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quinta-feira, 19 de junho de 2025

Filme "The Life of Chuck" - o que esperar deste drama protagonizado por Tom Hiddleston e que é baseado no livro de Stephen King

 

Preparem-se para um drama que não vai deixar ninguém indiferente. Dos criadores Stephen King e Mike Flanagan temos The Life of Chuck (A Vida de Chuck, como título em português).

Do elenco fazem parte, Tom Hiddleston, Chiwetel Ejiofor, Karen Gillan, Jacob Tremblay e Mark Hamill.

Esta é uma história extraordinária de um homem aparentemente comum. Baseado no conto de Stephen King, este celebra a vida de Charles “Chuck” Krantz (Tom Hiddleston), acompanhando-o enquanto vive o encanto do amor, a dor da perda e as muitas dimensões que existem dentro de cada um de nós.

Ao longo deste filme, acompanhamos a vida deste Charles “Chuck” Krantz ao longo de três capítulos distintos, onde explora a memória, o luto e a celebração dos pequenos momentos do quotidiano. E de uma maneira muito peculiar leva-nos a olhar para a vida com outros olhos e até a reconhecer a beleza no que é simples, e a valorizar tudo aquilo que somos e vivemos.  

Divulgação: Cinemundo

The Life of Chuck é uma obra completamente diferente daquilo que a indústria do entretenimento nos tem oferecido nos últimos tempos, sendo que nos faz refletir profundamente sobre a importância que é viver no momento presente e aproveitar todos os instantes que a vida nos proporciona.

Uma das diferenças está relacionada com a forma como a história em si é executada, onde é dividida em três atos, começando assim, pelo terceiro até chegar ao primeiro. Inicialmente com o terceiro ato, observamos um mundo à beira do colapso, onde vamos conhecer diferentes personagens que vivem num lugar em que a imagem de Chuck é um autêntico mistério. De seguida, já ficamos a saber mais sobre a vida adulta de Chuck que continua envolvida em segredos, mas que se destaca pelas suas aptidões maravilhosas de dança. E depois, é-nos apresentada a infância de Chuck e aí sim, a pessoa começa a encaixar todas as peças de puzzle que forem sendo lançadas nos atos anteriores e também fica a saber mais sobre o valor da matemática e as ligações com ela.

Ao longo destes três atos apresentados de ordem decrescente foi pertinente e por vezes, interessante descobrir as conexões das diferentes personagens com o Chuck, principalmente como tudo acabou por se interligar. Primeiramente, parecia complexo, mas no final até deu para olhar pelo ponto de vista de Chuck.  

Divulgação: Cinemundo

Tom Hiddleston dá vida a um homem bastante comum, cuja existência acaba por revelar que afinal cada vida é, por si só, um universo cheio de memórias, desafios, amor e tudo aquilo que nos define enquanto seres humanos. Este ator possui uma versatilidade e desempenho de elevada qualidade em cada uma das suas personagens e aqui não é exceção. Apesar de ter pouco tempo no ecrã, ele consegue mesmo assim, captar de um modo único, o próprio espetador. Seja simplesmente pelo olhar, pelas performances de dança fenomenais ou pelo carisma com que apresenta este Chuck, Tom Hiddleston é realmente um dos melhores atores da sua geração. Felizmente, eu já assisti a inúmeras interpretações dele em filmes, séries e até em teatro. E recomendo que se tiverem a oportunidade que vão ver uma peça de teatro protagonizada por ele, porque garanto que irão ter uma experiência inesquecível.

Graças a Tom Hiddleston, uma das melhores cenas deste drama combinado com alguma ficção científica é a sua performance de dança no meio da rua que é tão contagiante, elegante e alegre que nos dá vontade de simplesmente acompanhá-lo e dançar como se não houvesse amanhã. A coreografia mostrada foi simplesmente perfeita.

Este filme também tem um lado mais descontraído com um humor mais leve que pode soltar uns risos e ainda, aborda ligeiramente a espiritualidade, na qual pode fazer com que a pessoa questione ou mesmo crie alguma curiosidade em saber mais.

Divulgação: Cinemundo

The Life of Chuck pode por vezes ser estranho, não fazer sentido a alguns e até ter as suas falhas. No entanto, traz-nos amor, paixão, alegria, humanidade e também uma mistura de emoções, onde cada vida é um universo por si só e que nos mostra o quanto a arte é preciosa e como a felicidade existe nas pequenas coisas. Aqui, temos uma celebração comovente da vida que nos espalha a mensagem, que é em momentos muito específicos que tornam a vida digna de ser vivida. E cuja mensagem de alguma forma nos conforta daquelas alturas da nossa vida que são mais difíceis de se lidar.

Ainda assim, é uma produção que pode precisar do seu tempo para ser processada como deve ser pelo espetador e não vão faltar teorias e divisão de opiniões relacionadas com o desenvolvimento desta narrativa, mas isso é algo que faz parte do universo único de Stephen King.



terça-feira, 13 de maio de 2025

The Night Manager é uma produção genial protagonizada por Tom Hiddleston

 

Pode ter demorado, mas chegou! Desta vez, vamos falar de uma das minhas produções favoritas que por mais anos que passem, continuará a estar na minha lista!

Inicialmente, transmitida pela AMC, Night Manager (O Gerente da Noite, como título em português) foi uma minissérie de seis episódios, baseada no romance de 1993 de John le Carré e é adaptado por David Farr para os dias atuais. Contudo, após a sua estreia, em 2016, foram precisos sete anos para a BBC One e a Prime Video resolverem renovar para uma segunda e terceira temporadas. Foi sem dúvida, um momento de celebração para os fãs desta produção britânica que venceu 3 Globos de Ouro, 2 Emmys e outros prémios.

Atualmente pode ser visto no canal AMC e na plataforma de streaming Prime Video.

O elenco é constituído por Tom Hiddleston, Hugh Laurie, Olivia Colman, Elizabeth Debicki, Alistair Petrie, Michael Nardone, Tom Hollander, David Harewood, Tobias Menzies, entre outros. 

Night Manager mostra as peripécias de Jonathan Pine (Tom Hiddleston), que depois de entrar para o serviço de inteligência britânico, tem de se infiltrar no círculo de confiança do perigoso traficante de armas Richard Onslow Roper (Hugh Laurie).

Jonathan Pine é o gerente noturno de um hotel no Cairo que é recrutado para se infiltrar no círculo interno deste traficante de armas.

Tudo isto inicia-se no auge dos protestos da Primavera árabe, onde Jonathan recebe um pedido de ajuda de uma hóspede elegante e com bons contactos. Como amante de um poderoso, mas perigoso proprietário deste hotel, ela tem provas de um acordo de armas que pode ajudar a arrasar o levante popular. Comprometido a fazer o que acha certo, Pine contacta o seu amigo na embaixada britânica. As suas ações levam-no involuntariamente para o terrível mundo do cruel traficante de armas, Richard Roper.

Quando a informação desta hóspede chega a Angela Burr (Olivia Colman), uma agente anti-corrupção do Governo com a intenção de derrubar o império de Roper, desencadeiam-se uma cadeia de eventos que terminam em tragédia.

Três anos depois, quando os seus caminhos se cruzam novamente na Suiça, Pine tem a sua hipótese de vingança. Pine e Angela Burr elaboram juntos um plano para derrubar Roper.

Anteriormente, Jonathan Pine foi um soldado britânico e acredita-se que é a pessoa certa para derrubar a aliança que o empresário Richard Onslow Roper tem com o comércio de armas. Será que o Pine vai conseguir enganar este especialista de armas e cumprir com a sua missão?

The Night Manager é uma produção genial que tem tudo o que é preciso para prender a atenção, desde o primeiro instante. E muito disso, deve-se à interpretação brilhante de Tom Hiddleston que dá vida a este Pine bem ousado que passa a viver uma vida dupla e que não se assusta facilmente. Ele tem um trabalho difícil pela frente, mas fará o que for preciso para ser bem-sucedido.

Apesar de ser uma história mais complexa de espionagem e com uma boa dose de mistério pelo meio, esta acaba por ser muito bem elaborada e é apresentada de um modo sólido e exatamente ao ritmo certo. A própria cinematografia é executada com um nível elevado de qualidade, juntamente com a escolha eficiente perante as diferentes cidades que vão sendo mostradas e que dão mais naturalidade e relevo ao argumento. E o seu elenco faz um excelente trabalho.

Este é daquele tipo de narrativas empolgantes que marca completamente a indústria do entretenimento que atrai automaticamente o espetador, mesmo que inicialmente pode não apreciar o género de assuntos abordados. Contudo, a partir do momento em que se começa a ver, a pessoa fica com um interesse imediato em querer saber como tudo se irá desenrolar.

Neste caso, também temos uma melhor noção de como funciona o mercado negro especializado em armas e como a negociação vai sendo executada, enquanto a inteligência britânica está a usar todos os seus recursos para impedir a mesma.

The Night Manager é um thriller fenomenal e muito inteligente que consegue criar um impacto próprio com todo o seu drama, intrigas, revelações, suspense, crime e ação. E também não tem falta de amor, vingança, manipulação, perseguições e estratégias bem planeadas. Tudo encaixa mesmo na perfeição.  

Até podia ser improvável, mas é cativante acompanhar a transformação de um mero gerente da noite de um hotel do Cairo para um agente valioso da inteligência britânica que surpreende de um modo excecional.

Agora, preparem-se para mais aventuras singulares de Jonathan Pine que se desloca mais uma vez por diferentes países para cumprir com as suas próximas missões, sendo que ainda tem muito para mostrar!

sábado, 30 de julho de 2022

Minissérie "The Essex Serpent" da Apple TV+, protagonizada por Tom Hiddleston e Claire Danes

Desta vez, eu vou abordar sobre uma minissérie original da plataforma de streaming da Apple TV+ designada por The Essex Serpent protagonizada por Tom Hiddleston e Claire Danes. Estes seis episódios são uma adaptação do romance homónimo de Sarah Perry publicado em 2016 que é escrito por Anna Symon e tem Clio Barnard como realizadora.

Do elenco fazem parte Claire Danes (Cora Seaborne), Tom Hiddleston (Will Ransome), Frank Dillane (Luke Garrett), Clémence Poésy (Stella Ransome), Hayley Squires (Martha), Dixie Egerickx (Jo Ransome), Michael Jibson (Matthew Evansford), Lily-Rose Aslandogdu (Naomi) e Jamael Westman (George Spencer).

Este drama narra a história de Cora (Claire Danes), uma mulher que acaba de perder o seu marido. Depois de se libertar de um casamento abusivo, Cora muda-se da Londres Victoriana para uma aldeia em Aldwinter e no condado de Essex, um lugar que está a ser perseguido por uma criatura mitológica conhecida como “a serpente de Essex”.

Esta história desenrola-se em 1893 e no final do século XIX, onde observamos uma época victoriana que está muito bem representada, seja no guarda-roupa, cenografia e no próprio argumento.

Cora Seaborne estava casada com um homem que não lhe dava o devido valor e que lhe tratava mal, fazendo com que ela se sentisse infeliz e uma inútil. Quando o marido é diagnosticado com um cancro letal, a vida de Cora Seaborne fica mais aliviada e muda por completo, sendo que finalmente tem a oportunidade de viver a sua vida, da forma como sempre quis e sem ter ninguém a impedi-la de ser feliz.

Divulgação: Apple TV+

Esta protagonista é uma viúva sofisticada com um trauma profundo causado pelo seu marido recentemente falecido que resolve ir investigar os relatos sobre um tipo de criatura marinha que é definida como uma serpente mitológica que tem sido avistada e tem andado a aterrorizar os habitantes de Aldwinter, em Essex. Depois de uma vida de uma certa forma confortável na sua mansão em Londres, ela resolve mudar-se para um sítio mais remoto, uma terra onde fazem parte desaparecimentos, mistérios que precisam de ser resolvidos e muito mais.  

Um mistério tem estado a ocorrer em Aldwinter sobre aparecimentos sucessivos de um ser místico, sendo que existem relatos do ano de 1669 e mais de 200 anos depois, ele está de regresso para atormentar quem por lá passa. Será uma serpente marinha? Será um dragão ou outro tipo de monstro marinho? Será um simples mito? Uma coisa é certa! Cora está em Aldwinter para descobrir a verdade!

Pode conter spoilers!

Divulgação: Apple TV+

Cora é uma apaixonada pela história natural e gosta muito de explorar sobre tudo o que esteja relacionado com esse tema, principalmente paleontologia e fósseis. Depois da morte do seu marido e de ouvir as histórias sobre uma criatura mística, ela resolve seguir a sua paixão. Porém, nem tudo vai ser perfeito para Cora quando ela chega a Essex, pois os seus moradores têm um modo de ver as coisas que não é o mesmo que esta naturalista e acreditam que Aldwinter está amaldiçoado e é obra do diabo, chegando a um ponto que começam a achar que ela poderá ter alguma relação com tudo aquilo que está a acontecer. Será que Cora os vai convencer do contrário? A jornada de Cora irá sem dúvida, ser desafiante e intensa e uma que ela nunca se irá esquecer!

Divulgação: Apple TV+

Mesmo assim, nem todos pensam da mesma forma e falamos do vigário local, Will Ransome, um homem muito inteligente, culto, atraente e cavalheiro. Ele é uma pessoa que tem uma perspetiva diferente dos restantes habitantes de Aldwinter, sendo que temos a oportunidade de acompanhar conversas interessantes entre ele e Cora sobre as diferenças que existem constantemente entre a ciência e a religião, pois Will é mais um homem de fé enquanto Cora é uma mulher com conhecimentos de ciência.  

Will também sente uma desconfiança profunda em relação aos boatos que vão surgindo, porque não acredita que existe uma serpente em Essex, considerando que são um fenómeno de terror de caráter moral e também um desvio da verdadeira fé. Por isso, ele tenta tranquilizar os seus paroquianos que se revela não ser uma tarefa fácil, principalmente pela sua ligação com Cora.

Divulgação: Apple TV+

Além disso, é interessante acompanhar a evolução da relação com um vínculo inquebrável entre Cora e Will e a atração constante que existe entre ambos, transformando-se num género de amor proibido. Eles possuem um relacionamento intenso, onde os dois não concordam com nada, mas são atraídos e afastados um do outro de um modo inexplicável, ao ponto de isso afetar a vida de cada um de formas inesperadas e em que o instinto pode falar mais alto.

Ao longo dos episódios, o público acaba por ser um tipo de investigador por si próprio, tentando desvendar o mistério da existência ou não de uma criatura sobrenatural na água desta terra, através de todas as peças do puzzle que vão sendo disponibilizadas.

Divulgação: Apple TV+

Também conhecemos outras personagens que têm as suas próprias missões a cumprir como é o caso do médico cirurgião mais inovador da sua geração, Luke Garrett e Martha, a empregada socialista e amiga de Cora Seaborne com convicções que vão dar que falar. As relações tanto de Luke como de Martha vão tendo os seus altos e baixos com Cora Seaborne.

Não é só o tema do sobrenatural ou do oculto com elementos de horror, thriller, suspense e superstição que é abordado neste drama ou os seus eventos mais estranhos que têm estado a acontecer. Falamos de sacrifícios que são feitos com um objetivo específico, o medo e pânico do desconhecido, a realidade das pessoas que viviam nesta altura, as tragédias que vão sucedendo, a luta pela liberdade, as diferenças evidentes que existem entre as classes sociais e as dificuldades que o povo mais pobre enfrenta diariamente. Ainda temos o efeito que os boatos, a fé e a religião têm na vida das pessoas e como uma obsessão pode levar a muitos mal-entendidos, sendo que também existia uma grande quantidade de desinformação repleta de rumores que fazia parte desta época vitoriana em Inglaterra.

Divulgação: Apple TV+

A história de um mistério nebulado que se situa num ambiente mais obscuro e cheio de superstições, tensões, segredos e de pântanos envolvidos num nevoeiro é contada a um ritmo mais lento que pode não ser adequado a todas as pessoas, mas faz sentido a forma como tudo vai sendo desenrolado, onde o espetador vai aos poucos criando as suas próprias teorias sobre aquilo que está a ver. Além disso, as personagens vão sendo constantemente testadas, fisicamente e psicologicamente e consegue chegar-se à conclusão da quantidade de desconhecimento que algumas pessoas têm das coisas.  

A produção em si tem uma ótima qualidade, principalmente a nível de fotografia com boas escolhas, relativamente aos ângulos de filmagem que foram utilizados. Porém o que se destaca são as interpretações fabulosas tanto de Tom Hiddleston, como de Claire Danes. Eu conheço o trabalho de ambos, principalmente do Tom Hiddleston, sendo que já tive a oportunidade de assistir ao vivo a uma peça de teatro dele em Londres e mesmo assim, ele continua a surpreender positivamente na sua arte de representar, onde as suas expressões faciais utilizadas para a sua personagem valem muito mais do que uma simples palavra.

The Essex Serpent é uma história intimista que vai entreter, principalmente para quem é fã deste género e até deixa questões pertinentes para que a pessoa possa depois refletir. Mas se querem ver um trabalho de qualidade nas artes da representação, esta é uma boa escolha, porque seja qual for a vossa opinião sobre o final desta minissérie, o desempenho brilhante destes dois atores cria uma satisfação imediata e consegue conquistar o público que assistiu a estes seis episódios. 


domingo, 18 de julho de 2021

6 Razões pelas quais devem ver a série "Loki" da Disney + que é protagonizada por Tom Hiddleston

Loki é uma série de seis episódios produzida pela Marvel Studios em exclusivo para a plataforma Disney + que já foi renovada para uma segunda temporada. Esta é baseada na personagem do Marvel Comics, em que é criada por Michael Waldron e tem a realização de Kate Herron. Kevin Feige, Louis D’Esposito, Victoria Alonso, Stephen Broussard, Kate Herron, Michael Waldron e Tom Hiddleston fazem parte da equipa dos produtores executivos e Natalie Holt é a responsável pela banda sonora.

O elenco é constituído por Tom Hiddleston (Loki), Sophia Di Martino (Sylvie), Gugu Mbatha-Raw (Ravonna Renslayer), Wunmi Mosaku (Hunter B-15), Eugene Cordero (Casey), Tara Strong (Miss Minutes), Owen Wilson (Mobius M. Mobius), Jack Veal (Kid Loki), DeObia Oparei (Boastful Loki) e Richard E. Grant (Classic Loki).

A história desenrola-se na fase 4 da MCU após os eventos do filme Vingadores: Endgame (2019), onde Loki, o Deus da Mentira (Tom Hiddleston) sai da sombra do seu irmão e depois de fugir com o Tesseract, ele cruza-se no caminho da burocrática TVA (Time Variance Authority) que só lhe vai trazer problemas, mas que tem uma missão em mente para ele realizar. Como será que Loki vai reagir? Irá aceitar esta missão com satisfação? Será que ele tem um plano específico para colocar em prática?

De seguida, partilho com vocês, as 6 razões pelas quais devem ver esta série sensacional que vai dar que falar e que irá influenciar os eventos futuros da MCU.



Divulgação: Marvel Studios e Disney +

1.  O desempenho de Tom Hiddleston continua a ser brilhante

Loki é daquelas personagens que eu não consigo imaginar outro ator a interpretar do que Tom Hiddleston. Este ator tem um carisma e um talento tão próprio de representar o Loki que cria uma empatia imediata com o público, prendendo a atenção em cada cena que está presente. Dá para perceber o amor que o Tom Hiddleston tem pela sua personagem, onde ele apresenta diferentes lados de Loki que podem passar por situações de maior vulnerabilidade e por momentos em que tem comportamentos imprevisíveis bem ao estilo do Deus da Mentira que já estamos tão habituados a acompanhar.

Nesta série não é exceção, mas temos a oportunidade de conhecer um lado da personalidade complexa de Loki que ainda não conhecemos, as novas relações que ele vai construindo com diferentes personagens e as novas aventuras que lhe esperam que ele não estará devidamente preparado para as enfrentar.  

 

Divulgação: Marvel Studios e Disney +

2. Introdução da TVA na MCU

A TVA é uma organização que foi criada pelos Guardiões do Tempo que protegem o devido fluxo do tempo para todos e todas as coisas, sendo que caso algo se desvie do seu caminho que já foi anteriormente criado, então são designados por Variantes que podem dar origem a ramificações na chamada Linha de Tempo Sagrada e se não for corrigida pode vir a tornar-se numa ameaça para todo o universo. Tudo isto é explicado de um modo bem simples e prático, pela simpática Miss Minutes (Tara Strong), através da apresentação de animações que prendem a atenção. Assim, esta empresa faz o que for necessário para manter a linha de tempo a funcionar corretamente. Será que a TVA está a fazer o bem ou até são os vilões da história? Vejam a série que vai explorar de um modo mais detalhado qual é a origem da TVA, quem foi exatamente a pessoa que criou todo este procedimento, a ligação da TVA com Loki e muito mais.

Divulgação: Marvel Studios e Disney +

 3. Ficamos a conhecer as diferentes variantes de Loki

A MCU já não é a mesma coisa se não tivermos a presença de um Loki, mas imaginem como seria se surgissem diferentes versões alternativas desta personagem?

Com esta série podemos conhecer as novas variantes de Loki, em que cada uma teve o seu próprio caminho a seguir e foram desenvolvendo as suas habilidades mágicas, umas mais evoluídas do que outras para se tornarem naquilo que são hoje e com um estilo bem peculiar.

Uma das partes mais engraçadas é a forma como o Loki original lida com as suas variantes e até consegue aprender algumas coisas como lutarem todos como uma equipa.



Divulgação: Marvel Studios e Disney +

4. Uma história que pode não só explorar a jornada do protagonista, mas as infinitas possibilidades que podem ocorrer numa linha de tempo alternativa e as implicações que podem ter no multiverso

Loki é daquelas séries que tem mesmo muito potencial e que eu fico muito contente por saber que foi renovada para uma segunda temporada, pois ainda tem muitas histórias que podem contar e tendo assim, uma oportunidade para desenvolverem ainda mais as suas personagens, principalmente as aventuras carismáticas de Loki e companhia.

Quando pensamos na forma como nos é apresentada esta história, não conseguimos deixar de imaginar e criar as nossas próprias teorias sobre o que poderá acontecer em cada episódio e quem são as personagens que podem vir a surgir. Pode acontecer, algumas das teorias que acreditávamos serem possíveis não se concretizarem, mas não deixa de divertir o público que foi pensando nas infinitas possibilidades que podiam ocorrer com este Loki que conseguiu conquistar o coração do espetador desde a primeira vez que apareceu e com as novas personagens em que cada uma tem um papel a desempenhar. Porém também começamos a tentar descobrir a razão pelo qual o Multiverso da Loucura pode acontecer, sendo que vale a pena ver todos os episódios, em que muita coisa é revelada e fazendo com que apareçam ainda mais pistas e questões que são deixadas para responder mais tarde.

5.  Uma série com uma qualidade que supera qualquer tipo de expetativas

Antes de Loki chegar, o público já tinha expetativas altas de como poderia ser a história deste vilão, mas a produção conseguiu mesmo superar as mesmas com um elenco que teve uma performance impecável, sendo que a história foi intrigante e repleta de referências relacionadas com a MCU e com a banda desenhada, reviravoltas, peripécias, revelações e surpresas inesperadas que cativam quem é fã da Marvel. Para além disso, toda a história vai ter uma mistura de ficção científica com ação, aventura, policial, drama, fantasia e mistério com humor e conspirações pelo meio.

Os efeitos visuais foram sendo muito bem introduzidos e cada cena de ação e de luta foram muito bem organizadas e realizadas. Tanto a fotografia, como os figurinos, os cenários ou até a banda sonora foram escolhidos com todo o cuidado e detalhe, sendo que encaixaram perfeitamente na história em si e naquilo que esta série representa para o futuro da MCU.

Divulgação: Marvel Studios e Disney + 

6. A química de Loki com as restantes personagens 

Num modo geral, sempre acompanhámos as cenas partilhadas entre Loki e o seu irmão Thor ou com outros elementos da família. Depois de ter fugido com o Tesseract e de ter criado uma linha do tempo alternativa, Loki acabou por se cruzar no caminho de novas personagens que acabam por dar origem a novas dinâmicas com o Deus da Mentira, como foi o caso de Mobius M. Mobius (Owen Wilson) e de Sylvie (Sophia Di Martino).

Loki tem uma relação bem diferente e inesperada, principalmente com Sylvie, sendo que criaram uma química curiosa que funciona, mesmo que tenham tido experiências de vida distintas, mas que faz com que o espetador se identifique com cada uma destas personagens e a maneira como acabam por ver as coisas depois de tudo o que já passaram.

No caso de Loki com Mobius é um relacionamento divertido, mas com um pouco de aprendizagem pelo meio, sendo que vão existindo momentos em que é apresentado o humor peculiar de Loki e as piadas que vão surgindo das duas partes.

Desta vez, eu preferi não fazer uma análise mais específica à série, pois eu considero que Loki é uma das melhores séries da Marvel e eu acho que é uma produção que vale muito a pena verem e terem assim, a vossa própria experiência sobre a mesma e assim, chegarem às vossas próprias conclusões. Porém, existem muitas mais razões pelas quais devem ver Loki, mas estas são mais do que suficientes e por isso, preparem-se para uma viagem inesquecível protagonizada pelo glorioso Loki

Loki é uma série extraordinária, fascinante e surpreendente sobre uma das melhores personagens da MCU. Depois de ter visto estes seis episódios está então na altura de esperar por um dos filmes que estou mais curiosa em ver da MCU que é o Doctor Strange in the Multiverse of Madness que estreia no dia 25 de Março de 2022 e que está relacionado com os acontecimentos que ocorreram não só em Loki, mas também na minissérie WandaVision.




domingo, 17 de novembro de 2019

Peça de Teatro "Betrayal" com Tom Hiddleston, Charlie Cox e Zawe Ashton em Londres




No final do mês de Maio resolvi ir passar uns dias a Londres e como gosto muito de ir ao teatro, aproveitei para ir assistir a uma matinee da peça de teatro "Betrayal" com Tom Hiddleston, Charlie Cox e Zawe Ashton no Harold Pinter Theatre em Londres, Inglaterra.

Tom Hiddleston já fez diferentes trabalhos em cinema, tv e teatro. Um dos seus papeis mais conhecidos tem sido o "Loki", em adaptações para o cinema do universo Marvel, considerado como uma das personagens favoritas dos fãs deste universo e brevemente irá estrear uma série sobre a sua personagem no Disney+.  Também fez parte do elenco da série "Night Manager", com a personagem "Jonathan Pine" ao lado de um elenco de luxo como Hugh Laurie ("House") e Olivia Colman ("The Crown"). Charlie Cox é reconhecido pelos fãs como "Matt Murdock" da série de três temporadas  "Daredevil". 

"Betrayal" é uma peça que foi escrita por Harold Pinter em 1978. A história desta peça descreve a relação de 7 anos de um casal, Emma (Zawe Ashton) e Robert (Tom Hiddleston) e a relação dos dois com Jerry (Charlie Cox), "amigo íntimo" de Robert, que é casado com uma mulher chamada Judith. Durante 5 anos, Jerry e Emma mantêm um caso, sem o conhecimento de Robert e mais tarde ela admite a sua infidelidade. Ao longo desta peça podemos ver como tudo se desenrolou, tanto da relação de Robert e Emma, como o caso de Emma com Jerry.

A peça é divinal, principalmente pela grande interpretação de Tom Hiddleston, onde as suas expressões faciais valiam mais do que meras palavras. Charlie Cox e Zawe Ashton também estiveram fantásticos ao longo do desenrolar de toda a história. Estive sentada na 1ª fila e fiquei deliciada com a interpretação destes atores desde o início ao fim.

Após o final da peça de teatro, tive a oportunidade de os conhecer na "stage door" e apesar de estarem muitos cansados vieram na mesma cá fora para saberem o feedback de quem foi assistir à peça. Foi uma tarde incrível rodeada de boas memórias e de teatro de grande qualidade. Foi a segunda peça de teatro que fui ver em Londres e quando voltar, vou querer ir ao teatro, algo que fará sempre parte do meu itinerário.