sábado, 16 de julho de 2022

Receita de Mousse de Framboesas

 

Muitos são aqueles que agora estão num período com uns dias de férias e com o calor que tem estado nas últimas semanas, a pessoa acaba por ter vontade de comer uma sobremesa bem fresca!

A receita de hoje é uma Mousse de Framboesas, uma sobremesa saborosa e uma opção mais saudável. Vamos à receita?


Ingredientes (15 porções):

- 350 g de Framboesas

- 60 g de Claras (2 Claras)

- 130 g de Açúcar Mascavado

- 250 g de Iogurte Natural

- 9 g de Folhas de Gelatina (3 unidades)


Modo de Preparação:

  1. Demolhe as folhas de gelatina em água abundante e triture as framboesas (guardando algumas para decorar);
  2. Adicione o açúcar mascavado ao puré. Escorra as folhas de gelatina, derrete-as e adicione-as ao puré, mexendo muito bem;
  3. Deixa o preparado arrefecer, por completo;
  4. Coloque o iogurte numa tigela e bata as claras em castelo;
  5. Junte o preparado com as framboesas ao iogurte e envolva as claras;
  6. Coloque no frigorífico para solidificar e decore com as framboesas que sobraram.

terça-feira, 5 de julho de 2022

Filme "Thor: Love and Thunder" - uma aventura clássica, divertida e eletrizante

 

Thor: Love and Thunder (Thor: Amor e Trovão, como título em português) é um filme protagonizado por Chris Hemsworth e uma das estreias mais recentes da Marvel Studios nos cinemas portugueses com a realização de Taika Waititi e com a produção de Kevin Feige e Brad Winderbaum.

Atualmente, podem ver o filme na plataforma de streaming da Disney+.

Desta vez Thor (Chris Hemsworth) está numa jornada diferente de tudo o que já enfrentou, ou seja, a procura pela paz interior. Mas, a sua reforma é interrompida por um assassino galáctico conhecido como Gorr, o Carniceiro dos Deuses (Christian Bale) que procura a extinção de todos os deuses. Para combater a ameaça, Thor pede a ajuda da ‘Rei Valkiria’ (Tessa Thompson), Korg (Taika Waititi) e da ex-namorada Jane Foster (Natalie Portman) como a Poderosa Thor, que para surpresa de Thor empunha inexplicavelmente o seu martelo mágico, Mjolnir. Juntos, eles embarcam numa angustiante aventura cósmica para descobrir o mistério da vingança do Carniceiro dos Deuses e detê-lo antes que seja tarde demais.

Thor Odinson é considerado como um dos super-heróis mais poderosos da Marvel e também definido como um dos mais populares que continua a manter o seu extenso potencial, sendo que faz parte da lista das minhas personagens favoritas deste universo.

Depois de termos visto Thor a seguir viagem com os Guardiões da Galáxia em Vingadores: Endgame e de ajudá-los a defender os povos de diversos planetas contra todo o tipo de adversários, o Deus do Trovão regressa para impedir Gorr de eliminar todos os deuses. Mas para isso acontecer, precisa de toda a ajuda possível! Será que os seus aliados vão ser suficientes para enfrentar e vencer Gorr de concretizar os seus planos? Uma coisa é certa! Vai ser desafiante e uma aprendizagem para o nosso Vingador!

Divulgação: Marvel Studios

Pode conter spoilers!

Temos a oportunidade de acompanhar uma dose pequena da jornada de Thor com os Guardiões da Galáxia nos quais ele só participava quando era realmente necessária uma intervenção com um nível de poder divino, onde às vezes deixava um pouco de destruição pelo caminho. Porém, eu tive pena que eles não tivessem estado mais tempo em cena, pois seriam sem dúvida, uma boa equipa de aliados para ajudar Thor a lidar com o antagonista.

Além disso, ainda nos é apresentado um género de flashbacks que inclui as personagens que fazem e fizeram parte da vida de Thor, entre elas, uma das personagens mais extraordinárias da Marvel! Sim, eu estou a falar de Loki! Uma adição que eu acredito que teria sido bem interessante de acompanhar e até inesquecível, caso voltássemos a ver Thor e Loki como parceiros e com um objetivo em comum! Mesmo assim, foi uma boa homenagem a estas personagens que tiveram impacto na vida de Thor, cada uma à sua maneira!

Divulgação: Marvel Studios

Christian Bale está completamente irreconhecível no seu papel de vilão como Gorr e tem a capacidade de destacar-se sempre que surge no ecrã, sendo que a personagem está bem construída e possui uma origem trágica, acabando assim, por ter motivos muito fortes para justificar todos os comportamentos que vai tendo perante os diversos deuses com quem se cruza.

Também foi bom observar a transformação da Jane Foster na Poderosa Thor e vê-la em ação a lutar contra Gorr e os monstros criados por ele, mas o desenvolvimento dos poderes desta cientista através do martelo Mjolnir que a tornaram numa super-heroína e que lhe trouxe custos pessoais poderia ter sido mais bem explorado. Tanto ela como a Valkiria também mostraram a determinação e a força que têm para lutarem por aquilo em que acreditam e de lidarem pessoalmente com uma ameaça como Gorr.

Este filme com duas cenas pós-créditos possui uma magia cativante, trazendo uma mistura de emoções acompanhada por uma boa banda sonora completamente indicada ao que está a ser contado e uma história que tem momentos interessantes de se ver, onde também mostra uma viagem de reflexão de Thor nas quais fazem parte algumas das suas fragilidades, perdas que sofreu e dúvidas que lhe surgiram, sendo que será fundamental para trazer uma versão renovada da figura especial e poderosa que tão bem conhecemos.

Divulgação: Marvel Studios

A produção a nível técnico foi bem realizada, sendo constituída por ótimas cenas de ação que prendem a atenção do espetador e com um CGI bem implementado, criando até vontade de participar na batalha. Mas mesmo assim, a pessoa fica com a sensação de que a história em si poderia ter sido mais bem equilibrada e aproveitada e até acaba por se sentir falta de alguma coisa que seria importante para mais tarde se transformar num resultado final inovador e inesperado, tal como aconteceu com Vingadores: Endgame que foi um autêntico êxito.

Thor: Love and Thunder é uma aventura clássica do Deus do Trovão que é divertida e eletrizante, em que consegue conquistar o público com a sua identidade própria e através do desempenho único e hilariante de Chris Hemsworth e do trabalho peculiar e característico de realização de Taika Waititi que apresenta um humor característico, mas por vezes com piadas exageradas em determinadas situações. É uma produção colorida e atrativa com um visual bonito de se olhar e com algumas boas surpresas que vai dividir opiniões, mas não deixa de ser uma boa fonte de entretenimento para acompanhar mais uma história do Viking espacial com uma personalidade única que continua a manter a sua essência e a ser carismático aos olhos dos admiradores da MCU.

Agora é esperar pela próxima aventura do enigmático Thor que de certeza vai continuar a surpreender com a sua maneira de ser bem incrível e marcante!

sábado, 2 de julho de 2022

Série "Chucky" - uma nova adaptação do boneco mais mortífero e marcante do género de terror

 

Chucky, o boneco mais assustador e mortífero está de regresso para uma nova adaptação deste assassino em série que vai deixar os fãs deste universo curiosos para acompanharem mais eventos de caos e homicídios macabros cometidos por uma das personagens mais populares e marcantes da cultura pop e do género de terror, deixando um rasto de sangue por onde passa!

Numa época da minha vida em que vivi nos EUA, eu lembro-me de ter cerca de 6 anos e os filmes do Chucky estarem a dar na televisão, chegando a um ponto que acabava por me esconder atrás do sofá com medo deste brinquedo assassino e também não o queria encarar. Porém, anos depois esta saga acabou por ser uma das principais razões pela qual eu me tornei fã de tudo o que estivesse relacionado com o género de terror.

Para quem não se lembra, nós conhecemos pela primeira vez este boneco Good Guy em 1988, quando estreou o primeiro filme, Child’s Play com a realização de Tom Holland. E depois tivemos a continuação deste franchise com Child’s Play 2 (1990), Child’s Play 3 (1991), Bride of Chucky (1998), Seed of Chucky (2004), Curse of Chucky (2013), Cult of Chucky (2017) e Child’s Play (um reboot estreado em 2019).

Já com uma segunda temporada confirmada, Chucky é uma série de terror com uma temporada de oito episódios constituída por uma visão nova que é concebida pelo seu criador original, Don Mancini e que também tem um papel de argumentista, realizador e showrunner. Esta é uma produção original do canal norte-americano USA, juntamente com o SYFY que pode ser vista em exclusivo no SYFY Portugal.

O elenco é composto por Zachary Arthur (Jake Wheeler), Björgvin Arnarson (Devon Evans), Alyvia Alyn Lind (Lexy Cross), Teo Briones (Junior Wheeler), Devon Sawa (Logan Wheeler/Luke Wheeler), Brad Dourif (voz icónica e original de Chucky), Jennifer Tilly (Tiffany Valentine), Alex Vincent (Andy Barclay), Fiona Dourif (Nica Pierce) e Christine Elise (Kyle).

Esta história decorre numa cidade idílica dos EUA que nunca mais será a mesma depois de ser arrastada para o caos, assim que surge numa venda de garagem, um boneco vintage “Good Guy” (mais conhecido como Chucky). Um novo rasto de mortes está prestes a acontecer logo após o aparecimento de Chucky e ao mesmo tempo começa a ser exposto as hipocrisias e os segredos dos moradores de Hackensack. Enquanto isso, a chegada tanto de inimigos como de aliados do passado de Chucky ameaça expor a verdade por trás dos crimes, bem como as origens incontáveis deste demónio em forma de brinquedo.  

Esta série baseada nos filmes deste franchise acompanha os acontecimentos posteriores ao aparecimento deste boneco ruivo, sardento e assassino, sendo possuído pela alma do notório e eficaz serial killer Charles Lee Ray e que foi parar às mãos de Jake Wheeler.

Pode conter spoilers!

Jake Wheeler é um adolescente de 14 anos definido por ser tímido, sensível e solitário com uma visão artística peculiar que é vítima de bullying na escola e tem problemas com o seu pai abusivo. Um dia, ele encontra um boneco Good Guy chamado Chucky que acaba por comprar e irá mudar a sua vida para sempre, pois nem imagina as atrocidades que este brinquedo é capaz de fazer, incluindo cometer diversos homicídios violentos e deixando assim, a comunidade de Hackensack completamente aterrorizada.

Inicialmente, Chucky e Jake acabam por criar um vínculo forte, sendo que o boneco vê no jovem, alguém cheio de potencial para dar continuidade à sua jornada de terror. Porém, quando Jake hesita a cometer atrocidades e a matar, então descobre as verdadeiras intenções do seu “amigo”, tentando impedi-lo a todo o custo nem que tenha de se colocar em risco. Será que Jake vai conseguir vencer Chucky? Qual será o plano de Chucky? E será que Chucky vai deixar mais um rasto extenso de corpos no seu caminho? É o que têm de esperar para ver!

Como referido anteriormente, Jake sofre de bullying praticamente todos os dias, sendo que a pessoa que mais lhe perturba é Lexy, a rapariga mais popular da escola que consegue ser bem agressiva quando quer. Além disso, ele é homossexual que acaba por não lhe facilitar a sua vida, tanto na escola como em casa. Porém, a cumplicidade que tem com um colega, Devon pode fazer toda a diferença para se conhecer melhor e seguir um rumo mais feliz.

Chucky aterroriza mais uma cidade, onde o número de corpos vai aumentar e não vai faltar massacres e mortes que parecem meros acidentes. Neste caso, ele faz o que for preciso para transformar Jake num assassino como ele que também inclui ter um papel decisivo para executar um plano de vingança contra Lexy, a rapariga que tem atormentado Jake.

Este boneco assassino e sedento de sangue tem expressões faciais e corporais que são únicas e fazem parte da sua essência. Chucky é uma ameaça constante que precisa de ser parada, mantendo-se o mesmo psicopata com planos bem específicos que quer concretizar, sendo que mata pessoas e não se arrepende disso, pois para ele a violência é sempre a resposta para resolver qualquer obstáculo que possa vir a surgir. Ele é um manipulador nato com um sentido de humor e crueldade muito próprio e continua a expressar-se de forma violenta e bizarra, sendo que ninguém está a salvo.

Nesta adaptação temos a oportunidade de ficar a conhecer melhor o passado perturbador de Chucky através de flashbacks que acaba por encaixar naquilo que faltava contar nos filmes deste universo. Começando pela infância e juventude difícil de Charles Lee Ray, um serial killer que depois de ser morto pela polícia conseguiu ter a capacidade de transferir a sua alma para um dos bonecos da coleção Good Guys, utilizando rituais de vudu. Além disso, mostra uma versão interessante desta personagem com as suas gargalhadas icónicas, o seu lado exagerado e ao mesmo tempo cómico que tem sempre boas falas e deixa qualquer um a rir com o seu humor negro.

Apesar de ser uma série dedicada ao terror, esta também tem um lado mais emocional e vulnerável que não vemos nos filmes, pois foca mais na vida de um grupo de estudantes e em temas que são pertinentes e cada vez mais abordados pela sociedade, como por exemplo, o bullying, a homossexualidade, a identidade, o preconceito, os efeitos que a humilhação pública pode ter num jovem, a violência psicológica, o abandono e problemas familiares e sociais.

As personagens desta história são moldadas devido às circunstâncias em que têm estado presentes como atos que podem criar impacto na vida de alguém e à maneira de ser de cada um dos respetivos familiares, criando assim, um efeito significativo a longo prazo na personalidade em si que são elementos fundamentais para colocar em perigo a própria saúde mental. Além disso, não deixam de existir personagens que irritam, mas isso significa que o ator ou atriz está a desempenhar um bom trabalho.

Um dos pontos altos da série foi sem dúvida, o regresso de personagens clássicas desta saga de terror que foram atormentadas por este boneco e que já faziam falta, sendo que conseguiram marcar significativamente a vida de Chucky, cada uma à sua maneira.  

Chucky é uma adaptação inteligente, bem realizada e cheia de potencial que tem dividido opiniões e apesar da história ter os seus altos e baixos e ser por vezes previsível até não impede que seja um bom entretenimento, principalmente para os amantes de terror e do oculto. É uma mistura de terror com uma dose de slasher, sobrenatural, comédia e suspense que contém momentos de violência e reviravoltas empolgantes e interessantes. E também não vai faltar traumas, cenas mais sangrentas e não perde a oportunidade de ter uns diálogos bem sarcásticos, onde as piadas são introduzidas com equilíbrio nas alturas certas.

A série em si é muito bem estruturada que cria um ambiente de terror com tensão à mistura capaz de entreter por mais estranha que o argumento possa vir a ser, onde de um modo geral, tudo se encaixa. É constituída por uma boa fotografia, bons efeitos visuais e um bom equilíbrio entre terror e humor negro. As cenas de violência foram bem feitas e as mortes foram elaboradas de maneiras mais criativas. Também foi uma boa surpresa rever personagens clássicas deste franchise e descobrir o que aconteceu após os eventos dos filmes anteriores.  

Quem é fã deste género tenta sempre não ter grandes expetativas e neste caso, a série teve a capacidade de surpreender pela positiva e deixar o espetador com vontade de continuar a acompanhar a história. Existem situações em que a pessoa não sabe o que esperar que pode vir a acontecer de seguida, chegando a um ponto que começa a imaginar inúmeras coisas que podem ocorrer ao longo dos episódios.

O passado de Chucky acrescentou muito à história em si e trouxe contexto que ainda não tinha sido explorado nos filmes anteriores do boneco, mostrando a altura em que começou a surgir o seu instinto de assassino e revelando a resposta a perguntas que já tinham sido feitas há muito tempo pelo espetador.

A primeira temporada termina com um bom cliffhanger que deixa todo o público com interesse para o futuro da série, incluindo os mais fiéis deste mundo obscuro e que promete regressar com intensidade e mais planos macabros, deixando pelo caminho mais vítimas em banhos de sangue. O criador manteve-se fiel aquilo que apresentou na década de 80, mas desta vez adaptando-se aos dias atuais e desenvolvendo de um modo que mais ninguém consegue fazer.

Chucky é um dos vilões mais aterrorizantes e icónicos da cultura pop, sendo que continua a conquistar gerações e eu acredito que o irá fazer com esta série. A série é divertida e destaca-se pelo humor e personalidade de Chucky, sendo que deu novas informações que ainda eram desconhecidas para o público e conseguiu ser inovadora, inesperada, realista e dar respostas a mistérios como é o caso da origem de Chucky, qual é a razão pelo qual é tão poderoso e muito mais. Ainda tem referências bem pertinentes e diretas com os filmes, fazendo assim, uma grande homenagem e nostalgia para a saga de Chucky e ao mesmo tempo gera uma nova perspetiva perante este assassino psicopata e de certeza que o futuro desta personagem terá um caminho interessante. Uma série que não podem perder e que recomendo sobre uma figura que nos marcou e que queremos continuar a ver! E que venham mais episódios!

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Série "The Terminal List" da Prime Video - um bom entretenimento de ação que consegue ser interessante e inovador

 

The Terminal List (A Lista Terminal, como título em português) é a nova série Amazon Original com oito episódios que estreia a 1 de julho em exclusivo na plataforma da Prime Video, sendo baseada no livro de sucesso de Jack Carr com o mesmo nome. É co-produzida pela Amazon Studios e a Civic Center Media em associação com MCR Television que conta com Chris Pratt e Jon Schumacher como produtores executivos para a Indivisible Productions, Antoine Fuqua como produtor executivo para a Fuqua Filmes e com o escritor e realizador, David DiGilio. Além disso, o autor do livro, Jack Carr é produtor executivo, bem como o escritor Daniel Shattuck.

O elenco é composto por Chris Pratt, Constance Wu, Taylor Kitsch, Jeanne Tripplehorn, Riley Keough, Arlo Mertz, Jai Courtney, JD Pardo, Patrick Schwarzenegger, LaMonica Garrett, Stephen Bishop, Sean Gunn, Tyner Rushing, Jared Shaw, Christina Vidal, Nick Chinlund, Matthew Rauch, Warren Kole, Alexis Louder, entre outros.

Esta é uma história que segue James Reece (Chris Pratt) após o seu grupo de Navy SEALs ter sido alvo de uma armadilha durante uma importante missão secreta. Reece regressa a casa com memórias conflituosas do evento e questões sobre a sua culpa. Ainda assim, com a descoberta de novas provas, Reece descobre que há forças obscuras que o querem prejudicar, colocando em perigo a sua vida e daqueles que ama.

Divulgação: Prime Video

Quando uma missão não corre como o planeado e acaba por ter consequências devastadoras são várias as repercussões que podem vir a ocorrer não sendo assim, uma tarefa fácil para quem presencia tal horror. Foi o caso de James Reece que perdeu uma boa parte da sua equipa enquanto estavam a executar uma operação secreta e ele não compreendia exatamente o que tinha acontecido naqueles túneis. Além disso, existiam eventos nos quais não faziam qualquer sentido para ele.

O regresso de James Reece implica muitos obstáculos para ele e ainda um enigma que precisa de ser decifrado, principalmente depois de ter sido vítima de mais uma tragédia. Na sua opinião, as coisas não são bem o que parecem e ele precisa de investigar e descobrir a verdade, ao mesmo tempo que vai sendo perseguido por forças perigosas que o querem impedir a todo o custo! Será que Reece vai conseguir juntar todas as peças do puzzle e descobrir realmente o que aconteceu com os seus companheiros e quem são os verdadeiros culpados?

Divulgação: Prime Video

Enquanto Reece lida com os seus traumas e os efeitos secundários que começaram a surgir depois de voltar do seu último trabalho, ele tem uma missão própria a cumprir que também inclui encontrar as pessoas que fazem parte de uma lista de nomes criada por ele. Este protagonista vai ser alvo de conspirações e de traições e ainda, considerado suspeito de determinados eventos, levando a que também seja perseguido pelo FBI. Porém, ele pode contar com a ajuda de aliados para ajudá-lo a obter informações sobre as pessoas da sua lista e como encontrá-los e também reunir tudo o que é preciso para saber toda a verdade.

Divulgação: Prime Video

O caminho deste soldado condecorado vai ser desafiante e difícil, sendo repleto de inimigos, tiroteios pesados, explosões, lutas, perigos, vinganças, manipulações, armadilhas, perseguições, ameaças e batalhas e não há nada que o impeça de chegar aquilo que ele realmente quer! A sua longa experiência, inteligência, habilidades e força de vontade irão ser fundamentais para enfrentar qualquer situação ou imprevistos que possam vir a surgir!

Esta série conta a sua história a um bom ritmo e de um modo bem fluído e interessante e com as suas cenas de ação a serem filmadas nos ângulos certos, tendo atenção a todos os pormenores, principalmente relacionados com o trabalho feito pelos Navy SEALS, mostrando as dificuldades que podem enfrentar numa missão e quando regressam a casa. O espetador fica mais bem informado sobre o papel que estes elementos têm na defesa da sua pátria e acaba por compreender melhor os sacrifícios e o desafio que é seguir com esta profissão perigosa.  

Divulgação: Prime Video

Esta produção mostra qual é o verdadeiro significado da irmandade, a ligação única que é partilhada entre os Navy SEALS, o desempenho que têm na sua função e os efeitos que a guerra provoca na saúde mental de cada elemento e nas respetivas famílias. Estes soldados apresentam uma concentração ao mais alto nível e têm uma coordenação exata que é necessária para cumprirem com as suas missões. E por mais bem preparados que possam vir a estar, nem sempre o trabalho corre da melhor forma, principalmente quando são causados por fatores externos.

The Terminal List apresenta um argumento consistente, intenso e competente com boas revelações e outras surpresas que vão sendo divididas com flashbacks que são úteis para tentar perceber como está a mente do protagonista a funcionar em diferentes momentos depois deste ter regressado a casa. Porém, a pessoa chega à conclusão que nem tudo é o que parece e são diversas as variáveis que estão a ser trabalhadas ao mesmo tempo para que seja executado um plano bem maior do que James Reece pensava inicialmente!

Estes oito episódios podem não ser para todos os gostos e até existir partes na história que possam ser mais complexas, mas é bom acompanhar uma vertente diferente do trabalho de Chris Pratt que desempenhou muito bem e está sem dúvida, de parabéns. Um bom entretenimento que eu aconselho e que consegue ser inovador à sua maneira, principalmente para quem gosta de ação e tem interesse em conhecer melhor as habilidades dos Navy SEALS.

domingo, 26 de junho de 2022

Receita de Húmus de Tremoços

 

Já vos aconteceu sentirem-se cansados de estarem sempre a colocar a mesma opção para barrar o pão? Ter uma alimentação saudável também significa variar aquilo que comemos ao longo do dia e aproveitarmos os nutrientes que cada alimento nos pode fornecer! Por isso, vou partilhar de seguida com vocês, uma receita de Húmus de Tremoços que podem barrar no pão e também pode ser uma boa alternativa como acompanhamento do prato principal do almoço ou do jantar. 


Ingredientes:

- 200 g de Tremoços

- 100 g de Grão-de-Bico cozido

- 1 Dente de Alho

- 1 Lima (raspa e sumo)

- Sal e Pimenta q.b.

- 3 colheres de sopa de Azeite

- Ervas aromáticas à escolha (opcional)


Modo de Procedimento:

  1. Coloque todos os ingredientes, exceto as ervas aromáticas, num processador;
  2. Triture até obter uma textura cremosa;
  3. Quando estiver pronto, pode decorar com uma erva aromática à sua escolha;
  4. O húmus pode ser utilizado para barrar o pão ou em tostas integrais e também pode servir como acompanhamento do prato principal do almoço ou jantar.


Os tremoços também podem ser uma boa opção de petisco ou até levarem para a praia, pois possui poucas calorias e ainda contém uma boa fonte de proteína!


Experimentem e não percam as próximas receitas!


sexta-feira, 10 de junho de 2022

Minissérie "Moon Knight" da Disney + - uma adaptação misteriosa e ousada de um novo super-herói bem peculiar

Moon Knight: Cavaleiro da Lua (Moon Knight, como título original) é uma minissérie original e alucinante da Marvel Studios protagonizada por Oscar Isaac e criada por Jeremy Slater que tem os seus seis episódios disponíveis na plataforma do Disney +, sendo baseada no personagem com o mesmo nome da Marvel Comics.

Nesta adaptação, a história acompanha Steven Grant (Oscar Isaac), o simpático funcionário de uma loja, que vive atormentado por blackouts e memórias de outra vida. Steven descobre que tem Transtorno Dissociativo de Identidade e partilha o corpo com o mercenário Marc Spector. À medida que os inimigos de Steven/Marc vão surgindo, estes têm de navegar através das suas complexas identidades, ao mesmo tempo que se vêm envolvidos num mistério mortal entre os poderosos deuses do Egipto.

Divulgação: Disney +

Através desta minissérie temos a introdução de um novo super-herói à MCU, mas neste caso bem diferente daquilo que já tínhamos visto, sendo este um protagonista bem obscuro e peculiar que prometia surpreender o público e não desiludiu. De certa forma, esta personagem acabou por mudar à sua maneira este universo para sempre, criando vontade em acompanhar mais das suas aventuras., pois na minha opinião, seis episódios não foram suficientes.  

Ao contrário da banda desenhada, a narrativa desenrola-se ao redor da vida bem simples e normal de Steven Grant que está prestes a mudar. Ele não consegue compreender o que está a acontecer na sua vida e muitas vezes não se lembra como chegou a um determinado sítio até que um dia, Steven conhece Marc Spector, um mercenário com um passado traumático que partilha o seu corpo e tem uma missão a cumprir.

Divulgação: Disney +

Nesta adaptação misteriosa e ousada em que distinguir a vida real dos sonhos não será tarefa fácil, esta é uma personagem bem complexa e única que é construída do zero, explorando um tipo de super-herói calculista que ainda não conhecemos. Ao mesmo tempo, o protagonista vai sendo manipulado por Khonshu, um deus egípcio e implacável que tem os seus próprios planos que quer concretizar. Assim, acompanhamos a sua procura por respostas numa jornada intensa cheia de escuridão, manipulações, sacrifícios e reviravoltas inesperadas e ainda possui um lado mais sobrenatural, sombrio e mitológico com ingredientes suficientes para envolver e prender a atenção do espetador desde o primeiro momento e com um vilão que lhe consegue fazer frente.

Divulgação: Disney +

Esta é uma aventura intensa que nos mostra as diversas facetas de Oscar Isaac e o trabalho espetacular deste ator que consegue interpretar outras versões de si mesmo, representando diferentes camadas da personalidade, tanto de Steven Grant como de Marc Spector, e ainda apresentar uma introdução curta, mas com impacto e bem direta de Jake Lockley, considerada como uma pessoa perigosa e sem filtros que Steven e Marc não parecem ter conhecimento da sua existência. As expressões faciais e corporais que Oscar Isaac utiliza para destacar versões bem distintas de cada uma das personalidades são brilhantes, sendo que o público cria logo empatia pelas características, revelações e complexidades deste protagonista por mais instável que possa vir a estar a sua mente.  

Um dos pontos fortes desta minissérie é a relação entre o Steven e o Marc, sendo que cada um consegue ser carismático e brilhar à sua maneira e no momento certo, criando uma ligação especial com o espetador. Além disso, também podemos observar uma dinâmica e um companheirismo que foi sendo construída entre estas duas personalidades e é bonita de se ver, transformando-se assim, num vínculo único e inquebrável.

Divulgação: Disney +

A história em si consegue ser fluída, consistente, bem construída e extremamente cativante com um ritmo próprio para se desenvolver, sendo constituída por uma mistura de drama com suspense, comédia, ação e um pouco de terror pelo meio que desperta curiosidade em querer ver mais. Os efeitos visuais podiam ser melhores, mas não incomodam a experiência positiva que a pessoa tem em cada episódio e a banda sonora combina com a história que está a ser contada. Já as cenas de ação são bem executadas e organizadas, porém esperava que houvessem mais momentos de luta, principalmente do protagonista enquanto Moon Knight.

Existem determinados momentos em que a história é confusa, nas quais parece uma autêntica montanha russa e não sabemos o que esperar de seguida, mas é isso que torna a narrativa interessante e acaba por transmitir aos poucos a sua mensagem. Por isso é essencial que a pessoa tome atenção a cada um dos detalhes que vão sendo apresentados para não se perder, sendo que ao mesmo tempo acabamos por criar instantaneamente as nossas próprias teorias para decifrar o que está a acontecer.

Divulgação: Disney +

Moon Knight consegue encaixar-se numa fase mais assustadora e obscura da MCU que apresenta um ambiente mais sombrio com um lado sinistro e com poderes envolvidos, sendo que não é fiel à banda desenhada e sai da tradicional fórmula da Marvel. Porém não tem problema, o que torna mais curioso de se ver uma nova visão a esta personagem que é bem pensada, ao mesmo tempo que explora muito bem a saúde mental, a cultura e a mitologia egípcia. Quem é apaixonado pela história do Egipto Antigo e pelas explorações que fazem parte acaba por ter uma curiosidade imediata por esta minissérie e fica com vontade de querer ver mais.   

Estes episódios souberam a pouco que até nos deu a oportunidade de imaginar como seria o interior da nossa própria mente. Infelizmente só teremos uma temporada desta minissérie. E espero que tenhamos mais participações deste Moon Knight em outras produções da Marvel Studios, porque ainda nos falta conhecer melhor a terceira personalidade desta figura que promete ser muito mais mortífera. Além disso, este é um super-herói cheio de potencial que ainda tem muito para mostrar! Enquanto isso não acontece, não percam a sua primeira e única temporada de Moon Knight em exclusivo na Disney +.


quarta-feira, 4 de maio de 2022

Filme "Doctor Strange in the Multiverse of Madness" - uma montanha russa mística cheia de adrenalina e surpresas

 

Finalmente chegou a semana em que estreia nos cinemas portugueses, um dos filmes da Marvel mais esperados deste ano. Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (Doctor Strange in the Multiverse of Madness, como título original) é o primeiro filme da Marvel Studios com uma boa dose de horror que promete deixar os espetadores surpreendidos e agarrados ao ecrã, cuja realização é de Sam Raimi e com Kevin Feige como produtor!

Atualmente, podem ver o filme na plataforma de streaming da Disney+.

O elenco é constituído por Benedict Cumberbatch (Doutor Estranho), Chiwetel Ejiofor (Mordo), Elizabeth Olsen (Wanda Maximoff), Benedict Wong (Wong), Xochitl Gomez (America Chavez), Michael Stuhlbarg (Dr. Nicodemus West) e Rachel McAdams (Dra. Christine Palmer).

Divulgação: Marvel Studios

O Universo Cinematográfico da Marvel desvenda o Multiverso e expande os seus limites para além do que alguma vez foi feito. Entre no desconhecido com o Doutor Estranho que, com a ajuda de aliados místicos, antigos e novos, atravessa realidades alternativas e perigosas do Multiverso para enfrentar um novo adversário.

Para que possam aproveitar este filme ao máximo, vamos a uma análise sem spoilers que irá suscitar curiosidade imediata a qualquer fã do mundo da Marvel para saber mais sobre esta aventura enigmática!

Divulgação: Marvel Studios

Este é o primeiro filme com um tom mais obscuro feito pela MCU que aborda o multiverso e o quanto vasto, perigoso e complexo pode vir a ser. É como se fosse uma caixa de pandora mística com um tamanho infinito que se for aberta pode vir a trazer implicações perigosas e levando assim, a um caos sem limites e a consequências devastadoras e inimagináveis para todos os universos existentes. Será que o Doutor Estranho consegue impedir o seu novo adversário e evitar essa possível destruição que pode colocar todos em risco?

Neste caso, nós temos a oportunidade de aprender mais sobre este tema e até imaginar o que faríamos, caso estivéssemos no lugar de cada uma das personagens. A história em si é contada a um bom ritmo e com humor à mistura, tem atenção a pormenores relevantes e faz referências a algumas produções da MCU, tais como, a minissérie WandaVision, a produção What If? e muito mais! Porém também nos dá muitas informações de uma só vez que a pessoa pode-se perder se não estiver atenta, principalmente quem não acompanhou algumas das produções nas quais este filme está diretamente relacionado.

Divulgação: Marvel Studios

Um dos principais focos e destaques do filme é sem dúvida, a personagem da Wanda que nos apresenta as razões pelas quais ela é considerada uma das figuras mais poderosas da MCU. Elizabeth Olsen já nos tinha surpreendido com a sua prestação fantástica em WandaVision. Neste filme não foi exceção, sendo que continuou a ter a capacidade de brilhar automaticamente por cada cena que passasse, trazendo a personalidade especial de Wanda com poderes extraordinários, sem esquecer da sua vulnerabilidade e dor e chegando a um ponto em que o espetador consegue compreender o seu lado e as suas próprias motivações para aquilo que faz.

Divulgação: Marvel Studios

Já o Doutor Estranho continua a ser um super-herói interessante e cheio de truques na manga com a sua personalidade bem peculiar que continua a evoluir e a aprender com aqueles que estão ao seu redor. É muito bom ver o protagonista a ser desafiado por diferentes adversários e a utilizar a sua magia de diferentes formas. A pessoa sabe bem o que deve esperar deste feiticeiro bem inteligente e imprevisível que tenta fazer o que acha que é mais correto, porém continua a surpreender-se com alguns dos seus atos. E isso faz com que o percurso dele seja constantemente aliciante para o público, chegando ao ponto que o espetador esteja a torcer pelo Stephen Strange.

Divulgação: Marvel Studios

Esta produção ambiciosa é única e foi realizada num modo nunca antes visto, mesmo contendo os ingredientes que fazem parte da receita carismática da Marvel. E sem dúvida, continua a entreter e a surpreender com uma ótima qualidade, principalmente a nível dos efeitos especiais. A banda sonora está muito bem introduzida na história e consegue representar um horror com tempos mais obscuros, intensos e assombrosos. As cenas de luta são incríveis e constituídas por coreografias muito bem pensadas que têm uma boa combinação com a magia que vai sendo utilizada ao mesmo tempo pelas personagens. O espetador também fica com a sensação de que está a participar nesta aventura pela forma como foram escolhidos os ângulos de filmagem e até tem vontade de ter poderes e participar nas batalhas que se vão desenrolando.   

O Doutor Estranho no Multiverso da Loucura é uma montanha russa mística cheia de adrenalina e surpresas que nos proporciona uma experiência mágica e alucinante, sendo repleta de infinitas possibilidades e coisas incríveis, colocando a nossa imaginação à prova. É uma jornada louca e estranha pelo multiverso com o seu lado épico que cativa imediatamente desde o primeiro ao último minuto e é de acordo com as expetativas. Uma coisa é certa! A pessoa acaba o filme a tentar assimilar tudo aquilo que acabou de ver e começa a refletir e a imaginar o que poderá acontecer no futuro da MCU!