quarta-feira, 22 de julho de 2020
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sábado, 18 de julho de 2020
Tom Ellis - o "Lucifer Morningstar" da série "Lucifer"
quinta-feira, 16 de julho de 2020
Série "Snowpiercer" - uma história de sobrevivência no interior de um comboio constantemente em movimento que é surpreendente e intrigante
A
série “Snowpiercer” tem sido muito falada e comentada desde que estreou a sua
1ª temporada constituída por 10 episódios, sendo exibida pelo TNT e transmitida
a nível internacional pela Netflix. Mesmo antes de estrear, esta já tinha uma
2ª temporada confirmada, em que é baseado na banda desenhada francesa chamada
“Le Transperceneige” lançado em 1982, com a autoria de Jacques Lob, Benjamin
Legrand e Jean-Marc Rochette, e onde já foi feito um filme de 2013 com o mesmo
nome da série realizado por Bong Joon-Ho e protagonizado por Chris Evans. Os
responsáveis pela realização deste drama são James Hawes, Sam Miller, Helen
Shaver, Frederick Toye, David Frazee, Leslie Hope, Clare Kilner, Rebecca
Rodriguez, Christoph Schrewe e Everardo Gout, o argumento é escrito por Bong
Joon-Ho e Kelly Masterson e a adaptação televisiva é feita por Josh Friedman e
Graeme Manson (também responsável pela escrita da série Orphan Black).
Esta
história desenrola-se 7 anos após uma experiência científica que tinha o
objetivo de combater o aquecimento global, mas que infelizmente acabou por
destruir a maior parte da vida do planeta, criando uma nova Era do Gelo. Assim
foi criado um comboio chamado Snowpiercer, constituído por 1001 carruagens,
onde transporta os passageiros que são considerados como os únicos
sobreviventes deste evento, sendo divididos dependendo da sua classe social.
Este comboio é um tipo de arca com energia ilimitada, constantemente em
movimento, sem fazer qualquer tipo de paragem, que inclui tudo o que é
necessário para a humanidade sobreviver. Mas nem todos os passageiros estão
satisfeitos com as condições que têm, principalmente as pessoas que estão na
última carruagem do Snowpiercer e por isso são várias as revoltas que vão
suceder. Um dia acontece um homicídio macabro de um membro da 3ª classe e
Melanie Cavil (Jennifer Connelly), que é a hospedeira e a voz responsável do
Snowpiercer e também seguindo as ordens do próprio Mr. Wilford resolve contratar
Andre Layton (Daveed Diggs), um ex-detetive de homicídios para investigar este
assassinato, cometido por um dos passageiros.
O
elenco é constituído por Jennifer Connely (Melanie Cavil), Daveed Diggs (Andre
Layton), Mickey Sumner (Bess Till), Alison Wright (Ruth), Iddo Goldberg
(Bennett Knox), Lena Hall (Miss Audrey), Sheila Vand (Zarah Ferami), Mike
O’Malley (Roche), Karin Konoval (Dra. Pelton), Annalise Basso (LJ Folger),
Susan Park (Jinju Seong), Timothy V. Murphy (Nolan Grey), Katie McGuinness
(Josie), Roberto Urbina (Javi de La Torre), Jaylin Fletcher (Miles), Steven Ogg
(Pike), entre outros.
Snowpiercer
foi construído pelas Indústrias Wilford através do visionário Mr. Wilford,
sendo assim, um comboio com alta tecnologia que está sempre a circular sem
parar à volta do mundo, mas não faz nenhuma paragem, constituído por 1001
carruagens, onde os seus passageiros são divididos pela classe social respetiva
e também podemos encontrar um pouco de tudo aquilo que é essencial para a
humanidade sobreviver.
O
comboio é dividido pela 1ª classe, 2ª classe, 3ª classe e os Tailies (“Cauda”
em português). Os Tailies são as pessoas mais pobres que conseguiram entrar na
cauda do comboio de uma forma clandestina, pois não tinham bilhetes e a maior
parte dos da 3ª classe pagam a sua estadia e alimentação através do trabalho
que vão realizando para manter o comboio a funcionar, enquanto os da 1ª classe
tinham pago uma fortuna pelos seus bilhetes e assim, têm à sua disposição,
condições muito luxuosas cheios de benefícios.
Depois
de ter acontecido o fim do mundo, com um planeta completamente constituído por
gelo, não vai ser fácil a humanidade sobreviver, mesmo que seja a bordo do
Snowpiercer, que tem um sistema próprio de funcionamento, pois nem todos estão
satisfeitos com a forma como a ordem é estabelecida, por isso vão suceder
algumas revoluções, no decorrer dos anos.
Apesar
da personagem Mr. Wilford que é o responsável pela construção do Snowpiercer
estar presente no filme desta adaptação, o mesmo não acontece nesta série,
mesmo que este seja mencionado por diversas vezes. Por isso, a identidade deste
líder e criador inovador continua a ser um grande mistério para o público,
durante esta 1ª temporada.
Melanie
é a responsável por ser a “Voz” e seguir as ordens do Mr. Wilford, dando os
anúncios e as notícias diárias a todos os passageiros, através de comunicados
feitos via microfone que são ouvidos em todas as carruagens do comboio. No
início, tanto os passageiros como o espetador pensa que Wilford está fechado no
sítio onde controla o funcionamento do motor e por isso consideram a Melanie
como a sua intermediária e porta-voz.
Assim,
ela utiliza a sua posição e influência para manter a ordem e descobrir tudo
aquilo que necessita de saber para continuar a manter o comboio a funcionar,
sem qualquer tipo de obstáculos. São vários aqueles que querem lutar pelo
controlo do comboio, mas nem todos vão ser bem-sucedidos.
Melanie
é uma personagem bem mais complexa do que imaginávamos e nem sempre conseguimos
perceber bem quais são os seus planos, mas é uma pessoa inteligente, calculista, fria e sabe bem aquilo que quer.
O
trabalho de Melanie não é nada fácil, quando falamos da função de supervisionar
o futuro da humanidade, por isso, ela vai ter obstáculos constantes,
principalmente quando for desvendado um dos maiores segredos de Snowpiercer,
que podem vir a criar muitas mais revoltas por parte dos passageiros.
Segundo
as indicações de Mr. Wilford, Melanie retira Layton da Cauda, que no passado
foi um detetive de homicídios, para que este investigue um assassinato que
ocorreu na 3ª classe, de uma forma misteriosa e macabra. Para isto acontecer,
Layton terá ao seu lado Bess Till que foi encarregada de o supervisionar e
conduzi-lo aos locais necessários para resolver este crime.
Enquanto
Layton conduz a sua investigação, o espetador tem a oportunidade de conhecer
algumas das carruagens existentes no Snowpiercer e fica surpreendido com a
complexidade de cada uma, principalmente todos os cenários construídos de forma
a caberem numa simples carruagem de comboio, que parece impossível de
acontecer, mas é muito interessante ver o requinte das outras classes, como por
exemplo, a discoteca que é uma forma dos passageiros autorizados divertirem-se
e por meros momentos, o público esquece-se que já não está no interior de um
comboio, apesar de ainda estar. Sem dúvida que parece haver mais espaço
disponível do que aquele que poderíamos alguma vez imaginar.
Durante
a investigação de um assassinato misterioso, Layton acaba por vir a descobrir
alguns dos segredos mais obscuros e bem guardados do Snowpiercer, por isso ele
vai ser impedido a todo o custo, antes que possa ter oportunidade de revelá-los
aos restantes passageiros do comboio. Infelizmente, Layton acaba por ser
castigado devido aquilo que sabe sobre a gestão do Snowpiercer, mas será que os
seus aliados o irão ajudar?
Os
Tailies são as pessoas mais pobres que vivem na última carruagem do comboio num
ambiente bem escuro, sem qualquer tipo de condições para sobreviverem de forma
digna. São alimentados com barras que têm muito mau aspeto e abusados pelos
guardas e por isso sentem-se revoltados com os responsáveis pela Snowpiercer,
mas principalmente com Mr. Wilford. Estes querem ser livres e ter as mesmas
condições e regalias que os outros passageiros e não estarem fechados na sua
carruagem, tratados como meros animais e sem oportunidade de verem o exterior
do comboio. Por isso, sendo o líder revolucionário dos Taillies, Layton fará o
que for preciso para que o seu povo tenha justiça e os mesmos direitos que as
outras pessoas pertencentes a outras classes, nem que seja planear uma
revolução como nunca antes vista.
Durante
o decorrer dos episódios, a revolução não está longe e não vão faltar mudanças,
sejam elas positivas ou negativas, que podem ou não beneficiar todos os membros
deste comboio. Com o objetivo de conseguirem ter melhores condições neste lar
eterno são vários aqueles que querem que volte a democracia para que possa
voltar a haver justiça.
Neste
drama acabamos por presenciar muita crueldade no interior deste meio de
transporte. Uma das formas de castigar criminosos é coloca-los no interior de
gavetas, que funcionam como um tipo de prisão, apesar de eles estarem
completamente adormecidos e quando são acordados, precisam de um período longo
de adaptação para não haver sequelas. Outra dessas formas é congelar um dos
braços da pessoa e depois parti-lo, colocando a mesma numa dor intensa.
É
interessante ver como os Tailies têm a capacidade de construir uma boa equipa
de informantes, divididos em classes diferentes do comboio, que podem fazer
toda a diferença, quando chegar a altura certa para alcançar o motor e assim,
assumir o poder do Snowpiercer.
Este
é um planeta que congelou numa tentativa falhada da humanidade em parar com o
aquecimento global e neste caso podemos ver a importância que o dinheiro tem em
situações de sobrevivência e a forma como privilegia uma pessoa, mesmo que não
tenham um bom carácter. Como exemplo, temos LJ Folger, a filha de uma família
influente e milionária que vive na 1ª classe do comboio, mas é uma rapariga com
raiva, desequilibrada, instável, anti-social, com pensamentos obscuros, que tem
planos mais malignos, do que a sua família poderia imaginar e adora quando
acontecem confusões, mas nem sempre paga pelas suas ações.
Por
isso, a raiva de vários de passageiros de diferentes classes vai aumentando,
sempre que observam injustiças a acontecerem com pessoas mais vulneráveis e as
pessoas mais poderosas não pagam pelos seus crimes.
Este
é um comboio que sofre de ameaças constantes, seja por parte dos passageiros da
1ª classe ou dos passageiros da última carruagem. Assim, são várias as
dificuldades que vão ocorrendo no Snowpiercer, seja a nível de danos causados
ao próprio comboio como a falta de reservas, relativamente à alimentação que
vai começando a acontecer aos poucos. Será que isto ainda vai complicar mais, a
gestão destes últimos seres humanos, seja por parte de Melanie ou mesmo de
Layton, que querem obter o controlo do Snowpiercer?
Ao
longo dos episódios, esta série explora conspirações, conflitos, mecanismos de
sobrevivência, justiça, luta entre classes, problemas técnicos do comboio e
alguns momentos de desespero e ação que inclui violência bem visível, quando
chega o momento da revolução, onde podemos ver a luta entre as tropas lideradas
por Nolan contra os Tailies e os da 3ª classe, nos quais acontecem baixas para
os dois lados.
Apesar
de não vermos de um modo constante a guerra existente entre as diferentes
classes sociais, eu acredito que isto será muito mais abordado na 2ª temporada.
Também
existe uma certa fé depositada no Mr. Wilford, que é um tipo de herói para a
maior parte dos passageiros, levando a que a sua influência não tenha limites,
mesmo que não tenha aparecido pessoalmente recentemente. Mas será que este
senhor é tão bom como todos pensam ou tem os seus próprios planos para
implementar?
Wilford
é considerado como um salvador, mas ao mesmo tempo como um mito e dá às pessoas
uma sensação de esperança e segurança para o futuro da humanidade, em que
estará sempre presente para o que for necessário, mas que pode não ser bem
assim, pois elas não sabem o que está acontecer no sítio onde se encontra o
motor ou até se este homem pode ser ou não, uma fraude.
Esta
história é constituída por uma versão bem diferente do filme, com reviravoltas
surpreendentes e intrigantes, que cativam o espetador desde o início até ao fim,
com a curiosidade a aumentar cada vez mais.
Ao
contrário do filme, esta série tem sido uma boa surpresa, onde dá-nos a
oportunidade de aprofundar muito mais o nosso conhecimento perante este comboio
de alta tecnologia, de uma forma a esclarecer o público sobre o funcionamento
do mesmo e tudo aquilo que está incluído no seu interior. Também temos a
oportunidade de ver o exterior do comboio, onde observamos o mundo
completamente destruído e congelado.
Para
além disso, os escritores deixam o público criar as suas próprias teorias sobre
as razões pelas quais determinadas situações estão a suceder naquele momento específico
e quais poderão ser as respetivas consequências.
Todas
as cenas de ação estão bem construídas e os episódios têm sido feitos a um bom
ritmo acompanhados por uma boa banda sonora. A fotografia escolhida é mais fria
e obscura em alguns momentos, tornando-se como a mais adequada para esta
história e os efeitos visuais são muito bem introduzidos nas alturas certas.
Esta série de ficção científica segue um caminho e tem uma perspetiva completamente diferente daquela que estaríamos à espera, tornando-se assim cada vez mais interessante de se assistir. Assim, estou muito curiosa para acompanhar a 2ª temporada, depois da 1ª temporada ter terminado, de uma forma bem intrigante.
sábado, 11 de julho de 2020
Série "Warrior Nun" da Netflix, com Alba Baptista - uma história de fantasia que vai cativando o espetador, durante uma jornada com freiras guerreiras
A Netflix lançou recentemente
mais uma nova série original, desta vez foi “Warrior Nun”, constituída por 10
episódios e é protagonizada por uma atriz portuguesa chamada Alba Baptista. É
uma adaptação da banda desenhada “Warrior Nun Areala”, que tem a autoria de Ben
Dunn e a série é criada por Simon Barry.
Ava (Alba Baptista) é uma jovem órfã
e tetraplégica que vivia num orfanato, tendo recentemente morrido, mas de
repente é ressuscitada numa morgue, por uma relíquia poderosa chamada Halo e
assim, surge uma nova oportunidade na sua vida para ter experiências novas, que
nunca tinha tido anteriormente e para além disso, tem novos superpoderes, tais
como atravessar paredes e também voltar a ter a capacidade de andar. Mas esta
vida nova vem com um custo e um sacrifício pessoal, muito maior do que ela
pensava, que implica tornar-se numa freira guerreira e lutar contra o mal, que
inclui demónios que precisam de ser parados.
O elenco é constituído por Alba
Baptista (Ava), Toya Turner (Shotgun Mary), Kristina Tonteri-Your (Sister
Beatrice), Lorena Andrea (Sister Lilith), Tristán Uloa (Father Vincent), Thekla
Reuten (Jillian Salvius), Olivia Delcán (Sister Camila), Joaquim de Almeida
(Cardinal Duretti), Emilio Osorio (J.C.), entre outros.
Toda a história é desenrolada à
volta de uma organização secreta antiga da Igreja Católica chamada Order of the
Cruciform Sword (Ordem da Espada Cruciforme, em português). Esta é constituída
por freiras guerreiras que fizeram um juramento de proteger a humanidade contra
o mal, tendo como missão, dedicarem as suas vidas a lutarem contra demónios. Para
conseguirem cumprir todas as missões são lideradas por uma freira guerreira,
que tem inserida no seu corpo, uma relíquia chamada Halo (é um tipo de auréola),
dando poderes à sua portadora.
A irmã Shannon (Melina Matthews)
foi a freira guerreira mais recente que liderou estas freiras até caírem todas
numa armadilha, durante uma missão que falhou, fazendo com que a líder tenha
sido assassinada por razões desconhecidas e misteriosas. Esta tinha sido
atacada com Divinium, que é o único metal que pode matar uma freira guerreira,
sendo um dos segredos mais bem escondidos do Vaticano. Enquanto umas lutam
intensivamente com um demónio e para protegerem o Halo, uma freira resolve
retirá-lo do corpo da irmã Shannon e colocá-lo nas costas do corpo morto de
Ava, mas ninguém imaginava que esta rapariga poderia tornar-se na próxima
portadora do Halo.
Ava teve uma infância complicada,
nos quais passou a maior parte da sua vida num orfanato, após ter sofrido um
acidente que deixou-lhe tetraplégica e matou a sua mãe. Depois de Ava morrer, o
seu corpo é transportado para a morgue de uma igreja, mas o mesmo acaba por
receber uma auréola de um anjo com o nome de Halo, levando a que fosse
ressuscitada, de uma forma inexplicável.
Esta jovem é a narradora desta
história, onde vai partilhando as suas opiniões, experiências, dúvidas e medos,
ao longo dos episódios. Ela começa a cativar o público, desde o início, onde
partilha tudo aquilo que quer experimentar pela 1ª vez e quando o faz, ela
refere os seus pensamentos e as conclusões que vai chegando, sempre de um modo
irónico, aproveitando ao máximo, esta segunda oportunidade que lhe foi dada
para viver.
Ava não imaginava que ia ter uma
nova oportunidade na sua vida, quando o Halo a ressuscitou. Esta relíquia acaba
por dar um propósito a Ava, mas ela não quer ter essa responsabilidade, mas sim
ser uma rapariga normal e adquirir experiências novas, que nunca conseguiu ter,
por isso vai precisar de lidar com muitas situações, desde que voltou a acordar.
Esta é uma personagem um pouco
problemática que tenta seguir uma vida sem preocupações, não levando as coisas
muito a sério, sendo sarcástica em muitos dos diálogos que faz com outras
personagens e sem dúvida que é engraçado, ver a forma como ela vê tudo à sua
volta e a sua adaptação perante esta nova realidade. Até chega momentos em
que torna-se um pouco irritante e a atriz Alba Baptista está de parabéns, pois observa-se um à vontade da mesma na forma como desempenha Ava.
Ava torna-se na nova portadora do
Halo, apesar de ser cética, relativamente a tudo o que está relacionado com
religião e Deus. Assim, ela vai passar por um período longo de adaptação para
perceber a importância que é liderar estas freiras na luta contra o mal e
pertencer a esta organização, que podem muito bem, tornarem-se na sua nova
família, ao mesmo tempo que descobre os seus novos poderes. Será que o seu
destino é tornar-se na próxima Freira Guerreira e a nova campeã de Deus?
Quando começa a explorar esta sua
nova vida e a tentar descobrir a sua própria identidade, Ava conhece um grupo
de jovens responsáveis por crimes de invasão de propriedades luxuosas, entre
eles, JC, nos quais acaba por começar a sentir uma atração por este rapaz. Ava
tem a oportunidade de viver realmente pela 1ª vez como uma adolescente, por
isso tem um dilema, entre viver uma vida completamente nova e um romance com JC
ou aceitar a missão de combater o mal.
Durante esta 1ª temporada, existe
um período de descoberta por parte de Ava, relativamente aos seus poderes e
assim, avaliando os seus limites, ao mesmo tempo que tenta arranjar uma
explicação ou uma razão plausível para ter sido ela a escolhida para ter estas
novas habilidades.
Para além disso, Ava é
perseguida, tanto por Jillian que quer abrir um portal para um local
desconhecido, que acredita que possa ser o céu, um sítio sem dor, como por um
grupo de freiras da Ordem da Espada Cruciforme e também por um demónio
designado por Tarasks, com o objetivo de recuperar o Halo.
Por vezes pode tornar-se
cansativo, a quantidade de vezes que Ava tenta fugir dos seus problemas, em vez
de enfrentá-los com coragem, mas aos poucos, esta rapariga vai aprendendo a
lidar com isso.
Esta é uma história leve e
divertida, que tem algumas referências à cultura pop e é constituída por muita
ironia, sarcasmo e humor, mas ao mesmo tempo apresenta uma grande conspiração, acabando
por conter um pouco de manipulação, perseguições, cenas de luta. Também existe
uma certa parceria no início entre a religião e a ciência, onde podemos
observar as experiências que vão sendo feitas por parte da ciência, mas depois
acabam por ocorrer dificuldades causadas por pessoas de fé. Assim, a guerra
entre a fé e a ciência torna-se inevitável, mesmo que não tenha sido muito
explorada.
Também aborda de uma forma muito
leve o feminismo, onde podemos ver personagens femininas com personalidades
fortes e poderosas, em que têm o que é necessário para cumprirem a sua missão,
por isso este grupo de mulheres que são representadas na série servem como
inspiração para muitas raparigas. Uma das expressões que mais gostei, foi sem
dúvida, quando estas freiras guerreiras dizem umas para as outras “nesta vida
ou na próxima” para assim mostrarem a união e força que têm, quando estão preparadas para lutarem em
conjunto.
O grupo das freiras guerreiras
terá de percorrer um caminho longo, com o objetivo de convencerem Ava a
tornar-se na líder respetiva e fazer parte da Ordem da Espada Cruciforme. Infelizmente
nem todas as freiras estão satisfeitas com o facto de ter sido Ava a escolhida
pelo Halo, entre elas, Lilith.
Lilith é uma freira que treina
mais intensivamente que as outras pessoas, mas sofre uma grande desilusão
quando percebe que não será ela, a próxima protetora e portadora do Halo, nos
quais ela preparou-se toda a sua vida para o receber e pensava que tinha um destino para
ser cumprido já que o Halo tinha sido passado por gerações da sua
família.
A maior parte da ação da série é realizada por estas freiras que estiveram muito tempo para preparem-se até chegar o dia, que tivessem de colocar as suas aprendizagens em prática.
Uma das partes que pode mais cativar o espetador são as coreografias de luta, principalmente aquelas que são protagonizadas pela Irmã Beatrice, que mostra uma freira lutadora, vencendo qualquer um que se meta no seu caminho. Considero que ver as freiras em ação são alguns dos pontos positivos desta série e torna-se empolgante para o público assistir. Para além disso, as cenas de luta que são mostradas nesta série são interessantes de se ver, apesar de eu achar que poderiam ter ainda mais qualidade, em comparação com outras produções que têm coreografias de luta brilhantes.
Num modo geral, o espetador acaba
por criar empatia com todas as freiras da história, ficando com curiosidade em
saber mais sobre o respetivo passado destas mulheres.
Para além disso, temos a cientista Jillian que
coloca-se numa guerra com a igreja católica, continuando com as suas
investigações, mesmo que o Cardeal Duretti não concorde e utilizando Divinium
para as suas experiências científicas que é proibido pela Igreja Católica. O
Cardeal Duretti tem os seus próprios planos que é alcançar o cargo mais
importante do Vaticano, mesmo que signifique prejudicar a Igreja.
Também temos a oportunidade de
conhecer a história da primeira freira guerreira e a sua ligação com o Anjo
Adriel, que é o responsável por ter-lhe oferecido e colocado o Halo no interior
do seu corpo e também descobrir que nem toda a gente tem a capacidade de ser o
portador deste este tipo de poderes.
Há falhas na série, seja no
argumento, constituído por diálogos que nem sempre fazem muito sentido e esta
história demora até que seja relativamente interessante. Eu acho que existem
personagens que parecerem deslocados da história, não fazendo falta nenhuma a
esta fantasia e que não se percebe o sentido de estarem presentes em
determinados episódios, a não ser evitarem que Ava siga o seu propósito. Também
focam-se em romances desnecessários para a altura em que a história está
inserida, em vez de focarem no mais importante. Sem dúvida, que a série demorou
algum tempo a desenvolver temas pertinentes para a história
Na minha opinião, a relação entre
Ava e JC é explorada na altura errada e deveria ser mais abordada durante uma
possível 2ª temporada, onde nesta 1ª poderíamos ter visto mais do treinamento
de Ava com as freiras e esta a pôr em prática, tudo aquilo que vai aprendendo.
Acho que esta série faltou um
pouco de equilíbrio, na forma como tudo foi desenvolvido nestes 10 episódios e
também ausência de pesquisa em algumas partes relacionadas com o Vaticano. As
personagens principalmente as freiras têm muito potencial para serem mais
exploradas, caso haja mais uma nova temporada. Infelizmente, nem todas as
piadas funcionaram da mesma forma, nos quais algumas acabaram por ser forçadas.
A banda sonora até foi escolhida
para o tipo de série que é e a fotografia foi boa, onde podemos ver alguns cenários
bem bonitos de Espanha, desde as paisagens até apreciar a arquitetura
localizada neste país. Os efeitos visuais são razoáveis e interessantes de ver,
mas podiam ser melhores e por isso acredito que fizeram os possíveis com um
orçamento pequeno.
O espetador tem curiosidade em
saber mais sobre este universo, que ainda não foi muito abordado noutros filmes
e séries. Perde tempo a explorar situações e personagens, que não acrescentam
muito ao argumento e poderiam muito bem serem adicionadas, numa futura
temporada, mas infelizmente optaram por incluir partes que possam tirar a
atenção ao espetador. Por exemplo pode acontecer a pessoa perder-se em algumas
situações, principalmente, quando são introduzidas algumas das mitologias para
saber a origem do Halo e do divinium e que são fundamentais para compreender o
que aconteceu até ao presente.
Ao longo dos episódios, esta
história até tem reviravoltas interessantes que dá para reconhecer o esforço
que foi feita para cativar o espetador, mas eu acho que foram introduzidas nas
alturas erradas, deixando o mesmo na expetativa, mas ao mesmo tempo desiludido,
da forma como tudo se foi desenrolando.
Eu gostaria de ver mais sobre o treino de Ava, pois achei que é dos ingredientes fundamentais desta jornada e também haver momentos em que ela tenha muito mais ação, lutando de uma forma mais surpreendente os demónios. Para além disso, também, gostaria que explorassem muito mais os demónios, aumentando a presença destes e ainda com melhores efeitos visuais. Acredito que se continuar, irá ser promissor.
Esta 1ª temporada termina de uma
forma surpreendente, que dá vontade de querer saber mais, mas eu acho que
poderiam ter dado respostas muito mais cedo, do que foi feito. Este poderá ser
um final que muitos não esperavam e tendo terminado de uma forma que desiludiu
o público, pois estava a ser empolgante naquele momento e nem sempre é boa
ideia interromper cenas que estão a ser cruciais para a história para depois deixar
a pessoa pendurada e assim, ter de esperar pelos próximos capítulos.
Infelizmente são várias as perguntas que ficaram por responder.
Esta é uma história de fantasia que
divide opiniões para quem já teve a oportunidade de ver estes 10 episódios, mas
não devemos levar muito a sério, porque neste caso, um dos seus principais
objetivos é simplesmente entreter o público e podemos comprovar isso através
dos diálogos que são constituídos por mais humor e sarcasmo. Estas personagens
convidam-nos para uma aventura mais inesperada, com elementos que podem ser
fundamentais para lutar contra o mal.
É uma série que tem muito potencial para ser melhor desenvolvida, pois é uma boa forma de entretenimento, divertindo e cativando o espetador, durante uma jornada com freiras guerreiras, mas que ainda tem muito para melhorar e caso haja uma 2ª temporada, espero que tenha uma melhoria significativa, com muito mais investimento no orçamento, principalmente a nível de efeitos visuais.




























































