Curral de Moinas – Os Banqueiros do Povo é um dos filmes que fazem parte das
estreias desta semana nos cinemas portugueses. Distribuída pela NOS Audiovisuais,
esta é uma comédia portuguesa com argumento de Frederico Pombares e Henrique Cardoso Dias e
com a duração de 102 minutos protagonizada por João Paulo Rodrigues e Pedro
Alves e realizada por Miguel Cadilhe, sendo que ainda tem no elenco Sofia
Ribeiro, Júlia Pinheiro, Rui Unas, Diana Nicolau, Rui Mendes, Carla Andrino e
Luís Simões. Atualmente, podem ver o filme no canal TVCine Top e no serviço TVCine+
Desta vez a vida em Curral de Moinas é abalada, quando Quim (João
Paulo Rodrigues) descobre que tinha um pai, que lhe deixa em herança um banco,
o prestigiado BICO (Banco Internacional de Crédito Oficial). Assim, Quim
e Zé (Pedro Alves) rumam a Lisboa, passando a ter uma vida de luxo, com
direito a vinhos de rolha e carros com mais de 20 cavalos. Mas, o dinheiro e a
grande cidade, corrompem Quim. Será que a amizade entre os dois amigos
vai resistir? Será que Quim consegue gerir o BICO se nem consegue
fazer um troco? Será que a noite da capital está preparada para a monocelha de Zé?
Lisboa nunca mais será a mesma.
Tanto o Quim como o Zé são personagens hilariantes e carismáticas
que nunca sabemos o que esperar, mas que prendem constantemente o público, cativando
de tal forma que a pessoa não consegue parar de rir em determinadas situações. Sempre
que esta dupla se junta nas suas aventuras é animação garantida e possuem um
humor tão peculiar e divertido que não conseguem deixar ninguém indiferente.
Já perdi a conta do tempo que já acompanho as aventuras do Quim e do
Zé por Curral de Moinas e dos espetáculos de humor que assisti
protagonizados pelo João Paulo Rodrigues e Pedro Alves. Começou pelo programa Telerural
no pequeno ecrã, um formato de humor que começou como rubrica do programa das
manhãs da RTP1, Praça da Alegria e que já foi confirmado que vai regressar
em breve à televisão (Onde? Quando? Teremos de aguardar por mais novidades). E
passando ainda pelo filme 7 Pecados Rurais que estreou nos cinemas em
2013 (disponível na Netflix) e tornou-se num sucesso de bilheteira. Agora,
temos a sequela com Curral de Moinas – Os Banqueiros do Povo que promete
trazer muitas gargalhadas ao público.
Ainda me lembro quando vi o filme 7 Pecados Rurais nos cinemas e foi das produções portugueses mais
divertidas que assisti até hoje. Por isso com a sua sequela, as expetativas eram bem
elevadas, não desiludiu e cumpriu com aquilo que prometeu!
Curral de Moinas – Os Banqueiros do Povo possui os ingredientes necessários para
se transformar num resultado final muito bem-disposto e divertido com piadas
únicas que vai captar a atenção do espetador do início até ao fim e que teve a
capacidade de continuar a surpreender e a exceder as expetativas dos admiradores
destas personagens. A equipa técnica fez um ótimo trabalho, o elenco esteve à altura do desafio e tanto o João Paulo
Rodrigues como o Pedro Alves brilharam em cada cena e estão de parabéns por
mais um desempenho fantástico num projeto que de certeza será mais um sucesso!
Esta comédia portuguesa é uma ótima fonte de entretenimento que devem mesmo
ver e uma coisa é garantida! Vão sair de lá completamente satisfeitos com esta
produção e ainda com vontade de acompanhar mais a jornada de Quim, Zé
e companhia!
Finalmente chegou à Netflix um dos seus projetos mais aguardados que é The
Sandman, uma adaptação de uma das obras mais populares e ainda premiada de
Neil Gaiman. Esta coleção de banda desenhada foi editada pela linha Vertigo da
DC Comics desde 1989 e é composta por 75 volumes. Não é a primeira vez que se
tenta fazer uma adaptação desta saga, mas depois de tentativas falhadas, chegou
o momento pelo qual muitos fãs deste universo esperavam.
Esta nova série é uma mistura de mitologia moderna e fantasia obscura, onde
ficção contemporânea, drama histórico e lenda se cruzam, sendo a sua primeira
temporada constituída por 10 episódios que pode ser vista em exclusivo na
plataforma de streaming, sendo que a expetativa é grande para que hajam
mais temporadas futuras.
Além de Neil Gaiman, temos David S. Goyer e Allan Heinberg na equipa criativa
do projeto. Já no elenco temos Tom Sturridge (Morpheus/Dream), juntamente
com Boyd Holbrook (The Corinthian), Patton Oswalt (Matthew, the Raven), Vivienne
Acheapong (Lucienne), Vanesu Samunyai (Rose Walker), Mason Alexander Park
(Desire), Razane Jammal (Lyta Hall), Sandra James Young (Unity Kincaid), David
Thewlis (John Dee), Eddie Karanja (Jed Walker), Jenna Coleman (Johanna
Constantine), Joely Richardson (Ethel Cripps), Niamh Walsh (Young Ethel
Cripps), John Cameron Mitchell (Hal Carter), Llyod Everitt (Hector Hall), Lily
Travers (Barbie), Richard Fleeshman (Ken), Stephen Fry (Gilbert), Gwendoline
Christie (Lucifer), Charles Dance (Roderick Burgess), Asim Chaudhry (Abel),
Sanjeev Bhaskar (Cain), Donna Preston (Despair), Kirby Howell-Baptiste (Death),
Mark Hamill (Merv Pumpkinhead), entre outros.
Com esta temporada inspirada no primeiro volume de The Sandman, o
espetador tem a oportunidade de acompanhar como as pessoas e locais mais específicos
são afetados por uma entidade divina ao mesmo tempo que esta tenta corrigir os
erros tanto cósmicos, como humanos que foram sendo cometidos nos últimos
tempos. Esta representa o período no qual Morpheus/Dream esteve preso em
cativeiro durante mais de 100 anos por um culto e como é que ele conseguiu
alcançar a sua liberdade e ainda colocar em prática a sua vingança por aqueles
que o mantiveram longe das suas funções.
Tudo isto começa devido a um feiticeiro chamado de Roderick Burgess ter
o objetivo de capturar a Morte para chantagear e obter aquilo que mais deseja.
Para isso acontecer, ele tem de convocar e aprisioná-la, utilizando o Grimório
de Magdalene. Porém, ele acaba por prender o seu irmão mais novo Morpheus
que é considerado como o Rei dos Sonhos e o mantém preso durante décadas,
porque acredita que existem benefícios para uso próprio. Infelizmente, Morpheus
ficou limitado a nível dos seus poderes, principalmente depois de Roderick
retirar as suas vestes, o rubi, a bolsa com areia e o elmo que são vitais para
este ser e trazem prosperidade e juventude para quem possuir estas relíquias. Mas
ninguém poderá adormecer na presença de Morpheus, porque ele pode fugir
para os sonhos das pessoas. Será que Morpheus pode oferecer algo em
troca da sua liberdade? Será que alguém vai adormecer ao seu lado?
Morpheus faz parte de uma família conhecida como os Endlers, um grupo de
entidades imortais que controlam os diferentes elementos do universo, incluindo
a Morte, Destino, Destruição, Desejo, Desespero
e Delírio. Ele é o Rei dos Sonhos e dos Pesadelos com um corvo como
companheiro e o responsável por liderar The Dreaming, um reino extenso
cheio de aventuras, alegrias e horrores que os seres humanos visitam quando
estão a dormir e é neste local que as pessoas encontram liberdade e também
enfrentam os seus medos e fantasias.
Muito aconteceu desde que Morpheus, o Mestre
dos Sonhos foi aprisionado, pois o seu reino foi-se destruindo aos poucos,
perdendo assim, a ordem que tinha sido definida e os humanos já não sonhavam da
mesma forma, acabando por afetá-los na sua rotina diária ou então não chegavam
a acordar definida assim, como a doença do sono que afetou quase um milhão de
homens, mulheres e crianças pertencentes a cidades, vilas e aldeias. Por isso, Morpheus
terá de lidar com os efeitos da sua ausência, procurar pelas ferramentas poderosas
que lhe foram roubadas, reparar os danos que foram causados, trazer de volta a
ordem que se perdeu e impedir que algo ainda mais grave possa vir a ocorrer tanto
no seu reino como no mundo dos despertos (mundo real), ao mesmo tempo que tenta
recuperar os sonhos e pesadelos que fugiram do seu controlo e estão à solta. Ele
vai embarcar numa jornada para encontrar as suas ferramentas e fará o que for
preciso para restaurar o seu mundo e cumprir com o seu propósito e missão por
mais ameaças que possa ter no seu caminho!
Esta é uma história peculiar, fluída, envolvente e bem pensada que prende a
atenção do espetador desde o primeiro minuto com bons antagonistas, músicas que
trazem arrepios e ainda cria uma sensação de algo novo e inovador. Tem o seu
lado humano, de fantasia e de magia misturado com terror e momentos mais
obscuros e assustadores, tendo a capacidade de trazer um tipo de reflexão para com
o público que está a assistir, enquanto deixa o mesmo imaginar as diferentes
possibilidades que podem vir a acontecer em episódios futuros. Não vão faltar
rivalidades, conflitos, manipulações, lendas, monstros, mitos, surpresas, o
poder que os sonhos podem ter na vida de cada um e muito mais. Estes são
episódios que irão deixar as pessoas agarradas ao ecrã!
Esta é uma série repleta de qualidade que dá para ver que respeitou a obra
de Neil Gaiman pelo qual é baseada e fez os possíveis para seguir de forma fiel
a mesma, sendo que teve algumas alterações ao original que num geral pareceram
ser boas mudanças, criando assim, curiosidade ao espetador para ver como seria
o seu desenrolar, mas também pode trazer desconforto a quem gostaria de ver todos
os pormenores do original.
The Sandman é repleta de uma ótima qualidade na sua produção
ambiciosa, cumpriu com aquilo que prometeu e não desiludiu os admiradores deste
universo, sendo que valeu a pena o tempo longo de espera para se concretizar esta
adaptação, trazendo assim, resultados satisfatórios e conseguiram ser fiéis ao
material original, onde fizeram uma boa adaptação e representação das suas
personagens e de tudo o que estava ao redor das mesmas, principalmente a nível
de cenografia, visual e de fotografia. Um projeto bem-sucedido, intrigante,
interessante e ousado com um bom desenvolvimento que teve o seu impacto e transmitiu
corretamente a sua mensagem, onde ainda tem muito mais potencial para ser
explorado e que eu espero que continue a contar as suas inúmeras histórias e com
uma maior presença de figuras emblemáticas como Lucifer e Constantine.
Uma série que merece ser destacada e ainda vai dar muito que falar!
Finalmente, eu tive a oportunidade de visitar sozinha a Escócia durante 14
dias, mas em vez de ir conhecer apenas Edimburgo, uma das cidades mais mencionadas
deste país também optei por explorar outros sítios maravilhosos que a Escócia
nos oferece.
Desta vez o destino foi Inverness, definida como sendo a capital das Terras
Altas e também um centro de comércio animado situado abaixo de um castelo
vitoriano rosa, sendo que fica perto o campo de batalha de Culloden, onde
ocorreu um dos eventos mais significativos e importantes da Escócia.
Infelizmente, eu estive pouco mais de 24 horas nesta cidade, mas aproveitei
ao máximo para visitar aquilo que eu tinha mais curiosidade em conhecer.
Para se deslocar a Inverness existem diversas formas de o fazer, sendo que
no meu caso eu apanhei o comboio de Glasgow na estação de Glasgow Queen Street,
onde a viagem direta teve a duração de cerca de 3 horas e o bilhete foi
comprado através do Trainline (o valor foi de 57 euros, porém foi
comprado uns dias antes, por isso aconselho que o façam com antecedência). A
viagem em si foi bem confortável, onde até conheci umas raparigas bem
simpáticas ao mesmo tempo que fui apreciando as vistas da janela do comboio e o
horário foi cumprido, tendo chegado por volta das 13h26 com partida às 10h07.
Uma das coisas que para mim é imprescindível de se fazer quando estamos a
viajar por uma cidade que desconhecemos acaba por ser a atividade da excursão
num autocarro hop-on hop-off, seja por 24 horas ou mais, dependendo do
tempo que estiverem no sítio em questão. Em Inverness bastou-me comprar o
bilhete de 24 horas, sendo que teve o preço de 20,90 euros e adquiri através do
site Get Your Guide. Porém, também podem comprar os vossos bilhetes
diretamente com o motorista do autocarro ou com funcionários da empresa
turística, City Sightseeing que normalmente estão junto a algumas das
paragens (no caso em Inverness podia comprar-se no bus ou online).
Em Inverness, este bus tem à disposição duas rotas, Vermelha e Azul (cada
uma com sete paragens) para se conhecer melhor a cidade e os arredores da
mesma, sendo que os passageiros podem participar nesta atividade em qualquer
uma das paragens designadas ao longo de cada rota, onde podem entrar e sair
quando quiserem. Ao longo do caminho, temos um áudio em inglês que nos explica
melhor a história de Inverness e tudo o que é relevante sobre a mesma. A rota
vermelha está mais relacionada com a cidade em si, enquanto a azul dá a
oportunidade de levar a pessoa até ao campo de batalha de Culloden, situado a
alguns kms de Inverness. Além disso, é essencial que tenham em atenção aos
horários destes autocarros turísticos que surgem a cada hora e terminam muito
cedo, em comparação com outras cidades. No caso da paragem inicial da rota
vermelha (estação de autocarros de Inverness), a primeira tour começa às 10h15
e a última às 16h15, enquanto na rota azul, a primeira tour já começa às 11h10
e a última às 15h10.
Além deste autocarro, também aproveitei para explorar Inverness a pé já que
estava alojada bem perto do seu castelo e do centro, tendo assim a oportunidade
de observar bonitas vistas tanto da cidade como do rio Ness. O castelo de
Inverness está em obras e fechado ao público, por isso a pessoa só podia ver ao
redor do castelo, mas na minha opinião não fez grande diferença.
Esta é uma cidade bem tranquila e sossegada, em comparação com Glasgow ou
Edimburgo, sendo que a zona mais movimentada acabava por ser o local onde se
encontravam as lojas principais e muitos dos restaurantes. Também têm um lugar
designado por Markets mesmo em frente à estação de comboios que resolvi
ir ver com uma boa variedade de lojas, incluindo algumas de souvenirs.
Um dos sítios que eu tinha mais curiosidade em visitar na Escócia era sem
dúvida, o Culloden Battlefield (o campo de batalha de Culloden, em
português), principalmente pelo significado que este local tem para a história da
Escócia e dos respetivos clãs e na forma como o país evoluiu até aos dias de
hoje, devido a este acontecimento marcante.
O meu jantar em Inverness
Como só passei uma noite em Inverness não tive a oportunidade de
experimentar muita coisa a nível de gastronomia, mas acabei por escolher o The
Castle Tavern para jantar que estava localizado mesmo ao lado do meu alojamento
e ainda teve música ao vivo, sendo que depois de uma sopa, a opção recaiu para
o popular Fish and Chips e não desiludiu. Porém se estiverem a viajar sozinhos estejam atentos a tudo o que acontece ao vosso redor!
Alojamento em Inverness
Relativamente ao alojamento em Inverness que nem parecia um hostel, a escolha
foi o Bazpackers que me foi aconselhado por outros viajantes que estava
mesmo situado ao lado de um pub, do castelo da cidade e a 450 metros do centro.
Este é um hostel muito bem localizado com vistas muito boas sobre a cidade e
muitas mais a partir do seu jardim bem sossegado que ajuda a descontrair ou até mesmo da janela do quarto. Tem uma decoração que apresenta um ambiente intimista
e com uma sala comum agradável e acolhedora, sendo que deixam a pessoa completamente
à vontade. Ainda têm disponível um lugar para se colocar a bagagem, sem
qualquer custo extra e para quem gosta de cozinhar e prefere poupar nas suas
refeições, este espaço tem uma cozinha bem equipada.
Como era apenas uma noite, eu optei por um dormitório feminino de quatro
pessoas que possuíam armários individuais e aquilo que mais me surpreendeu pela
positiva foi o facto destes quartos compartilhados serem limpos, organizados,
silenciosos e bem confortáveis e também de cada cama possuir uma cortina para
dar mais privacidade ao seu ocupante. A única coisa que tive pena é que não houvesse
pequeno-almoço incluído.
Este é um alojamento que eu gostei pela sua simplicidade, sendo que passou
a fazer parte da lista dos melhores hostels, onde fiquei hospedada até agora. E
é ideal para quem procura uma estadia mais tranquila, sem grandes confusões e
queira ter um bom descanso.
Inverness fica na memória de quem por lá passa!
Inverness é um lugar com uma arquitetura moderna e bonita de se ver e cheia
de histórias para serem contadas, juntamente com o seu majestoso castelo de
arenito vermelho (atualmente é o tribunal), casas antigas com uma beleza própria
e sem nunca esquecer o belo do rio Ness. Nas suas ruas há quem esteja a tocar
gaita de foles e vestido com um kilt tradicional escocês ou simplesmente a dar
um passeio matinal. Um sítio que dá para descontrair por completo e apreciar
tudo o que está ao nosso redor!
Quando visitarem a Escócia aproveitem para visitar Inverness que tem os
seus encantos e nos quais podem fazer diferentes atividades e passeios
turísticos! Partilho de seguida mais algumas fotografias sobre a minha visita a
Inverness!