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terça-feira, 11 de março de 2025

Filme "Black Bag" - o que esperar desta produção de espionagem que encaixa um thriller num drama

 

Vamos a um mais filme em que os protagonistas são um grupo de espiões?

A Universal Pictures apresenta Black Bag realizado por Steven Soderbergh. O elenco é composto por Michael Fassbender, Cate Blanchett, Tom Burke, Marisa Abela, Regé-Jean Page, Naomie Harris e Gustaf Skarsgård.

Nesta trama, quando a agente de inteligência Kathryn Woodhouse (Cate Blanchett) é suspeita de ter traído a nação, o seu marido que é também um agente lendário enfrenta o derradeiro teste decisivo entre ser leal ao seu casamento ou ao seu país.

Por isso, um dos principais agentes da inteligência britânica tem de investigação uma grave violação de segurança.



Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Existem situações em que é preciso um espião para caçar outro e este é um desses casos.  

Uma das piores coisas que pode acontecer numa agência de inteligência especial é se um dos seus operativos cometer algum ato de traição. E algo que é bastante difícil de se fazer é apanhar um espião, pois uma das suas maiores habilidades é saber mentir.

Depois de se saber que há um traidor nesta agência de inteligência secreta que poderá estar prestes a vender um ativo e que pode criar um enorme risco de segurança nacional, se cair nas mãos erradas. Assim, o agente mais competente e eficaz é chamado ao serviço para descobrir a identidade da pessoa responsável por este ativo desaparecido.


Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

George Woodhouse (Michael Fassbender) é um agente de elite do altamente secreto Centro Nacional de Cibersegurança (NCSC) do Reino Unido e tem apenas uma fraqueza: a sua devoção inabalável à esposa. Encarregado da missão sensível e urgente de descobrir um espião infiltrado na agência antes que este possa ativar um destrutivo vírus informático chamado Severus, George recebe uma lista de suspeitos. 

Esta lista contém cinco suspeitos, mas o que George Woodhouse não imaginava é que um desses suspeitos fosse a sua própria mulher. Será que George vai conseguir separar o seu serviço ao país do seu casamento? Este poderá ser um dos maiores dilemas que ele terá de lidar.

Black Bag é daquelas histórias de espionagem que ocorrem maioritariamente em Londres e que encaixa um thriller num drama, sendo que consegue atrair o seu espetador a acompanhar tudo o que está a acontecer, através da forma de como vai sendo desenvolvido. Não há tanta ação como se esperaria numa produção de espionagem, pois acaba por ser mais focado na investigação, manipulação, engano, traição e na conversa tensa entre cada uma das personagens. Mesmo assim, não faz diferença, porque acaba por ser interessante criar um conteúdo não tão usual e ao mesmo tempo, mais original.  


Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

É curioso assistir às técnicas pouco vulgares de interrogatório que são apresentadas nesta narrativa, principalmente porque são criativas e até inteligentes. Inicialmente, pensamos que não faz sentido o modo como as conversas entre George Woodhouse e os suspeitos vão-se desenrolar. Porém, de seguida, acaba por ser pertinente como as perguntas e comentários dele podem combinar com toda a eficiência. E isto tudo é tratado como um jogo, mesmo que a vida de cada um estar em perigo.

Já imaginaram como um simples jantar social pode tornar-se numa autêntica armadilha, onde nenhum dos convidados está a salvo?

Acredito que este filme tinha potencial suficiente para ter sido mais bem aproveitado e a principal razão é pelo seu resultado ter sido mais previsível do que esperado inicialmente. Podia ter havido mais intrigas, reviravoltas e até o caso em si, ser mais difícil de se solucionar. Além disso, acho que também perdeu o seu encanto quando um determinado agente era questionado sobre uma determinada questão e a resposta era simplesmente um código designado por Black Bag, ou seja, era tudo altamente secreto e não podia ser revelado. E ainda, algumas das suas personagens tornam-se irritantes e facilmente esquecíveis.

Contudo, isso não tira a vontade da pessoa ver, porque acaba por cumprir com o seu propósito que é entreter o público. Será que Black Bag é daqueles filmes que basta uma vez para ser visto ou até poderá criar interesse no público em rever mais do que uma vez? Uma coisa é certa! Não criem qualquer expetativa e simplesmente aproveitem este filme de espionagem com algum drama à mistura.  


sexta-feira, 9 de agosto de 2024

Filme "Borderlands" - o que devemos esperar da adaptação desta franquia de videojogos

 

Do produtor de Uncharted, Homem-Aranha e Venom chega Borderlands que é realizado por Eli Roth, tendo sido baseado numa das franquias de videojogos mais vendidas de sempre.

No elenco, temos Cate Blanchett, Jamie Lee Curtis, Kevin Hart, Ariana Greenblatt, Florian Muntenu, Edgar Ramírez e Jack Black.

Tudo começa com Lilith (Cate Blanchett), uma infame caçadora de recompensas com um passado misterioso, regressa a Pandora, o planeta mais caótico da galáxia. A missão é encontrar a filha desaparecida de Atlas (Edgar Ramírez), o SOB mais poderoso do universo. Lilith forma uma inesperada aliança com uma equipa de desastrados – Roland (Kevin Hart), um experiente mercenário em busca de redenção; Tiny Tina (Ariana Greenblatt), uma incrível demolidora pré-adolescente; Krieg (Florian Munteanu), o musculoso protetor de Tina; Tannis (Jamie Lee Curtis), a excêntrica cientista que já viu de tudo; e Claptrap (Jack Black), um robot muito esperto. Juntos, estes improváveis heróis vão combater uma espécie alienígena e perigosos bandidos para descobrir um dos segredos mais explosivos de Pandora. O destino do universo pode estar nas mãos deles – mas eles lutarão por algo mais poderoso: uns pelos outros.

Preparados para conhecer de perto o planeta Pandora, considerado como o planeta mais caótico da galáxia? Esta é uma das franquias que teve a chance de ter uma adaptação para o grande ecrã, criando alegria para muitos amantes dos videojogos. No entanto, será que cumpre realmente com o seu propósito?

Borderlands é um autêntico caos, mas não no bom sentido, sendo que não há uma consistência na própria história e o que não falta são falhas consecutivas em várias situações. Até pode ser engraçado de se ver num aspeto visual, mas não é o suficiente para criar interesse naquilo que se está a ver. E chega a um ponto que é demasiado artificial, exagerado e cansativo de se assistir. Infelizmente, não conseguiu aproveitar a riqueza e potencial que o material original possuía.

Esta é daquelas produções que me criou uma curiosidade imediata após ter visto o seu trailer, mas neste caso não correspondeu às expetativas que tinha inicialmente.

Se tivesse de escolher qual seria a parte do filme que possa ter captado uma maior atenção, eu diria provavelmente os últimos 15 a 20 minutos do mesmo. Contudo, mesmo assim, não foi suficiente para proporcionar uma experiência positiva e acabou por se transformar numa confusão forçada cheia de problemas que o próprio elenco não conseguiu salvar.

Borderlands pode conter uma aventura com alguma maluquice, ação e inúmeras explosões pelo meio, mas o seu resultado não convenceu e perdeu-se completamente desde o início ao fim.