Reacher é a mais
recente série Amazon Original que estreia no dia 4 de fevereiro de 2022, em
exclusivo, na Prime Video, sendo baseada nos livros de Lee Child e a sua
personagem Jack Reacher. A primeira temporada tem a adaptação do livro Killing
Floor, o primeiro de Lee Child e é escrita pelo argumentista Nick Santora
que também é o produtor executivo e showrunner. Além de Santora, a série também
tem na lista de produtores executivos, o Lee Child, Don Granger, Scott Sullivan
e da Skydance David Ellison, Dana Goldberg e Bill Bost.
O elenco é constituído por Alan Ritchson (Jack Reacher), Malcolm Goodwin
(Oscar Finlay), Willa Fitzgerald (Roscoe Conklin), Chris Webster (KJ), Hugh
Thompson (Baker), Maria Sten (Frances Neagley), Harvey Guillén (Jasper),
Kristin Kreuk (Charlie), Currie Graham (Kliner Sr.), Marc Bendavid (Hubble),
Willie C. Carpenter (Mosley), Maxwell Jenkins (Young Reacher) e Bruce McGill
(Mayor Teale).
Divulgação: Prime Video
A história acompanha Jack Reacher
(Alan Ritchson), um polícia ex-militar que entrou recentemente na vida civil. Reacher
está à deriva, sem telefone e com apenas o essencial, enquanto viaja pelo país
e explora a nação, que já serviu. Quando chega à pequena cidade de Margrave,
Georgia, ele encontra uma comunidade que está a lidar com o seu primeiro
assassinato em 20 anos.
Os polícias prendem-no imediatamente e
as testemunhas colocam Reacher no local do crime. Enquanto ele trabalha
para provar a sua inocência, uma conspiração começa a emergir, e vai requerer a
sua inteligência e as suas mãos. Uma coisa é certa: eles escolheram a pessoa
errada para ficar com a culpa.
Divulgação: Prime Video
Reacher é um
homem muito peculiar, inteligente, observador e perspicaz com habilidades
pertinentes e úteis. Este profissional arranja sempre confusão por onde passa, sabe
mais do que os outros e daquilo que as pessoas pensam e além disso, luta
eficazmente, seja qual for o seu adversário. Porém, os problemas seguem-no
constantemente, onde neste caso ele se vê envolvido num meio de um caso de
homicídio, em que poderá ser a chave para se resolver o caso.
Através de uma simples observação, ele
consegue chegar a determinadas conclusões que deixa qualquer um perplexo, pois
na sua opinião, numa investigação os detalhes importam, por mais irrelevantes
que possam vir a ser.
Reacher quer
encontrar os responsáveis, seja um ou mais pelos assassinatos agressivos e
macabros que estão a ocorrer neste local remoto que é a cidade de Margrave.
Ele está confiante que vai conseguir descobrir quem são os assassinos, porque
tem a capacidade de associar tudo o que está ao seu redor e também faz o que
for preciso, nem que tenha de utilizar a violência para obter respostas, pois
estes acabam por ser eventos muito pessoais para ele.
Inicialmente, Jack não esperava
aquilo que lhe tinha sucedido. Assim que chega a Margrave com os seus
próprios motivos, ele é instantaneamente acusado como o principal suspeito do
primeiro assassinato, sendo que não acontecia homicídios há 20 anos. E foi
precisamente no momento em que o Reacher surgiu que a primeira vítima
foi encontrada. Por isso, os moradores começaram a achar que as mudanças
súbitas neste sítio tranquilo tinham de estar relacionadas com um desconhecido
que para eles tinha um ar duvidoso. Uma coisa é garantida! A vida naquela
cidade nunca mais será a mesma depois de conhecerem Jack Reacher!
Divulgação: Prime Video
Apesar de Reacher pensar que
consegue resolver tudo sozinho, ele vai ter uns aliados que mesmo que não
concordam com os seus métodos, acabam por ser uma ajuda vital na sua investigação
que é oficialmente deles, ou seja, da polícia. São eles, Oscar Finlay e Roscoe
Conklin que vão criar boas dinâmicas com o protagonista e chegarem assim à
conclusão que é preciso muito mais para se desvendar um crime, porém nem sempre
se descobre através de pistas obtidas de um modo legal. Também existem certas
cenas mais descontraídas nas quais é engraçado acompanhar as picardias entre Reacher
e o inspetor Finlay que vão tendo a sua piada.
Esta é uma série com uma boa produção
técnica que tem tudo aquilo que é necessário para conhecermos melhor a história
de Jack Reacher, sendo que podemos ver algumas cenas de flashbacks do
seu passado. Mesmo já tendo existido outro tipo de adaptações a nível de filmes,
isso não significa que esta produção não consiga surpreender à sua maneira,
pois há muito para ser contado sobre esta personagem que nos vai deixar
prendidos ao ecrã com Alan Ritchson a desempenhar este guerreiro de uma forma
competente.
Divulgação: Prime Video
Na minha opinião, é uma visão que
cumpriu com aquilo que prometeu, em que não vai faltar ação, crime, violência, manipulação,
vingança, perseguição, tiroteios, obstáculos, mortes, conspirações, explosões, lutas,
surpresas, reviravoltas, estatísticas e muito mais.
Reacher é uma das
séries Amazon Original mais esperadas deste ano e sem dúvida que estes 8
episódios desta primeira temporada valem a pena ver no Prime Video, pois têm
muito potencial para que seja ainda mais bem aproveitada no futuro e eu
acredito que ainda tem muito para dar. É uma narrativa que vai dar que falar numa
nova perspetiva com boas coreografias de luta à mistura. Como será a próxima jornada perigosa de Jack Reacher? Agora, é aguardar para quem sabe,
termos a oportunidade de acompanhar mais deste lutador determinado nas suas
missões desafiantes e com as suas mãos como uma das as suas armas mais
eficientes!
A nova produção da Amazon Studios
e Sony Pictures Television é I Know What You Did Last Summer, o mais
recente thriller de mistério baseado no romance homónimo de Lois Duncan de 1973,
que inspirou também o icónico filme de 1997. Já podem ver os oito episódios da
primeira temporada na plataforma da Amazon Prime Video que foi escrita e
produzida por Sara Goodman.
A série é protagonizada por
Madison Iseman (Lennon/Alison), Bill Heck (Bruce), Brianne Tju (Margot),
Ezekiel Goodman (Dylan), Ashley Moore (Riley), Sebastian Amoruso (Johnny),
Fiona Rene (Lyla), Cassie Beck (Courtney) e Brooke Bloom (Clara).
Divulgação: Amazon Prime Video
Desta vez, a história
desenrola-se em Wai Huna, um ano depois do acidente fatal de carro que
assombrou uma graduação, sendo que um grupo de adolescentes acaba por ficar
unido por um segredo obscuro e perseguido por um assassino brutal. Enquanto
tentam perceber quem está atrás deles, eles descobrem o lado negro deles próprios
e da sua cidade aparentemente perfeita. Todos escondem algo, e descobrir o
segredo errado pode ser fatal.
Este drama com algum terror e
suspense à mistura vai tendo os seus momentos dedicados a uma noite de finalistas
que termina de uma forma trágica. Porém não deixa de ter perseguições, dilemas,
conflitos, karmas, intrigas, cultos, violência, traumas, crenças e muito mais.
Uma coisa é certa! Esta é uma cidade que tem de enfrentar a escuridão, onde
ninguém está a salvo de um assassino em série e em que cada homicídio é
peculiar, mas ao mesmo tempo violento. Quem será a pessoa responsável que está
atrás destes jovens e tenta matá-los, um a um? Será que alguém vai descobrir a
verdade?
Todas estas mortes são causadas por alguém que sabe a verdade sobre o que realmente aconteceu no verão passado com a protagonista e companhia e começa com ameaças bem perigosas. Esta pessoa é eficaz na mensagem que quer transmitir e faz com que este grupo de amigos queira fazer justiça pelas próprias mãos e esteja constantemente aterrorizado e preocupado com a sua própria sobrevivência, imaginando quem poderá ser a próxima vítima e questionando tudo ao seu redor.
Divulgação: Amazon Prime Video
Esta história também aborda o relacionamento complicado entre duas gémeas completamente distintas no seu interior, mas será que todos conseguem distingui-las? Alison é uma rapariga virgem, reservada e infeliz que lida com os seus problemas e está apaixonada por Dylan, mas não tem coragem de avançar e sente-se envergonhada sempre que fala com ele. Enquanto Lennon é muito mais exuberante, sendo que tenta ajudar a irmã à sua maneira, porém não tem os melhores comportamentos seja com Alison ou até mesmo com os seus amigos.
Após estar afastada desde o verão passado, uma delas regressa a Wai Huna e fica assustada com uma mensagem no espelho do seu quarto que a deixa pensativa e incomodada, pois alguém sabia a verdade sobre a festa e aquilo que ocorreu no interior de um carro, onde não faltaram bebidas e drogas, levando a que o jipe batesse em algo por culpa dela.
Divulgação: Amazon Prime Video
Ao longo destes episódios em que
temos partes narradas pela protagonista podemos observar como funciona a
personalidade de cada uma das personagens e aquilo que a pessoa é capaz de
fazer para esconder o seu lado mais obscuro, chegando à conclusão de que não
conseguimos conhecer ninguém na realidade, sendo que qualquer um pode vir a se
tornar suspeito num mistério repleto de caos e loucura que precisa de ser
resolvido.
Esta é uma série com o seu lado
sinistro que consegue entreter, surpreender e prender a atenção do espetador, contando
o que aconteceu no verão passado através da utilização de cenas de flashbacks
e fazendo com que ele lance as suas teorias sobre quem está a matar cada uma
das personagens e respetivas motivações para tal. E eu posso dizer que a revelação
dessa pessoa não foi a primeira em que pensei como sendo a responsável e foi
interessante o facto de também abordarem o tema da troca de identidades e o que
isso pode implicar para cada uma das personagens, juntamente com todos os
segredos que foram sendo revelados!
I Know What You Did Last
Summer pode não ser das melhores séries que eu vi deste género, mas conta a
sua história de um modo bem simples ao ritmo certo e foi o suficiente para
criar interesse para acompanhar numa maratona de oito episódios.
A 2ª temporada da série Modern Love estreia na plataforma de
streaming da Amazon Prime Video, no próximo dia 13 de agosto, cujo showrunner é
John Carney que também tem a função de argumentista, realizador e produtor
executivo. Esta é uma série antológica Amazon Original que é inspirada em
eventos reais da famosa coluna homónima do New York Times, sendo que depois do
sucesso da 1ª temporada, as expetativas são elevadas para estes oito novos
episódios.
Desta vez o elenco é constituído por Gbenga Akinnagbe
(Jordan), Lucy Boynton (Paula), Tom Burke (Michael), Zoe Chao (Zoe), Minnie
Driver (Stephanie Curran), Grace Edwards (Alexa), Dominique Fishback (Lil), Kit
Harington (Michael), Garrett Hedlund (Spence), Tobias Menzies (Van), Sophie
Okonedo (Elizabeth Cannon), Zane Pais (Robbie), Anna Paquin (Isabelle), Isaac
Powell (Vince), Marquis Rodriguez (Ben) e Lulu Wilson (Katie).
Divulgação: Amazon Prime Video
Estas são histórias onde o amor vai quebrar todas as regras e
vão ser abordadas as relações, ligações, traições, revelações e muito mais. Uma
chama reacende-se. Uma batalha entre amigos e amantes. Uma mulher notívaga e o
seu namorado que gosta de aproveitar o dia. Um romance com o ex de um ex. Uma
night stand. Uma promessa impossível. O fantasma de um amor do passado. Uma
exploração da sexualidade. Nesta nova temporada, cada episódio mostra o amor
nas suas mais complicadas e belas dimensões. Será que todas as personagens vão
ter o seu final feliz?
Nestes novos episódios que conseguiram surpreender à sua
maneira são explorados diferentes tipos de relacionamentos que vão tendo algo
em comum, mas que apresentam um modo de perspetiva bem único por parte de cada
uma das personagens, algumas delas com personalidades complexas que acabam por
aprender aquilo que realmente importa.
Divulgação: Amazon Prime Video
O amor pode ser representado de várias formas, sendo que cada
uma das histórias apresenta os desafios e dificuldades que podem fazer parte da
vida de qualquer um de nós. Como por exemplo, um amor à primeira vista que ocorre
num local inesperado em que a ligação é imediata, mesmo que sejam meros
desconhecidos. Devido a fatores externos como foi o caso do aparecimento de uma pandemia, eles nem sequer ficaram com os contactos um do outro e nem sabem exatamente se
voltará a existir um reencontro entre eles, mas mesmo assim, continuam a ter
uma dose de esperança que tudo vai correr pelo melhor e farão os possíveis para
se voltarem a ver na localização e data combinada.
Esta temporada tem histórias interessantes e pertinentes que dão
lições de vida e abordam temas relevantes para a sociedade ao mesmo tempo que o
público tem a oportunidade de imaginar como tudo poderia se desenrolar com cada
uma destas personagens e deixando assim, a pessoa a pensar nas inúmeras
possibilidades daquilo que poderia vir a acontecer. É tudo realizado com
sensibilidade e de um modo delicado, cuidado e simples, fazendo com que crie
curiosidade e uma ligação para o espetador continuar a ter vontade de
acompanhar.
Divulgação: Amazon Prime Video
Esta é uma série que tem o seu lado mais romântico que nos
consegue entreter e de uma certa forma nos deixa imaginar e refletir sobre o
significado do amor, o quanto bonito este sentimento é e tudo aquilo que
representa para o ser humano, por mais sacrifícios, dúvidas, perdas e desilusões
que possam vir a ocorrer pelo caminho. Porém acaba por ser uma aprendizagem útil
que nos ajuda a aprender mais sobre a nossa identidade e a evoluir como pessoas,
a importância que é viver de acordo com aquilo que sentimos e o poder que o
amor tem na vida de cada um de nós.
Porém, existem episódios que não conseguiram criar uma
conexão com o público e terminam de um modo que deixa a história com pontas
soltas e a pessoa fica com a sensação que falta algo e desilude-se por não ter
um final. Em determinadas alturas até pode fazer sentido, pois o criador do
projeto quer que o espetador tenha as suas próprias conclusões, mas nem sempre
funcionou bem, acabando por ficar um certo vazio a quem está a acompanhar.
Divulgação: Amazon Prime Video
Para além disso, as histórias em si sendo inspiradas em
eventos reais transmitem mensagens importantes e criam uma mistura de emoções
para o espetador, pois acabam por se identificarem em determinadas situações
que vão sendo retratadas neste mundo moderno e também não se sentem totalmente
sozinhos a enfrentarem determinados desafios que poderão ser mais frequentes de
acontecer do que aquilo que pensavam.
O que importa aqui é o amor, seja de que forma for e
aproveitar o momento! Por isso, vale a pena acompanharem estes novos episódios
de Modern Love, apesar de ter as suas diferenças, relativamente à 1ª temporada.
Com um genérico bonito de se ver e um elenco igualmente talentoso, como por
exemplo, Kit Harington, Tobias Menzies e Anna Paquin que nos apresentaram um
ótimo trabalho e através das suas personagens arriscaram e conseguiram mostrar
como o amor pode aparecer a qualquer momento e em circunstâncias bem únicas mesmo
que tenha as suas imperfeições, dificuldades, complicações e peripécias.
A série Solos é um Amazon
Original que estreou no dia 25 de junho na plataforma da Amazon Prime Video,
sendo constituída por uma antologia de 7 episódios e que tem a criação de David
Weil que também tem o papel de realizador em três dos episódios para além de
Sam Taylor-Johnson, Zach Braff e Tiffany Johnson. Ao longo destes episódios, a
série oferece um tipo de reflexão sobre o significado mais profundo da conexão
humana, utilizando a visão e perspetiva de cada protagonista que é interpretado
por um elenco de luxo.
O elenco é constituído por Morgan Freeman
(Stuart), Anne Hathaway (Leah), Helen Mirren (Peg), Uzo Aduba (Sasha), Nicole
Beharie (Nera), Anthony Mackie (Tom), Dan Stevens (Otto/Tym) e Constance Wu
(Jenny).
Esta produção tem uma mistura de
drama com ficção científica e um pouco de fantasia pelo meio que explora as
verdades mais estranhas, belas, comoventes, hilariantes e maravilhosas sobre o
que afinal significa ser humano. Tudo isto vai sendo abordado em diferentes
histórias e com sete pessoas distintas entre si, em que cada personagem nos
ensina como é que durante os nossos momentos aparentemente mais isolados ou até
nas circunstâncias mais estranhas, acabamos por estar ligados através da
experiência humana que adquirimos e todas as lições que vamos aprendendo por
mais sinistras que possam vir a ser.
Cada episódio traz uma história
nova que é apresentada por cada uma das personagens num ponto de vista
individual e desenrolada num futuro incerto que pode ter robôs de inteligência
artificial ou smart houses extravagantes e úteis, sendo que pode vir a
criar um nível de pensamento mais profundo e quem sabe, fazer a pessoa pensar
de um determinado modo que a ajude a chegar às respostas que procura.
Esta série mostra os efeitos que
a evolução da tecnologia pode ter no futuro de cada um que podem vir a ser
benéficos ou prejudiciais para a humanidade, sendo constituído por monólogos e
momentos de auto-reflexão que pode fazer com que o púbico fique a pensar de uma
forma diferente sobre alguns assuntos. O psicológico de uma pessoa pode ser
afetado por diferentes razões que podem depender das situações que estão a
passar num determinado período de tempo, fazendo com que cada um destes
episódios explore as emoções conforme a circunstância que podem vir a
desencadear comportamentos bem específicos, tais como crises existenciais,
perturbações na mente e até reflexões que podem fazer a diferença no
crescimento da personagem em si.
Estas são histórias complexas que
apresentam a essência do ser humano e as lutas que vão enfrentando e onde a
moral de cada um é questionada, mesmo que sejam retratadas em episódios curtos
e alguns deles, ousados. Se o espetador não estiver atento pode acabar por se
perder naquilo que está a ser mostrado, chegando a um ponto que fica confuso, se
cansa e não queira continuar a ver. Nem todos os episódios conseguiram criar
uma conexão imediata com o público e com cada uma das suas histórias, sendo que
levou a partes sem sentido e outras um pouco exageradas. Mas também existiram
situações em que a história termina quando a pessoa começa a criar uma ligação
com aquilo que está a ver, acabando por ficar um certo vazio a quem está a
acompanhar.
Num dos episódios até tinha
aquela sensação que me iria prender a atenção, mas de repente desenrolou-se de
um modo tão estranho que acabou por estragar a experiência, pois eu achei que
faltava ali qualquer coisa para que no final tenha chegado à conclusão que foi interessante.
Nem sempre o argumento foi claro
e interessante e a mensagem também não é suficientemente bem abordada e
transmitida. Mesmo com uma falta de equilíbrio e uma perda de rumo nas suas
histórias, esta série teve os seus altos e baixos em que alguns episódios
tiveram a capacidade de prender o espetador apesar de terem poucos minutos para
contar as suas histórias, enquanto outros já não. Porém dão a oportunidade para
que os atores mostrem de um modo mais pormenorizado a qualidade do seu trabalho
e assim, os erros não importam, porque vemos um lado diferente que não estamos
muito habituados em ver neste elenco.
Na minha opinião, as histórias
conseguiram cativar em alguns episódios muito devido às performances incríveis
dos seus atores, como foi o caso de Anthony Mackie, Dan Stevens ou de Morgan
Freeman que se destacaram no modo como desempenharam as suas personagens.
Anthony Mackie teve uma das
melhores interpretações da série, em que demonstra a sua versatilidade e
diversos lados emocionais da sua personagem, Tom que quer arranjar uma
maneira eficaz de tomar conta da sua família, mesmo após morrer e ao mesmo
tempo apresenta uma parte mais sarcástica, mas também emocional numa passagem
feita em meros instantes. Em tão pouco tempo dá para perceber o seu
amadurecimento enquanto vai refletindo sobre o que é mais importante e ele consegue
criar empatia com o espetador e assim, um resultado final satisfatório.
Solos é constituído por
elementos que fazem parte da ficção científica que cria uma discussão de como
são as relações da tecnologia com a humanidade e os perigos que podem trazer,
caso não haja cuidado. Também tem um elenco a mostrar um trabalho com uma
vertente diferente, mas que até se torna curioso por se ver diferentes técnicas
que são utilizadas para interpretarem uma personagem específica que podem ter
monólogos pertinentes que podem fazer a diferença para se conhecer a história
que nos está a ser mostrada, sendo que não é uma tarefa nada fácil quando se
tenta inovar um determinado tema.
Para além de se desenrolar num
ambiente futurístico e de uma reflexão sobre temas relevantes e mais complexos,
esta história também explora a inteligência artificial, a viagem ao espaço e
até no tempo, uma mistura de ficção científica com suspense e terror, o isolamento
social causado por uma pandemia e receios que não deixam a pessoa prosseguir
com a sua vida futura, mesmo que já seja seguro, lidando assim, de um modo
peculiar e como existe uma dependência da tecnologia para se sobreviver em
determinadas ocasiões. Ainda conseguimos observar enquanto uma das personagens
conta a história da sua vida, olhando diretamente para nós em que vai
alternando as suas emoções e passando por momentos de alegria, desespero e
muito mais ou quando alguém impulsiona reações a uma outra personagem com um
objetivo próprio.
Esta série não deixa de ter boas
surpresas e referências de um dos meus filmes favoritos, 13 Going on 30
(De Repente, já nos 30! como título em português) e de outro que ficou
na minha memória, Avengers: Endgame. Existe uma ligeira comparação com a
série Black Mirror, mas têm qualidades completamente diferentes uma da
outra, sendo que o conceito de Solos tinha um bom potencial, mas eu acho
que nem sempre foi aproveitado da melhor maneira, fazendo com que a ligação
entre personagem e público resultasse poucas vezes e levando a poucas
interações entre si.
Imaginem como seria conversar com
a nossa própria versão que está situada no futuro num período de tempo
específico e que talvez consiga responder às nossas dúvidas? Acaba por ajudar a
fazer uma análise à nossa própria vida. Neste caso, será que estas personagens
conseguiram aproveitar a vida enquanto tiveram essa possibilidade? Ficaram
coisas por fazer ou por dizer? É o que têm de esperar para verem nestes sete
episódios. Uma coisa que chegamos sem dúvida à conclusão com esta série é que
mesmo que as personagens estejam isoladas entre si, estas têm algo em comum,
uns com os outros, como por exemplo, terem uma vida solitária, conflitos que
precisam de lidar, decisões difíceis que têm de ser tomadas, as suas cargas
emocionais, medo de um futuro incerto, entre outros.
Seja qual for a reflexão que
traga e mesmo a mensagem que transmita para quem está a assistir, eu aconselho a
verem esta série Solos que tem desempenhos interessantes que valem a
pena ver, apesar dos episódios serem constituídos maioritariamente por
monólogos. Para além disso, os sentimentos das personagens são explorados de
uma forma que eu acredito que podem vir a se identificarem e assim,
compreenderem aquilo que está a ser mostrado neste projeto.
Alex Rider é uma série de ação e
de espionagem da Amazon Prime Video que estreou em 2020, nos quais tem a
transmissão exclusiva no canal português, AXN. Com apenas uma temporada de oito
episódios e já com uma segunda temporada confirmada, este suspense foi
produzido pelo Eleventh Hour Films e Sony Pictures Television, sendo que foi
criado por Guy Burt e foi baseado nos livros de Alex Rider do britânico Anthony Horowitz, em que estes dois nomes
fazem parte da lista de produtores executivos, juntamente com Eve Gutierrez,
Jill Green e Andreas Prochaska e também tem a produção de Mat Chaplin.
Esta história conta as aventuras de Alex Rider (Otto Farrant), um jovem
agente secreto britânico que tem uma mudança drástica e radical na sua vida de
adolescente quando descobre que o seu tio Ian
Rider (Andrew Buchan) foi assassinado, devido a uma missão em que
trabalhava como espião e assim, chegou a sua vez de seguir os passos do seu
familiar. Alex irá ser pressionado
para participar num trabalho que pode estar relacionado com a investigação da morte
misteriosa do seu tio, em que ele tem de se infiltrar num colégio interno nos
Alpes Franceses chamado de Point Blanc
e descobrir os segredos escondidos nesta instituição de elite, mas será que ele
vai ter capacidades suficientes para evitar que seja descoberto?
O elenco é constituído por Otto Farrant (Alex Rider),
Stephen Dillane (Alan Blunt), Vicky McClure (Sra. Jones), Andrew Buchan (Ian
Rider), Brenock O’ Connor (Tom Harris), Ronke Adékoluejo (Jack Starbright),
Liam Garrigan (Martin Wilby), Ace Bhatti (John Crawley), Thomas Levin (Yassen
Gregorovitch), Haluk Bilginer (Dr. Hugo Greif), Howard Charles (Wolf), Nyasha
Hatendi (Smithers), Ana Ularu (Eva Stellenbosch) e Marli Siu (Kyra
Vashenko-Chao).
Alex Rider começa a fazer parte do
mundo da espionagem após o seu tio ter sido morto, mas não será um caminho
fácil de percorrer, pois ele vai ter de passar por muitos obstáculos e perigos
mortais que até pode colocar em risco, as pessoas que ele mais gosta. Será que Alex vai conseguir cumprir com a sua
missão?
Inicialmente, Alex
era um simples adolescente britânico que vivia uma vida normal em Londres,
juntamente com o seu tio, Ian Rider e
com a sua ama americana, Jack Starbright.
Um dia, uma tragédia ocorre quando o seu tio morre num acidente de carro,
segundo a polícia, mas Alex descobre
que afinal a morte de Ian Rider não
aconteceu por uma mera coincidência, mas sim devido a uma conspiração muito
maior do que ele imaginava, através do seu trabalho como espião do governo
britânico que ele desconhecia, pois Alex
estava convencido e acreditava que o seu tio trabalhava num banco. Assim, Alex vai fazer o que for preciso e o que
tiver ao seu alcance para tentar perceber o que aconteceu e desvendar a morte
misteriosa do seu tio.
Durante as suas investigações, Alex acaba por se cruzar com o departamento de espionagem do MI6
que era na realidade onde o seu tio trabalhava como agente secreto ao lado dos
seus colegas, Alan Blunt, Sra. Jones, Martin Wilby, entre outros. Esta agência começa a perceber as
habilidades inesperadas e evidentes de Alex,
sendo que ele é pressionado para que ajude na investigação da morte de dois
bilionários e de Ian Rider que podem
estar relacionados entre si e assim, este jovem é recrutado para que se possa
infiltrar num colégio interno chamado Point
Blanc que é localizado nos Alpes Franceses, mas para que isso possa
acontecer, Alex vai ter de assumir
uma nova identidade, treinando e preparando-se devidamente para que nada falhe,
caso venha a ser interrogado. Afinal qual será a ligação desta escola com a
morte do seu tio?
Point Blanc é um colégio privado que
recebe jovens que tenham comportamentos mais rebeldes e que podem ser
corrigidos, nos quais os seus pais ricos não conseguem controlar e lidar, mas
depois eles voltam a casa como pessoas completamente diferentes, educadas e com
atitudes exemplares. Este é um estabelecimento completamente isolado do mundo
que tem o Dr. Hugo Greif como o seu
diretor e Eva Stellenbosch como a
responsável dos estudantes, em que qualquer tentativa de fuga poderia vir a se
tornar mortal e que ocorrem acontecimentos muito estranhos, sendo que os seus
alunos podem fazer parte de um plano muito maior e que pode vir a trazer
consequências sérias. Qual é o verdadeiro propósito desta instituição? Isso é
algo que Alex vai ter de investigar durante a sua permanência por lá, sem que
ninguém desconfie.
Alex Rider é um rapaz misterioso,
reservado, teimoso e inteligente que gosta de estar no seu canto, mas que ao
mesmo tempo consegue adquirir informações facilmente e que vai enfrentar
grandes desafios ao longo da sua jornada que vão criar mudanças para o resto da
sua vida. Mesmo que inicialmente se recusa a cooperar com o departamento de
espionagem do MI6, ele percebe que não tem outra escolha quando começa a ser
ameaçado. Por isso, Alex participa
numa missão secreta que inclui ser um agente infiltrado no colégio Point Blanc que por acaso é o mesmo
local em que o seu tio estava a investigar antes de morrer, tentando obter o
máximo de respostas possíveis já que não é fácil, existir no mundo da
espionagem, um adolescente a fazer este tipo de trabalho e sem que seja
desmascarado.
O que Alex
não sabia é que o seu tio o estava a treinar como espião já que ele tinha
habilidades específicas que eram bem úteis para o seu trabalho como agente
secreto, seja a nível de arrombar fechaduras ou mesmo o facto de conseguir
lidar bem e resistir à tortura ou até mesmo em situações em que tem de lutar,
acabando por surpreender muitos profissionais da área, como Wolf, entre outros. Ele não tinha a
noção que estava a ser preparado desde a sua infância e que parecia sem dúvida,
um profissional mesmo sendo tão novo que pelos vistos foi treinado ao longo da
sua vida, mas infelizmente isto não chegou a ser bem explicado.
Este espião julgava que a sua infiltração em Point Blanc fosse muito simples, mas não
foi isso que aconteceu, sendo que acaba por desvendar segredos bem
perturbadores desta instituição que vão fazer com que Alex arrisque e coloque a sua vida em risco para tentar impedir o
que está acontecer com os alunos desta escola, tornando-se assim, numa missão muito
mais perigosa do que pensava.
Alex cria uma certa
curiosidade para com o público, pois eles querem saber mais sobre este
adolescente que tem um talento peculiar para a espionagem e consegue fazer
coisas que parecem impossíveis de serem colocadas em prática. Para além disso,
o espetador fica com a sensação que Alex
já estava muito mais bem preparado do que se pensava para ser um espião e com
habilidades específicas e impressionantes que foram úteis em diversos momentos
durante a realização da sua missão, tornando-se assim, as suas aventuras
divertidas e interessantes de se acompanhar.
Este thriller tem momentos que inclui conspirações, mistérios,
surpresas, revelações, traições, mortes, lutas com pouca violência, cenas de ação
e de adrenalina e situações de espionagem, mas não deixa de ter as suas alturas
mais dramáticas. Uma das melhores partes é sem dúvida, as perseguições a alta
velocidade em ambientes com neve que seriam difíceis para qualquer um de nós,
mas que Alex Rider consegue com uma
facilidade surpreendente e de certa forma, divertida que pode abranger descidas
bem inclinadas.
A história aborda as relações familiares e os seus
dramas respetivos, mas também tem o seu lado mais leve e cómico, principalmente
nas cenas que participa Tom Harris, o
melhor amigo e o apoio de Alex Rider
que é uma pessoa impulsiva e atrapalhada. Alex
e Tom têm uma amizade próxima entre
si, nos quais o jovem espião tenta esconder a sua vida dupla do seu amigo para não
colocá-lo em perigo, mas será que vai conseguir protegê-lo?
A música de abertura da série chama-se The World is Mine de Samm Henshaw, sendo
constituída por uma mistura de imagens que estão muito bem e com uma montagem que
tem efeitos criativos, apresentando o tipo de história que vamos ter ao longo
destes episódios, juntamente com a sua banda sonora bem escolhida que vai sendo
apresentada durante as cenas com mais suspense, aventura e ação.
A cinematografia está mesmo muito bem realizada com
fotografia adequada ao tipo de história, com um argumento fácil de se
compreender e com uma edição bem implementada e trabalhada. Infelizmente, o
argumento teve as suas falhas e as suas faltas de detalhes que eram
fundamentais que tivessem presentes para que fossem explicadas determinadas
situações, pois houve muita coisa que poderia ter sido melhor desenvolvida,
como por exemplo, a relação de Alex
com Ian e Jack, as origens de cada um dos alunos de Point Blanc, principalmente de Kyra
que eu acho que seriam interessantes de se conhecer e as motivações que fizeram
com que um dos antagonistas da história quisesse colocar os seus planos em
prática.
O público não teve tempo suficiente para criar ligação
com qualquer uma das personagens, sendo que foi o desenrolar da história em si
que foi fazendo sentido e que acabou por prender a atenção do espetador, como
foi o caso da criação de uma mistura de um objeto curioso, utilizando ideias
improváveis que poderiam vir a ser uma ferramenta útil para ser utilizado mais
tarde, numa perseguição a alta velocidade fascinante que ocorreu num dos
episódios, mas mesmo assim não houve assim tanto perigo como se esperava neste
tipo de narrativa. Para além disso, houve pontos que poderiam ter sido melhor
explorados em que espero que sejam na próxima temporada, e também tenho pena
que tivesse havido poucas cenas de ação e que a preparação de Alex Rider que foi realizada pelo seu
tio tivesse sido pouco abordada.
Apesar de existirem situações em que falta algo, esta
ficção científica continua a ter potencial para ser muito mais do que foi
apresentado nestes oito episódios em que tem condições para melhorar com várias
possibilidades para aproveitar este universo que é o de Alex Rider e desenvolver melhor a história de cada uma das suas
personagens.
Num geral, Alex
Rider traz uma boa história de espionagem numa versão adolescente que cria
interesse a quem está a assistir, principalmente para quem gosta deste tipo de
produções, pois temos a oportunidade de acompanhar um jovem que foi recrutado para
o departamento de espionagem do MI6 e se torna num agente secreto britânico com
uma vida dupla que é algo que não vemos todos os dias, sendo que é adequada
para entreter o público mais jovem, mas também é uma boa aposta para adultos. A
série tem um estilo próprio e faz lembrar ligeiramente situações que são mais
frequentes de acontecer em filmes de espionagem muito conhecidos do público,
chegando a um ponto que até chegamos a considerar Alex Rider como um tipo de James
Bond quando era mais jovem.
Na minha opinião, esta série foi uma boa surpresa sem
deixar de ter os seus momentos com mais adrenalina e feito de um modo muito
simples que se enquadra para quem gosta deste tipo de aventuras ou até de
espionagem e aconselhado a toda a família, sendo que fiquei curiosa para
acompanhar mais sobre o universo de Alex
Rider e com expetativas que eu espero que possa vir a surpreender nos seus
próximos episódios.