Wuthering
Heights (O Monte dos
Vendavais, como título em português) é a nova adaptação de um clássico
intemporal e romance homónimo de Emily Brontë que redefiniu para sempre a ideia
de amor absoluto. Depois desta obra já ter tido várias adaptações, agora temos pelas
mãos de Emerald Fennell e protagonizada por Margot Robbie e Jacob Elordi.
E
a sua estreia ocorreu na semana em que se celebra o Dia de São Valentim e o
amor para que assim, possa arrasar e proporcionar ao público uma história
inesquecível. Aqui, a paixão e a intensidade das emoções desafiam todos os
limites e nos deixam apenas com uma certeza: levar-nos à loucura perante um
encontro inesquecível com esta dupla.
O
elenco também é composto por Shazad Latif, Alison Oliver, Hong Chau, Martin
Clunes, Ewan Mitchell e Owen Cooper.
Nesta
visão contemporânea e arrojada de uma das maiores histórias de amor de todos os
tempos repleta de desejo, amor e loucura, é-nos apresentada Catherine
(Margot Robbie) e Heathcliff (Jacob Elordi) que são unidos por um amor
proibido e obsessivo. E que, depois se entregam ao desejo sem limites, numa
relação que desafia todas as regras e consome tudo à sua volta.
Desde
muito novos que eles criaram uma cumplicidade única que os fez depender cada
vez mais da companhia um do outro. E quando chegaram à idade adulta, parecia
que já não conseguiam resistir um ao outro, apesar de não quererem admitir o
mesmo.
Depois
há um dia que surge um vizinho muito rico que iria mudar a vida deles para
sempre.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Esta
versão de Wuthering Heights é ousada e envolvida num romance apaixonante,
intenso e cheio de sensualidade e tensão sexual que vai surpreendendo o público,
principalmente por apresentar uma perspetiva mais criativa daquilo que já foi
visto anteriormente. E ainda, trazer um tom mais moderno à produção em si.
Apesar
de já se ter sido comprovado que não é totalmente fiel ao seu romance original,
acaba por ser interessante acompanhar esta visão de Emerald Fennell que atrai o
olhar do espetador.
Em
relação à interpretação de Margot Robbie e Jacob Elordi, eles fizeram um ótimo
trabalho, sendo que a pessoa tem vontade de ser testemunha deste amor
imprevisível e assim, cria alguma empatia por cada um deles. E houve alturas em
que bastou um simples olhar para se perceber o que eles estavam a sentir e como
inúmeras vezes resistiram aos seus sentimentos.
Para
mim, o maior destaque deste filme é sem dúvida, a nível visual. Os figurinos usados
necessitam de serem elogiados e foram vários os ângulos de filmagem que apresentaram
cenas maravilhosas deste monte que nos faz viajar juntamente com eles e
apreciar a beleza única deste lugar enrolado em chuva, nevoeiro e vento. E as
cenas que mais cativam e atraem, pois até criam algum mistério para quem está a
ver, são aquelas em que o nevoeiro e a chuva estão presentes em grande
intensidade.
Claro
que toda esta minha análise é de acordo com alguém que não leu o material
original e que por isso, decidiu ir assistir a esta visão, sem muitas
expetativas e de mente aberta. Contudo, esperava algo mais escaldante,
inesperado e emocional.
Mesmo
assim, este Wuthering Heights dos tempos modernos consegue proporcionar
um bom entretenimento, deixando algum do público a suspirar. E visualmente,
fascinou-me e transportou-me automaticamente para esta beleza natural.
Além disso, acredito plenamente que será um filme que muitos irão querer rever no futuro e passa a ser uma opção para verem principalmente no Dia de São Valentim ou noutra altura com a respetiva cara-metade.



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