sábado, 6 de dezembro de 2025

A minha experiência na 2ª edição do Tribeca Festival Lisboa 2025

 

Depois da sua estreia em Portugal, a 2ª edição do Tribeca Festival Lisboa está de regresso à capital portuguesa no Unicorn Factory para conversas ao vivo inspiradoras, podcasts, convidados nacionais e internacionais e a estreia de filmes e séries para todos os gostos.

Desta vez, este evento ocorreu ao longo de 3 dias pelo Beato Innovation District, sendo que as datas escolhidas foram 30 e 31 de outubro e 1 de novembro.

Durante estes três dias, este festival continuou a ter uma programação repleta de Talks, Podcasts e visionamentos nacionais e internacionais que criaram vontade em assistir. Enquanto no ano passado, chegaram alturas em que a pessoa podia ter dificuldades em escolher aquilo que mais queria assistir, já este ano, isso aconteceu com uma menor frequência. De vez em quando, aconteceram momentos em que se tentava conciliar entre atividades que estavam a acontecer ao mesmo tempo, mas não foi com a mesma intensidade que na edição passada.

Muito disso pode também ter a ver com os gostos de cada um, sendo que no meu caso, não senti que estivesse sempre a correr de um lado para o outro. No entanto, quando optamos por ir assistir a alguns dos filmes disponíveis neste festival, isso até podia vir a acontecer.

Na primeira edição, optei por assistir apenas a um filme que foi Anora, no qual devido a incompatibilidades de horários, não tive a oportunidade de vê-lo nesse dia completo. Enquanto neste ano, acabei por estar mais presente nas sessões de cinema.  

Perante a sua primeira edição, já tinha sido feita algumas queixas em relação à preparação do recinto, principalmente a nível do visionamento de filmes. Mas será que houve alguma melhoria?

Relativamente aos locais escolhidos para os visionamentos das produções, tanto nacionais, como internacionais, tivemos novidades. O público dividiu-se entre duas novas salas de cinema: The Theater by Toyota no Teatro Ibérico e The Chapel by Betclic no Convento do Beato.

A escolha em si foi bastante acertada, na qual melhorou significativamente as condições, o conforto e a experiência do espetador. Contudo, o facto de as salas em questão serem um pouco distantes uma da outra e do recinto principal não ajudou, principalmente em dias de chuva. Mesmo assim, compensou essa mudança e a adição da oferta de pipocas à porta de cada espaço foi uma mais-valia.

Para este ano, mais uma vez, o Tribeca Festival Lisboa trouxe uma seleção de filmes nacionais e internacionais para todos os gostos que prometia surpreender os visitantes. A conclusão foi que muitas das sessões estavam completamente cheias, onde algumas até esgotaram.

A sala de cinema que frequentei mais foi The Chapel, onde fui assistir aos filmes In The Head Of Dante com a realização de Julian Schnabel, Dreams com a realização de Michel Franco que tem Jessica Chastain como a protagonista (acompanhado depois por um Q&A com o realizador), Eleanor The Great, o primeiro filme realizado pela Scarlett Johansson. E também tive presente na apresentação da série Sandokan: The Pirate Prince, onde foi exibido o seu primeiro episódio e de seguida, houve um Q&A com a presença exclusiva do ator Ed Westwick.

Já no Teatro Ibérico acabei por ir só ver o filme Honeyjoon que venceu o prémio na edição deste ano do Tribeca em New York. E de seguida, também houve um Q&A com a presença da realizadora Lillian T. Mehrel e do protagonista José Condessa.

Uma boa parte do meu tempo também foi passada no Lisbon Stage by Meo, onde decorreram várias Talks, sendo que tive a chance de assistir a mais conversas pertinentes e interessantes. Nestas Talks tiveram a presença de nomes, tais como, Giancarlo Esposito, Edie Falco, Veronica Falcón, Joaquim de Almeida, Daniela Ruah, Meg Ryan, Kim Cattrall, Edie Falco, Piper Perabo, José Condessa, Margarida Marinho, Afonso Pimentel, entre outros.   

Agora, se tivesse de escolher qual foi o maior destaque desta segunda edição do Tribeca Festival Lisboa, então seria sem dúvida, a Talk do Villans We Love To Hate: The Rise Of The AntiHero. Esta foi realizada logo no primeiro dia do festival, tendo sido moderada por Daniela Ruah e teve como convidados: Giancarlo Esposito, Joaquim de Almeida e Veronica Falcón.

Eu sou daquelas pessoas que fica cativada com o desempenho e o desenvolvimento da história de alguns vilões ou anti-heróis. Um desses exemplos foi a performance de Giancarlo Esposito como Gus Fring nas séries, Breaking Bad e Better Call Saul e também a da Veronica Falcón como Camila Vargas na série, The Queen of the South.

Ouvi-los foi uma enorme inspiração, sendo que partilharam testemunhos muito interessantes, a experiência que estiveram a interpretar estas personagens e ainda contaram histórias divertidas.

Esta foi a Talk que mais me entreteu e que me trouxe uma energia incrível e momentos em que me fartei de rir! E muito disso foi devido a estes convidados espetaculares.

Este festival também teve uma área dedicada aos podcasts, onde fui assistir no The Studio a uma conversa dedicada à “Geração 60” que teve a participação de José Raposo e Luísa Cruz e com a moderação de Conceição Lino.

No entanto, gostaria de destacar o Podcast “Quatro à Conversa” que teve a presença de Luís Ungaro, João Miguel Salvador e Paulo Dimas, sendo que o tema central foi o papel da Inteligência Artificial no dia a dia. Durante este momento, foi-nos mostrado um exemplo dos benefícios do uso da inteligência artificial. O facto de ter existido espaço para conversas relacionadas com vários assuntos relacionados com a tecnologia e a utilização da inteligência artificial foi uma excelente ideia.

Numa perspetiva de imprensa foi mais uma vez uma experiência gratificante e muito positiva, no qual conseguiu melhorar ainda mais as condições oferecidas à comunicação social. Outro ponto positivo foi a proximidade, disponibilidade e acesso que os convidados tiveram com a imprensa e onde tivemos a oportunidade de conversar de uma forma mais descontraída e simples, fazendo perguntas maioritariamente relacionadas com as suas carreiras e sobre assuntos relevantes.

Na minha opinião, poderia ter havido uma programação mais diversificada, principalmente nos temas das Talks, em comparação com o ano passado. Contudo, continuo a realçar que houve uma variedade de conteúdos dirigida para todos os gostos e que também, deu para se assistir a filmes muito distintos entre si. No meu caso, sei que ainda havia muito mais painéis, podcasts e muito mais que poderia ter visto, mas não deu tempo para tudo.

Mesmo assim, as minhas escolhas proporcionaram-me um bom entretenimento.

Além disso, para mim, as Talks em que o Giancarlo Esposito participou e a respetiva conferência de imprensa tornaram-se facilmente dos meus momentos favoritos deste evento, onde partilhou muitas das suas opiniões não só sobre o seu trabalho em interpretar antagonistas, mas também pelas reflexões profundas sobre aquilo que realmente importa.

O Tribeca Festival Lisboa conseguiu mais uma vez proporcionar momentos de storytelling únicos que acaba por nos ensinar lições bem úteis. E também acabamos por nos identificar com muito daquilo que ouvimos nestas Talks.

Esta segunda edição trouxe-me mais uma vez uma ótima experiência, principalmente a nível de melhorias nas condições dos recintos. E agora que venha mais melhorias, novidades, surpresas e a próxima edição já confirmada do Tribeca Festival Lisboa com mais produções impactantes e nomes de talentos nacionais e internacionais, para que possamos celebrar todos juntos mais um ano de cinema, storytelling e muito mais.

Para concluir, deixo aqui um agradecimento pelas oportunidades, confiança e apoio que me foram proporcionados ao longo do festival.

Querem ver mais conteúdos sobre o Tribeca Festival Lisboa 2025? Aqui têm:

PS: Esta lista de conteúdos deste evento ainda será atualizada! Mais artigos brevemente!

Também podem assistir a mais vídeos relacionados com o festival na conta do YouTube! Ver AQUI!

De seguida, partilho um vídeo com os melhores momentos desta 2ª edição e algumas fotografias tiradas durante a cobertura deste evento!

























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