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domingo, 28 de março de 2021

Série "The Irregulars" da Netflix - quando John Watson e Sherlock Holmes contratam um grupo de jovens para investigarem casos relacionados com o sobrenatural

 

The Irregulars (que também pode ser designado por O Bando ou Os Irregulares de Baker Street, em português) é uma série original da Netflix de drama policial, mas com uma mistura de mistério que tem atualmente uma temporada com oito episódios e estreou recentemente, tendo sido criada e escrita por Tom Bidwell que também é produtor executivo da mesma, com produção de Rebecca Hodgson e baseando-se nos livros do Sir Arthur Conan Doyle.  

A história desenrola-se nas ruas de Londres durante a época Vitoriana no século XIX, onde um grupo de adolescentes que inclui Bea (Thaddea Graham), Jessie (Darci Shaw), Billy (Jojo Macari) e Spike (McKell David) e vive numa cave húmida até que um dia, eles são contratados pelo Dr. John Watson (Royce Pierreson) e o seu sócio misterioso, Sherlock Holmes (Henry Lloyd-Hughes) para recolherem informações vitais para solucionar crimes estranhos que eles não imaginavam que poderiam estar relacionados com o mundo do sobrenatural. A eles, junta-se Leopold (Harrison Osterfiel) que esconde segredos sobre a sua verdadeira identidade, mas que até poderá ser útil em pistas que vão surgindo durante estas investigações. Será que Bea, Jessie, Billy, Spike e Leo serão capazes de chegar à verdade e assim, resolverem os crimes aterrorizantes que vão surgindo nesta cidade britânica?

O elenco é constituído por Thaddea Graham (Bea), Darci Shaw (Jessie), Jojo Macari (Billy), McKell David (Spike), Harrison Osterfiel (Leopold), Royce Pierreson (Dr. John Watson), Henry Lloyd-Hughes (Sherlock Holmes), Clarke Peters (Homem do Linho), entre outros.

Divulgação: Netflix

Algo chegou a Londres, uma escuridão que entrou nesta cidade, criando uma ameaça para todos e possivelmente, o caos, caso não seja impedida.

Os Irregulares são um grupo de jovens destemidos e irreverentes que vivem num dos locais mais obscuros da cidade de Londres, sendo que cresceram nas ruas e antes disso, viveram num reformatório e felizmente, sobreviveram. Juntos, eles terão de fazer o que for necessário para salvarem não só Londres, mas também o mundo inteiro.

Divulgação: Netflix

Este bando é constituído por Bea, Jessie, Billy e Spike que vive com muitas poucas condições numa cave de um bar em Londres. Eles são órfãos que foram criados em reformatórios que não davam as melhores condições e depois cresceram na rua, mas são pessoas que sem dúvida, lutam uns pelos outros, não importa o que aconteça. Mais tarde, entra para o grupo, Leo que vai aprender muito com este quarteto.

Este é um grupo de jovens que lida com os seus problemas e traumas à sua maneira, mas a vida deles acaba por mudar quando a dupla John Watson e Sherlock Holmes os contrata para ajudarem a resolver casos mais complicados que chegam às mãos destes investigadores que estão relacionados com o sobrenatural. Assim, eles dedicam-se a investigar fenómenos paranormais e lutam contra monstros.

Pode conter spoilers!

Divulgação: Netflix

Beatrice ou Bea é obstinada, inteligente e a líder deste grupo, designado pelos Irregulares que passou por momentos complicados na sua vida, sendo que viver na rua não é tarefa fácil, fazendo com que tenha de crescer mais depressa e tornar-se assim, numa pessoa responsável e independente que é capaz de tomar conta da sua irmã mais nova, Jessie desde muito cedo, em que ela acha que precisa de cuidado extra. Apesar de ser autoritária e de ter tido uma vida dura, ela é humilde, tem compaixão e um bom coração de tal forma que é dedicada aos outros e quer que todos estejam em segurança, principalmente Jessie.

Num dia, Bea é recrutada pelo Dr. Watson para que possa ajudar a ele e ao seu parceiro em algumas das suas investigações e ela será bem compensada se for bem-sucedida. Ao longo dos episódios, Bea vai sendo posta à prova, será que ela vai conseguir ultrapassar todos os obstáculos que vão ser colocados no seu caminho?

Divulgação: Netflix

Depois temos Jessie que tem uma personalidade muito diferente da sua irmã mais velha, Bea. Ela é uma rapariga sensível e doce, mas que tem pesadelos misteriosos que são assustadores, arrepiantes, recorrentes e que parecem ser bem reais, porém ela não se consegue livrar, sendo que é uma parte que é muito destacada ao longo dos episódios. Será que estes pesadelos a podem magoar na realidade ou têm um significado?

Aos poucos, começamos a perceber que Jessie é especial e tem um dom que implica entrar na mente dos outros e que consegue ver coisas que as pessoas normais não têm capacidade de observar. Jessie pensa que é um fardo para todos e é louca, pois tem de ter sempre alguém a vigiá-la e tem estado constantemente presa na cave, sem que possa sair. Por isso, ela sente que a tratam de maneira diferente, mas através de uma personagem misteriosa, o Homem do Linho que não sabemos quais são as suas verdadeiras intenções acaba por ajudar Jessie a descobrir mais sobre os seus pesadelos e a conhecer melhor os seus poderes, em que ela tem de se lembrar que o que julgava ser loucura é poder.

Jessie pode ser a chave para lutar contra a escuridão que está a chegar a Londres, graças às suas aptidões, mas para isso acontecer terá de sofrer uma transformação e enfrentar os seus medos e lutar contra eles, sendo que ela é das personagens que tem um maior amadurecimento durante estes oito episódios. Será que ela vai conseguir vencer os seus medos e que vai estar disposta a sacrificar-se pelo bem da humanidade, caso seja necessário?

Divulgação: Netflix

Para além disso desta dupla de meninas, também temos Billy que é leal e tem a força mais física do grupo ou seja, os músculos, sendo que tem dificuldades em controlar-se e fará o que for preciso para proteger o seu bando, ao mesmo tempo que lida com os problemas do seu passado. Spike apresenta as cenas mais leves e divertidas da história, em que fala muito rápido e diz aquilo que os outros precisam de ouvir, dando bons conselhos e acabando por ser quem faz o que for necessário para que o grupo se mantenha unido.

Divulgação: Netflix

Por fim, temos Leopold ou Leo que é muito esperto, culto, chique e o único que não cresceu nas ruas, mas que se sente isolado e sozinho. É uma personagem completamente oposta aos restantes, sendo que nunca teve dificuldades em sobreviver e tem uma educação muito mais exigente, devido à sua posição como membro da família real britânica ou seja o filho da rainha de Inglaterra. Ele está proibido de sair do palácio, pois tem uma saúde que é muito sensível, mas Leo quer passear pela cidade e conhecer as profundezas de Londres e simplesmente viver uma vida normal e simples, sem que esperem nada dele e que possa ser ele próprio e por isso, ele esconde a sua verdadeira identidade por um longo período de tempo. Como será que os outros vão reagir quando descobrirem a verdade?

Quando Leo conhece o bando que vive no bar Duck and Quiver e começa a apaixonar-se por Bea, ele tenta ser útil, nem que seja através dos seus conhecimentos em literatura e começa a perceber o verdadeiro significado da amizade e com eles, Leo sente-se livre, sem que tenha de dar justificações a ninguém, acabando por estar a viver por uns tempos do modo que sempre desejou, em que não havia problema em ser uma pessoa quebrada.

Estas investigações não existiam se não fosse pelo facto do Dr. John Watson ter recrutado estes adolescentes para que em seu nome e no de Sherlock Holmes desvendassem as pistas que faziam parte de cada caso.

Divulgação: Netflix

O médico John Watson e o seu sócio, Sherlock Holmes gerem uma pequena agência de detetives localizada em Baker Street 221B e são homens respeitáveis, mas não têm acesso às zonas mais desonrosas de Londres e por isso, Watson oferece a Bea para pagar pelos seus serviços, caso ela lhe traga informações que só podem ser obtidas por alguém que viva nas ruas de Londres, como é o caso dela e dos seus amigos. Mas o que Bea não sabia inicialmente é que Watson escondia segredos que podiam ser importantes para o desenrolar das suas investigações, acabando por acontecer um desenvolvimento na relação entre estes dois.

Esta versão de Sherlock Holmes não é bem aquela que estamos habituados a ver, sendo que neste caso acaba por ser um tipo de sombra do detetive brilhante que foi no passado, pois este é um Sherlock mais perturbado, preso nas suas memórias e de certa forma, mais cobarde e dependente de drogas, em que temos a oportunidade de compreender a razão pelo qual é assim.

Divulgação: Netflix

Esta é uma história, onde tudo pode acontecer. Desde estes jovens serem perseguidos por um grande bando de corvos furiosos, passando por tragédias que podem surgir em qualquer esquina e homicídios macabros em que ocorrem eventos que não fazem sentido e até a luta contra monstros, onde pessoas ganham poderes do nada e usam para o mal. São crimes violentos que precisam de ser parados o mais rapidamente possível, mas não será um desafio fácil para Bea, Jessie, Billy, Spike e Leo e juntos terão casos para investigar, ao mesmo tempo que têm de enfrentar os seus próprios medos e lidar com os efeitos dos seus atos para que possam vencer.

Esta série de mistério, investigação e terror é cheia de revelações que traz boas surpresas e aborda vários temas, tais como, as sociedades secretas dedicadas ao estudo do paranormal, o preconceito, a magia, a amizade, a importância dos relacionamentos, diferenças entre classes sociais, o poder, a ganância, o oculto e a ocorrência de fenómenos muito estranhos relacionados com o sobrenatural, descobrindo a origem e a fonte dos poderes dos monstros que vão surgindo pela cidade.

Todo o horror, terrores e tumultos que chegam a Londres está relacionado com uma fenda que se abriu na barreira entre este mundo e o próximo, criando manifestações de distúrbios bem profundos que podem trazer uma ameaça para o mundo. Esta é uma fenda que dá poderes, pegando no lado negativo e mais sombrio de um indivíduo, deformando-o e fazendo com que se torne num monstro com planos bem explícitos de destruição.

Divulgação: Netflix

Esta série é contada de uma forma bem moderna apesar de desenrolar-se no século XIX numa cidade húmida e cruel que evidencia bem a diferença entre o povo que tinha um ar sujo com a sociedade que vivia no luxo. É uma história que foi bem produzida e é muito fácil de se compreender, em que é constituída por uns ótimos efeitos visuais, sendo que esta envolve quem está a ver, tendo sido contada de um modo simples e fluído, criando um ambiente bem próprio à época inserida com os seus cenários bem apresentados.

É uma visão distinta daquilo que possamos esperar que foca num grupo de jovens que tem aventura, romance e terror, em que os opostos se atraem, mas que transmite uma mensagem relevante em que mesmo na escuridão existe uma luz que vale a pena lutar por mais obstáculos que possam vir a surgir e em que cada uma das personagens tem um papel específico no desenrolar dos acontecimentos e não é necessário esconder a sua identidade para que possa ser aceite pelos outros. Neste caso, as investigações não seriam desvendadas da mesma forma se não fosse por estes jovens que fizeram toda a diferença nestes oito episódios.

The Irregulars é uma realidade alternativa com suspense onde o universo do Sherlock Holmes é sobrenatural e misterioso, tendo a participação de algumas personagens relevantes neste mundo, tais como o Mycroft Holmes ou o Inspetor Lestrade, entre outros e com um lado mais leve e cómico e outro apresentado através de flashbacks, onde são constados os eventos relacionados com a morte de Alice, a mãe de Jessie e Bea. O elenco fez um bom trabalho, apesar de não me ter identificado com todas as personagens, principalmente a de Sherlock e Watson. Esta é uma produção que vale a pena a sua maratona, pois teve sem dúvida, os seus momentos interessantes como a forma como foi explorada a amizade destes jovens e muito mais que vai prendendo a atenção e criando a vontade em querer ver mais.



sábado, 15 de agosto de 2020

Série "Sherlock" - a melhor e mais brilhante adaptação das aventuras de Sherlock Holmes e do seu parceiro Dr. John Watson

Com 4 temporadas, Sherlock é uma série britânica do canal BBC, que tem como adaptação, as histórias escritas por Sir Arthur Conan Doyle, sendo criada por Steven Moffat e Mark Gatiss, iniciando em 2010 e terminando em 2017. É constituída por 13 episódios, que estão divididos em 3 episódios, de cerca de 90 minutos, em cada temporada e ainda um episódio especial. Foi produzida pela Hartswood Films e atualmente está disponível na plataforma da Netflix, apesar de já ter sido exibida pelo canal AXN e RTP2, mas este é um drama policial que já foi transmitido a mais de 180 países.

Esta história desenrola-se na cidade de Londres, onde Dr. John Watson (Martin Freeman) procura um sítio para viver e conhece Sherlock Holmes (Benedict Cumberbatch). Depois irão formar uma equipa para ajudar a desvendar investigações, que só eles conseguem resolver. São vários os mistérios, mas com a inteligência de Sherlock e com a parceria de Watson vai ser difícil os criminosos escaparem.

 


O elenco é constituído por Benedict Cumberbatch (Sherlock Holmes), Martin Freeman (John Watson), Una Stubbs (Sra. Hudson), Rupert Graves (Greg Lestrade), Andrew Scott (Jim Moriatry), Mark Gatiss (Mycroft Holmes), Louise Brealey (Molly Hopper), Vinette Robinson (Sally Donovan), Jonathan Aris (Anderson), Lara Pulver (Irene Adler), Amanda Abbington (Mary Morstan), entre outros.

 



Esta série é escrita por Mark Gatiss, Steven Moffat e Stephen Thompson e com Sue Vertue como produtora, sendo constituída por episódios que seguem assassinos em série, assaltos misteriosos, gangs, casos relacionados com a família real de Inglaterra, atividades estranhas feitas numa base militar, entre outros que podem pôr em causa a segurança do país.

 

Esta versão utiliza tecnologias muito mais recentes, tais como computadores, telemóveis, Internet, SMS ou GPS que são ferramentas essenciais para investigar um determinado caso ao contrário das outras adaptações que desenrolavam-se em épocas muito mais antigas.

 

Ao longo dos episódios surgem enigmas que não serão fáceis de resolver, mas quando se tem alguém na equipa como Sherlock, significando que mais cedo ou mais tarde, tudo será desvendado.

 



Sherlock é um homem brilhante e excêntrico na forma como se comporta perante os outros, que ajuda a Polícia Metropolitana de Londres a desvendar crimes e mistérios, através da sua parceria com o detetive Greg Lestrade. É uma pessoa que toca violino, muito inteligente, com grandes capacidades de observação e intuição, mas descreve-se como um sociopata altamente funcional, que está constantemente em perigo.

 



Ele está isolado no seu próprio mundo e praticamente só trabalha em casos que não tenham quaisquer pistas e soluções à vista e também quer mostrar e provar que é extremamente mais inteligente e genial que os outros, através do seu talento de conseguir criar ligações com as pistas de uma forma rápida, devido à velocidade do seu pensamento estar sempre em alta e assim, mais ninguém tem a capacidade de o ser da mesma forma que ele.

 

Este é um investigador bizarro, frio e arrogante, nos quais contém algumas das características do Síndrome de Asperger e que utiliza adesivos de nicotina. Inicialmente, algumas das personagens duvidam das capacidades de Sherlock para fazer um trabalho eficaz, mas aos poucos acabam por chegar à conclusão que estavam errados e começam a depender completamente do talento de Holmes. Aos poucos, Sherlock torna-se num tipo de celebridade, devido ao êxito que tem em resolver casos e por isso são vários aqueles que irão pedir a sua ajuda. 



 

Sherlock é um génio à sua maneira, com uma intuição bem apurada, conseguindo resolver mistérios que parecem impossíveis de decifrar, mas é completamente anti-social e antipático, em que representa dificuldades em interagir com a sociedade, pois está constantemente a insultar e usar as pessoas para os seus planos, mas mesmo assim, algumas das personagens continuam a ter um carinho profundo por ele, por mais vezes que ele os possa vir a magoar.

 

Esta é uma pessoa peculiar que consegue reter uma grande quantidade de informação num tipo de palácio da mente, que gosta de nomear, tendo a capacidade de influenciar todos à sua volta e acaba por ter atitudes perigosas que podem afetar as restantes personagens, pois existem situações nos quais ele ultrapassa todos os limites a nível moral, mas chegamos à conclusão que existe uma razão pelo qual Sherlock age de uma forma específica, estando relacionado com memórias retidas de um trauma de infância que teve. Mas será que algumas das ações de Sherlock terão algum tipo de consequências para ele?



 

Infelizmente, existem situações nos quais Sherlock ultrapassa todos os limites a nível moral, mas chegamos à conclusão que existe uma razão pelo qual ele age de uma forma específica, estando relacionado com memórias retidas de um trauma de infância que teve. Para além disso, o seu irmão Mycroft está sempre a fazer o que é necessário para proteger Sherlock e há momentos que parece que influencia os eventos à volta para beneficiá-lo, evitando que vá parar à prisão.

 


Ao longo dos episódios, Sherlock também tem a oportunidade de descobrir mais sobre o seu passado, incluindo partes que não tem qualquer tipo de lembranças, sendo revelados tanto segredos da família Holmes, como traumas que Sherlock tem enterrados no fundo da sua mente e onde temos a oportunidade de ver Louis Moffat a desempenhar a versão mais nova desta personagem. Será que os seus inimigos vão aproveitar a oportunidade para descontrolá-lo ou o seu lado mais psicológico está bem controlado?

 

Temos a oportunidade de ver como funciona a mente de Sherlock, como por exemplo, os seus pensamentos, nos quais são apresentados através de elementos gráficos para referir o que está no seu interior e para além disso, também acompanhamos a forma como são resolvidos os crimes e mistérios numa cidade de Londres mais moderna.

 



A personagem de Sherlock Holmes é sem dúvida, uma das mais carismáticas existentes no mundo do entretenimento, que é um tipo de génio que ao mesmo tempo tem atitudes loucas. Será que chegamos a ver um lado mais humano de Sherlock?

Benedict Cumberbatch faz uma interpretação incrível desta versão de Sherlock, nos quais considero, que esta seja a minha favorita até agora. Este ator interpreta uma personagem muito complexa, com uma personalidade muito peculiar, que nem sempre é fácil, uma pessoa lidar. Tem uma inteligência fascinante e a forma como vai resolvendo as suas investigações é muito interessante, pois vai dando atenção aos mínimos pormenores que lhe são apresentados e para além disso, ele vai encaixando todas as peças do puzzle até conseguir desvendar cada mistério.

 

Este ator faz um trabalho plenamente credível com uma intensidade complexa no desempenho desta versão mais moderna de Sherlock, tendo uma boa representação de como seria esta personagem no mundo atual através das suas expressões faciais e movimentos corporais e sem dúvida, que não haveria outra escolha possível, senão Benedict.

 



John Watson é um médico que foi atingido por uma bala enquanto estava a servir o exército britânico no Afeganistão, fazendo com que tivesse de regressar a Londres em Inglaterra para cuidar da sua saúde que trouxe-lhe alguns traumas por resolver, seja a nível físico como emocional. Ele não imaginava os obstáculos que teria de enfrentar depois de voltar do seu serviço militar, sendo uma pessoa sem trabalho, com problemas financeiros e com dificuldades em encontrar um sítio para viver.

 

Um dia, John conhece Sherlock que está à procura de alguém para dividir um apartamento no centro de Londres, acabando por tornarem-se numa dupla imprescindível e imbatível a resolverem crimes juntos.


 

Watson aproveita para criar um blog, em que partilha as suas histórias e aventuras com Sherlock e a sua jornada com este detetive, durante os casos que vão investigando, ao mesmo tempo que tenta ultrapassar os traumas causados por eventos da guerra no Afeganistão. As publicações de Watson tornam Sherlock numa celebridade, conseguindo assim, adquirir cada vez mais casos e mistérios, seja por parte do governo ou por pessoas com alguma influência e riqueza.

 


A relação entre Sherlock Holmes e John Watson vai sendo explorada ao longo dos episódios, onde a parceria entre estas duas personagens vai ser posta à prova, com desafios e obstáculos que terão de enfrentar juntos, sendo que é interessante ver como eles complementam-se um com o outro, tornando-se assim em bons parceiros.

 

É muito interessante ver uma relação de amizade tão forte e profunda quanto a de John com Sherlock, que faz com que chegue a ponto que arriscam a sua própria vida para salvar o outro do perigo e como uma amizade pode vir a ajudar a ultrapassar traumas pessoais e criar uma certa mudança na personalidade de cada pessoa.

 



Mas Sherlock não é a única pessoa que chega a fazer parte da vida de John. Mary foi essencial e tem um papel fundamental na evolução e na vida deste médico, apesar de esconder segredos e ter tido um passado mais conturbado.

 

Um dos pontos positivos da série é sem dúvida, a dinâmica e química excelente partilhada entre Sherlock e John, sempre que estão em cena. Em determinadas situações, Watson praticamente não questiona as atitudes e decisões do seu parceiro, mas consegue trazer de uma certa forma, a humanidade escondida de Sherlock, sendo um género de bússola moral para ele. São várias as cenas repletas de emoção que pode fazer ultrapassar os limites de cada uma destas personagens e tanto Benedict como Martin têm uma performance muito intensa e magnífica e dá para ver a qualidade extrema do trabalho destes dois atores.

 


Nesta história é explorado o conflito intenso, constante e mortal entre Sherlock Holmes e Jim Moriarty, nos quais têm uma relação muito complexa e estranha um com o outro, que podem pôr em risco milhares de vidas na cidade de Londres.

 

Moriarty é o principal inimigo de Holmes que consegue perturbá-lo de uma forma muito intensiva, acabando por afetar por vezes a sua mente. Ele é um psicopata que faz os possíveis para encurralar, destabilizar e destruir a vida de Sherlock, mas também a sua imagem e reputação respetiva.



 

Este vilão é uma pessoa instável, impulsiva e assustadora e que gosta de criar armadilhas para o seu inimigo, mas será que Sherlock irá descobrir os seus planos a tempo?

 

Chega a uma altura que Moriarty obriga Holmes a resolver vários casos que não parecem ter qualquer tipo de ligação, ameaçando matar um número elevado de pessoas em Londres com bombas.



 

Moriarty é uma personagem popular, um pouco cómica, que representa o caos e cria planos muito perigosos e surpreendentes, que têm o objetivo de destruir e matar Sherlock, tornando-se irritante para alguns, mas sem dúvida que marcou a série, como um dos seus melhores vilões e Andrew Scott está de parabéns pela interpretação magnífica desta personagem que vai ficar na memória do público.

 



Uma das personagens que o público desenvolveu carinho foi a Sra. Hudson que é a proprietária do apartamento onde Sherlock Holmes e John Watson vivem e recebem os seus clientes em Baker Street em Londres. Ela acaba por ser uma figura maternal para esta dupla, sendo responsável pela parte mais leve e cómica da história, tentando aliviar algumas das tensões que vão sucedendo, nem que seja perguntar se a pessoa quer uma chávena de chá.

 



Para além disso, também temos a patologista Molly Hooper do St Bartholomew’s Hospital dá assistência ao Sherlock no seu laboratório, ajudando em alguns dos seus casos, mas tem um certo interesse amoroso por ele, apesar de ele não lhe dar atenção nenhuma, mesmo que ela não se importe, pois fará o que for necessário para ajudar este detetive, mesmo que tenha de colocar a sua vida em segundo plano.


 


Para além de Moriarty, Toby Jones interpreta um dos vilões da história chamado Culverton Smith, em que o espetador não sabe o que esperar desta personagem, acabando por se surpreender a cada atitude que vai sendo tomada por este homem com poder, dinheiro e fama, confundindo a pessoa sobre qual é o seu principal objetivo e tendo algumas reviravoltas interessantes.

 

Uma das principais vantagens que temos na existência desta série é acompanhar as aventuras de Sherlock Holmes no século XXI em Londres ou seja numa cidade mais moderna, cheia de tecnologia em que serão utilizadas algumas dessas ferramentas, com o objetivo de resolver crimes.



 

As investigações de Sherlock Holmes são legendárias no meio policial, sendo este como um dos detetives mais famosos por todas as suas peculiaridades, desde a sua criação em 1887, através das histórias de Arthur Conan Doyle.  

 

Esta série do detetive mais famoso do mundo tornou-se num fenómeno e sucesso autêntico, onde tem admiradores em vários países espalhados pelo mundo e onde já teve a oportunidade de ganhar diversos prémios, que inclui os Emmys, BAFTAs, entre outros. E não seria a mesma se não tivesse uma banda sonora bem envolvente, incluindo o seu genérico, sendo criada por David Arnold e Michael Price e constituída por músicas emblemáticas que criam uma boa ligação com algumas das cenas mais importantes da história.

 



Num geral, esta série britânica tem um elenco de luxo que fez interpretações brilhantes e formidáveis das suas personagens, com uma boa direção, contendo um argumento muito bem escrito e construído, nos quais conseguiram adaptar várias das histórias mais conhecidas de Sherlock Holmes que foram criadas por Arthur Conan Doyle, sendo na minha opinião, como uma das melhores adaptações feitas até hoje.

 

Sherlock foi uma ótima surpresa para os fãs desta personagem, superando quaisquer expetativas que existissem. Têm uma ótima produção e uma história tão bem estruturada que vicia e prende a atenção do espetador desde o início até ao fim, acabando por não criar qualquer tipo de incómodo por cada episódio conter 90 minutos.

 



Esta é uma história excelente com ótimos mistérios que é constituída por diálogos interessantes e bem conduzidos que são ditos de uma forma inteligente, em que dão atenção aos mínimos detalhes, ao mesmo tempo que utilizam tecnologia mais recente, de forma que todos os pormenores possam ser fundamentais para que um determinado caso seja resolvido. O espetador tem a oportunidade de criar as suas próprias teorias, mas nem sempre chegam a ser as mais corretas, pois existem momentos em que a pessoa é surpreendida, de uma maneira que acaba por ter uma mistura de emoções e pensamentos, ficando satisfeita com os acontecimentos que vão sucedendo.

 

As personagens são levadas ao limite, sendo testadas constantemente, ao mesmo tempo que são muito bem exploradas e desenvolvidas, dando a oportunidade para contar o caminho percorrido por cada uma destas e onde o espetador cria uma ligação de empatia com estas pessoas, fazendo com que ocorra uma mistura de sentimentos quando acompanhamos esta história, ou seja, o público sente-se envolvido naquilo que está a ver no momento e nem dá conta do tempo que vai passando em cada episódio. É muito interessante ver que cada personagem acaba por ter um lado mais misterioso e aos poucos vamos conseguindo desvendar os segredos escondidos de cada uma.

 



Em alguns episódios podemos acompanhar determinados jogos mentais que são feitos com as personagens, mas também com o próprio espetador e havia momentos que parecia que estávamos no interior da mente de Sherlock, tornando a experiência entusiasmante. Também podemos ver segredos a serem desvendados e as personagens a enfrentarem os seus medos e a superarem desafios relevantes para a evolução da respetiva personalidade.

 

Apesar de ser uma série dinâmica, eu acho que em determinadas situações podia ter sido muito mais bem equilibrado do que realmente foi. Esta é uma história que sempre teve expetativas altas para o público, principalmente após um longo tempo de espera por novos episódios e num geral não desiludiram, apesar de eu achar que a 4ª e última temporada chegou a um ponto que a pessoa começa a estranhar o modo como foi sendo desenrolado os últimos episódios e contendo partes mais confusas, surpreendendo assim, pela negativa.



 

A última temporada não é tão focada em resolver crimes, mas sim em explorar mais o passado de Sherlock e a respetiva ligação com os seus familiares e na minha opinião houve falhas no argumento, tornando-se numa temporada muito menos interessante e com uma qualidade inferior ao que já estávamos habituados. Mesmo que tivesse desiludido um pouco os seus admiradores, esta não deixou de ser uma temporada que desse vontade de não acompanhar.

 

Com a série Sherlock conseguiram construir um dos melhores produtos de entretenimento dos últimos anos, que tenta dar uma visão dos livros de Arthur Conan Doyle num mundo mais moderno e conseguem fazê-lo de uma forma competente com uma mensagem bem transmitida, pois tornou-se num grande sucesso a nível mundial. Existem algumas diferenças dos livros para a série, mas não deixa de ser genial e com uma qualidade excelente, conseguindo assim, cumprir o seu próprio e tornar-se numa das melhores adaptações destes livros.




 


Esta é uma história curta de mistério e suspense com revelações e reviravoltas inesperadas, cenas emocionantes que segue o seu próprio ritmo, sendo tudo desenvolvido de uma forma esplêndida, fascinante e surpreendente. É constituída por uma fotografia, cenários, localizações e guarda-roupa muito bem escolhidos e por uma montagem, edição, realização e efeitos visuais muito bem trabalhados e com uma ótima qualidade. Sem dúvida, que está na lista das melhores produções realizadas até hoje, contendo ação, drama e humor e que colocam as emoções do público à prova e com momentos obscuros que deixa a história mais pesada, mas sem exageros.

 



Esta série merece um reconhecimento digno na inteligência e criatividade incrível e fantástica dos seus criadores, que acaba por dar um certo final para a história, apesar de eu achar que poderiam no futuro voltar, pois ainda tinha muito mais para dar. Mesmo que já tenha terminado há alguns anos, Sherlock continua a deixar saudades para os fãs das aventuras desta personagem e vale a pena de ser vista por quem ainda não teve oportunidade de o fazer.