Chegou
o momento de conhecermos melhor Clayface que é centrado num dos vilões
clássicos de Batman e é realizado por James Watkins. Este é o primeiro filme de
terror da DC Studios, que faz parte do novo universo DC de James Gunn e Peter
Safran.
O
argumento é de Mike Flanagan e Hossein Amini.
Esta
personagem foi criada em 1940 por Bill Finger e Bob Kane. E agora, pode ser vista
nesta nova fase que abre as portas de Gotham City.
Tom
Rhys Harries dá vida ao protagonista, sendo que se junta a ele: Naomi Ackie,
Max Minghella, Eddie Marsan, David Dencik, Nancy Carroll, Joshua James e a
atriz portuguesa, Joana Ribeiro.
Esta
é a história de Matt Hagen (Tom Rhys Harries), um ator em plena ascensão
que vê a vida desmoronar-se depois de ficar desfigurado. Disposto a tudo para
recuperar o que perdeu, aceita um tratamento experimental que lhe devolve o
rosto. Só que o corpo começa a ceder, a deformar-se e a fugir-lhe ao controlo,
numa transformação tão física quanto psicológica. Quando descobre as traições por
detrás da sua queda, a procura de redenção dá lugar a uma sede de vingança que
o torna algo muito mais perigoso.
Aqui
temos a ascensão meteórica de Matt Hagen, de miúdo das ruas de Gotham a
estrela de Hollywood. Praticamente, num instante, a sua vida é tragicamente
interrompida quando as ações de um chefe do crime local o deixam horrivelmente
desfigurado. Depois de ser abandonado pela sua equipa e sem nada a perder,
Matt procura um tratamento de vanguarda que milagrosamente o restaura ao
seu estado anterior. Mas, que também afeta inesperadamente a sua perceção da realidade,
arrastando-o por um caminho destrutivo de vingança obsessiva e consumidora.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Um
dos convites primordiais desta produção é para o público enfrentar o medo cara
a cara. Enquanto isso, esse mesmo medo vai ganhando forma no próprio corpo.
Depois
da tragédia da qual foi vítima, Matt era um homem que tinha perdido tudo
de um modo implacável. As pessoas em quem ele confiava traíram-no e
roubaram-lhe a carreira e o dinheiro respetivo. Por isso mesmo, ele nunca mais iria
conseguir ser o mesmo. Simplesmente, naquele momento, Matt queria
recuperar a vida que tinha e a voltar a ser quem era. Não importavam as
consequências. E nem que isso significasse o início da sua queda e da sua
jornada sangrenta.
Essa
sua queda começou com a sua decisão de se voluntariar para ensaios clínicos em
seres humanos. O procedimento em questão ainda não estava preparado para chegar
a esse ponto. E não se sabia os efeitos secundários que poderia ter, nem de
como poderiam vir a ser tratados. Mesmo assim, arriscou.
Inicialmente,
parecia que estava tudo a correr bem e que a sua cara perfeita tinha
regressado. Mas, claro que não foi isso que acabou por acontecer. Esse
procedimento provocou alterações físicas preocupantes, sendo que chegou a um
nível que até conseguia mudar de cara. E depois, chegou-se à conclusão de que o
seu trauma e as emoções dele eram um gatilho para algo muito pior.
Para
evitar que o seu monstro saia, Matt tem de aprender a controlar os seus
sentimentos, principalmente os de raiva. Será que ele vai conseguir? Isso é
outra das premissas deste argumento.
Divulgação: Warner Bros. Pictures Portugal e Cinemundo
Clayface é um thriller psicológico de terror perturbador
e aterrador que aposta e arrisca fortemente num body horror visceral que é o
papel principal, sendo que toma um rumo bastante sombrio e violento. E de
seguida, entrega um resultado muito satisfatório e surpreendente.
Este
filme contém uma identidade própria, efeitos de cortar a respiração, detalhes
explícitos, uma cinematografia no ponto e conseguiu inovar com qualidade neste género
do terror. No entanto, acaba por ser desproporcional num outro sentido. Existem
falhas evidentes e um desequilíbrio em termos nas escolhas das músicas para a
banda sonora e na execução da montagem da própria produção. O lado mais
romântico também poderia ter sido descartado. Não me pareceu ter sido uma boa
adição. Mesmo assim, não incomoda a experiência em si.
Também
esperava que Aaron Paul tivesse uma maior participação. É que nem se dá por
ele. Além disso, achei que o antagonista não foi grande coisa. Até podia ser o
responsável pela deformação da face de Matt Hagen. Mas, infelizmente não
teve o perfil suficiente para cativar quem esteja a ver.
Divulgação: Warner Bros. Pictures e Cinemundo
Um
dos grandes destaques vai para Tom Rhys Harries. Ele fez uma excelente interpretação
deste vilão. De tal forma que cria ao espetador, um interesse imediato em assistir
ao futuro desta personagem. A transformação de Matt Hagen para Clayface
foi fantástica. Revela um lado desta figura que nunca tinha sido vista. Isso e
acrescentando à sua evolução, começando pelo ator popular que se tornou num
monstro sedento de vingança também foi muito cativante de se acompanhar.
Outra
das grandes surpresas foi a participação da atriz portuguesa, Joana Ribeiro. Apesar
de não ter assim muito tempo de ecrã, o papel dela foi crucial para o
desenvolvimento desta narrativa e destacou-se no seu desempenho como Mia.
Desde
o seu início que Clayface prende a atenção com a sua criatividade e o
seu lado mais bizarro. Vai haver quem queira desviar o olhar, devido ao
desconforto de algumas cenas. Enquanto isso, também explora temas, tais como: o
medo, a perda de identidade e humanidade, o preço da perfeição, vingança, o
lado negro da fama e da ambição científica, a obsessão, corrupção, raiva e
muito mais. E tudo isto vai sendo envolvido num ambiente mais obscuro que faz
parte das características particulares da cidade de Gotham.
Este
filme da DC Studios tem um visual impactante, entregou aquilo que prometeu e ainda,
conseguiu superar algumas das expetativas iniciais. Assim, é um entretenimento
que é bom para se desfrutar e que não deixará ninguém indiferente.






