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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Filme "Bugonia" - o que esperar do próximo projeto de Yorgos Lanthimos protagonizado por Emma Stone e Jesse Plemons

 

Estejam preparados que o próximo projeto de Yorgos Lanthimos não vai deixar ninguém indiferente. Bugonia é o novo filme deste realizador que é o remake de uma comédia de ficção científica sul-coreana, Save the Green Planet!, de Jang Joon-hwan (2003).

Em Portugal, Bugonia estreou na 2ª edição do Tribeca Festival Lisboa no recinto do The Chapel, a Igreja do Convento do Beato que foi transformada numa sala de cinema para receber a exibição de diferentes filmes, tanto nacionais, como internacionais.

Este filme é protagonizado por Emma Stone, Jesse Plemons, Aidan Delbies, Stavros Halkias e Alicia Silverstone.

Toda esta história é desenrolada ao redor de dois jovens obcecados por conspirações que decidem raptar a poderosa diretora-geral de uma grande empresa, convencidos de que ela é uma extraterrestre que pretende destruir o planeta Terra.

A designação de Bugonia também está ligada a uma certa lenda. Falamos de uma referência a uma crença antiga na qual se acreditava que as abelhas nasciam a partir da carcaça de um boi morto.

O que não falta aí são inúmeras teorias da conspiração, sendo que tudo o que envolve extraterrestres e a presença de vida noutros planetas são das mais frequentes.

Desta vez, temos uma reflexão sobre o mundo atual pelos olhos do peculiar Yorgos Lanthimos que tem uma perspetiva muito particular e muita coisa para dizer. E por vezes, aquilo que transmite chega a ser um pouco abstrato e dando assim, a oportunidade ao espetador de ter a sua própria visão daquilo que está a assistir.

Tudo se inicia com a determinação dos primos Teddy (Jesse Plemons) e Don (Aidan Delbies) em provar a existência de extraterrestres no planeta Terra, não importa o custo. Eles estão convencidos que uma raça alienígena está a viver entre os humanos e têm um plano específico para destruir o planeta Terra.

Para comprovarem as suas suspeitas, eles resolvem raptar Michelle (Emma Stone), uma bilionária e CEO de uma farmacêutica muito bem-sucedida que eles acreditam que ela é a representante da espécie extraterrestre. Mas, será que eles estão certos em relação às suas suspeitas e Michelle é realmente uma extraterrestre? Uma resposta que vai ter os seus desafios.

Bugonia é mais uma viagem bizarra e negra com a sua dose de loucura, o seu lado selvagem e deveras excêntrico que possui um humor com um tom muito próprio que é envolvida em conspirações e dilemas morais que questionam muitos temas pertinentes e importantes para a atualidade, sendo que alguns continuam a trazer muita polémica à mistura. À sua maneira, consegue criticar a sociedade atual e a forma como as fake news, a desinformação e as notícias acabam por influenciar como as pessoas olham para o mundo e até prejudicar, principalmente em termos de saúde mental.

Um dos principais destaques vai sem dúvida para a performance, tanto de Emma Stone, como de Jesse Plemons que brilham intensivamente, cada um à sua maneira. O desempenho de Jesse Plemons é uma enorme surpresa, pois vemos um registo diferente dos trabalhos anteriores deste ator, sendo que ele dá vida a um apicultor obcecado pela existência de extraterrestres e como quer provar isso a tudo o custo, mesmo que tenha de ter comportamentos mais selvagens e executar medidas mais agressivas. E ele também está completamente devastado e até convencido de que a empresa liderada pela Michelle é a principal responsável pela diminuição significativa das abelhas. Juntando a isso, esta mesma empresa também feriu significativamente a sua mãe problemática, devido a medicamentos experimentais utilizados para a abstinência de opioides. Por isso, temos aqui um homem que acredita que está a salvar o mundo de uma invasão alienígena e ao mesmo tempo com razões suficientes para ver Michelle como culpada de tudo o que está a acontecer.

Já Emma Stone apresenta uma figura poderosa com uma reputação invejável que é a CEO de uma empresa que tem um impacto global, sendo que ela manipula com distinção, aproveitando as fraquezas e inseguranças de quem a raptou. A sua entrega não é só psicológica, mas também física, onde por vezes basta um simples olhar ou outra expressão corporal para dar ênfase à cena em si.  

Com Bugonia assistimos a um jogo misterioso de poder, tortura e de manipulação psicológica com uma ligeira reviravolta no final, onde nem tudo o que parece realmente é. É envolvido em ironia, delírio e caos e nota-se que é uma crítica ao presente. De uma certa forma, soa como um aviso para a sociedade, mostrando o quanto esta está a destruir extremamente o planeta e o quanto é cada vez mais difícil fazer uma mudança que importa e que deixa uma marca importante.

Yorgos Lanthimos apresenta em quatro atos diferentes a sua assinatura nesta sátira e um método muito próprio que é típico do estilo dele, misturando elementos de drama, ficção científica e suspense com uma comédia mais negra. E não irão faltar momentos absurdos, esquisitos, paranoicos, radicais e exagerados. No entanto, sente-se que falta algo no seu argumento com falhas e por vezes, tem os seus altos e baixos e até chega a perder-se, podendo mesmo dividir opiniões. Mesmo assim, deixa a sua reflexão e é interessante assistir às interpretações de Emma Stone e Jesse Plemons. Além disso, a escolha perante a banda sonora combina muito bem para a história que está a ser contada e às vezes, até tem um lado mais engraçado em determinadas cenas.

Para terminar, A Geek Traveller esteve presente uns dias durante o BFI London Film Festival, onde o icónico Royal Festival Hall também recebeu Yorgos Lanthimos, Emma Stone e Jesse Plemons para apresentar este novo filme que está a dar falar.

A energia e o ambiente foram surreais – um momento único para qualquer fã de cinema! Por isso, partilho com vocês, o vídeo exclusivo da Premiere de Bugonia em Londres.


quarta-feira, 3 de julho de 2024

Kinds of Kindness - o que esperar da nova obra peculiar de Yorgos Lanthimos que é protagonizada por Emma Stone

 

A dupla Emma Stone e o realizador Yorgos Lanthimos está de regresso para mais uma colaboração e desta vez com o filme Kinds of Kindness (Histórias de Bondade, como título em português) da Searchlight Pictures. A estreia mundial foi feita na edição deste ano do Festival de Cannes. Já podem assistir na plataforma de streaming da Disney+.

Para além de Emma Stone, temos no elenco, nomes como Jesse Plemons, Willem Dafoe, Margaret Qualley, Hong Chau, Joe Alwyn, Mamoudou Athie e Hunter Schafer.

Este filme que combina drama com comédia é composto por uma fábula tríptica que acompanha um homem sem escolha que tenta assumir o controlo da sua própria vida; um polícia que está alarmado com o facto da sua mulher, que estava desaparecida no mar, ter regressado e parecer uma pessoa diferente; e uma mulher determinada a encontrar uma pessoa específica com uma capacidade especial, que está destinada a tornar-se um prodigioso líder espiritual.

Divulgação: Searchlight Pictures e 20th Century Pictures Portugal

Yorgos Lanthimos cria três histórias plenamente diferentes que poderiam ser muito interessantes, caso tivessem um tipo de conexão entre elas. Contudo, não foi isso que transpareceu. Garantidamente, cada uma delas tinha a sua peculiaridade, trazendo assim, diversas reações de quem estivesse a assistir.

Já estamos habituados às excentricidades inimagináveis deste realizador que sempre nos surpreende, cada vez que vemos uma das suas obras. E este não é exceção, sendo que neste caso, o seu trabalho singular foi completamente oposto daquilo que sucedeu em Poor Things, fazendo com que dividisse as opiniões de quem vê a um nível superior ao que se esperava. É daquelas narrativas que não vai mesmo agradar a todos e é dirigido a um público muito específico que consiga entender o incompreensível. A pessoa precisa de abrir a mente de tal forma e não ter expetativas para assim, conseguir acompanhar algo incomum que pode por momentos não fazer sentido nenhum.   

Cada uma destas histórias tem o seu próprio impacto, mas não envolve do modo que se poderia estar à espera. É verdade que automaticamente começa a imaginar-se os vários fatores que eram necessários para algo daquele género acontecer, sendo por vezes, mesmo improvável de alguma vez ocorrer na realidade. Mesmo assim, conseguem cada uma à sua maneira, captar a atenção do espetador, ao mesmo tempo que o seu próprio raciocínio está constantemente a ser testado.

Divulgação: Searchlight Pictures e 20th Century Pictures Portugal

Kinds of Kindness é um misto de comportamentos estranhos, aterrorizantes e perturbadores que deixam qualquer um a processar cada uma das suas histórias com intensidade. Mas, que pode vir a tornar-se para alguns numa experiência meramente insuficiente, cansativa e até facilmente esquecível. Não é um filme para todos os gostos e pode ser devido à sua complexidade elevada que vai tendo as suas falhas. Também temos uma falta de equilíbrio e consistência, de um argumento sólido e de um ritmo adequado. Porém, não se tira o mérito à criatividade única de Yorgos Lanthimos e à forma como apresenta esta sua produção, principalmente à ligação arrepiante e bem executada da banda sonora em cada cena. O elenco em si cumpriu muito bem com o seu papel, onde em cada história desempenharam personagens diferentes e deu para perceber que algumas cenas devem ter sido difíceis de filmar.

Um dos maiores destaques vai para a sua loucura imprevisível repleta de momentos absurdos e combinados com um humor mais negro, sem esquecer de mostrar o que as pessoas são capazes de fazer por amor, poder e controlo. Podem existir alturas em que o diálogo ultrapasse os limites da coerência, sendo que pode tornar-se muito confuso de se compreender tudo e até chegar a perder todo o sentido. Por isso é essencial que a pessoa esteja atenta a todos os pormenores que vão sendo mostrados e tenha uma mente mais abstrata e extremamente aberta. Este filme possui uma arte desafiante e é mais longo do que deveria ser, sendo que deixa muitas mais perguntas do que respostas, testando os limites do absurdo e dando a escolha ao espetador de fazer a sua própria interpretação. Yorgos Lanthimos apresenta um caminho único, intrigante e mais sombrio para a bondade num ambiente obscuro que está cheio de sacrifícios, erros e particularidades, deixando quem está a ver perplexo e exausto com cada uma destas três histórias ousadas com uma dose de terror.


quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

O filme Poor Things é uma obra-prima extraordinária, inovadora e hilariante definida como fora da caixa

Depois de ter sido o filme da sessão de abertura do LEFFEST’23 – Lisboa Film Festival, no dia 10 de novembro, Poor Things (Pobres Criaturas, como título em português) chega finalmente aos cinemas. Este filme de Yorgos Lanthimos já recebeu o Leão de Ouro para Melhor Filme, na 80º edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza. Também foi premiado com dois Globos de Ouro para Melhor Filme (Musical ou Comédia) e para Melhor Atriz (Musical ou Comédia) – Emma Stone. Já a protagonista e produtora Emma Stone ganhou o prémio de Melhor Atriz pelo Critics Choice Awards. Além disso, o filme acabou de receber 11 nomeações para os Óscares 2024, nas categorias: Melhor Filme; Melhor Realizador (Yorgos Lanthimos); Melhor Atriz Principal (Emma Stone); Melhor Ator Secundário (Mark Ruffalo); Melhor Argumento Adaptado; Melhor Banda Sonora Original; Melhor Caracterização; Melhor Fotografia; Melhor Design de Produção; Melhor Guarda Roupa e Melhor Montagem.  

Já podem assistir a este filme, através da plataforma de streaming da Disney+.

O elenco é constituído por Emma Stone, Mark Ruffalo, Willem Dafoe, Ramy Youssef, Jerrod Carmichael, Christopher Abbot e Margaret Qualley.

Do cineasta Yorgos Lanthimos e da produtora Emma Stone, chega a história incrível e fantástica evolução de Bella Baxter (Stone), uma jovem trazida de volta à vida pelo brilhante e não ortodoxo cientista, Dr. Godwin Baxter (Willem Dafoe). Sob a proteção de Baxter, Bella está ansiosa para aprender. Faminta pelo mundo que lhe falta, Bella foge com Duncan Wedderburn (Mark Ruffalo), um advogado astuto e pervertido, numa aventura turbulenta pelos continentes. Livre dos preconceitos da sua época, Bella cresce firme no seu propósito de defender a igualdade e a libertação.

Divulgação: 20th Century Studios

Bella Baxter é uma jovem mulher vitoriana a quem o Dr. Godwin Baxter, um cientista muito excêntrico devolve-lhe a vida. Porém, ela está sedenta por vivências que nunca teve. E por isso, parte numa viagem com uma passagem por Lisboa e um encontro com a fadista Carminho.

Nós temos a oportunidade de conhecer o mundo de Bella e acompanhá-la, enquanto esta mulher está em busca pela liberdade, ao mesmo tempo que tem um mundo inteiro para explorar.  

Inicialmente, Bella Baxter é considerada como ingénua e uma experiência, onde a idade mental e o corpo dela não estão sincronizados. Como seria ter um cérebro completamente novo? No seu caso, ela evolui rapidamente surpreendendo tudo e todos, chegando a um ponto que até acaba por lutar por valores tão importantes, como a liberdade e a igualdade. Aos poucos, ela torna-se autónoma, sendo que é incrível testemunharmos a evolução inacreditável dela e ainda, termos uma perceção perante o mundo de pobres criaturas, de acordo com os seus olhos.  

Numa época em que os condicionamentos a que as mulheres estavam sujeitas durante a vida toda, não impediram Bella de ser ela própria, prosseguir e fazer o que quisesse. Regras essas que não se aplicaram a Bella, levando a que protagonizasse momentos muito caricatos e deixando todos completamente apaixonados por ela.

Divulgação: 20th Century Studios

Bella Baxter é uma mulher corajosa, confiante e loucamente bem-disposta que procura aventuras e precisa de ver o mundo. Ela tem um mundo para descobrir e desfrutar e assim, quer vivenciar tudo aquilo a que tem direito. Uma aprendizagem com altos e baixos que irá fazer toda a diferença na sua vida. A sua sexualidade também vai sendo abordada, em que ela explora a mesma, envolvendo o público num lado mais arrojado da narrativa.

Emma Stone fez um desempenho exemplar e fenomenal desde o início ao fim, apresentando todas as características peculiares e especiais da genuína Bella Baxter. Deu mesmo para ver que foi um grande desafio para a atriz que merece sem dúvida, todo o reconhecimento. Todas as expressões faciais e corporais necessárias para dar vida à personagem, Emma Stone fez na perfeição, criando uma ligação imediata com o espetador que fica encantado com a sua história.  

Divulgação: 20th Century Studios

Além disso, tanto Mark Ruffalo como Willem Dafoe estão de parabéns pelas suas interpretações espetaculares. Mark Ruffalo está na lista dos meus atores favoritos e posso dizer que este seu trabalho ultrapassou as minhas expetativas. Foi muito bom, ter a chance de ver uma vertente tão diversificada de representação, tanto de Mark Ruffalo, como de Willem Dafoe.

Este filme é uma comédia de humor negro de época muito divertida que tem uma dose de modernidade, onde tiveram a inteligência de criar o seu próprio universo com requinte, que foi vital para definir a história que estavam a contar. Este foi um mundo com uma enorme criatividade que foi construído do zero, onde a imaginação ganha vida própria e qualquer coisa, por mais estranha que seja, pode surgir no grande ecrã.

Os cenários que apresentavam a cidade de Lisboa conseguiram mostrar a essência e beleza deste local passado num ambiente mais vitoriano, mas ao mesmo tempo contendo elementos mais futuristas que trouxeram uma ótima combinação. E ainda, dando destaque ao pastel de nata, vinho do Porto e ao fado, através da voz fantástica de Carminho que fez uma participação bem bonita.   

Divulgação: 20th Century Studios

Depois possui técnicas de filmagem peculiares misturadas com uma tecnologia mais moderna, que resultam muito bem e são completamente diferentes daquilo que estaríamos à espera, pois estamos a olhar pela visão única do realizador. O argumento em si é entusiasmante. A fotografia está muito bem escolhida e é acompanhada por uma banda sonora estrondosa que fica no ouvido.   

Poor Things é uma obra-prima extraordinária, inovadora e hilariante pensada definida como fora da caixa que traz ao espetador, uma experiência cinematográfica gloriosa, inesquecível e mágica. Tem uma narrativa excêntrica no bom sentido, nas quais contém uma aventura exorbitante, sendo também dividida por cenas mais dramáticas e outras mais românticas. Não vão faltar situações extravagantes e engraçadas, e repletas de sentido de humor que vão cativar instantaneamente o público. Este é um filme que nunca tinha visto algo parecido, que irá ficar para a história do cinema e não irá deixar ninguém indiferente! Uma experiência única que não podem mesmo perder! 



sexta-feira, 28 de maio de 2021

Crítica ao filme "Cruella" da Disney, protagonizado por Emma Stone e Emma Thompson - uma ótima surpresa sobre a história de origem de uma das maiores vilãs do universo da Disney

 

Recentemente estreou o novo filme de imagem real, Cruella que não foi só lançado nos cinemas portugueses, mas também está disponível na Disney + com Acesso Premium a um custo adicional único. É capaz de ser um dos filmes mais esperados deste ano em que os fãs da Disney estavam com expetativas bem elevadas desta produção, incluindo eu e principalmente depois de ter visto o trailer. Será que este remake live-action vai surpreender o público?

Com a duração de 2 horas e 15 minutos, Cruella é feito a partir de um argumento de Dana Fox e Tony McNamara e com história de Aline Brosh McKenna, Kelly Marcel e Steve Zissis, mas é baseado em One Hundred and One Dalmatians (Os Cento e Um Dálmatas, em português), um romance de 1956 de Dodie Smith.

A realização fica à responsabilidade de Craig Gilespie, sendo o filme protagonizado por duas vencedoras do Óscar, Emma Stone (que também tem o papel de produtora executiva, juntamente com Glenn Close) e Emma Thompson. A banda sonora é criada por Nicholas Brittel que introduziu um conjunto de músicas muito bem escolhidas e adequadas ao tema que fez uma combinação imprevisível e acertado no seu produto final e Jenny Beavan tem a função relativamente ao guarda-roupa que foi sem dúvida, um papel em que fez um trabalho cuidadoso e bem criativo.

O elenco é constituído por Emma Stone (Estella/Cruella de Vil), Emma Thompson (Baronesa), Joel Fry (Jasper), Paul Walter Hauser (Horace), John McCrea (Artie), Emily Beecham (Catherine), Kirby Howell-Baptiste (Anita Darling), Mark Strong (John) e Kayvan Novak (Roger).

Divulgação: Disney Portugal e NOS AUDIOVISUAIS

Durante uma revolução do punk rock nos anos 70, esta história desenrola-se em Londres nos primeiros tempos rebeldes de Cruella de Vil, uma vilã fashionable e bem famosa que se destaca e deixa a sua marca por onde passa. Estella (Emma Stone) é uma jovem vigarista muito inteligente, determinada e criativa que quer criar o seu nome e também criar um impacto na moda através das suas roupas. Ela faz amizade com Jasper (Joel Fry) e Horace (Paul Walter Hauser), uma dupla de jovens ladrões que apreciam o seu apetite por problemas e unem-se para construírem uma vida nas ruas de Londres. Um dia, o talento que Estella tem para a moda destaca-se depois de uma criação inovadora feita por si numa montra de uma loja, chamando assim, a atenção da Baronesa (Emma Thompson) que é literalmente uma lenda no mundo da moda, mas é devastadoramente chique e assustadoramente elitista. O relacionamento entre elas vai causar um grande número de eventos e revelações que farão toda a diferença para que Estella abrace o seu lado mais perverso e se torne assim, numa estridente, elegante e vingativa Cruella. Que impacto vai criar a ligação entre estas duas mulheres na vida futura de Estella?

Este é um filme que mostra as habilidades incríveis e notórias de Estella como estilista ao mesmo tempo que vai retratando a história de origem desta vilã clássica da Disney que vai ser fundamental para se compreender as suas motivações para a vingança e conhecer todos os fatores que a fizeram se transformar na brilhante, extraordinária, destemida e enigmática Cruella com os seus comportamentos cruéis e impiedosos. Que melhor forma de conhecer a sua história do que ser a própria personagem a ser a respetiva narradora!  

Divulgação: Disney Portugal e NOS AUDIOVISUAIS

Desde muito nova que Estella tinha o sonho de se tornar numa estilista, mas para isso um dia acontecer, ela teve de percorrer um caminho cheio de obstáculos e de coisas a correr mal, chegando a um ponto que ela entra em conflito com o seu lado mais negro e malvado, ao mesmo tempo que tenta fazer o que acha que é mais correto, pois a sua mãe sempre fez os possíveis para que Estella tivesse um comportamento exemplar, mas infelizmente não foi isso que aconteceu para uma rapariga que sempre teve uma vertente mais rebelde e passou uma temporada a viver como uma fugitiva.

Depois de uma viagem pelo passado, nos anos 70 e na cidade de Londres, Estella é uma pessoa que dá para perceber que tem os seus traumas e não é lá muito boa da cabeça, mas não deixa de ser um génio no mundo da moda que passou por uma jornada mais difícil, em que ninguém lhe queria dar uma oportunidade para fazer vingar o seu nome, através das roupas que vai criando. Ela é sem dúvida, determinada, ambiciosa, esperta, animada e com um dom imperdível e imaginação suficiente para colocar os seus planos diabólicos em prática. Será que ela vai conseguir uma carreira promissora como designer e construir uma reputação consistente?

Com a performance brilhante de Emma Stone, ela apresenta uma Cruella exatamente como estávamos à espera, com requinte e com todos os elementos essenciais para ser uma lenda cativante e memorável. Assim, o espetador consegue identificar-se com esta mulher que passou por uma jornada bem complicada, desde muito nova e chegando a um ponto que ficamos a torcer por ela, mesmo que tenha comportamentos de loucura que podem vir a trazer o caos e até consequências bem específicas para ela e para as pessoas ao seu redor.

Divulgação: Disney Portugal e NOS AUDIOVISUAIS

A vida de Estella nunca mais será a mesma, principalmente quando se cruza no caminho da Baronesa, pois este relacionamento vai ser vital para apresentar a verdadeira essência de Estella que está cada vez mais próxima de se tornar naquela mulher icónica, divertida, vingativa e repleta de estilo que fica na memória de qualquer um, a famosa Cruella de Vil.

Depois de a Baronesa reconhecer a vertente artística de Estella para a moda, esta mulher poderosa contrata-a para colaborar na sua empresa e colocar o seu talento em prática, mas infelizmente esta jovem não leva créditos pelo seu trabalho e nem sempre é valorizada pelo mesmo. Mais tarde, Estella acaba por descobrir segredos sobre a Baronesa que vão influenciar não só o seu futuro, como estilista, mas também na sua própria personalidade e maneira de pensar. Uma coisa é certa! Mais cedo ou mais tarde, Estella vai conseguir obter respostas para muitos dos seus dilemas e dúvidas, mas também terá de enfrentar o seu passado para conseguir seguir em frente com os seus esquemas.

A história é constituída não só por uma parte mais dramática, mas também por momentos divertidos que faz com que o público se ria com as situações hilariantes e engraçadas que vão ocorrendo com as personagens. Temos a oportunidade de acompanhar a evolução imperdível de uma das maiores vilãs da Disney que vai continuar a dar que falar com a sua maldade e a sua personalidade bem peculiar e louca.

Divulgação: Disney Portugal e NOS AUDIOVISUAIS

Cruella é uma produção intrigante, arrebatadora e muito agradável que eu considero que é mesmo uma ótima fonte de entretenimento que foi tendo um bom desenvolvimento e vai cativar a pessoa desde o início ao fim, surpreendendo tudo e todos com as suas reviravoltas inesperadas e com a história de origem desta vilã que misturou drama com comédia, mas que ainda tem muito para dar. É constituída por um elenco fantástico que interpreta as suas personagens com respeito e qualidade, principalmente Emma Stone e Emma Thompson.

Na minha opinião, aquilo que se destacou foi sem dúvida, a banda sonora que foi sendo introduzida ao longo das diferentes cenas nas situações mais oportunas, os figurinos inovadores e as referências que fizeram o público ter uma viagem cheia de recordações sobre os conhecimentos que já tinha do futuro de Cruella.

Divulgação: Disney Portugal e NOS AUDIOVISUAIS

Para além disso, toda a combinação entre o guarda-roupa extravagante e lindíssimo com os cenários, maquilhagem e perucas foi fundamental para captar a atenção do espetador, principalmente devido a toda a elegância que foi sendo apresentada nas diferentes cenas dedicadas ao mundo da moda.

Cruella é uma das grandes surpresas deste ano que conseguiu criar um resultado final brilhante e impecável com uma magia bem especial e com uma imaginação suficiente e bem ao nível do universo da Disney que foi exatamente com o ritmo certo e com uma boa qualidade técnica que sem dúvida, não vai desiludir e por isso, eu aconselho a verem, pois será daqueles filmes live-action que ficarão na lista das melhores produções que a Disney criou nestes últimos anos e eu fico mesmo muito feliz por finalmente terem feito um filme inesquecível sobre uma das minhas vilãs favoritas.