quarta-feira, 22 de julho de 2020

As minhas visitas ao restaurante "Jardim dos Sentidos" - um dos melhores restaurantes vegetarianos de Lisboa


Olá a todos! Hoje eu resolvi falar-vos sobre as minhas visitas a um restaurante que está na minha lista há já alguns anos e acabou por ser o último sítio, onde fui jantar antes de ter começado a quarentena obrigatória, devido à pandemia do COVID-19.

Este restaurante chama-se "Jardim dos Sentidos", localiza-se na Rua da Mãe de Água, nº 3, 1250-154, em Lisboa e é considerado como um dos melhores restaurantes vegetarianos desta cidade. Para quem gosta de passear pela Avenida da Liberdade ou visitar o Parque Mayer, é sem dúvida, relativamente perto. 

Partilho com vocês, duas das minhas visitas que foram completamente distintas uma da outra, pois uma foi feita ao almoço e outra ao jantar.

Este estabelecimento tem uma opção buffet ao Almoço, com um preço muito acessível e por isso resolvi experimentar um pouco de tudo. Também aproveito para partilhar de seguida, algumas fotografias que tirei nesse dia. 



Apesar de gostar muito de experimentar coisas novas e de ter escolhido pratos que nunca tinha provado, eu acho que surpreenderam pela positiva, com misturas improváveis, em que levou a um resultado final que foi maravilhoso e saboroso. Para além disso, é interessante haver sempre neste buffet, pratos diferentes que faz com que a pessoa nunca se farte, pois são várias as escolhas à disposição. 

Depois de ter visitado este restaurante pela 1ª vez fiquei com curiosidade de voltar, pois queria experimentos pratos da carta, que continha ingredientes que nunca tinha tido oportunidade de provar. 

Finalmente tinha chegado o dia em que voltei a deslocar-me ao Jardim dos Sentidos para jantar, após ter estado presente numa matiné do Teatro Tivoli.

Desta vez iniciei com uma entrada, nos quais a minha escolha foi uns rolinhos vietnamitas, que são uns rolinhos de papel de arroz com vermicelli e vegetais, acompanhados com molho de tamarindo.


Como disse anteriormente, eu gosto de experimentar coisas diferentes que possam conter ingredientes que normalmente não são consumidos na nossa rotina alimentar, mas esta entrada foi uma boa surpresa e agradável de provar.

De seguida, chegou a vez de escolher o prato principal e não foi fácil, pois eram vários aqueles que queria experimentar. Assim, a minha escolha recaiu no Yogi Thali que é uma opção Gluten Free, sendo uma inspiração indiana relativamente aos vários sabores e texturas, incluindo arroz, lentilha laranja, achar de cenoura, batata com espinafre, salada com sal preto, papadam, chapati e ladoo crudívero. E tudo isto acompanhado por um sumo de cenoura que estava ótimo.




Primeiro que tudo, eu fiquei perplexa, quando vi o prato, principalmente pela quantidade de comida, mas a minha curiosidade e expetativas eram relativamente elevadas.

Este é uma opção que tem uma grande e boa combinação de sabores, nos quais temos ingredientes que nunca imaginei alguma vez experimentar e quando o fiz não me arrependi e percebi que tinha feito a escolha certa, pois estava tudo muito bom.


Por fim, eu resolvi experimentar uma das sobremesas da carta e escolhi um pudim de chia vegan, que é Gluten Free, sendo que também foi uma boa opção para terminar esta ótima refeição.

Este é um restaurante que sempre me tem surpreendido pela positiva, não só pela boa confecção, mas também pelo ambiente em que estamos, com boas energias, calmo e com uma luminosidade que nos deixa descontrair, acompanhada por músicas que até são boas para meditar. 

É um local, onde temos uma variedade de pratos por escolher que por vezes deixa-nos na dúvida, em qual devemos optar, pois a vontade de experimentar tudo é muito grande. Assim que tiver a oportunidade, eu voltarei, de certeza.

Se estão à procura de um sítio, onde querem ter um bom ambiente e experimentar sabores novos e completamente diferentes, este é uma excelente opção e também considero que seja um dos melhores restaurantes de Lisboa.

sábado, 18 de julho de 2020

Tom Ellis - o "Lucifer Morningstar" da série "Lucifer"



Quem não tem saudades de ver mais episódios das aventuras do carismático Lucifer Morningstar, da série "Lucifer", que atualmente é transmitida na Netflix? 

Inicialmente, Lucifer era uma série de 4 temporadas, protagonizada por Tom Ellis, que pertenceu ao canal da Fox e depois foi resgatada pela Netflix, onde atualmente estamos à espera da 5ª temporada. Recentemente foi anunciada que esta série seria renovada para uma 6ª e última temporada.

Esta série é baseada na personagem criada por Neil Gailman e incluída na sua banda desenhada designada por "The Sandman", publicada pela Vertigo da DC Comics e mais tarde teve a sua própria história contada, escrito por Mike Carey.  É constituída por uma base de fãs incrível, que estão espalhados por todos os continentes, fazendo os possíveis e impossíveis para que esta história fosse resgatada por algum canal ou plataforma que tivesse interesse em continuar, depois da Fox ter cancelado. E o impensável aconteceu, quando a Netflix resolveu dar não uma mas mais 2 temporadas para terminar a série nos seus próprios termos.


Lucifer Morningstar (Tom Ellis) é o Diabo responsável por comandar o Inferno, mas resolveu tirar umas férias e viajar para Los Angeles com um dos seus demónios Mazikeen (Lesley-Ann Brandt), onde abriu um estabelecimento noturno chamado Lux. A vida de Lucifer nunca mais será a mesma quando conhece a Detetive Chloe Decker (Lauren German) e torna-se num consultor da Polícia de Los Angeles, onde terá um papel relevante na investigação de diversos crimes. Ao mesmo tempo, resolve começar a fazer terapia, para ter alguém para partilhar as aventuras e obstáculos que são postos no seu caminho.  

Tom Ellis dá vida a esta personagem, mas este também já participou em diversos trabalhos, tais como: Doctor Who (2007), The Passion (2008), Monday Monday (2009), Merlin (2010), Sugartown (2011), The Fades (2011), The Preston Passion (2012), Silent Witness (2012), Gates (2012), The Secret of Crickley Hall (2012), Once Upon a Time (2013), Poirot (2013), Walking Stories (2013), Under Milk Wood (2014), Rush (2014), The Place We Go To Hide (2014), Miranda (2009-2015), The Strain (2015), Queen America (2018), Isn´t Romantic (2019), e Lucifer (2015-atualmente).  


Em Maio de 2019, eu tive a oportunidade de participar numa convenção de séries chamada Jibland em Roma, Itália, em que um dos convidados era nada menos do que Tom Ellis, o ator que interpreta brilhantemente esta personagem que é o Lucifer Morningstar. Por isso, acabei por conhecê-lo, fazer-lhe perguntas sobre a série e ainda entregar-lhe pessoalmente um fanbook que eu fiz, nos quais continha uma parte que identificava os seus trabalhos profissionais, algumas partes relacionadas com a série Lucifer, mensagens de fãs maioritariamente portugueses da série e as razões pelas quais ele deveria visitar Portugal. 

De seguida, partilho com vocês, as perguntas que fiz ao Tom Ellis, durante um dos seus painéis da Jibland 2019, em que inicialmente ele resolveu mostrar a sua satisfação e carinho por Portugal ser um dos países presentes neste evento.

1. Em "Lucifer", na interpretação da sua personagem, existem algumas cenas de ação e luta, por isso gostaria de saber como é a preparação e quanto tempo demora a mesma?

Tom Ellis: Sim, eu gostaria de dizer que temos muito muito tempo, mas infelizmente nunca tivemos. No episódio "All About Eve" (4x04), naquela cena de luta grande no bar, o Sherwin, que era o nosso realizador tinha uma certa ideia de como gostaria que acontecesse e ele falou com o Vlad que é o nosso diretor das cenas de luta. Então eu falei com o Vlad que é fantástico, porque ele faz com que as coisas fiquem mesmo bem, mas que torna de um modo muito simples para mim. Normalmente ele dividia por seções e eu aprendi da mesma forma que acontece na dança, basicamente. Tu simplesmente aprendes a coreografia e os duplos que nós temos são ótimos na série, por isso eles ajudam. E quando chega o momento de filmar algo, nós estamos sempre nos bastidores a ensaiar. Eu tenho gostado desse lado, pois eu nunca realmente interpretei muitas personagens fortes.

 
2. Existe alguma cena favorita que teve de lutar, que foi um desafio para si?

Tom Ellis: Hum, eu adorei a luta eu que tive com o D.B. (Woodside) na 1ª temporada, na penthouse. Essa é uma das minhas favoritas, principalmente atirá-lo em direção ao bar. Eu também gostei muito do karaoke, ou seja, ir ao clube do karaoke coreano.



Aproveito também para partilhar com vocês, o vídeo do fanbook, que foi entregue pessoalmente ao Tom Ellis, durante este evento.
    

Este foi um evento que adorei estar presente, pois acaba por ser mais intimista, onde a pessoa tem a oportunidade de fazer perguntas aos convidados, sobre o trabalho dos mesmos. No caso do Tom Ellis, ele foi uma pessoa espetacular, muito bem disposta e brincalhona, deixando as pessoas completamente à vontade, nos quais teve dos painéis mais divertidos desta convenção, onde também cantou acompanhado da sua guitarra e também gostou muito do fanbook, apesar de não estar à espera do mesmo. 

Um agradecimento especial ao Tom, pela disponibilidade em responder às minhas perguntas e por ser tão amoroso e divertido. Sem dúvida que ele está na lista das minhas pessoas favoritas em conhecer e se tiverem a chance de conhecê-lo, eu aconselho a trocarem umas palavras com ele. Eu espero que um dia ele possa visitar Portugal, quem sabe numa futura Comic Con Portugal.

Aproveito também para partilhar algumas fotografias de um dos painéis do Tom Ellis neste evento, que vai sem dúvida ficar na minha memória.  










quinta-feira, 16 de julho de 2020

Série "Snowpiercer" - uma história de sobrevivência no interior de um comboio constantemente em movimento que é surpreendente e intrigante


A série “Snowpiercer” tem sido muito falada e comentada desde que estreou a sua 1ª temporada constituída por 10 episódios, sendo exibida pelo TNT e transmitida a nível internacional pela Netflix. Mesmo antes de estrear, esta já tinha uma 2ª temporada confirmada, em que é baseado na banda desenhada francesa chamada “Le Transperceneige” lançado em 1982, com a autoria de Jacques Lob, Benjamin Legrand e Jean-Marc Rochette, e onde já foi feito um filme de 2013 com o mesmo nome da série realizado por Bong Joon-Ho e protagonizado por Chris Evans. Os responsáveis pela realização deste drama são James Hawes, Sam Miller, Helen Shaver, Frederick Toye, David Frazee, Leslie Hope, Clare Kilner, Rebecca Rodriguez, Christoph Schrewe e Everardo Gout, o argumento é escrito por Bong Joon-Ho e Kelly Masterson e a adaptação televisiva é feita por Josh Friedman e Graeme Manson (também responsável pela escrita da série Orphan Black).

 

Esta história desenrola-se 7 anos após uma experiência científica que tinha o objetivo de combater o aquecimento global, mas que infelizmente acabou por destruir a maior parte da vida do planeta, criando uma nova Era do Gelo. Assim foi criado um comboio chamado Snowpiercer, constituído por 1001 carruagens, onde transporta os passageiros que são considerados como os únicos sobreviventes deste evento, sendo divididos dependendo da sua classe social. Este comboio é um tipo de arca com energia ilimitada, constantemente em movimento, sem fazer qualquer tipo de paragem, que inclui tudo o que é necessário para a humanidade sobreviver. Mas nem todos os passageiros estão satisfeitos com as condições que têm, principalmente as pessoas que estão na última carruagem do Snowpiercer e por isso são várias as revoltas que vão suceder. Um dia acontece um homicídio macabro de um membro da 3ª classe e Melanie Cavil (Jennifer Connelly), que é a hospedeira e a voz responsável do Snowpiercer e também seguindo as ordens do próprio Mr. Wilford resolve contratar Andre Layton (Daveed Diggs), um ex-detetive de homicídios para investigar este assassinato, cometido por um dos passageiros.


 

O elenco é constituído por Jennifer Connely (Melanie Cavil), Daveed Diggs (Andre Layton), Mickey Sumner (Bess Till), Alison Wright (Ruth), Iddo Goldberg (Bennett Knox), Lena Hall (Miss Audrey), Sheila Vand (Zarah Ferami), Mike O’Malley (Roche), Karin Konoval (Dra. Pelton), Annalise Basso (LJ Folger), Susan Park (Jinju Seong), Timothy V. Murphy (Nolan Grey), Katie McGuinness (Josie), Roberto Urbina (Javi de La Torre), Jaylin Fletcher (Miles), Steven Ogg (Pike), entre outros.

 

Snowpiercer foi construído pelas Indústrias Wilford através do visionário Mr. Wilford, sendo assim, um comboio com alta tecnologia que está sempre a circular sem parar à volta do mundo, mas não faz nenhuma paragem, constituído por 1001 carruagens, onde os seus passageiros são divididos pela classe social respetiva e também podemos encontrar um pouco de tudo aquilo que é essencial para a humanidade sobreviver.

 



O comboio é dividido pela 1ª classe, 2ª classe, 3ª classe e os Tailies (“Cauda” em português). Os Tailies são as pessoas mais pobres que conseguiram entrar na cauda do comboio de uma forma clandestina, pois não tinham bilhetes e a maior parte dos da 3ª classe pagam a sua estadia e alimentação através do trabalho que vão realizando para manter o comboio a funcionar, enquanto os da 1ª classe tinham pago uma fortuna pelos seus bilhetes e assim, têm à sua disposição, condições muito luxuosas cheios de benefícios.

 

Depois de ter acontecido o fim do mundo, com um planeta completamente constituído por gelo, não vai ser fácil a humanidade sobreviver, mesmo que seja a bordo do Snowpiercer, que tem um sistema próprio de funcionamento, pois nem todos estão satisfeitos com a forma como a ordem é estabelecida, por isso vão suceder algumas revoluções, no decorrer dos anos. 

 

Apesar da personagem Mr. Wilford que é o responsável pela construção do Snowpiercer estar presente no filme desta adaptação, o mesmo não acontece nesta série, mesmo que este seja mencionado por diversas vezes. Por isso, a identidade deste líder e criador inovador continua a ser um grande mistério para o público, durante esta 1ª temporada.



 

Melanie é a responsável por ser a “Voz” e seguir as ordens do Mr. Wilford, dando os anúncios e as notícias diárias a todos os passageiros, através de comunicados feitos via microfone que são ouvidos em todas as carruagens do comboio. No início, tanto os passageiros como o espetador pensa que Wilford está fechado no sítio onde controla o funcionamento do motor e por isso consideram a Melanie como a sua intermediária e porta-voz. 

 

Assim, ela utiliza a sua posição e influência para manter a ordem e descobrir tudo aquilo que necessita de saber para continuar a manter o comboio a funcionar, sem qualquer tipo de obstáculos. São vários aqueles que querem lutar pelo controlo do comboio, mas nem todos vão ser bem-sucedidos.


 

Melanie é uma personagem bem mais complexa do que imaginávamos e nem sempre conseguimos perceber bem quais são os seus planos, mas é uma pessoa inteligente, calculista, fria e sabe bem aquilo que quer.

 

O trabalho de Melanie não é nada fácil, quando falamos da função de supervisionar o futuro da humanidade, por isso, ela vai ter obstáculos constantes, principalmente quando for desvendado um dos maiores segredos de Snowpiercer, que podem vir a criar muitas mais revoltas por parte dos passageiros.



 

Segundo as indicações de Mr. Wilford, Melanie retira Layton da Cauda, que no passado foi um detetive de homicídios, para que este investigue um assassinato que ocorreu na 3ª classe, de uma forma misteriosa e macabra. Para isto acontecer, Layton terá ao seu lado Bess Till que foi encarregada de o supervisionar e conduzi-lo aos locais necessários para resolver este crime.



 

Enquanto Layton conduz a sua investigação, o espetador tem a oportunidade de conhecer algumas das carruagens existentes no Snowpiercer e fica surpreendido com a complexidade de cada uma, principalmente todos os cenários construídos de forma a caberem numa simples carruagem de comboio, que parece impossível de acontecer, mas é muito interessante ver o requinte das outras classes, como por exemplo, a discoteca que é uma forma dos passageiros autorizados divertirem-se e por meros momentos, o público esquece-se que já não está no interior de um comboio, apesar de ainda estar. Sem dúvida que parece haver mais espaço disponível do que aquele que poderíamos alguma vez imaginar. 

 


Durante a investigação de um assassinato misterioso, Layton acaba por vir a descobrir alguns dos segredos mais obscuros e bem guardados do Snowpiercer, por isso ele vai ser impedido a todo o custo, antes que possa ter oportunidade de revelá-los aos restantes passageiros do comboio. Infelizmente, Layton acaba por ser castigado devido aquilo que sabe sobre a gestão do Snowpiercer, mas será que os seus aliados o irão ajudar?


 

Os Tailies são as pessoas mais pobres que vivem na última carruagem do comboio num ambiente bem escuro, sem qualquer tipo de condições para sobreviverem de forma digna. São alimentados com barras que têm muito mau aspeto e abusados pelos guardas e por isso sentem-se revoltados com os responsáveis pela Snowpiercer, mas principalmente com Mr. Wilford. Estes querem ser livres e ter as mesmas condições e regalias que os outros passageiros e não estarem fechados na sua carruagem, tratados como meros animais e sem oportunidade de verem o exterior do comboio. Por isso, sendo o líder revolucionário dos Taillies, Layton fará o que for preciso para que o seu povo tenha justiça e os mesmos direitos que as outras pessoas pertencentes a outras classes, nem que seja planear uma revolução como nunca antes vista.


 

Durante o decorrer dos episódios, a revolução não está longe e não vão faltar mudanças, sejam elas positivas ou negativas, que podem ou não beneficiar todos os membros deste comboio. Com o objetivo de conseguirem ter melhores condições neste lar eterno são vários aqueles que querem que volte a democracia para que possa voltar a haver justiça.


 

Neste drama acabamos por presenciar muita crueldade no interior deste meio de transporte. Uma das formas de castigar criminosos é coloca-los no interior de gavetas, que funcionam como um tipo de prisão, apesar de eles estarem completamente adormecidos e quando são acordados, precisam de um período longo de adaptação para não haver sequelas. Outra dessas formas é congelar um dos braços da pessoa e depois parti-lo, colocando a mesma numa dor intensa.



 

É interessante ver como os Tailies têm a capacidade de construir uma boa equipa de informantes, divididos em classes diferentes do comboio, que podem fazer toda a diferença, quando chegar a altura certa para alcançar o motor e assim, assumir o poder do Snowpiercer.



 


Este é um planeta que congelou numa tentativa falhada da humanidade em parar com o aquecimento global e neste caso podemos ver a importância que o dinheiro tem em situações de sobrevivência e a forma como privilegia uma pessoa, mesmo que não tenham um bom carácter. Como exemplo, temos LJ Folger, a filha de uma família influente e milionária que vive na 1ª classe do comboio, mas é uma rapariga com raiva, desequilibrada, instável, anti-social, com pensamentos obscuros, que tem planos mais malignos, do que a sua família poderia imaginar e adora quando acontecem confusões, mas nem sempre paga pelas suas ações.



 

Por isso, a raiva de vários de passageiros de diferentes classes vai aumentando, sempre que observam injustiças a acontecerem com pessoas mais vulneráveis e as pessoas mais poderosas não pagam pelos seus crimes.

 

Este é um comboio que sofre de ameaças constantes, seja por parte dos passageiros da 1ª classe ou dos passageiros da última carruagem. Assim, são várias as dificuldades que vão ocorrendo no Snowpiercer, seja a nível de danos causados ao próprio comboio como a falta de reservas, relativamente à alimentação que vai começando a acontecer aos poucos. Será que isto ainda vai complicar mais, a gestão destes últimos seres humanos, seja por parte de Melanie ou mesmo de Layton, que querem obter o controlo do Snowpiercer?



 

Ao longo dos episódios, esta série explora conspirações, conflitos, mecanismos de sobrevivência, justiça, luta entre classes, problemas técnicos do comboio e alguns momentos de desespero e ação que inclui violência bem visível, quando chega o momento da revolução, onde podemos ver a luta entre as tropas lideradas por Nolan contra os Tailies e os da 3ª classe, nos quais acontecem baixas para os dois lados.

 

Apesar de não vermos de um modo constante a guerra existente entre as diferentes classes sociais, eu acredito que isto será muito mais abordado na 2ª temporada.


 

Também existe uma certa fé depositada no Mr. Wilford, que é um tipo de herói para a maior parte dos passageiros, levando a que a sua influência não tenha limites, mesmo que não tenha aparecido pessoalmente recentemente. Mas será que este senhor é tão bom como todos pensam ou tem os seus próprios planos para implementar?

 

Wilford é considerado como um salvador, mas ao mesmo tempo como um mito e dá às pessoas uma sensação de esperança e segurança para o futuro da humanidade, em que estará sempre presente para o que for necessário, mas que pode não ser bem assim, pois elas não sabem o que está acontecer no sítio onde se encontra o motor ou até se este homem pode ser ou não, uma fraude.

 

Esta história é constituída por uma versão bem diferente do filme, com reviravoltas surpreendentes e intrigantes, que cativam o espetador desde o início até ao fim, com a curiosidade a aumentar cada vez mais.


 

Ao contrário do filme, esta série tem sido uma boa surpresa, onde dá-nos a oportunidade de aprofundar muito mais o nosso conhecimento perante este comboio de alta tecnologia, de uma forma a esclarecer o público sobre o funcionamento do mesmo e tudo aquilo que está incluído no seu interior. Também temos a oportunidade de ver o exterior do comboio, onde observamos o mundo completamente destruído e congelado.

 

Para além disso, os escritores deixam o público criar as suas próprias teorias sobre as razões pelas quais determinadas situações estão a suceder naquele momento específico e quais poderão ser as respetivas consequências.


 

Todas as cenas de ação estão bem construídas e os episódios têm sido feitos a um bom ritmo acompanhados por uma boa banda sonora. A fotografia escolhida é mais fria e obscura em alguns momentos, tornando-se como a mais adequada para esta história e os efeitos visuais são muito bem introduzidos nas alturas certas.


Esta série de ficção científica segue um caminho e tem uma perspetiva completamente diferente daquela que estaríamos à espera, tornando-se assim cada vez mais interessante de se assistir. Assim, estou muito curiosa para acompanhar a 2ª temporada, depois da 1ª temporada ter terminado, de uma forma bem intrigante. 



 

sábado, 11 de julho de 2020

Série "Warrior Nun" da Netflix, com Alba Baptista - uma história de fantasia que vai cativando o espetador, durante uma jornada com freiras guerreiras


A Netflix lançou recentemente mais uma nova série original, desta vez foi “Warrior Nun”, constituída por 10 episódios e é protagonizada por uma atriz portuguesa chamada Alba Baptista. É uma adaptação da banda desenhada “Warrior Nun Areala”, que tem a autoria de Ben Dunn e a série é criada por Simon Barry.

Ava (Alba Baptista) é uma jovem órfã e tetraplégica que vivia num orfanato, tendo recentemente morrido, mas de repente é ressuscitada numa morgue, por uma relíquia poderosa chamada Halo e assim, surge uma nova oportunidade na sua vida para ter experiências novas, que nunca tinha tido anteriormente e para além disso, tem novos superpoderes, tais como atravessar paredes e também voltar a ter a capacidade de andar. Mas esta vida nova vem com um custo e um sacrifício pessoal, muito maior do que ela pensava, que implica tornar-se numa freira guerreira e lutar contra o mal, que inclui demónios que precisam de ser parados.

O elenco é constituído por Alba Baptista (Ava), Toya Turner (Shotgun Mary), Kristina Tonteri-Your (Sister Beatrice), Lorena Andrea (Sister Lilith), Tristán Uloa (Father Vincent), Thekla Reuten (Jillian Salvius), Olivia Delcán (Sister Camila), Joaquim de Almeida (Cardinal Duretti), Emilio Osorio (J.C.), entre outros.

Toda a história é desenrolada à volta de uma organização secreta antiga da Igreja Católica chamada Order of the Cruciform Sword (Ordem da Espada Cruciforme, em português). Esta é constituída por freiras guerreiras que fizeram um juramento de proteger a humanidade contra o mal, tendo como missão, dedicarem as suas vidas a lutarem contra demónios. Para conseguirem cumprir todas as missões são lideradas por uma freira guerreira, que tem inserida no seu corpo, uma relíquia chamada Halo (é um tipo de auréola), dando poderes à sua portadora.

A irmã Shannon (Melina Matthews) foi a freira guerreira mais recente que liderou estas freiras até caírem todas numa armadilha, durante uma missão que falhou, fazendo com que a líder tenha sido assassinada por razões desconhecidas e misteriosas. Esta tinha sido atacada com Divinium, que é o único metal que pode matar uma freira guerreira, sendo um dos segredos mais bem escondidos do Vaticano. Enquanto umas lutam intensivamente com um demónio e para protegerem o Halo, uma freira resolve retirá-lo do corpo da irmã Shannon e colocá-lo nas costas do corpo morto de Ava, mas ninguém imaginava que esta rapariga poderia tornar-se na próxima portadora do Halo.

Ava teve uma infância complicada, nos quais passou a maior parte da sua vida num orfanato, após ter sofrido um acidente que deixou-lhe tetraplégica e matou a sua mãe. Depois de Ava morrer, o seu corpo é transportado para a morgue de uma igreja, mas o mesmo acaba por receber uma auréola de um anjo com o nome de Halo, levando a que fosse ressuscitada, de uma forma inexplicável.

Esta jovem é a narradora desta história, onde vai partilhando as suas opiniões, experiências, dúvidas e medos, ao longo dos episódios. Ela começa a cativar o público, desde o início, onde partilha tudo aquilo que quer experimentar pela 1ª vez e quando o faz, ela refere os seus pensamentos e as conclusões que vai chegando, sempre de um modo irónico, aproveitando ao máximo, esta segunda oportunidade que lhe foi dada para viver.

Ava não imaginava que ia ter uma nova oportunidade na sua vida, quando o Halo a ressuscitou. Esta relíquia acaba por dar um propósito a Ava, mas ela não quer ter essa responsabilidade, mas sim ser uma rapariga normal e adquirir experiências novas, que nunca conseguiu ter, por isso vai precisar de lidar com muitas situações, desde que voltou a acordar.  

Esta é uma personagem um pouco problemática que tenta seguir uma vida sem preocupações, não levando as coisas muito a sério, sendo sarcástica em muitos dos diálogos que faz com outras personagens e sem dúvida que é engraçado, ver a forma como ela vê tudo à sua volta e a sua adaptação perante esta nova realidade. Até chega momentos em que torna-se um pouco irritante e a atriz Alba Baptista está de parabéns, pois observa-se um à vontade da mesma na forma como desempenha Ava.

Ava torna-se na nova portadora do Halo, apesar de ser cética, relativamente a tudo o que está relacionado com religião e Deus. Assim, ela vai passar por um período longo de adaptação para perceber a importância que é liderar estas freiras na luta contra o mal e pertencer a esta organização, que podem muito bem, tornarem-se na sua nova família, ao mesmo tempo que descobre os seus novos poderes. Será que o seu destino é tornar-se na próxima Freira Guerreira e a nova campeã de Deus?

Quando começa a explorar esta sua nova vida e a tentar descobrir a sua própria identidade, Ava conhece um grupo de jovens responsáveis por crimes de invasão de propriedades luxuosas, entre eles, JC, nos quais acaba por começar a sentir uma atração por este rapaz. Ava tem a oportunidade de viver realmente pela 1ª vez como uma adolescente, por isso tem um dilema, entre viver uma vida completamente nova e um romance com JC ou aceitar a missão de combater o mal.

Durante esta 1ª temporada, existe um período de descoberta por parte de Ava, relativamente aos seus poderes e assim, avaliando os seus limites, ao mesmo tempo que tenta arranjar uma explicação ou uma razão plausível para ter sido ela a escolhida para ter estas novas habilidades.

Para além disso, Ava é perseguida, tanto por Jillian que quer abrir um portal para um local desconhecido, que acredita que possa ser o céu, um sítio sem dor, como por um grupo de freiras da Ordem da Espada Cruciforme e também por um demónio designado por Tarasks, com o objetivo de recuperar o Halo.

Por vezes pode tornar-se cansativo, a quantidade de vezes que Ava tenta fugir dos seus problemas, em vez de enfrentá-los com coragem, mas aos poucos, esta rapariga vai aprendendo a lidar com isso.

Esta é uma história leve e divertida, que tem algumas referências à cultura pop e é constituída por muita ironia, sarcasmo e humor, mas ao mesmo tempo apresenta uma grande conspiração, acabando por conter um pouco de manipulação, perseguições, cenas de luta. Também existe uma certa parceria no início entre a religião e a ciência, onde podemos observar as experiências que vão sendo feitas por parte da ciência, mas depois acabam por ocorrer dificuldades causadas por pessoas de fé. Assim, a guerra entre a fé e a ciência torna-se inevitável, mesmo que não tenha sido muito explorada.

Também aborda de uma forma muito leve o feminismo, onde podemos ver personagens femininas com personalidades fortes e poderosas, em que têm o que é necessário para cumprirem a sua missão, por isso este grupo de mulheres que são representadas na série servem como inspiração para muitas raparigas. Uma das expressões que mais gostei, foi sem dúvida, quando estas freiras guerreiras dizem umas para as outras “nesta vida ou na próxima” para assim mostrarem a união e força que têm, quando estão preparadas para lutarem em conjunto.

O grupo das freiras guerreiras terá de percorrer um caminho longo, com o objetivo de convencerem Ava a tornar-se na líder respetiva e fazer parte da Ordem da Espada Cruciforme. Infelizmente nem todas as freiras estão satisfeitas com o facto de ter sido Ava a escolhida pelo Halo, entre elas, Lilith.

Lilith é uma freira que treina mais intensivamente que as outras pessoas, mas sofre uma grande desilusão quando percebe que não será ela, a próxima protetora e portadora do Halo, nos quais ela preparou-se toda a sua vida para o receber e pensava que tinha um destino para ser cumprido já que o Halo tinha sido passado por gerações da sua família.  

A maior parte da ação da série é realizada por estas freiras que estiveram muito tempo para preparem-se até chegar o dia, que tivessem de colocar as suas aprendizagens em prática.

Uma das partes que pode mais cativar o espetador são as coreografias de luta, principalmente aquelas que são protagonizadas pela Irmã Beatrice, que mostra uma freira lutadora, vencendo qualquer um que se meta no seu caminho. Considero que ver as freiras em ação são alguns dos pontos positivos desta série e torna-se empolgante para o público assistir. Para além disso, as cenas de luta que são mostradas nesta série são interessantes de se ver, apesar de eu achar que poderiam ter ainda mais qualidade, em comparação com outras produções que têm coreografias de luta brilhantes.

Num modo geral, o espetador acaba por criar empatia com todas as freiras da história, ficando com curiosidade em saber mais sobre o respetivo passado destas mulheres.

Para além disso, temos a cientista Jillian que coloca-se numa guerra com a igreja católica, continuando com as suas investigações, mesmo que o Cardeal Duretti não concorde e utilizando Divinium para as suas experiências científicas que é proibido pela Igreja Católica. O Cardeal Duretti tem os seus próprios planos que é alcançar o cargo mais importante do Vaticano, mesmo que signifique prejudicar a Igreja.

Também temos a oportunidade de conhecer a história da primeira freira guerreira e a sua ligação com o Anjo Adriel, que é o responsável por ter-lhe oferecido e colocado o Halo no interior do seu corpo e também descobrir que nem toda a gente tem a capacidade de ser o portador deste este tipo de poderes.

Há falhas na série, seja no argumento, constituído por diálogos que nem sempre fazem muito sentido e esta história demora até que seja relativamente interessante. Eu acho que existem personagens que parecerem deslocados da história, não fazendo falta nenhuma a esta fantasia e que não se percebe o sentido de estarem presentes em determinados episódios, a não ser evitarem que Ava siga o seu propósito. Também focam-se em romances desnecessários para a altura em que a história está inserida, em vez de focarem no mais importante. Sem dúvida, que a série demorou algum tempo a desenvolver temas pertinentes para a história

Na minha opinião, a relação entre Ava e JC é explorada na altura errada e deveria ser mais abordada durante uma possível 2ª temporada, onde nesta 1ª poderíamos ter visto mais do treinamento de Ava com as freiras e esta a pôr em prática, tudo aquilo que vai aprendendo.

Acho que esta série faltou um pouco de equilíbrio, na forma como tudo foi desenvolvido nestes 10 episódios e também ausência de pesquisa em algumas partes relacionadas com o Vaticano. As personagens principalmente as freiras têm muito potencial para serem mais exploradas, caso haja mais uma nova temporada. Infelizmente, nem todas as piadas funcionaram da mesma forma, nos quais algumas acabaram por ser forçadas.

A banda sonora até foi escolhida para o tipo de série que é e a fotografia foi boa, onde podemos ver alguns cenários bem bonitos de Espanha, desde as paisagens até apreciar a arquitetura localizada neste país. Os efeitos visuais são razoáveis e interessantes de ver, mas podiam ser melhores e por isso acredito que fizeram os possíveis com um orçamento pequeno.

O espetador tem curiosidade em saber mais sobre este universo, que ainda não foi muito abordado noutros filmes e séries. Perde tempo a explorar situações e personagens, que não acrescentam muito ao argumento e poderiam muito bem serem adicionadas, numa futura temporada, mas infelizmente optaram por incluir partes que possam tirar a atenção ao espetador. Por exemplo pode acontecer a pessoa perder-se em algumas situações, principalmente, quando são introduzidas algumas das mitologias para saber a origem do Halo e do divinium e que são fundamentais para compreender o que aconteceu até ao presente.

Ao longo dos episódios, esta história até tem reviravoltas interessantes que dá para reconhecer o esforço que foi feita para cativar o espetador, mas eu acho que foram introduzidas nas alturas erradas, deixando o mesmo na expetativa, mas ao mesmo tempo desiludido, da forma como tudo se foi desenrolando.

Eu gostaria de ver mais sobre o treino de Ava, pois achei que é dos ingredientes fundamentais desta jornada e também haver momentos em que ela tenha muito mais ação, lutando de uma forma mais surpreendente os demónios. Para além disso, também, gostaria que explorassem muito mais os demónios, aumentando a presença destes e ainda com melhores efeitos visuais. Acredito que se continuar, irá ser promissor.

Esta 1ª temporada termina de uma forma surpreendente, que dá vontade de querer saber mais, mas eu acho que poderiam ter dado respostas muito mais cedo, do que foi feito. Este poderá ser um final que muitos não esperavam e tendo terminado de uma forma que desiludiu o público, pois estava a ser empolgante naquele momento e nem sempre é boa ideia interromper cenas que estão a ser cruciais para a história para depois deixar a pessoa pendurada e assim, ter de esperar pelos próximos capítulos. Infelizmente são várias as perguntas que ficaram por responder.

Esta é uma história de fantasia que divide opiniões para quem já teve a oportunidade de ver estes 10 episódios, mas não devemos levar muito a sério, porque neste caso, um dos seus principais objetivos é simplesmente entreter o público e podemos comprovar isso através dos diálogos que são constituídos por mais humor e sarcasmo. Estas personagens convidam-nos para uma aventura mais inesperada, com elementos que podem ser fundamentais para lutar contra o mal.

É uma série que tem muito potencial para ser melhor desenvolvida, pois é uma boa forma de entretenimento, divertindo e cativando o espetador, durante uma jornada com freiras guerreiras, mas que ainda tem muito para melhorar e caso haja uma 2ª temporada, espero que tenha uma melhoria significativa, com muito mais investimento no orçamento, principalmente a nível de efeitos visuais.