Wildwood (Floresta Mágica, como título
em português) é o filme de animação stop-motion mais longo, ambicioso e desafiante produzido pelo estúdio da Laika, uma referência e
especialista mundial neste estilo de animação que tanto nos entregou produções de
animação emblemáticas!
Dos
criadores de Coraline e realizado por Travis Knight, Wildwood tem
um elenco de vozes originais constituído: por Peyton Elizabeth Lee, Jacob Tremblay,
Carey Mulligan, Mahershala Ali, Angela Bassett, Awkwafina, Jake Johnson,
Charlie Day, Amandla Stenberg, entre outros.
Foram
precisos 16 anos para que toda a produção ficasse totalmente pronta para concretizar
uma adaptação do livro de fantasia de Colin Meloy, publicado em 2011.
A
dimensão deste projeto é gigante, sendo que contou com 233 marionetas e 49
animadores. E foram ainda construídos 136 cenários físicos para criar o
universo do filme.
Nesta
aventura de animação em stop-motion, acompanhamos Prue, uma
adolescente determinada a encontrar o irmão bebé depois de este ser raptado por
um bando de corvos.
Agora,
para o encontrar, Prue entra no Território Impenetrável, uma floresta
encantada nos arredores de Portland, Oregon. Ao lado de Curtis Mehlberg,
um colega de turma desafortunado, mas leal e eles embarcam numa viagem por um
mundo habitado por animais falantes, bandidos e outras figuras misteriosas.
À
medida que avançam, Prue e Curtis acabam envolvidos num conflito
que ameaça o equilíbrio daquele território. Perante perigos inesperados e
forças movidas pela dor e pela ambição, Prue terá de descobrir uma força
que desconhecia possuir para conseguir salvar o irmão e proteger o futuro da
Terra Selvagem.
Uma
nova e grande aventura que leva o público a um mundo que nunca se imaginou ser
possível de entrar. Isto começa com os primeiros grandes responsáveis que são
um bando de corvos. É verdade! Quando o irmão bebé é raptado por eles, a
obstinada adolescente Prue Mckeel lança-se numa missão de resgate desesperada
neste Território Impenetrável. Ela vai ter de arriscar tudo para trazer o seu
irmão são e salvo e de regresso a casa. E ainda, evitar que a Terra Selvagem
seja destruída por uma bruxa.
Divulgação: NOS Audiovisuais
Algumas
das premissas principais desta história são as questões seguintes: até onde a
pessoa iria por aqueles que mais ama? E será que tem a coragem necessária para
atravessar uma floresta mágica e desconhecida que estava a tornar-se cada vez
mais num lugar selvagem?
Prue é uma rapariga impulsiva que não é do
tipo de desistir e teve de crescer demasiado depressa. Isso fez com que não
acreditasse em fantasias. Um dia, ela fez uma promessa aos pais dela. Tomar
conta do irmão, mas o inesperado aconteceu. Devido a Prue desafiar a
ordem dos pais de sair de casa, o seu irmão foi levado repentinamente por
corvos. E ela vai fazer o que for preciso para o encontrar. Não vai desistir de
procurar por ele. Nem que tenha de entrar por um mundo diferente daquilo que já
conheceu. E onde tudo pode acontecer, sendo que este universo tem os seus
perigos e está à espera de que os seus segredos sejam revelados.
Para
conseguir resgatar o irmão, ela vai precisar de encontrar a sua coragem para
enfrentar um lugar desconhecido e selvagem que está proibida de ir. Além disso,
este é o lar de muitas criaturas mágicas que lhe querem fazer mal e que falam.
Enquanto isso, ela tem de enfrentar os seus próprios medos.
Em
relação à antagonista, temos uma bruxa que quer devastar a floresta e recuperar
o que ela lhe tirou. Este é um exemplo de como uma tragédia pode moldar plenamente
uma personagem.
Divulgação: NOS Audiovisuais
Wildwood é uma obra-prima bonita e extraordinária
que tem uma magia muito própria e nos entrega uma aventura alucinante,
impactante e espetacular. Toda a animação em stop-motion a nível técnico
é perfeita e é executada numa escala nunca antes vista. A fotografia é
lindíssima. A quantidade de detalhes que tem e as cenas bonitas que possui são surreais.
Cada detalhe é tão deslumbrante e criativo! É mesmo de deixar a pessoa de boca
aberta e em êxtase, enquanto aprecia este estilo de animação e sentindo uma
autêntica montanha-russa de emoções. As horas envolvidas nesta criação e todo o
cuidado, esforço e energia que colocaram na experiência visual é de tirar o fôlego
e de louvar!
Com
cada aspeto do filme, dá para ver que fizeram isto por amor à arte e é isso que
a Laika prioriza em todas as suas produções.
O
facto de ter sido utilizada totalmente uma técnica de stop-motion faz
com que a experiência ainda seja mais fenomenal. A quantidade de vezes que
passa pela cabeça a questão: como é possível que este universo e cada uma
destas cenas em stop-motion terem sido feitas pelas mãos de muitas
pessoas? E realçar que todas as sequências das cenas da batalha são brilhantes.
Divulgação: NOS Audiovisuais
Para
quem não sabe, o stop-motion é uma técnica de animação que consiste em
criar a ilusão e a sensação de movimento, a partir de uma sequência de
fotografias de objetos reais e estáticos. Neste caso, são criados cenários e marionetas,
mas é tudo em miniatura. Primeiro, coloca-se a personagem num cenário físico.
Depois tirar a fotografia, mudar ligeiramente a posição da personagem e repetir
todo o processo, milhares de vezes.
Um
segundo de filme são 24 frames, ou seja, 24 fotos e como a duração do filme é
de 2 horas e 12 minutos, então isso equivale a milhares de frames (cerca de 7920
frames). É mesmo um método extremamente complexo, muito minucioso, demorado e exaustivo
que exige paciência e dedicação. Mas, que no final, entrega um rigor técnico e proporciona
um resultado incrível e único.
Já na história em si, poderia ter sido mais bem desenvolvida, principalmente em relação a algumas das personagens, fazendo com que não se crie empatia por elas. Contudo, não é algo que afete a experiência de todo.
Esta narrativa com um espírito ligeiramente selvagem retrata a guerra entre povos, mas também é focada em temas relacionados com magia, luto, sacrifício, amor, família, amadurecimento e amizade, sendo que é cheia de adrenalina, mistério, criaturas mágicas e estranhas, perseguições, lutas, batalhas, rituais e com muito mais para se descobrir. E além disso, mexe muito com a pessoa, em todos os sentidos.
Divulgação: NOS Audiovisuais
A
arte é uma manifestação da criatividade humana e Wildwood é um excelente
exemplo disso. É impressionante quando um grupo de pessoas talentosas se junta
para criar uma obra de arte de animação tão rica, envolvente e muito especial. Tudo
o que se vê é feito à mão e foi criado por alguém. Na minha opinião, o stop-motion
é mesmo uma arte pura.
Wildwood é um filme de aventura, ação e
fantasia que é encantador e arrepiante, visualmente genial que passou num
piscar de olhos e que merece ser admirado, celebrado e premiado. É importante
referir que tem de haver mais reconhecimento pelo stop-motion. Num mundo que
está a ser cada vez mais dominado pela inteligência artificial, a arte manual
continua a resistir. E sem dúvida, que precisamos cada vez mais, desta técnica
de arte que possui um poder e um nível de grandiosidade, sofisticação e
profundidade que deixa qualquer um, sem palavras. Por isso, viva à arte que é
feita à mão!
Assim,
se são fãs de cinema, então têm mesmo de ver Wildwood no maior ecrã
possível! Acreditem que esta é daquelas produções inspiradoras com uma
qualidade magnífica que dificilmente iremos ver tão cedo no cinema.
E Wildwood é tão precioso, marcante e surpreendente que a pessoa fica encantada a viver esta experiência inesquecível que lhe foi oferecida. Passou a fazer parte da lista dos meus filmes de animação favoritos. E faz-me lembrar o porquê de eu ser completamente apaixonada por cinema, pois a magia do cinema também está na criatividade e nos detalhes.








