sábado, 24 de outubro de 2020

Minissérie "The Third Day" da HBO, protagonizada por Jude Law e Naomie Harris - um thriller intenso, onde na ilha misteriosa de Osea, tudo pode acontecer

 

O serviço de streaming HBO tem feito uma aposta forte em minisséries, onde estreou mais recentemente, The Third Day, uma produção em conjunto com a Sky Studios. Esta é constituída por 6 episódios, sendo dividido em duas partes designadas por Summer (Verão, em português), protagonizada por Jude Law e Winter (Inverno, em português) protagonizada por Naomie Harris, em que pelo meio temos um especial definido por Autumn (Outono, em português) cerca de 12 horas sem interrupções e filmado num único plano sequência que foi transmitido em direto nas redes sociais da HBO, tornando-se em algo inédito e diferente no mundo do entretenimento. Tem a criação de Dennis Kelly juntamente com o Felix Barrett da companhia de teatro chamada Punchdrunk que fez um trabalho muito bom a nível de improvisação no especial referido anteriormente e também tem um papel de realizador em conjunto com Marc Munder e Philippa Lowthorpe.

 

O elenco é constituído por Jude Law (Sam), Katherine Waterston (Jess), John Dagleish (Larry), Mark Lewis Jones (Jason), Jessie Ross (Epona), Paddy Considine (Sr. Martin), Emily Watson (Sra. Watson), Freya Allan (Kail), Börje Lundberg (Mimir), Naomie Harris (Helen), Nico Parker (Ellie), Charlotte Gairdner-Mihell (Talulah), Paul Kaye (Cowboy), entre outros.

 

Esta minissérie é focada em duas personagens, em que cada uma faz uma viagem separada à ilha misteriosa de Osea, numa época do ano específica e diferente com razões bem distintas uma da outra, sendo baseada em fatos reais, pois esta ilha situa-se no estuário do rio Blackwater, em Essex, no leste da Inglaterra, onde encontra-se uma estrada bem antiga e peculiar que só se tem acesso, quando a maré está baixa.     


 

Inicialmente acompanhamos a história de Sam (Jude Law) que durante um passeio pelo local, onde o corpo do seu filho tinha sido encontrado há uns anos cruza-se com uma jovem que está a tentar suicidar-se, sendo que ele chega a tempo de salvá-la e levando-a de regresso à ilha de Osea. Este é um sítio que é caracterizado pelos seus festivais anuais cheios de música e outras atividades que é a única altura que costumam receber visitantes, pois são uma comunidade que têm dificuldade em deixar um estranho entrar na mesma, mas será que a ligação de Sam com Osea é maior do que ele pensava? Valerá a pena, ele descobrir mais sobre o que realmente acontece na vida da população desta ilha? E será que Sam estava simplesmente por coincidência juntamente ao sítio onde localiza-se a ilha de Osea?


 

A segunda parte desta minissérie designada por Winter, inicia-se meses após os acontecimentos dos episódios anteriores, onde nos é apresentada Helen (Naomie Harris) e as suas duas filhas, Ellie (Nico Parker) e Talulah (Charlotte Gairdner-Mihell) que resolveram viajar de carro até à ilha de Osea para comemorar o aniversário de Ellie, mas será que todas estão satisfeitas com esta ideia de passar uns dias de férias? Quando chegam à ilha, elas encontram um sítio completamente diferente do que estariam à espera ou seja, um local deserto e destruído, como se uma tempestade tivesse passado por lá, onde os seus habitantes tentam mandá-las embora, a todo o custo, mas será que irá resultar ou os planos de Helen serão outros?


 

Situada numa costa do Reino Unido, a ilha de Osea está ligada à restante civilização através de uma estrada que tem milhares de anos, tendo sido construída pelos romanos, mas nem sempre está acessível devido à própria maré, pois demora muito tempo a estar disponível e pouco tempo, aberta ou seja cerca de 1h30. Será que Osea vai mudar a vida dos protagonistas para sempre?



 

Quando chega à ilha, Sam é recebido pelos donos do alojamento local que é o casal Martin que vai ter um papel importante na sua jornada, sendo que ele começa a sentir-se cada vez mais atraído pela vontade de querer explorar este espaço e saber mais sobre a sua história, principalmente quando conhece Jess, uma historiadora americana que lhe conta as tradições e costumes desta comunidade que só recebe visitantes em épocas muito específicas do ano, por isso, ele sente-se conquistado pelos moradores da ilha.

 

Sam é um homem paciente que vive em Londres e atormentado pelas lembranças do passado, principalmente a perda do seu filho. Ele fica atraído por uma ilha que não descansa enquanto não a explorar totalmente, tentando perceber o que está a acontecer neste local, ao seu redor e população respetiva, ao mesmo tempo que vai lidar com muitos dos seus traumas mas será que irá conseguir superá-los ou chega a um ponto sem retorno?

 


Durante a sua expedição pela ilha, Sam vai conhecendo os rituais secretos cometidos pelos habitantes da mesma que incluem sacrifícios de seres humanos e animais, chegando a um ponto que sente-se isolado, sem ter por onde fugir, ao mesmo tempo que tem de enfrentar a sua escuridão interior, tornando-se assim, numa jornada bem complicada para Sam cheio de dificuldades e obstáculos, em que a sua saída de Osea vai sendo constantemente adiada, sem que ele consiga perceber.

 

Sam vai conseguir descobrir a sua ligação com a ilha de Osea que está relacionado com a sua família, dividindo as opiniões dos seus moradores sobre se deve ser nomeado como The Father (Pai, em português) que representa a pessoa que está responsável pelo bem-estar da população de Osea, mas ele terá primeiramente de vencer testes intensivos que irão ou não mostrar, a sua capacidade de liderar esta população que serão realizados durante o episódio especial que divide a minissérie em duas partes.

 

Ao longo da história podemos observar o procedimento de como algumas personagens lidam em algumas situações bem específicas, seja com o luto pela perda de um ente querido ou com a culpa que sentem devido a determinadas ações que cometeram ao longo da sua vida e isso vemos através da personalidade perturbada de Sam que envolve surtos psicóticos e alucinações no meio de tanta dor e sofrimento, sendo que ele nem sempre tem a capacidade de distinguir a realidade da fantasia.

 



Inicialmente, a população de Osea parece completamente simples, mas aos poucos começamos a perceber que a ilha e os seus habitantes vivem num autêntico culto, onde existe manipulação com o objetivo de influenciar as pessoas a seguirem com o seu papel e em que a sua religião é representada de um modo bem estranho e quem não seguir com a mesma, sofre com consequências bem violentas ou seja começamos a ver um fanatismo religioso por algo que é complicado de se explicar, mas que leva a cenas sangrentas e assustadoras, chegando a um ponto que começa-se a questionar a sanidade mental destas pessoas que tentam preservar as suas tradições a todo o custo.

 

Toda a ilha é um mistério, constituída por uma história mesmo muito antiga que envolve uma religião específica que pode não fazer muito sentido, pois são modos de pensar muito diferentes e com costumes bem estranho. Inicialmente, a pessoa fica confusa em saber quais são os objetivos da maior parte das personagens ou se a simpatia de alguns tem realmente, segundas intenções, pois parece que esta é uma população que está a ver constantemente ameaças ao seu redor, mas esta é uma história em que tudo se vai encaixando, acabando por fazer sentido mais tarde. Nestes últimos episódios há uma certa divisão da comunidade, onde inicialmente não sabemos a razão pela mesma, podendo estar relacionada com a insatisfação dos moradores perante circunstâncias que foram sucedendo nos últimos tempos, em Osea.

 


Helen tem uma missão oculta quando chega à ilha que inclui encontrar o seu marido que tem estado desaparecido e que desconfia que possa ter passado por Osea, por isso resolve perguntar à sua população sobre o seu paradeiro. Ela é uma pessoa impaciente que chega a um ponto que explode, onde as emoções chegam com grande intensidade, devido à quantidade de vezes que vai sendo pressionada para que responda a perguntas relacionadas com a sua vida privada que ela não se sente confortável para falar.


 

Durante a sua estadia na ilha, alguns dos seus moradores não querem ajudar a Helen e as suas duas filhas, sem se perceber a razão para tal acontecer, mas Helen tenta ser solidária na mesma, mesmo que as suas ações possam vir a prejudica-la futuramente, mas com as mentiras que vão sendo constantemente contadas, ela sente-se traída e zangada com as situações que vão sucedendo, fazendo com que venhamos a conhecer um lado diferente desta personagem. Mesmo assim, ela está determinada a encontrar as suas respostas em Osea, mas a sua chegada vai criar uma mudança radical na sua vida.


 

Quando chega à ilha, Helen não tem qualquer conhecimento sobre Osea e os seus segredos mais obscuros, tendo criado uma certa obsessão por este local, pois acredita que é a única forma de obter as suas respostas e assim conseguir proteger as suas filhas, pois esta é uma família que passou por momentos difíceis seja a nível monetário, como também devido a comportamentos mais violentos de Ellie, criando desconfiança e insegurança perante tudo o que viesse a acontecer no futuro.


 

Esta minissérie é um terror psicológico com uma mistura de emoções que não é aconselhada para todo o tipo de público, pois é constituída por cenas perturbadoras que podem ser sensíveis para alguns espetadores, mas para quem gosta de thrillers e histórias mais pesadas pode ser uma boa opção. Esta história cria um ambiente intimista, mas também obscuro, através da escolha excelente de fotografia para apresentar a mesma, mas também pela forma como vai cativando, fazendo com que a pessoa fique cada vez mais curiosa com o que vai acontecer de seguida.

 

Como já foi referido anteriormente, esta minissérie é constituída por seis episódios, divididos por um especial ao vivo que tem a duração de 12 horas que teve a colaboração da companhia de teatro britânica chamada Punchdrunk que foi fundada por Feliz Barrett, onde os atores tiveram a liberdade de construir a sua própria personagem. Este apresenta um dia inteiro em Osea, onde o espetador tem a oportunidade de testemunhar tudo o que é captado em tempo real, como se tivesse presente, ou seja, mostra como é passar um dia inteiro na ilha de Osea, sem qualquer tipo de cortes, repetições, edições e filtros, pois é tudo filmado numa única sequência, criando assim, um tipo de ligação entre as duas partes da minissérie.

 



Milton Lopes é um português que fez uma participação nesta produção tanto britânica como americana, no tal episódio especial com a duração de 12 horas, tendo sido transmitido em direto na plataforma e página de facebook da HBO, criando assim a sua própria personagem e ter momentos de improviso próprios para colocar em ação.

 

Este episódio especial é designado por Autumn, sendo que acontece entre a primeira e a segunda parte da minissérie, tendo a participação especial de Jude Law e Katherine Waterson. Todos os anos, durante esta altura, Osea organiza um festival chamado Esus and the Sea que marca a passagem das crianças da ilha para a vida adulta.

 



Quando Osea necessita de um novo líder, o nomeado para Father, o candidato tem de passar por um teste que é percorrer o caminho de Esus para assegurar que é a pessoal ideal para liderar a ilha e que a mesma o aceite. Para assim acontecer, Sam terá de passar por uma procissão e um ritual em nome do deus Esus para tornar-se no pai da comunidade, mas não será uma tarefa nada fácil de se concretizar, pois terá pelo caminho, dificuldades, sacrifícios e alguma violência para que consiga cumprir com os seus desafios que incluem testes que desafiam a sanidade mental e a capacidade física do participante.

 

O povo de Osea celebra com comida e bebidas a nomeação de um novo líder, mas será que Sam vai conseguir tornar-se no Father de Osea? Para esta população, Osea é o coração do mundo, sendo um sítio seguro e um bom refúgio e quando ela está doente, o resto também está, por isso é fundamental que tenham uma pessoa indicada para os liderar, mantendo os seus costumes que inclui festivais e seguir com a sua religião. Infelizmente, nem sempre se compreende os rituais secretos e estranhos que são feitos em Osea e quais são as razões para os fazer e tenho pena que não tenha sido explicado com mais pormenor a mitologia da ilha.

 

Esta minissérie foi sem dúvida um grande desafio para toda a equipa da produção pela forma como construíram tudo isto, sendo que foi ambicioso e corajoso aquilo que resolveram fazer com o evento especial criando um bom resultado final, apesar de não ter visto as 12 horas, mas sim um resumo da mesma e na minha opinião foi tudo executado de uma forma bem surpreendente a nível positivo e com improvisações bem interessantes de ver, principalmente por saber que foram longas horas de performance. A interpretação que é feita tanto em teatro como em televisão é mostrado através dos desempenhos dos atores, pois costumam ser mundos bem separados.

 


Considero que esta história com dinâmicas diferentes está cheia de surpresas e reviravoltas, onde existe uma ligação convincente entre os dois protagonistas e a ilha, contendo jornadas com caminhos inesperados e momentos sem dúvida, assustadores a macabros. Cada um deles tem os seus traumas para ultrapassar, mas não será uma tarefa fácil, principalmente quando chegam a um ambiente tão pesado quanto Osea. Por isso, a visita a esta ilha torna-se num desafio autêntico, tanto para Sam, como para Helen.

 

Será que existe uma ligação entre as jornadas de Sam e Helen e será que estas personagens pertencem a Osea e vão conseguir obter respostas para as suas perguntas que já duram há muito tempo? Tanto Jude Law como Naomie Harris estão de parabéns pelas suas ótimas interpretações, onde conseguiram mostrar as fragilidades e medos das personagens respetivas e aproveitaram todos os momentos para brilharem e representarem a complexidade da história das mesmas.  



 

The Third Day é uma minissérie de thriller e suspense arrepiante, sinistro e violento, sendo constituída por uma ilha estranha e isolada, com muitos segredos por desvendar e mistérios que demoram algum tempo a serem descobertos. Tem uma banda sonora eficaz para o tipo de história, onde tem um argumento muito bem construído e estruturado, com uma boa liberdade criativa e com falhas ligeiras, mas não deixa de tirar a vontade de ver a mesma, mesmo que tenha algum sofrimento, dor e agonia pelo meio.

 

Inicialmente, o espetador pode sentir-se perdido, mas depois aos poucos vai perceber como a comunidade de Osea funciona, pois muitas dúvidas vão surgindo e nem sempre são dadas todas as respostas, em que existem episódios com mais revelações do que outros. Nem todas as partes foram bem explícitas, pois resolveram não dar muita importância ao mesmo, tendo ser difícil compreender as mesmas. Apesar de haver episódios um pouco cansativos e mais parados do que deviam, esta é uma história que vale a pena acompanhar tudo, desde o início ao fim, prendendo de certa forma, a atenção do público, pois ele tenta perceber afinal o que é real e o que é fantasia, mas atenção que existem cenas que possam ser mais perturbadoras e violentas que possam ser difíceis de assistir.

 


Fica a questão, se a ilha remota de Osea pode ser um tipo de refúgio para quem está a fugir de algo, será que irá ter algum tipo de normalidade e paz depois da forma como a minissérie terminou?


segunda-feira, 19 de outubro de 2020

A Importância dos Brócolos na Alimentação

 


Os brócolos são constituídos por uma diversidade de nutrientes, sendo bons aliados para incluirmos na nossa rotina alimentar. De seguida, refiro algumas das suas caraterísticas e respetivos benefícios para a saúde:


  • Possuem propriedades antioxidantes, anti-cancerígenas e anti-inflamatórias e ajudam na desintoxicação do organismo;
  • São uma boa fonte de cálcio, ajudando na saúde dos ossos e ricos em potássio, magnésio, selénio e zinco;
  • São ricos em vitamina C, vitamina K, vitamina A, vitaminas do complexo B, principalmente, ácido fólico;
  • Possuem poucas calorias (cerca de 35 kcal por 100 g), uma boa digestibilidade, uma boa quantidade de proteínas que ajuda na recuperação do corpo e são uma boa fonte de fibras, que ajuda na regulação do trânsito intestinal;
  • Ajudam a prevenir as doenças cardiovasculares, o cancro e constipações, são bons protetores contra as alergias e são benéficos na gravidez, pois possuem uma boa quantidade de ácido fólico, essencial na formação do feto;
  • São essenciais para o ganho de massa muscular, devido às suas quantidades de vitamina C, cálcio e ácido fólico.

Este é um alimento muito nutritivo que devemos incluir numa alimentação equilibrada, variada e saudável. Também podem ser cozidos a vapor, conservando assim, grande parte das vitaminas e minerais. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Documentário da Netflix "David Attenborough: A Life on Our Planet" - uma história imperdível sobre a importância que é viver em equilíbrio com a Natureza

 

David Attenborough: A Life on Our Planet (David Attenborough: Uma Vida no Nosso Planeta, em português) é o mais recente documentário original da Netflix com uma duração de 1h23 minutos deste naturalista britânico que dedicou toda a sua vida a conhecer as espécies selvagens, filmando todas as suas aventuras, partilhando e transmitindo a todos os amantes da natureza, a importância que é a preservação do Planeta Terra.

 

Com uma produção da Silverback Films e da organização ambiental global WWF e realização de Alastair Fothergill, Jonnie Hughes e Keith Scholey, David Attenborough representa o seu testemunho perante tudo aquilo que foi observando nas suas viagens pelo mundo em mais de 60 anos de carreira e como podemos lidar com os problemas que o planeta tem estado a sofrer. Todos os seus alertas sobre aquilo que tem estado a acontecer com o planeta têm sido feitos através dos seus livros, filmes, séries e programas de rádio que este tem participado, sendo que estes são problemas reais que podem trazer consequências devastadoras para o nosso futuro.


 

Este é daqueles documentários que conta a história da vida no nosso planeta de uma forma que nem damos conta do tempo a passar, pois representa não só a beleza do mesmo, mas também o perigo que corre, caso não sejam tomadas medidas que podem fazer toda a diferença para a conservação, tanto do planeta como das suas espécies.

 

David Attenborough nasceu em 8 de maio de 1926, em Isleworth, na cidade de Londres. Com 94 anos, ele tem dois irmãos, nos quais o seu irmão mais velho era o ator e diretor Richard Attenborough que interpretou o papel de um bilionário excêntrico no filme de Jurassic Park em 1993 e também ganhou o óscar de melhor diretor pelo filme, Ghandi, em 1983, enquanto o seu irmão mais novo, John trabalhava como executivo na indústria automóvel e trabalhando também como consultor financeiro. Desde criança que David tem sido um colecionador de tudo o que é relacionado com a vida natural, como por exemplo, fósseis e mais tarde resolveu licenciar-se em Ciências Naturais na Universidade de Cambridge e por fim, entrou na BBC em 1952, mas ao longo da sua carreira já recebeu muitos prémios e títulos.


 

Com vários documentários transmitidos a nível internacional nas últimas quatro décadas e séries de televisão sobre a vida selvagem, tais como, Life on Earth que foi filmada em 39 países e transmitida com sucesso na BBC na década de 1970, a série Blue Planet filmado na década de 1990 ou mesmo Frozen Planet que foi exibido em 2011, este grande comunicador é a pessoa mais indicada para nos contar todas as aventuras que viveu, explorando e documentando os lugares selvagens do nosso planeta, espalhados pelos diversos continentes e mostrando o papel que a natureza tem na nossa sobrevivência. Para além disso, ele vai narrando a história da evolução do planeta, onde pelo caminho vão sucedendo alterações negativas, como a perda de habitats selvagens, ao mesmo tempo que propõe uma visão para o futuro.

 

O Planeta Terra é constituído por uma beleza incrível e por milhares de milhões de indivíduos de milhões de tipos de plantas e animais, mas depende da sua biodiversidade para funcionar corretamente, sendo que o mundo vivo que nos rodeia tem sido essencial para a sua estabilidade e devido às alterações constantes que têm sucedido, nós vamos percebendo que é cada vez mais difícil manter um equilíbrio e chegando assim à conclusão que nós temos o poder de ameaçar a própria existência da natureza selvagem. 

 

Infelizmente tem decorrido um nível elevado de perda, tanto dos locais selvagens do nosso planeta como da sua biodiversidade, levando a que o mundo natural esteja a desaparecer cada vez mais e que venha a tornar-se no futuro, num lugar onde não podemos viver, pois somos dependentes do seu bom funcionamento. Para além disso, a perda da biodiversidade também tem sido causada pela destruição dos ecossistemas, levando assim, à extinção de diversas espécies de animais selvagens.

 


A cada 100 milhões de anos acontece algo catastrófico, como um evento de extinção em massa em que uma grande percentagem das espécies são eliminadas, sendo que até agora já ocorreram 5 extinções em massa nos quatro mil milhões de anos da história da vida, sendo que a última vez aconteceu no tempo dos dinossauros, dos quais 75% das espécies foram exterminadas e assim durante 65 milhões de anos houve o processo de reconstrução do mundo vivo. Infelizmente, um sexto evento de extinção em massa está a caminho, mas o modo de como nos comportamos daqui para a frente pode ter muita influência em acelerar ou não o mesmo.

 

Eu acho que foi bem interessante incluírem neste documentário como tem sido a evolução ao longo do tempo, tanto do valor numérico da população existente no mundo em determinada década, como da quantidade de carbono que é constantemente libertado para a atmosfera ou mesmo a percentagem da natureza selvagem restante no planeta. Inicialmente, foi mostrado que em 1937 existiam cerca de 2,3 biliões de pessoas, com a natureza selvagem restante ser de 66%, mas em 2020, os valores já eram completamente diferentes, sendo que estavam presentes cerca de 7,7 mil milhões da população mundial, com cada vez mais carbono na atmosfera e com apenas 35% de natureza selvagem restante. Assim, com a perda dos lugares selvagens do planeta e respetiva biodiversidade, nós chegamos a uma conclusão bem devastadora, pois ainda haveria mesmo muito por fazer para que estes valores tivessem alterações significativas no futuro.

 

A biodiversidade do Holoceno ajudou a trazer estabilidade e todo o mundo vivo foi-se adaptando a um ritmo suave e fiável, sendo assim, considerado como um tipo de jardim de éden, onde podemos beneficiar da energia do sol e dos minerais da terra e para além disso, o seu ritmo de estações do ano era tão fiável que deu à nossa própria espécie, uma oportunidade única de pertencer a este planeta. Se não tomarmos atenção e continuarmos a tratar mal o nosso planeta, a segurança e a estabilidade do holoceno perder-se-á, levando a eventos trágicos, tais como, o desaparecimento de habitats inteiros ou mesmo ao colapso da civilização.


 

As florestas húmidas são habitats particularmente preciosos, onde mais de metade das espécies terrestres vivem, mas para estas existirem é crucial que exista uma diversidade de árvores. Infelizmente já foram cortadas cerca de 3 biliões de árvores em todo o mundo, das quais são cerca de 15 mil milhões de árvores por ano e metade das florestas húmidas do mundo já foram mortas, muito devido à própria desflorestação.

 

As florestas são um componente fundamental na recuperação do planeta pois são a melhor arma que a natureza tem para bloquear o carbono e são centros de biodiversidade. Assim, quanto mais selvagens e diversificadas forem as florestas, mais eficazes são a absorver o carbono da atmosfera e por isso, é essencial que se pare com a desflorestação, evitando uma perda catastrófica de espécies ou mesmo o tipo de destruição semelhante ao que tem ocorrido na Amazónia.

 

O planeta aquece por queimarmos combustíveis fósseis e libertarmos dióxido de carbono e outros gases com efeito de estufa para a atmosfera que podem trazer mudanças irreversíveis, se não fizermos nada. Atualmente devido às nossas atividades, já ocorreu um aumento da temperatura na atmosfera, piorando a evolução do aquecimento global e tornando o tempo cada vez mais imprevisível.



Durante a nossa história, já perseguimos animais até à extinção, sendo algo completamente inaceitável, como por exemplo, as baleias que eram massacradas na década de 1970 que acabou por vir a ser crime mais tarde, mas salvar espécies individuais ou até grupos de espécies não é suficiente para que isto pare, mas sim criar soluções sustentáveis que não prejudique mais o mundo vivo.

 

A Terra vai perdendo o seu equilíbrio, devido às alterações climáticas e ao aquecimento global que são cada vez mais evidentes. Tanto as alterações climáticas, como o aquecimento global são das maiores ameaças existentes que coloca em risco não só a sobrevivência do planeta, mas também da humanidade e por isso são assuntos que devem mesmo ser levados a sério, tornando-se numa luta que é necessária de acontecer.



 

Um dos seus melhores exemplos é o que está a acontecer no Ártico que é considerado como o habitat mais remoto de todos que está localizado nos extremos norte e sul do planeta. Com o aquecimento da atmosfera e dos verões do Ártico, o gelo vai desaparecendo, tanto no Polo Norte, como no Polo Sul, fazendo com que seja refletida menos energia solar para o espaço e acelerando o próprio aquecimento global.

 

Quando se visita esta zona espera-se encontrar extensões de gelo marinho e não é isso que acontece, sendo que já se consegue chegar a sítios que inicialmente não eram possíveis por estarem permanentemente presas no gelo, onde este já diminuiu consideravelmente nos últimos 40 anos, ou seja, cerca de 40%. Assim, chegamos à conclusão que o nosso planeta está a perder o seu gelo, pois poderá chegar a um ponto que deixa de haver gelo no verão no Polo Norte, fazendo com que muito mais tarde possam vir a ocorrer uma maior libertação de quantidades elevadas de metano, um gás com um efeito de estufa muito mais potente do que o dióxido de carbono e consequentemente, acelerando o ritmo das alterações climáticas, do aquecimento global e outros tipos de eventos catastróficos de forma drástica.


 

Nenhum ecossistema está a salvo, principalmente o oceano. O oceano é um bom aliado na nossa batalha para reduzir o carbono que está na atmosfera, mas infelizmente, este já não tem a capacidade suficiente de absorver todo o excesso de calor causado pelas nossas atividades e como resultado, a temperatura global média torna-se mais quente, tendo já ter aumentado cerca de 1º C. No interior deste local mágico estão inseridos os recifes de coral coloridos que tratam de diferentes espécies de peixes, mas quanto mais o oceano aquece, as populações de peixes são cada vez menores e maior é a probabilidade destes recifes morrerem.

 

As pessoas até que ficam vulneráveis e preocupadas quando olham para as imagens do impacto que a atividade humana tem tido no planeta e as possíveis consequências daquilo que tem estado a acontecer com o mesmo, mas é fundamental que sejam tomadas ações para que haja esperança para as gerações futuras. Estas são imagens que até chegam a chocar, mas ajuda numa forma pertinente para chamar a atenção do problema gravíssimo pelo qual o planeta está a enfrentar e caso não sejam tomadas medidas podem surgir situações a nível apocalíptico.

 

Isto é um tipo de alerta para todos, mas principalmente para o público com faixa etária mais jovem que pode ter um papel fundamental na luta contra as mudanças climáticas. Por isso, é importante consciencializar as pessoas ao nosso redor sobre este tema e não continuarmos a consumir a terra até ela esgotar-se por completo.

 

Temos de ter noção de que o mundo está mesmo em perigo e que vivemos num declínio global que foi sucedendo devido ao mau planeamento e erro humano, levando a consequências devastadoras, tais como as cidades tornarem-se inabitáveis, como aconteceu após o evento do Chernobyl.


O impacto da humanidade na natureza é cada vez mais evidente, sendo cada vez mais responsável pela sua destruição e chegará a um ponto que terão impactos irreversíveis, tais como, a produção global de alimentos entrar em crise e aí já é tarde para fazermos algo, pois quanto mais danificarmos o planeta, maior será o prejuízo para nós próprios. Aquilo que fazemos tem implicações reais no futuro da humanidade, sendo fundamental que as pessoas comecem a agir para salvar o planeta, já que esta foi maioritariamente responsável por tudo o que está a acontecer atualmente.


 

Segundo David Attenborough é muito simples o que devemos fazer para salvar o nosso planeta que inclui a renaturalização do mesmo. Comecemos pela recuperação de florestas para assim conseguirem ajudar a equilibrar e a bloquear o carbono que é lançado para a atmosfera e também arranjarmos formas de explorar florestas, mas de um modo sustentável. Temos o exemplo da Costa Rica, que há cerca de 100 anos era coberta por dois terços de floresta, mas acabou por ser reduzida a 25% na década de 1980, mas o Governo teve a solução para este problema que foi apoiar e criar subsídios para os proprietários replantarem a floresta e isso fez com que esta aumentasse para cerca de 50%.

 

A recuperação da biodiversidade através da renaturalização que coloca o ecossistema em equilíbrio e melhora a estabilidade e funcionamento do planeta. A restrição das práticas de pesca também pode ser uma medida, pois quanto mais saudável estiver o habitat marinho mais peixe estará disponível para consumirmos. A própria agricultura urbana já é utilizada em algumas cidades e pode ser uma forma de devolver à natureza, terras férteis que podem ser essenciais para a melhoria da biodiversidade do planeta, ou seja, é possível produzir muito mais comida sem precisar de utilizar uma grande quantidade de terra e apenas através de tecnologia. Sendo assim, podemos diminuir as áreas que usamos para cultivar e criar mais espaço para o regresso da natureza selvagem.


 

O mundo vivo move-se essencialmente a energia solar, mas se eliminássemos os combustíveis fósseis e movêssemos também o mundo, utilizando as energias eternas da natureza solar, eólica, hidráulica e geotérmica já conseguíamos fazer mudanças significativas para o futuro. A energia renovável não se esgota e quem sabe possa vir a tornar-se na principal fonte de energia do mundo, sem que seja necessário a utilização de combustíveis fósseis, pois podemos fazer um reaproveitamento dos recursos disponíveis e assim, vivermos uma vida mais sustentável.

 

O nosso tempo neste planeta é limitado e aquilo que é essencial é vivermos de um modo sustentável, aliando a tudo aquilo que a natureza nos fornece de bom. Devemos sentirmo-nos gratos por termos a oportunidade de viver num sítio com uma beleza extraordinária que está constantemente a dar-nos lições de vida e repletos de espécies vegetais e animais que estão a dividir o seu espaço com a humanidade.


 

Este mundo vivo deve ser tratado com carinho e cuidado, pois ele é o responsável não só pela nossa existência, mas também pela nossa sobrevivência. A natureza é o nosso maior aliado e devemos viver em equilíbrio com a mesma, pois se tomarmos bem conta dela, ela também fará o mesmo por nós e se trabalharmos contra em vez de ser em conjunto, nós vamos estar a prejudicar a forma como iremos viver no futuro.

 

O nosso planeta sofre um dos seus mais desafios desde a sua existência, mas ainda vamos a tempo da humanidade corrigir o seu maior erro para com este mundo, mas para isso acontecer, as mudanças têm de começar agora, mesmo que os resultados só iremos ter a possibilidade de conseguir ver daqui a muito tempo. É necessário que sejam tomadas medidas significativas que inclui a criação de soluções para salvar o planeta que sem dúvida, não serão uma tarefa fácil de se concretizar, mas se houver uma união global é possível fazer toda a diferença, sendo que utilizar maioritariamente energias renováveis e tomar atitudes sustentáveis já pode ajudar, mas quem sabe, que daqui a um século, o planeta pode voltar a ser um local selvagem, onde possamos viver em equilíbrio com a natureza.

 

O nosso mundo vai sem dúvida sobreviver da realidade que está a passar atualmente, mas será que a humanidade vai conseguir? Se não tomarmos medidas drásticas, eu acredito que seja muito difícil, levando a que o futuro dos seres humanos esteja cada vez mais num maior risco.

 


David Attenborough teve a oportunidade de ter uma vida extraordinária repleta de aventuras e conhecimentos que foi adquirindo nas suas visitas, onde explorou os locais selvagens do planeta e tendo viajado para todas as partes do globo e assim, testemunhando o mundo vivo. Ele mostra as maravilhas que existem no nosso planeta, desde a sua beleza até à sua variedade, incluindo muitas das espécies existentes, mas que infelizmente são um bom número daquelas que estão em vias de extinção devido às ações da humanidade. Por isso, ele partilha neste documentário, o seu testemunho e a sua visão para o futuro, de um modo bem intimista e interessante.

 

Este não é um simples documentário, mas sim uma bela lição de vida dada por este senhor que partilhou a sua oportunidade de ter uma vida cheia de aventuras num meio selvagem, mostrando não só o seu testemunho, mas também a sua perspetiva e visão para o futuro dedicado aos amantes da natureza, transmitindo assim, uma mensagem de esperança para todos nós.


 

Como referido anteriormente, David Attenborough dá as suas opiniões sobre quais são os problemas atuais que o mundo natural enfrenta que podem vir a trazer consequências devastadoras para o mesmo e também para a sobrevivência da humanidade, sendo que dá sugestões de como tudo poderá ser resolvido. A forma como ele narra este documentário sobre a vida selvagem é muito cativante, deixando o espetador atento desde o início até ao seu final.

 

Neste documentário temos a oportunidade de aprender mais sobre a natureza selvagem e o quanto ela é limitada e precisa de proteção, pois as populações de animais selvagens têm diminuído consideravelmente e a importância que é falar sobre as alterações climáticas que estão a ocorrer atualmente no nosso planeta. Assim, se continuarmos a fazer coisas insustentáveis, os danos acumulam-se e enfrentamos o colapso do mundo vivo, o mesmo que deu origem à civilização.


 

O espetador acaba por criar a sua própria reflexão perante este assunto, que está relacionado com a vida do nosso planeta, tornando-se num tema muito pertinente. O nosso mundo está repleto de desafios pelo caminho que por vezes está plenamente dependente da humanidade, por isso é importante que sejam apresentadas soluções que podem fazer toda a diferença na recuperação deste mundo que devíamos estimar muito mais, sendo que ainda não é tarde demais para que sejam tomadas atitudes.

 

Este é um documentário imperdível, relevante e cheio de qualidade testemunhado por David Attenborough que tem sido considerado como o ser humano que mais presenciou o mundo natural, a essência da natureza e o modo como as espécies selvagens têm vivido no seu habitat, onde vão tendo as suas dificuldades causadas por fatores externos, entre elas, os caçadores furtivos que causam cada vez mais o desaparecimento da natureza selvagem. Este é assunto muito sério que infelizmente nem sempre é levado muito a sério, principalmente quando o ser humano está mais habituado a tratar de um determinado problema em vez de preveni-lo, por isso é fundamental que vejam, pois é algo que vale mesmo muito a pena de acompanhar.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Jensen Ackles - o "Dean Winchester" da série "Supernatural"

Finalmente chegou o dia em que vão ser transmitidos os últimos episódios de uma das séries mais extensas de sempre que é Supernatural. Com 15 temporadas, esta produção conta a história dos irmãos Dean (Jensen Ackles) e Sam Winchester (Jared Padalecki) que resolvem seguir a carreira do pai, como caçadores de criaturas sobrenaturais. Eles irão combater todo o tipo de monstros, enquanto terão uma jornada longa pela frente a salvarem o mundo, com muitos obstáculos e inimigos improváveis a atravessarem o caminho dos mesmos.

 

Esta série é constituída por uma base de fãs brilhante, onde desde o primeiro episódio foi criada uma família bem numerosa entre eles que inclui pessoas que estão espalhadas por todos os continentes e também pelos próprios atores que durante estes últimos anos deram vida a estas personagens que vão ficar para sempre na memória deste fandom, em que criaram uma comunidade de união que eu tive a oportunidade de testemunhar com muito orgulho e em breve irei partilhar tudo aquilo que experienciei quando fui a um evento de fãs de Supernatural que teve a participação de alguns dos atores.

 


Nada disto seria possível se não fosse pelos atores Jared Padalecki e Jensen Ackles, em que resolvi dedicar esta publicação a escrever sobre a personagem fantástica que este último desempenhou.

 

Dean Winchester é daquelas personagens que não imagino que pudesse ser interpretada por outra pessoa que não, o próprio Jensen Ackles. Este ator dá vida a este indivíduo com um empenho impressionante, em que já tivemos a oportunidade de ver algumas vezes, a sua versatilidade.


 

Dean é uma pessoa que vai passando por muitas complicações ao longo dos episódios. Já houve a oportunidade de acontecer um pouco de tudo, nos quais podemos ver vários lados desta personagem, seja num modo mais divertido, mais assustado ou mesmo como vilão. Ele faz o que for preciso para salvar tanto o seu irmão, como a humanidade, não importa o custo. É muito interessante ver a força e vontade que Dean tem para continuar em frente, mesmo que hajam obstáculos sem solução possível. Eu acredito que sem dúvida, esta personagem vai ficar na memória do público, mesmo anos após esta história chegar ao fim.

 

Supernatural é das minhas séries favoritas e acabou por fazer parte da minha adolescência, apesar de ter começado a ver quando já tinha começado há algum tempo e Dean Winchester foi sempre daquelas personagens que me marcou. Assim, desde o início que Jensen Ackles estava no top da minha lista de atores que gostaria mesmo de conhecer até que chegou o dia de isso acontecer.

 


Em Maio de 2019, eu tive a oportunidade de participar numa convenção exclusiva de Supernatural chamada JIB Con na cidade de Roma, Itália, sendo que um dos convidados era nada menos do que Jensen Ackles, em que este evento é o único no qual este ator está presente na Europa. Por isso, eu acompanhei todos os painéis que pude com a participação dele e também tive sorte de ser uma das poucas pessoas que conseguiu fazer-lhe perguntas sobre esta série que eu estimo muito.

 

De seguida, partilho com vocês, este conteúdo exclusivo que foram as perguntas que fiz ao Jensen Ackles, durante um dos seus painéis da JIB Con 2019 e as respostas respetivas que foram muito bem desenvolvidas por este ator.

 

1. Na série Supernatural, a sua personagem tem várias cenas de ação e luta. Como é a preparação para essas cenas e quanto tempo costuma demorar? Para além disso, existe alguma situação específica que tivesse sido um desafio para si, relativamente a este tipo de cenas?

 

Jensen Ackles: Cenas de luta sim. Preparar para estas cenas depende muito do tipo de cena de luta que é. Se for uma cena de luta que tem uma coreografia forte com muitos movimentos físicos, nós trabalhamos de um modo intensivo e muito é devido ao planeamento da série e de eu e o Jared trabalharmos muito.  Os duplos são pessoas que vêm num dia ou cerca de 2 ou 3 dias antes de filmarmos essa cena, onde eles ensaiam a coreografia e vão mapear os nossos movimentos e depois criá-los.

 

Depois nós aparecemos no dia em que tudo vai ser filmado, onde ficamos de lado a ver os nossos duplos a executá-la. Depois, eu entro e faço algumas vezes com o duplo que está a trabalhar comigo naquele dia. Muitas das vezes, quando são coreografias de luta mais complicadas, Rob Hayter, o nosso coordenador de duplos que tem feito um trabalho fenomenal vai filmar as cenas de luta, uns dias antes de ele editar tudo e depois envia-nos por e-mail para que eu possa ver uma versão daquilo que vamos fazer e assim, eu tentar memorizar os movimentos (demonstra alguns).

 

Quando chegamos lá e está na hora de filmar a cena, nós ensaiamos algumas vezes e até maioritariamente, nós repartimos a cena de luta total e aquilo que vocês vêm é a junção da mesma, mas nós dividimos em sequências e assim, fazermos o início, o meio e o fim, sendo que isso é feito para as mais complicadas.

 

A maior parte das vezes, nós fazemos a cena, onde apenas entramos, perguntamos “Ok, o que eu vou fazer?” e dizem-te “Vais voar para aquela janela”. Eu digo “Ok, parece-me bem. Jessie queres alongar-te?”. Ele diz “Não, estou bem”, por isso eu devia alongar-me mais, mas não o faço, por isso, eu pago o preço.

 

Há muitas pessoas que dedicam muito do seu tempo e esforço para fazerem essas cenas de luta parecerem tão reais como têm sido até agora e as pessoas magoam-se. Na última temporada, eu esqueci-me de me baixar, onde eu estava a trabalhar com um duplo e a maior parte destes profissionais em Vancouver que trabalham nestas produções sabem que eu e o Jared somos bons nestas cenas, por isso eles são exigentes connosco. Infelizmente, naquele dia, ele foi muito exigente comigo e eu apanhei com um punho na direção da minha têmpora e não parei. Foi do tipo, eu bati-lhe e depois ele dava-lhe um murro, em que era suposto eu baixar-me (demonstra o movimento que tinha de fazer), mas eu não o fiz e por isso, eu ajudei-o a bater-me.

 

Ele até fez um “uh” depois de bater-me e eu disse “está tudo bem, continua”. Depois terminámos a cena de luta, houve o “corta” e o Rob, nosso coordenador de ação veio e disse “Tu apanhaste, não foi? Eu vi!”. Eu disse que claro que não e que estava bem, mas acontece e sucede muitas mais vezes do que as pessoas julgam. Com certeza acontece mais com os duplos, porque por vezes eles fazem as partes mais de perto connosco e depois quando são para um plano maior, estes são autorizados para fazer a execução mais difícil e eles fazem. Por vezes, eu vejo determinadas cenas (demonstra a sua reação) que até vou a correr no décor a perguntar se está bem e ele diz que sim. Essas pessoas merecem crédito, pois levam com muita coisa para o vosso entretenimento.   


Este é um evento que eu adorei estar presente, pois acaba por ser muito mais intimista, onde a pessoa tem a oportunidade de fazer perguntas aos convidados e conhecê-los pessoalmente, mas no caso do Jensen Ackles foi mesmo muito poucas aquelas que conseguiram e eu fui uma delas, sentindo-me grata por falar com ele, fazer uma pergunta que há muito tempo tinha curiosidade e principalmente pela resposta longa e espetacular que ele me deu.

 

Jensen é daqueles atores que gosta de contar histórias nos seus painéis, chegando a fazê-lo na resposta à minha questão, tornando-se muito interessante em ouvir e sem darmos conta do tempo a passar. Ele é uma pessoa muito simpática, talentosa e amorosa que deixa as pessoas completamente à vontade, sendo todos os painéis em que participou, daqueles que mais gostei, pois foram divertidos e acima de tudo, exclusivos para os presentes e ficando assim, na lista dos meus painéis favoritos que ficarão sem dúvida, na minha memória, em que também realizei um sonho que tinha desde a minha adolescência. Um agradecimento muito especial a ele por toda a disponibilidade que teve para comigo, esperando que um dia, este ator possa visitar Portugal e também agradecer à organização deste evento por me ter dado a oportunidade de estar presente numa celebração que há muito tempo queria participar.   

 


Aproveito também para partilhar algumas fotografias dos painéis e outras atividades que participou Jensen Ackles e vídeos divertidos protagonizados pelo mesmo na JIB Con 2020.


Brevemente também irei partilhar a minha experiência nesta convenção e também a minha opinião sobre esta série que é Supernatural.