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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Spider-Man: Brand New Day - o que esperar deste novo capítulo protagonizado por Tom Holland

Depois de 5 anos de espera, o nosso super-herói Spider-Man está de regresso para Spider-Man: Brand New Day (Homem-Aranha: Um Novo Dia, como título em português).

Baseado mais uma vez na banda desenhada da Marvel criada por Stan Lee e Steve Ditko, o filme é realizado por Destin Daniel Cretton.

O elenco é composto por Tom Holland, Zendaya, Sadie Sink, Jacob Batalon, Jon Bernthal, Tramell Tillman, Michael Mando e Mark Ruffalo.

É UM NOVO DIA para Peter Parker. A combater o crime a tempo inteiro como Homem-Aranha num mundo que já não se lembra dele, e perante a pressão de ver os seus amigos de longa data seguirem em frente sem ele, Peter enfrenta uma mudança que poderá estar para além do seu controlo. Mas essa transformação poderá também ser a única forma de travar uma nova e chocante ameaça à cidade e às pessoas que ama: um poderoso vilão que ninguém consegue sequer ver.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Será que Peter estará à altura deste novo desafio? Uma coisa é certa! Será mais uma aprendizagem para esta figura carismática.

Quatro anos se passaram desde os eventos que mudaram a sua vida para sempre. Agora, Peter é um adulto que vive totalmente sozinho, depois de ter escolhido apagar-se da vida de quem mais ama.

Como Homem-Aranha está a passar por uma ótima fase, sendo que tem conseguido proteger a sua cidade que infelizmente, já não o reconhece. No entanto, ele começa a enfrentar uma pressão crescente que o leva a uma evolução física inesperada, surpreendente e perigosa que inclui mudanças nos seus poderes e coloca em risco a sua própria existência.

Enquanto isso, surge um estranho padrão de crimes na cidade que dá origem a uma das ameaças mais poderosas que ele já enfrentou. Para salvar a New York que tanto ama, ele terá de descobrir até onde está disposto a ir e o que está preparado para sacrificar.




Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Spider-Man: Brand New Day é um novo capítulo na vida de Peter Parker que é completamente inovador e divertido. E transmite uma mensagem importante com o qual nos identificados e que nos faz refletir.

O maior destaque vai para a dinâmica espetacular e única entre Peter Parker e Frank Castle, sendo que eles encaixaram mesmo na perfeição. Foi mesmo tão bom vê-los a trabalhar juntos e a pessoa fica com uma grande vontade de assistir a mais cenas protagonizadas por esta dupla imbatível.

Os efeitos visuais e ângulos de filmagem escolhidos estão fantásticos. As cenas de luta e de ação são empolgantes, criativas e surpreendentes, principalmente a luta entre o Spider-Man e o Hulk.

Depois, existem momentos de nostalgia que nos transmitem traços tão característicos do filme, Shang-Chi.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Em relação à história, é emocionante, madura, tem humor, aventura, ação e que dá para ver que é feito de coração. 

Para além da mensagem interessante que entrega, também aborda temas pertinentes relacionados com a solidão, isolamento, procura pela identidade, entre outros. 

No entanto, quando se chega ao fim, fica-se com a sensação de que ficamos com mais perguntas por responder do que respostas dadas. E a cena pós-créditos poderia ter sido bem melhor e ter uma ligação mais explícita ao futuro do universo da Marvel. 

Já a introdução da Sadie Sink neste mundo foi bem conseguida e a pessoa fica com curiosidade em acompanhar a sua jornada.

Spider-Man: Brand New Day traz uma visão completamente nova deste super-herói que tanto adoramos e que é cativante.  




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Crime 101 - o que esperar deste thriller policial protagonizado por Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Halle Berry e Barry Keoghan

 

Crime 101 é um thriller policial escrito e realizado por Bart Layton, tendo sido baseado no livro de Don Winslow. O elenco é constituído por Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Barry Keoghan, Monica Barbaro, Corey Hawkins, Jennifer Jason Leigh, Nick Nolte e Halle Berry.

Espera-se muitas reviravoltas nesta história, onde David (Chris Hemsworth) é um esquivo ladrão cujos assaltos de alto risco têm deixado a polícia intrigada.

Enquanto planeia o maior golpe da sua vida – na esperança que seja o último – o seu caminho cruza-se com o de Sharon (Halle Berry), uma desiludida executiva de uma seguradora, com quem será forçado a trabalhar. E depois temos Orman (Barry Keoghan), um ladrão rival com métodos muito mais perturbadores do que os de David.

À medida que o assalto de vários milhões de dólares se aproxima, o incansável detetive Tenente Lubesnik (Mark Ruffalo) aperta o cerco à operação, aumentando ainda mais a tensão e fazendo esbater a linha entre caçador e presa.

Assim, cada um deles é forçado a enfrentar o preço das suas próprias escolhas e também a perceber que já não há caminho de volta.

© 2025 Amazon MGM Studios Content Services LLC

Primeiramente, vamos falar do grande protagonista em ação que é o David, um homem misterioso e charmoso que é uma pessoa com segredos e é impossível de rastrear. Ele é um ladrão de alta escola que prefere os carros americanos antigos e tem um visual elegante.

Os alvos dele são joias, dinheiro e objetos valiosos, sendo que em cada roubo, ele sabe exatamente o que transportar e quando. Além disso, David não deixa ser apanhado, pois não deixa ADN e entra e sai em segundos. Porém, por mais calculista, intimidante e inteligente que possa ser, não consegue evitar de criar um padrão. Apesar de executar planos eficazes e ser sempre atento aos detalhes, principalmente quando faz ocasionalmente desaparecer bens de alto valor, um dos seus padrões é que ataca sempre ao longo da autoestrada 101 e ninguém se magoa.

Depois chega um dia em que ele sente que algo está errado com o seu próximo assalto. Será que está prestes a quebrar as suas regras? Uma coisa é certa! O Tenente Lubesnik é o único que está a chegar perto de o encontrar.

© 2025 Amazon MGM Studios Content Services LLC

Este Detetive Tenente Lubesnik é daqueles agentes da lei que a pessoa cria uma empatia imediata, pois consegue ser engraçado com o seu humor subtil, enquanto é esperto e perspicaz a seguir, cada uma das pistas destas séries de crimes de roubo de joias que têm estado a acontecer na cidade de Los Angeles, e que parece que não têm prazo para terminar. Ele até pode ser o menos bem-sucedido da sua equipa, mas não se deixa influenciar tanto pelas pessoas, como por toda a corrupção ao seu redor. E de seguida, basta um instinto para sentir que está mais próximo de capturar David.

Mark Ruffalo está de parabéns, porque faz um ótimo trabalho a desempenhar este agente que cativa qualquer um! Apesar de ter durado pouco tempo, foi muito interessante assistir à dinâmica natural entre Mark Ruffalo e Chris Hemsworth que proporcionaram boas cenas. E acho que teria sido benéfico se tivesse havido mais cenas protagonizadas por esta dupla. Também existiram cenas em que uma simples troca de olhares entre eles dizia muito mais do que umas meras palavras. Por isso, espero que no futuro possamos ver estes dois atores a partilharem o ecrã mais uma vez!

© 2025 Amazon MGM Studios Content Services LLC

De seguida, é relevante salientar a personagem interpretada por Barry Keoghan, onde ele dá vida a Orman, um ladrão que é adversário do protagonista e que é inteiramente imprevisível e irritante, chegando a um ponto que nunca sabemos o que ele vai fazer. E também dá para perceber desde o início que este louco está sempre a causar problemas e não tem limites.

Já Halle Berry rouba as atenções sempre que entra em cena com a sua Sharon, entregando uma excelente prestação. Sharon trabalha há 11 anos para a mesma empresa, é vice-presidente quando já devia ser sócia e ainda considera que é muito boa a ler pessoas. Depois dela conhecer David e ele lhe apresentar uma proposta de negócio, então ela começa a ponderar as suas opções, porque chegou o momento de ela lutar contra o preconceito que sofre constantemente naquela empresa. E assim, agir perante o seu superior e mostrar o seu valor.

Crime 101 é um thriller policial muito sólido e fantástico que é repleto de suspense, tensão e sequências de cenas de ação explosivas que traz de volta àqueles filmes clássicos de policiais americanos. Neste caso, foi transformado numa versão mais moderna que resultou na perfeição. Infelizmente, já não estamos tão habituados a ver thrillers de crimes deste tipo que não têm sido produzidos com tanta regularidade. E por isso, foi mesmo bom matar saudades.  

A cinematografia é excelente, na qual apresenta, através de ótimos ângulos de filmagem, a atmosfera de Los Angeles de um modo eficiente, enquanto capta aquela sensação de solidão que existe muitas vezes nestas cidades grandes. Depois nesta história intrigante que é cheia de autenticidade e com uma boa dose de caos e sacrifícios, havia sempre algo a acontecer e a pessoa acaba por sentir muito mais suspense do que a ação em si. E ainda, fica a torcer para que o protagonista não seja apanhado.

No entanto, houve falta de desenvolvimento principalmente em relação ao protagonista e até tivemos personagens que não acrescentaram grande coisa à trama, fazendo com que estes se tornassem facilmente esquecíveis. Não é algo que incomode, porque acaba por passar um pouco ao lado e o foco é noutro lugar.

© 2025 Amazon MGM Studios Content Services LLC

Mesmo assim, Crime 101 proporciona um entretenimento intenso e interessante com um estilo próprio que surpreende pela positiva e é extremamente satisfatório. Desde o seu trailer que prometeu muito e que depois, juntamente com o desempenho forte do seu elenco, entregou tudo! Um dos seus destaques vão para as suas sequências de ação que incluíram uma perseguição a alta velocidade muito bem realizada. E é empolgante acompanhar como um determinado crime consegue conectar e unir todas estas personagens, e também como pessoas que crescem no caos, podem ter a capacidade de criar ordem.

Este filme com um tom mais moderno é uma grande adição para o género de thrillers policiais e é um dos meus filmes favoritos de 2026! E para além disso, tenho a certeza que os fãs de filmes de crimes, suspenses e policiais vão adorar!

Por isto tudo, Crime 101 merece o seu devido reconhecimento e é daquelas produções que consegue marcar à sua maneira e que não podem perder!


domingo, 9 de março de 2025

A minha experiência incrível na World Premiere do filme Mickey 17 que ocorreu em Londres


Já imaginaram como seria terem a oportunidade de estarem presentes pessoalmente numa premiere mundial de um filme de Hollywood?

Como forma de promoverem os filmes, o elenco de cada produção juntamente com o seu realizador fazem parte de um tipo de tour de imprensa com diferentes destinos, onde divulgam o projeto, participando em sessões de visionamentos dirigidos aos fãs, conferências de imprensa e premieres organizadas em várias cidades. 

O número de paragens dessa tour vai sempre depender de vários fatores, seja o tipo de filme ou escolha da produtora. Mas, Londres, Paris, Berlim, Roma, Madrid, Nova Iorque, Los Angeles e Toronto são algumas das cidades que têm tido este tipo de eventos.  

No caso de Mickey 17, as premieres do filme que tiveram a presença do realizador e elenco ocorreram na Coreia do Sul, Londres (World Premiere), Berlim (Berlinale, o Festival Internacional de Cinema de Berlim) e Paris. 

No Verão de 2023, eu tive a oportunidade de estar presente ao vivo na Premiere em Londres do filme Oppenheimer que foi protagonizado por Cillian Murphy. Apesar do elenco ter estado por lá, o evento em si terminou mais cedo do que era esperado, porque foi nessa altura que se iniciou a Greve dos Atores de Hollywood e que durou uns largos meses. 




Fotografias exclusivas da red carpet da premiere

Assim, ainda não tinha tido uma autêntica experiência de uma premiere completa, mas com Mickey 17 tudo mudou. Numa das viagens que fiz a Londres, consegui ir à World Premiere deste filme de ficção científica que teve a presença do seu elenco que foi percorrendo a Red Carpet.

Londres é das cidades que costuma ser das escolhidas para este género de eventos e os fãs podem participar nestas premieres, através da Fan Area ou Fan Pen. A Fan Area é um local da red carpet pertencente à premiere, onde as pessoas podem estar perto dos atores, conhecê-los, pedir autógrafos e fotografias.

Neste evento, estiveram presentes o protagonista do filme Robert Pattinson, Mark Ruffalo, o realizador Bong Joon Ho, Steven Yeun, Naomi Ackie, Toni Collette, entre outros. Eles desfilaram a passadeira vermelha, responderam às perguntas dos apresentadores da premiere e à imprensa internacional. Contudo, ainda tiveram um tempinho para interagirem com os fãs.

Esta foi garantidamente uma experiência tão única, especial e inesquecível que teve os seus momentos mais loucos e foi repleta de adrenalina, surpresas e diversão! E ainda, tive a oportunidade de conhecer alguns dos atores deste filme surpreendente e um deles é um dos meus atores favoritos! Falo de Mark Ruffalo que entrou em "De Repente, Já nos 30!", um dos filmes que me tem sido uma referência desde a minha adolescência. Foi mesmo incrível ter tido esta chance que nunca esquecerei!

Estou mesmo muito grata por ter estado pessoalmente nesta premiere e que venham mais no futuro!

Por isso, posso garantir que as premieres são aquele tipo de eventos que podem ser imprevisíveis e onde todo o tipo de surpresas podem vir a acontecer. 

Se quiserem saber mais sobre este filme de ficção científica, podem ler a minha crítica AQUI!

E de seguida, partilho vídeos exclusivos da World Premiere de Mickey 17



sábado, 8 de março de 2025

Filme "Mickey 17" transporta-nos para uma viagem imperdível e alucinante que ganha novas dimensões

 

Já chegou um dos filmes mais aguardados do realizador sul-coreano, Bong Joon Ho. Mickey 17 é a sua nova produção de ficção científica e é uma adaptação do livro Mickey 7, de Edward Ashton. Bong Joon Ho também é o responsável pelo argumento e promete surpreender o público. O filme pode ser visto na plataforma de streaming da HBO Max.

O elenco é constituído por Robert Pattinson, Naomi Ackie, Steven Yeun, Toni Collette e Mark Ruffalo.

Na história, o improvável herói, Mickey Barnes (Robert Pattinson), vê-se numa circunstância extraordinária de trabalhar para um empregador que exige o compromisso absoluto com o trabalho…morrer para viver. Ele é um “descartável” cuja função é morrer e voltar a ser impresso. Cada vez que Mickey morre, a humanidade aprende algo novo.

Por isso, ele está mortinho para salvar a humanidade. Mas, será que ele leu a papelada toda e sabe exatamente o que significa ser um “descartável”? Terá Mickey tomado atenção a tudo aquilo que esta função implica?

Este acaba por ser o pior emprego do mundo, ou seja, sempre que morre em missão, ele é imediatamente impresso de novo, com todas as memórias intactas. E de seguida, está pronto para regressar ao trabalho e é praticamente garantido que irá morrer outra vez.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Isto acontece, porque na Terra, tudo estava a correr mal e ele queria sair de lá. Perante as dificuldades financeiras e como se sentia sem rumo e desesperado, Mickey decidiu embarcar como um membro da tripulação a bordo de uma nave espacial para fazer parte de um projeto de colonização de um planeta gélido, onde inscreveu-se como um candidato “descartável”, sujeitando-se assim, a uma série de experiências em que incluíam as tarefas mais perigosas. E que implicava morrer diversas vezes e de inúmeras maneiras. Seja qual fosse a forma que ele morresse, era logo impressa uma nova versão do seu corpo com as memórias sempre atualizadas.

Neste trabalho avassalador e bem solitário é exigido um compromisso absoluto com o mesmo, onde pode consumir totalmente a pessoa, tornando-se assim, num autêntico inferno combinado com toxicidade e com todo o tipo de venenos que possam existir. Pois, ele é exposto a radiações, inala gases tóxicos e ainda, é injetado com vacinas experimentais. Mas, não importa as consequências, porque aconteça o que acontecer, ele irá de seguida, renascer, quantas vezes forem precisas.  

Mickey é sem dúvida, um herói improvável e esta é a sua grande dádiva para a humanidade. Ele até pode ser considerado como um jovem vulnerável e tolo. E mesmo assim, apesar dos muitos desafios que enfrenta, ele acaba por sobreviver sem quebrar. Quando a sobrevivência da humanidade está em risco, Mickey está pronto para se sacrificar, quantas vezes forem necessárias. Nós acompanhamos um Mickey a lutar até ao fim.

Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo

A sua vulnerabilidade vai sendo apresentada ao longo desta história, sendo que ele tenta processar o que ele é e aquilo de que é feito. Mas, ao mesmo tempo, tem uma relação um pouco complicada com todas as suas versões anteriores e que às vezes é difícil de se descrever. Contudo, tudo muda quando surge inesperadamente o 18, porque ele tem de lidar com o facto da razão pelo qual ele foi a única versão que sobreviveu. E ainda, entender a complexidade da personalidade deste 18 que é muito mais destemido e corajoso do que ele. Eles são múltiplos, o que significa que a regra é serem todos exterminados. Será que o Mickey 17 e 18 vão ser exterminados?

Para além disso, também é retratado um planeta desconhecido designado por Niflheim que vai sendo testado para o projeto de colonização e Mickey é a chave para a sobrevivência da humanidade. Será que eles estão completamente sozinhos neste lugar ou já existem espécies nativas? A verdade é que eles estão acompanhados por umas criaturas com características muito peculiares que acabam por lhes dar uma lição muito útil para sobreviverem.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Mickey 17 é uma obra de arte ousada e surpreendente com uma identidade própria que nunca sabemos o que esperar e onde tudo pode acontecer. Esta é uma aventura sci-fi que é irreverente, hilariante e é constituída por um lado mais selvagem e outro mais cómico e irónico, sendo que se desenrola num ambiente futurista e cuja narrativa aborda dilemas éticos e humanitários, enquanto apresenta uma mensagem mais profunda e em certas situações numa perspetiva mais provocadora e até política. Por isso, acaba por tornar-se num filme relevante para os dias de hoje.

Este é um lugar distópico enrolado em opressão e violência que nos faz relacionar imediatamente com o mundo em que estamos a viver agora. Neste caso, este sítio é liderado por Kenneth Marshall, um político ambicioso e tirano que rapidamente traz à memória ditadores do passado. Este bilionário narcisista é desempenhado na perfeição por Mark Ruffalo que apresenta este antagonista como um ser desprezível que embarca numa viagem ao espaço para colonizar o planeta gelado Niflheim. Contudo, só lhe importa o poder e não tem qualquer tipo de limites.    

A narrativa em si é maioritariamente narrada pelo seu protagonista, sendo que desde o início conseguimos criar uma empatia imediata pelo Mickey, enquanto torcemos por ele. E ainda, acabamos por assistir, de acordo com o seu ponto de vista.

Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo

Um dos maiores destaques do filme vai para Robert Pattinson que interpreta ao mesmo tempo e de um modo brilhante, duas versões do Mickey com feitios e conflitos totalmente diferentes, apesar de ainda terem alguns pontos em comum. É muito interessante acompanhar a jornada dos dois, a própria dinâmica do Mickey 17 com o Mickey 18 e como cada um lida com Kenneth Marshall e outras personagens. A versatilidade de Robert Pattinson é espetacular e ele dá mesmo tudo nestes dois papéis bem desafiantes e acompanhado por um tom humorístico bem engraçado. Sinceramente, espero que Robert Pattinson venha a ser premiado por este seu trabalho que merece sem dúvida, o devido reconhecimento.  

Além disso, a trama representa os níveis a que pode chegar um programa de clonagem futurista e todas as suas implicações e questões éticas. E não nos podemos esquecer da questão mais vezes mencionada na história. Sim, falamos da insistência de Mickey 17 ser constantemente bombardeado com a pergunta “Qual é a sensação de morrer?”. Uma pergunta com a qual a maioria de nós acaba por ter de lidar, mais cedo ou mais tarde, principalmente perante um acontecimento traumático. De uma certa forma, acaba por ser um tema mais tabu. Porém, acaba por criar um género de reflexão sobre o assunto.  

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Mickey 17 transporta-nos para uma viagem imperdível e alucinante que ganha novas dimensões e é cheia de revelações, circunstâncias inesperadas e ainda, com sequências completamente loucas. Esta é uma experiência cinematográfica única e com uma visão excêntrica sobre a colonização, vinda da mente do icónico Bong Joon Ho que precisa de ser vista em IMAX e que nos mostra ângulos de filmagem criativos e um trabalho de realização inteligente.

Este filme de ficção científica é uma diversão garantida e é cativante em cada uma das suas cenas. Por isso, não percam! Aproveitem esta ótima fonte de entretenimento e venham de mente aberta!

Se quiserem saber mais sobre a minha experiência na World Premiere de Mickey 17 em Londres, podem Ver AQUI!



quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

O filme Poor Things é uma obra-prima extraordinária, inovadora e hilariante definida como fora da caixa

Depois de ter sido o filme da sessão de abertura do LEFFEST’23 – Lisboa Film Festival, no dia 10 de novembro, Poor Things (Pobres Criaturas, como título em português) chega finalmente aos cinemas. Este filme de Yorgos Lanthimos já recebeu o Leão de Ouro para Melhor Filme, na 80º edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza. Também foi premiado com dois Globos de Ouro para Melhor Filme (Musical ou Comédia) e para Melhor Atriz (Musical ou Comédia) – Emma Stone. Já a protagonista e produtora Emma Stone ganhou o prémio de Melhor Atriz pelo Critics Choice Awards. Além disso, o filme acabou de receber 11 nomeações para os Óscares 2024, nas categorias: Melhor Filme; Melhor Realizador (Yorgos Lanthimos); Melhor Atriz Principal (Emma Stone); Melhor Ator Secundário (Mark Ruffalo); Melhor Argumento Adaptado; Melhor Banda Sonora Original; Melhor Caracterização; Melhor Fotografia; Melhor Design de Produção; Melhor Guarda Roupa e Melhor Montagem.  

Já podem assistir a este filme, através da plataforma de streaming da Disney+.

O elenco é constituído por Emma Stone, Mark Ruffalo, Willem Dafoe, Ramy Youssef, Jerrod Carmichael, Christopher Abbot e Margaret Qualley.

Do cineasta Yorgos Lanthimos e da produtora Emma Stone, chega a história incrível e fantástica evolução de Bella Baxter (Stone), uma jovem trazida de volta à vida pelo brilhante e não ortodoxo cientista, Dr. Godwin Baxter (Willem Dafoe). Sob a proteção de Baxter, Bella está ansiosa para aprender. Faminta pelo mundo que lhe falta, Bella foge com Duncan Wedderburn (Mark Ruffalo), um advogado astuto e pervertido, numa aventura turbulenta pelos continentes. Livre dos preconceitos da sua época, Bella cresce firme no seu propósito de defender a igualdade e a libertação.

Divulgação: 20th Century Studios

Bella Baxter é uma jovem mulher vitoriana a quem o Dr. Godwin Baxter, um cientista muito excêntrico devolve-lhe a vida. Porém, ela está sedenta por vivências que nunca teve. E por isso, parte numa viagem com uma passagem por Lisboa e um encontro com a fadista Carminho.

Nós temos a oportunidade de conhecer o mundo de Bella e acompanhá-la, enquanto esta mulher está em busca pela liberdade, ao mesmo tempo que tem um mundo inteiro para explorar.  

Inicialmente, Bella Baxter é considerada como ingénua e uma experiência, onde a idade mental e o corpo dela não estão sincronizados. Como seria ter um cérebro completamente novo? No seu caso, ela evolui rapidamente surpreendendo tudo e todos, chegando a um ponto que até acaba por lutar por valores tão importantes, como a liberdade e a igualdade. Aos poucos, ela torna-se autónoma, sendo que é incrível testemunharmos a evolução inacreditável dela e ainda, termos uma perceção perante o mundo de pobres criaturas, de acordo com os seus olhos.  

Numa época em que os condicionamentos a que as mulheres estavam sujeitas durante a vida toda, não impediram Bella de ser ela própria, prosseguir e fazer o que quisesse. Regras essas que não se aplicaram a Bella, levando a que protagonizasse momentos muito caricatos e deixando todos completamente apaixonados por ela.

Divulgação: 20th Century Studios

Bella Baxter é uma mulher corajosa, confiante e loucamente bem-disposta que procura aventuras e precisa de ver o mundo. Ela tem um mundo para descobrir e desfrutar e assim, quer vivenciar tudo aquilo a que tem direito. Uma aprendizagem com altos e baixos que irá fazer toda a diferença na sua vida. A sua sexualidade também vai sendo abordada, em que ela explora a mesma, envolvendo o público num lado mais arrojado da narrativa.

Emma Stone fez um desempenho exemplar e fenomenal desde o início ao fim, apresentando todas as características peculiares e especiais da genuína Bella Baxter. Deu mesmo para ver que foi um grande desafio para a atriz que merece sem dúvida, todo o reconhecimento. Todas as expressões faciais e corporais necessárias para dar vida à personagem, Emma Stone fez na perfeição, criando uma ligação imediata com o espetador que fica encantado com a sua história.  

Divulgação: 20th Century Studios

Além disso, tanto Mark Ruffalo como Willem Dafoe estão de parabéns pelas suas interpretações espetaculares. Mark Ruffalo está na lista dos meus atores favoritos e posso dizer que este seu trabalho ultrapassou as minhas expetativas. Foi muito bom, ter a chance de ver uma vertente tão diversificada de representação, tanto de Mark Ruffalo, como de Willem Dafoe.

Este filme é uma comédia de humor negro de época muito divertida que tem uma dose de modernidade, onde tiveram a inteligência de criar o seu próprio universo com requinte, que foi vital para definir a história que estavam a contar. Este foi um mundo com uma enorme criatividade que foi construído do zero, onde a imaginação ganha vida própria e qualquer coisa, por mais estranha que seja, pode surgir no grande ecrã.

Os cenários que apresentavam a cidade de Lisboa conseguiram mostrar a essência e beleza deste local passado num ambiente mais vitoriano, mas ao mesmo tempo contendo elementos mais futuristas que trouxeram uma ótima combinação. E ainda, dando destaque ao pastel de nata, vinho do Porto e ao fado, através da voz fantástica de Carminho que fez uma participação bem bonita.   

Divulgação: 20th Century Studios

Depois possui técnicas de filmagem peculiares misturadas com uma tecnologia mais moderna, que resultam muito bem e são completamente diferentes daquilo que estaríamos à espera, pois estamos a olhar pela visão única do realizador. O argumento em si é entusiasmante. A fotografia está muito bem escolhida e é acompanhada por uma banda sonora estrondosa que fica no ouvido.   

Poor Things é uma obra-prima extraordinária, inovadora e hilariante pensada definida como fora da caixa que traz ao espetador, uma experiência cinematográfica gloriosa, inesquecível e mágica. Tem uma narrativa excêntrica no bom sentido, nas quais contém uma aventura exorbitante, sendo também dividida por cenas mais dramáticas e outras mais românticas. Não vão faltar situações extravagantes e engraçadas, e repletas de sentido de humor que vão cativar instantaneamente o público. Este é um filme que nunca tinha visto algo parecido, que irá ficar para a história do cinema e não irá deixar ninguém indiferente! Uma experiência única que não podem mesmo perder! 



sábado, 4 de fevereiro de 2023

Os Pontos Fortes e Fracos da série "She-Hulk" - uma produção que pode ser vista na Disney +

Desta vez, o tema é dedicado a uma das produções da Marvel Studios que mais dividiu as opiniões do público, onde são abordados alguns dos pontos fortes e fracos da mesma. A série She-Hulk: A Advogada (She-Hulk: Attorney at Law, como título original) é constituída por nove episódios está disponível em exclusivo no Disney+, tendo Tatiana Maslany como a protagonista e com Jessica Gao como a escritora principal.

Do elenco fazem parte: Tatiana Maslany (Jennifer Walters/She-Hulk), Mark Ruffalo (Smart Hulk), Tim Roth (Emil Blonsky/the Abomination), Benedict Wong (Wong), Ginger Gonzaga (Nikki Ramos), Josh Segarra (Pug), Jameela Jamil (Titania), Jon Bass (Todd) e Renée Elise Goldsberry (Mallory Book).

Esta é uma produção com uma mistura de comédia com ação e aventura, em que acompanha Jennifer Walters (Tatiana Maslany) e a sua vida complicada de advogada solteira, aos 30 e poucos anos, que, por acaso, é também um hulk verde com dois metros, cheia de superpoderes.

Jennifer Walters é uma advogada especializada em casos jurídicos sobre-humanos que não vai deixar ninguém indiferente com a sua personalidade bem peculiar e especial!

She-Hulk é uma das séries do universo da Marvel que eu tinha mais curiosidade em conhecer, porque sou uma grande admiradora da personagem do Hulk desde que foi introduzida pela primeira vez na MCU, principalmente pelo desempenho tão próprio de Mark Ruffalo que cativou desde o início e acho que seria interessante no futuro surgirem participações mais ativas deste Hulk nas suas diferentes vertentes.

Pontos Fortes e Fracos de She-Hulk

Um dos pontos mais fortes da série é sem dúvida, as participações especiais, tanto de Mark Ruffalo como de Charlie Cox e Benedict Wong que dão a pele a personagens tão acarinhadas pelo público, como Hulk, Daredevil e Wong.

No caso do Hulk, é sempre divertido acompanhar esta figura icónica a interagir com outras personagens, sendo que maioritariamente esta história é mais focada na relação dele com a sua prima Jennifer Walters, onde ele é um tipo de mentor para com ela. Inicialmente, a pessoa acaba por ter algumas expetativas, relativamente a como será a relação entre ambos, principalmente depois dela se transformar numa hulk repleta de habilidades incríveis com o qual ela precisa de aprender a lidar. Porém, infelizmente não foi de acordo com as expetativas, chegando a um ponto que eu achei que a personagem do Bruce não foi bem aproveitada, pois ainda temos muitos lados deste super-herói ainda por conhecer, sendo que tive pena que eles não tivessem partilhado momentos mais divertidos e mesmo esclarecido algumas perguntas relacionadas com o Bruce que continuam a não ter respostas, chegando a um ponto que tudo pareceu muito apressado.  

Matt Murdock/Daredevil que terá em breve o regresso da série dedicada a este super-herói tem sido comentado como sendo uma das apostas mais esperadas da Marvel. Por isso, quando foi anunciado que ele iria aparecer em She-Hulk, criou-se uma satisfação imediata e surpreendente nos fãs deste vigilante para ver o seu retorno há muito aguardado.

Em cada minuto que apareceu, ele brilhou instantaneamente com a sua personalidade, onde tivemos a chance de conhecer um lado diferente deste advogado, acabando assim, por se tornar num dos destaques positivos e principais desta série, e de uma certa forma foi uma ótima decisão terem-no incluído nesta produção. Até foi engraçado ver a dinâmica partilhada entre o Matt e a Jennifer que até teve a sua piada, mas faltou a dupla enfrentar a sério o crime em conjunto e também esperava que o Matt surgisse mais vezes no nosso ecrã. Também já nos foi garantido que futuramente ainda iriamos ter mais cenas destas duas personagens.

Já o Wong foi bom matar saudades desta personagem caricata que diverte sempre que entra em cena com os seus momentos hilariantes e tive pena que não tivesse estado presente em mais episódios.

Apesar de nos últimos tempos terem surgido críticas aos efeitos visuais da série depois do lançamento do primeiro trailer, o público resolve na mesma dar uma oportunidade a She-Hulk e conhecer esta história, esperando que seja surpreendido pela positiva. Infelizmente, isso nem sempre aconteceu e a pessoa acaba por não conseguir conectar-se com a série.

Esta produção dá a entender que iria ser bem diferente de tudo aquilo que já vimos ter sido feito até hoje pela Marvel e isso é bem verdade, porém não foi executado da melhor forma! Apesar da Tatiana Maslany ter tido um bom desempenho nesta história da introdução da She-Hulk à MCU com uma vertente mais divertida, a narrativa teve os seus altos e baixos, tendo sido repleta de pouca ação, fragilidades e desequilíbrios evidentes. Mas, existiram apostas que até tiveram um bom resultado, como algumas cenas mostradas no último episódio que nos apresentaram os bastidores da própria história da She-Hulk de um modo criativo e arriscado, onde conhecemos o famoso Kevin e incluindo uma saída criativa diretamente do menu inicial da plataforma da Disney +.

Infelizmente, a personagem do Emil e muitas outras não foram bem desenvolvidas, passando até por situações bastante exageradas, forçadas e com um humor que não teve assim muita piada. Por isso, estas foram uma das muitas razões que She-Hulk foi considerada como uma desilusão, cujo projeto continha uma história que se perdeu e com uma qualidade bem inferior ao que esperávamos por parte de uma produção da Marvel Studios.

Como dito anteriormente, She-Hulk dividiu intensivamente as opiniões das audiências e da própria crítica que tinham determinadas expetativas. Isso aconteceu muito devido à forma como estes nove episódios foram construídos e pelos exageros realizados a vários níveis que acabaram por fazer a história perder sentido, levando assim, a uma experiência não tão positiva para o espetador.

Espero que futuramente aproveitem melhor o potencial desta nova super-heroína e consigam aperfeiçoar significativamente a nível de argumento e efeitos visuais, porque acabou por ser estranho acompanhar uma história deste universo tão mal organizada, pouco interessante e com uma falta clara dos ingredientes essenciais para cativar a atenção do público. Por vezes, ter uma história mais louca e inesperada, mas que seja muito bem escrita é espetacular, como aconteceu com a série Loki que se transformou num produto final extraordinário, mas com She-Hulk não foi o caso e quem acabou por perder foram os próprios fãs.  

Agora é aguardar pelas próximas participações de She-Hulk na MCU, sendo uma delas já na nova série focada no Daredevil. Eu desejo que nas próximas produções da Marvel Studios criem histórias mais impactantes e surpreendentes para assim, termos a oportunidade não só de ver She-Hulk em ação e quem sabe na companhia de muitos mais super-heróis, mas também conhecermos a origem e desenvolvimento de mais personagens emblemáticas que poderão ser vitais para o futuro da MCU.