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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Filme "Argylle - Espião Secreto" é um thriller de espionagem que traz boas surpresas e revelações

Realizado por Matthew Vaughn, Argylle – Espião Secreto (Argylle, como título original) é uma das próximas histórias atrativas que podem ir ver aos cinemas.

O elenco é constituído por Bryce Dallas Howard, Sam Rockwell, Henry Cavill, John Cena, Ariana DeBose, Dua Lipa, Bryan Cranston, Catherine O’Hara, Sofia Boutella e Samuel L. Jackson.

Preparados para assistirem à divertida história do espião secreto Argylle, através da sua criadora, Elly Conway?

Divulgação: Universal Pictures e Cinemundo

Elly é uma escritora reclusa de romances de espionagem populares, prefere passar as noites em casa com o seu computador e gato, Alfie. Porém, quando as histórias fictícias de Elly sobre Argylle, que expõe um sindicato global de espiões, começam a espelhar ações de uma organização de espionagem real, as noites tranquilas de Elly acabam.

Juntamente com Aiden, um espião que é alérgico a gatos, e com Alfie na mochila, Elly viaja pelo mundo para fugir de assassinos, enquanto a fronteira entre a ficção e a realidade começa a esbater-se.

Qual é para vocês, a vossa noção de felicidade? Para Elly, a protagonista desta narrativa que é a autora de uma série de romances de espionagem bestseller é sem dúvida, estar no cantinho da sua casa, acompanhada pelo seu computador e o seu gato com quem tem uma ligação única.

Divulgação: Universal Pictures e Cinemundo

Já imaginaram como seria se as histórias supostamente ficcionais que estávamos a escrever eram transportadas para a vida real e acabávamos por correr risco de vida? Era algo que não passava pela cabeça de Elly, até que chega a um ponto que começa a questionar a sua própria sanidade mental. Contudo, inicialmente ela não sabia que ainda havia muito mais para acrescentar a este puzzle. Um puzzle que foi sendo preenchido aos poucos, com as peças que foram surgindo, mesmo que não fizessem qualquer sentido para a mente dela.

Chegou o momento, em que a possível revelação da existência de um sindicato de espiões global começou a refletir as ações secretas de uma organização de espiões da vida real. Nada na vida de Elly voltará a ser o que era. Uma linha entre o mundo fictício de Elly com o real começa a ser quebrada e ela é a chave para encontrar a solução.      

Divulgação: Universal Pictures e Cinemundo

Uma das estrelas desta história é nada menos do que Alfie, interpretado por Chip, o gato da vida real da supermodelo Claudia Vaughn (mais conhecida como Claudia Schiffer). Não vão faltar cenas em que este gato colocado numa mochila com formato espacial irá surpreender.

Um dos antagonistas desta história é o diretor da organização de espionagem real desempenhado por Bryan Cranston, sendo que a sua personagem fez-me lembrar traços específicos da personalidade carismática de Walter White da série de sucesso The Breaking Bad. E assim, ele teve a capacidade de trazer para mim, uma nostalgia automática e revigorante.

Divulgação: Universal Pictures e Cinemundo

Um dos pontos fortes do filme é sem dúvida, muitas das cenas protagonizadas por Sam Rockwell que trazem um brilho especial para a própria narrativa. A sua personagem é Aiden, um espião eficaz e invulgar que tem uma vulnerabilidade engraçada, ou seja, a sua alergia a gatos. Alergia essa que vai ser constantemente testada com a presença de Alfie, o gato de Elly. Aiden traz uma energia contagiante e instantânea para o espetador, fazendo com que a pessoa se identifique logo com ele e torça para que tenha sucesso na sua missão.       

Quanto maior o espião, maior a mentira, será que é mesmo assim? Nem tudo o que parece realmente é! Argylle é um thriller de espionagem com elementos distorcidos pelo meio, que nos desafia a questionar a própria realidade, sendo que ficamos constantemente em alerta, quando é para confiarmos em algo ou alguém.

Divulgação: Universal Pictures e Cinemundo

Com esta produção, temos a capacidade de identificar alguns dos elementos chave dos filmes de espionagem que foram retratados, sendo que no final, transformaram-se em algo mais simples do que na realidade são. Criatividade não irá faltar, principalmente nas cenas de luta que por vezes, trazem uma coreografia inovadora e diferente no bom sentido.

Argylle – Espião Secreto tem uma essência própria envolvida numa história flexível, inesperada e energética, sendo repleta de reviravoltas interessantes e loucuras coloridas. É uma fonte de entretenimento com um estilo peculiar que consegue trazer diversão com uma excelente combinação de sequências de ação bem cativante e ainda, com uma dose de elegância. Tem um lado mais absurdo e até improvável de determinadas cenas acontecerem, mas até trouxe boas surpresas para o argumento em si e risos na altura certa. O elenco fez um ótimo trabalho, criando assim, uma empatia imediata com o espetador.

Uma coisa é certa! Este universo ainda tem muito potencial de histórias para serem contadas que irão com certeza, criar uma ótima experiência para o público que quiser acompanhar. Por isso, que venha a próxima para nos trazer mais um momento bem passado e cheio de revelações! 



segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

O filme "The Kill Room - Arte Fatal" é uma forma simples e divertida de misturar o crime com a arte

The Kill Room - Arte Fatal (The Kill Room, como título original) é uma das estreias mais recentes para os cinemas portugueses. Este thriller com uma dose de comédia é realizado por Nicol Paone. E o elenco é composto por Uma Thurman, Joe Manganiello e Samuel L. Jackson.

A história desenrola-se ao redor de um assassino, o seu chefe, uma negociante de arte e um esquema de lavagem de dinheiro que, acidentalmente, transforma o assassino numa sensação de vanguarda, da noite para o dia, o que o obriga a jogar o mundo da arte contra o submundo do crime. O crime também pode ser uma forma de arte.

Patrice (Uma Thurman) é uma negociante de arte que se une a um assassino de aluguer, Reggie (Joe Manganiello) e ao seu chefe, Gordon (Samuel L. Jackson) para montar um esquema de lavagem de dinheiro. No entanto, a situação transforma, acidentalmente, Reggie numa sensação de vanguarda da noite para o dia e Patrice vê-se forçada a jogar o mundo da arte contra o submundo do crime.

Atualmente, são vários os negócios que têm dificuldades em trazer liquidez imediata, principalmente quando são em áreas muito competitivas, como acontece frequentemente na cidade de Nova York. Neste caso, a galeria de Patrice em Nova York não está a dar dinheiro, enquanto Gordon e Reggie têm um problema ainda maior. Embora seja extremamente lucrativo trabalhar como assassinos de aluguer, eles precisam de arranjar uma melhor forma de fazer a sua lavagem de dinheiro. Por isso, chegam à conclusão de que a galeria de Patrice poderá ser a solução para resolver esse assunto. Será que Patrice é a pessoa indicada para ter uma parceria pouco convencional com a dupla Gordon e Reggie?

Ao longo desta produção, a personagem da Patrice tem um desenvolvimento bem pertinente e inteligente, pois ela tem uma facilidade de se adaptar às situações que vão ocorrendo. Ela tem um talento nato como negociante de arte, de tal forma, que a sua habilidade acaba por tomar proporções inesperadas para as pessoas ao seu redor. Além disso, esta mulher consegue fazer um jogo de cintura muito perspicaz na sua argumentação, seja para fazer o seu trabalho ou simplesmente, para sobreviver perante elementos mais perigosos.

Alguma vez imaginariam que um assassino que não quer dar nas vistas e depois de ter pintado um quadro peculiar e estranho acaba por ter um reconhecimento imediato e popular, tornando-se num dos artistas mais requisitados pelos colecionadores? Ainda por cima com uma arte tão real e algumas vezes muito bem detalhada também não é descoberto pelos seus crimes. E quadros esses que inicialmente pareciam terríveis a nível de qualidade, mas na realidade foram os que despertaram inúmeras emoções a quem os visse. Um artista que se expressou à sua maneira com um nome pouco original. Mas que até fazia todo o sentido, devido à sua linha de trabalho, acabando por cativar, desde a primeira vez que foi revelado o seu nome artístico.

Esta foi uma forma leve e por vezes engraçada de representar o crime em arte, que levou a uma determinada transformação na vida de diversas personagens. Uma coisa é certa! Seja qual for o tipo de arte que estamos a ver, pode vir a ter o seu lado mais abstrato que nem sempre poderemos vir a entender.   

The Kill Room - Arte Fatal é daqueles filmes que surpreende pela positiva, pela forma tão automática que consegue prender o espetador, através da sua narrativa tão simples e super divertida.

Já foram algumas vezes que sucedeu uma história misturar crimes com peças de arte. Mas nesta situação foi tudo construído a um ritmo certo e de um modo tão flexível, sem grandes complexidades. As piadas são introduzidas naturalmente e sem qualquer tipo de exageros. É mesmo fantástico ver este elenco num registo mais cómico, que tem a capacidade de trazer um momento de boa disposição para o público que está a assistir. A pessoa nem dá conta do tempo a passar e sai de lá completamente descontraída e animada.

The Kill Room - Arte Fatal é uma forma simples e divertida de misturar o crime com a arte. Pode não ser uma produção de elevada qualidade, mas é daqueles filmes que de vez em quando, precisamos de ver. Por isso, deixa uma sensação de dever cumprido que eu acredito que vai entreter quem tiver interesse em ver.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

"The Marvels" é um filme refrescante que cria um ambiente descontraído e engraçado e que consegue entreter

Chegou o momento da estreia de The Marvels (As Marvels, como título em português) que é uma produção da Marvel Studios, desta vez realizada por Nia DaCosta e com Kevin Feige como produtor. Já está disponível na plataforma de streaming da Disney+.

O filme é protagonizado por Brie Larson, Teyonah Parris, Iman Vellani, Zawe Ashton, Gary Lewis, Seo-Jun Park, Zenobiia Shroff, Mohan Kapur, Saagar Shaikh e Samuel L. Jackson.

A narrativa desenrola-se ao redor de Carol Danvers (Brie Larson), também conhecida como Capitão Marvel, recuperou a sua identidade da tirania Kree e vingou-se da Inteligência Suprema. Mas, com consequências imprevisíveis levam Carol a carregar o fardo de um universo desestabilizado. Quando os seus deveres a enviam para uma fenda espacial anómala ligada a um revolucionário Kree, os seus poderes interligam-se com os da super-fã de Jersey City, Kamala Khan (Iman Velani), também conhecida como Ms. Marvel; e com a sobrinha afastada de Carol, a Capitão Monica Rambeau (Teyonah Parris), agora uma astronauta S.A.B.E.R. “As Marvels”, um trio improvável, precisa unir-se e aprender a trabalhar em conjunto para salvar o universo.

Já algum tempo que este filme suscitava algum interesse, principalmente logo após a introdução das personagens Kamala Khan e Monica Rambeau no universo da Marvel. Com Ms. Marvel, Kamala Khan teve uma série própria para ser apresentada como a super-heroína que salvou Jersey City. Enquanto Wandavision, uma das produções mais faladas da Marvel deu-nos um pedacinho da história de Monica Rambeau. Na realidade, nem é necessário acompanharem estas séries, pois o próprio filme dá as informações essenciais sobre Kamala Khan e Monica Rambeau. Mas, acredito que a perspetiva será bem diferente, caso a pessoa tenha tido a chance de acompanhar essas produções que são muito distintas entre si.

Divulgação: Marvel Studios

Por vezes damos conta de que estamos a ver uma história juvenil mais colorida e isso é muito devido à forma como foi construída a própria Ms. Marvel. A Kamala Khan é daquelas personagens que traz uma energia contagiante. E ao mesmo tempo, mostra o seu lado mais ingénuo e até nerd, relativamente a tudo relacionado com a Carol Danvers, o seu ídolo. Já imaginaram como seria ter a oportunidade de conhecer uma das nossas referências e quando chegasse esse momento, as expetativas terem sido superadas? Foi isso o que aconteceu com Kamala Khan, uma autêntica fan girl que lutou ao lado da sua heroína e ainda, tem muito para aprender. Contudo, traz um ponto de vista completamente novo que pode vir a inspirar muitos futuramente.

No caso de Monica Rambeau, depois de ter recebido os seus poderes através de um feitiço criado por Wanda (Elizabeth Olsen), ela já consegue ter controlo sobre eles e aproveita para colocá-los em prática no seu trabalho no espaço, através do projeto S.A.B.E.R, liderado por Nick Fury (Samuel L. Jackson). Porém, ela continua a lidar com os seus traumas causados pelo “abandono” de Carol Danvers. Monica será testada de diversas formas, entre elas, a partir do momento em que surge o reencontro há muito aguardado.

Acompanhada pelo gato invulgar Goose, Carol Danvers está a aprender a estar sozinha e continua a lidar com as consequências dos seus atos, enquanto tenta recuperar as suas memórias que tinham sido apagadas pelos Kree e perceber o que significa ser uma líder. De repente, ela é atirada para uma situação com uma nova equipa. 

Divulgação: Marvel Studios

A decisão de incluírem Monica Rambeau e Kamala Khan como parceiras desta Vingadora para esta nova aventura foi sem dúvida, uma ideia bem inteligente. Estas três mulheres possuem uma dinâmica natural entre si, prendendo mais a atenção de quem está a ver, tornando-se assim, especial e interessante vê-las a trabalhar em equipa. E ainda, utilizando os seus poderes de uma certa forma com semelhanças, que num todo encaixam na perfeição.  

Um dos pontos altos desta história é sem dúvida, as cenas de luta que estão muito bem construídas e coreografadas, mostrando uma arte que podia ser difícil de representar, principalmente quando esta tripla está constantemente a trocar de lugar, devido aos poderes estarem interligados entre si. Os efeitos visuais é outro ponto muito positivo que em certas situações, a pessoa ficava fascinada com aquilo que estava a ver.

Porém, o argumento tem os seus altos e baixos e não conseguiu ser sempre consistente, sendo que se fica com a sensação de que faltou algo e que poderiam ter explorado outros elementos. Mesmo assim, tem o seu charme, dá para ver que foi feito com amor e existem alturas em que brilha com elegância.   

Divulgação: Marvel Studios

Infelizmente, esperava mais do papel da antagonista. Eu já conhecia o trabalho de Zawe Ashton e admito que estava curiosa para vê-la interpretar uma vilã. Mas, não foi de acordo com aquilo que esperava. Acabou por ser uma personagem facilmente esquecível, em que faltou muita coisa para ser contada da sua história de origem e que poderia ter sido mais bem aproveitada.

The Marvels cria um ambiente descontraído e engraçado com algumas parvoíces pelo meio que consegue entreter à sua maneira. É um filme leve, divertido, refrescante e cheio de ação com humor criativo e possuindo ideias mais inovadoras que foram interessantes de se ver, sendo que trouxe um resultado satisfatório. Além disso, tem cameos e uma cena pós-créditos, apresentando uma realidade paralela com personagens populares, que eu acredito que vai entusiasmar muitos admiradores para o futuro da Marvel.

No entanto, é mais uma produção que vai dividir opiniões. Mas que mesmo assim, cria vontade de continuar a ter esperança de que o universo cinematográfico da Marvel vai voltar aos seus dias de glória.

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Minissérie "Secret Invasion" - será que esta produção acrescentou um grande conteúdo à MCU?

 

Desta vez vamos analisar Secret Invasion (Invasão Secreta, como título em português), a nova série de seis episódios da Marvel Studios. É uma série original de live-action com realização de Ali Selim que estreou recentemente, em exclusivo no Disney+.

No elenco temos Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Cobie Smulders, Martin Freeman, Kingsley Ben-Adir, Charlayne Woodard, Killian Scott, Samuel Adewunmi, Dermot Mulroney, Christopher McDonald, Katie Finneran, Emilia Clarke, Olivia Colman e Don Cheadle.

Neste thriller de espionagem, Nick Fury descobre uma invasão clandestina da Terra por uma fação de Skrulls transmorfos. Fury junta-se aos seus aliados, incluindo Everett Ross, Maria Hill e o Skrull Talos, que construiu uma vida para si mesmo na Terra, e juntos, eles correm contra o tempo para impedir uma iminente invasão Skrull e salvar a humanidade.

Ultimamente, as produções mais recentes da MCU têm tido os seus altos e baixos, chegando a um ponto que dividem por completo a opinião, tanto dos críticos como dos próprios fãs. Mas num geral, isso não tira a vontade de continuar a acompanhar a jornada incomparável de cada uma das personagens deste universo.

Relativamente a Secret Invasion, a sua produção esteve plenamente no segredo dos deuses, onde são poucos os detalhes que tivemos acesso até à estreia da mesma. Quando acompanhamos o trailer, consegue-nos prender à atenção, sem precisar de mostrar muito. Nick Fury é daquelas personagens que estamos tão habituados a ver que faz parte da velha guarda e impõe respeito. E são muitas as perguntas que precisam de ser respondidas sobre por onde a sua viagem o tem levado nos últimos tempos.

Já a dinâmica entre Nick Fury e Maria Hill é tão natural e perspicaz que com esta história quem sabe, possamos testemunhar ainda mais esta dupla a fazer o que for preciso para salvar a humanidade. Mas será que foi mesmo isso que aconteceu?

Através desta minissérie temos a chance de conhecer novas personagens que serão introduzidas neste universo. E, ainda saber mais sobre a história dos Skrulls transmorfos e as suas motivações para invadirem a Terra.

Créditos: Marvel Studios e Disney+

Secret Invasion é mais um exemplo de uma aposta que teve os seus altos e baixos e não conseguiu aproveitar o seu próprio potencial. Houve personagens que finalmente teriam a oportunidade de brilhar, ter mais destaque e já mereciam que isso tivesse acontecido há mais tempo. Infelizmente, acabaram por serem descartadas de um modo rápido e inesperado que a pessoa fica de uma certa forma, revoltada com essa escolha. Esta é mais uma situação de como o trailer pode enganar o produto final, onde quem está a ver espera algo completamente distinto daquilo que acabou por receber.

Além disso, também fizeram parte cenas com ação que souberam a pouco, reviravoltas e surpresas que dividiram automaticamente opiniões, deixando alguns desiludidos com a forma como tudo se desenrolou.

Será que esta produção acrescenta um grande conteúdo à MCU? Pelo menos, a Sonya Falsworth, personagem desempenhada brilhantemente por Olivia Colman cria um interesse imediato em querer saber mais sobre a sua jornada, os seus planos e cujas habilidades podem ser bem úteis para o futuro deste universo. E ainda temos, a G’iah interpretada pela Emilia Clarke que com os seus novos poderes pode vir a surgir em produções futuras, e na realidade até tenho curiosidade em ver essa possibilidade.

Contudo, uma coisa é certa! Haviam muitos caminhos diferentes que poderiam ter sido explorados, sendo que no final teriam beneficiado a história em si e conquistado mais o público. O facto de ser considerado um thriller de espionagem poderiam ter dado mais relevo a esse nível, já que não tem sido uma área muito explorada neste universo. E depois, há certas cenas que acompanhámos no filme Avengers: Endgame que nunca mais terão o impacto que tiveram no público, depois das revelações de Secret Invasion.

Qual é a conclusão que chegamos depois de ver Secret Invasion? Muitas perguntas ficaram sem respostas e surgiram mais dúvidas. Qualquer um pode ser um Skrull e tem de ser eliminado, mesmo sem ter confirmações da sua identidade. Um antagonista que não teve um desenvolvimento bem executado. Cenas de ação que faziam sentido terem mais tempo de antena que foram inteiramente apressadas. E Nick Fury que ainda tem muito trabalho pela frente para lidar com os seus demónios interiores e com os erros que cometeu, nos quais trouxe consequências devastadoras para as pessoas ao seu redor. Espero que daqui para a frente possamos voltar a rever o persuasivo e intimidante Nick Fury que não vimos nesta minissérie e que já temos muitas saudades de o ver em ação!