terça-feira, 8 de dezembro de 2020

A minha viagem à maravilhosa e mágica, Ilha de Capri, em Itália

 

Hoje resolvi partilhar sobre a minha experiência de 2 noites em Maio de 2019 num dos meus destinos favoritos que foi visitar a ilha de Capri em Itália. A ilha de Capri é dividida em duas zonas, Capri como a mais turística e Anacapri que fica na parte mais alta da ilha, onde a maior parte dos seus residentes vivem, sendo que a melhor forma para se deslocar até lá seja através de um ferry como é o caso da Caremar. Pode deslocar-se a partir dos dois portos de Nápoles, seja no Calata Porta di Massa ou no Molo Beverello que tem horários limitados e os bilhetes podem ser comprados no próprio dia.    

 

Capri é uma ilha relativamente pequena, apesar de haver muito por conhecer e caminhar, pois a sua subida até Anacapri é bastante intensa, onde a circulação de carros não é permitida, exceto residentes e assim estão disponíveis linhas de autocarros e o próprio funicular para se ir deslocando por lá. Quem chega com malas pode optar pelos táxis locais, mas aviso que o preço não é nada barato, mas no meu caso valeu bem a pena, pois eu resolvi ficar alojada na zona mais calma de Anacapri.


 

Um dos melhores conselhos que posso dar é se quiserem explorar a ilha, então tentem fazê-lo tudo a pé, pois são caminhadas que vão valer muito a pena. Caso queira deslocar-se pelos arredores da ilha para verem grutas, praias paradisíacas e aproveitar a praia, vá de barco, sendo que é um passeio muito interessante de se fazer e eu tive oportunidade de o fazer em que eu considero como uma das coisas que mais gostei de fazer nessa viagem.


 

Existem várias formas para a pessoa deslocar-se por Capri:


- Teleférico/Funicular: vai desde a Marina Grande até Capri e a subida tem uma vista muito bonita e está disponível a cada 15 minutos; 


- Autocarros locais: percorre toda a ilha e estão disponíveis a cada 15-20 minutos, sendo que é a forma mais económica de deslocar-se entre Capri e Anacapri e atenção que estes autocarros são muito pequenos no seu interior para que possam atravessar as zonas mais estreitas, por isso optem por ir com antecedência para depois não estarem muito tempo à espera;


Táxi: como referido anteriormente é uma das formas mais caras para se circular pela ilha, mas quando a pessoa tem malas compensa, sendo que não são os típicos táxis que estamos à espera, pois são específicos para passarem por sítios mais estreitos que outros carros não conseguem e podem encontrá-los na Piazza Martiri d’Ungheria em Capri e na Piazza Vittoria; 


Barco: esta é das melhores opções para explorar os arredores da ilha, visitar as grutas e nadar nas suas águas cristalinas e aproveitar o que melhor pode oferecer a nível de privacidade;


A pé: esta é das melhores opções, principalmente nas ruas que são mais estreitas e pelas distâncias serem relativamente curtas. Está tudo muito bem sinalizado e indicando a distância que os pontos turísticos vão estando, no período que a pessoa vai caminhando;


Aluguer de motos: eu não escolhi esta opção, mas se quiserem podem optar por alugar motos e explorarem a ilha dessa forma.


 

Como referido anteriormente, caminhar é um dos programas mais deliciosos da ilha e as suas vistas são sempre lindas. Optem por fazer os trajetos principais de autocarro e prepare as suas pernas para descobrir e explorar da melhor forma possível. Desde a Marina Grande ao centro de Capri são cerca de 45 minutos a subir, depois de Capri a Anacapri são cerca de 1 hora de subida ou 30 minutos de descida, utilizando os seus longos degraus, onde está tudo muito bem sinalizado para a pessoa não se perder e por fim de Capri à Marina Picola são cerca de 30 minutos de subida ou 15 minutos de descida.

 

Uma das coisas que deve estar obrigatoriamente no itinerário é o giro dell’isola ou seja a volta à ilha, sendo considerado como um dos passeios mais deliciosos de Capri, passando por dentro dos Faraglioni e parando em vários cantinhos fotográficos, grutas escondidas, entre outros. Acaba por tornar-se num momento muito especial desta viagem em que estamos repletos dos tons de azul da água desta ilha e por isso, aconselho-vos a reservarem uma viagem de barco pela ilha, onde são várias as empresas que oferecem esse serviço, em que cada uma tem a sua peculiaridade.




Piazzeta de Capri - Piazza Umberto I


O "coração" de Capri é a Piazza Umberto (mais conhecida por la Piazzetta), rodeada pela Torre dell'Orologio e por uma série de lojas, cafés e restaurantes.


A praça central de Capri tem um relógio, uma igreja, vários cafés, e também tem uma vista deslumbrante do Oceano. A Piazzetta é um ponto de passagem obrigatório para quem visita a ilha que fica no alto do teleférico e é bem pequenina. Até nem parece uma praça, mas é nela que estão boas opções de restaurantes com mesas e que liga a uma das ruas mais importantes da ilha, sendo considerada como um dos melhores lugares para aproveitar o clima da ilha. 



Via Camerelle


A Via Camerelle é uma das ruas mais chiques de Capri, em que concentra a maior quantidade de lojas de luxo, desde Armani, Louis Vuitton, Hèrmes até lojas de joias e muito mais. Começa com boutiques elegantes, pelo meio tem restaurantes exclusivos e termina com hotéis e grandes mansões. 


A minha passagem por esta rua foi bem rápida, mas enquanto a atravessei consegui apreciar e ficar fascinada com a quantidade de lojas que tem. 



 

Os Faraglioni de Capri

Os Faraglioni são três rochas no mar a poucos metros da costa. Cada um tem um nome: o mais perto da ilha é Stella, o do meio é Faraglione di Mezzo e o mais longe da ilha é o Faraglione di Fuori. Os Faraglioni têm cerca de 100 metros de altura, sendo que o Fariglione di Mezzo se abre num arco. Os melhores lugares para fotografá-los é no mar, por isso aproveite o passeio de barco para o fazer ou também pode vê-los nos Jardins de Augusto.

Felizmente, eu tive a oportunidade de ver e fotografar os Faraglioni durante o meu passeio de barco ao redor da ilha, mas também quando estive nos Jardins de Augusto e é algo que adorei ver pessoalmente. 

Jardins de Augusto e Via Krupp

O jardim de Augusto é um dos melhores cantinhos de Capri que é repleto de canteiros floridos e vistas espetaculares para o oceano e onde também poderá ver as curvas da Via Krupp (rua tortuosa construída por um milionário para embelezar o caminho entre a Marina Picola e o centro de Capri). 

Este é sem dúvida, um dos lugares mais bonitos de Capri, principalmente pela vista, pois podemos ver os Faraglioni de Capri e ainda a Via Krupp. Custa 2 euros para entrar, mas é o valor mais bem pago de todos. Para chegar a este local, vá até à Piazza Umberto, basta seguir as indicações dos mapas que estão espalhados pelas ruas e demora cerca de 10 minutos até ao jardim. 

Este local tem uma beleza própria e é muito tranquilo quando a pessoa lá está, onde pode-se sentar, apreciar tudo aquilo que está a ver e aprender muito mais sobre a sua história.  

Arco Naturale

O Arco Naturale é um arco natural de 12 metros e 18 metros acima do mar. A estrutura é parte de uma cavidade subterrânea que submergiu há milhares de anos. Atualmente, é um tipo de ponte natural que proporciona uma vista incrível para o mar brilhante de Capri. Saindo do centro de Capri através da Via Matermània, entre à direita na bifurcação e o caminho irá levar a um gigante arco natural cavado na rocha pela erosão. 

Este foi um sítio que não estava praticamente ninguém a visitar, onde a pessoa sente-se em contato com a própria Natureza e o silêncio ao seu redor. 

Anacapri

Cerca de três quilómetros de curvas tortuosas separam a badalada zona de Capri, da sua irmã menos conhecida, Anacapri, um local charmoso repleto de ruas cheias de labirintos e com um jeito bem local.

O centro histórico de Anacapri é bem bonito e calmo, sendo constituído por algumas construções como a Casa Rossa (casa vermelha), uma mistura interessante de estilos diferentes de arquitetura, a Igreja de San Michele (uma igreja barroca em formato de Cruz Romana, famosa pelo seu mosaico de Adão e Eva) e a Igreja de Santa Sofia. 

Para chegar até Anacapri, apanhe o autocarro em Capri e, quando em Anacapri, desça na Piazza della Vittoria. No regresso, apanhe o mesmo autocarro na Piazza della Pace e como é ponto final, o autocarro sai vazio. 

Monte Solaro

É o ponto mais alto da Ilha, na região de Anacapri, a 589 metros acima do nível do mar. A partir de lá, tem a oportunidade de ter uma vista perante toda a ilha de Capri, do vulcão Vesúvio, o golfo de Nápoles, toda a península de Sorrento, as montanhas da Calábria, os Apeninos e a costa Amalfitana. 

Para se deslocar até lá, tem um teleférico a partir da Piazza della Vittoria, que sobe em 12 minutos e custa cerca de 11 euros se for ida e volta ou 8 euros, uma ida e depois terá de regressar pelas escadas. Para além do teleférico, também é acessível por trilhas, onde no topo as vistas são mesmo lindas e num dia sem neblina pode ser visto até ao monte Vesúvio, em Nápoles. 

Horários de funcionamento do teleférico:

- De Março a Outubro: 09h30-17h30

- De Novembro a Fevereiro: 10h30-15h00

Ingresso: 11 euros (ida e volta) ou 8 euros (apenas ida)

Para mim, o meu maior desafio nesta viagem foi entrar no teleférico e subir ao Monte Solaro, pois eu sou uma pessoa que tem vertigens e sendo que esse teleférico era constituído por apenas uma cadeira sem apoios nos pés e que balançava, de acordo com o vento e assim, eu estava com algum receio desta parte, pois não me sentia segura. Após uns minutos, arranjei coragem e fui e não me arrependo de nada, porque foi um momento tão especial e mágico em que fui vendo as vistas magníficas ao meu redor, a uma velocidade bem devagar até chegar ao cimo do Monte Solaro, em que senti muita paz e um silêncio tranquilo durante cerca de 12 minutos.

Quando cheguei ao topo do Monte Solaro, as minhas vertigens não foram nenhum obstáculo para a quantidade de tempo que estive lá, a apreciar as vistas extraordinárias de Capri, a magia que nos rodeia e aproveitar o tempo maravilhoso que estava naquele momento. É daquelas sensações que ficam para sempre na nossa memória e que custa sair de lá e apesar do tempo limitado, eu acredito que tenha conseguido apreciar da forma que queria.  

Por fim, chegou a hora de descer até ao local, onde iria fazer um passeio de barco e desta vez resolvi não optar pelo teleférico, mas sim fazer o regresso a pé e foi das melhores decisões que tomei, pois durante a descida, a pessoa sente-se no meio da Natureza e dá valor à oportunidade que tem de estar presente naquele local tão mágico e surpreendente.  

Quem quiser também pode optar por subir até ao Monte Solaro em vez de utilizar o teleférico, mas aviso que é um trajeto muito difícil, intensivo e duradouro, por isso preparem-se com antecedência, pois eu como tinha o tempo mais limitado, preferi fazer desta forma.

Para além disso, também aconselho o passeio de barco para terem a oportunidade de nadarem pelas águas azuis deste paraíso que eu fiz, apesar da temperatura estar fria e também visitar as várias grutas disponíveis. 

Para obterem mais informações também partilho alguns sites que podem ajudar:

www.capritourism.com : o site da oficina de turismo de Capri apresenta os percursos e paisagens da ilha, mas também a fauna e flora, as associações e o folclore locais, os restaurantes e os transportes, para além de museus, mapas, endereços úteis, agências de viagens, entre outros. Se pretende visitar a ilha e obter mais informações, pode contatar information@capri.it

www.caprionline.com : O que fazer, onde ficar, o que ver ou como chegar, tendo também lugares, imagens e contatos para descobrir a ilha.

Capri é daqueles sítios inesquecíveis que tive mesmo muita pena em ter estado apenas 2 noites, pois não foi suficiente para fazer tudo o que tinha planeado, mas está na lista dos meus destinos favoritos, por isso é um sítio que vou sem dúvida, voltar assim que tiver oportunidade e que aconselho a visitarem. De seguida, partilho mais fotografias deste paraíso.














































quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Minissérie "The Undoing" da HBO, protagonizada por Nicole Kidman e Hugh Grant - uma história intrigante repleta de reviravoltas e segredos à espera para serem revelados

 

Finalmente chegou uma das estreias e apostas mais aguardadas do ano que é a minissérie The Undoing, transmitida em exclusivo na HBO Max. Este drama é baseado no romance de 2014, designado por You Should Have Known, de Jean Hanff Korelitz, sendo constituído por apenas 6 episódios, em que é criado e escrito para televisão por David E. Kelley (responsável também por Big Little Lies da HBO) que também tem a função de produtor executivo pela David E. Kelley Productions, juntamente com a realizadora e vencedora de um Emmy, de um Óscar e de um Globo de Ouro, Susanne Bier, Nicole Kidman e Per Saari pela Blossom Films, Bruna Papandrea pela Made Up Stories, Stephen Garrett e Celia Costas.

 

Esta minissérie retrata a história do casal Grace (Nicole Kidman) e Jonathan Fraser (Hugh Grant) que estão a viver a vida que sempre quiseram repleto de luxo, sucesso e felicidade juntamente com o filho de ambos, Henry (Noah Jupe). Um dia tudo muda para esta família perfeita e muito unida quando acontece uma morte violenta seguida de uma cadeia de terríveis revelações, em que Jonathan é considerado como o principal suspeito deste homicídio. Depois do choque inicial e de não se ter apercebido de muitos segredos do seu marido, Grace vai ter que criar outra vida para o filho e para a família. Para além disso, afinal quem será a pessoa responsável pela morte da jovem Elena Alves (Matilda de Angelis)?


 

The Undoing é constituída por um elenco de luxo, tais como: Nicole Kidman (Grace Fraser), Hugh Grant (Jonathan Fraser), Noah Jupe (Henry Fraser), Donald Sutherland (Franklin Reinhardt), Matilda de Angelis (Elena Alves), Edgar Ramirez (Detetive Joe Mendoza), Ismael Cruz Cordova (Fernando Alves), Lily Rabe (Sylvia Steinetz), Michael Devine (Detetive Paul O’Rourke), Edan Alexander (Miguel Alves) e Noma Dumezweni (Haley Fitzgerald).



 

Grace Fraser é uma mulher muito bem-sucedida no seu ramo como psicóloga em que ajuda todos os seus pacientes nos mais diversos assuntos, por mais sensíveis que possam ser e faz parte do grupo de mães que organiza eventos para a comunidade escolar. Ela tem um casamento muito feliz com Jonathan Fraser que para muitos é definido como sendo perfeito, sem nada a apontar, onde têm uma vida luxuosa no bairro do Upper East Side, na cidade de New York (NY ou Nova Iorque, em português) e este casal também tem um filho em comum chamado de Henry Fraser. Será que Grace e Jonathan formam o casal perfeito ou não é bem assim?

 

Esta é uma família rica, poderosa, repleta de privilégios e que parece intocável, mas na realidade tudo pode acontecer, principalmente se surge uma tragédia que cria um impacto para toda esta sociedade de elite e que consequentemente pode criar uma mudança devastadora para os Fraser. Este tipo de reconhecimento e privilégio permite que as pessoas possam contratar os advogados mais caros, lidando assim com os problemas com mais segurança e eficácia, sendo culpados ou não.


 

Tudo parecia estar a correr lindamente até que Grace e Jonathan participam num evento de leilão que inclui doações para o colégio privado de elite chamado The Reardon, localizado na cidade de NY, onde o filho deles estuda. Ela conhece Elena Alves, uma artista plástica que é a mãe de Miguel, um rapaz que também frequenta o mesmo colégio que Henry, sendo que Grace desenvolveu uma simpatia e empatia por ela, mesmo que se tenham conhecido por um breve período de tempo e ela não imagina que está a conversar com a amante do seu marido, mas uma tragédia acontece quando mais tarde é anunciada a notícia de que esta mulher com quem Grace tinha trocado umas meras palavras tinha sido brutalmente assassinada no seu estúdio de arte e a pessoa que a viu viva pela última vez foi o seu marido Jonathan que resolveu fugir de repente.  



 

Nesta sociedade, o privilégio e a reputação é muito importante para o status social de uma determinada pessoa, em que tudo pode mudar de um dia para o outro, influenciando tudo ao seu redor, principalmente se for com alguém que esteja envolvido num escândalo mediático que acaba por ser aquilo que veio a suceder com Grace na escola do seu filho.

 

Grace tenta digerir sobre estar envolvida no meio de uma investigação de homicídio e a revelação difícil sobre o seu marido ser um homem infiel e mentiroso que fugiu enquanto vai sendo interrogada de um modo intensivo pelos detetives do caso chegando a um ponto que ela questiona-se se a estão a tratá-la como suspeita, devido à abordagem que tiveram para com ela, mas uma das formas que ela tem para lidar com tudo aquilo que lhe tem acontecido até agora é fazer caminhadas longas pela cidade, seja pelo Central Park ou mesmo durante a noite por outros sítios. É interessante ver a quantidade de caminhadas extensas que Grace costuma fazer para ajudá-la a descontrair e a pensar nos seus problemas, mesmo que sejam durante a noite, levando a que possa tornar-se suspeito, principalmente pelas horas e locais em que as faz.



 

Esta é uma mulher muito inteligente e com sucesso na sua área que não passa despercebida, destaca-se na sua personalidade e tem um estilo próprio e elegante que inclui os seus casacos coloridos. Ela sofre por uma luta interna constante, onde tenta processar tudo aquilo que vai acontecendo ao seu redor, ao mesmo tempo que tenta chegar à verdade dura que poderá implicar o seu marido ser um autêntico sociopata e um monstro que ela não conseguiu ver nenhum sinal anteriormente ou prever essa opção. Assim ela vai tendo dilemas e passando por momentos em que se sente totalmente perdida, sem saber o que pensar, mas será que Grace falhou na sua própria intuição ou os conselhos que vai dando aos seus pacientes, ela não chega a pôr em prática na sua vida privada? 

 

A interpretação de Nicole Kidman é brilhante, intensa e carismática em que as suas expressões faciais resultam numa transparência de tal forma que não são necessárias palavras para que transmita ao público aquilo que está realmente a sentir no momento com a personagem ou descrever qualquer tipo de emoção que possa vir a ter. Para além disso, o genérico da minissérie é apresentado ao som de Dream a Little Dream of Me que é cantado pela própria atriz, com uma delicadeza bem simples, suave e descontraída.


 

Este é daqueles tipos de casos mais mediáticos que vão abalar a elite de NY e chamando a atenção de toda a comunicação social. Enquanto a história vai-se desenrolando, muitos vão ser os segredos que estão à espera para serem revelados que poderão ser fundamentais para que o caso seja resolvido, mas será que serão suficientes para causar a destruição de uma família aparentemente perfeita?



 

Jonathan é um oncologista pediátrico num hospital e um homem charmoso em que é especializado em tratar crianças com doenças terminais que resolveu fugir após a revelação da morte de Elena Alves, pois tinha medo que fosse considerado como suspeito já que tinha uma ligação muito especial com ela, mas depois resolveu voltar pela sua família para provar a sua inocência. 

 

Como Jonathan fugiu após o assassinato de Elena, as pessoas incluindo o próprio espetador começam a tirar as suas conclusões de que foi ele o responsável por esta morte e que tinha motivos suficientes para tal, pois tinha um caso com ela e era o pai do recém-nascido de Elena e de certa forma até acredita-se que queria esconder o seu segredo da sua família a todo o custo, mas Grace quer muito acreditar no seu marido, pois não imagina que ele fosse capaz de fazer algo tão monstruoso e violento, sendo ele, um médico amoroso com empatia pelos seus pacientes. Por isso, ela ouve com atenção, a versão da história de Jonathan que conta que conheceu Elena na altura em que estava a cuidar do filho mais velho desta, Miguel que tinha um cancro muito agressivo e depois os sentimentos foram-se desenvolvendo, acusando-a de ser obcecada por ele e por Grace e para além disso, ele referiu que não a matou, mas será que ele está realmente a dizer a verdade sobre ser inocente daquilo que está a ser acusado?


 

Por aquilo que conhecemos de Elena, ela parece estar um pouco perturbada e incomodada com algo que se passa, em que não chegamos a saber o que é, mas dá para perceber que ela tem uma certa obsessão por Grace, apesar da mesma não ter sido desenvolvida, devido à sua morte prematura e inesperada.



 

Grace não teria o apoio necessário para ultrapassar toda esta situação se não fosse pelo seu pai. Franklin é um homem reformado economista, milionário, poderoso e lúcido que gosta de xadrez e é encarregado de proteger a família a todo o custo quando surgem revelações inquietantes que fazem parte de um grande escândalo, pois ele é uma pessoa que possui muitos recursos que pode utilizar para ajudar a sua família e assim que o caso começou a ser investigado, tanto Grace como Henry, um miúdo de 12 anos com talento para o violino foram viver para a sua casa com uma vista magnífica para o Central Park. Uma das suas ajudas fundamentais para com a sua filha acaba por incluir a contratação de Haley, uma das advogadas mais experientes, vencedoras e determinadas da cidade que vai ter um belo desafio pela frente que é provar a inocência de Jonathan durante a sua condução perante este caso trágico.


 

Para além das personagens que fazem parte da história, a cidade de NY também é uma das suas protagonistas, mostrando a sua beleza e percorrendo as suas ruas, sendo que tem o seu lado mais obscuro e vazio enquanto vemos Grace Fraser nas suas caminhadas noturnas e também tem o seu lado mais agitado quando as pessoas estão a deslocar-se com pressa para chegarem ao seu destino, mas não deixamos de apreciar um dos mais bairros mais falados, elegantes, luxuosos, chiques e ricos da cidade que é o Upper East Side.



 

A história desenrola-se maioritariamente ao redor do julgamento de Jonathan Fraser que vai fazer os possíveis para provar que não é o culpado do homicídio de Elena Alves que foi encontrada pelo seu filho, Miguel que ficou chocado com a violência intensa pelo qual a sua mãe morreu. O julgamento criou momentos e reviravoltas empolgantes e ligeiramente surpreendentes e por mais chocantes que possam ser as evidências apresentadas pela advogada de acusação, será que vão conseguir comprovar a inocência de Jonathan ou simplesmente ele é um psicopata que não tem capacidade de sentir emoções, como arrependimento ou empatia?


 

Esta minissérie é repleta de emoções, mentiras, reviravoltas, intrigas, tensão, suspense e mistérios para serem resolvidos, onde as aparências por vezes enganam. É interessante ver a forma como a comunicação social cria um impacto para quem está a acompanhar o caso através dos noticiários, comentando o que vai sucedendo no julgamento e influenciando a pessoa que está a ver de possíveis resultados, devido às opiniões que vão sendo dadas relativamente a quem é o possível assassino (a) e a quantidade de mudanças que vão sendo feitas, dependendo das circunstâncias e assim acaba por não ser a abordagem mais eficaz ou certa para se seguir.




 

O espetador cria imensas teorias à volta deste caso misterioso, onde são várias as pistas que vão sendo inseridas que até podem vir a ser consideradas falsas, mas que o mesmo vai descobrindo por si próprio, pois é interessante a forma como a história consegue manipular, jogar e confundir o público e as suas expetativas de um modo inesperado, onde vai introduzindo vários suspeitos que até podem ter motivos para matar Elena para além de Jonathan, desde o marido dela, Fernando até à Grace. Assim, a história quis deixar-nos na dúvida sobre quem seria o assassino e uma das maneiras que fizerem isso foi através das visões que foram sendo mostradas que a pessoa não sabe se são flashbacks ou simplesmente o fruto da imaginação das personagens e claro que depois vai finalmente chegar o momento em que vai ser revelado a pessoa que foi a responsável pela morte de Elena, mostrando como tudo aconteceu.


 

Este argumento empolgante sobre uma família rica e privilegiada relativamente aos outros também prende e atrai a atenção da pessoa desde o seu início até ao final destes seis episódios com reviravoltas interessantes e criando uma história curta, mas que cativa o espetador pelo tipo de mistério que vai sendo contado, fazendo com que haja mais vontade por parte do público em querer saber mais, pois o mesmo sente-se participativo e finge por uns momentos que é um detetive na investigação do caso e tenta juntar todas as peças do puzzle para resolver um homicídio e criar as suas próprias teorias, tornando-se divertido para quem está a assistir.



 

A minissérie é constituída por uma cinematografia magnífica que mostra a visão singular da realizadora, uma fotografia elegante e bonita, mas chocante quando é necessário, sendo que pode até existir uma ou outra cena perturbadora, por isso é preciso ter atenção, principalmente aos espetadores mais sensíveis. Apesar de ter cenas maioritariamente com um ritmo mais lento, também temos a oportunidade de ver uma ou outra cena com um pouco mais de ação e onde existem episódios com cliffhangers bem envolventes que a pessoa nem sabe o que pensar sobre o que está a ver naquele momento, pois ainda é incerto o que pode vir a acontecer, mas isso acontece com maior regularidade quando são episódios semanais, mas como já está tudo disponível na plataforma, quem for assistir agora pode não ter essa sensação.



 

The Undoing foi uma boa aposta da HBO para quem gosta deste tipo de dramas e thrillers mais policiais que tem uma história com uma ótima qualidade e que foi muito bem produzida e filmada na cidade de NY, sendo que atrai a atenção das pessoas, nem que seja pela interpretação excelente deste elenco de luxo, mas sem dúvida, que eu aconselho a verem. Pode ser uma versão diferente do livro, mas não deixa de ser muito interessante, mesmo que o público não tenha lido o romance pelo qual foi baseada e para além disso, o mesmo fica com curiosidade em saber o que acontece após a descoberta da identidade da pessoa responsável por este homicídio que foi um caso mediático para esta sociedade, mas infelizmente não chega a aparecer na história e assim, fica na nossa própria imaginação como é que cada uma das personagens acabou por seguir com as suas vidas em frente.



quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

A Importância da Sopa na Alimentação

 

Com os dias mais frios é muito mais simples introduzir a sopa na sua rotina diária que é uma excelente opção, devido aos seus inúmeros benefícios.

É uma boa forma de consumir vegetais, é de fácil digestão, uma boa fonte de água, disponibiliza quantidades significativas de diferentes vitaminas e minerais e ajuda a desintoxicar o organismo.

Tem um teor calórico baixo (dependendo dos ingredientes que vai introduzindo), é rica em fibras, promovendo mais rapidamente a saciedade e mantendo o bom funcionamento do intestino. Se comer no início da refeição vai ter tendência a comer menos quantidade no prato principal, contribuindo para a regulação do seu apetite.

Para além disso, a sopa ajuda a regular os níveis de colesterol no sangue, devido ao baixo teor de gordura.

A sopa é uma opção económica, fácil e rápida de se preparar e ideal para qualquer faixa etária.

Já comeu sopa hoje? Aproveite, introduza aos poucos na sua rotina diária e será um ótimo conforto para os dias mais frios!