Good
Luck, Have Fun, Don’t Die
é a nova comédia apocalíptica irreverente realizada por Gore Verbinski que
pretende combinar ação, ficção científica e sátira contemporânea.
O
elenco é composto por Sam Rockwell, Juno Temple, Haley Lu Richardson, Michael
Peña, Zazie Beetz, Asim Chaudhry e Tom Taylor.
A
premissa é bem simples: um homem vindo do futuro entra num restaurante para
recrutar um grupo improvável de civis e impedir uma catástrofe provocada, tanto
pela Inteligência Artificial (IA), como pelas redes sociais. Este enredo transforma
um encontro comum num loop temporal delirante sobre tecnologia, manipulação
algorítmica e o destino da humanidade.
Perante
uma noite escura e abafada em Los Angeles, temos um restaurante americano à
pinha. De repente, um homem (Sam Rockwell) entra de rompante com um detonador
na mão e afirma vir do futuro. É a 117.ª vez que regressa com o mesmo aviso.
Antes que o tempo acabe, precisa de convencer um grupo de clientes completamente
improváveis a ajudá-lo a impedir um apocalipse de IA e salvar a humanidade dos
perigos das redes sociais. O problema? Está tudo contra eles: desde
desconhecidos céticos e adolescentes viciados no scroll, até monstruosidades
algorítmicas fora de controlo. Ainda assim, se este grupo improvável consegue unir-se,
talvez o mundo tenha uma hipótese… Ou talvez não!
Divulgação: NOS Audiovisuais
Já
imaginaram como seria uma pessoa estar simplesmente a conviver ou a descontrair
num diner, quando do nada, surge um homem a ter um discurso incomum sobre
conspirações do futuro e a dizer coisas sem sentido, enquanto ameaça que pode
detonar os explosivos que tem à volta do seu corpo. Qual seria a melhor reação?
Ignorar? Ou então, entrar na brincadeira para que se possa sair vivo deste
estabelecimento? Afinal, qual seria a decisão mais lógica? Isso é uma das primeiras
coisas que ficamos logo a questionar.
Agora,
o que inicialmente parecia ser um assalto, revela-se uma proposta muito mais
estranha: ele tinha de recrutar a combinação certa de pessoas entre os clientes
presentes para embarcar numa missão noturna para salvar o mundo de uma
inteligência artificial. Para isso acontecer, ele achou que era preciso apenas
um pouco de persuasão e a ameaça “suave” de explodir todo o diner para assim,
garantir os voluntários.
De
seguida, esta equipa bastante diversificada mergulha numa aventura distópica
envolvida numa corrida constante contra o tempo. Ao longo desta jornada, iriam
encontrar desde adolescentes zumbis, bonecos robôs a andarem descontrolados e
todo o tipo de outras coisas bizarras bem furiosas. Será que é esta a equipa que
vai sobreviver, depois das inúmeras tentativas deste homem lunático e peculiar?
E será que a missão vai ser bem-sucedida? Muito pode acontecer, mas quem sabe,
este grupo de pessoas até pode vir a ter uma prestação diferente da esperada.
Divulgação: NOS Audiovisuais
Good
Luck, Have Fun, Don’t Die
é uma viagem louca, ousada e explosiva que abana o espetador para acordar para
a realidade crua e dura dos tempos atuais, a nível do uso excessivo da
inteligência artificial, sendo que não é nada subtil a apresentar a frustração que
existe perante este tema. Esta é uma produção com um design de produção e
cinematografia que atrai quem está a ver, uma banda sonora no ponto e em que
também mistura ação, aventura, ficção científica e comédia, enquanto incita à
discussão sobre a evolução da tecnologia e os perigos associados.
O
que não faltam são produções que exploram os riscos e a ameaça que a
inteligência artificial pode vir a tornar-se para a humanidade. Porém, nenhuma
delas faz do modo que esta aventura de ficção científica: traz uma maior
criatividade, é imprevisível e não tem filtros em apresentar a sua visão
acompanhada por humor negro e caos.
Uma
das grandes intenções deste filme é criar reações no espetador, mostrando de
uma forma singular, mais agressiva e por vezes, perturbadora, a sua mensagem
que depois vai ganhando força, à medida que a narrativa se desenrola. É por
isso que automaticamente, há quem acabe por refletir esta chamada de atenção
que cumpriu com o seu propósito, mesmo que o método possa não ter sido o melhor.
Mas, às vezes em certas situações, pode não haver outra opção.
A
história em si contém um ritmo adequado que consegue cativar e não chega a ser
cansativa, pois tem os seus momentos eletrizantes, ridículos, exagerados ou
malucos que vão entretendo e criando interesse no que vai ocorrer de seguida.
Além
disso, foi esperto dividi-la em atos para nos darem contexto e assim, conhecermos
melhor as personagens e o respetivo estado de espírito, antes de se cruzarem
com o homem do futuro. Também foi uma excelente ideia, introduzirem uma
personagem que era extremamente alérgica à tecnologia e como esta poderia vir a
ter um papel importante no desenvolvimento desta narrativa. No entanto, houve
personagens irritantes que eram facilmente dispensáveis e que na minha opinião,
não acrescentaram grande valor ao enredo.
Good
Luck, Have Fun, Don’t Die
que marca o regresso do realizador Gore Verbinski não deixa ninguém indiferente
com a sua insanidade, honestidade e mensagem, sendo que proporciona na
companhia do grande Sam Rockwell, uma experiência diferente, por vezes divertida
e de certa forma, caótica. Mas, que até é interessante para quem quiser assistir,
a algo um pouco fora da caixa.

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