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sexta-feira, 2 de maio de 2025

Thunderbolts* traça o encerramento da Fase 5 do MCU e cria uma expetativa mais positiva para produções futuras da Marvel

 

Preparem-se para a apresentação de um grupo bem improvável de anti-heróis que vai com certeza arrasar! Uma presença de personagens inesquecíveis que tem cada um o seu charme. 

Thunderbolts* é o próximo filme da Marvel Studios realizado por Jake Schreier que tem a produção de Kevin Feige. E pode ser visto na plataforma de streaming da Disney+.

O elenco é composto por Florence Pugh (Yelena Belova), Sebastian Stan (Bucky Barnes), David Harbour (Red Guardian), Wyatt Russell (John Walker), Olga Kurylenko (Taskmaster), Hannah John-Kamen (Ghost), Julia Louis-Dreyfus (Valentina Allegra de Fontaine), Lewis Pullman (Bob), Geraldine Viswanathan (Mel), Chris Bauer (Holt) e Wendell Edward Pierce (Gary).

Aqui temos reunida uma equipa irreverente de anti-heróis – Yelena Belova, Bucky Barnes, Red Guardian, Ghost, Taskmaster e John Walker. Depois de se verem enredados numa armadilha mortal montada por Valentina Allegra de Fontaine, estes desiludidos desistentes têm de embarcar numa perigosa missão que os obrigará a confrontar os cantos mais negros dos seus passados. Será que este grupo de inadaptados se vai destruir ou encontrar a redenção e unir-se como algo mais, antes que seja demasiado tarde?

Divulgação: Marvel Studios

Já imaginaram como seria se um número de anti-heróis excluídos se juntassem por um objetivo em comum cheio de adversidades pelo meio? Seria sem dúvida, interessante e esse aguardado momento finalmente chegou com os peculiares Thunderbolts*, que terão uma segunda oportunidade para mostrarem o que realmente valem!

Estamos aqui a falar de uma equipa de anti-heróis imprevisíveis com um passado sombrio que estão dececionados com o rumo que os seus caminhos têm tomado e que se juntam de um modo acidental para sobreviverem de uma armadilha preparada por Valentina Allegra de Fontaine. Será que todos vão conseguir escapar? Para isso acontecer, eles terão de trabalhar em conjunto numa missão arriscada, enquanto enfrentam as consequências mais obscuras das suas ações e procuram redimir-se pelas mesmas.

É verdade que muitas produções da Marvel não têm tido a qualidade que outrora existiu noutros tempos e que deixavam qualquer um, completamente em êxtase. No entanto, Thunderbolts* traça o encerramento da Fase 5 do MCU e veio à sua maneira dar-nos esperança que o universo que tanto apreciamos está de regresso para nos entreter à grande e que os seus tempos de glória estão a voltar aos poucos.

Divulgação: Marvel Studios

Thunderbolts* é um excelente entretenimento que cativa o espetador. É executado de um modo fabuloso, inteligente e mais maduro, tendo atenção também ao seu lado mais emocional e humano. Com um desempenho fantástico por parte do seu elenco, o argumento em si é sólido, onde combina eficazmente o drama com a comédia, sendo que o humor é introduzido exatamente nas alturas certas, acabando por proporcionar umas boas gargalhadas.

A história tem um bom desenvolvimento, focando principalmente nas personagens da Yelena e na própria introdução do Sentry. Por isso, estas duas personagens protagonizaram os pontos mais fortes do filme e brilharam em cada cena. E sem esquecer do caricato Red Guardian que alivia com as suas piadas hilariantes, articulando muito bem, como referido anteriormente, o drama com a comédia. Infelizmente, o Bucky foi daquelas pessoas que acabou por ser deixada um bocado de parte e não aproveitaram bem o potencial que ele continua a possuir. No entanto, uma das cenas com mais ação foi apresentada por ele que mostra a razão pelo qual, ele é uma das personagens favoritas dos admiradores deste universo cinematográfico da Marvel.

Esta produção trouxe a introdução de uma nova figura que poderá vir a ter um papel crucial no futuro da MCU que é o Sentry e é considerado como um dos mais poderosos da banda desenhada da Marvel. O facto de nos terem dado a chance de conhecer melhor, o Bob, a pessoa por trás dele e de testemunharmos as suas vulnerabilidades, cria uma vontade imediata em querer acompanhar a sua jornada. Tudo isso, porque apesar de ser alguém cheio de habilidades, ele é o maior inimigo de si mesmo e essa é a sua maior fragilidade. Assim, ficamos com uma melhor noção do lado mais obscuro e perigoso de Bob.  

Divulgação: Marvel Studios

Além disso, também foi aproveitado o momento para tocar em tópicos mais pesados e complexos, como a saúde mental que por vezes, são difíceis de serem comentados. Pois, nem todos têm a capacidade suficiente para partilharem a sua própria experiência. E à sua maneira, Thunderbolts* aborda de uma forma respeitosa a solidão, a depressão, o luto, a ansiedade, os traumas da vida e maioritariamente, a perceção de um vazio que muitos de nós podemos sentir na pele em certas alturas da nossa vida e que nem sempre, sabemos como lidar com essa sensação. Mostra também que podemos partilhar as nossas dores, sendo que não precisamos de lutar sozinhos contra os nossos demónios e que juntos somos mais fortes. Por mais que nos tentemos destacar, todos nós cometemos erros e temos as nossas fragilidades e dores.

O resultado de Thunderbolts* é bastante satisfatório e cria um entusiasmo em querer acompanhar o que vem de seguida, sendo que foi interessante de acompanhar estas novas dinâmicas entre personagens que até seriam pouco prováveis de virem a cruzar-se noutro tipo de circunstância. Por isso, foi revigorante assistir a algo novo e diferente com uma mensagem pertinente e inspiradora de empatia e humildade que encaixou perfeitamente e cujas cenas de ação e de luta foram bem coreografadas e de ótima qualidade, juntamente com os efeitos visuais, incluindo o CGI utilizado.

Este género de Novos Vingadores são uma fonte de entretenimento criativa e engraçada com uma boa cinematografia e banda sonora que proporcionou um tempo tão bem passado, entregou aquilo que prometeu e que vos irá trazer uma aventura tocante repleta de emoções e com ação de qualidade. E que terá duas cenas pós-créditos que valem muito a pena em assistir. Concluindo, uma coisa é certa! Este é daquelas histórias que nós estávamos mesmo a precisar de ver e que marcará o universo da Marvel. E de uma certa maneira, criou uma expetativa mais positiva para produções futuras da Marvel. Assim, que comece uma nova era de histórias para o público conhecer e que venham mais aventuras deste gangue carismático em colaboração com outros super-heróis que tanto estimamos.


quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Filme "Todo o Tempo que Temos" - o que esperar deste drama e romance britânico protagonizado por Florence Pugh e Andrew Garfield

Depois de ter a sua estreia no Festival Internacional de Cinema de Toronto, a longa-metragem Todo o Tempo que Temos (We Live in Time, como título original) chegou a Portugal e cuja realização é de John Crowley. Podem ver na plataforma de streaming da HBO Max.

Florence Pugh e Andrew Garfield são Almut e Tobias, os protagonistas de uma história de amor que apresenta uma abordagem empolgante a um romance clássico entre eles, definidos como dois londrinos contemporâneos. Numa jornada marcada pelos desafios e encruzilhadas da vida, o filme retrata a leveza e a profundidade de um amor único, capaz de moldar o tempo.

O poder do amor de transformar o tempo – de o fazer parar, de o acelerar ou de o expandir desenfreadamente – é o ponto de partida do enlace profundamente comovente desta longa-metragem. Este é um romance que conta a história de um relacionamento, que se estende por uma década.

Tudo começa quando Almut e Tobias conhecem-se de forma inusitada, num encontro que mudará o rumo das suas vidas para sempre. Perdidamente apaixonados, com um lar e uma família construída, o casal faria qualquer coisa para nunca se separar. Mas, nenhuma história de amor é realmente simples e, confrontados com uma verdade dolorosa que abana os seus alicerces, os protagonistas desafiam os limites do tempo para viverem a verdadeira experiência de amar.

Este é um tipo de casal contemporâneo, composto por duas pessoas completamente independentes que, movidas pela vontade de viver a vida ao máximo, oscilam entre os desafios do compromisso, da parentalidade e da luta contra a efemeridade da vida.  

Divulgação: NOS Audiovisuais

Já imaginaram como seria conhecer uma pessoa de uma forma invulgar, num encontro que iria mudar a vida de cada um para sempre? É o que acontece com Almut e Tobias. E ao visitarmos vários momentos das suas vidas – quando se apaixonam, a construção de um lar, a constituição de uma família – é revelada uma verdade difícil. À medida que embarcam numa jornada desafiada pelos limites do tempo, Almut e Tobias aprendem a valorizar cada momento da sua história de amor pouco convencional, num romance profundamente comovente que se estende por uma década.

Como referido anteriormente, a relação destes dois inicia-se de um modo invulgar, sendo que foi devido a Almut ter atropelado acidentalmente Tobias. Um incidente que poderia ter sido muito pior, mas que não iria ser nada indiferente para uma talentosa chefe de cozinha e um homem recém-divorciado. De seguida, as coisas desenrolam-se naturalmente na cidade de Londres, onde sem qualquer tipo de ordem vão sendo mostrados momentos importantes deste relacionamento amoroso, tais como as suas conquistas, fracassos, constrangimentos, dores, alegrias e tristezas.  

Não vão faltar alturas em que eles para além de partilharem memórias engraçadas, também vão ter de ser confrontados com uma realidade mais dolorosa e difícil de ultrapassar que pode dar tudo a perder. E que, os deixa a pensar sobre aquilo que realmente querem fazer e como querem viver. Os temas retratados neste argumento são muito bem implementados, coordenados e apresentados com um formato mais leve. E ainda, transmitem uma mensagem perspicaz e interessante, em como as nossas escolhas podem ter um papel decisivo nas nossas vidas. Uma das coisas que é abordada é a vulnerabilidade do ser humano quando é confrontado com situações que não consegue controlar. Infelizmente, essa vulnerabilidade acaba por ser cada vez mais escondida atrás de uma máscara, sendo que é considerada para muitos como um género de fraqueza. Isso não é verdade e a história do filme comprova, enquanto ensina muitas lições de vida úteis. E são nesses momentos mais complicados que saem as maiores aprendizagens!

Divulgação: NOS Audiovisuais

Todo o Tempo que Temos é um drama e romance britânico emocionante com uma pequena dose de comédia que se tornou numa ótima surpresa e foi acompanhado por uma boa escolha na banda sonora. E tem as características fulcrais para tocar profundamente o coração de quem está a ver, enquanto vamos criando uma empatia constante, desde o primeiro minuto. A química entre as personagens interpretadas por Florence Pugh e Andrew Garfield é tão natural e especial, criando assim, uma cumplicidade imediata e tão bonita. De uma certa forma, nós conseguimos identificarmos não só com as personagens, mas também com os desafios que vão enfrentando. E isso, leva-nos a ter uma reflexão própria sobre os sacrifícios que muitas vezes têm de ser feitos, como enfrentamos realidades dolorosas, o valor que devíamos dar ao tempo, aquilo que realmente mais importa, como a vida é um simples sopro e pode ser frágil e até muito mais.

É uma história de amor flexível e muito bem elaborada que é constantemente testada pelas adversidades da vida e traz assim, uma diversidade de emoções para o espetador. Contudo, mostra que aconteça o que acontecer, o amor entre eles os dois e tudo aquilo que construíram é muito mais forte! Além disso, transmitem o quanto é determinante não perdermos a esperança, estarmos com quem mais amamos e como cada minuto conta!

Assim, é uma longa-metragem profunda com uma identidade real e própria que é apresentada a um ritmo adequado e é executado com carinho e respeito, sendo que vale a pena assistir, porque prende a atenção, é cativante, cumpriu com o seu propósito e o elenco fez um excelente trabalho! Tem a capacidade de nos envolver, enquanto estamos a torcer por estes protagonistas! E percebe-se perfeitamente porque foi considerado como um dos filmes mais esperados deste ano! Uma aposta surpreendente que não podem perder e irão desfrutar, cada um à sua maneira!

 

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Crítica ao filme "Black Widow" da Marvel Studios - uma homenagem e uma despedida merecida de uma das personagens mais populares da MCU

Finalmente chegou a altura pela qual temos esperado muito tempo, ou seja, o filme a solo de uma das heroínas mais populares do universo da Marvel. Black Widow (A Viúva Negra, em português) é o primeiro filme da Fase 4 do Universo Cinematográfico da Marvel que é baseado na personagem da Marvel Comics que pode ser visto nos cinemas portugueses e sexta-feira no Disney+ com acesso premium a um custo adicional.

Este filme de espionagem com thriller e ação é produzido por Kevin Feige através da Marvel Studios com argumento de Eric Pearson, a partir da história de Jac Shaeffer e Ned Benson e tem a realização de Cate Shortland. O elenco é constituído por Scarlett Johansson (Natasha Romanoff/Viúva Negra), Florence Pugh (Yelena Belova), David Harbour (Alexei Shostakov/Guardião Vermelho), O-T Fagbenle (Rick Mason) e Rachel Weisz (Melina Vostokoff).

Os acontecimentos desta história desenrolam-se entre o filme do Capitão América: Guerra Civil e o do Vingadores: Guerra Infinita. Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), também conhecida como a Viúva Negra, terá de confrontar as partes mais sombrias da sua história, principalmente quando surge uma conspiração perigosa que está ligada ao seu passado. Natasha vai sendo perseguida constantemente por uma força que não vai parar enquanto não a destruir e assim, ela vai ter de lidar com o seu passado como espiã e com as relações que deixou para trás muito antes de fazer parte da equipa dos Vingadores. Será que ela vai conseguir lidar com os seus traumas e impedir que o seu inimigo concretize os seus planos?

Divulgação: Marvel Studios

Ao longo das participações da Viúva Negra no universo da Marvel, nós fomos aprendendo mais sobre esta personagem e com algumas revelações pelo meio, mas com este filme mais recente, finalmente vamos saber exatamente as respostas às nossas perguntas sobre a origem desta mulher enigmática e os motivos para ela se ter tornado na pessoa que conhecemos atualmente. Mas ao mesmo tempo, vão ser apresentadas novas personagens que vão ser relevantes para o futuro da MCU e que irão criar uma ligação não só com as próximas produções desta saga, mas também com anteriores filmes da Marvel Studios que foi tão bom de recordar já que a história está repleta de easter-eggs e referências tão únicas que às vezes cria uma mistura de emoções para quem está a ver o filme.

A Viúva Negra dá a oportunidade de conhecer melhor as raízes desta personagem, explorando a história de vida, as aventuras e a jornada que esta espiã teve de percorrer que deu para perceber que não foi um caminho nada fácil. Ela pode não ter super-poderes, mas tem habilidades de luta extraordinárias que não é para qualquer um e também não desiste, mesmo que tenha de enfrentar o pior dos seus pesadelos. Assim, ao longo deste filme, vamos desvendar mistérios sobre a sua identidade e uma conspiração que está relacionada com o passado de Natasha Romanoff que ela terá de enfrentar depois de ter passado muito tempo a evitá-lo.

Pode conter Spoilers!

Divulgação: Marvel Studios

Natasha Romanoff é uma agente e assassina profissional cheia de capacidades específicas e eficaz a cumprir as suas missões, ou seja, é um tipo de máquina mortal criada pela espionagem russa em que ela seguia ordens sem questionar. Ela teve um treino bem intensivo através de um projeto secreto, sendo que foi programada para ser implacável, letal e não ter misericórdia dos seus alvos. Atualmente, ela faz parte da equipa original dos Vingadores depois de se ter livrado da influência dos russos e existe na MCU, desde o filme do Homem de Ferro 2 (2010) e já apareceu em diferentes filmes deste mundo, fazendo com que seja das personagens mais famosas e acarinhadas do mesmo.  

Já considerada como uma Vingadora, em 2016, Natasha é uma fugitiva, pois ela violou os Acordos de Sokovia e tenta esconder-se do General Thaddeus Ross (William Hurt). Para que não seja detetada, ela conta com a ajuda do amigo Mason que lhe fornece tudo o que ela precisa que pode incluir identidades falsas, equipamentos, um local remoto na Noruega e muito mais.

Divulgação: Marvel Studios

Afinal como e porque é que a Natasha Romanoff se tornou no que é hoje? Porque é conhecida como a Viúva Negra? O que move esta personagem a sacrificar-se pelos outros? Qual é a origem da sua essência? Estas são algumas das perguntas que vão sendo esclarecidos ao mesmo tempo em que são apresentados as vulnerabilidades de Natasha e o modo como ela enfrenta os seus medos e dores e lida com conflitos e dilemas. Natasha passou por diversos traumas desde a sua infância, mas ela sofre maioritariamente de culpa, arrependendo-se de alguns dos seus atos e por vezes até acredita que está melhor sozinha, sendo que acabamos por conhecer um lado mais humano desta mulher que mesmo que possa estar à procura de vingança, também quer viver em paz e defendendo o que ela acredita que seja correto.

Este é um filme que dá a conhecer melhor a identidade de Natasha e explora o lado mais emocional dela, sendo que tudo é retratado de um modo mais profundo, sem deixar de abordar temas como a família, o abuso e o sequestro de mulheres a nível internacional, a lavagem cerebral, a manipulação e tortura psicológica, a falta de liberdade de escolhas, a influência  que o programa secreto da Red Room (Sala Vermelha, em português) tem na formação de Viúvas Negras que são treinadas para se tornarem assassinas e todo o conteúdo que esteja relacionado com o mesmo, sendo que explicações irão ser dadas.  

Divulgação: Marvel Studios

Através de um flashback, a história em si inicia-se em 1995 e numa casa em Ohio, nos EUA, onde uma jovem Natasha e a sua irmã mais nova, Yelena Belova vivem juntamente com os seus pais, Alexei e Melina que na realidade eram espiões russos que estavam infiltrados com uma missão específica que tinham de fazer para a União Soviética. Será que os momentos passados por esta família disfarçada como americana foram reais para cada um dos seus membros? Uma coisa é certa, esta família é uma das responsáveis pela pessoa que Natasha é hoje!

Infelizmente chegou a atura em que esta dupla de irmãs fosse separada dos pais e vão para a Sala Vermelha, onde o General Dreykov (Ray Winstone) tinha os seus próprios planos a concretizar e criava as Viúvas Negras. Será que Natasha e Yelena vão alguma vez escapar deste antagonista? Ficamos a saber que Natasha acabou mais tarde com as operações da Sala Vermelha e separou-se da sua irmã, mas será que foi mesmo isso que aconteceu?

No presente, Natasha pensava que estava completamente isolada do mundo. No entanto, ela é atacada de surpresa por um mercenário misterioso, mas tudo isto ocorre por um motivo bem maior do que ela pensava que implica uma conspiração que envolve o seu passado e o da sua família que já não via há muitos anos, fazendo com que ela reencontre a sua irmã Yelena que lhe pede ajuda numa missão extremamente perigosa. Será que estas irmãs vão voltar a estar reunidas com Melina e Alexei, o desajeitado, atrapalhado, mas tão divertido ex-super-soldado russo Red Guardian (Guardião Vermelho, em português) que é um tipo de Capitão América, porém tem um humor próprio com um sotaque característico que é hilariante?

Divulgação: Marvel Studios

Um dos principais focos do filme é na relação entre Natasha e Yelena Belova, em que esta última vai seguir com o legado da Viúva Negra no MCU. No tempo atual já vemos uma Yelena Belova lutadora, motivada, competente, divertida, sarcástica e um pouco arrogante que está cheia de ressentimentos pelo abandono que sofreu da sua irmã. É com a sua irmã que Natasha mostra realmente quem é e revela mistérios bem curiosos para o púbico, como o que aconteceu em Budapeste. Tanto Natasha como Yelena têm uma boa dinâmica e química entre si, fazendo assim, uma boa dupla e muito é devido à performance brilhante de Scarlett Johansson e Florence Pugh (uma boa surpresa), principalmente nas cenas que são partilhadas entre estas duas atrizes.

O filme tem uma história sólida que encaixou muito bem num filme a solo e tem referências bem claras ao mundo dos espiões, como por exemplo, James Bond ou Missão Impossível.  Tudo é contado de um modo interessante, cuidado, delicado e com alguma sensibilidade, mas infelizmente alguns detalhes da vida de Natasha como espiã não são devidamente mostrados e houve partes que continuaram a ser um mistério, sendo que a pessoa acaba por imaginar como teria sido essa fase da sua vida. Para além disso, não foi desenvolvido como deve ser o seu treinamento para se tornar na Viúva Negra que já tínhamos visto em flashbacks mais curtos e rápidos de um outro filme da MCU e na minha opinião, essa etapa da vida de Natasha seria muito cativante de se acompanhar. Assim, existem partes que poderiam ter sido aproveitadas e exploradas de outra forma.

Divulgação: Marvel Studios

A produção é bem construída e organizada e feita com uma intensidade e qualidade suficiente para criar um bom resultado final sobre um passado de uma personagem que ainda não tinha sido explorado como deve ser, sendo constituída por sequências de luta bem coreografadas, feitas a diferentes níveis e que prendem a atenção, filmagens em ângulos pertinentes e pouco usuais que mostram vistas lindíssimas de Cuba, Marrocos e Budapeste e com imagens panorâmicas a complementar e uma banda sonora que foi fazendo uma boa combinação ao longo do filme. Não vão faltar cenas de ação cheias de destruição, adrenalina, perseguições, tiroteios, explosões, lutas em queda livre e muito mais.

A Viúva Negra é um autêntico e espetacular filme de espionagem internacional com uma conspiração à mistura, mas com a identidade da MCU que tem ação, aventura, ficção científica e também alguma carga emocional e dramática e dá informações valiosas sobre uma parte da vida de Natasha que ainda não tínhamos conhecimento. Não vão faltar a abordagem de temas mais pesados, a apresentação de cenas tensas e momentos mais leves e descontraídos, protagonizados maioritariamente por David Harbour e Florence Pugh.

Divulgação: Marvel Studios

Finalmente chegou a altura certa para se contar a história da Viúva Negra que é um dos filmes mais aguardados deste ano que surpreende pela positiva e honra o legado que Natasha Romanoff deixou após sacrificar a sua vida para salvar o mundo e finalmente percebemos os seus comportamentos e decisões. Esta é uma personagem incrível que teve um destaque merecido, brilhando à sua maneira e com a sensação de missão cumprida que mostra a verdadeira força e resiliência da Viúva Negra. Foi tão bom vê-la em ação, sendo que foi uma boa despedida desta espiã carismática e o desempenho fantástico de Scarlett Johansson não desiludiu e foi mesmo de acordo com as expetativas, sendo que valeu a pena o longo tempo de espera para a sua produção e sem dúvida que compensou, porém eu sinto que faltou algo para que criasse ainda mais impacto.

Esta é sem dúvida, uma história equilibrada, misteriosa e emocionante com reviravoltas e repleta de referências ao universo da MCU com pistas do que podemos esperar nos próximos filmes da Marvel que se desenrola num ambiente mais sombrio que introduz novas personagens a este mundo que são boas adições, tendo também uma cena pós-créditos. Para além disso, esta entrega a mensagem que era precisa para que fosse feita uma homenagem e despedida digna e adequada desta personagem complexa e determinada em condições e nos seus próprios termos, criando assim no público, ainda mais empatia e uma ligação mais profunda pela personalidade de Natasha Romanoff que nunca irá ser esquecida e que vai deixar saudades.