Mostrar mensagens com a etiqueta Naomi Ackie. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Naomi Ackie. Mostrar todas as mensagens

domingo, 9 de março de 2025

A minha experiência incrível na World Premiere do filme Mickey 17 que ocorreu em Londres


Já imaginaram como seria terem a oportunidade de estarem presentes pessoalmente numa premiere mundial de um filme de Hollywood?

Como forma de promoverem os filmes, o elenco de cada produção juntamente com o seu realizador fazem parte de um tipo de tour de imprensa com diferentes destinos, onde divulgam o projeto, participando em sessões de visionamentos dirigidos aos fãs, conferências de imprensa e premieres organizadas em várias cidades. 

O número de paragens dessa tour vai sempre depender de vários fatores, seja o tipo de filme ou escolha da produtora. Mas, Londres, Paris, Berlim, Roma, Madrid, Nova Iorque, Los Angeles e Toronto são algumas das cidades que têm tido este tipo de eventos.  

No caso de Mickey 17, as premieres do filme que tiveram a presença do realizador e elenco ocorreram na Coreia do Sul, Londres (World Premiere), Berlim (Berlinale, o Festival Internacional de Cinema de Berlim) e Paris. 

No Verão de 2023, eu tive a oportunidade de estar presente ao vivo na Premiere em Londres do filme Oppenheimer que foi protagonizado por Cillian Murphy. Apesar do elenco ter estado por lá, o evento em si terminou mais cedo do que era esperado, porque foi nessa altura que se iniciou a Greve dos Atores de Hollywood e que durou uns largos meses. 




Fotografias exclusivas da red carpet da premiere

Assim, ainda não tinha tido uma autêntica experiência de uma premiere completa, mas com Mickey 17 tudo mudou. Numa das viagens que fiz a Londres, consegui ir à World Premiere deste filme de ficção científica que teve a presença do seu elenco que foi percorrendo a Red Carpet.

Londres é das cidades que costuma ser das escolhidas para este género de eventos e os fãs podem participar nestas premieres, através da Fan Area ou Fan Pen. A Fan Area é um local da red carpet pertencente à premiere, onde as pessoas podem estar perto dos atores, conhecê-los, pedir autógrafos e fotografias.

Neste evento, estiveram presentes o protagonista do filme Robert Pattinson, Mark Ruffalo, o realizador Bong Joon Ho, Steven Yeun, Naomi Ackie, Toni Collette, entre outros. Eles desfilaram a passadeira vermelha, responderam às perguntas dos apresentadores da premiere e à imprensa internacional. Contudo, ainda tiveram um tempinho para interagirem com os fãs.

Esta foi garantidamente uma experiência tão única, especial e inesquecível que teve os seus momentos mais loucos e foi repleta de adrenalina, surpresas e diversão! E ainda, tive a oportunidade de conhecer alguns dos atores deste filme surpreendente e um deles é um dos meus atores favoritos! Falo de Mark Ruffalo que entrou em "De Repente, Já nos 30!", um dos filmes que me tem sido uma referência desde a minha adolescência. Foi mesmo incrível ter tido esta chance que nunca esquecerei!

Estou mesmo muito grata por ter estado pessoalmente nesta premiere e que venham mais no futuro!

Por isso, posso garantir que as premieres são aquele tipo de eventos que podem ser imprevisíveis e onde todo o tipo de surpresas podem vir a acontecer. 

Se quiserem saber mais sobre este filme de ficção científica, podem ler a minha crítica AQUI!

E de seguida, partilho vídeos exclusivos da World Premiere de Mickey 17



sábado, 8 de março de 2025

Filme "Mickey 17" transporta-nos para uma viagem imperdível e alucinante que ganha novas dimensões

 

Já chegou um dos filmes mais aguardados do realizador sul-coreano, Bong Joon Ho. Mickey 17 é a sua nova produção de ficção científica e é uma adaptação do livro Mickey 7, de Edward Ashton. Bong Joon Ho também é o responsável pelo argumento e promete surpreender o público. O filme pode ser visto na plataforma de streaming da HBO Max.

O elenco é constituído por Robert Pattinson, Naomi Ackie, Steven Yeun, Toni Collette e Mark Ruffalo.

Na história, o improvável herói, Mickey Barnes (Robert Pattinson), vê-se numa circunstância extraordinária de trabalhar para um empregador que exige o compromisso absoluto com o trabalho…morrer para viver. Ele é um “descartável” cuja função é morrer e voltar a ser impresso. Cada vez que Mickey morre, a humanidade aprende algo novo.

Por isso, ele está mortinho para salvar a humanidade. Mas, será que ele leu a papelada toda e sabe exatamente o que significa ser um “descartável”? Terá Mickey tomado atenção a tudo aquilo que esta função implica?

Este acaba por ser o pior emprego do mundo, ou seja, sempre que morre em missão, ele é imediatamente impresso de novo, com todas as memórias intactas. E de seguida, está pronto para regressar ao trabalho e é praticamente garantido que irá morrer outra vez.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Isto acontece, porque na Terra, tudo estava a correr mal e ele queria sair de lá. Perante as dificuldades financeiras e como se sentia sem rumo e desesperado, Mickey decidiu embarcar como um membro da tripulação a bordo de uma nave espacial para fazer parte de um projeto de colonização de um planeta gélido, onde inscreveu-se como um candidato “descartável”, sujeitando-se assim, a uma série de experiências em que incluíam as tarefas mais perigosas. E que implicava morrer diversas vezes e de inúmeras maneiras. Seja qual fosse a forma que ele morresse, era logo impressa uma nova versão do seu corpo com as memórias sempre atualizadas.

Neste trabalho avassalador e bem solitário é exigido um compromisso absoluto com o mesmo, onde pode consumir totalmente a pessoa, tornando-se assim, num autêntico inferno combinado com toxicidade e com todo o tipo de venenos que possam existir. Pois, ele é exposto a radiações, inala gases tóxicos e ainda, é injetado com vacinas experimentais. Mas, não importa as consequências, porque aconteça o que acontecer, ele irá de seguida, renascer, quantas vezes forem precisas.  

Mickey é sem dúvida, um herói improvável e esta é a sua grande dádiva para a humanidade. Ele até pode ser considerado como um jovem vulnerável e tolo. E mesmo assim, apesar dos muitos desafios que enfrenta, ele acaba por sobreviver sem quebrar. Quando a sobrevivência da humanidade está em risco, Mickey está pronto para se sacrificar, quantas vezes forem necessárias. Nós acompanhamos um Mickey a lutar até ao fim.

Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo

A sua vulnerabilidade vai sendo apresentada ao longo desta história, sendo que ele tenta processar o que ele é e aquilo de que é feito. Mas, ao mesmo tempo, tem uma relação um pouco complicada com todas as suas versões anteriores e que às vezes é difícil de se descrever. Contudo, tudo muda quando surge inesperadamente o 18, porque ele tem de lidar com o facto da razão pelo qual ele foi a única versão que sobreviveu. E ainda, entender a complexidade da personalidade deste 18 que é muito mais destemido e corajoso do que ele. Eles são múltiplos, o que significa que a regra é serem todos exterminados. Será que o Mickey 17 e 18 vão ser exterminados?

Para além disso, também é retratado um planeta desconhecido designado por Niflheim que vai sendo testado para o projeto de colonização e Mickey é a chave para a sobrevivência da humanidade. Será que eles estão completamente sozinhos neste lugar ou já existem espécies nativas? A verdade é que eles estão acompanhados por umas criaturas com características muito peculiares que acabam por lhes dar uma lição muito útil para sobreviverem.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Mickey 17 é uma obra de arte ousada e surpreendente com uma identidade própria que nunca sabemos o que esperar e onde tudo pode acontecer. Esta é uma aventura sci-fi que é irreverente, hilariante e é constituída por um lado mais selvagem e outro mais cómico e irónico, sendo que se desenrola num ambiente futurista e cuja narrativa aborda dilemas éticos e humanitários, enquanto apresenta uma mensagem mais profunda e em certas situações numa perspetiva mais provocadora e até política. Por isso, acaba por tornar-se num filme relevante para os dias de hoje.

Este é um lugar distópico enrolado em opressão e violência que nos faz relacionar imediatamente com o mundo em que estamos a viver agora. Neste caso, este sítio é liderado por Kenneth Marshall, um político ambicioso e tirano que rapidamente traz à memória ditadores do passado. Este bilionário narcisista é desempenhado na perfeição por Mark Ruffalo que apresenta este antagonista como um ser desprezível que embarca numa viagem ao espaço para colonizar o planeta gelado Niflheim. Contudo, só lhe importa o poder e não tem qualquer tipo de limites.    

A narrativa em si é maioritariamente narrada pelo seu protagonista, sendo que desde o início conseguimos criar uma empatia imediata pelo Mickey, enquanto torcemos por ele. E ainda, acabamos por assistir, de acordo com o seu ponto de vista.

Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo

Um dos maiores destaques do filme vai para Robert Pattinson que interpreta ao mesmo tempo e de um modo brilhante, duas versões do Mickey com feitios e conflitos totalmente diferentes, apesar de ainda terem alguns pontos em comum. É muito interessante acompanhar a jornada dos dois, a própria dinâmica do Mickey 17 com o Mickey 18 e como cada um lida com Kenneth Marshall e outras personagens. A versatilidade de Robert Pattinson é espetacular e ele dá mesmo tudo nestes dois papéis bem desafiantes e acompanhado por um tom humorístico bem engraçado. Sinceramente, espero que Robert Pattinson venha a ser premiado por este seu trabalho que merece sem dúvida, o devido reconhecimento.  

Além disso, a trama representa os níveis a que pode chegar um programa de clonagem futurista e todas as suas implicações e questões éticas. E não nos podemos esquecer da questão mais vezes mencionada na história. Sim, falamos da insistência de Mickey 17 ser constantemente bombardeado com a pergunta “Qual é a sensação de morrer?”. Uma pergunta com a qual a maioria de nós acaba por ter de lidar, mais cedo ou mais tarde, principalmente perante um acontecimento traumático. De uma certa forma, acaba por ser um tema mais tabu. Porém, acaba por criar um género de reflexão sobre o assunto.  

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo

Mickey 17 transporta-nos para uma viagem imperdível e alucinante que ganha novas dimensões e é cheia de revelações, circunstâncias inesperadas e ainda, com sequências completamente loucas. Esta é uma experiência cinematográfica única e com uma visão excêntrica sobre a colonização, vinda da mente do icónico Bong Joon Ho que precisa de ser vista em IMAX e que nos mostra ângulos de filmagem criativos e um trabalho de realização inteligente.

Este filme de ficção científica é uma diversão garantida e é cativante em cada uma das suas cenas. Por isso, não percam! Aproveitem esta ótima fonte de entretenimento e venham de mente aberta!

Se quiserem saber mais sobre a minha experiência na World Premiere de Mickey 17 em Londres, podem Ver AQUI!



quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Filme "Blink Twice" - o que esperar deste thriller de terror psicológico?

 

Zoë Kravitz estreia-se como realizadora de longas-metragens com Blink Twice (Um Sinal Secreto, como título em português), onde irá proporcionar umas férias misteriosas que não irão deixar ninguém indiferente. Também é escritora e produtora deste projeto.

O elenco é composto por Naomi Ackie, Channing Tatum, Alia Shawkat, Simon Rex, Adria Arjona, Haley Joel Osment, Christian Slater, Kyle MacLachlan e Geena Davis.

Este thriller psicológico promete envolver os espetadores numa trama intensa, cheia de suspense e oferecer ainda uma visão intrigante, onde o perigo está sempre à espreita e o mistério se esconde à vista.

Esta trama inicia-se quando Slater King (Channing Tatum), multimilionário do ramo tecnológico, conhece Frida (Naomi Ackie), uma empregada de mesa, na sua gala de angariação de fundos, a chama acende. Ele convida-a a juntar-se a ele e aos seus amigos numa viagem de sonho à sua ilha privada. É o paraíso. Noites selvagens fundem-se em dias ensolarados e todos estão a divertir-se imenso. Ninguém quer que esta viagem acabe, mas à medida que coisas estranhas começam a acontecer, Frida começa a questionar a sua realidade. Há algo de errado neste lugar. Ela terá de descobrir a verdade se quiser sair desta festa viva.

O que parecia uma escapadela perfeita transforma-se rapidamente num pesadelo, com comportamentos estranhos e uma crescente sensação de desconforto.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal

Já imaginaram como seria se alguém que era considerada como invisível, e de repente e inesperadamente consegue chamar a atenção de um bilionário do setor tecnológico? E conquistou de uma tal forma, que acaba por ser convidada a passar com ele e com os seus amigos, uns dias de luxo na sua ilha privada. Parece algo tão improvável de acontecer, mas na realidade quando surge essa oportunidade, a pessoa até desconfia não? Contudo, Frida simplesmente aproveitou e seguiu viagem com pessoas desconhecidas, esperando apenas uma enorme diversão e sem pensar em possíveis consequências.

Para imergimos melhor na história, temos Slater King, um bilionário da tecnologia, conhecido pelo seu estilo de vida extravagante e um dia, ele resolve comprar uma ilha para escapar temporariamente da realidade. No entanto, rapidamente toma um rumo inesperado, mergulhando numa atmosfera de tensão.

E depois temos a Frida, uma empregada de mesa à procura de umas férias. E vê no convite de Slater essa oportunidade. Mas à medida que Frida se adapta ao ambiente luxuoso, começa a notar sinais alarmantes que a levam a questionar a verdadeira natureza dos eventos ao seu redor. O que parecia um sonho perfeito revela-se cada vez mais ameaçador, conduzindo Frida por uma jornada de descobertas inquietantes e revelações perturbadoras.        

Apesar de ser uma narrativa ficcional, infelizmente ainda existe uma possibilidade deste tipo de situações acontecerem na vida real e até pessoas identificarem-se na pele. Por isso, pode não ser um filme aconselhado para todos, pois aborda temas intensos e até cenas de violência, nos quais inclui violência sexual.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal

Blink Twice é uma viagem louca e surreal por um thriller psicológico que tem muitos elementos surpresa e está cheio de traumas, caos, tensão e mistério, sendo que apresenta uma perspetiva da forma como pode ser usado o abuso de poder, como as ações têm as suas próprias consequências e o efeito devastador de como a diversão pode ultrapassar todos os limites. Algumas personagens são facilmente dispensáveis, sendo que não conseguiram criar qualquer tipo de impacto. Além disso, mesmo que considere uma produção bem realizada e com um bom nível de criatividade no modo como executaram cada cena, a história em si acaba por ser previsível. Porém, não tira a vontade do espetador querer continuar a acompanhar o que vai acontecer de seguida e até de imaginar o seu desfecho. E também tem o seu lado mais estranho e selvagem, mas de um modo que beneficia a história que está a ser contada.

Este é um filme envolvente repleto de fotografias para a posteridade que cria um interesse imediato desde o início e que é tratado como se fosse um puzzle, onde vão sendo introduzidas pistas que são fulcrais para construir este jogo perigoso, em que a sanidade mental é colocada em causa. E basta, um simples sinal secreto para que tudo mude de uma vez por todas e que pode fazer toda a diferença. Uma coisa é certa! Para vencer, a pessoa tem de sobreviver a todo o custo, não importa o que tenha de fazer. E quem sabe, o prémio deste jogo possa ser muito maior do que escapar e sair viva desta ilha privada com os seus encantos, mas onde este local remoto acabou por testemunhar muitos segredos aterrorizantes e traumatizantes.

Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal   

Blink Twice também transmite uma mensagem pertinente e de chamada de atenção para a importância de o indivíduo lidar com os seus traumas e os cuidados que as pessoas devem ter, caso algo do género possa vir a acontecer, incluindo os sinais que muitas vezes estão à nossa frente e no início não nos apercebemos. Muitas vezes, nem tudo é o que parece ser. E este foi um desses casos, onde inicialmente parecia ser muita diversão à mistura, mas que na realidade acabou por se transformar em algo muito pior.  

No entanto, para quem gosta de thrillers de terror psicológicos é uma boa aposta que tem a capacidade de num mero piscar de olhos, tudo mudar radicalmente e ainda, de surpreender à sua maneira! E que futuramente, venham mais projetos realizados por Zoë Kravitz!