Depois
de várias adaptações da heroína kryptoniana, chegou o momento de conhecermos a Supergirl
protagonizada por Milly Alcock.
Este
filme realizado por Craig Gillespie é baseado na aclamada série de banda
desenhada “Supergirl: Woman of Tomorrow” de Tom King e Bilquis Evely. O argumento
é de Ana Nogueira.
Para
além de Milly Alcock no duplo papel de Supergirl/Kara Zor-El, o elenco é
composto por Eve Ridley como Ruthye Marye Knoll, Matthias Schoenaerts
como o vilão Krem of the Yellow Hills, Jason Momoa como Lobo, e
David Corenswet, que está de volta com o papel de Superman. Emily
Beecham e David Krumholtz também fazem parte, interpretando os pais de Kara,
Alura e Zor-El.
Nesta
narrativa, quando um adversário implacável e inesperado atinge algo demasiado
próximo de casa, Kara Zor-El, também conhecida como Supergirl,
une forças, ainda que com relutância, com uma companheira improvável numa
jornada épica e interestelar movida por justiça e vingança.
Nesta
ameaça, Kara não responde com discursos inspiradores. Responde com
raiva, com atitude e com música alternativa a tocar de fundo.
Kara
Zor-El não é o Superman.
Não é aquilo que a pessoa esperava. Mas ela não quer saber da opinião de ninguém.
Supergirl tem superpoderes, um cão adorável e uma bagagem emocional que
nenhum cabo de aço consegue segurar. Cresceu com o peso de um nome impossível
de carregar, numa galáxia que espera que ela seja perfeita — e decidiu que não.
Antes
de tudo, esta é considerada como uma história de crescimento, de identidade e
de uma rapariga que está a descobrir quem é enquanto salva o universo.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
O
ponto de vista referido de seguida, não terá comparações com o material
original pelo qual foi baseado. Como não vi, a minha opinião será de acordo com
aquilo que foi apresentado neste filme.
Esta
nova visão de Kara Zor-El foi inicialmente apresentada no filme mais
recente do Superman que introduziu David Corenswet no papel deste
super-herói. Mesmo que tenha aparecido por breves instantes, Kara Zor-El
cria imediatamente uma vontade para se conhecer melhor a sua jornada,
acompanhada pelo seu adorável cão Krypto.
Apesar
de não ter grandes expetativas iniciais e de ter assistido a outras adaptações
de Supergirl, tinha curiosidade em ver se teríamos algo refrescante ou
até mais do mesmo.
Desta
vez, temos uma Kara Zor-El dura e imprevisível com os seus traumas, destroçada,
perdida e ainda, com dificuldades em encaixar-se, depois de ter sido obrigada a
fugir do seu lar. Mesmo com o apoio do seu primo, Kal-El, a sua
adaptação tem tido os seus desafios e parecia que a sua solução seria viajar
por diferentes planetas. E embebedar-se naqueles, em que ela não tinha poderes
para que assim, pudesse sentir algo.
Ela
até podia ter sobrevivido à queda de Krypton. Porém, decidiu que não
iria dar satisfações a ninguém, nem vestir a capa e assim, não salvaria ninguém.
Um
dia, ela conhece Ruthye Marye Knoll, uma rapariga que tinha acabado de
perder os pais e com uma sede de vingança para encontrar o culpado. Por isso, estava
decidida a fazer justiça pelas próprias mãos.
Acrescentando a isso, o seu amor de quatro patas corre risco de vida e só ela o pode salvar. Será que é desta que Kara Zor-El vai sair da sua bolha de auto-destruição? E finalmente, seguir o caminho que era suposto?
Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo
Supergirl é daqueles filmes de super-heróis que
é dinâmico, tem momentos de ação na dose certa e que vai entreter. Mas, falta-lhe
a capacidade de transmitir emoção. Pessoalmente, esperava que fosse uma
história com um tom mais emocionante. E infelizmente, são percetíveis os erros no
argumento e muitas das personagens seriam facilmente descartáveis.
Tanto
Milly Alcock, como Jason Momoa fizeram um trabalho bastante competente e
aproveitaram ao máximo, a partir daquilo que lhes deram. E dessa forma, conseguiram
prender a atenção do público. Cada um à sua maneira.
No
caso de Milly Alcock, ela fez uma boa performance desta heroína kryptoniana,
onde temos a possibilidade de conhecer brevemente mais camadas da sua
personalidade, principalmente os efeitos que os seus traumas têm tido nas suas escolhas
mais recentes. E como ela tenta não se importar com nada, mas na realidade, não
é bem assim.
Vemos
uma visão bem diferente daquilo que já nos foi mostrado noutras adaptações,
sendo que mesmo assim, acaba por complementar muito pouco à sua história. E
isso, também foi devido a não ter existido aqui um grande desenvolvimento da personagem.
Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo
Uma
das partes que mais apreciei neste filme foram as cenas partilhadas entre ela e
o Krypto que elevaram mais a história. Acho que se tivessem adicionado
mais cenas entre ambos e do próprio Krypto, então teria sido, sem
dúvida, uma mais-valia.
Além
disso, há que também realçar as cenas protagonizadas por David Corenswet, como Superman.
Ele adiciona um lado mais ternurento e traz de volta, a ligação e a preocupação
genuína de Kal-El com Kara Zor-El.
Já
em relação ao Jason Momoa, ele dá vida ao implacável caçador de recompensas com
o nome de Lobo. Uma personagem bastante interessante, onde em cada cena
em que participa, ele é a estrela. E dá mesmo para se perceber que o ator se
estava a divertir muito neste papel. Teria sido benéfico, se ele tivesse
surgido mais vezes no ecrã. Agora, é esperar que possamos ter mais
oportunidades para vê-lo como Lobo.
Supergirl tinha potencial para se tornar num
grande destaque, mas o seu produto final acaba por ser nada de especial. E
poderá correr o risco de vir a se tornar num filme que vários espetadores
acabam mesmo por esquecer.
Mesmo assim, isso não tira a vontade de querer continuar a acompanhar as aventuras de Supergirl na companhia de Krypto e ainda, a partilhar o ecrã com o Superman.





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