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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Filme "Wicked: For Good" - o que esperar da conclusão desta saga tão popular e emocionante

Chegou o momento de nos despedirmos de um dos maiores fenómenos cinematográficos dos últimos tempos. Wicked: For Good (Wicked: Pelo Bem, como tradução em português) apresenta a sua conclusão realizada por Jon M. Chu que promete mais uma vez não deixar ninguém indiferente.

É impressionante como a adaptação de um musical da Broadway se tornou como a mais bem-sucedida de sempre.

Preparados para assistir a este segundo capítulo?

Ariana Grande e Cynthia Erivo estão de regresso, juntamente com Jonathan Bailey, Jeff Goldblum, Michelle Yeoh, Marissa Bode, Ethan Slater e Colman Domingo.

Este capítulo final da história nunca contada das bruxas de Oz começa com Elphaba e Glinda separadas, a viver com as consequências das suas escolhas.

Elphaba (Cynthia Erivo), agora demonizada como a Bruxa Má do Oeste, vive no exílio, escondida na floresta Oziana enquanto continua a lutar pela liberdade dos animais silenciados de Oz e tenta desesperadamente expor a verdade que sabe sobre o Feiticeiro (Jeff Goldblum).

Entretanto, Glinda tornou-se no símbolo glamoroso da bondade de toda a cidade de Oz, vivendo no palácio da Cidade Esmeralda e desfrutando dos privilégios da fama e popularidade. Sob as ordens da Madame Morrible (Michelle Yeoh), Glinda é destacada para servir de conforto efervescente a Oz, tranquilizando as massas de que tudo está bem sob o domínio do Feiticeiro.

À medida que o estrelato de Glinda cresce e que se prepara para casar com o Príncipe Fiyero (Jonathan Bailey), num espetacular casamento Oziano, é atormentada pela separação de Elphaba. Tenta mediar uma reconciliação entre Elphaba e o Feiticeiro, mas esses esforços fracassam, afastando ainda mais Elphaba e Glinda. As consequências vão transformar Boq (Ethan Slater) e Fiyero para sempre, e ameaçam a segurança da irmã de Elphaba, Nessarose (Marissa Bode), quando uma rapariga do Kansas irrompe nas suas vidas.

Com a ascensão de uma multidão furiosa contra a Bruxa Má, Glinda e Elphaba terão de unir-se uma última vez. Com a sua amizade singular a tornar-se o fulcro dos seus destinos, terão de se ver verdadeiramente uma à outra, com honestidade e empatia, se quiserem mudar a si mesmas e a todo o Oz, para sempre.

Primeiramente, gostaria de referir que não irei fazer comparações em relação ao material original, no qual tanto o primeiro como o segundo capítulo foram adaptados, sendo que desta vez irá sem dúvida, dividir mais as opiniões.

Wicked: For Good leva-nos mais uma vez numa viagem maravilhosa e arrepiante por Oz que é carregada de emoção e que toca o coração, sendo que continua a ser visualmente épica, proporcionando um género de obra de arte impecável que tira completamente o fôlego. De certa forma, ficamos com aquela sensação de que ao longo da história estamos no interior de uma bolha mágica, onde nada nos pode distrair e/ou tirar a atenção.

Apesar de haver alturas em que tudo parece ser demasiado rápido e partes que deveriam ter sido mais bem exploradas, o filme em si entregou uma maturidade impressionante envolvida em vulnerabilidade, compreensão e lições uteis que nos conecta e nos deixa a pensar e por vezes, até a ter esperança num mundo melhor.

Tanto Ariana Grande, como Cynthia Erivo proporciona-nos mais uma vez performances espetaculares e encantadoras, onde cada uma tem a sua chance de brilhar e quando isso acontece, a pessoa fica perplexa, principalmente com as atuações musicais.

Desta vez, acompanhamos as consequências dos atos destas duas protagonistas num tom ligeiramente mais obscuro, sendo que ao longo desta jornada, são mostrados os sacrifícios que são feitos em nome da amizade e da justiça. Além disso, também mostra que apesar de serem duas pessoas tão distintas entre si e de verem a vida de maneira diferente, elas construíram uma relação de amizade improvável, especial e tão poderosa que as fez mudar para melhor. Por isso, apesar das diferenças entre si, Glinda e Elphaba continuam a lutar uma pela outra.

Algo que gostaria de realçar é que a pessoa fica completamente arrepiada nas cenas em que elas partilham o ecrã, principalmente na atuação da canção For Good e na sequência final do filme! E também partilham um desentendimento engraçado, onde observamos Ariana Grande com um traço mais cómico.

Relativamente às novas faixas que fazem parte desta banda sonora e com a exceção de uma ou outra, estas não tiveram o resultado esperado e nem o efeito deixado pelo seu primeiro capítulo.

À sua maneira, este filme comove e transmite uma mensagem forte e profunda de amizade, determinação, mudança, aceitação e de transformação que te envolve imediatamente e que o espetador se identifica. E mostra que existe sempre a opção de fazermos o caminho do bem e que podemos fazer a diferença no mundo, mesmo que nos digam o contrário.

Com Wicked: For Good, percorremos a mais recente estrada de tijolos amarelos e ainda, testemunhamos o final emocionante desta saga que teve algumas falhas a nível de meros detalhes e que poderia ter trazido mais magia. Mesmo assim, houve situações em que se fica com a lágrima no canto do olho.

Para além disso, é uma narrativa com uma energia cativante, onde possui tudo o que se propõe a ser e mais um pouco, sendo que nos mostra como as nossas emoções são muito mais do que aquilo que deixamos transparecer.

Mesmo que esta conclusão tenha ensinado lições importantes, cumprido com aquilo que prometeu e ter entregado uma experiência tocante com uma excelente qualidade rodeada em drama, emoção e humor, o primeiro filme foi aquele que teve um maior impacto em mim.

No entanto, é uma produção ligeiramente acelerada realizada num tom maduro com boas vibrações que deixa a sua marca e é uma bonita homenagem a todos os admiradores deste universo tão mágico e popular e que nos inspira a uma mudança positiva.

Por isso, não se esqueçam de mudar pelo bem faz toda a diferença e vão ver que tudo se irá transformar em algo maravilhoso!

Para acederem à crítica do primeiro capítulo de Wicked, vejam AQUI! 

De seguida, deixo-vos com um vídeo do evento da Premiere em Lisboa de Wicked: For Good!



quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Filme "Wicked" - o que esperar da adaptação de um dos musicais mais populares de todos os tempos

 

Ao longo de mais de duas décadas, é considerado como um dos musicais mais populares e duradouros em palco. Falamos de Wicked que faz a sua há muito esperada estreia no grande ecrã, trazendo para o público, um evento cinematográfico espetacular e definidor de gerações. A realização é executada por Jon M. Chu.

Wicked, a história nunca antes contada das bruxas de Oz, é protagonizada por Cynthia Erivo como Elphaba, uma jovem incompreendida por causa da sua incomum pele verde, que ainda não descobriu o seu verdadeiro poder, e Ariana Grande como Glinda, uma jovem popular, dotada pelo privilégio e pela ambição, que ainda não descobriu o seu verdadeiro coração.

As duas encontram-se como estudantes na Universidade de Shiz, na fantástica Terra de Oz, e forjam uma amizade improvável, mas profunda. Após um encontro com O Maravilhoso Feiticeiro de Oz, a sua amizade chega a uma encruzilhada e as suas vidas tomam caminhos muito diferentes.

O desejo inabalável de popularidade de Glinda vê-a seduzida pelo poder, enquanto a determinação de Elphaba em permanecer fiel a si mesma e aos que a rodeiam, terá consequências inesperadas e chocantes no seu futuro.

Preparados para a grande adaptação do ano? Finalmente, temos a oportunidade de acompanhar os ingredientes mágicos que fazem parte da história maravilhosa deste universo que tem conquistado gerações e atraído cada vez mais admiradores!

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Wicked é uma obra de arte contagiante e extraordinária que nos apresenta a essência mágica de um reino especial que nos conecta desde o primeiro minuto. Tem a capacidade de nos fazer sonhar e voar por esta terra de Oz e de uma certa forma, acabamos por sentir que fazemos parte da própria história. É daqueles exemplos em como a imaginação de um lugar encantado pode ser transformado numa realidade inesperada e única.

A adaptação em si é tão fiel ao seu original, equilibrada e tem atenção a todos os detalhes, sendo que dá para ver o cuidado e o amor que foi dado ao longo da produção deste musical para o grande ecrã. Além disso, retrata temas muito relevantes para a sociedade que precisam de continuar a serem discutidos, tais como o preconceito, discriminação, aceitação, injustiça, bullying e até como a ganância, a falta de empatia e o poder pode ter consequências devastadoras para os mais vulneráveis. A história também expande o universo de Oz de uma forma muito especial e criativa, trazendo uma nova visão perante as suas personagens.  

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

A mensagem de Wicked envolvida em música é bonita e foi muito bem transmitida, onde a amizade também é um dos seus focos. Automaticamente, a pessoa processa e reflete profundamente sobre tudo aquilo que vai sendo apresentado nesta produção.

De um modo inteligente e criativo, este filme não só desafiou a gravidade, mas também superou qualquer tipo de expetativas que se poderia ter inicialmente. Os cenários foram deslumbrantes e de tirar completamente o fôlego. Também não se pode esquecer de todos os momentos musicais que encaixaram naturalmente e foram sempre introduzidos na altura certa. No caso do elenco, este grupo carismático foi muito bem escolhido e deu tempo para ver em prática, o talento de cada um destes atores. E ainda, toda a elaboração e o desenvolvimento do filme, desde a cinematografia, passando pelos figurinos, fotografia, efeitos visuais e sonoros foram muito bem trabalhados e executados com um ótimo nível de qualidade.

Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Já Cynthia Erivo e Ariana Grande brilharam nas interpretações das duas protagonistas, mas o destaque principal vai sem dúvida, para o desempenho incrível da Cynthia a dar vida a Elphaba. Elphaba é daquelas personagens que devido ao seu percurso desafiante e com uma personalidade resiliente, a pessoa consegue criar logo uma empatia, torcendo por ela e também, identifica-se com esta figura poderosa, complexa e com o seu lado mais vulnerável. E isso, tem também a ver com a performance perspicaz, espetacular e emocionante da Cynthia Erivo que possui uma voz formidável e arrebatadora e merece o devido reconhecimento.  

No entanto, foi muito bom assistir ao desenvolvimento do relacionamento entre Elphaba e Glinda que acaba por ser também um dos pontos fulcrais da narrativa.



Divulgação: Universal Pictures Portugal e Cinemundo

Wicked proporciona uma experiência cativante e inesquecível para o espetador rodeada de atuações musicais de elevada qualidade e acompanhada por coreografias muito bem executadas. É uma autêntica celebração e um miminho para os admiradores deste universo que conseguiu captar eficazmente a identidade do musical da Broadway e cumpre com o seu propósito, trazendo uma certa nostalgia e até uma lágrima no canto do olho.

Esta é uma produção intensa cheia de fantasia que é engraçada e inovadora à sua maneira e que não podem mesmo perder, principalmente se gostarem de musicais! Agora, é esperar pela segunda parte de Wicked que tenho a certeza que não irá desiludir e quem sabe, até poderá superar ainda mais as expetativas criadas por este fenómeno.

Wicked será com certeza daqueles filmes imperdíveis e viciantes que as pessoas vão querer rever e que deixou a sua marca tocante na história do cinema!

Se quiserem aceder à crítica do segundo capítulo de Wicked, vejam AQUI!

E de seguida, partilho vídeos relacionados com a antestreia deste filme em Portugal que ocorreu no Cinema São Jorge em Lisboa.




sábado, 14 de agosto de 2021

Série "Genius: Aretha" - uma terceira temporada interessante dedicada à história da vida da aclamada Rainha do Soul, Aretha Franklin

 

A National Geographic apresenta mais uma vez a sua série de antologia, Genius que conta as histórias bem fascinantes de algumas das mais brilhantes mentes mundiais e os seus extraordinários feitos, ao mesmo tempo que são abordadas as suas relações pessoais, com toda a sua volatilidade, paixão e complexidade. Disponível na plataforma da Disney +, a terceira temporada é dedicada à aclamada Rainha do Soul, Aretha Franklin que teve uma carreira extraordinária e influenciou o mundo da música e da cultura em todo o mundo e destacando-se até aos dias de hoje.

Em Genius: Aretha que contém oito episódios e é criado por Susan-Lori Parks temos a oportunidade de conhecer melhor esta mulher que teve um grande impacto na vida das pessoas, tendo sido considerada de forma unânime como a maior cantora dos últimos 50 anos que recebeu várias distinções e vendeu globalmente mais de 75 milhões de discos ao longo da sua carreira e foi não só um prodígio do gospel, mas também uma clara defensora dos direitos civis.

Mesmo sem saber ler música, Aretha aprendeu a tocar piano sozinha e quando chegou aos seus 12 anos começou a gravar músicas e a cantar nas digressões de gospel que fazia com o seu pai. Aos 18 anos, ela assinou o seu primeiro contrato com a Columbia Records. Porém em 1966, Aretha mudou-se para a Atlantic Records, onde acabou por gravar muitos dos seus temas mais icónicos. Por fim, em 1979, ela iniciou uma amizade e parceria de 40 anos com Clive Davis, produtor de inúmeros sucessos musicais, incluindo a canção que teve mais sucesso e foi mais vendida da sua carreira designada por “I Knew You Were Waiting (For Me)”, um dueto com George Michael.

O elenco é constituído por Cynthia Erivo (Aretha Franklin), Courtney B. Vance (CL Franklin), Malcolm Barrett (Ted White), David Cross (Jerry Wexler), Patrice Covington (Erma Franklin), Rebecca Naomi Jones (Carolyn Franklin), Steven Norfleet (Cecil Franklin), Pauletta Washington (Rachel), Omar J. Dorsey (James Cleveland), Marque Richardson (King Curtis), Kimberly Hébert Gregory (Ruth Bowen) e Shaian Jordan (Little Re, a Aretha Franklin em criança).

Ao longo dos episódios estão presentes muitos dos grandes sucessos musicais de Aretha Franklin, tais como “I Never Loved a Man (The Way I Love You)”, “Chain of Fools”, #Don’t Play That Song” e “Save Me”. Também fazem parte da série as atuações desta cantora lendária de “I Knew You Were Waiting for Me”, “Freeway of Love” e “Sisters Are Doin’ It for Themselves”. Para além disso são apresentadas personalidades bem conhecidas que se cruzaram no caminho de Aretha, como por exemplo, Dinah Washington, King Curtis, Clara Ward, Art Tatum, Reverend James Cleveland, Sydney Pollack, Angela David, Martin Luther King Jr, Curtis Mayfield e George Michael.

A vida de Aretha Franklin nem sempre foi fácil, mesmo fazendo parte de uma família com talentos, principalmente na relação complicada que sempre teve com o seu pai, o reverendo CL Franklin que não tem os melhores comportamentos, os relacionamentos que teve com diferentes pessoas que passaram pelo seu caminho, o facto de ter sido mãe cedo, a pressão constante que foi sentindo ao longo dos anos, o lado mau da fama e muito mais.

Até ter sido coroada a Rainha do Soul em 1967 na cidade de Chicago, Aretha passou por uma jornada de aprendizagens que foi adquirindo e dificuldades que foram surgindo, mesmo que tenham surgido algumas dúvidas pelo meio. Assim, a história vai percorrendo os anos da sua vida, utilizando diversos flashbacks do seu passado que vão mostrando como ela chegou a se tornar num ícone da música.

Desde muito nova que Aretha Louise ou Re, como era maioritariamente tratada pelos seus familiares tinha o desejo de se tornar em cantora. Ela era uma jovem de Detroit que era insegura com a sua voz que queria encontrar o seu caminho, mas que quando cantava tinha um grande impacto na audiência, sendo que chegou a cantar com coro e a participar em digressões num circuito gospel, juntamente com CL Franklin, o seu pai protetor que tinha um talento para os discursos e considerado como um ativista para os direitos civis e uma referência para a comunidade.   

Um dos desafios de Aretha foi o seu relacionamento com Ted White, o seu primeiro marido e gestor de empresas, sendo que se conheceram na casa do pai dela. Ele não era uma pessoa com muita paciência e não tinha um bom temperamento, chegando a um ponto que chegou a prejudicá-la na sua carreira e a tornar-se mais violento. Será que Aretha vai tomar uma posição perante Ted? É isso que vão ter de esperar para ver!

Na história também vai sendo abordada a dinâmica com altos e baixos que Aretha foi tendo com a sua família e a importância da religião e a respetiva fé. Para além do pai, temos Cecil, o irmão mais velho que até chegou a ser agente da Aretha, as irmãs Erma e Carolyn Franklin que eram cantoras e pertenciam ao coro dela, tendo sido sempre pessoas que a apoiaram e a ajudaram quando ela precisasse e aconteça o que acontecer, eles iriam permanecer como irmãos unidos.

Relativamente à sua carreira, Aretha assinou o seu primeiro contrato com a Columbia Records, mas quando se mudou para a Atlantic Records que queria ajudar a encontrar a sua voz, ela passa a trabalhar com Jerry Wexler, um produtor musical bem lendário que a orientou e ajudou-a a desenvolver-se para mais tarde se tornar numa boa cantora e num sucesso comercial.  

Aretha Franklin era uma pessoa que gostava de cozinhar, cantar e de tocar piano, tal como a sua mãe. Ela era uma artista diferente enquanto tocava e cantava que acreditava que ia criar um sucesso e encontrar o seu ritmo e som, seja sozinha ou com a sua banda. Nem sempre tudo corria bem à Aretha ou ela tomava as melhores decisões, chegando a um ponto que colocou uma pausa na sua carreira, mas para ela cantar sempre foi o seu anjo da guarda que fazia com que se sentisse segura. Uma coisa é certa! Aretha é um prodígio que arrasa por onde passa, nasceu para se destacar no ramo da música e para estar no palco!

Podia não ter sido uma mulher fácil de se lidar, mesmo com as suas vulnerabilidades, mas ela aprendeu muito com as experiências que teve e com as pessoas ao seu redor, sendo que tinha uma voz poderosa e intensa que não deixava ninguém indiferente e só cantava coisas que conseguia sentir.

A história também retrata a comunidade negra, os momentos mais divertidos da mesma que inclui muita dança, música, canto e diversão, mas também todas as dificuldades pelas quais passam, seja com atos de racismo, injustiça e preconceito, o modo como os brancos diferenciavam aquilo que estas pessoas podiam utilizar ou não e o comportamento dos polícias perante este povo em diferentes situações.    

Aretha acreditava nos direitos dos negros e na respetiva liberdade tal como Martin Luther King Jr com quem se encontrava, sendo que ela era generosa, de tal forma que lutava pela sua comunidade e assim, utilizando o seu poder para fazer algo de bom. Ela queria ser útil e alcançar mais pessoas, sendo que fazia o que fosse preciso para arranjar formas de se permanecer fiel a si mesma, pois ela luta por aquilo que acredita e consegue atrair e unir as pessoas. As suas músicas têm a capacidade de tocar as pessoas e de fluir pela alma de cada um, enquanto outras são mais divertidas e fazem mexer quem está a ouvir ao ponto de terem vontade de dançar.  

Assim com tumultos a ocorrerem em locais como Detroit que iam sendo repletos de violência e destruição, Aretha quis fazer a diferença e criar um álbum para trazer justiça e liberdade para a sua comunidade contendo músicas relacionadas com protestos e muito mais. Será que ela vai ter sucesso com este álbum?

Nesta terceira temporada de oito episódios temos a oportunidade de ver a Aretha a ser ela própria e com as suas mudanças de visual. Existiu uma montagem e sequência de imagens dela a cantar que foram bem espetaculares e inovadoras, sendo que a série também era constituída por um genérico animado, com requinte e cheio de energia que mostrava imagens das personagens enquanto eram apresentados os seus atores. Os figurinos foram bem trabalhados e adequados a cada época representada, a história foi fluída e bem desenvolvida e detalhada, apesar do espetador ficar com curiosidade em saber mais sobre a vida desta lenda. Na minha opinião podiam ter sido introduzidas mais atuações de músicas emblemáticas de Aretha, tais como, “I Say a Little Prayer for You”, uma das minhas músicas favoritas que me deu vontade de ver a atriz Cynthia Erivo a interpretar mais temas da minha cantora preferida já que também tem uma voz fantástica e ela desempenhou com consistência esta personagem bem desafiante.

Genius: Aretha é daquelas produções que vale mesmo a pena ver, principalmente para quem é fã desta artista que foi baseada na história da sua vida e que também teve imagens reais como um tipo de homenagem à brilhante Aretha Franklin, cujos sucessos continuam a marcar gerações e a ser considerada como uma figura que nunca será esquecida!