domingo, 17 de maio de 2020

Série "Gangs of London " - criminosos que lutam pelo poder, com violência, muitos massacres e explosões pelo meio



A série "Gangs of London" é uma história que contém drama, ação, violência, traição, corrupção e ganância, sendo contada ao longo de 9 episódios. Foi transmitida recentemente pelo canal britânico Sky Atlantic, nos quais tem a criação e produção de Gareth Evans.

A principal razão que tive curiosidade em acompanhar esta série, foi o facto de ser protagonizado por Joe Cole, que fez parte da série "Peaky Blinders", que está na lista das minhas favoritas, e que poderia ver um lado bem diferente do trabalho deste ator. 

Esta história desenrola-se na cidade de Londres, nos tempos atuais, nos quais mostra como são as lutas constantes entre grupos criminosos, que têm o objetivo de conseguirem alcançar o poder de liderar a cidade. Os Wallace são a família criminosa mais poderosa que governa a cidade, mas tudo pode mudar, quando o seu líder é assassinado por um adolescente jovem, criando assim, a oportunidade perfeita para outros conseguirem chegar ao seu lugar. Sean Wallace (Joe Cole), um dos filhos de Finn Wallace (Colm Meaney), respetivo herdeiro e novo responsável pela empresa da família, não irá descansar enquanto não conseguir encontrar o assassino do seu pai e promete vingar-se dos responsáveis pelo mesmo.

O elenco é constituído por Joe Cole (Sean Wallace), Sope Dirisu (Elliot Finch), Michelle Fairley (Marian Wallace), Narges Rashidi (Lale), Lucian Msamati (Ed Dumani), Paapa Essiedu (Alex Dumani), Mark Lewis Jones (Kinney Edwards), Pippa Bennett-Warner (Shannon Dumani), Emmett J Scanlan (Jack O'Doherty), Jude Akuwudike (Charlie Carter), Richard Harrington (Mal), Orli Shuka (Luan Dushaj), Jing Lusi (Vicky Chung), Brian Vernel (Billy Wallace), Ray Panthaki (Jevan Kapadia) e Colm Meaney (Finn Wallace).


Esta é uma história repleta de decisões e atitudes impulsivas, que leva a um caminho longo de tiroteios, massacres e explosões, ao mesmo tempo que existem pessoas que podem não ser bem aquilo que parecem. 

A paz entre as diferentes famílias de criminosos estará por um fio, mas para além disso, o assassinato de Finn Wallace será envolvido em algum mistério, pois não será fácil descobrir quem foram os responsáveis pelo seu homicídio, pois este chefe teve uma vida cheia de segredos e também tinha uma lista longa de inimigos. Tudo irá mudar, quando Sean Wallace torna-se o líder do negócio da família e são vários aqueles que irão querer retirá-lo do caminho. Terá ao seu lado, a família Dumani, liderada por Ed Dumani que era uma das pessoas que o seu pai mais confiava, mas que acaba por ter os seus próprios segredos. 

Esta é uma série que mostra uma violência constante entre grupos de criminosos rivais, que não param a sede de sangue e vão continuar a lutar, enquanto não conseguirem o que querem. 


Sean Wallace tem uma personalidade impulsiva e por vezes louca, em algumas decisões que toma, por isso acaba por ser imprevisível, fazendo com que os seus rivais tenham receio do que pode vir a acontecer. Tenta retomar o controle, mas vai ter muitas dificuldades, pois são poucos os seus aliados e, segundo o seu pai, não tem o que é preciso. 

Acho que Joe Cole faz uma boa interpretação de Sean Wallace, desde as suas expressões faciais como a representação da personalidade problemática desta personagem e foi interessante ver este lado mais cruel da mesma, mas ao mesmo tempo ver também um lado mais sensível e inseguro em determinadas situações.

Também gostei de ver a evolução e construção da relação entre Sean Wallace e Elliot Finch, nos quais algumas cenas foram intensas em assistir. Elliot como polícia disfarçado, tinha o principal objetivo de ser um dos braços direitos de Sean para assim conseguir levá-lo à justiça, mas nem tudo correu da forma que ele estava à espera, pois Sean não era uma pessoa fácil de lidar e não confiava em qualquer um. Foi também interessante, ver alguns dos dilemas que Elliot foi tendo para conseguir seguir com a sua missão.


Relativamente à edição e fotografia escolhida, eu acho que há cenas que poderiam ter sido feitas de outra forma, pois nem sempre conseguia-se ver bem, o que estava a acontecer, acabando por tornar-se confuso em alguns momentos. Logo, eu estava à espera que algumas cenas tivessem sido melhor filmadas.

As cenas das lutas e da violência acaba por cativar o espetador, por algumas ideias criativas que foram sendo incluídas, ao longo dos episódios. 

As ruas de Londres acabam por ser vistas de uma forma diferente, de acordo com a perspetiva dos criminosos. Gostei de ver alguns dos planos que foram sendo mostrados da cidade, que representam um lado mais sombrio da mesma.   

É uma história interessante, mas acho que poderia ter sido muito mais bem explorada, em algumas situações. Acredito que um dos objetivos principais da série era mostrar a intensidade da violência que por vezes, é necessária, quando acontece em grupos criminosos rivais e que infelizmente, não existem limites para quando se quer alcançar o poder de governar uma cidade que é relativamente importante para alguns negócios ilegais, e sem dúvida, que conseguiram fazê-lo com qualidade.  

Se gostam de histórias relacionadas com gangues repletos de violência, tiroteios, massacres e explosões pelo meio, acredito que vão passar um bom tempo, a acompanharem estes 9 episódios.  

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Visita à casa de Sherlock Holmes em 221B Baker Street, na cidade de Londres


Hoje vou partilhar com vocês, a minha visita à casa e museu de Sherlock Holmes, situada na 221B Baker Street, na cidade de Londres, que aconteceu em 2017.

Quem não se lembra das aventuras do Detetive Sherlock Holmes e o seu parceiro, Dr. John Watson? As histórias de Sherlock Holmes foram criadas pelo escritor e médico designado por Sir Arthur Conan Doyle. 

Para além de uma grande quantidade de livros publicados, a personagem de Sherlock Holmes já foi adaptada de formas diferentes para o cinema, televisão, peças de teatro, videojogos, entre outros. 

Sherlock Holmes é uma personagem de ficção de literatura britânica, criada pelo escritor e médico, Sir Arthur Conan Doyle. É um detetive privado que consegue resolver os crimes mais misteriosos, com a ajuda do seu melhor amigo e ex-militar, John Watson. Por ter uma mente brilhante e ser especialista em resolver crimes que pareciam não ter solução, a Scotland Yard pedia a sua colaboração e ajuda em resolver diferentes investigações que não conseguiam lidar. 

Como referido nas histórias de romance de Sir Arthur Conan Doyle e nas suas próprias adaptações, a casa e escritório de Sherlock Holmes fica na 221B Baker Street. Na verdade, esta morada não existe, mas se fizermos uma caminhada pela Baker Street e passarmos pelo número 237, encontramos o Museu de Sherlock Holmes.



Apesar de ainda não ter lido todos os livros das aventuras deste detetive e de não ter visto todas as adaptações existentes, eu tornei-me admiradora destas histórias desde o início e por isso, quando tive a oportunidade de visitar este museu, não pensei duas vezes.

Antes da pessoa entrar no museu, existe um tempo longo de espera, pois só podem estar poucas pessoas no seu interior e claro que quem estava lá dentro, queria aproveitar para ver tudo ao pormenor. Sugiro comprarem bilhete com antecedência, antes de irem para a fila de entrada.

No interior deste edifício, com 3 andares, temos a oportunidade de ver a criação do próprio escritório de Sherlock Holmes, alguns dos objetos pessoais, tanto dele como de Dr. Watson, mas também inclui diversas figuras de cera destas personagens, nos quais há uma representação de alguns casos que investigaram e que podemos ler nos livros. A sala, onde eles discutem os casos e recebem os clientes ou quando têm as suas conversas breves com a Sra. Hudson, também está muito bem representada ou mesmo o quarto de Sherlock. É mesmo muito interessante ver todos os pormenores que foram criados para nos deixar fazer parte deste mundo que está cheio de mistérios para desvendar. 





A arquitetura e decoração própria da época, constituída por móveis e diferentes objetos caraterísticos da história. Pareceu que foi criada de acordo com a personalidade da personagem de Sherlock. Esta casa vitoriana de três andares representa o local, onde estas personagens viveram entre 1881 e 1904, onde podíamos ver alguma desarrumação, mas própria de um investigador privado. 

O 1º andar é um dos mais importantes da casa, pois é onde encontramos o quarto de Sherlock Holmes e o escritório que foi dividindo com Watson para resolverem as investigações. No 2º andar, podemos ver tanto os pertences, como os quartos de Watson e Sra. Hudson. Estava tudo representado, de uma forma que parecia que estas personagens ainda viviam neste edifício.








Por fim, no 3º andar estão localizadas algumas figuras de cera, com o objetivo de representarem algumas das personagens que faziam parte de casos que foram sendo resolvidos pelo detetive. Também podemos ver a personagem Moriarty, o maior inimigo de Sherlock.



Para quem é fã de mistérios, este é sem dúvida, um sítio que devem visitar, pois é interessante observar todos os cantos desta casa, onde são representadas todas as histórias e aventuras deste detetive que tanto admiramos, de um modo como lemos nos contos e romances de Sir Arthur Conan Doyle. É uma oportunidade única para entrarmos na mente complexa e impressionante de Sherlock Holmes. 

Eu gostei imenso de visitar este museu, onde eu admito que fiquei mais tempo do que estava à espera, mas valeu a pena ver todos os pormenores e cantos deste edifício. Achei mesmo tudo muito interessante e considero que foram umas horas muito bem passadas, por isso, sem dúvida, que é um sítio que não me importo de voltar um dia. 

Aproveito também para partilhar mais algumas fotografias deste museu. 





























terça-feira, 12 de maio de 2020

Série "The Good Doctor" - uma série emocionante, onde um médico autista terá de aprender a lidar com pessoas



A série "The Good Doctor" é um drama médico lançado pela ABC com 3 temporadas, nos quais foi recentemente renovado para uma 4ª temporada. É adaptada a partir de uma série sul-coreana com o mesmo nome e estreou no final de 2017. Tem a criação e produção de David Shore, o mesmo responsável pela série "House", que durou umas belas temporadas, e também tem Daniel Dae Kim, como um dos produtos executivos. Freddie Highmore para além de ser o protagonista desta história, também tem funções, como produtor da mesma e realizou 2 dos episódios. Em Portugal, esta série é atualmente transmitida pelo canal AXN e disponível na Netflix e Disney+. 

Conta a história de vida de Shaun Murphy (Freddie Highmore), um jovem cirurgião que sofre tanto de autismo, como de síndrome de Savant, que é também conhecido, como o "síndrome do sábio", pois é uma doença que não facilita o relacionamento com os outros, mas que permite desenvolver habilidades extraordinárias, como é o caso de uma memória infalível. Apesar de todas as suas dificuldades, torna-se num médico talentoso. Até que um dia é contratado pelo doutor Aaron Glassman (Richard Schiff), para ser um cirurgião residente no San Jose St. Bonaventure Hospital, uma conceituada instituição de saúde. Nem todos vão ver com bons olhos, um indivíduo autista querer tornar-se num cirurgião, pois tem uma condição que faz com que não consiga lidar bem com pessoas. Shaun vai ter muitos desafios pela frente, que terá de enfrentar, ao mesmo tempo, que terá de aprender a lidar com os pacientes para assim, ter a possibilidade de salvar a vida de cada um.


O elenco desta série é constituído por: Freddie Highmore (Shaun Murphy), Nicholas Gonzalez (Neil Melendez), Antonia Thomas (Claire Browne), Richard Schiff (Aaron Glassman), Hill Harper (Marcus Andrews), Will Yun Lee (Alex Park), Fiona Gubelmann (Morgan Reznick), Christina Chang (Audrey Lim), Paige Spara (Lea Dilallo), Jasika Nicole (Carly Lever), entre outros.

Esta é uma série que tem conquistado muitos fãs, tendo sido considerada como uma das mais vistas do canal ABC. 


Shaun tem uma inteligência extraordinária e superior ao normal, e terá o desafio diário de enfrentar todos os seus medos e preocupações, para que consiga tornar-se num cirurgião. Mas não será fácil, devido à sua condição de autista, que dificulta a sua forma de lidar com pessoas, principalmente com os seus pacientes. É um médico diferente daquilo que estamos habituados a ver, devido à sua personalidade peculiar, mas é ao mesmo tempo, um jovem que quer muito aprender com os seus colegas, seja a nível profissional, como a nível pessoal. 

É um jovem tímido que não teve uma infância nada fácil, nos quais a família nunca conseguiu lidar com ele, exceto o seu irmão, que tornou-se no seu maior apoio. 

Sendo autista, Shaun vai ser constantemente testado, seja no seu trabalho diário, como também nos relacionamentos que vai criando dentro e fora do hospital. Infelizmente continua a haver muitos preconceitos, pois são vários aqueles que vão duvidar das capacidades e competências de Shaun de tornar-se num cirurgião de sucesso. Para além disso, ele não é bom a lidar com os pacientes, acabando por afetar o próprio funcionamento do hospital.

É muito interessante ver a forma como a equipa de efeitos visuais mostra o modo como a mente de Shaun trabalha. É representada uma linha de raciocínio e o pensamento do protagonista, quando este está a tentar desvendar um determinado diagnóstico e caso. Isto tem o objetivo de ajudar o público, a compreender melhor, o lado mais científico da medicina. Acho que foi fundamental incluírem ilustrações enquanto a mente de Shaun funcionava em cada caso.

Apesar da sua condição dificultar o seu relacionamento com os outros, Shaun não vai desistir e ao longo dos episódios vai aprendendo as bases essenciais para conseguir falar e lidar com pessoas, sejam elas, pacientes ou colegas de trabalho. Não será fácil, mas terá a ajuda de Claire, Glassman, Lea, entre outros. 

Mesmo com os traumas que sofreu durante a infância, Shaun quer provar que é possível ser um médico talentoso, mesmo sendo diferente. São várias as situações, que ele também mostra, o quanto é boa pessoa.

  
Freddie Highmore tem tido uma performance brilhante e impressionante, no modo como representa um jovem autista, no qual cativa e cria empatia com o espetador e ao mesmo tempo ensina-o, a saber mais sobre esta condição. Não é mesmo nada fácil interpretar uma personagem com este tipo de características mais específicas e o ator fá-lo de uma forma muito convincente, pensando em todos os pormenores. A principal razão pelo sucesso da série, é sem dúvida, o desempenho de Freddie. 

Esta é uma personagem que tem um dom para a medicina. É uma história inspiradora, pois é interessante ir acompanhando todas as dificuldades que Shaun vai passando, mas também os triunfos que consegue alcançar. Também acaba por ter reações inesperadas e imprevisíveis em situações que não poderiam acontecer, como por exemplo, quando não mostra empatia perante o paciente, nem sempre é visto da melhor forma. 

Shaun também mostra o quanto indispensável ele é, tanto para a sua equipa como para o próprio hospital, mesmo que alguns achem que este não seja capaz de desenvolver as suas funções, por ser autista. Tem métodos e ideias pouco convencionais, que nem sempre fazem sentido, mas maioritariamente acabam por serem fundamentais para salvar a vida de um determinado paciente. 

Também cria uma empatia com o espetador, por ter um bom coração, apesar das suas atitudes menos racionais. É interessante ver a sua evolução como ser humano, cativando os colegas de trabalho de uma forma muito simples e ao mesmo tempo. 



Esta equipa de médicos, sejam eles residentes ou os respetivos chefes, têm caraterísticas bem diferentes uns dos outros. São as experiências que vão adquirindo ao longo dos episódios, que levam a que sofram algumas mudanças, seja a nível físico ou emocional. Esta história mostra a competitividade entre algumas das personagens, onde Shaun também desafia os próprios colegas a serem melhores profissionais de saúde. 


São várias as emoções transmitidas nesta história, entre elas, as inseguranças de Shaun, que nem são muito fáceis de lidar, mas Glassman é aquele indivíduo que consegue ajudar mais facilmente. 

Uma das minhas partes favoritas desta série é a dinâmica entre Shaun e Glassman. Acho que é uma relação muito genuína e bonita de se ver, principalmente o carinho e respeito que Glassman tem por este jovem. Glassman é o mentor de Shaun e o seu principal apoio no hospital, pois sendo o diretor desta instituição, sempre defendeu-o dos preconceitos das outras pessoas. É um médico muito experiente na área da neurologia e para além de acreditar no talento de Shaun, também ensina-o a comportar-se perante os outros. E assim, vai dando conselhos sobre os mais diversos assuntos. Os momentos mais emocionantes da história são partilhados por estas 2 personagens. O ator Richard Schiff está de parabéns, pela forma convincente que interpreta o papel deste médico. 

Os temas abordados nesta série acontecem com frequência na nossa sociedade, como por exemplo, o assédio, preconceito, poder e a competitividade entre residentes, pois acabam por também suceder em ambientes profissionais.

A história desenrola-se maioritariamente no interior do hospital, onde há sempre um caso por resolver. Acho que a fotografia foi bem escolhida, mas infelizmente, nem sempre a montagem era a melhor. Também achei que alguns flashbacks não foram introduzidos na melhor altura, nos quais alguns episódios acabaram por ter excesso desse tipo de cenas. 


Também acho que têm exagerado na forma como têm explorado a relação entre Shaun e Lea. Apesar destas 2 personagens partilharem algumas das cenas mais divertidas da série e eu gostar desta amizade, também considero que não deveriam ser introduzidas tantas dificuldades, quando vamos acompanhando a evolução desta relação. Por vezes não faz qualquer sentido, alguns dos dramas que vão incluindo em alguns dos episódios, relativamente a esta dupla.  

Apesar de achar que é uma série com muito boa qualidade, também tenho reparado, que infelizmente, a mesma tem diminuído nas últimas temporadas. Espero que possa evoluir de uma forma que volte a apaixonar e a entusiasmar, ainda mais os fãs desta série.

Considero que seja uma série emocionante e humilde à sua maneira, que aborda tanto a inclusão como o preconceito de pessoas com necessidades especiais, mas que não deixam de ser humanos. É uma história que aconselho a acompanharem e assim, verem uma interpretação incrível, por parte de Freddie Highmore.