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sábado, 13 de junho de 2026

Disclosure Day - um espetáculo visual impressionante e impactante que entrega uma mensagem poderosa (Crítica)

Chegou o momento de Disclosure Day (O Dia da Revelação, como título em português), uma nova descoberta que promete muita ficção científica. É realizado por Steven Spielberg, o cineasta que redefiniu o imaginário coletivo sobre a vida extraterrestre.

O elenco é composto por Emily Blunt, Josh O’Connor, Colin Firth, Eve Hewson, Colman Domingo, Wyatt Russell e Henry Lloyd-Hughes.

Já a banda sonora fica a cargo do lendário compositor John Williams, assinalando assim, a 30ª colaboração com Steven Spielberg e reforçando o estatuto do filme como um dos grandes eventos cinematográficos do ano. No argumento, temos Steven Spielberg e o David Koepp que se reúnem para mais uma produção.

Neste caso, temos a apresentação de uma história original sobre o momento em que a humanidade é confrontada com a prova definitiva de que não está sozinha no universo.

Agora e se, de um momento para o outro, o mundo inteiro soubesse? E se a verdade — aquela que governos e agências mantiveram em segredo durante décadas — fosse finalmente revelada a sete mil milhões de pessoas em simultâneo.

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Margaret (Emily Blunt), meteorologista, está no ar numa transmissão em direto quando sinais e padrões de comunicação anómalos começam a interromper as emissões de todo o mundo. Daniel (Josh O’Connor), especialista em cibersegurança, deteta simultaneamente a origem dos sinais — e percebe que se trata de inteligência extraterrestre. Juntos, os dois investigadores arriscam tudo para trazer a verdade ao público.   

Do outro lado da barricada, uma figura de autoridade (Colin Firth) tenta a todo o custo impedir a divulgação — convicto de que a revelação provocará o colapso da ordem mundial. Disclosure Day não é apenas um filme sobre extraterrestres: é uma pergunta sobre o que acontece à humanidade quando a maior mentira de sempre deixa de ser sustentável.

Desde o início que é colocada a questão. Se houvesse provas a comprovar que afinal não estamos sozinhos, então como seria a nossa reação? Será que ficávamos assustados? Ou, simplesmente aumentava a nossa curiosidade em querer saber mais?

O maior foco é explorar o impacto global da revelação da existência de vida alienígena, enquanto deixa em aberto, grande parte da narrativa, para assim, preservar o mistério.

Já imaginaram como seria alguém, como Margaret estar numa emissão em direto e é subitamente afetada por estranhos sons e padrões de comunicação? Automaticamente se pensaria que algo estaria errado, não é verdade?

Enquanto isso, outras pessoas lidam com sinais inquietantes e imagens enigmáticas.

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Disclosure Day é um espetáculo visual impressionante e impactante, que entrega uma mensagem poderosa e intensa sobre o valor da empatia, verdade, espiritualidade, humanidade, comunicação, fé e como não se deve perder a esperança. E tudo é feito com uma grande generosidade e compaixão, por parte de Steven Spielberg, que é acompanhado por uma banda sonora estrondosa da responsabilidade do lendário John Williams. Uma banda sonora que amplifica o tom misterioso da narrativa.

A experiência em si é imersiva e envolvente, sendo que há momentos que conseguem ser tão inquietantes e emocionantes. O filme desperta aquela curiosidade genuína sobre o desconhecido e nos faz questionar e refletir sobre o que realmente existe para além daquilo que conhecemos. Isso foi uma das partes que mais me cativou.

Depois, a forma como os acontecimentos são apresentados faz com que tudo pareça muito familiar com a nossa realidade. Como se aquela revelação pudesse acontecer a qualquer momento. E isto, fosse um tipo de preparação para nos aproximar, melhorar os meios de comunicação e ter noção, do que poderia ocorrer, caso fosse na vida real.     

Um dos maiores impactos é sem dúvida, os 20 minutos finais, no qual nos tira o fôlego e nos deixa perplexos e completamente sem palavras. Parecia que estávamos realmente a assistir a um telejornal, que estava a acompanhar uma descoberta histórica em tempo real. E depois estarmos a vivê-lo com a mesma intensidade do que as personagens. Para quem cresceu fascinado por estes temas relacionados com os extraterrestres, aqueles momentos finais fazem-nos sentir que fazemos parte de algo muito importante. E de que não estamos sozinhos.

Além disso, há que destacar a performance espetacular, cativante e emocionante de Emily Blunt. Ela brilha em cada cena e rouba todas as atenções. Basta um simples olhar para criarmos uma empatia imediata por ela. Este é um dos trabalhos mais marcantes da sua carreira e ela merece todos os aplausos e reconhecimento.  

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Em relação à história, tem as suas imperfeições e deslizes. Poderiam ter mostrado e aprofundado mais detalhes sobre a vida alienígena e a sua tecnologia. E houve alturas que parecia que se estava a arrastar e até poderia ter tido mais ação.

O final deixa-nos com aquela sensação de que ficámos pendurados e que haveria mais para apresentar. Acredito que todo o filme também quer que tenhamos a nossa própria interpretação. Mas, sinto que terminou na altura errada. Pois, deram a entender de que haveria mais para contar.

Disclosure Day é um thriller de sci-fi com um ar vintage que é envolvido em mistério, conspiração, perseguições, aventura, ação e suspense, no qual é preciso ter um pouco de tempo para se processar. A cinematografia, edição, som, cenografia e efeitos especiais estão fabulosos. Todo o elenco faz um ótimo trabalho e temos boas sequências de ação. É mais um clássico de Steven Spielberg sobre alienígenas que nos deixa a pensar.

É uma perspetiva diferente e mais surreal daquilo que estamos habituados a ver em filmes sobre extraterrestres. Aqui, eles não apresentam qualquer ameaça e simplesmente querem criar contacto e quem sabe, gerar um tipo de ligação. E para os humanos, apresentam-se em formas familiares.


Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Este filme é uma viagem intrigante que diverte e transmite que todos merecem saber a verdade sobre a existência de vida fora do planeta Terra. E torna-se numa luta desesperada para que isso se concretize, onde não vão faltar conflitos, questões morais, perguntas que precisam de respostas e peças de um puzzle que precisam de ser encaixadas.

Pode dividir opiniões, mas é daquelas produções com um storytelling que nos faz sentir algo, cria discussões interessantes e que deve ser vista sem julgamentos. E também contém uma mensagem que merece muito ser ouvida.

De um modo geral, Steven Spielberg continua a ser um mestre no cinema, fez um trabalho mágico e conseguiu entreter o espetador. E até parece que ele sabe de algo que não sabemos.

Para mim, quando temos um novo filme de Steven Spielberg é uma espécie de celebração. E somos mesmo sortudos, em viver na mesma altura em que o Steven Spielberg está a fazer filmes.


sexta-feira, 2 de maio de 2025

Thunderbolts* traça o encerramento da Fase 5 do MCU e cria uma expetativa mais positiva para produções futuras da Marvel

 

Preparem-se para a apresentação de um grupo bem improvável de anti-heróis que vai com certeza arrasar! Uma presença de personagens inesquecíveis que tem cada um o seu charme. 

Thunderbolts* é o próximo filme da Marvel Studios realizado por Jake Schreier que tem a produção de Kevin Feige. E pode ser visto na plataforma de streaming da Disney+.

O elenco é composto por Florence Pugh (Yelena Belova), Sebastian Stan (Bucky Barnes), David Harbour (Red Guardian), Wyatt Russell (John Walker), Olga Kurylenko (Taskmaster), Hannah John-Kamen (Ghost), Julia Louis-Dreyfus (Valentina Allegra de Fontaine), Lewis Pullman (Bob), Geraldine Viswanathan (Mel), Chris Bauer (Holt) e Wendell Edward Pierce (Gary).

Aqui temos reunida uma equipa irreverente de anti-heróis – Yelena Belova, Bucky Barnes, Red Guardian, Ghost, Taskmaster e John Walker. Depois de se verem enredados numa armadilha mortal montada por Valentina Allegra de Fontaine, estes desiludidos desistentes têm de embarcar numa perigosa missão que os obrigará a confrontar os cantos mais negros dos seus passados. Será que este grupo de inadaptados se vai destruir ou encontrar a redenção e unir-se como algo mais, antes que seja demasiado tarde?

Divulgação: Marvel Studios

Já imaginaram como seria se um número de anti-heróis excluídos se juntassem por um objetivo em comum cheio de adversidades pelo meio? Seria sem dúvida, interessante e esse aguardado momento finalmente chegou com os peculiares Thunderbolts*, que terão uma segunda oportunidade para mostrarem o que realmente valem!

Estamos aqui a falar de uma equipa de anti-heróis imprevisíveis com um passado sombrio que estão dececionados com o rumo que os seus caminhos têm tomado e que se juntam de um modo acidental para sobreviverem de uma armadilha preparada por Valentina Allegra de Fontaine. Será que todos vão conseguir escapar? Para isso acontecer, eles terão de trabalhar em conjunto numa missão arriscada, enquanto enfrentam as consequências mais obscuras das suas ações e procuram redimir-se pelas mesmas.

É verdade que muitas produções da Marvel não têm tido a qualidade que outrora existiu noutros tempos e que deixavam qualquer um, completamente em êxtase. No entanto, Thunderbolts* traça o encerramento da Fase 5 do MCU e veio à sua maneira dar-nos esperança que o universo que tanto apreciamos está de regresso para nos entreter à grande e que os seus tempos de glória estão a voltar aos poucos.

Divulgação: Marvel Studios

Thunderbolts* é um excelente entretenimento que cativa o espetador. É executado de um modo fabuloso, inteligente e mais maduro, tendo atenção também ao seu lado mais emocional e humano. Com um desempenho fantástico por parte do seu elenco, o argumento em si é sólido, onde combina eficazmente o drama com a comédia, sendo que o humor é introduzido exatamente nas alturas certas, acabando por proporcionar umas boas gargalhadas.

A história tem um bom desenvolvimento, focando principalmente nas personagens da Yelena e na própria introdução do Sentry. Por isso, estas duas personagens protagonizaram os pontos mais fortes do filme e brilharam em cada cena. E sem esquecer do caricato Red Guardian que alivia com as suas piadas hilariantes, articulando muito bem, como referido anteriormente, o drama com a comédia. Infelizmente, o Bucky foi daquelas pessoas que acabou por ser deixada um bocado de parte e não aproveitaram bem o potencial que ele continua a possuir. No entanto, uma das cenas com mais ação foi apresentada por ele que mostra a razão pelo qual, ele é uma das personagens favoritas dos admiradores deste universo cinematográfico da Marvel.

Esta produção trouxe a introdução de uma nova figura que poderá vir a ter um papel crucial no futuro da MCU que é o Sentry e é considerado como um dos mais poderosos da banda desenhada da Marvel. O facto de nos terem dado a chance de conhecer melhor, o Bob, a pessoa por trás dele e de testemunharmos as suas vulnerabilidades, cria uma vontade imediata em querer acompanhar a sua jornada. Tudo isso, porque apesar de ser alguém cheio de habilidades, ele é o maior inimigo de si mesmo e essa é a sua maior fragilidade. Assim, ficamos com uma melhor noção do lado mais obscuro e perigoso de Bob.  

Divulgação: Marvel Studios

Além disso, também foi aproveitado o momento para tocar em tópicos mais pesados e complexos, como a saúde mental que por vezes, são difíceis de serem comentados. Pois, nem todos têm a capacidade suficiente para partilharem a sua própria experiência. E à sua maneira, Thunderbolts* aborda de uma forma respeitosa a solidão, a depressão, o luto, a ansiedade, os traumas da vida e maioritariamente, a perceção de um vazio que muitos de nós podemos sentir na pele em certas alturas da nossa vida e que nem sempre, sabemos como lidar com essa sensação. Mostra também que podemos partilhar as nossas dores, sendo que não precisamos de lutar sozinhos contra os nossos demónios e que juntos somos mais fortes. Por mais que nos tentemos destacar, todos nós cometemos erros e temos as nossas fragilidades e dores.

O resultado de Thunderbolts* é bastante satisfatório e cria um entusiasmo em querer acompanhar o que vem de seguida, sendo que foi interessante de acompanhar estas novas dinâmicas entre personagens que até seriam pouco prováveis de virem a cruzar-se noutro tipo de circunstância. Por isso, foi revigorante assistir a algo novo e diferente com uma mensagem pertinente e inspiradora de empatia e humildade que encaixou perfeitamente e cujas cenas de ação e de luta foram bem coreografadas e de ótima qualidade, juntamente com os efeitos visuais, incluindo o CGI utilizado.

Este género de Novos Vingadores são uma fonte de entretenimento criativa e engraçada com uma boa cinematografia e banda sonora que proporcionou um tempo tão bem passado, entregou aquilo que prometeu e que vos irá trazer uma aventura tocante repleta de emoções e com ação de qualidade. E que terá duas cenas pós-créditos que valem muito a pena em assistir. Concluindo, uma coisa é certa! Este é daquelas histórias que nós estávamos mesmo a precisar de ver e que marcará o universo da Marvel. E de uma certa maneira, criou uma expetativa mais positiva para produções futuras da Marvel. Assim, que comece uma nova era de histórias para o público conhecer e que venham mais aventuras deste gangue carismático em colaboração com outros super-heróis que tanto estimamos.