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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Série "Reacher" da Prime Video - uma nova visão com potencial que cumpriu com aquilo que prometeu e não vão querer perder

Reacher é a mais recente série Amazon Original que estreia no dia 4 de fevereiro de 2022, em exclusivo, na Prime Video, sendo baseada nos livros de Lee Child e a sua personagem Jack Reacher. A primeira temporada tem a adaptação do livro Killing Floor, o primeiro de Lee Child e é escrita pelo argumentista Nick Santora que também é o produtor executivo e showrunner. Além de Santora, a série também tem na lista de produtores executivos, o Lee Child, Don Granger, Scott Sullivan e da Skydance David Ellison, Dana Goldberg e Bill Bost.

O elenco é constituído por Alan Ritchson (Jack Reacher), Malcolm Goodwin (Oscar Finlay), Willa Fitzgerald (Roscoe Conklin), Chris Webster (KJ), Hugh Thompson (Baker), Maria Sten (Frances Neagley), Harvey Guillén (Jasper), Kristin Kreuk (Charlie), Currie Graham (Kliner Sr.), Marc Bendavid (Hubble), Willie C. Carpenter (Mosley), Maxwell Jenkins (Young Reacher) e Bruce McGill (Mayor Teale).

Divulgação: Prime Video

A história acompanha Jack Reacher (Alan Ritchson), um polícia ex-militar que entrou recentemente na vida civil. Reacher está à deriva, sem telefone e com apenas o essencial, enquanto viaja pelo país e explora a nação, que já serviu. Quando chega à pequena cidade de Margrave, Georgia, ele encontra uma comunidade que está a lidar com o seu primeiro assassinato em 20 anos.

Os polícias prendem-no imediatamente e as testemunhas colocam Reacher no local do crime. Enquanto ele trabalha para provar a sua inocência, uma conspiração começa a emergir, e vai requerer a sua inteligência e as suas mãos. Uma coisa é certa: eles escolheram a pessoa errada para ficar com a culpa.

Divulgação: Prime Video

Reacher é um homem muito peculiar, inteligente, observador e perspicaz com habilidades pertinentes e úteis. Este profissional arranja sempre confusão por onde passa, sabe mais do que os outros e daquilo que as pessoas pensam e além disso, luta eficazmente, seja qual for o seu adversário. Porém, os problemas seguem-no constantemente, onde neste caso ele se vê envolvido num meio de um caso de homicídio, em que poderá ser a chave para se resolver o caso.

Através de uma simples observação, ele consegue chegar a determinadas conclusões que deixa qualquer um perplexo, pois na sua opinião, numa investigação os detalhes importam, por mais irrelevantes que possam vir a ser.

Reacher quer encontrar os responsáveis, seja um ou mais pelos assassinatos agressivos e macabros que estão a ocorrer neste local remoto que é a cidade de Margrave. Ele está confiante que vai conseguir descobrir quem são os assassinos, porque tem a capacidade de associar tudo o que está ao seu redor e também faz o que for preciso, nem que tenha de utilizar a violência para obter respostas, pois estes acabam por ser eventos muito pessoais para ele.

Inicialmente, Jack não esperava aquilo que lhe tinha sucedido. Assim que chega a Margrave com os seus próprios motivos, ele é instantaneamente acusado como o principal suspeito do primeiro assassinato, sendo que não acontecia homicídios há 20 anos. E foi precisamente no momento em que o Reacher surgiu que a primeira vítima foi encontrada. Por isso, os moradores começaram a achar que as mudanças súbitas neste sítio tranquilo tinham de estar relacionadas com um desconhecido que para eles tinha um ar duvidoso. Uma coisa é garantida! A vida naquela cidade nunca mais será a mesma depois de conhecerem Jack Reacher!

Divulgação: Prime Video

Apesar de Reacher pensar que consegue resolver tudo sozinho, ele vai ter uns aliados que mesmo que não concordam com os seus métodos, acabam por ser uma ajuda vital na sua investigação que é oficialmente deles, ou seja, da polícia. São eles, Oscar Finlay e Roscoe Conklin que vão criar boas dinâmicas com o protagonista e chegarem assim à conclusão que é preciso muito mais para se desvendar um crime, porém nem sempre se descobre através de pistas obtidas de um modo legal. Também existem certas cenas mais descontraídas nas quais é engraçado acompanhar as picardias entre Reacher e o inspetor Finlay que vão tendo a sua piada.

Esta é uma série com uma boa produção técnica que tem tudo aquilo que é necessário para conhecermos melhor a história de Jack Reacher, sendo que podemos ver algumas cenas de flashbacks do seu passado. Mesmo já tendo existido outro tipo de adaptações a nível de filmes, isso não significa que esta produção não consiga surpreender à sua maneira, pois há muito para ser contado sobre esta personagem que nos vai deixar prendidos ao ecrã com Alan Ritchson a desempenhar este guerreiro de uma forma competente.

Divulgação: Prime Video

Na minha opinião, é uma visão que cumpriu com aquilo que prometeu, em que não vai faltar ação, crime, violência, manipulação, vingança, perseguição, tiroteios, obstáculos, mortes, conspirações, explosões, lutas, surpresas, reviravoltas, estatísticas e muito mais.

Reacher é uma das séries Amazon Original mais esperadas deste ano e sem dúvida que estes 8 episódios desta primeira temporada valem a pena ver no Prime Video, pois têm muito potencial para que seja ainda mais bem aproveitada no futuro e eu acredito que ainda tem muito para dar. É uma narrativa que vai dar que falar numa nova perspetiva com boas coreografias de luta à mistura. Como será a próxima jornada perigosa de Jack Reacher? Agora, é aguardar para quem sabe, termos a oportunidade de acompanhar mais deste lutador determinado nas suas missões desafiantes e com as suas mãos como uma das as suas armas mais eficientes!


sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Série "I Know What You Did Last Summer" da Amazon Prime Video - uma tragédia que se transforma num mistério repleto de caos e loucura que precisa de ser resolvido

 

A nova produção da Amazon Studios e Sony Pictures Television é I Know What You Did Last Summer, o mais recente thriller de mistério baseado no romance homónimo de Lois Duncan de 1973, que inspirou também o icónico filme de 1997. Já podem ver os oito episódios da primeira temporada na plataforma da Amazon Prime Video que foi escrita e produzida por Sara Goodman.

A série é protagonizada por Madison Iseman (Lennon/Alison), Bill Heck (Bruce), Brianne Tju (Margot), Ezekiel Goodman (Dylan), Ashley Moore (Riley), Sebastian Amoruso (Johnny), Fiona Rene (Lyla), Cassie Beck (Courtney) e Brooke Bloom (Clara).  

Divulgação: Amazon Prime Video

Desta vez, a história desenrola-se em Wai Huna, um ano depois do acidente fatal de carro que assombrou uma graduação, sendo que um grupo de adolescentes acaba por ficar unido por um segredo obscuro e perseguido por um assassino brutal. Enquanto tentam perceber quem está atrás deles, eles descobrem o lado negro deles próprios e da sua cidade aparentemente perfeita. Todos escondem algo, e descobrir o segredo errado pode ser fatal.

Este drama com algum terror e suspense à mistura vai tendo os seus momentos dedicados a uma noite de finalistas que termina de uma forma trágica. Porém não deixa de ter perseguições, dilemas, conflitos, karmas, intrigas, cultos, violência, traumas, crenças e muito mais. Uma coisa é certa! Esta é uma cidade que tem de enfrentar a escuridão, onde ninguém está a salvo de um assassino em série e em que cada homicídio é peculiar, mas ao mesmo tempo violento. Quem será a pessoa responsável que está atrás destes jovens e tenta matá-los, um a um? Será que alguém vai descobrir a verdade?

Todas estas mortes são causadas por alguém que sabe a verdade sobre o que realmente aconteceu no verão passado com a protagonista e companhia e começa com ameaças bem perigosas. Esta pessoa é eficaz na mensagem que quer transmitir e faz com que este grupo de amigos queira fazer justiça pelas próprias mãos e esteja constantemente aterrorizado e preocupado com a sua própria sobrevivência, imaginando quem poderá ser a próxima vítima e questionando tudo ao seu redor. 

Divulgação: Amazon Prime Video

Esta história também aborda o relacionamento complicado entre duas gémeas completamente distintas no seu interior, mas será que todos conseguem distingui-las? Alison é uma rapariga virgem, reservada e infeliz que lida com os seus problemas e está apaixonada por Dylan, mas não tem coragem de avançar e sente-se envergonhada sempre que fala com ele. Enquanto Lennon é muito mais exuberante, sendo que tenta ajudar a irmã à sua maneira, porém não tem os melhores comportamentos seja com Alison ou até mesmo com os seus amigos. 

Após estar afastada desde o verão passado, uma delas regressa a Wai Huna e fica assustada com uma mensagem no espelho do seu quarto que a deixa pensativa e incomodada, pois alguém sabia a verdade sobre a festa e aquilo que ocorreu no interior de um carro, onde não faltaram bebidas e drogas, levando a que o jipe batesse em algo por culpa dela. 

Divulgação: Amazon Prime Video

Ao longo destes episódios em que temos partes narradas pela protagonista podemos observar como funciona a personalidade de cada uma das personagens e aquilo que a pessoa é capaz de fazer para esconder o seu lado mais obscuro, chegando à conclusão de que não conseguimos conhecer ninguém na realidade, sendo que qualquer um pode vir a se tornar suspeito num mistério repleto de caos e loucura que precisa de ser resolvido.

Esta é uma série com o seu lado sinistro que consegue entreter, surpreender e prender a atenção do espetador, contando o que aconteceu no verão passado através da utilização de cenas de flashbacks e fazendo com que ele lance as suas teorias sobre quem está a matar cada uma das personagens e respetivas motivações para tal. E eu posso dizer que a revelação dessa pessoa não foi a primeira em que pensei como sendo a responsável e foi interessante o facto de também abordarem o tema da troca de identidades e o que isso pode implicar para cada uma das personagens, juntamente com todos os segredos que foram sendo revelados!

I Know What You Did Last Summer pode não ser das melhores séries que eu vi deste género, mas conta a sua história de um modo bem simples ao ritmo certo e foi o suficiente para criar interesse para acompanhar numa maratona de oito episódios.


sábado, 7 de agosto de 2021

2ª Temporada da série "Modern Love" da Amazon Prime Video estreia dia 13 de Agosto - oito novas histórias retratando o amor em diferentes perspetivas

 

A 2ª temporada da série Modern Love estreia na plataforma de streaming da Amazon Prime Video, no próximo dia 13 de agosto, cujo showrunner é John Carney que também tem a função de argumentista, realizador e produtor executivo. Esta é uma série antológica Amazon Original que é inspirada em eventos reais da famosa coluna homónima do New York Times, sendo que depois do sucesso da 1ª temporada, as expetativas são elevadas para estes oito novos episódios.  

Desta vez o elenco é constituído por Gbenga Akinnagbe (Jordan), Lucy Boynton (Paula), Tom Burke (Michael), Zoe Chao (Zoe), Minnie Driver (Stephanie Curran), Grace Edwards (Alexa), Dominique Fishback (Lil), Kit Harington (Michael), Garrett Hedlund (Spence), Tobias Menzies (Van), Sophie Okonedo (Elizabeth Cannon), Zane Pais (Robbie), Anna Paquin (Isabelle), Isaac Powell (Vince), Marquis Rodriguez (Ben) e Lulu Wilson (Katie).

Divulgação: Amazon Prime Video

Estas são histórias onde o amor vai quebrar todas as regras e vão ser abordadas as relações, ligações, traições, revelações e muito mais. Uma chama reacende-se. Uma batalha entre amigos e amantes. Uma mulher notívaga e o seu namorado que gosta de aproveitar o dia. Um romance com o ex de um ex. Uma night stand. Uma promessa impossível. O fantasma de um amor do passado. Uma exploração da sexualidade. Nesta nova temporada, cada episódio mostra o amor nas suas mais complicadas e belas dimensões. Será que todas as personagens vão ter o seu final feliz?

Nestes novos episódios que conseguiram surpreender à sua maneira são explorados diferentes tipos de relacionamentos que vão tendo algo em comum, mas que apresentam um modo de perspetiva bem único por parte de cada uma das personagens, algumas delas com personalidades complexas que acabam por aprender aquilo que realmente importa.

Divulgação: Amazon Prime Video

O amor pode ser representado de várias formas, sendo que cada uma das histórias apresenta os desafios e dificuldades que podem fazer parte da vida de qualquer um de nós. Como por exemplo, um amor à primeira vista que ocorre num local inesperado em que a ligação é imediata, mesmo que sejam meros desconhecidos. Devido a fatores externos como foi o caso do aparecimento de uma pandemia, eles nem sequer ficaram com os contactos um do outro e nem sabem exatamente se voltará a existir um reencontro entre eles, mas mesmo assim, continuam a ter uma dose de esperança que tudo vai correr pelo melhor e farão os possíveis para se voltarem a ver na localização e data combinada.   

Esta temporada tem histórias interessantes e pertinentes que dão lições de vida e abordam temas relevantes para a sociedade ao mesmo tempo que o público tem a oportunidade de imaginar como tudo poderia se desenrolar com cada uma destas personagens e deixando assim, a pessoa a pensar nas inúmeras possibilidades daquilo que poderia vir a acontecer. É tudo realizado com sensibilidade e de um modo delicado, cuidado e simples, fazendo com que crie curiosidade e uma ligação para o espetador continuar a ter vontade de acompanhar.

Divulgação: Amazon Prime Video

Esta é uma série que tem o seu lado mais romântico que nos consegue entreter e de uma certa forma nos deixa imaginar e refletir sobre o significado do amor, o quanto bonito este sentimento é e tudo aquilo que representa para o ser humano, por mais sacrifícios, dúvidas, perdas e desilusões que possam vir a ocorrer pelo caminho. Porém acaba por ser uma aprendizagem útil que nos ajuda a aprender mais sobre a nossa identidade e a evoluir como pessoas, a importância que é viver de acordo com aquilo que sentimos e o poder que o amor tem na vida de cada um de nós.

Porém, existem episódios que não conseguiram criar uma conexão com o público e terminam de um modo que deixa a história com pontas soltas e a pessoa fica com a sensação que falta algo e desilude-se por não ter um final. Em determinadas alturas até pode fazer sentido, pois o criador do projeto quer que o espetador tenha as suas próprias conclusões, mas nem sempre funcionou bem, acabando por ficar um certo vazio a quem está a acompanhar.

Divulgação: Amazon Prime Video

Para além disso, as histórias em si sendo inspiradas em eventos reais transmitem mensagens importantes e criam uma mistura de emoções para o espetador, pois acabam por se identificarem em determinadas situações que vão sendo retratadas neste mundo moderno e também não se sentem totalmente sozinhos a enfrentarem determinados desafios que poderão ser mais frequentes de acontecer do que aquilo que pensavam.      

O que importa aqui é o amor, seja de que forma for e aproveitar o momento! Por isso, vale a pena acompanharem estes novos episódios de Modern Love, apesar de ter as suas diferenças, relativamente à 1ª temporada. Com um genérico bonito de se ver e um elenco igualmente talentoso, como por exemplo, Kit Harington, Tobias Menzies e Anna Paquin que nos apresentaram um ótimo trabalho e através das suas personagens arriscaram e conseguiram mostrar como o amor pode aparecer a qualquer momento e em circunstâncias bem únicas mesmo que tenha as suas imperfeições, dificuldades, complicações e peripécias.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Série "Solos" da Amazon Prime Video - uma reflexão diferente sobre o significado de ser humano, principalmente durante os momentos mais isolados

 

A série Solos é um Amazon Original que estreou no dia 25 de junho na plataforma da Amazon Prime Video, sendo constituída por uma antologia de 7 episódios e que tem a criação de David Weil que também tem o papel de realizador em três dos episódios para além de Sam Taylor-Johnson, Zach Braff e Tiffany Johnson. Ao longo destes episódios, a série oferece um tipo de reflexão sobre o significado mais profundo da conexão humana, utilizando a visão e perspetiva de cada protagonista que é interpretado por um elenco de luxo.

O elenco é constituído por Morgan Freeman (Stuart), Anne Hathaway (Leah), Helen Mirren (Peg), Uzo Aduba (Sasha), Nicole Beharie (Nera), Anthony Mackie (Tom), Dan Stevens (Otto/Tym) e Constance Wu (Jenny).

Esta produção tem uma mistura de drama com ficção científica e um pouco de fantasia pelo meio que explora as verdades mais estranhas, belas, comoventes, hilariantes e maravilhosas sobre o que afinal significa ser humano. Tudo isto vai sendo abordado em diferentes histórias e com sete pessoas distintas entre si, em que cada personagem nos ensina como é que durante os nossos momentos aparentemente mais isolados ou até nas circunstâncias mais estranhas, acabamos por estar ligados através da experiência humana que adquirimos e todas as lições que vamos aprendendo por mais sinistras que possam vir a ser.

Cada episódio traz uma história nova que é apresentada por cada uma das personagens num ponto de vista individual e desenrolada num futuro incerto que pode ter robôs de inteligência artificial ou smart houses extravagantes e úteis, sendo que pode vir a criar um nível de pensamento mais profundo e quem sabe, fazer a pessoa pensar de um determinado modo que a ajude a chegar às respostas que procura.

Esta série mostra os efeitos que a evolução da tecnologia pode ter no futuro de cada um que podem vir a ser benéficos ou prejudiciais para a humanidade, sendo constituído por monólogos e momentos de auto-reflexão que pode fazer com que o púbico fique a pensar de uma forma diferente sobre alguns assuntos. O psicológico de uma pessoa pode ser afetado por diferentes razões que podem depender das situações que estão a passar num determinado período de tempo, fazendo com que cada um destes episódios explore as emoções conforme a circunstância que podem vir a desencadear comportamentos bem específicos, tais como crises existenciais, perturbações na mente e até reflexões que podem fazer a diferença no crescimento da personagem em si.

Estas são histórias complexas que apresentam a essência do ser humano e as lutas que vão enfrentando e onde a moral de cada um é questionada, mesmo que sejam retratadas em episódios curtos e alguns deles, ousados. Se o espetador não estiver atento pode acabar por se perder naquilo que está a ser mostrado, chegando a um ponto que fica confuso, se cansa e não queira continuar a ver. Nem todos os episódios conseguiram criar uma conexão imediata com o público e com cada uma das suas histórias, sendo que levou a partes sem sentido e outras um pouco exageradas. Mas também existiram situações em que a história termina quando a pessoa começa a criar uma ligação com aquilo que está a ver, acabando por ficar um certo vazio a quem está a acompanhar.

Num dos episódios até tinha aquela sensação que me iria prender a atenção, mas de repente desenrolou-se de um modo tão estranho que acabou por estragar a experiência, pois eu achei que faltava ali qualquer coisa para que no final tenha chegado à conclusão que foi interessante.

Nem sempre o argumento foi claro e interessante e a mensagem também não é suficientemente bem abordada e transmitida. Mesmo com uma falta de equilíbrio e uma perda de rumo nas suas histórias, esta série teve os seus altos e baixos em que alguns episódios tiveram a capacidade de prender o espetador apesar de terem poucos minutos para contar as suas histórias, enquanto outros já não. Porém dão a oportunidade para que os atores mostrem de um modo mais pormenorizado a qualidade do seu trabalho e assim, os erros não importam, porque vemos um lado diferente que não estamos muito habituados em ver neste elenco.

Na minha opinião, as histórias conseguiram cativar em alguns episódios muito devido às performances incríveis dos seus atores, como foi o caso de Anthony Mackie, Dan Stevens ou de Morgan Freeman que se destacaram no modo como desempenharam as suas personagens.

Anthony Mackie teve uma das melhores interpretações da série, em que demonstra a sua versatilidade e diversos lados emocionais da sua personagem, Tom que quer arranjar uma maneira eficaz de tomar conta da sua família, mesmo após morrer e ao mesmo tempo apresenta uma parte mais sarcástica, mas também emocional numa passagem feita em meros instantes. Em tão pouco tempo dá para perceber o seu amadurecimento enquanto vai refletindo sobre o que é mais importante e ele consegue criar empatia com o espetador e assim, um resultado final satisfatório.

Solos é constituído por elementos que fazem parte da ficção científica que cria uma discussão de como são as relações da tecnologia com a humanidade e os perigos que podem trazer, caso não haja cuidado. Também tem um elenco a mostrar um trabalho com uma vertente diferente, mas que até se torna curioso por se ver diferentes técnicas que são utilizadas para interpretarem uma personagem específica que podem ter monólogos pertinentes que podem fazer a diferença para se conhecer a história que nos está a ser mostrada, sendo que não é uma tarefa nada fácil quando se tenta inovar um determinado tema.

Para além de se desenrolar num ambiente futurístico e de uma reflexão sobre temas relevantes e mais complexos, esta história também explora a inteligência artificial, a viagem ao espaço e até no tempo, uma mistura de ficção científica com suspense e terror, o isolamento social causado por uma pandemia e receios que não deixam a pessoa prosseguir com a sua vida futura, mesmo que já seja seguro, lidando assim, de um modo peculiar e como existe uma dependência da tecnologia para se sobreviver em determinadas ocasiões. Ainda conseguimos observar enquanto uma das personagens conta a história da sua vida, olhando diretamente para nós em que vai alternando as suas emoções e passando por momentos de alegria, desespero e muito mais ou quando alguém impulsiona reações a uma outra personagem com um objetivo próprio.

Esta série não deixa de ter boas surpresas e referências de um dos meus filmes favoritos, 13 Going on 30 (De Repente, já nos 30! como título em português) e de outro que ficou na minha memória, Avengers: Endgame. Existe uma ligeira comparação com a série Black Mirror, mas têm qualidades completamente diferentes uma da outra, sendo que o conceito de Solos tinha um bom potencial, mas eu acho que nem sempre foi aproveitado da melhor maneira, fazendo com que a ligação entre personagem e público resultasse poucas vezes e levando a poucas interações entre si.

Imaginem como seria conversar com a nossa própria versão que está situada no futuro num período de tempo específico e que talvez consiga responder às nossas dúvidas? Acaba por ajudar a fazer uma análise à nossa própria vida. Neste caso, será que estas personagens conseguiram aproveitar a vida enquanto tiveram essa possibilidade? Ficaram coisas por fazer ou por dizer? É o que têm de esperar para verem nestes sete episódios. Uma coisa que chegamos sem dúvida à conclusão com esta série é que mesmo que as personagens estejam isoladas entre si, estas têm algo em comum, uns com os outros, como por exemplo, terem uma vida solitária, conflitos que precisam de lidar, decisões difíceis que têm de ser tomadas, as suas cargas emocionais, medo de um futuro incerto, entre outros.

Seja qual for a reflexão que traga e mesmo a mensagem que transmita para quem está a assistir, eu aconselho a verem esta série Solos que tem desempenhos interessantes que valem a pena ver, apesar dos episódios serem constituídos maioritariamente por monólogos. Para além disso, os sentimentos das personagens são explorados de uma forma que eu acredito que podem vir a se identificarem e assim, compreenderem aquilo que está a ser mostrado neste projeto.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Série "Alex Rider" - quando um adolescente se torna num agente secreto britânico no departamento de espionagem do MI6

 

Alex Rider é uma série de ação e de espionagem da Amazon Prime Video que estreou em 2020, nos quais tem a transmissão exclusiva no canal português, AXN. Com apenas uma temporada de oito episódios e já com uma segunda temporada confirmada, este suspense foi produzido pelo Eleventh Hour Films e Sony Pictures Television, sendo que foi criado por Guy Burt e foi baseado nos livros de Alex Rider do britânico Anthony Horowitz, em que estes dois nomes fazem parte da lista de produtores executivos, juntamente com Eve Gutierrez, Jill Green e Andreas Prochaska e também tem a produção de Mat Chaplin.

Esta história conta as aventuras de Alex Rider (Otto Farrant), um jovem agente secreto britânico que tem uma mudança drástica e radical na sua vida de adolescente quando descobre que o seu tio Ian Rider (Andrew Buchan) foi assassinado, devido a uma missão em que trabalhava como espião e assim, chegou a sua vez de seguir os passos do seu familiar. Alex irá ser pressionado para participar num trabalho que pode estar relacionado com a investigação da morte misteriosa do seu tio, em que ele tem de se infiltrar num colégio interno nos Alpes Franceses chamado de Point Blanc e descobrir os segredos escondidos nesta instituição de elite, mas será que ele vai ter capacidades suficientes para evitar que seja descoberto?

O elenco é constituído por Otto Farrant (Alex Rider), Stephen Dillane (Alan Blunt), Vicky McClure (Sra. Jones), Andrew Buchan (Ian Rider), Brenock O’ Connor (Tom Harris), Ronke Adékoluejo (Jack Starbright), Liam Garrigan (Martin Wilby), Ace Bhatti (John Crawley), Thomas Levin (Yassen Gregorovitch), Haluk Bilginer (Dr. Hugo Greif), Howard Charles (Wolf), Nyasha Hatendi (Smithers), Ana Ularu (Eva Stellenbosch) e Marli Siu (Kyra Vashenko-Chao).

 

Alex Rider começa a fazer parte do mundo da espionagem após o seu tio ter sido morto, mas não será um caminho fácil de percorrer, pois ele vai ter de passar por muitos obstáculos e perigos mortais que até pode colocar em risco, as pessoas que ele mais gosta. Será que Alex vai conseguir cumprir com a sua missão?

Inicialmente, Alex era um simples adolescente britânico que vivia uma vida normal em Londres, juntamente com o seu tio, Ian Rider e com a sua ama americana, Jack Starbright. Um dia, uma tragédia ocorre quando o seu tio morre num acidente de carro, segundo a polícia, mas Alex descobre que afinal a morte de Ian Rider não aconteceu por uma mera coincidência, mas sim devido a uma conspiração muito maior do que ele imaginava, através do seu trabalho como espião do governo britânico que ele desconhecia, pois Alex estava convencido e acreditava que o seu tio trabalhava num banco. Assim, Alex vai fazer o que for preciso e o que tiver ao seu alcance para tentar perceber o que aconteceu e desvendar a morte misteriosa do seu tio.

 

Durante as suas investigações, Alex acaba por se cruzar com o departamento de espionagem do MI6 que era na realidade onde o seu tio trabalhava como agente secreto ao lado dos seus colegas, Alan Blunt, Sra. Jones, Martin Wilby, entre outros. Esta agência começa a perceber as habilidades inesperadas e evidentes de Alex, sendo que ele é pressionado para que ajude na investigação da morte de dois bilionários e de Ian Rider que podem estar relacionados entre si e assim, este jovem é recrutado para que se possa infiltrar num colégio interno chamado Point Blanc que é localizado nos Alpes Franceses, mas para que isso possa acontecer, Alex vai ter de assumir uma nova identidade, treinando e preparando-se devidamente para que nada falhe, caso venha a ser interrogado. Afinal qual será a ligação desta escola com a morte do seu tio?

 

Point Blanc é um colégio privado que recebe jovens que tenham comportamentos mais rebeldes e que podem ser corrigidos, nos quais os seus pais ricos não conseguem controlar e lidar, mas depois eles voltam a casa como pessoas completamente diferentes, educadas e com atitudes exemplares. Este é um estabelecimento completamente isolado do mundo que tem o Dr. Hugo Greif como o seu diretor e Eva Stellenbosch como a responsável dos estudantes, em que qualquer tentativa de fuga poderia vir a se tornar mortal e que ocorrem acontecimentos muito estranhos, sendo que os seus alunos podem fazer parte de um plano muito maior e que pode vir a trazer consequências sérias. Qual é o verdadeiro propósito desta instituição? Isso é algo que Alex vai ter de investigar durante a sua permanência por lá, sem que ninguém desconfie.

 

Alex Rider é um rapaz misterioso, reservado, teimoso e inteligente que gosta de estar no seu canto, mas que ao mesmo tempo consegue adquirir informações facilmente e que vai enfrentar grandes desafios ao longo da sua jornada que vão criar mudanças para o resto da sua vida. Mesmo que inicialmente se recusa a cooperar com o departamento de espionagem do MI6, ele percebe que não tem outra escolha quando começa a ser ameaçado. Por isso, Alex participa numa missão secreta que inclui ser um agente infiltrado no colégio Point Blanc que por acaso é o mesmo local em que o seu tio estava a investigar antes de morrer, tentando obter o máximo de respostas possíveis já que não é fácil, existir no mundo da espionagem, um adolescente a fazer este tipo de trabalho e sem que seja desmascarado.

 

O que Alex não sabia é que o seu tio o estava a treinar como espião já que ele tinha habilidades específicas que eram bem úteis para o seu trabalho como agente secreto, seja a nível de arrombar fechaduras ou mesmo o facto de conseguir lidar bem e resistir à tortura ou até mesmo em situações em que tem de lutar, acabando por surpreender muitos profissionais da área, como Wolf, entre outros. Ele não tinha a noção que estava a ser preparado desde a sua infância e que parecia sem dúvida, um profissional mesmo sendo tão novo que pelos vistos foi treinado ao longo da sua vida, mas infelizmente isto não chegou a ser bem explicado.

 

Este espião julgava que a sua infiltração em Point Blanc fosse muito simples, mas não foi isso que aconteceu, sendo que acaba por desvendar segredos bem perturbadores desta instituição que vão fazer com que Alex arrisque e coloque a sua vida em risco para tentar impedir o que está acontecer com os alunos desta escola, tornando-se assim, numa missão muito mais perigosa do que pensava.

Alex cria uma certa curiosidade para com o público, pois eles querem saber mais sobre este adolescente que tem um talento peculiar para a espionagem e consegue fazer coisas que parecem impossíveis de serem colocadas em prática. Para além disso, o espetador fica com a sensação que Alex já estava muito mais bem preparado do que se pensava para ser um espião e com habilidades específicas e impressionantes que foram úteis em diversos momentos durante a realização da sua missão, tornando-se assim, as suas aventuras divertidas e interessantes de se acompanhar. 

 

Este thriller tem momentos que inclui conspirações, mistérios, surpresas, revelações, traições, mortes, lutas com pouca violência, cenas de ação e de adrenalina e situações de espionagem, mas não deixa de ter as suas alturas mais dramáticas. Uma das melhores partes é sem dúvida, as perseguições a alta velocidade em ambientes com neve que seriam difíceis para qualquer um de nós, mas que Alex Rider consegue com uma facilidade surpreendente e de certa forma, divertida que pode abranger descidas bem inclinadas.

 

A história aborda as relações familiares e os seus dramas respetivos, mas também tem o seu lado mais leve e cómico, principalmente nas cenas que participa Tom Harris, o melhor amigo e o apoio de Alex Rider que é uma pessoa impulsiva e atrapalhada. Alex e Tom têm uma amizade próxima entre si, nos quais o jovem espião tenta esconder a sua vida dupla do seu amigo para não colocá-lo em perigo, mas será que vai conseguir protegê-lo?

A música de abertura da série chama-se The World is Mine de Samm Henshaw, sendo constituída por uma mistura de imagens que estão muito bem e com uma montagem que tem efeitos criativos, apresentando o tipo de história que vamos ter ao longo destes episódios, juntamente com a sua banda sonora bem escolhida que vai sendo apresentada durante as cenas com mais suspense, aventura e ação.

 

A cinematografia está mesmo muito bem realizada com fotografia adequada ao tipo de história, com um argumento fácil de se compreender e com uma edição bem implementada e trabalhada. Infelizmente, o argumento teve as suas falhas e as suas faltas de detalhes que eram fundamentais que tivessem presentes para que fossem explicadas determinadas situações, pois houve muita coisa que poderia ter sido melhor desenvolvida, como por exemplo, a relação de Alex com Ian e Jack, as origens de cada um dos alunos de Point Blanc, principalmente de Kyra que eu acho que seriam interessantes de se conhecer e as motivações que fizeram com que um dos antagonistas da história quisesse colocar os seus planos em prática.

 

O público não teve tempo suficiente para criar ligação com qualquer uma das personagens, sendo que foi o desenrolar da história em si que foi fazendo sentido e que acabou por prender a atenção do espetador, como foi o caso da criação de uma mistura de um objeto curioso, utilizando ideias improváveis que poderiam vir a ser uma ferramenta útil para ser utilizado mais tarde, numa perseguição a alta velocidade fascinante que ocorreu num dos episódios, mas mesmo assim não houve assim tanto perigo como se esperava neste tipo de narrativa. Para além disso, houve pontos que poderiam ter sido melhor explorados em que espero que sejam na próxima temporada, e também tenho pena que tivesse havido poucas cenas de ação e que a preparação de Alex Rider que foi realizada pelo seu tio tivesse sido pouco abordada.

Apesar de existirem situações em que falta algo, esta ficção científica continua a ter potencial para ser muito mais do que foi apresentado nestes oito episódios em que tem condições para melhorar com várias possibilidades para aproveitar este universo que é o de Alex Rider e desenvolver melhor a história de cada uma das suas personagens.

 

Num geral, Alex Rider traz uma boa história de espionagem numa versão adolescente que cria interesse a quem está a assistir, principalmente para quem gosta deste tipo de produções, pois temos a oportunidade de acompanhar um jovem que foi recrutado para o departamento de espionagem do MI6 e se torna num agente secreto britânico com uma vida dupla que é algo que não vemos todos os dias, sendo que é adequada para entreter o público mais jovem, mas também é uma boa aposta para adultos. A série tem um estilo próprio e faz lembrar ligeiramente situações que são mais frequentes de acontecer em filmes de espionagem muito conhecidos do público, chegando a um ponto que até chegamos a considerar Alex Rider como um tipo de James Bond quando era mais jovem.

Na minha opinião, esta série foi uma boa surpresa sem deixar de ter os seus momentos com mais adrenalina e feito de um modo muito simples que se enquadra para quem gosta deste tipo de aventuras ou até de espionagem e aconselhado a toda a família, sendo que fiquei curiosa para acompanhar mais sobre o universo de Alex Rider e com expetativas que eu espero que possa vir a surpreender nos seus próximos episódios.