadas e cria um entusiasmo muito superior em querer saber o que vai acontecer de seguida.

Assim, este plano-sequência é gravado num único take, sendo que é um método muito raro de ser usado noutras produções. Porém, para que isto tenha um resultado com uma qualidade excelente é necessário compromisso total de cada elemento que esteja a trabalhar na produção, seja a nível do elenco como de toda a equipa técnica.

Esta é uma abordagem cinematográfica ousada e muito inteligente realizada por Philip Barantini que conseguiu em conjunto com a sua equipa manter a autenticidade do plano-sequência, onde incluiu localização estratégica de cenários e tudo foi meticulosamente ensaiado e organizado.

Em Adolescence, a câmara movimenta-se naturalmente em sintonia com os atores e captura a sua narrativa de um modo preciso e sem interrupções.

Não percam esta minissérie de quatro episódios que pode ser vista na Netflix! 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

Filme "Juror #2" da Max - é uma boa forma do icónico Clint Eastwood terminar uma carreira brilhante como realizador

Juror #2 é um filme Max Original da Warner Bros. Pictures que pode ser visto na plataforma da HBO Max, sendo que tem sido considerado como o último projeto produzido e realizado pelo icónico Clint Eastwood.

O elenco é constituído por Nicholas Hoult, Toni Collette, J.K. Simmons, Chris Messina, Gabriel Basso, Cedric Yarbrough, Leslie Bibb e Kiefer Sutherland.

Esta história segue Justin Kemp (Nicholas Hoult), um homem de família que, enquanto atua como jurado num julgamento de homicídio de alto nível, acaba por debater-se com um sério dilema moral… um que ele poderia usar para influenciar o veredicto do júri e potencialmente condenar – ou libertar – o assassino acusado.

Divulgação: Max

Já imaginaram como seria se uma pessoa cometesse um determinado crime e depois é escolhida para ser membro do júri do julgamento desse mesmo crime? De seguida, surge a questão! Salvarias alguém para que fosse feita justiça, mesmo que tivesses de prejudicar a tua própria vida? Ou preferias salvar a tua própria pele e assim, optar por colocar um inocente na prisão?

Porém, estas não são as únicas dúvidas que ficam na mente de quem está a assistir. Afinal onde reside a culpa? E, será que a consciência poderá falar mais alto? Estas e muitas outras perguntas vão sendo respondidas e até podem esclarecer a história que está a ser contada.

O que parecia mais um simples trabalho como jurado num julgamento, acabou por se tornar num autêntico pesadelo para Justin Kemp que é casado e vai ser pai pela primeira vez. Antes de perceber a sua inesperada ligação com o caso, ele tentou ser dispensado desse trabalho, pois queria estar presente nos últimos momentos da gravidez da sua mulher e para qualquer coisa que ela precisasse. Contudo, ele não se conseguiu livrar e teve de cumprir com a sua função até ao fim. E ainda, com este julgamento a sua vida iria mudar para sempre. Em que sentido? É isso que nos vai sendo contado ao longo deste filme. Além disso, vamos acompanhar como esta pessoa em negação das suas ações está constantemente a ser atormentada pela verdade.

Divulgação: Max

Juror #2 é uma obra significativamente interessante que é desenvolvida com uma excelente qualidade, seja a nível técnico, como em termos de interpretação do próprio elenco. Se este foi realmente o último trabalho realizado pelo grande Clint Eastwood, então merecia ser mais valorizado e ter muito mais consideração e respeito. Ele é um artista nato em tudo aquilo que faz e possui uma carreira espetacular, sendo que conseguimos ver a sua essência, identificar os traços, a gentileza e o cuidado que tem a executar cada cena. Muitas vezes, basta uma simples expressão facial e/ou corporal para compreendermos aquilo que o protagonista está a sentir no momento, sem que seja necessária uma única palavra. Esse é um dos muitos exemplos na forma impressionante que ele dirige o elenco, enquanto introduz ângulos de filmagens perspicazes para complementar a cena, sem esquecer da montagem eficaz da mesma.  

Nem sempre existe a oportunidade de serem retratados temas que merecem que sejam discutidos com mais frequência. O sistema judicial americano é um desses exemplos, onde já temos conhecimento das inúmeras falhas que existem, onde são vários os fatores causadores. No entanto, apresentarem uma narrativa relacionado com o trabalho do júri de um caso que vá a tribunal e todas as suas vertentes acaba por criar um interesse imediato para quem quer ter uma melhor noção de como funciona um julgamento de homicídio e como vai sendo discutido o desfecho do acusado. E também mostra uma tensão criada, tanto durante todo o julgamento, como nas deliberações dos jurados, apresentando assim, as falhas consecutivas da justiça e os dilemas e dúvidas em que o ser humano pode-se encontrar.

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Além disso, o facto de o protagonista ter uma ligação direta com o caso que está a ser julgado ainda cria mais curiosidade para quem está a ver, porque nós queremos saber como irá este indivíduo lidar com o seu próprio dilema moral e que tipo de escolhas irá fazer. De uma certa forma, até acabamos por nos questionar o que faríamos no lugar deste homem e qual seria a decisão mais correta a tomar. A trama em si testa não só o protagonista, mas também o espetador, mesmo que possamos saber o que é certo e errado.   

Nicholas Holt faz um desempenho surpreendente com esta personagem que apresenta o caminho cheio de altos e baixos deste homem de família com as suas falhas, mas que tem as suas próprias convicções. E por vezes, sente-se perdido nos seus pensamentos, principalmente quando ele é responsável por algo que não sabe lidar.  

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Juror #2 é uma história intrigante com reviravoltas e diálogos pertinentes que prendem a atenção e nos fazem pensar, onde tudo é pensado ao pormenor e que é envolvida em momentos de investigação, suspense, tensão, dúvida e incerteza. Como referido anteriormente, tem o propósito de colocarmos na pele do protagonista questionando qual seria a nossa atitude e decisão perante tal situação. E de seguida, apresenta-nos tudo aquilo que implicaria cada decisão.

Este é daqueles thrillers em que o dilema moral é o grande destaque e que provoca um drama intenso, em que é envolvido numa premissa inteligente que explora a culpa e tormentos que se podem sentir em determinadas circunstâncias e entrega um final que leva o público a criar as suas teorias e a ter a sua própria interpretação. É impactante à sua maneira e se realmente for o último filme do mestre Clint Eastwood, será sem dúvida, uma forma inesquecível de terminar o seu legado. Uma coisa é certa! Está na lista de um dos melhores projetos realizados na mão de Clint Eastwood que mesmo com 94 anos, continua a satisfazer os seus admiradores.