Depois
de 5 anos de espera, o nosso super-herói Spider-Man está de regresso para Spider-Man:
Brand New Day (Homem-Aranha: Um Novo Dia, como título em português).
Baseado
mais uma vez na banda desenhada da Marvel criada por Stan Lee e Steve Ditko, o
filme é realizado por Destin Daniel Cretton.
O
elenco é composto por Tom Holland, Zendaya, Sadie Sink, Jacob Batalon, Jon
Bernthal, Tramell Tillman, Michael Mando e Mark Ruffalo.
É
UM NOVO DIA para Peter Parker. A combater o crime a tempo inteiro como
Homem-Aranha num mundo que já não se lembra dele, e perante a pressão de ver os
seus amigos de longa data seguirem em frente sem ele, Peter enfrenta uma
mudança que poderá estar para além do seu controlo. Mas essa transformação
poderá também ser a única forma de travar uma nova e chocante ameaça à cidade e
às pessoas que ama: um poderoso vilão que ninguém consegue sequer ver.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Será
que Peter estará à altura deste novo desafio? Uma coisa é certa! Será mais uma
aprendizagem para esta figura carismática.
Quatro
anos se passaram desde os eventos que mudaram a sua vida para sempre. Agora,
Peter é um adulto que vive totalmente sozinho, depois de ter escolhido
apagar-se da vida de quem mais ama.
Como
Homem-Aranha está a passar por uma ótima fase, sendo que tem conseguido
proteger a sua cidade que infelizmente, já não o reconhece. No entanto, ele começa
a enfrentar uma pressão crescente que o leva a uma evolução física inesperada,
surpreendente e perigosa que inclui mudanças nos seus poderes e coloca em risco
a sua própria existência.
Enquanto
isso, surge um estranho padrão de crimes na cidade que dá origem a uma das
ameaças mais poderosas que ele já enfrentou. Para salvar a New York que tanto
ama, ele terá de descobrir até onde está disposto a ir e o que está preparado
para sacrificar.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Spider-Man: Brand New Day é um novo capítulo na vida de Peter Parker que é completamente inovador e divertido. E transmite uma mensagem importante com o qual nos identificados e que nos faz refletir.
O maior destaque vai para a dinâmica espetacular e única entre Peter Parker e Frank Castle, sendo que eles encaixaram mesmo na perfeição. Foi mesmo tão bom vê-los a trabalhar juntos e a pessoa fica com uma grande vontade de assistir a mais cenas protagonizadas por esta dupla imbatível.
Os efeitos visuais e ângulos de filmagem escolhidos estão fantásticos. As cenas de luta e de ação são empolgantes, criativas e surpreendentes, principalmente a luta entre o Spider-Man e o Hulk.
Depois, existem momentos de nostalgia que nos transmitem traços tão característicos do filme, Shang-Chi.
Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films
Em relação à história, é emocionante, madura, tem humor, aventura, ação e que dá para ver que é feito de coração.
Para além da mensagem interessante que entrega, também aborda temas pertinentes relacionados com a solidão, isolamento, procura pela identidade, entre outros.
No entanto, quando se chega ao fim, fica-se com a sensação de que ficamos com mais perguntas por responder do que respostas dadas. E a cena pós-créditos poderia ter sido bem melhor e ter uma ligação mais explícita ao futuro do universo da Marvel.
Já a introdução da Sadie Sink neste mundo foi bem conseguida e a pessoa fica com curiosidade em acompanhar a sua jornada.
Spider-Man: Brand New Day traz uma visão completamente nova deste super-herói que tanto adoramos e que é cativante.
Crime
101 é um thriller
policial escrito e realizado por Bart Layton, tendo sido baseado no livro de
Don Winslow. O elenco é constituído por Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Barry
Keoghan, Monica Barbaro, Corey Hawkins, Jennifer Jason Leigh, Nick Nolte e
Halle Berry.
Espera-se
muitas reviravoltas nesta história, onde David (Chris Hemsworth) é um
esquivo ladrão cujos assaltos de alto risco têm deixado a polícia intrigada.
Enquanto
planeia o maior golpe da sua vida – na esperança que seja o último – o seu
caminho cruza-se com o de Sharon (Halle Berry), uma desiludida executiva
de uma seguradora, com quem será forçado a trabalhar. E depois temos Orman
(Barry Keoghan), um ladrão rival com métodos muito mais perturbadores do que os
de David.
À
medida que o assalto de vários milhões de dólares se aproxima, o incansável
detetive Tenente Lubesnik (Mark Ruffalo) aperta o cerco à operação,
aumentando ainda mais a tensão e fazendo esbater a linha entre caçador e presa.
Assim,
cada um deles é forçado a enfrentar o preço das suas próprias escolhas e também
a perceber que já não há caminho de volta.
Primeiramente,
vamos falar do grande protagonista em ação que é o David, um homem
misterioso e charmoso que é uma pessoa com segredos e é impossível de rastrear.
Ele é um ladrão de alta escola que prefere os carros americanos antigos e tem
um visual elegante.
Os
alvos dele são joias, dinheiro e objetos valiosos, sendo que em cada roubo, ele
sabe exatamente o que transportar e quando. Além disso, David não deixa
ser apanhado, pois não deixa ADN e entra e sai em segundos. Porém, por mais calculista,
intimidante e inteligente que possa ser, não consegue evitar de criar um padrão.
Apesar de executar planos eficazes e ser sempre atento aos detalhes,
principalmente quando faz ocasionalmente desaparecer bens de alto valor, um dos
seus padrões é que ataca sempre ao longo da autoestrada 101 e ninguém se magoa.
Depois
chega um dia em que ele sente que algo está errado com o seu próximo assalto. Será
que está prestes a quebrar as suas regras? Uma coisa é certa! O Tenente
Lubesnik é o único que está a chegar perto de o encontrar.
Este
Detetive Tenente Lubesnik é daqueles agentes da lei que a pessoa cria
uma empatia imediata, pois consegue ser engraçado com o seu humor subtil,
enquanto é esperto e perspicaz a seguir, cada uma das pistas destas séries de
crimes de roubo de joias que têm estado a acontecer na cidade de Los Angeles, e
que parece que não têm prazo para terminar. Ele até pode ser o menos
bem-sucedido da sua equipa, mas não se deixa influenciar tanto pelas pessoas,
como por toda a corrupção ao seu redor. E de seguida, basta um instinto para
sentir que está mais próximo de capturar David.
Mark
Ruffalo está de parabéns, porque faz um ótimo trabalho a desempenhar este agente
que cativa qualquer um! Apesar de ter durado pouco tempo, foi muito
interessante assistir à dinâmica natural entre Mark Ruffalo e Chris Hemsworth
que proporcionaram boas cenas. E acho que teria sido benéfico se tivesse havido
mais cenas protagonizadas por esta dupla. Também existiram cenas em que uma
simples troca de olhares entre eles dizia muito mais do que umas meras palavras.
Por isso, espero que no futuro possamos ver estes dois atores a partilharem o
ecrã mais uma vez!
De
seguida, é relevante salientar a personagem interpretada por Barry Keoghan,
onde ele dá vida a Orman, um ladrão que é adversário do protagonista e
que é inteiramente imprevisível e irritante, chegando a um ponto que nunca
sabemos o que ele vai fazer. E também dá para perceber desde o início que este
louco está sempre a causar problemas e não tem limites.
Já
Halle Berry rouba as atenções sempre que entra em cena com a sua Sharon,
entregando uma excelente prestação. Sharon trabalha há 11 anos para a mesma
empresa, é vice-presidente quando já devia ser sócia e ainda considera que é
muito boa a ler pessoas. Depois dela conhecer David e ele lhe apresentar
uma proposta de negócio, então ela começa a ponderar as suas opções, porque
chegou o momento de ela lutar contra o preconceito que sofre constantemente
naquela empresa. E assim, agir perante o seu superior e mostrar o seu valor.
Crime
101 é um thriller
policial muito sólido e fantástico que é repleto de suspense, tensão e sequências
de cenas de ação explosivas que traz de volta àqueles filmes clássicos de
policiais americanos. Neste caso, foi transformado numa versão mais moderna que
resultou na perfeição. Infelizmente, já não estamos tão habituados a ver thrillers
de crimes deste tipo que não têm sido produzidos com tanta regularidade. E por
isso, foi mesmo bom matar saudades.
A
cinematografia é excelente, na qual apresenta, através de ótimos ângulos de
filmagem, a atmosfera de Los Angeles de um modo eficiente, enquanto capta
aquela sensação de solidão que existe muitas vezes nestas cidades grandes. Depois
nesta história intrigante que é cheia de autenticidade e com uma boa dose de
caos e sacrifícios, havia sempre algo a acontecer e a pessoa acaba por sentir
muito mais suspense do que a ação em si. E ainda, fica a torcer para que o
protagonista não seja apanhado.
No
entanto, houve falta de desenvolvimento principalmente em relação ao protagonista e até tivemos personagens que não acrescentaram grande coisa à trama, fazendo
com que estes se tornassem facilmente esquecíveis. Não é algo que incomode, porque
acaba por passar um pouco ao lado e o foco é noutro lugar.
Mesmo
assim, Crime 101 proporciona um entretenimento intenso e interessante com
um estilo próprio que surpreende pela positiva e é extremamente satisfatório.
Desde o seu trailer que prometeu muito e que depois, juntamente com o
desempenho forte do seu elenco, entregou tudo! Um dos seus destaques vão para
as suas sequências de ação que incluíram uma perseguição a alta velocidade
muito bem realizada. E é empolgante acompanhar como um determinado crime consegue
conectar e unir todas estas personagens, e também como pessoas que crescem no caos,
podem ter a capacidade de criar ordem.
Este
filme com um tom mais moderno é uma grande adição para o género de thrillers
policiais e é um dos meus filmes favoritos de 2026! E para além disso, tenho a
certeza que os fãs de filmes de crimes, suspenses e policiais vão adorar!
Por
isto tudo, Crime 101 merece o seu devido reconhecimento e é daquelas
produções que consegue marcar à sua maneira e que não podem perder!
Já imaginaram como seria terem a oportunidade de estarem presentes pessoalmente numa premiere mundial de um filme de Hollywood?
Como forma de promoverem os filmes, o elenco de cada produção juntamente com o seu realizador fazem parte de um tipo de tour de imprensa com diferentes destinos, onde divulgam o projeto, participando em sessões de visionamentos dirigidos aos fãs, conferências de imprensa e premieres organizadas em várias cidades.
O número de paragens dessa tour vai sempre depender de vários fatores, seja o tipo de filme ou escolha da produtora. Mas, Londres, Paris, Berlim, Roma, Madrid, Nova Iorque, Los Angeles e Toronto são algumas das cidades que têm tido este tipo de eventos.
No caso de Mickey 17, as premieres do filme que tiveram a presença do realizador e elenco ocorreram na Coreia do Sul, Londres (World Premiere), Berlim (Berlinale, o Festival Internacional de Cinema de Berlim) e Paris.
No Verão de 2023, eu tive a oportunidade de estar presente ao vivo na Premiere em Londres do filme Oppenheimer que foi protagonizado por Cillian Murphy. Apesar do elenco ter estado por lá, o evento em si terminou mais cedo do que era esperado, porque foi nessa altura que se iniciou a Greve dos Atores de Hollywood e que durou uns largos meses.
Fotografias exclusivas da red carpet da premiere
Assim, ainda não tinha tido uma autêntica experiência de uma premiere completa, mas com Mickey 17 tudo mudou. Numa das viagens que fiz a Londres, consegui ir à World Premiere deste filme de ficção científica que teve a presença do seu elenco que foi percorrendo a Red Carpet.
Londres é das cidades que costuma ser das escolhidas para este género de eventos e os fãs podem participar nestas premieres, através da Fan Area ou Fan Pen. A Fan Area é um local da red carpet pertencente à premiere, onde as pessoas podem estar perto dos atores, conhecê-los, pedir autógrafos e fotografias.
Neste evento, estiveram presentes o protagonista do filme Robert Pattinson, Mark Ruffalo, o realizador Bong Joon Ho, Steven Yeun, Naomi Ackie, Toni Collette, entre outros. Eles desfilaram a passadeira vermelha, responderam às perguntas dos apresentadores da premiere e à imprensa internacional. Contudo, ainda tiveram um tempinho para interagirem com os fãs.
Esta foi garantidamente uma experiência tão única, especial e inesquecível que teve os seus momentos mais loucos e foi repleta de adrenalina, surpresas e diversão! E ainda, tive a oportunidade de conhecer alguns dos atores deste filme surpreendente e um deles é um dos meus atores favoritos! Falo de Mark Ruffalo que entrou em "De Repente, Já nos 30!", um dos filmes que me tem sido uma referência desde a minha adolescência. Foi mesmo incrível ter tido esta chance que nunca esquecerei!
Estou mesmo muito grata por ter estado pessoalmente nesta premiere e que venham mais no futuro!
Por isso, posso garantir que as premieres são aquele tipo de eventos que podem ser imprevisíveis e onde todo o tipo de surpresas podem vir a acontecer.
Se quiserem saber mais sobre este filme de ficção científica, podem ler a minha crítica AQUI!
E de seguida, partilho vídeos exclusivos da World Premiere de Mickey 17!
Já
chegou um dos filmes mais aguardados do realizador sul-coreano, Bong Joon Ho. Mickey
17 é a sua nova produção de ficção científica e é uma adaptação do livro Mickey
7, de Edward Ashton. Bong Joon Ho também é o responsável pelo argumento e promete
surpreender o público. O filme pode ser visto na plataforma de streaming da HBO Max.
O
elenco é constituído por Robert Pattinson, Naomi Ackie, Steven Yeun, Toni
Collette e Mark Ruffalo.
Na
história, o improvável herói, Mickey Barnes (Robert Pattinson), vê-se
numa circunstância extraordinária de trabalhar para um empregador que exige o
compromisso absoluto com o trabalho…morrer para viver. Ele é um “descartável”
cuja função é morrer e voltar a ser impresso. Cada vez que Mickey morre,
a humanidade aprende algo novo.
Por
isso, ele está mortinho para salvar a humanidade. Mas, será que ele leu a
papelada toda e sabe exatamente o que significa ser um “descartável”? Terá Mickey
tomado atenção a tudo aquilo que esta função implica?
Este
acaba por ser o pior emprego do mundo, ou seja, sempre que morre em missão, ele
é imediatamente impresso de novo, com todas as memórias intactas. E de seguida,
está pronto para regressar ao trabalho e é praticamente garantido que irá
morrer outra vez.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Isto
acontece, porque na Terra, tudo estava a correr mal e ele queria sair de lá. Perante
as dificuldades financeiras e como se sentia sem rumo e desesperado, Mickey
decidiu embarcar como um membro da tripulação a bordo de uma nave espacial para
fazer parte de um projeto de colonização de um planeta gélido, onde inscreveu-se
como um candidato “descartável”, sujeitando-se assim, a uma série de experiências
em que incluíam as tarefas mais perigosas. E que implicava morrer diversas
vezes e de inúmeras maneiras. Seja qual fosse a forma que ele morresse, era
logo impressa uma nova versão do seu corpo com as memórias sempre atualizadas.
Neste
trabalho avassalador e bem solitário é exigido um compromisso absoluto com o
mesmo, onde pode consumir totalmente a pessoa, tornando-se assim, num autêntico
inferno combinado com toxicidade e com todo o tipo de venenos que possam
existir. Pois, ele é exposto a radiações, inala gases tóxicos e ainda, é
injetado com vacinas experimentais. Mas, não importa as consequências, porque
aconteça o que acontecer, ele irá de seguida, renascer, quantas vezes forem
precisas.
Mickey é sem dúvida, um herói improvável e
esta é a sua grande dádiva para a humanidade. Ele até pode ser considerado como
um jovem vulnerável e tolo. E mesmo assim, apesar dos muitos desafios que
enfrenta, ele acaba por sobreviver sem quebrar. Quando a sobrevivência da
humanidade está em risco, Mickey está pronto para se sacrificar, quantas
vezes forem necessárias. Nós acompanhamos um Mickey a lutar até ao fim.
Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo
A
sua vulnerabilidade vai sendo apresentada ao longo desta história, sendo que ele
tenta processar o que ele é e aquilo de que é feito. Mas, ao mesmo tempo, tem
uma relação um pouco complicada com todas as suas versões anteriores e que às
vezes é difícil de se descrever. Contudo, tudo muda quando surge
inesperadamente o 18, porque ele tem de lidar com o facto da razão pelo
qual ele foi a única versão que sobreviveu. E ainda, entender a complexidade da
personalidade deste 18 que é muito mais destemido e corajoso do que ele. Eles
são múltiplos, o que significa que a regra é serem todos exterminados. Será que
o Mickey 17 e 18 vão ser exterminados?
Para
além disso, também é retratado um planeta desconhecido designado por Niflheim
que vai sendo testado para o projeto de colonização e Mickey é a chave
para a sobrevivência da humanidade. Será que eles estão completamente sozinhos
neste lugar ou já existem espécies nativas? A verdade é que eles estão acompanhados
por umas criaturas com características muito peculiares que acabam por lhes dar
uma lição muito útil para sobreviverem.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Mickey
17 é uma obra de arte
ousada e surpreendente com uma identidade própria que nunca sabemos o que
esperar e onde tudo pode acontecer. Esta é uma aventura sci-fi que é
irreverente, hilariante e é constituída por um lado mais selvagem e outro mais
cómico e irónico, sendo que se desenrola num ambiente futurista e cuja
narrativa aborda dilemas éticos e humanitários, enquanto apresenta uma mensagem
mais profunda e em certas situações numa perspetiva mais provocadora e até política. Por isso,
acaba por tornar-se num filme relevante para os dias de hoje.
Este
é um lugar distópico enrolado em opressão e violência que nos faz relacionar
imediatamente com o mundo em que estamos a viver agora. Neste caso, este
sítio é liderado por Kenneth Marshall, um político ambicioso e tirano
que rapidamente traz à memória ditadores do passado. Este bilionário
narcisista é desempenhado na perfeição por Mark Ruffalo que apresenta este
antagonista como um ser desprezível que embarca numa viagem ao espaço
para colonizar o planeta gelado Niflheim. Contudo, só lhe importa o
poder e não tem qualquer tipo de limites.
A
narrativa em si é maioritariamente narrada pelo seu protagonista, sendo que
desde o início conseguimos criar uma empatia imediata pelo Mickey,
enquanto torcemos por ele. E ainda, acabamos por assistir, de acordo com o seu
ponto de vista.
Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo
Um
dos maiores destaques do filme vai para Robert Pattinson que interpreta ao
mesmo tempo e de um modo brilhante, duas versões do Mickey com feitios e
conflitos totalmente diferentes, apesar de ainda terem alguns pontos em comum. É
muito interessante acompanhar a jornada dos dois, a própria dinâmica do Mickey 17 com o Mickey 18
e como cada um lida com Kenneth Marshall e outras personagens. A
versatilidade de Robert Pattinson é espetacular e ele dá mesmo tudo nestes dois
papéis bem desafiantes e acompanhado por um tom humorístico bem engraçado. Sinceramente,
espero que Robert Pattinson venha a ser premiado por este seu trabalho que
merece sem dúvida, o devido reconhecimento.
Além
disso, a trama representa os níveis a que pode chegar um programa de clonagem
futurista e todas as suas implicações e questões éticas. E não nos podemos
esquecer da questão mais vezes mencionada na história. Sim, falamos da
insistência de Mickey 17 ser constantemente bombardeado com a pergunta “Qual
é a sensação de morrer?”. Uma pergunta com a qual a maioria de nós acaba por
ter de lidar, mais cedo ou mais tarde, principalmente perante um acontecimento
traumático. De uma certa forma, acaba por ser um tema mais tabu. Porém, acaba
por criar um género de reflexão sobre o assunto.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Mickey
17 transporta-nos
para uma viagem imperdível e alucinante que ganha novas dimensões e é cheia de
revelações, circunstâncias inesperadas e ainda, com sequências completamente
loucas. Esta é uma experiência cinematográfica única e com uma visão excêntrica
sobre a colonização, vinda da mente do icónico Bong Joon Ho que precisa de ser
vista em IMAX e que nos mostra ângulos de filmagem criativos e um trabalho de
realização inteligente.
Este
filme de ficção científica é uma diversão garantida e é cativante em cada uma das suas
cenas. Por isso, não percam! Aproveitem esta ótima fonte de entretenimento e
venham de mente aberta!
Se quiserem saber mais sobre a minha experiência na World Premiere de Mickey 17 em Londres, podem Ver AQUI!
Depois de ter sido o filme da sessão de abertura do LEFFEST’23 – Lisboa Film
Festival, no dia 10 de novembro, Poor Things (Pobres Criaturas,
como título em português) chega finalmente aos cinemas. Este filme de Yorgos
Lanthimos já recebeu o Leão de Ouro para Melhor Filme, na 80º edição do
Festival Internacional de Cinema de Veneza. Também foi premiado com dois Globos
de Ouro para Melhor Filme (Musical ou Comédia) e para Melhor Atriz (Musical ou
Comédia) – Emma Stone. Já a protagonista e produtora Emma Stone ganhou o prémio
de Melhor Atriz pelo Critics Choice Awards. Além disso, o filme acabou de
receber 11 nomeações para os Óscares 2024, nas categorias: Melhor Filme; Melhor
Realizador (Yorgos Lanthimos); Melhor Atriz Principal (Emma Stone); Melhor Ator
Secundário (Mark Ruffalo); Melhor Argumento Adaptado; Melhor Banda Sonora
Original; Melhor Caracterização; Melhor Fotografia; Melhor Design de Produção;
Melhor Guarda Roupa e Melhor Montagem.
Já podem assistir a este filme, através da plataforma de streaming da Disney+.
O elenco é constituído por Emma Stone, Mark Ruffalo, Willem Dafoe, Ramy
Youssef, Jerrod Carmichael, Christopher Abbot e Margaret Qualley.
Do cineasta Yorgos Lanthimos e da produtora Emma Stone, chega a história
incrível e fantástica evolução de Bella Baxter (Stone), uma jovem
trazida de volta à vida pelo brilhante e não ortodoxo cientista, Dr. Godwin
Baxter (Willem Dafoe). Sob a proteção de Baxter, Bella está
ansiosa para aprender. Faminta pelo mundo que lhe falta, Bella foge com Duncan
Wedderburn (Mark Ruffalo), um advogado astuto e pervertido, numa aventura
turbulenta pelos continentes. Livre dos preconceitos da sua época, Bella
cresce firme no seu propósito de defender a igualdade e a libertação.
Divulgação: 20th Century Studios
Bella Baxter é uma jovem mulher vitoriana a quem o Dr.
Godwin Baxter, um cientista muito excêntrico devolve-lhe a vida. Porém, ela
está sedenta por vivências que nunca teve. E por isso, parte numa viagem com
uma passagem por Lisboa e um encontro com a fadista Carminho.
Nós temos a oportunidade de conhecer o mundo de Bella e
acompanhá-la, enquanto esta mulher está em busca pela liberdade, ao mesmo tempo
que tem um mundo inteiro para explorar.
Inicialmente, Bella Baxter é considerada como ingénua e uma
experiência, onde a idade mental e o corpo dela não estão sincronizados. Como
seria ter um cérebro completamente novo? No seu caso, ela evolui rapidamente
surpreendendo tudo e todos, chegando a um ponto que até acaba por lutar por
valores tão importantes, como a liberdade e a igualdade. Aos poucos, ela
torna-se autónoma, sendo que é incrível testemunharmos a evolução inacreditável
dela e ainda, termos uma perceção perante o mundo de pobres criaturas, de
acordo com os seus olhos.
Numa época em que os condicionamentos a que as mulheres estavam sujeitas
durante a vida toda, não impediram Bella de ser ela própria, prosseguir
e fazer o que quisesse. Regras essas que não se aplicaram a Bella, levando
a que protagonizasse momentos muito caricatos e deixando todos completamente
apaixonados por ela.
Divulgação: 20th Century Studios
Bella Baxter é uma mulher corajosa, confiante e loucamente
bem-disposta que procura aventuras e precisa de ver o mundo. Ela tem um mundo
para descobrir e desfrutar e assim, quer vivenciar tudo aquilo a que tem
direito. Uma aprendizagem com altos e baixos que irá fazer toda a diferença na
sua vida. A sua sexualidade também vai sendo abordada, em que ela explora a
mesma, envolvendo o público num lado mais arrojado da narrativa.
Emma Stone fez um desempenho exemplar e fenomenal desde o início ao fim,
apresentando todas as características peculiares e especiais da genuína Bella
Baxter. Deu mesmo para ver que foi um grande desafio para a atriz que
merece sem dúvida, todo o reconhecimento. Todas as expressões faciais e
corporais necessárias para dar vida à personagem, Emma Stone fez na perfeição,
criando uma ligação imediata com o espetador que fica encantado com a sua
história.
Divulgação: 20th Century Studios
Além disso, tanto Mark Ruffalo como Willem Dafoe estão de parabéns pelas
suas interpretações espetaculares. Mark Ruffalo está na lista dos meus atores
favoritos e posso dizer que este seu trabalho ultrapassou as minhas
expetativas. Foi muito bom, ter a chance de ver uma vertente tão diversificada
de representação, tanto de Mark Ruffalo, como de Willem Dafoe.
Este filme é uma comédia de humor negro de época muito divertida que tem
uma dose de modernidade, onde tiveram a inteligência de criar o seu próprio
universo com requinte, que foi vital para definir a história que estavam a
contar. Este foi um mundo com uma enorme criatividade que foi construído do
zero, onde a imaginação ganha vida própria e qualquer coisa, por mais estranha
que seja, pode surgir no grande ecrã.
Os cenários que apresentavam a cidade de Lisboa conseguiram mostrar a
essência e beleza deste local passado num ambiente mais vitoriano, mas ao mesmo
tempo contendo elementos mais futuristas que trouxeram uma ótima combinação. E
ainda, dando destaque ao pastel de nata, vinho do Porto e ao fado, através da voz fantástica de Carminho que fez
uma participação bem bonita.
Divulgação: 20th Century Studios
Depois possui técnicas de filmagem peculiares misturadas com uma tecnologia
mais moderna, que resultam muito bem e são completamente diferentes daquilo que
estaríamos à espera, pois estamos a olhar pela visão única do realizador. O
argumento em si é entusiasmante. A fotografia está muito bem escolhida e é
acompanhada por uma banda sonora estrondosa que fica no ouvido.
Poor Things é uma obra-prima extraordinária, inovadora e
hilariante pensada definida como fora da caixa que traz ao espetador, uma experiência cinematográfica
gloriosa, inesquecível e mágica. Tem uma narrativa excêntrica no bom sentido,
nas quais contém uma aventura exorbitante, sendo também dividida por cenas mais
dramáticas e outras mais românticas. Não vão faltar situações extravagantes e
engraçadas, e repletas de sentido de humor que vão cativar instantaneamente o
público. Este é um filme que nunca tinha visto algo parecido, que irá ficar
para a história do cinema e não irá deixar ninguém indiferente! Uma experiência
única que não podem mesmo perder!
Desta vez, o tema é dedicado a uma das produções da Marvel Studios que mais
dividiu as opiniões do público, onde são abordados alguns dos pontos fortes e
fracos da mesma. A série She-Hulk: A
Advogada (She-Hulk: Attorney
at Law, como título original) é constituída por nove episódios está
disponível em exclusivo no Disney+, tendo Tatiana Maslany como a protagonista e
com Jessica Gao como a escritora principal.
Do elenco fazem
parte: Tatiana Maslany (Jennifer Walters/She-Hulk), Mark Ruffalo (Smart Hulk),
Tim Roth (Emil Blonsky/the Abomination), Benedict Wong (Wong), Ginger Gonzaga
(Nikki Ramos), Josh Segarra (Pug), Jameela Jamil (Titania), Jon Bass (Todd) e Renée
Elise Goldsberry (Mallory Book).
Esta é uma
produção com uma mistura de comédia com ação e aventura, em que acompanha Jennifer
Walters (Tatiana Maslany) e a sua vida complicada de advogada solteira, aos
30 e poucos anos, que, por acaso, é também um hulk verde com dois
metros, cheia de superpoderes.
Jennifer Walters é uma advogada
especializada em casos jurídicos sobre-humanos que não vai deixar ninguém
indiferente com a sua personalidade bem peculiar e especial!
She-Hulk é uma das séries do
universo da Marvel que eu tinha mais curiosidade em conhecer, porque sou uma
grande admiradora da personagem do Hulk desde que foi introduzida pela
primeira vez na MCU, principalmente pelo desempenho tão próprio de Mark Ruffalo
que cativou desde o início e acho que seria interessante no futuro surgirem
participações mais ativas deste Hulk nas suas diferentes vertentes.
Pontos Fortes e Fracos de She-Hulk
Um dos pontos
mais fortes da série é sem dúvida, as participações especiais, tanto de Mark Ruffalo
como de Charlie Cox e Benedict Wong que dão a pele a personagens tão acarinhadas
pelo público, como Hulk, Daredevil e Wong.
No caso do Hulk,
é sempre divertido acompanhar esta figura icónica a interagir com outras
personagens, sendo que maioritariamente esta história é mais focada na relação
dele com a sua prima Jennifer Walters, onde ele é um tipo de mentor para
com ela. Inicialmente, a pessoa acaba por ter algumas expetativas,
relativamente a como será a relação entre ambos, principalmente depois dela se
transformar numa hulk repleta de habilidades incríveis com o qual ela
precisa de aprender a lidar. Porém, infelizmente não foi de acordo com as
expetativas, chegando a um ponto que eu achei que a personagem do Bruce
não foi bem aproveitada, pois ainda temos muitos lados deste super-herói ainda
por conhecer, sendo que tive pena que eles não tivessem partilhado momentos
mais divertidos e mesmo esclarecido algumas perguntas relacionadas com o Bruce que
continuam a não ter respostas, chegando a um ponto que tudo pareceu muito
apressado.
Matt Murdock/Daredevil que terá em
breve o regresso da série dedicada a este super-herói tem sido comentado como
sendo uma das apostas mais esperadas da Marvel. Por isso, quando foi anunciado
que ele iria aparecer em She-Hulk, criou-se uma satisfação imediata e
surpreendente nos fãs deste vigilante para ver o seu retorno há muito
aguardado.
Em cada minuto
que apareceu, ele brilhou instantaneamente com a sua personalidade, onde
tivemos a chance de conhecer um lado diferente deste advogado, acabando assim,
por se tornar num dos destaques positivos e principais desta série, e de uma certa
forma foi uma ótima decisão terem-no incluído nesta produção. Até foi engraçado
ver a dinâmica partilhada entre o Matt e a Jennifer que até teve
a sua piada, mas faltou a dupla enfrentar a sério o crime em conjunto e também
esperava que o Matt surgisse mais vezes no nosso ecrã. Também já nos foi
garantido que futuramente ainda iriamos ter mais cenas destas duas personagens.
Já o Wong
foi bom matar saudades desta personagem caricata que diverte sempre que entra
em cena com os seus momentos hilariantes e tive pena que não tivesse estado presente em mais episódios.
Apesar de nos
últimos tempos terem surgido críticas aos efeitos visuais da série depois do
lançamento do primeiro trailer, o público resolve na mesma dar uma oportunidade
a She-Hulk e conhecer esta história, esperando que seja surpreendido
pela positiva. Infelizmente, isso nem sempre aconteceu e a pessoa acaba por não
conseguir conectar-se com a série.
Esta produção dá
a entender que iria ser bem diferente de tudo aquilo que já vimos ter sido
feito até hoje pela Marvel e isso é bem verdade, porém não foi executado da
melhor forma! Apesar da Tatiana Maslany ter tido um bom desempenho nesta
história da introdução da She-Hulk à MCU com uma vertente mais
divertida, a narrativa teve os seus altos e baixos, tendo sido repleta de pouca
ação, fragilidades e desequilíbrios evidentes. Mas, existiram apostas que até tiveram
um bom resultado, como algumas cenas mostradas no último episódio que nos
apresentaram os bastidores da própria história da She-Hulk de um modo
criativo e arriscado, onde conhecemos o famoso Kevin e incluindo uma
saída criativa diretamente do menu inicial da plataforma da Disney +.
Infelizmente, a
personagem do Emil e muitas outras não foram bem desenvolvidas, passando
até por situações bastante exageradas, forçadas e com um humor que não teve
assim muita piada. Por isso, estas foram uma das muitas razões que She-Hulk
foi considerada como uma desilusão, cujo projeto continha uma história que se
perdeu e com uma qualidade bem inferior ao que esperávamos por parte de uma
produção da Marvel Studios.
Como dito
anteriormente, She-Hulk dividiu intensivamente as opiniões das
audiências e da própria crítica que tinham determinadas expetativas. Isso
aconteceu muito devido à forma como estes nove episódios foram construídos e pelos
exageros realizados a vários níveis que acabaram por fazer a história perder sentido,
levando assim, a uma experiência não tão positiva para o espetador.
Espero que
futuramente aproveitem melhor o potencial desta nova super-heroína e
consigam aperfeiçoar significativamente a nível de argumento e efeitos visuais,
porque acabou por ser estranho acompanhar uma história deste universo tão mal
organizada, pouco interessante e com uma falta clara dos ingredientes essenciais
para cativar a atenção do público. Por vezes, ter uma história mais louca e
inesperada, mas que seja muito bem escrita é espetacular, como aconteceu com a série
Loki que se transformou num produto final extraordinário, mas com She-Hulk
não foi o caso e quem acabou por perder foram os próprios fãs.
Agora é aguardar pelas
próximas participações de She-Hulk na MCU, sendo uma delas já na nova
série focada no Daredevil. Eu desejo que nas próximas produções da Marvel
Studios criem histórias mais impactantes e surpreendentes para assim, termos a
oportunidade não só de ver She-Hulk em ação e quem sabe na companhia de
muitos mais super-heróis, mas também conhecermos a origem e desenvolvimento de
mais personagens emblemáticas que poderão ser vitais para o futuro da MCU.