sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Documentário da Netflix "David Attenborough: A Life on Our Planet" - uma história imperdível sobre a importância que é viver em equilíbrio com a Natureza

 

David Attenborough: A Life on Our Planet (David Attenborough: Uma Vida no Nosso Planeta, em português) é o mais recente documentário original da Netflix com uma duração de 1h23 minutos deste naturalista britânico que dedicou toda a sua vida a conhecer as espécies selvagens, filmando todas as suas aventuras, partilhando e transmitindo a todos os amantes da natureza, a importância que é a preservação do Planeta Terra.

 

Com uma produção da Silverback Films e da organização ambiental global WWF e realização de Alastair Fothergill, Jonnie Hughes e Keith Scholey, David Attenborough representa o seu testemunho perante tudo aquilo que foi observando nas suas viagens pelo mundo em mais de 60 anos de carreira e como podemos lidar com os problemas que o planeta tem estado a sofrer. Todos os seus alertas sobre aquilo que tem estado a acontecer com o planeta têm sido feitos através dos seus livros, filmes, séries e programas de rádio que este tem participado, sendo que estes são problemas reais que podem trazer consequências devastadoras para o nosso futuro.


 

Este é daqueles documentários que conta a história da vida no nosso planeta de uma forma que nem damos conta do tempo a passar, pois representa não só a beleza do mesmo, mas também o perigo que corre, caso não sejam tomadas medidas que podem fazer toda a diferença para a conservação, tanto do planeta como das suas espécies.

 

David Attenborough nasceu em 8 de maio de 1926, em Isleworth, na cidade de Londres. Com 94 anos, ele tem dois irmãos, nos quais o seu irmão mais velho era o ator e diretor Richard Attenborough que interpretou o papel de um bilionário excêntrico no filme de Jurassic Park em 1993 e também ganhou o óscar de melhor diretor pelo filme, Ghandi, em 1983, enquanto o seu irmão mais novo, John trabalhava como executivo na indústria automóvel e trabalhando também como consultor financeiro. Desde criança que David tem sido um colecionador de tudo o que é relacionado com a vida natural, como por exemplo, fósseis e mais tarde resolveu licenciar-se em Ciências Naturais na Universidade de Cambridge e por fim, entrou na BBC em 1952, mas ao longo da sua carreira já recebeu muitos prémios e títulos.


 

Com vários documentários transmitidos a nível internacional nas últimas quatro décadas e séries de televisão sobre a vida selvagem, tais como, Life on Earth que foi filmada em 39 países e transmitida com sucesso na BBC na década de 1970, a série Blue Planet filmado na década de 1990 ou mesmo Frozen Planet que foi exibido em 2011, este grande comunicador é a pessoa mais indicada para nos contar todas as aventuras que viveu, explorando e documentando os lugares selvagens do nosso planeta, espalhados pelos diversos continentes e mostrando o papel que a natureza tem na nossa sobrevivência. Para além disso, ele vai narrando a história da evolução do planeta, onde pelo caminho vão sucedendo alterações negativas, como a perda de habitats selvagens, ao mesmo tempo que propõe uma visão para o futuro.

 

O Planeta Terra é constituído por uma beleza incrível e por milhares de milhões de indivíduos de milhões de tipos de plantas e animais, mas depende da sua biodiversidade para funcionar corretamente, sendo que o mundo vivo que nos rodeia tem sido essencial para a sua estabilidade e devido às alterações constantes que têm sucedido, nós vamos percebendo que é cada vez mais difícil manter um equilíbrio e chegando assim à conclusão que nós temos o poder de ameaçar a própria existência da natureza selvagem. 

 

Infelizmente tem decorrido um nível elevado de perda, tanto dos locais selvagens do nosso planeta como da sua biodiversidade, levando a que o mundo natural esteja a desaparecer cada vez mais e que venha a tornar-se no futuro, num lugar onde não podemos viver, pois somos dependentes do seu bom funcionamento. Para além disso, a perda da biodiversidade também tem sido causada pela destruição dos ecossistemas, levando assim, à extinção de diversas espécies de animais selvagens.

 


A cada 100 milhões de anos acontece algo catastrófico, como um evento de extinção em massa em que uma grande percentagem das espécies são eliminadas, sendo que até agora já ocorreram 5 extinções em massa nos quatro mil milhões de anos da história da vida, sendo que a última vez aconteceu no tempo dos dinossauros, dos quais 75% das espécies foram exterminadas e assim durante 65 milhões de anos houve o processo de reconstrução do mundo vivo. Infelizmente, um sexto evento de extinção em massa está a caminho, mas o modo de como nos comportamos daqui para a frente pode ter muita influência em acelerar ou não o mesmo.

 

Eu acho que foi bem interessante incluírem neste documentário como tem sido a evolução ao longo do tempo, tanto do valor numérico da população existente no mundo em determinada década, como da quantidade de carbono que é constantemente libertado para a atmosfera ou mesmo a percentagem da natureza selvagem restante no planeta. Inicialmente, foi mostrado que em 1937 existiam cerca de 2,3 biliões de pessoas, com a natureza selvagem restante ser de 66%, mas em 2020, os valores já eram completamente diferentes, sendo que estavam presentes cerca de 7,7 mil milhões da população mundial, com cada vez mais carbono na atmosfera e com apenas 35% de natureza selvagem restante. Assim, com a perda dos lugares selvagens do planeta e respetiva biodiversidade, nós chegamos a uma conclusão bem devastadora, pois ainda haveria mesmo muito por fazer para que estes valores tivessem alterações significativas no futuro.

 

A biodiversidade do Holoceno ajudou a trazer estabilidade e todo o mundo vivo foi-se adaptando a um ritmo suave e fiável, sendo assim, considerado como um tipo de jardim de éden, onde podemos beneficiar da energia do sol e dos minerais da terra e para além disso, o seu ritmo de estações do ano era tão fiável que deu à nossa própria espécie, uma oportunidade única de pertencer a este planeta. Se não tomarmos atenção e continuarmos a tratar mal o nosso planeta, a segurança e a estabilidade do holoceno perder-se-á, levando a eventos trágicos, tais como, o desaparecimento de habitats inteiros ou mesmo ao colapso da civilização.


 

As florestas húmidas são habitats particularmente preciosos, onde mais de metade das espécies terrestres vivem, mas para estas existirem é crucial que exista uma diversidade de árvores. Infelizmente já foram cortadas cerca de 3 biliões de árvores em todo o mundo, das quais são cerca de 15 mil milhões de árvores por ano e metade das florestas húmidas do mundo já foram mortas, muito devido à própria desflorestação.

 

As florestas são um componente fundamental na recuperação do planeta pois são a melhor arma que a natureza tem para bloquear o carbono e são centros de biodiversidade. Assim, quanto mais selvagens e diversificadas forem as florestas, mais eficazes são a absorver o carbono da atmosfera e por isso, é essencial que se pare com a desflorestação, evitando uma perda catastrófica de espécies ou mesmo o tipo de destruição semelhante ao que tem ocorrido na Amazónia.

 

O planeta aquece por queimarmos combustíveis fósseis e libertarmos dióxido de carbono e outros gases com efeito de estufa para a atmosfera que podem trazer mudanças irreversíveis, se não fizermos nada. Atualmente devido às nossas atividades, já ocorreu um aumento da temperatura na atmosfera, piorando a evolução do aquecimento global e tornando o tempo cada vez mais imprevisível.



Durante a nossa história, já perseguimos animais até à extinção, sendo algo completamente inaceitável, como por exemplo, as baleias que eram massacradas na década de 1970 que acabou por vir a ser crime mais tarde, mas salvar espécies individuais ou até grupos de espécies não é suficiente para que isto pare, mas sim criar soluções sustentáveis que não prejudique mais o mundo vivo.

 

A Terra vai perdendo o seu equilíbrio, devido às alterações climáticas e ao aquecimento global que são cada vez mais evidentes. Tanto as alterações climáticas, como o aquecimento global são das maiores ameaças existentes que coloca em risco não só a sobrevivência do planeta, mas também da humanidade e por isso são assuntos que devem mesmo ser levados a sério, tornando-se numa luta que é necessária de acontecer.



 

Um dos seus melhores exemplos é o que está a acontecer no Ártico que é considerado como o habitat mais remoto de todos que está localizado nos extremos norte e sul do planeta. Com o aquecimento da atmosfera e dos verões do Ártico, o gelo vai desaparecendo, tanto no Polo Norte, como no Polo Sul, fazendo com que seja refletida menos energia solar para o espaço e acelerando o próprio aquecimento global.

 

Quando se visita esta zona espera-se encontrar extensões de gelo marinho e não é isso que acontece, sendo que já se consegue chegar a sítios que inicialmente não eram possíveis por estarem permanentemente presas no gelo, onde este já diminuiu consideravelmente nos últimos 40 anos, ou seja, cerca de 40%. Assim, chegamos à conclusão que o nosso planeta está a perder o seu gelo, pois poderá chegar a um ponto que deixa de haver gelo no verão no Polo Norte, fazendo com que muito mais tarde possam vir a ocorrer uma maior libertação de quantidades elevadas de metano, um gás com um efeito de estufa muito mais potente do que o dióxido de carbono e consequentemente, acelerando o ritmo das alterações climáticas, do aquecimento global e outros tipos de eventos catastróficos de forma drástica.


 

Nenhum ecossistema está a salvo, principalmente o oceano. O oceano é um bom aliado na nossa batalha para reduzir o carbono que está na atmosfera, mas infelizmente, este já não tem a capacidade suficiente de absorver todo o excesso de calor causado pelas nossas atividades e como resultado, a temperatura global média torna-se mais quente, tendo já ter aumentado cerca de 1º C. No interior deste local mágico estão inseridos os recifes de coral coloridos que tratam de diferentes espécies de peixes, mas quanto mais o oceano aquece, as populações de peixes são cada vez menores e maior é a probabilidade destes recifes morrerem.

 

As pessoas até que ficam vulneráveis e preocupadas quando olham para as imagens do impacto que a atividade humana tem tido no planeta e as possíveis consequências daquilo que tem estado a acontecer com o mesmo, mas é fundamental que sejam tomadas ações para que haja esperança para as gerações futuras. Estas são imagens que até chegam a chocar, mas ajuda numa forma pertinente para chamar a atenção do problema gravíssimo pelo qual o planeta está a enfrentar e caso não sejam tomadas medidas podem surgir situações a nível apocalíptico.

 

Isto é um tipo de alerta para todos, mas principalmente para o público com faixa etária mais jovem que pode ter um papel fundamental na luta contra as mudanças climáticas. Por isso, é importante consciencializar as pessoas ao nosso redor sobre este tema e não continuarmos a consumir a terra até ela esgotar-se por completo.

 

Temos de ter noção de que o mundo está mesmo em perigo e que vivemos num declínio global que foi sucedendo devido ao mau planeamento e erro humano, levando a consequências devastadoras, tais como as cidades tornarem-se inabitáveis, como aconteceu após o evento do Chernobyl.


O impacto da humanidade na natureza é cada vez mais evidente, sendo cada vez mais responsável pela sua destruição e chegará a um ponto que terão impactos irreversíveis, tais como, a produção global de alimentos entrar em crise e aí já é tarde para fazermos algo, pois quanto mais danificarmos o planeta, maior será o prejuízo para nós próprios. Aquilo que fazemos tem implicações reais no futuro da humanidade, sendo fundamental que as pessoas comecem a agir para salvar o planeta, já que esta foi maioritariamente responsável por tudo o que está a acontecer atualmente.


 

Segundo David Attenborough é muito simples o que devemos fazer para salvar o nosso planeta que inclui a renaturalização do mesmo. Comecemos pela recuperação de florestas para assim conseguirem ajudar a equilibrar e a bloquear o carbono que é lançado para a atmosfera e também arranjarmos formas de explorar florestas, mas de um modo sustentável. Temos o exemplo da Costa Rica, que há cerca de 100 anos era coberta por dois terços de floresta, mas acabou por ser reduzida a 25% na década de 1980, mas o Governo teve a solução para este problema que foi apoiar e criar subsídios para os proprietários replantarem a floresta e isso fez com que esta aumentasse para cerca de 50%.

 

A recuperação da biodiversidade através da renaturalização que coloca o ecossistema em equilíbrio e melhora a estabilidade e funcionamento do planeta. A restrição das práticas de pesca também pode ser uma medida, pois quanto mais saudável estiver o habitat marinho mais peixe estará disponível para consumirmos. A própria agricultura urbana já é utilizada em algumas cidades e pode ser uma forma de devolver à natureza, terras férteis que podem ser essenciais para a melhoria da biodiversidade do planeta, ou seja, é possível produzir muito mais comida sem precisar de utilizar uma grande quantidade de terra e apenas através de tecnologia. Sendo assim, podemos diminuir as áreas que usamos para cultivar e criar mais espaço para o regresso da natureza selvagem.


 

O mundo vivo move-se essencialmente a energia solar, mas se eliminássemos os combustíveis fósseis e movêssemos também o mundo, utilizando as energias eternas da natureza solar, eólica, hidráulica e geotérmica já conseguíamos fazer mudanças significativas para o futuro. A energia renovável não se esgota e quem sabe possa vir a tornar-se na principal fonte de energia do mundo, sem que seja necessário a utilização de combustíveis fósseis, pois podemos fazer um reaproveitamento dos recursos disponíveis e assim, vivermos uma vida mais sustentável.

 

O nosso tempo neste planeta é limitado e aquilo que é essencial é vivermos de um modo sustentável, aliando a tudo aquilo que a natureza nos fornece de bom. Devemos sentirmo-nos gratos por termos a oportunidade de viver num sítio com uma beleza extraordinária que está constantemente a dar-nos lições de vida e repletos de espécies vegetais e animais que estão a dividir o seu espaço com a humanidade.


 

Este mundo vivo deve ser tratado com carinho e cuidado, pois ele é o responsável não só pela nossa existência, mas também pela nossa sobrevivência. A natureza é o nosso maior aliado e devemos viver em equilíbrio com a mesma, pois se tomarmos bem conta dela, ela também fará o mesmo por nós e se trabalharmos contra em vez de ser em conjunto, nós vamos estar a prejudicar a forma como iremos viver no futuro.

 

O nosso planeta sofre um dos seus mais desafios desde a sua existência, mas ainda vamos a tempo da humanidade corrigir o seu maior erro para com este mundo, mas para isso acontecer, as mudanças têm de começar agora, mesmo que os resultados só iremos ter a possibilidade de conseguir ver daqui a muito tempo. É necessário que sejam tomadas medidas significativas que inclui a criação de soluções para salvar o planeta que sem dúvida, não serão uma tarefa fácil de se concretizar, mas se houver uma união global é possível fazer toda a diferença, sendo que utilizar maioritariamente energias renováveis e tomar atitudes sustentáveis já pode ajudar, mas quem sabe, que daqui a um século, o planeta pode voltar a ser um local selvagem, onde possamos viver em equilíbrio com a natureza.

 

O nosso mundo vai sem dúvida sobreviver da realidade que está a passar atualmente, mas será que a humanidade vai conseguir? Se não tomarmos medidas drásticas, eu acredito que seja muito difícil, levando a que o futuro dos seres humanos esteja cada vez mais num maior risco.

 


David Attenborough teve a oportunidade de ter uma vida extraordinária repleta de aventuras e conhecimentos que foi adquirindo nas suas visitas, onde explorou os locais selvagens do planeta e tendo viajado para todas as partes do globo e assim, testemunhando o mundo vivo. Ele mostra as maravilhas que existem no nosso planeta, desde a sua beleza até à sua variedade, incluindo muitas das espécies existentes, mas que infelizmente são um bom número daquelas que estão em vias de extinção devido às ações da humanidade. Por isso, ele partilha neste documentário, o seu testemunho e a sua visão para o futuro, de um modo bem intimista e interessante.

 

Este não é um simples documentário, mas sim uma bela lição de vida dada por este senhor que partilhou a sua oportunidade de ter uma vida cheia de aventuras num meio selvagem, mostrando não só o seu testemunho, mas também a sua perspetiva e visão para o futuro dedicado aos amantes da natureza, transmitindo assim, uma mensagem de esperança para todos nós.


 

Como referido anteriormente, David Attenborough dá as suas opiniões sobre quais são os problemas atuais que o mundo natural enfrenta que podem vir a trazer consequências devastadoras para o mesmo e também para a sobrevivência da humanidade, sendo que dá sugestões de como tudo poderá ser resolvido. A forma como ele narra este documentário sobre a vida selvagem é muito cativante, deixando o espetador atento desde o início até ao seu final.

 

Neste documentário temos a oportunidade de aprender mais sobre a natureza selvagem e o quanto ela é limitada e precisa de proteção, pois as populações de animais selvagens têm diminuído consideravelmente e a importância que é falar sobre as alterações climáticas que estão a ocorrer atualmente no nosso planeta. Assim, se continuarmos a fazer coisas insustentáveis, os danos acumulam-se e enfrentamos o colapso do mundo vivo, o mesmo que deu origem à civilização.


 

O espetador acaba por criar a sua própria reflexão perante este assunto, que está relacionado com a vida do nosso planeta, tornando-se num tema muito pertinente. O nosso mundo está repleto de desafios pelo caminho que por vezes está plenamente dependente da humanidade, por isso é importante que sejam apresentadas soluções que podem fazer toda a diferença na recuperação deste mundo que devíamos estimar muito mais, sendo que ainda não é tarde demais para que sejam tomadas atitudes.

 

Este é um documentário imperdível, relevante e cheio de qualidade testemunhado por David Attenborough que tem sido considerado como o ser humano que mais presenciou o mundo natural, a essência da natureza e o modo como as espécies selvagens têm vivido no seu habitat, onde vão tendo as suas dificuldades causadas por fatores externos, entre elas, os caçadores furtivos que causam cada vez mais o desaparecimento da natureza selvagem. Este é assunto muito sério que infelizmente nem sempre é levado muito a sério, principalmente quando o ser humano está mais habituado a tratar de um determinado problema em vez de preveni-lo, por isso é fundamental que vejam, pois é algo que vale mesmo muito a pena de acompanhar.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Jensen Ackles - o "Dean Winchester" da série "Supernatural"

Finalmente chegou o dia em que vão ser transmitidos os últimos episódios de uma das séries mais extensas de sempre que é Supernatural. Com 15 temporadas, esta produção conta a história dos irmãos Dean (Jensen Ackles) e Sam Winchester (Jared Padalecki) que resolvem seguir a carreira do pai, como caçadores de criaturas sobrenaturais. Eles irão combater todo o tipo de monstros, enquanto terão uma jornada longa pela frente a salvarem o mundo, com muitos obstáculos e inimigos improváveis a atravessarem o caminho dos mesmos.

 

Esta série é constituída por uma base de fãs brilhante, onde desde o primeiro episódio foi criada uma família bem numerosa entre eles que inclui pessoas que estão espalhadas por todos os continentes e também pelos próprios atores que durante estes últimos anos deram vida a estas personagens que vão ficar para sempre na memória deste fandom, em que criaram uma comunidade de união que eu tive a oportunidade de testemunhar com muito orgulho e em breve irei partilhar tudo aquilo que experienciei quando fui a um evento de fãs de Supernatural que teve a participação de alguns dos atores.

 


Nada disto seria possível se não fosse pelos atores Jared Padalecki e Jensen Ackles, em que resolvi dedicar esta publicação a escrever sobre a personagem fantástica que este último desempenhou.

 

Dean Winchester é daquelas personagens que não imagino que pudesse ser interpretada por outra pessoa que não, o próprio Jensen Ackles. Este ator dá vida a este indivíduo com um empenho impressionante, em que já tivemos a oportunidade de ver algumas vezes, a sua versatilidade.


 

Dean é uma pessoa que vai passando por muitas complicações ao longo dos episódios. Já houve a oportunidade de acontecer um pouco de tudo, nos quais podemos ver vários lados desta personagem, seja num modo mais divertido, mais assustado ou mesmo como vilão. Ele faz o que for preciso para salvar tanto o seu irmão, como a humanidade, não importa o custo. É muito interessante ver a força e vontade que Dean tem para continuar em frente, mesmo que hajam obstáculos sem solução possível. Eu acredito que sem dúvida, esta personagem vai ficar na memória do público, mesmo anos após esta história chegar ao fim.

 

Supernatural é das minhas séries favoritas e acabou por fazer parte da minha adolescência, apesar de ter começado a ver quando já tinha começado há algum tempo e Dean Winchester foi sempre daquelas personagens que me marcou. Assim, desde o início que Jensen Ackles estava no top da minha lista de atores que gostaria mesmo de conhecer até que chegou o dia de isso acontecer.

 


Em Maio de 2019, eu tive a oportunidade de participar numa convenção exclusiva de Supernatural chamada JIB Con na cidade de Roma, Itália, sendo que um dos convidados era nada menos do que Jensen Ackles, em que este evento é o único no qual este ator está presente na Europa. Por isso, eu acompanhei todos os painéis que pude com a participação dele e também tive sorte de ser uma das poucas pessoas que conseguiu fazer-lhe perguntas sobre esta série que eu estimo muito.

 

De seguida, partilho com vocês, este conteúdo exclusivo que foram as perguntas que fiz ao Jensen Ackles, durante um dos seus painéis da JIB Con 2019 e as respostas respetivas que foram muito bem desenvolvidas por este ator.

 

1. Na série Supernatural, a sua personagem tem várias cenas de ação e luta. Como é a preparação para essas cenas e quanto tempo costuma demorar? Para além disso, existe alguma situação específica que tivesse sido um desafio para si, relativamente a este tipo de cenas?

 

Jensen Ackles: Cenas de luta sim. Preparar para estas cenas depende muito do tipo de cena de luta que é. Se for uma cena de luta que tem uma coreografia forte com muitos movimentos físicos, nós trabalhamos de um modo intensivo e muito é devido ao planeamento da série e de eu e o Jared trabalharmos muito.  Os duplos são pessoas que vêm num dia ou cerca de 2 ou 3 dias antes de filmarmos essa cena, onde eles ensaiam a coreografia e vão mapear os nossos movimentos e depois criá-los.

 

Depois nós aparecemos no dia em que tudo vai ser filmado, onde ficamos de lado a ver os nossos duplos a executá-la. Depois, eu entro e faço algumas vezes com o duplo que está a trabalhar comigo naquele dia. Muitas das vezes, quando são coreografias de luta mais complicadas, Rob Hayter, o nosso coordenador de duplos que tem feito um trabalho fenomenal vai filmar as cenas de luta, uns dias antes de ele editar tudo e depois envia-nos por e-mail para que eu possa ver uma versão daquilo que vamos fazer e assim, eu tentar memorizar os movimentos (demonstra alguns).

 

Quando chegamos lá e está na hora de filmar a cena, nós ensaiamos algumas vezes e até maioritariamente, nós repartimos a cena de luta total e aquilo que vocês vêm é a junção da mesma, mas nós dividimos em sequências e assim, fazermos o início, o meio e o fim, sendo que isso é feito para as mais complicadas.

 

A maior parte das vezes, nós fazemos a cena, onde apenas entramos, perguntamos “Ok, o que eu vou fazer?” e dizem-te “Vais voar para aquela janela”. Eu digo “Ok, parece-me bem. Jessie queres alongar-te?”. Ele diz “Não, estou bem”, por isso eu devia alongar-me mais, mas não o faço, por isso, eu pago o preço.

 

Há muitas pessoas que dedicam muito do seu tempo e esforço para fazerem essas cenas de luta parecerem tão reais como têm sido até agora e as pessoas magoam-se. Na última temporada, eu esqueci-me de me baixar, onde eu estava a trabalhar com um duplo e a maior parte destes profissionais em Vancouver que trabalham nestas produções sabem que eu e o Jared somos bons nestas cenas, por isso eles são exigentes connosco. Infelizmente, naquele dia, ele foi muito exigente comigo e eu apanhei com um punho na direção da minha têmpora e não parei. Foi do tipo, eu bati-lhe e depois ele dava-lhe um murro, em que era suposto eu baixar-me (demonstra o movimento que tinha de fazer), mas eu não o fiz e por isso, eu ajudei-o a bater-me.

 

Ele até fez um “uh” depois de bater-me e eu disse “está tudo bem, continua”. Depois terminámos a cena de luta, houve o “corta” e o Rob, nosso coordenador de ação veio e disse “Tu apanhaste, não foi? Eu vi!”. Eu disse que claro que não e que estava bem, mas acontece e sucede muitas mais vezes do que as pessoas julgam. Com certeza acontece mais com os duplos, porque por vezes eles fazem as partes mais de perto connosco e depois quando são para um plano maior, estes são autorizados para fazer a execução mais difícil e eles fazem. Por vezes, eu vejo determinadas cenas (demonstra a sua reação) que até vou a correr no décor a perguntar se está bem e ele diz que sim. Essas pessoas merecem crédito, pois levam com muita coisa para o vosso entretenimento.   


Este é um evento que eu adorei estar presente, pois acaba por ser muito mais intimista, onde a pessoa tem a oportunidade de fazer perguntas aos convidados e conhecê-los pessoalmente, mas no caso do Jensen Ackles foi mesmo muito poucas aquelas que conseguiram e eu fui uma delas, sentindo-me grata por falar com ele, fazer uma pergunta que há muito tempo tinha curiosidade e principalmente pela resposta longa e espetacular que ele me deu.

 

Jensen é daqueles atores que gosta de contar histórias nos seus painéis, chegando a fazê-lo na resposta à minha questão, tornando-se muito interessante em ouvir e sem darmos conta do tempo a passar. Ele é uma pessoa muito simpática, talentosa e amorosa que deixa as pessoas completamente à vontade, sendo todos os painéis em que participou, daqueles que mais gostei, pois foram divertidos e acima de tudo, exclusivos para os presentes e ficando assim, na lista dos meus painéis favoritos que ficarão sem dúvida, na minha memória, em que também realizei um sonho que tinha desde a minha adolescência. Um agradecimento muito especial a ele por toda a disponibilidade que teve para comigo, esperando que um dia, este ator possa visitar Portugal e também agradecer à organização deste evento por me ter dado a oportunidade de estar presente numa celebração que há muito tempo queria participar.   

 


Aproveito também para partilhar algumas fotografias dos painéis e outras atividades que participou Jensen Ackles e vídeos divertidos protagonizados pelo mesmo na JIB Con 2020.


Brevemente também irei partilhar a minha experiência nesta convenção e também a minha opinião sobre esta série que é Supernatural.



























terça-feira, 29 de setembro de 2020

Minissérie "DES" - uma história verídica sobre Dennis Nilsen, um assassino em série que foi preso, apesar de ser muito inteligente e manipulador

 

A minissérie DES é um drama policial constituído por 3 episódios, em que conta a história de Dennis Nilsen, um assassino em série escocês que foi preso em 1983, após terem sido descobertos restos mortais, perto da sua casa. Inicialmente foi exibido pelo canal britânico ITV, mas estreou no passado dia 15 de Setembro, em exclusivo na HBO Max. É baseada no livro de Brian Masters designado por Killing for Company, onde este tenta entrar no interior da mente de um assassino e tentar perceber a razão pelo qual cometeu tais homicídios. Tem a realização de Lewis Arnold, com argumento de Luke Neal e Kelly Jones, produção de David Meanti e produção executiva de Willow Grylls, Kim Varvell, Charlie Pattinson, Elaine Pyke, Polly Hill, Lewis Arnold, Luke Neal e David Tennant.

 


Dennis Nilsen (David Tennant) era um funcionário público exemplar e simples que passou cerca de cinco anos a assassinar rapazes e jovens que foi conhecendo nas ruas de Londres de 1978 a 1983, em que ficou conhecido como o “assassino gentil”, tendo sido preso em 1983. Apesar de ter confessado ter morto quinze homens, num período de cinco anos, Nilsen não se recorda dos nomes das suas vítimas e por isso, o Detetive Peter Jay (Daniel Mays) terá pelo caminho um processo longo de investigação para descobrir tudo aquilo que aconteceu, mas não será uma tarefa fácil, principalmente quando a principal testemunha do caso é Nilsen que pode ou não estar a manipular as informações que vai fornecendo à polícia. Para além disso, também temos Brian Masters (Jason Watkins) que sendo o biógrafo de Nilsen poderá ter uma perspetiva diferente que pode vir a ajudar a resolver estes assassinatos, mas será que vai ser útil para a investigação?

 

Esta minissérie é protagonizada por David Tennant (Dennis Nilsen), Daniel Mays (Detetive Peter Jay) e Jason Watkins (Brian Masters), tendo também a participação de Ron Cook (Geoff Chambers), Barry Ward (Steve McCusker), Jamie Parker (Alian Green), Pip Torrens (Ivan Lawrence), Ken Bones (David Croom-Johnson), entre outros.

 

Estes três episódios são contados, de acordo com a perspetiva de cada uma destas três personagens que foram baseadas numa história verídica e que chocou naquela época, a sociedade na Grã-Bretanha, sendo o detetive, o criminoso e o biógrafo do anterior a dar o ponto de vista respetivo.  



 

Dennis Nilsen ou DES, como ele gosta de ser reconhecido, é uma pessoa reservada, manipuladora e muito inteligente que consegue esconder muito bem as suas verdadeiras intenções, em que enganava as suas vítimas com facilidade, dando-lhes conforto e atenção para depois matá-las, através de estrangulamento.

 

Ele escolhia e optava por pessoas do sexo masculino sem-abrigo ou que tivessem muitas dificuldades de tal forma que viviam sem eletricidade que este foi conhecendo nas ruas de Londres, desde os anos de 1978 até 1983, onde oferecia comida e caso fosse necessário, alojamento para passar a noite no seu apartamento no norte desta cidade, mas infelizmente a noite não acabava da melhor forma para quem aceitasse o seu convite.

 

Com a generosidade deste estranho era normal que estes homens aceitassem o seu convite, sem pensarem duas vezes, pois tinham necessidades bem específicas, nem que fosse apenas comida quente e um sítio para dormir temporariamente.



 

Nilsen tem uma personalidade peculiar, complexa e perturbadora, onde consegue esconder de uma forma impressionante aquilo que realmente pensa e planeia e são várias as oportunidades em que podemos acompanhar a sua manipulação perante os outros que pode levar a prejudicar ou mesmo facilitar o seu próprio julgamento.



No dia 9 de Fevereiro de 1983, Nilsen foi finalmente preso por ter assassinado quinze homens nos últimos cinco anos, mas o que ninguém esperava é que ele fosse tão aberto sobre o assunto, admitindo o crime, apesar de não se lembrar do nome das suas vítimas e também referindo onde tinha enterrado as mesmas. Tudo parecia tão simples quando na realidade não o era, principalmente se o objetivo principal era dar um nome a cada uma das vítimas deste serial killer que sem dúvida, seria um desafio, encontrá-las quando não existe evidências forenses suficientes para confirmar o ADN respetivo.  

 

Não parece haver uma justificação plausível para Nilsen ter cometido estes crimes, mas será que foi planeado pelo mesmo ou simplesmente este já foi diagnosticado com um determinado problema psiquiátrico que desse um motivo suficiente para isto tudo ter acontecido?

 

David Tennant interpreta este assassino de um modo incrível e plenamente natural, em que o próprio espetador não consegue entender as suas motivações. A sua performance é bem simples, mas cativante para quem está a assistir e sem dúvida, que fez um trabalho excelente a desempenhar este vilão.

 



O detetive Peter Jay é completamente viciado no seu trabalho, fazendo com que a sua vida pessoal seja prejudicada e assim, acaba por não ter qualquer tipo de relação com os seus filhos. Um dos seus objetivos é obter justiça para o maior número de vítimas que sofreram nas mãos de Nilsen, chegando a um ligeiro ponto de obsessão pelo caso, levando a que possa ser fundamental para resolver esta investigação.

 



Nesta história temos a oportunidade de entrar na mente de um assassino em série, principalmente devido às suas conversas com o seu biógrafo, Brian Masters, mas será que chegamos a entender os motivos que levou Nilsen a assassinar cerca de 15 homens ou ficamos pelas nossas teorias? Também Brian Masters tenta entender o porquê dos atos de Dennis Nilsen, mas será que ele consegue chegar a algum tipo de conclusão?


 

Nilsen tem um plano para pôr em prática, mas será que vai conseguir enganar todos com a sua colaboração? Lidar com um homem como Nilsen pode ter consequências para as pessoas ao seu redor, seja a nível pessoal ou mesmo a nível profissional, dependendo do indivíduo.

 


Ao longo da investigação, o detetive Peter Jay e a sua equipa vai fazer os possíveis para identificar todas as vítimas e comprovar ao tribunal que houve premeditação nestes crimes e sendo que Nilsen tem responsabilidade total perante os seus atos, mesmo que seja uma tarefa bem difícil de concretizar, mas eles não irão desistir.

 

Esta minissérie de drama foca num dos serial killers mais famosos na história do Reino Unido em que inclui crimes estranhos que deixam qualquer um perplexo e com vontade de saber as razões pelas quais tudo aconteceu. Para além disso, também podemos ver a sentença que foi dada a este homem depois de um período longo de investigação e ponderação que foi dado a este caso e saber se Nilsen estava em plena consciência quando cometeu os crimes ou se estava tudo planeado ao máximo pormenor?


 

Será que a polícia vai conseguir angariar provas suficientes para condenar este criminoso ou ele conseguiu destruir as evidências por completo e a tempo? Apesar de a polícia conter recursos para fazer a sua investigação, estes acabam por ser limitados, pois é necessário mais dinheiro para investir em mais funcionários e os superiores não estão interessados em resolver este crime, mas sim fechá-lo o mais depressa possível para que não lhes afete a reputação do departamento policial.



Esta é uma história que está muito bem realizada e estruturada a nível técnico, em que o espetador tem a oportunidade de ver esta versão verídica e assim, ter a sua própria opinião sobre este crime e o respetivo final. Para quem gosta de temas relacionados com crime, histórias verídicas, investigação e drama, esta é uma boa opção que sem dúvida, deviam ver, mesmo que não tenha sido muito referenciada pela imprensa.


 

Ao longo destes três episódios são várias as reviravoltas surpreendentes que vão sucedendo nesta história criminal, em que existe a possibilidade de ocorrer identificações de algumas das vítimas deste assassino em série e vamos acompanhando o julgamento do mesmo e o trabalho destes investigadores que apesar de conterem recursos limitados, estes fazem o melhor que conseguem, mas fica a pergunta, é se será suficiente para condenar Dennis Nilsen e assim, fazer-se justiça para com as suas vítimas?