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quinta-feira, 2 de julho de 2026

The Death of Robin Hood - o que esperar de uma adaptação completamente diferente e nova desta lenda (Crítica)

The Death of Robin Hood (A Morte de Robin Hood, como título em português) é um filme que apresenta uma reinterpretação mais crua, realista e emocional da lenda, questionando o mito de Robin Hood e explorando um retrato mais humano de uma figura confrontada com o seu passado e com a lenda que ajudou a construir.

Esta versão mais sombria de uma das figuras mais icónicas da cultura pop é realizada por Michael Sarnoski, tendo Hugh Jackman no papel do lendário fora da lei, Jodie Comer e Bill Skarsgård.

Então, confrontado com o seu passado de crime e assassínios, Robin Hood encontra-se gravemente ferido depois de uma batalha que pensava ser a última. Nas mãos de uma mulher misteriosa, é-lhe oferecida uma oportunidade de redenção.

Aqui, nós temos um herói confrontado com o peso do mito e com a oportunidade de dar um novo sentido ao seu legado.

Já imaginaram se todas as histórias que tivéssemos ouvido falar sobre Robin Hood eram na realidade uma grande mentira? E ele seria completamente o oposto? Isso, é uma das coisas que vai sendo abordado nesta nova adaptação pouco convencional.

Estas questões começam a ser colocadas, a partir do momento em que após uma batalha decisiva, ele é ferido e está mais perto de adquirir a morte que tanto desejava. Logo de seguida, ele é transportado para uma ilha remota liderada por uma mulher com uma personalidade muito especial, que lhe salva a vida e lhe oferece a possibilidade de ter uma segunda oportunidade. 

Este é um lugar em que todos são aceites e onde podem recomeçar. Desde que contribuem nesta nova comunidade, não importa de onde vieram. E esta poderia ser a ocasião ideal para Robin Hood e quem sabe, melhorar a capacidade de lidar com a culpa e com os seus demónios.

Divulgação: NOS Audiovisuais

The Death of Robin Hood é uma reinvenção completa daquilo que conhecemos sobre o popular fora de lei.  É uma abordagem muito mais sombria, intensa e até humana que surpreende pela positiva e é cheia de garra.

Neste caso é mais focado no seu legado, no seu sentimento de culpa e na possibilidade de redenção pelos atos cometidos repletos de violência. E nesta narrativa, não irá faltar momentos de pura tensão, raiva, ação, reflexão e emoção.

O próprio ambiente do filme é diferente e denso, sendo que acompanhamos um lado desta lenda que normalmente não é abordado e não é tão tradicional de se ver.

Hugh Jackman faz um excelente e muito poderoso desempenho deste Robin Hood e merece todo o devido reconhecimento. Podemos assistir a um Robin Hood forte, atormentado, resiliente, mais frio e que mesmo no silêncio, tem a capacidade de nos transmitir algo.

É mesmo muito interessante observar a versatilidade no trabalho de Hugh Jackman e como ele interpreta todas as camadas e complexidades deste protagonista.  

Se a pessoa está muito habituada aquela história tão tradicional de Robin Hood, um grande herói que roubava aos ricos para dar aos pobres, então, neste filme, não espere nada disso.  

The Death of Robin Hood é completamente inovador e obscuro. Não nos tira a atenção, entregando assim, algo novo e surpreendente. E tudo isto é acompanhado por uma ótima cinematografia, banda sonora, vistas estupendas e boas interpretações por parte do seu elenco.


sexta-feira, 21 de junho de 2024

The Bikeriders - o que esperar deste filme que conta a história de um clube de motards do oeste americano

 

The Bikeriders é o filme mais recente realizado por Jeff Nichols e produzido em 2023. É inspirado na história do fotógrafo americano Danny Lyon, que documentou a vida de um clube de motards do Midwestern entre 1965 e 1967, sendo que chegou a fazer parte deste grupo e a viver com eles.

O elenco é constituído por Austin Butler, Tom Hardy, Jodie Comer e Norman Reedus.

Esta é a história da ascensão de um clube de motards do oeste americano, os Vândalos. Visto pela perspetiva do dia a dia dos seus membros, o clube evolui ao longo de uma década de local de encontro de inadaptados locais para um gangue sinistro, ameaçando o estilo de vida original e único do grupo.

Nesta combinação de drama com crime e thriller, tudo isto é contado maioritariamente pelos olhos da teimosa Kathy (Jodie Comer) que depois de um encontro casual, ela é atraída de um modo inexplicável por Benny (Austin Butler), o membro mais recente do clube de motards do oeste americano, os Vândalos que é liderado pelo enigmático Johnny (Tom Hardy). À medida que o clube se transforma num perigoso submundo de violência, Benny vai ter de escolher entre Kathy e a sua lealdade para com o clube.   

Toda esta narrativa é desenrolada num tempo mais rebelde na América, no momento em que a cultura e as pessoas estavam a sofrer mudanças. Essa evolução tem acontecido ao redor do país e este clube não é exceção. Um clube que começou como um local de convívio para muitos e torna-se em algo completamente diferente e repleto de riscos, levando assim a uma degradação iminente deste grupo.

Divulgação: Universal Pictures Portugal

Inspirado em factos verídicos, os Vândalos de Chicago são um clube de motards que foi construído por Johnny a partir do nada, acabando por se tornarem numa família e onde faziam parte da época dourada das motas. Como os tempos foram mudando, tornaram-se rebeldes e o próprio clube começou a mudar e a seguir caminhos mais obscuros e violentos. Muitos foram aqueles que não os enfrentavam e realmente tinham medo deles. Enquanto isso, os Vândalos não pararam de crescer, tendo sido espalhados pelo país e chegando a um ponto que nunca mais foram os mesmos. Não faltaram inúmeras traições e eles eram mais vistos como um gangue criminoso a começar a meter-se em negócios mais ilegais e guerras desnecessárias.

É uma narrativa que comprova plenamente como determinadas mudanças ao nosso redor pode mudar completamente a própria sociedade e a levar alguns a seguirem por trajetos mais destrutivos e errados perante a lei. Tudo começou como um clube restrito, em que todos se conheciam e estavam lá presentes para o que fosse preciso. Contudo, mais tarde, transformou-se numa organização pouco familiar que não partilha os mesmos valores, com elementos a mais e também com a perda de membros que eram o pilar dos Vândalos. Isso fez com que o presidente perdesse o controlo, levando o clube a sofrer com as consequências das suas decisões.

Divulgação: Universal Pictures Portugal

Esta produção não teria tido o impacto positivo que teve se também não fosse pelas personagens carismáticas presentes e pelo elenco que deu a vida a eles. O destaque vai para a Jodie Comer que faz um desempenho excelente, onde temos a chance de vê-la em outro registo e com um sotaque típico daquela região dos Estados Unidos muito bem implementado. É sempre fantástico ver os atores conseguirem mudar os seus sotaques britânicos para outros completamente diferentes e opostos. E Jodie Corner fez um trabalho excecional não só na mudança do seu sotaque, mas também no desempenho da teimosa e determinada Kathy que sempre que entrava em cena, brilhava com a sua atuação. Também a dinâmica dela com o Austin Butler foi muito natural e divertida de se ver. Austin Butler é uma outra boa surpresa, pois também temos a oportunidade de ver outros registos deste ator que tem mostrado constantemente a sua versatilidade em cada papel que interpreta. Como este jovem que entrou numa série chamada de As Crónicas de Shannara evoluiu tanto como artista. E não vamos esquecer do ótimo trabalho também executado por Tom Hardy. Outra surpresa foi ver Norman Reedus, a desempenhar uma personagem engraçada com uma paixão por motas, tal como ele tem na vida real.  

Divulgação: Universal Pictures Portugal

The Bikeriders representa a essência de um grupo unido em busca pela liberdade que vêm a todo o gás, tirando assim, o fôlego a qualquer um. E cujos valores mais importantes eram a lealdade, o amor pelas motas e companheirismo. Este filme está muito bem desenvolvido e tem uma capacidade automática de entreter o espetador, desde o início até ao fim. Além disso, traz elementos nostálgicos que faz lembrar a história de outros clubes de motards que a pessoa teve a oportunidade de ver anteriormente, como é o caso da série Sons of Anarchy. Sons of Anarchy marcou com a sua intensidade e as suas reviravoltas inesperadas, mas tinham algo em comum, a lealdade, o amor pelas motas e o companheirismo. Num universo paralelo, já imaginaram como seria se os Vândalos se cruzassem com os Sons of Anarchy? Seriam aliados ou adversários? De certeza que iriam encaixar muito bem e seria sem dúvida, muito interessante de se acompanhar!

The Bikeriders é uma boa fonte de entretenimento com um ponto de vista muito particular e retratado numa época fulcral nos Estados Unidos que consegue envolver o público neste mundo e naquilo que está a ser contado. E ao mesmo tempo, apresentar aquela sensação de adrenalina e liberdade que todos nós gostamos de sentir e de ter.

domingo, 22 de agosto de 2021

Crítica ao filme "Free Guy", protagonizado por Ryan Reynolds - um dos filmes mais divertidos e hilariantes do ano que estávamos todos a precisar de ver

 

Free Guy (Free Guy: Herói Improvável, como título em português) é o novo filme de comédia com uma mistura de aventura, ação e ficção científica da 20th Century Studios que estreou esta semana nos cinemas portugueses. É realizado por Shawn Levy, a partir de uma história de Matt Lieberman e argumento de Lieberman e Zak Penn, tendo sido produzido por Ryan Reynolds p.g.a., Shawn Levy, p.g.a., Sarah Schechter, Greg Berlanti e Adam Kolbrenner que inclui Mary McLaglen, Josh McLaglen, George Dewey, Dan Levine e Michael Riley McGrath como produtores executivos e Christophe Beck como o responsável da banda sonora.

Atualmente, o filme pode ser visto na plataforma da Disney+.

O protagonista da história é Guy (Ryan Reynolds), um caixa de um banco que descobre que na realidade é um mero figurante num videojogo, e decide assim, tornar-se no herói da sua própria narrativa. Agora que está a viver num mundo onde não há limites, ele está determinado a ser o gajo que salva o seu mundo à sua maneira, antes que seja tarde demais.

Esta é uma produção protagonizada por Ryan Reynolds (Guy), cujo elenco também é constituído por Jodie Comer (Millie/MolotovGirl), Joe Keery (Keys), Lil Rel Howery (Buddy), Utkarsh Ambudkar (Mouser) e Taika Waititi (Antwan). Algumas das figuras mais influentes do mundo na área dos videojogos têm participações bem especiais neste filme, tais como, “Pokimane” Anys, Lannan “LazarBeam” Eacott, Seán William “Jacksepticeye” McLoughlin, Tyler “Ninja” Blevins e Daniel “DanTDM” Middleton.

Já viram o que seria ter exatamente a mesma rotina todos os dias e sem ter qualquer tipo de controlo da sua própria vida? É isso que acontece com Guy!

Guy até é uma criatura de hábitos, sendo que acorda, cumprimenta o seu peixe de estimação, escolhe a mesma peça de vestuário que é uma camisa azul, toma o pequeno-almoço e no caminho para o trabalho passa para ir buscar o seu café e faz o seu horário como caixa de um banco que tem constantemente um assalto a ocorrer. Porém, ele diz sempre a mesma coisa, principalmente a sua frase mais emblemática que fica na memória de qualquer um que é: Não tenha um bom dia! Tenha um ótimo dia!

Pode conter spoilers!

Divulgação: 20th Century Studios

Ele é uma pessoa carismática, ingénua, genuína, humilde, alegre, divertida, extrovertida e bem-disposta que nunca fez nada que tivesse impacto até que um dia tudo muda quando ele descobre que é um figurante num videojogo designado por Free City e só existe neste jogo. Por isso, ele vai ter de lidar e de aceitar a sua realidade para que assim, comece a se tornar independente, fazendo as suas próprias escolhas e tomando a decisão de se tornar no herói da sua própria história que ele mesmo reescreve, cativando todos aqueles ao seu redor e sem ter medo de arriscar.  

Guy é um NPC (Non-Player Character, em inglês) que é uma personagem nos jogos que funciona como um figurante que segue um guião específico e está programado para fazer e dizer constantemente as mesmas coisas, sendo que interage sempre com as mesmas pessoas e tem uma vida que passa despercebida.

Inicialmente, ele está satisfeito com a sua vida bem repetitiva e monótona em que nada de novo acontece. Mas um dia, ele começa a criar consciência e vai-se desviando da sua programação habitual, de tal forma que vai criando mudanças tanto no mundo de Free City como nos seus moradores, influenciando o jogo em si e respetivos jogadores e onde um novo herói começa a surgir. Depois de descobrir a verdade, Guy mostra quem ele realmente é, criando assim, o seu caminho e uma empatia imediata com o público, chegando a um ponto que todos estamos literalmente a torcer por ele.  

Ele é sem dúvida, o coração e alma do filme com um sorriso contagiante que tem as suas aspirações e desejos que quer concretizar como encontrar o amor e é engraçado ver como Guy reage quando coloca os óculos escuros pela primeira vez e começa a conhecer este mundo pelos seus olhos e o quanto é curioso com tudo o que esteja relacionado com o sítio onde vive. Dá para perceber o quanto Ryan Reynolds se divertiu a desempenhar Guy, utilizando a sua versatilidade e com um humor bem natural e próprio na sua construção e desenvolvimento que foi muito bem trabalhado.

Divulgação: 20th Century Studios

Dia após dia, nada de novo acontece e é sempre tudo igual até que a vida de Guy está prestes a mudar e segue outro rumo, devido a cruzar-se com Millie Rusk que vai ajudá-lo mais tarde a salvar este mundo virtual. Millie é uma designer e uma programadora de videojogos bem reservada e sensível, mas brilhante e cujo avatar no videojogo Free City é uma motociclista britânica misteriosa e corajosa que tem botas de couro até aos joelhos que se chama Molotov Girl. Mesmo sendo uma das jogadoras de Free City, ela não suporta a Soonami Studios, a empresa que é responsável pelo jogo, sendo que ela acredita que lhe roubaram o seu trabalho e resolveu colocar um processo contra Antwan, o CEO da Soonami Studios, acusando que ele utilizou o código dela e de Keys para benefício próprio. Assim, Millie acha que a prova está no interior do jogo Free City e por isso, ela fará o que for necessário para procurar pelo código original do jogo e conseguir alcançar o seu objetivo. Será que Millie vai conseguir encontrar as suas respostas?

Depois temos o modesto Walter “Keys” McKeys que trabalha para os Soonami Studios, onde programa Free City. Ele é um génio na programação que tem muito talento nesta área, sendo considerado como um millennial na casa dos 20 anos que também criou um videojogo com Millie, uma amiga pela qual tem sentimentos muito especiais. Este foi um projeto que mais tarde foi adquirido pela Soonami, mas que nunca foi aproveitado da forma que os dois pensavam. Mesmo assim, Millie pede ajuda a Keys, porque ela acredita que a empresa está a esconder alguma coisa relacionada com aquilo que os dois criaram e que até pode estar a utilizar os códigos deles no Free City. Afinal o que aconteceu com o videojogo de Millie e Keys?

Divulgação: 20th Century Studios

Keys trabalha com Mouser que têm uma personalidade bem diferente. Mouser também é um programador que é engraçado, rabugento e cheio de ideias para introduzir na Free City de Soonami, onde o seu avatar é um musculado coelho cor-de-rosa sedento de sangue. Ele é completamente leal ao criador do jogo, Antwan e irá fazer o que for preciso para provar o seu valor, em que chega a ter atitudes que não serão as mais corretas.

O vilão da história acaba por ser Antwan que é um empresário bem ganancioso, narcisista, desagradável e que diz o que pensa sem filtros, mas que está por trás de Free City que foi-se tornando num produto muito lucrativo para a Soonami e num sucesso de vendas que é jogado por milhões de utilizadores. Por isso, ele prepara-se para o lançamento de Free City 2 que irá ter mudanças bem significativas para a comunidade do jogo original.

Neste mundo virtual, quem participa neste jogo está identificado com óculos escuros que são designados por Heroes que podem fazer aquilo que lhes bem apetece, criando o caos, sem sofrerem as consequências e por isso, acabam por não ter os melhores comportamentos para com as personagens do Free City que são os NPCs que são vítimas de eventos de violência. Esta é uma cidade que sofre explosões, tiroteios e onde as suas ruas estão repletas de perseguições de carros a alta velocidade e com ladrões que estão constantemente a assaltar estabelecimentos.

Divulgação: 20th Century Studios

Para além de Guy, em Free City, a maior parte das personagens são figurantes neste jogo e ninguém desta comunidade sabe que vive numa realidade virtual, como por exemplo, Buddy. Buddy é o melhor amigo de Guy que é um simples segurança no mesmo banco, onde trabalha o protagonista. Porém, ele gosta da vida que tem, por mais monótona que seja e não quer sair da sua zona de conforto, nem se sente à vontade com essa possibilidade. Será que Guy vai convencê-lo a ver a sua vida com outros olhos?

Free Guy é um filme leve, dinâmico, hilariante e épico realizado a um bom ritmo, sendo inspirado num videojogo que teve um timing perfeito para estrear, tendo sido constituído por uma história bem criativa com alguns exageros pelo meio que vai sendo desenrolada, tanto no mundo virtual como no mundo real que conseguiu nos captar a atenção e nos transportar para um universo, onde tudo é possível. É uma diversão garantida e empolgante repleta de amor, esperança, humor, magia e otimismo que irá animar qualquer um, criando assim, um mundo único em que a pessoa se imagina a viver no seu interior e transmitindo uma mensagem pertinente, uma reflexão e uma autêntica lição de vida para o público.   

Divulgação: 20th Century Studios

Esta é uma boa forma de abordar a comunidade e a cultura do gaming e todos os aspetos que fazem parte da mesma como os comportamentos que têm quando estão a jogar ou os bugs e glitches que vão surgindo, em que é interessante ver quem está por trás do avatar que por vezes pode vir a surpreender. Deu para perceber que existiu uma liberdade criativa e um cuidado no modo como tudo foi sendo desenvolvido, onde teve uma atenção aos pormenores que podem ocorrer neste universo e também explica como funciona a comunidade deste mundo, de um modo simples e esclarecedor. Também é um filme que aborda o tema da inteligência artificial de um modo bem único, os perigos da tecnologia, a amizade e o quanto as rotinas influenciam a vida de cada um, mas a importância que é viver de acordo com as suas convicções e escolhas e descobrir o seu propósito, onde o bem pode fazer toda a diferença no mundo.  

Divulgação: 20th Century Studios

Free Guy é uma fonte de entretenimento imperdível, interessante e cativante que consegue com êxito fazer com que a pessoa se sinta que está dentro de um jogo e arrasa desde o início até ao fim com boas surpresas e reviravoltas que faz referências a muitos clássicos, não só do universo dos videojogos, mas também do cinema e televisão nos quais surgem cameos e easter eggs que deixam qualquer um satisfeito. É uma boa experiência e é perfeito não só para os amantes da cultura pop, mas para quem precise de se distrair depois de um dia mais complicado, sendo que existem cenas que dão mesmo vontade de rir e momentos que parece que a pessoa está mesmo presente no jogo e pode interagir com as suas personagens.

Na minha opinião, Free Guy tem um impacto positivo para quem está a acompanhar, sendo que é um dos filmes mais divertidos do ano que se destaca à sua maneira e que estávamos todos a precisar de ver e por isso, não podem mesmo perder! Toda a história desenrola-se num mundo cheio de possibilidades, onde não há limites daquilo que pode vir a acontecer e onde se pode colocar a imaginação à prova. Também merece o seu reconhecimento pela banda sonora inserida e pelo elenco que consegue brilhar de um modo próprio, efeitos visuais fantásticos, fotografia, cenografia, montagem, cenas e sequências de ação muito bem realizadas e que prendem o espetador ao ecrã, trazendo assim, as emoções certas para o público.