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sexta-feira, 11 de abril de 2025

Filme "G20" é um thriller de ação original da Prime Video protagonizado pela Viola Davis que supera as expetativas

G20 é o novo thriller de ação original da Prime Video que é realizado por Patricia Riggen.

Protagonizado e produzido pela vencedora de um Oscar, Viola Davis, neste elenco também fazem parte Anthony Anderson (Derek Sutton), Marsai Martin (Serena Sutton), Ramón Rodríguez (Agente Manny Ruiz), Douglas Hodge (Oliver Everett), Elizabeth Marvel (Joanna Worth), Sabrina Ompacciatore (Elena Romano), Christopher Farrar (Demetrius Sutton) e Antony Starr (Rutledge).

Neste filme, quando uma cimeira do G20 é atacada, a presidente dos EUA, Danielle Sutton (Viola Davis), torna-se o alvo principal. Depois de escapar aos atacantes, Danielle tem de ser mais esperta que o inimigo para proteger a sua família, defender o país e proteger os líderes mundiais nesta aventura cheia de ação.

Danielle Sutton é a mulher mais poderosa dos EUA e até a nível mundial, mas é uma líder diferente, com uma personalidade muito forte e bastante perspicaz naquilo que faz. É difícil derrubá-la, mesmo que surja essa oportunidade.

A presidente dos EUA leva então a sua família para esta reunião do G20 que se desenrola na África do Sul, onde apresentará um plano para estabilizar países em desenvolvimento que não é bem aceite por todos. Porém, durante a receção, terroristas capturam os líderes presentes.

Uma ideia mais inovadora da sua parte faz com que se torne no assunto do momento na cimeira do G20, onde líderes de inúmeros países estarão presentes para este encontro. Com tanta segurança envolvida e neste caso, ainda mais reforçada, faz com que seja praticamente impossível que aconteça qualquer tipo de ataque. No entanto, quando o ataque é preparado com o auxílio de elementos do interior da sua comitiva, a situação pode mudar de figura.

Apesar de todas as medidas de seguranças implementadas, a cimeira do G20 é atacada por Rutledge com uma sede de vingança que preparou um plano metódico para levar o mundo ao caos. O que este fanático não imaginava é que teria na presidente dos EUA, uma adversária mais calculista e determinada a impedi-lo a todo o custo.

Divulgação: Prime Video Portugal

G20 é uma obra intensa de ação cheia de qualidade que prende imediatamente o interesse do espetador, principalmente com todas as suas cenas de luta bem coreografadas. A história em si é sólida e intrigante, onde temos a possibilidade de ter uma noção de como funciona a segurança extrema envolvida ao redor da presidente dos EUA e quais são as medidas e os protocolos a tomar quando surja uma possível ameaça. Além disso, também apresenta os perigos que a inteligência artificial e a tecnologia podem ter na transmissão de falsa informação que por vezes, é um gatilho muito maior para o caos.

A manipulação de factos pode tornar-se num grande problema para a estabilidade de qualquer país. O deepfake é uma técnica executada por inteligência artificial que é uma das formas mais eficazes de enganar, ao colocar, em vídeo, pessoas a exprimirem palavras que nunca disseram, criando assim, situações falsas. E com a evolução da inteligência artificial, consegue ser muito bem feito, de tal forma que é muitas vezes impossível de reparar que se trata de uma mentira.

E se este tipo de técnica for utilizado com caras de líderes mundiais, a tendência de a população acreditar é bastante superior. Assim, é muito perigoso este método de tecnologia avançada e esta produção mostra ligeiramente os efeitos do seu uso.  

Um dos destaques vai para a interpretação estrondosa de Viola, onde podemos vê-la não só como a presidente dos EUA, mas como uma líder forte e carismática capaz de enfrentar sem medos, qualquer tipo de ameaça. E muito disso, deve-se ao seu treinamento militar, onde ela colocou em prática todas as suas habilidades adquiridas durante o serviço militar, enquanto foi improvisando e dominando à sua maneira o inimigo. Já viram, como seria uma presidente dos EUA a lutar, utilizando as próprias mãos? É com certeza, uma premissa fantástica de se assistir. Por isso, é muito interessante ver esta atriz neste registo de ação que cativa logo quem está a ver.

Também não é a primeira vez que vemos Antony Starr como o antagonista. Este seu Rutledge faz lembrar e tem algumas semelhanças com o temido Homelander, personagem sem escrúpulos que ele interpreta de um modo extraordinário na série The Boys, disponível na plataforma da Prime Video. Este ator é mesmo fantástico a desempenhar vilões e Rutledge é mais um exemplo disso. E até parece que o tempo de ecrã não foi suficiente para mostrar todos os traços de maldade deste terrorista.

Com as suas reviravoltas enroladas em suspense e o modo inteligente com que apresentou toda a sua narrativa, G20 conseguiu superar todas as expetativas e trazer assim, um momento de puro entretenimento e Viola Davis está de parabéns. 

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

The Hunger Games: A Balada dos Pássaros e das Serpentes - um espetáculo criativo, alucinante e cativante que surpreende

O universo The Hunger Games está de regresso! The Hunger Games: A Balada dos Pássaros e das Serpentes (The Hunger Games: The Ballad of Songbirds & Snacks, como título original) é o quinto filme desta franquia tão popular e adorada pelo público, tendo sido realizado por Francis Lawrence e é basado no livro com o mesmo nome de Suzanne Collins.

O elenco é constituído por Tom Blyth, Rachel Zegler, Peter Dinklage, Hunter Schafer, Josh Andrés Rivera, Jason Schwartzman e Viola Davis.

Esta história ocorre 64 antes de Katniss Everdeen se voluntariar como Tributo, e décadas antes de Coriolanus Snow se tornar o tirano Presidente de Panem.

Divulgação: Lionsgate e Pris Audiovisuais

A nova aventura acompanha o jovem Coriolanus (Tom Blyth), a última esperança da outrora orgulhosa família Snow, cuja linhagem decadente significou uma queda em desgraça no Capitólio do pós-guerra. Com o seu sustento ameaçado, Snow aceita relutantemente a missão de ser o mentor de Lucy Gray Baird (Rachel Zegler) – um tributo do empobrecido Distrito 12 – nos 10º The Hunger Games. Assim que o encanto de Lucy Gray cativa o público de Panem, Snow vê uma oportunidade de mudar o destino de ambos. Com tudo pelo que trabalhou em jogo, Snow une-se a Lucy Gray para virar as probabilidades a seu favor. Lutando contra os seus instintos tanto para o bem quanto para o mal, Snow parte numa corrida contra o tempo para sobreviver e revelar se acabará por tornar-se um pássaro…ou uma cobra.

Esta narrativa desenvolve a dualidade do espírito entre pássaro e serpente que existe dentro de todos nós. Como todos somos luz e escuridão, bem e mal, alegria e tristeza, ou seja, um tipo de fusão de penas e escamas. Cada decisão que tomamos é fulcral para nos levar por um caminho que acabará por revelar o nosso verdadeiro eu.

Divulgação: Lionsgate e Pris Audiovisuais

Este filme oferece um cenário original que leva a um território desconhecido, ao mesmo tempo que permanece tematicamente conectado aos outros filmes da franquia. A prequela examina o passado de Panem e desenterra toda a rica história referenciada nos filmes anteriores através dos olhos de um jovem Coriolanus Snow, cuja história se torna o fio condutor de todos os filmes anteriores de The Hunger Games.

É graças à história de origem de Coriolanus Snow que vamos perceber como é que esta figura se transformou no arrepiante Presidente de Panem, cuja maldade não tem limites.

Esta saga de sucesso continua a ser um fenómeno global e a atrair quem acompanha a mesma, pois continua a ter muito por onde explorar. E ainda, tem a capacidade de fazer com que o público coloque a sua imaginação em prática para tentar adivinhar o que irá acontecer de seguida. Com esta visão mais recente não é exceção!

Divulgação: Lionsgate e Pris Audiovisuais

Como referido anteriormente, o foco vai completamente para Coriolanus Snow que depois de ter mostrado o seu valor e merecer ganhar um prémio vital para o seu futuro e o da sua família, as coisas não correm como ele esperava. Na realidade, as regras mudam e agora o que mais importa é o desempenho que terá como mentor de Lucy Gray do distrito 12 que tem todas as probabilidades contra ela para vencer esta edição dos The Hunger Games. Mas será que ela vai conseguir fazer a diferença e sobreviver na arena? Uma coisa é certa! Coriolanus Snow coloca tudo em risco, sendo que vai arriscar e fazer o que for preciso para que Lucy Gray saia de lá viva e vencedora!

Divulgação: Lionsgate e Pris Audiovisuais

Uma das partes mais empolgantes do filme é sem dúvida quando ocorre o espetáculo do The Hunger Games que contém sempre surpresas inesperadas para o público que está a assistir e com tributos que vai fazer qualquer um torcer pela sua vitória. O desenrolar de alguns participantes é mais previsível do que outros, mas mesmo assim capta a atenção. A estratégia que vai sendo colocada por uns até acaba por ser interessante de acompanhar.

Divulgação: Lionsgate e Pris Audiovisuais

Contudo, há uma personagem que rouba todas as atenções, cativando desde o primeiro momento em que surge e que merece o seu devido destaque. Desempenhada pela extraordinária Viola Davis, estou a referir-me à Dra. Volumnia Gaul, a mente por trás do jogo da 10ª edição dos The Hunger Games e que implementou os anteriores. Além de ser a responsável pelo departamento de Guerra, esta é uma mulher muito inteligente, calculista e criativa que é apaixonada pelo seu trabalho, sendo que está constantemente a inventar novas formas de tornar o jogo mais difícil de sobreviver e cumprir assim, com o seu propósito. Por vezes, tem uns comportamentos diabólicos, mas é daquelas pessoas que impõe um enorme respeito e que, também cria uma sensação de medo instantâneo a quem está ao seu redor. Viola Davis fez um excelente trabalho, onde se encaixou na perfeição a dar vida a esta mulher louca e com uma gargalhada contagiante de uma vilã.

Divulgação: Lionsgate e Pris Audiovisuais

Relativamente à jornada de Coriolanus Snow nesta história, temos a oportunidade de conhecer um lado diferente daquele que temos estado habituados. Um jovem bondoso, preocupado e com boas intenções que quer tomar conta da sua família da melhor forma que conhece. Porém, a sua relação conturbada com o diretor Highbottom (Peter Dinklage) que quer prejudicá-lo a todo o custo, pode vir a ser a ponta do iceberg para tudo mudar na sua vida no Capitólio e também de ver as coisas com outros olhos.

Foi interessante acompanhar o seu desenvolvimento e os sacrifícios que teve de fazer ao longo do seu caminho pelo Capitólio e fora dele para chegar onde queria, levando a escolhas que o iriam atormentar. E mais tarde, fazendo com que se transformasse para sempre em alguém irreconhecível e completamente sem escrúpulos. A pessoa acaba por ficar com uma melhor noção das razões pelas quais, ele se tornou assim.  

Divulgação: Lionsgate e Pris Audiovisuais

Além disso, temos a jovem Lucy Gray que conseguiu conquistar o público de Panem e até de surpreender tudo e todos não só com a sua bonita voz, mas com a sua capacidade de sobrevivência quando precisa de usar os seus instintos. Desde o primeiro instante que ela captou a atenção de Coriolanus Snow, chegando a um ponto que vemos uma versão dele mais vulnerável que é capaz de tudo para proteger Lucy Gray. Porém, isso pode não ser bom para a missão pessoal de Coriolanus e até mais tarde, vir a prejudicá-lo.

A dinâmica desta dupla é bem conseguida e cria uma empatia imediata no espetador, sendo que ficamos com curiosidade em saber como se irá desenrolar a aventura perigosa desta dupla.

Divulgação: Lionsgate e Pris Audiovisuais

The Hunger Games: A Balada dos Pássaros e das Serpentes é uma boa combinação de ação, aventura e drama que traz como resultado, um espetáculo criativo, alucinante e cativante que é uma boa fonte de entretenimento pelo modo como tudo é apresentado. Seja pelos ângulos de filmagem escolhidos, pela história intrigante repleta de violência, destruição, mortes, armadilhas, manipulações, reviravoltas e enganos ou até pela banda sonora que possui músicas que são introduzidas na altura certa e acabam por ficar no ouvido.

Este é um mundo incrível cheio de surpresas que não podem mesmo perder! E que eu acredito que não ficará por aqui, pois ainda há muita história para ser contada. Por isso, termino com: May the odds be ever in your favor