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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Crítica ao filme "As Ovelhas Detetives" protagonizado por Hugh Jackman e com uma história focada num crime por resolver

Ao lado de Hugh Jackman, temos As Ovelhas Detetives (The Sheep Detectives, como título original). Esta é uma aventura que tem a realização de Kyle Balda e que é baseada no romance best-seller “Three Bags Full”.

Nesta nova e espirituosa história de mistério, George (Hugh Jackman) é um pastor que todas as noites lê romances policiais às suas queridas ovelhas, acreditando que elas não conseguem compreender. Mas quando um incidente misterioso vem perturbar a vida na quinta, as ovelhas apercebem-se de que têm de se tornar detetives. Ao seguir pistas e investigar suspeitos humanos, provam que até as ovelhas podem ser brilhantes solucionadoras de crimes.

Resumindo, um mistério abala esta quinta. O pastor destas ovelhas foi assassinado e são estes animais que decidem resolver o crime. Estas ovelhas precisam de entrar em ação para descobrir a verdade. Cada pista ajuda-as a chegar mais perto de decifrar este mistério. O surpreendente disto é que, quando tudo muda, o rebanho prova que até consegue investigar melhor do que os próprios humanos.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

Já imaginaram como seria se fossem meras ovelhas a não tolerarem assuntos por resolver e a darem dicas para a resolução de um homicídio? A verdade é que colocar um cenário desses em prática até tem a sua piada.

Agora, será que as ovelhas têm inteligência para resolver um crime? Uma coisa é garantida! Não são simples animais que não marram, a não ser que haja uma boa causa para se marrar. E cada uma das ovelhas têm a sua peculiaridade que poderá ser útil para revelar o assassino.

Há quem acredite que a felicidade surge nas pequenas coisas. E na opinião de George Hardy, o segredo para a sua felicidade é tomar conta de ovelhas. Ele é completamente feliz como pastor e a sua rotina diária não lhe cansa. É uma vida simples, no qual todos os dias, ele lê em voz alta para as suas ovelhas, histórias de detetives ou mistérios, sendo que quer acreditar que elas estão a acompanhar a história.

Apesar de ele não saber, estas ovelhas estavam tão atentas e curiosas com estas narrativas e o seu desenrolar. E quem sabe, até poderiam estar a aprender alguma coisa com isso.

No entanto, para lidarem com esta investigação, as ovelhas vão ter de enfrentar os seus medos e perceber que a vida real é mais complicada do que um livro. E que quando acontece algo de mal, não podem simplesmente carregar no botão e esquecerem-se.

Divulgação: Sony Pictures Portugal e Big Picture Films

As Ovelhas Detetives é uma ótima surpresa, onde é apresentada uma visão pouco usual do que é vermos pelo olhar de um rebanho. É um filme para toda a família que nos faz juntar a este rebanho, testemunhando os seus momentos mais engraçados, os seus receios ou as suas pequenas conquistas. E ainda, introduzindo uma nova espécie de mistério.

Temos aqui um rebanho invulgar a colocar em prática o que foram aprendendo sobre histórias de detetives. E a serem eles próprios a resolver um crime, passando por todos os passos necessários. Procuram por pistas, identificam os vários suspeitos, tentam expor o que estarão os humanos a esconder e descobrem o motivo para matarem o pastor delas.

Enquanto isso, sempre que acontece algum desenvolvimento interessante no caso, lá estão as ovelhas na vila a observar e a transmitir os seus sinais. E até se torna, por vezes, bem caricato.

As Ovelhas Detetives fazem-nos sair imediatamente da nossa realidade e simplesmente aproveitar esta aventura para descontrair. Não vai faltar comédia, mistério, ação e cenas fofinhas. Para além disso, este filme apresenta uma localização bonita. Concluindo, também entrega uma história genuína cheia de esperança e ternura que nos traz boa-disposição e que consegue entreter desde a sua primeira cena.  

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

"A Pequena Sereia" é um live-action original que é mágico à sua maneira e já podem ver na Disney+

 

Depois de uma temporada passada nas salas de cinema, A Pequena Sereia (The Little Mermaid, como título original), um dos live-actions originais da Disney mais falados dos últimos tempos já chegou à plataforma da Disney+. Com a duração de 2 horas e 20 minutos e a realização de Rob Marshall, esta produção tem no elenco: Halle Bailey, Daveed Diggs, Awkwafina, Jonah Hauer-King, Javier Bardem e Melissa McCarthy.

Esta é uma obra que recria a história de Ariel, uma curiosa sereia que deseja experimentar a vida em terra e, contra a vontade do pai, visita a superfície. Ariel vive uma inesperada jornada de autodescoberta ao encontrar um príncipe, uma bruxa do mar e um incrível novo mundo.

Ariel, uma bela e corajosa jovem sereia com sede de aventura é a mais nova das filhas do Rei Tritão e a mais desafiadora, anseia por descobrir mais sobre o mundo além-mar e, enquanto visita a superfície, apaixona-se pelo belo Príncipe Eric. Como as sereias estão proibidas de interagir com humanos, Ariel deve seguir o seu coração. Ela faz um acordo com a malvada bruxa do mar, Úrsula, que lhe dá a hipótese de experimentar a vida em terra, mas acaba por colocar a sua vida e a coroa do seu pai em perigo.

O mundo encantado da Disney faz-nos sonhar de um modo tão peculiar e ainda, dá-nos força para ter esperança e nunca desistirmos de lutar pelos nossos desejos.

Desde muito cedo que acompanhei as produções da Disney, onde elas são desenroladas em diferentes lugares mágicos e preenchidos com personagens carismáticas. Contudo, a Pequena Sereia sempre teve um cantinho especial no meu coração, pois teve a capacidade de me inspirar de diversas formas. E ao mesmo tempo, também ensina uma lição muito importante que fica marcada na memória.

Divulgação: Disney

Quando surgiu o anúncio de que se ia fazer um live-action da Pequena Sereia, fiquei reticente que não fosse fiel ao original. E depois podia vir a ser incorporada com uma grande transformação, levando a perder o sentido na história em si. Antes da estreia foi comentada diversas vezes as possíveis alterações que pudessem vir a surgir e acabou mesmo por dividir opiniões.

Este filme familiar combinado com romance, fantasia e com uma dose de musical mantém a essência original desta sereia que cria uma conexão com quem está a ver. Foi constituído por uma história bonita e fluída, sendo realizada a um bom ritmo e juntando uma ótima banda sonora. Tem uma identidade própria que pode ser ligeiramente diferente, relativamente ao filme animado. Mas, não é algo que incomode a experiência do espetador.

Dá para perceber que tudo é feito com coração, tendo atenção aos detalhes mais relevantes. E também o próprio elenco fez um ótimo trabalho a adaptar estas personagens tão ricas e fascinantes.

Divulgação: Disney

Um dos principais destaques vai para a interpretação que Halle Bailey fez da Ariel que conseguiu criar uma empatia imediata e surpreender com o seu carisma. Nas cenas em que ela cantava, esta atriz brilhou instantaneamente com a sua voz tão natural, bonita e fantástica. Isso fez com que prendesse a atenção do público e trouxesse um ambiente mais intimista e alegre para a cena em si. Apesar de algumas serem músicas bem conhecidas, a Halle Bailey fez uma versão própria, mas que resultou muito bem.

Num geral, acompanhar esta visão mais recente desta sereia que tanto amamos tornou-se numa boa experiência e num tempo bem passado. Mesmo assim, a minha memória desta jovem genuína será sempre associada ao seu filme clássico animado que continua a ser tão marcante em mim, por mais vezes que possa vir a rever.    

A Pequena Sereia é um live-action original que é mágico à sua maneira, nos quais trouxe boas surpresas e é uma ótima opção para toda a família. Tem uma história divertida que representa o amor verdadeiro, nos faz sonhar e ainda, acreditar no amor e na bondade que pode existir neste mundo. E também transmite uma mensagem poderosa e pertinente que vai sem dúvida, continuar a fazer a diferença na vida de cada um de nós!