sábado, 18 de abril de 2020

Série "The Magicians" com Rick Worthy - uma série de fantasia com os seus altos e baixos


Hoje o tema vai ser escrever sobre uma das séries de maior sucesso do canal Syfy, denominada por "The Magicians". Foi lançada em 2015 e é constituída por 5 temporadas, com um total de 65 episódios. Foi criada por Sera Gamble e John McNamara e baseada na trilogia de livros de Lev Grossman, com os títulos "The Magicians", "The Magicians King" e "The Magician's Land". 

Conta a história de um jovem tímido e inteligente chamado Quentin Coldwater (Jason Ralph), que sempre foi um grande admirador de romances de fantasia que lia quando era criança e que eram passados numa terra mágica com o nome de Fillory. Acaba por descobrir que o mundo de fantasia com que sempre foi obcecado, afinal é real e que poderá representar um perigo para a humanidade. Quentin tem uma vida muito simples até que é aceite na misteriosa e secreta Universidade de Brakebills localizada no norte de Nova Iorque, que é bem diferente do habitual e onde é especializada em magia. É um apaixonado por magia e tem uma missão muito importante a cumprir, mas para isso acontecer, irá ter uma longa jornada pela frente. 

O elenco também incluí Stella Maeve (Julia Wicker), Olivia Taylor Dudley (Alice Quinn), Hale Appleman (Eliot Waugh), Arjun Gupta (William 'Penny' Adiyodi), Summer Bishil (Margo Hanson), Jade Tailor (Kady Orloff-Diaz), Rick Worthy (Henry Fogg), entre outros.


Quando se fala desta série, existe uma leve comparação com o universo mágico de Harry Potter e Hogwarts, mas acabam por ser relativamente diferentes. Cada um tem um público-alvo muito específico, mas The Magicians acaba por ser uma versão mais adulta. Mostra um lado muito mais negro da magia e que mostra que nem tudo o que parece é, e que aprender magia pode não ser assim tão fácil, pois pode vir a levar a terríveis consequências bem reveladoras. A forma como os feitiços são lançados também é bem diferente e acaba por ser interessante assistir à aprendizagem que vão adquirindo ao longo de toda a história.

Está é uma série constituída por diversas missões, que acabam por ter resultados inesperados. Apesar de ser muito inteligente e pouco sociável, são várias as peripécias e dificuldades que Quentin irá passar, mas terá ao seu lado, diferentes aliados que vai conhecendo ao longo da sua jornada. 

Infelizmente, nem todos terão as qualificações necessárias para aprenderem magia em Brakebills. Foi o que aconteceu com Julia, a melhor amiga de Quentin. Apesar de não ter sido aceite em Brakebills, Julia irá desenvolver uma obsessão em querer aprender o máximo possível sobre magia, para assim encontrar as respostas que tanto precisa e será que irá encontrar as mesmas numa sociedade de magia?   

Cada personagem possui a sua própria personalidade, sendo uns mais complexos do que outros e à medida que vamos vendo cada episódio, acabamos por conhecer um pouco mais sobre o passado de cada um. Também podemos acompanhar as dificuldades que cada um vai passando e por vezes levam a que possam não cometer as melhores ações.

A química que algumas personagens têm umas com as outras acaba por ser um dos pontos positivos da série. Temos como exemplo, a relação entre Eliot e Margot, que apesar de serem os maiores responsáveis pelo lado humorístico da série, acaba por ser divertido acompanhar as cenas compartilhadas por estas duas personagens. Para além de Eliot e Margot, também Kady e Penny tornaram-se em personagens que sempre tive curiosidade em acompanhar todas as lutas e peripécias que iam sucedendo.

Como disse anteriormente, esta série para além de ser de fição e fantasia, também tem um lado humorístico. Mas infelizmente, acho que nem sempre algumas piadas tiveram um bom resultado final e assim, acabaram por ser demasiado forçadas em algumas situações. 

Há episódios que por vezes têm tanta informação, que nem sempre o espetador consegue absorver tudo o que está a ver, acabando por criar alguma confusão no mesmo e também acho que alguns episódios não deveriam ser tão apressados.

Esta é uma série que acaba por ter os seus altos e baixos. Admito que houve alturas que achei que a história já tinha dado tudo o que poderia e fiquei admirada por ter chegado a 5 temporadas. Houve temporadas com qualidade inferior, sem dúvida, com alguns erros pelo meio e onde incluía cenas que não faziam qualquer sentido. Também houve episódios que foram um pouco chatos de assistir, porque nem sempre sentia a mesma adrenalina pela história. 

Mas também houve episódios com revelações inesperadas que me surpreenderam de um modo muito positivo e que me foram cativando a querer continuar a acompanhar a história. Sempre gostei das cenas que eram desenvolvidas em Filory, pois incluíam magia e fantasia, de um modo inocente e também de acordo com a perspetiva de Quentin

Gostei da forma como terminaram a história, apesar de terem deixado em aberto a mesma e ao mesmo tempo terem dado um final a algumas personagens. 

Admito que ainda não li os livros, mas acaba por ser uma boa oportunidade para ter uma ideia da adaptação que a série fez ao longo destas 5 temporadas, apesar de a partir de uma determinada altura, ter seguido um caminho diferente relativamente à dos livros.

Tive a oportunidade de conhecer o ator Rick Worthy, que para além de ter participado na série "Supernatural", também interpreta a personagem Henry Fogg na série The Magicians. Considero que seja uma personagem caricata e divertida de se assistir e foi interessante partilhar a minha opinião com o ator. Conheci o Rick em Maio de 2019, numa convenção em Itália. Ele não fazia parte dos convidados da convenção, mas estava de férias em Roma e alojado no mesmo hotel, onde a mesma se realizou. Foi uma pessoa muito simpática e divertida, que deu oportunidade a todos os que queriam falar com ele. Foi uma boa surpresa conhecer este ator, que já tem muitos trabalhos no seu currículo. 


quinta-feira, 16 de abril de 2020

Série "The Protector " - 1ª série turca produzida pela Netflix


A série “The Protector” que tem o título original “Hakan: Muhafiz” é considerada como a primeira série turca, produzida pela plataforma da Netflix e estreou em Dezembro de 2018. É atualmente constituída por 4 temporadas, com um total de 32 episódios e com cerca de 40 minutos de duração. É baseado num romance turco chamado “Karakalem ve Bir Delikanlının Tuhaf Hikayesi", escrito por İpek Gökdel e tem a criação de Binnur Karaevli e é realizado por Can Evrenol, Umut Aral e Gönenç Uyanık.

O elenco é composto por Çağatay Ulusoy (Hakan Demir); Ayça Ayşin Turan (Leyla Sancak); Hazar Ergüçlü (Zeynep Erman); Okan Yalabık (Faysal Erdem); Mehmet Kurtuluş (Mazhar Dragusha); Yurdaer Okur (Kemal Erman), entre outros.

Conta a história do jovem Hakan Demir (Çağatay Ulusoy) que lhe acontece uma grande mudança na sua vida, quando descobre que tem uma ligação especial a uma organização secreta antiga e é considerado como o último Protetor da cidade de Istambul. Irá percorrer uma longa jornada constituída por diferentes obstáculos e incertezas para conhecer o seu passado e descobrir os seus poderes, e assim impedir os planos de um grupo de pessoas chamados os Imortais que querem destruir a cidade. Para isso acontecer, terá primeiro de treinar e procurar pelos instrumentos que serão necessários para derrotar estes vilões. Mas para Hakan não será fácil salvar Istambul, pois são vários os inimigos que estarão no caminho deste protetor e as suas próprias ligações que vai criando ao longo do tempo também serão postas à prova. Também terá ao seu lado, os Leais, que são membros de um grupo que fizeram um juramento de proteger tanto o Protetor como todos os membros da linhagem deste. A vida de Hakan não seria a mesma se não estivesse envolvido num triângulo amoroso com Leyla (Ayça Ayşin Turan) e Zeynep (Hazar Ergüçlü).


Há medida que vai aprendendo mais sobre o seu passado, o peso da responsabilidade que Hakan tem para com a cidade de Istambul é cada vez maior. São várias as descobertas que vão acontecer, nos quais é inevitável a perda de algumas personagens. Será que vai cumprir o seu destino, como último Protetor de Istambul?

Acaba por ser um argumento previsível, mas que nos cativa através de cada personagem e alguns dos seus vilões. Nem sempre o espetador é surpreendido com o desenrolar deste drama, mas há episódios que nos deixam na expetativa em querer saber o que irá suceder de seguida e por vezes acabamos por estar errados quando tentamos adivinhar o que poderá acontecer nos próximos episódios.

Foi interessante saber mais sobre a cultura turca, pois tinha muito pouco conhecimento sobre a mesma. O fato desta história ser filmada na cidade de Istambul é uma das razões pelos quais, eu tenho gostado de ver esta série, e principalmente quando mostram a cidade e alguns dos seus locais históricos. É interessante observar como é o funcionamento tanto das lojas como do próprio comércio de lá e também podemos ver a antiguidade que por vezes carateriza esta cidade. Sem dúvida que fiquei com curiosidade em visitar Istambul.

Até considero que esta série de ficção científica e fantasia tem tido alguma dinâmica e onde tanto as cenas de ação como as cenas de luta são bem desenvolvidas. Achei curioso ver como uma personagem tão impulsiva e por vezes irresponsável, como o Hakan poderia tornar-se no único protetor capaz de salvar a cidade de Istambul. Também achei engraçado assistir ao modo como Zeynep foi treinando Hakan para o tornar capaz de cumprir as suas responsabilidades.

Apesar de terem bom material para adaptarem esta história, foram algumas as cenas que se tornaram confusas. Em alguns episódios, a probabilidade de o espetador se questionar e de se perder era grande. Por isso, acho que a evolução da história nem sempre foi bem pensada, pois houve partes em que não faziam qualquer sentido estarem lá.

Esta é daquelas séries que nem todas as temporadas tiveram o mesmo tipo de qualidade, se formos comparar cada uma, mas que continua a dar-nos vontade de continuar a acompanhar, pois apesar de alguns erros cometidos, a curiosidade do espetador acaba por ser muito maior.

Foi bom enquanto durou, sendo que o final podia ter sido melhor e é pena que esta história turca tenha terminado, pois eu acredito que ainda tinha muito para dar.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

"Tiger King" - uma conspiração que envolve dinheiro, loucura e vingança, mas os animais é que pagam


Estreou recentemente na Netflix, um dos seus maiores sucessos, "Tiger King: Murder, Mayhem and Madness" ("Tiger King: Morte, Caos e Loucura" em português) que tem sido considerada como uma das séries documentais mais polémicas de sempre. E acabou por se tornar num fenómeno mundial, por ser das escolhas mais vistas pelos milhões de subscritores desta plataforma. É constituído por apenas 7 episódios que vai deixando o espetador interessado, mas ao mesmo tempo chocado, desde o início ao fim. 

Este documentário conta a história bem real de um criador de felinos, como leões e tigres chamado Joseph Maldonado-Passage, mais recentemente conhecido por Joe Exotic ou mesmo por Tiger King, que era o dono e responsável por um parque de animais exóticos na cidade de Wynnewood, no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos da América (EUA). Mas foi condenado a 22 anos de prisão por um bom número de crimes relacionados a maus tratos aos animais, e entre eles, ter contratado um homem para matar Carole Baskin, uma ativista pelos direitos dos animais. Até hoje considera-se inocente por todos estes crimes. 

Joe acaba por ser uma pessoa homossexual que é excêntrica e exibicionista, com um corte de cabelo caraterístico e que gosta de ser o centro das atenções. Com uma personalidade muito específica e peculiar, onde gosta de provocar as pessoas que não gosta e que comete loucuras imprevisíveis. Para além disso, considera-se um amante de armas, músicas country e de animais exóticos, como os tigres, nos quais também são transmitidas imagens do Joe a conduzir a sua carrinha, juntamente com a companhia de um tigre adulto. Sendo o protagonista do seu próprio reality show, também aproveitou para se casar com 2 homens de uma só vez numa cerimónia cheia de convidados. Chegou a ser candidato independente às eleições presidenciais nos EUA em 2016 e também nas eleições primárias para o cargo de governador de Oklahoma.

Carole Baskin é a proprietária do Big Cat Rescue, que é descrito como um santuário para todos os grandes felinos que são resgatados de diversos cativeiros e é situado em Tampa, na Flórida. É uma excêntrica defensora dos direitos dos animais e que usa roupas com padrão tigresa. Acusou Joe Exotic de crueldade animal e de tentar lucrar, através da exploração das centenas de tigres e leões que tinha no Greater Wynnewood Exotic Animal Park. Mas à medida que vai sendo mostrando o seu santuário, nem sempre o que parece é verdade.

Infelizmente, nos EUA há cerca de 7000 tigres que estão em cativeiro, enquanto 4000 vivem em liberdade. Neste documentário foi mais abordado a rivalidade entre Joe Exotic e Carole Baskin que durou anos, do que sobre as condições que alguns destes animais exóticos vivem.

Isto acaba por ser um documentário intenso, nos quais envolve uma conspiração que vai sendo criada, há medida que o espetador vai assistindo cada episódio. São vários os momentos de loucura que vão decorrendo ou ações repugnantes que acabam por acontecer por dinheiro ou mesmo vinganças pessoais e infelizmente acabam por ser os animais, as verdadeiras vítimas disto tudo. 

O espetador vai sendo surpreendido ao longo de todos os episódios. Seja nas declarações de cada entrevistado, onde expressam as suas opiniões sobre diferentes temas relacionados com tudo aquilo que aconteceu desde o início. Desde parques de animais que parecem seitas, investigações secretas conduzidas pelo governo federal dos EUA, burlas e vendas ilegais de diversos animais exóticos, criação excessiva de grandes felinos com objetivo monetário, alianças que mais tarde se tornam em vinganças pessoais, um misterioso desaparecimento, espetáculos de animais no parque ou em centros comerciais, possíveis ligações de criminosos a estes negócios, entre outros. 

São vários os participantes neste documentário. Um deles é Mahamayavi Bhagavan "Doc" Antle, que é o dono de um safari que contém grandes felinos em Myrtle Beach, na Carolina do Sul, que acaba por ter muito a esconder, sobre como funciona o seu espaço, principalmente a nível de bastidores. Temos também o Howard Baskin, atual marido de Carole Baskin ou mesmo Jeff Lowe, um autêntico criminoso, que tem as suas próprias ideias imprevisíveis. Acabam por participar possíveis criminosos, traficantes de droga ou mesmo vigaristas, que têm em comum, a paixão por estes animais exóticos. 

São alguns os mistérios neste documentário, tais como o misterioso desaparecimento do marido anterior de Carole Baskin, Don Lewis, que ocorreu em Agosto de 1997. São vários os relatos que dão conta que Carole é a principal suspeita deste desaparecimento e que possivelmente até o matou, e segundo Joe Exotic, existe a possibilidade de ela ser a responsável pela morte de Don e por ter dado os seus restos mortais a comer aos tigres, que viviam no seu santuário, mas nunca foi acusada formalmente.

São várias as reviravoltas que vão decorrendo e acaba por tornar-se surreal. Ficamos a pensar que não é possível ser real, mas depois acabamos por ver as imagens que comprovam, os acontecimentos macabros ou violentos que infelizmente decorreram naquela altura ou as condições desumanas que alguns tigres e leões acabam por passar, sem qualquer preocupação pelos mesmos.


sábado, 11 de abril de 2020

Série "Freud" - uma série extraordinária e ao mesmo tempo perturbadora numa viagem pelo interior da mente humana


A série "Freud" com idioma em Alemão e que estreou recentemente na plataforma da Netflix, baseia-se na vida do psicanalista mais conhecido de todos os tempos e apesar de algumas partes da história serem pura ficção, pois pouco se sabia sobre a época em que viveu a faixa dos 30 anos, acabou por dar uma certa liberdade aos escritores deste thriller. Esta primeira temporada é constituída por 8 episódios e é a primeira produção austríaco-alemã inserida na plataforma. É criada por Marvin Kren, Benjamin Hessler e Stefan Brunner, e tem a produção da Netflix, da rede de emissão austríaca OFR, da Bavaria Film Fiction e da Satel Film.

O elenco é composto por Robert Finster (Sigmund Freud), Ella Rumpf (Fleur Salomé), Georg Friedrich (Inspetor Alfred Kiss), Christoph Krutzler (Franz Poschacher), Brigitte Kren (Lenore), Anja Kling (Sophia von Szápáry), Philipp Hochmair (Viktor von Szápáry), entre outros.

A história desenrola-se em 1886 no século XIX, na cidade de Viena, onde vive um jovem Sigmund Freud (Robert Finster), um neurologista e judeu austríaco, com um vício em cocaína que começa a dar os seus primeiros passos na psicologia e que tinha o objetivo de saber mais sobre a origem da histeria. Resolve colocar em prática, técnicas de hipnose no tratamento de pacientes com histeria ou com outras fontes de foro psicológico. Freud luta para ser reconhecido e para provar que não é um impostor no trabalho que desenvolve, mas as suas  teorias inovadoras e revolucionárias nem sempre foram bem aceites pela sociedade, nem pela comunidade científica e foram muitos os obstáculos com que se debateu para que fosse levado a sério. Une-se a uma médium e a um inspetor da polícia numa investigação de diferentes desaparecimentos e homicídios e na procura de um serial killer, onde as suas técnicas de psicanálise e o seu conhecimento extenso da mente humana podem ser úteis para ajudar a resolverem estes crimes. 

É um argumento muito bem elaborado, onde é intrigante desde o início até ao fim. Representa um tema que não é muito falado, mas que acaba por ser muito complexo de se descrever, principalmente quando falamos de ações cometidas pelo próprio inconsciente. Todos os elementos foram pensados ao mínimo pormenor tornando esta série extraordinária e também perturbadora, quando começamos a descobrir um pouco mais sobre o quanto complexa e profunda é a mente humana. E que melhor forma de mostrar isso do que serem as próprias personagens a experienciarem-no, de um modo perturbador e por vezes desumano. Achei que foi tudo muito bem conseguido por parte dos escritores da história que acabaram por aproveitar a liberdade que tinham para introduzirem conceitos criativos e originais.

É impressionante a forma como diferentes técnicas de hipnose podem resultar numa pessoa com histeria ou que necessite de ser manipulada, mas também o modo como exploram o poder que a transe pode ter numa conspiração. Seja num sonho delirante ou em cenas de canibalismo que surpreendem da forma como são filmadas.

Freud acaba por não ter uma tarefa fácil na sua pesquisa intensiva em conhecer profundamente a mente humana, mas à medida que vai conhecendo mais sobre o assunto do inconsciente vai também aprofundando os seus métodos.

Também são explorados traumas que podem tornar uma personagem numa pessoa instável, alguns mistérios sobrenaturais, o funcionamento tanto de episódios de histeria como de sonambulismo e a evolução dos métodos que vão sendo utilizados para conhecer melhor a mente humana.  

Considero que a banda sonora foi muito bem escolhida, pois ajuda a manter o mistério e suspense psicológico da história. Foi inserida nos momentos certos que mantém o espetador atento ao que acontece, surpreendendo-o de formas que não se está à espera. Também inclui um nível extenso de manipulação, onde os personagens são constantemente perturbados pelos seus próprios demónios. 

Achei que todas as personagens foram muito bem concebidas. Foi interessante ver uma das personagens ter um talento nato para a hipnose. A própria época também foi muito bem recriada, principalmente na representação da sociedade que vivia naquela altura e do luxo que já existia e também achei que os figurinos foram bem escolhidos. Também gostei muito da fotografia escolhida e da realização e edição que foi feita, pois apresentaram um resultado final muito bem desenvolvido, cativante e extraordinário.

São poucas as séries que costumo ver de outros idiomas, mas cada vez mais tenho visto a qualidade das produções de outros países. Apesar desta série ser falada em Alemão, a sua história deixou-me interessada desde o início até ao fim e foi inserida na lista das minhas séries favoritas.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Série "How I Met Your Mother" com Cobie Smulders


A série "How I Met Your Mother" ou "Foi Assim Que Aconteceu" (em português) é das comédias mais inovadoras e cativantes existentes. É constituída por 208 episódios que estão divididos em 9 temporadas e foi transmitida no canal CBS desde 2005 até 2014. Com a criação de Carter Bays e Craig Thomas, esta sitcom é considerada como uma das favoritas de muitos fãs espalhados pelo mundo fora. Já foi nomeada para vários prémios e onde foi vencedora de 7 Emmys. 

Em 2030, o arquiteto Ted Mosby (Josh Radnor) resolve contar aos filhos, sobre todos os acontecimentos que sucederam até conhecer a mãe destes. Tudo começa no ano de 2005, onde partilha as suas aventuras, enquanto procura pela mulher da sua vida. De acordo, com a sua perspetiva, Ted aproveita também para contar a jornada que teve ao longo dos anos, com os seus amigos Marshall Eriksen (Jason Segel), Lily Aldrin (Alyson Hannigan), Robin Scherbatsky (Cobie Smulders) e Barney Stinson (Neil Patrick Harris).

Admito que fui uma daquelas pessoas que começou a ver a série, uns anos depois de terminar e também aproveitei para o fazer quando soube que uma das protagonistas da mesma ia estar presente na Comic Con Portugal em 2016. E sim, estou a falar da Cobie Smulders, que deu vida, durante muitos anos à Robin Scherbatsky, mas irei falar mais à frente da sua presença. Entretanto não é que tive pena de não ter visto a série há mais tempo, mas sendo constituída por muitas temporadas, acabei por ir adiando, até que chegou o dia de fazer uma maratona da mesma.

É uma série de comédia dividida por episódios de cerca de 23 minutos (em média) excecionais, que nem se dá pelo tempo a passar e que vão surpreendendo cada vez mais o espetador, deixando-o numa mistura de emoções, desde rir às gargalhadas a ficar emocionado com algumas cenas mais tristes, levando-o a que se sinta cada vez mais ligado à experiência vivida por cada personagem. Também mostram o verdadeiro significado de ter uma família, pois a mesma não precisa de ser entre pessoas do mesmo sangue, mas sim estarem presentes sempre que é necessário. A prova disso é amizade que Ted, Robin, Barney, Marshall e Lily têm entre si, apesar de todas as peripécias que possam acontecer.


Um dos principais cenários onde muitas das cenas mais hilariantes que por vezes deixa o espetador às gargalhadas acontecem num bar chamado Maclaren's Pub.

Um dos principais fatores pelo sucesso da série é sem dúvida, todo o trabalho desenvolvido por Neil Patrick Harris para dar vida a um personagem tão emblemático e com um fato tão caraterístico como o Barney Stinson. É uma interpretação imperdível, carismática, hilariante e brilhante feita por este ator. Não é fácil desenvolver um personagem tão complexo e excêntrico, como o Barney. E não é que as minhas frases favoritas da série são ditas por este personagem. Como exemplo, temos uma das frases mais marcantes de sempre, que é a seguinte, "Legen...wait for it...dary!" ou "Challenge Accepted", quando Barney queria aceitar um determinado desafio proposto por um dos seus amigos, entre muitos outros. Sem dúvida que é a personagem que mais me faz rir na série. 

Para mim uma das partes mais divertidas da série é o modo como nos ensinam dicas de sedução ou a importância que é seguir determinados códigos. E quem acaba por nos ensinar é o Barney Stinson, que apesar de ser mulherengo e mentiroso, tem um código que segue com o maior rigor, que é o código Bro e por isso, vai ensinando aos seus amigos, as razões para segui-lo. Para além disso, também coloca em ação o seu Playbook quando quer conquistar alguém e considero que são algumas das cenas mais engraçadas que podemos assistir.

Um dos pontos positivos da série é a construção que é feita à volta de cada personagem. Cada uma das 5 personagens principais têm personalidades muito distintas umas das outras e é interessante ver a forma como estas se vão relacionando ao longo da história e o seu respetivo crescimento. Acabamos por nos identificar pessoalmente com um deles e acabamos por ficar curiosos com o desenrolar da jornada de cada um e a torcer para que consigam alcançar aquilo que pretendem.

Uma das partes que nos ensina o valor da amizade é através do Intervention. É uma sessão que foi criada pelas personagens que fazem quando algum deles tenha cometido algum erro ou precisa de ajuda. É uma forma interessante de ajudar a ultrapassar um determinado problema ou obstáculo.

Esta é uma série que tem um pouco de tudo. Temos drama, momentos embaraçosos, piadas inteligentes, paixão, fantasias, momentos divertidos, entre outros. Estas personagens partilham algumas das nossas dificuldades, fragilidades e medos ou mesmo a esperança de conseguirem encontrar a pessoa certa. São vários os desafios que vão enfrentando para conquistarem aquilo que pretendem, tal como acontece na vida real. Também são partilhadas diversas lições de vida, de um modo simples, mas divertido ao mesmo tempo.

Uma outra lição que aprendi nesta série foi que o importante é a jornada e a aprendizagem que vamos adquirindo na mesma. 

A banda sonora também foi muito bem implementada na série. A música do genérico é algo que fica na cabeça do espetador e não se esquece, por mais anos que passem.

O ponto menos positivo desta série foi sem dúvida o final da mesma. Foi um final que dividiu opiniões e que passado alguns anos após o mesmo ter sido transmitido, ainda se fala desta história emblemática que deixou alguns fãs tristes com a forma como terminou a história.

Por fim, tive a oportunidade de conhecer pessoalmente a Cobie Smulders, que interpretou muito bem a Robin Scherbatsky. Sempre achei a Robin como uma personagem muito própria, independente e trabalhadora, com o objetivo de ser jornalista, mas que pelo meio tinha alguns segredos a esconder. Acho que teve uma boa evolução desde que conheceu o Ted pela 1ª vez no bar. A Cobie é das pessoas mais simpáticas que conheci e também achei-a muito divertida e foi bom ter conseguido ter uma conversa muito interessante com ela, onde falámos sobre diferentes temas, desde o seu trabalho como Robin ou do seu papel de Maria Hill no universo da Marvel, entre outros. Os painéis que ela fez na Comic Con Portugal em 2016 foram dos mais divertidos que assisti até hoje, onde ela cantou com a plateia, a música "Let's go to the Mall". Esta música era cantada pela sua personagem na série, com um estilo caraterístico.

Aconselho-vos a fazerem uma maratona desta série, pois será uma forma de se distraírem e de darem umas belas gargalhadas.

sábado, 4 de abril de 2020

Crítica do filme "Code 8"


Em 2016, Robbie e Stephen Amell lançaram uma curta-metragem com o nome de "Code 8", com o objetivo de terem a oportunidade de criarem no futuro, um filme com mais conteúdo sobre o mesmo. Para isso acontecer era fundamental terem investimento suficiente para cobrar todas as despesas necessárias para a sua realização. Por isso, estes 2 atores resolveram criar uma campanha para angariar financiamento para produzir este filme de fição científica, que incluía venda de merchandising exclusivo do mesmo, desde t-shirts, meias, postais autografados, entre outros. Foram milhares as pessoas que contribuíram para esta campanha, levando ao orçamento necessário para a concretização do projeto.

O filme de fição científica "Code 8" foi lançado em 2019 e foi criado e realizado por Jeff Chan, mas também foi produzido pelo Robbie Amell e Stephen Amell.

A história decorre numa realidade, onde cerca de 4% dos seres humanos nasceram com poderes e que têm de enfrentar as dificuldades e a discriminação de viver num mundo, onde não são aceites pela sociedade. Um deles é o jovem Conner Reed (Robbie Amell) que junta-se a um grupo de criminosos, liderado por Garrett (Stephen Amell) e que trabalham para o líder de um cartel de drogas da cidade de Lincoln, chamado Marcus Sutcliffe (Grey Bryk). Connor irá utilizar os seus poderes para cometer pequenos crimes e assim, ganhar o suficiente para ajudar a sua mãe Mary (Kari Matchett) que está doente. 
  


O elenco é constituído por: Robbie Amell (Connor Reed); Stephen Amell (Garrett); Kari Matchett (Mary Reed); Sung Kang (Park); Greg Bryk (Marcus Sutcliffe); Alex Mallari Jr. (Rainer); Aaron Abrams (Davis); Kyla Kane (Nia); Laysla De Oliveira (Maddy); Vlad Alexis (Freddie), entre outros.

Pela primeira vez, os primos Robbie e Stephen Amell partilham o grande ecrã e as cenas partilhadas por ambos foram alguns dos pontos positivos do filme.

Logo no início do filme são partilhadas diferentes imagens que faziam parte de noticiários, numa velocidade apressada, que tinha como objetivo mostrar a história da existência de pessoas com poderes, mas infelizmente, ao mesmo tempo resolveram colocar os créditos iniciais, que fez com que o espetador perca a atenção facilmente, acabando por se distrair e assim, não conseguir estar atento ao que estava a acontecer naquele momento.  

A história tinha ingredientes que tornariam o filme interessante e que captasse o espetador, mas houve partes que foram muito apressadas e outras que não foram bem explicadas. Como por exemplo, deviam ter dado mais tempo para explicarem a origem e o funcionamento da droga viciante Pskye vendida na cidade e que era o principal negócio do líder de cartel Marcus Sutcliffe. Acho que poderiam ter partilhado muito mais detalhes sobre a mesma e não da forma como o fizeram que me pareceu muito apressado.

A escolha da fotografia do filme nem sempre resultou da melhor forma em algumas partes. Para além disso, houve algumas cenas confusas, principalmente no final do filme, que deixa o espetador com dúvidas e perdido no mesmo.

Mesmo com um orçamento baixo dá para ver a criatividade e o cuidado que tiveram na produção deste filme. Um dos exemplos foi a criação dos Guardians, que são robôs pertencentes à polícia e que estão preparados para qualquer eventualidade, como lidar com pessoas com poderes. A polícia também contém drones constituídos por um sistema de reconhecimento facial de todos os humanos com dons, pois eles têm a obrigação de estar inscritos numa base de dados específica. Estes drones percorrem a cidade e quando ocorre algum crime, eles lançam Guardians para resolverem a situação.

Fiquei surpreendida com os efeitos visuais utilizados no filme. Foram bem implementados, à medida que eram necessários, como foi o caso de mostrar os poderes de algumas personagens em ação. Também achei que tanto as cenas de ação como as de luta foram bem concebidas.

Eu gostei e considero que seja um filme simples, feito com muita dedicação por parte dos intervenientes, mesmo com um orçamento baixo. Foram poucos os erros, mas acho que com o tema em questão poderia ter sido muito mais bem explorado. Foi interessante também ver um elenco repleto de atores que também fazem parte de diferentes séries que acompanho.

Recentemente, foi anunciado que será feita uma série, a partir deste filme e protagonizado por Robbie Amell e Stephen Amell. A série vai decorrer uns anos após os acontecimentos do filme e será realizado por Jeff Chan, que também fará parte do argumento, juntamente com Chris Pare e vai estar disponível na plataforma Quibi. Esta plataforma é diferente daquilo que estamos habituados a assistir, pois produz apenas conteúdos de curta duração e está disponível apenas em dispositivos móveis.

Espero que com a série, a história possa ser abordada de um modo diferente e mais pormenorizado, porque acredito que poderia dar uns episódios bem interessantes.






quinta-feira, 2 de abril de 2020

Crítica do Filme "Birds of Prey"


"Birds of Prey (and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn)" é o mais recente filme da DC. Com a realização de Cathy Yan e com Margot Robbie, como uma das produtoras, este foi um dos filmes mais esperados pelos fãs da personagem Harley Quinn, baseada na banda desenhada deste universo.

O filme pode ser visto na plataforma de streaming da HBO Max.

A história é narrada pela própria Harley Quinn (Margot Robbie) e acaba por ser contada de um modo distorcido. A jornada de Harley começa após terminar o seu relacionamento com o Joker, onde um vilão da cidade de Gotham chamado Roman Sionis (Ewan McGregor) e o seu braço direito, Zsasz (Chris Messina) resolvem tentar capturar uma jovem chamada Cass (Ella Jay Basco), para adquirir algo de muito precioso que ela possui. É quando 4 mulheres improváveis juntam-se para derrotar os planos de Roman. São elas Harley Quinn, Huntress, Black Canary e Renee Montoya.

É protagonizado por Margot Robbie (Harley Quinn) e também fazem parte do elenco, alguns nomes como: Ewan McGregor (Roman Sionis/Black Mask), Mary Elizabeth Winstead (Huntress), Jurnee Smollett-Bell (Black Canary) e Rosie Perez (Renee Montoya), Chris Messina (Zsasz), Ella Jar Basco (Cass), entre outros.

Harley Quinn sempre foi uma personagem muito emblemática pelos fãs, principalmente devido à sua personalidade muito específica e à sua relação conturbada com o Joker. É interessante acompanhar a sua jornada sozinha, completamente independente, sem a proteção e influência do Joker e a forma como ela vai lidando com a sua separação.

A forma como o filme é construído acaba por ser diferente, pois estamos a ver de acordo com a perspetiva da Harley e achei caricato algumas partes de como a história ia sendo contada. É uma história que traz alguma dinâmica ao filme. Mas achei que alguns dos saltos temporais fossem confusos.

A Margot Robbie interpreta bem e faz uma boa construção de Harley com um sotaque característico, uma energia contagiante, divertida e representando alguns dos seus distúrbios psicológicos, ao longo desta jornada de aprendizagem que vai tendo à medida que o filme se vai desenrolando.

Achei tanto as cenas de ação como algumas coreografias de cenas de luta bem estruturadas, que capta a atenção do espetador. Também gostei de ver o trabalho de equipa destas mulheres que tinham um objetivo comum. 

Também temos visto com mais frequência, filmes protagonizados por mulheres e a importância que o tema do feminismo tem tido na nossa sociedade, demonstrando o que continua a acontecer atualmente relativamente ao tipo de papel ou comportamento que cada mulher supostamente deve ter e o filme tenta incluir de uma forma muito simples. 

Considerei que fosse um filme, de puro entretenimento, muito engraçado e divertido de se ver que me captou o interesse, com uma boa dinâmica e banda sonora, e que dá uma boa aproximação ao público, mas acho que poderiam ter aproveitado muito mais cada personagem e algumas partes poderiam ter sido muito mais bem desenvolvidas. Apesar disso, eu mantenho a minha curiosidade em ver qual poderia ser a próxima aventura desta equipa de mulheres em que cada uma tem uma caraterística que as torna diferente à sua maneira.