quarta-feira, 27 de setembro de 2023

Filme "O Criador" - uma história criativa que transmite uma mensagem pertinente sobre a inteligência artificial

 

O Criador (The Creator, como título original) da 20th Century Studios é o filme mais recente realizado e produzido por Gareth Edwards. E que podem acompanhar a partir desta semana nos cinemas. Gareth Edwards contém no currículo, filmes tais como, o Rogue One: Uma História Star Wars e Godzilla. O filme também conta com o seu argumento que faz um trabalho conjunto com Chris Weitz. E já está disponível na plataforma de streaming da Disney+. 

O elenco é constituído por John David Washington, Gemma Chan, Ken Watanabe, Sturgill Simpson, Madeleine Yuna Voyles e Allison Janney.

Divulgação: 20th Century Studios

No meio de uma guerra futura entre a raça humana e as forças da inteligência artificial, Joshua (John David Washington), um ex-agente das forças especiais em luto pelo desaparecimento da sua mulher (Gemma Chan), é recrutado para caçar e matar o Criador, o arquiteto esquivo da IA avançada que desenvolveu uma arma misteriosa com o poder de acabar com a guerra…e com a própria humanidade. Joshua e a sua equipa de agentes de elite atravessam as linhas inimigas e entram no coração sombrio do território ocupado pela IA…apenas para descobrir que a arma que acaba com o mundo, que ele foi instruído a destruir, é uma IA sob a forma de uma criança.

O tema da inteligência artificial tem sido cada vez mais um motivo de discussão por inúmeras situações. A mais recente está relacionada com a greve que tem ocorrido em Hollywood com os argumentistas e atores. Estes profissionais querem condições justas e ainda, ficarem salvaguardados, relativamente ao papel atual e futuro da inteligência artificial neste meio.

Divulgação: 20th Century Studios

Por isso, O Criador é daqueles filmes que aborda como poderia ser um futuro possível do desenvolvimento da inteligência artificial e o respetivo impacto para o mundo. Mas, feito de um modo, tanto perspicaz, como até destrutivo. Pois, acompanhamos a dependência e até o ódio da humanidade pela IA. Como um mero erro humano e o desconhecimento pode levar a um desfecho devastador. E aquilo que a humanidade seria capaz de fazer quando se sentisse ameaçada pela IA, não importando as consequências, nem as vidas inocentes que se perdessem pelo caminho. Uma guerra iminente repleta de caos e destruição que poderia trazer ainda mais, o pior do ser humano.

A história tem uma combinação de thriller com ação e ficção científica. É um argumento interessante, tendo sido desenvolvido de uma forma sólida, fluída e inteligente. E ainda tem os seus momentos mais épicos. Este mundo que nos é apresentado, e o ambiente em si traz vertentes particulares de Star Wars, criando uma sensação de nostalgia imediata. Já a fotografia, os efeitos visuais e os ângulos de filmagem escolhidos deixam qualquer um prendido ao ecrã. No entanto, a pessoa fica com a impressão que faltou algo.

Divulgação: 20th Century Studios

O filme trouxe uma narrativa criativa que poderia ter explorado outros pontos de interesse que tornassem a mesma, ainda mais rica. Relativamente ao elenco, o destaque vai para John David Washington e principalmente para a Madeleine Yuna Voyles. Esta criança teve a capacidade de emocionar por instantes quem está a ver e utilizando apenas as suas expressões faciais. E o espetador consegue criar uma empatia instantânea por esta personagem com habilidades fantásticas. Mais um exemplo de como um olhar vale mais do de inúmeras palavras!

O Criador é uma produção com as suas surpresas e dividida em capítulos que deixa a pessoa a refletir sobre aquilo que acabou de assistir. Será que a inteligência artificial é uma grande ameaça para o futuro da humanidade ou será o próprio ser humano que está destinado a destruir tudo aquilo que construiu? E poderia a inteligência artificial e a humanidade viver em paz e conformidade? Esta história transmite uma mensagem pertinente que irá continuar a criar motivos de discussão sobre as vantagens e desvantagens da utilização da inteligência artificial na atualidade e no futuro. Não percam, esta ficção científica que vos irá entreter!

domingo, 17 de setembro de 2023

Top 8 das Melhores Séries introduzidas no Universo da Marvel

 

Ao longo dos tempos têm surgido diversos projetos na vertente das séries que conquistaram imediatamente o público, principal aquele que é admirador do universo da Marvel. Já outros, infelizmente acabaram por não corresponderem às expetativas, chegando a um ponto que a pessoa questiona a possibilidade de nós voltarmos a ter a qualidade que estávamos tão habituados a ver antigamente e até sermos surpreendidos pela positiva com as produções futuras da Marvel.

Contudo, enquanto esperamos por mais aventuras destas personagens ou até termos a oportunidade de conhecer as histórias originais de novos heróis, eu resolvi partilhar com todos vocês, o meu top 8 das melhores séries que foram introduzidas no universo da Marvel e que podem acompanhar na plataforma da Disney+.

Atenção que eu vou juntar todas as minhas escolhas numa única lista, mesmo que possam não fazer parte oficialmente do universo cinematográfico da Marvel.

1. Loki

Loki é uma série de seis episódios produzida pela Marvel Studios em exclusivo para a plataforma da Disney +, sendo que estreou em 2021 e já tem a sua segunda temporada completamente filmada. É baseada na personagem do Marvel Comics, em que é criada por Michael Waldron e tem a realização de Kate Herron.

Tom Hiddleston é mais uma vez o protagonista da história, juntamente com Sophia Di Martino, Owen Wilson, Gugu Mbatha-Raw, entre outros.

A história desenrola-se na fase 4 da MCU após os eventos do filme Avengers: Endgame (2019), onde Loki, o Deus da Mentira (Tom Hiddleston) sai da sombra do seu irmão e depois de fugir com o Tesseract, ele cruza-se no caminho da burocrática TVA (Time Variance Authority) que só lhe vai trazer problemas, mas que tem uma missão em mente para ele realizar.

Deixo-vos AQUI com 6 Razões para assistirem à série Loki

2. Daredevil

Daredevil é uma série de super-heróis da Marvel baseada na personagem de Stan Lee e Bill Everett que tem uma combinação de ação com policial, suspense e drama, sendo que estreou em 2015 na Netflix. Atualmente, podem vê-la na Disney+, sendo que esta plataforma está a produzir uma nova série dedicada a uma nova visão deste herói com Daredevil: Born Again.

A série é protagonizada por Charlie Cox, Deborah Ann Woll, Elden Henson, Rosario Dawson, Vincent D’Onofrio, Jon Bernthal, Elodie Yung, Scott Glenn, entre outros.

Cego desde criança, Matt Murdock (Charlie Cox) luta contra a injustiça em Nova Iorque, durante o dia como advogado e à noite na pele do super-herói, Daredevil. Quando era mais novo, Matt foi vítima de um acidente que o deixou cego. Mas que também fez com que desenvolvesse outro tipo de habilidades, incluindo sentidos mais apurados. Um dia, ele se torna num advogado que combate o crime á noite em Hell’s Kitchen, o bairro onde cresceu. Será que os meios utilizados por este vigilante vão ser suficientes para enfrentar os seus adversários e acabar com o próprio crime? Daredevil não vai ter a vida fácil a impedir os planos do seu principal inimigo, Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio), um emblemático vilão e o Rei do Crime que vai dar que falar!

Podem saber AQUI sobre tudo o que esteja relacionado com a série Daredevil!

 

3. WandaVision

WandaVision é uma minissérie de 9 episódios criada por Jac Schaeffer que estreou em 2021 em exclusivo para a plataforma da Disney+, sendo que se transformou num autêntico fenómeno, surpreendendo tudo e todos. É baseada nas personagens Wanda Maximoff ou Scarlet Witch e Vision da Marvel Comics, nos quais são desempenhadas respetivamente por Elizabeth Olsen e Paul Bettany.

A verdadeira aventura começa quando Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen) e Vision (Paul Bettany) passaram a viver uma vida minimamente perfeita nos subúrbios na cidade de Westview, em New Jersey, depois de se casarem, ao mesmo tempo que tentam esconder as suas habilidades e as suas identidades.

Tudo começa a correr relativamente bem, até que as coisas não são realmente aquilo que parecem e cada vez mais são as desconfianças que decorrem na forma como cada um dos moradores deste local se vai comportando, perante a presença deste casal. E diversas mudanças vão surgindo de maneiras bem estranhas no ambiente em si. Será que estes dois super-heróis vão conseguir descobrir a verdade sobre o que está a acontecer ou é algo mais complexo do que imaginavam?

Tudo aquilo que precisam de saber sobre WandaVision podem encontrar AQUI

4. Agents of S.H.I.E.L.D

A série Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D ou simplificando Agents of S.H.I.E.L.D foi uma das apostas iniciais da Marvel que teve Joss Whedon como o seu criador e estreou em 2013. Atualmente podem ver as suas sete temporadas no Disney+.

O elenco é constituído por Clark Gregg, Chloe Bennet, Ming-Na Wen, Elizabeth Henstridge, Iain De Caestecker, Henry Simmons, Natalia Cordova-Buckley, Brett Dalton, Jeff Ward, entre outros.

Esta produção conta a história de uma organização de segurança internacional designada por S.H.I.E.L.D (Strategic Homeland Intervention, Enforcement and Logistics Division) que ajuda a manter a paz e a combater os inimigos que possam ameaçar a segurança da humanidade.

Após os acontecimentos do filme Avengers (2012), o mundo já não é o mesmo. Por isso, Phil Coulson (Clark Gregg) que foi considerado como morto, continua a trabalhar na agência S.H.I.E.L.D e cria uma equipa de agentes especiais especializados em diferentes áreas para lidarem com ameaças feitas por inimigos de caráter extraterrestre, entre outros. São vários os perigos que Coulson e companhia terão pela frente. E irão enfrentar com coragem e persistência, sem nunca desistirem da sua verdadeira missão, que é proteger a humanidade a todo o custo.

Sabiam que Clark Gregg esteve presente na Comic Con Portugal em 2017? Se quiserem saber mais pormenores sobre a série Agents of S.H.I.E.L.D, podem aceder AQUI 

5. The Punisher

Em 2017, estreou na Netflix, The Punisher, um spin-off de Daredevil. Baseada na personagem com o mesmo nome da Marvel Comics, esta série que tem uma combinação de drama com ação, suspense e crime. Atualmente podem encontrar na Disney+ as suas duas temporadas, tendo sido criada por Steve Lightfoot e com Jon Bernthal no papel de protagonista.

Além de Jon Bernthal, o elenco é constituído por Ebon Moss-Bachrach, Ben Barnes, Amber Rose Revah, Daniel Webber e Paul Schulze.

Na história, Frank Castle (Jon Bernthal), também conhecido como ‘The Punisher’ é um ex-Fuzileiro Naval que tenta punir os criminosos responsáveis pelo homicídio da sua família e acaba envolvido numa conspiração militar. Ele depois acredita que se vingou desses criminosos responsáveis pelo trágico homicídio da sua família.

No entanto, rapidamente descobre uma conspiração maior e mais profunda por trás dos acontecimentos, que está relacionada com o período em que serviu nos Fuzileiros Navais. À margem de desentendimentos com a polícia, Billy Russo (Ben Barnes), o seu ex-melhor amigo, e Micro (Ebon Moss-Bachrach), um ex-analista da Agência de Segurança Nacional, Frank procura descobrir a verdade de uma vez por todas. 

6. Jessica Jones

Criada por Melissa Rosenberg, Jessica Jones é uma série de ação com drama, suspense e uma dose de investigação que estreou em 2015 na Netflix. Baseada na personagem com o mesmo nome da Marvel Comics, as suas três temporadas podem ser atualmente vistas na plataforma da Disney+.

Krysten Ritter protagoniza esta série, juntamente com Mike Colter, Rachael Taylor, David Tennant, Will Traval, Erin Moriarty e Eka Darville.

Quando uma tragédia põe fim à sua curta carreira de super-heroína, Jessica (Kryster Ritter) muda-se para Nova Iorque e abre a sua própria agência de detetives, Alias Investigations, que parece ser solicitada em casos que envolvem pessoas com talentos especiais.

Sofrendo de stress pós-traumático, Jessica quer fazer o bem, mas o seu interesse principal não é salvar o mundo, mas sim salvar o seu apartamento e sobreviver mais um dia.

7. Falcon and The Winter Soldier

Falcon and the Winter Soldier é uma minissérie de seis episódios estreada em 2021 e produzida pela Marvel Studios que está disponível em exclusivo na plataforma da Disney+. Tem a criação para a televisão por parte de Malcolm Spellman e esta é baseada nas personagens da Marvel Comics.

A história está introduzida na fase 4 da MCU e se desenrola após os acontecimentos do filme Avengers: Endgame (2019).

O elenco é constituído por Sebastian Stan, Anthony Mackie, Emily VanCamp, Wyatt Russell, Erin Kellyman, Florence Kasumba, Danny Ramirez e Daniel Brühl.

Depois de ter recebido o escudo de vibranium por parte do Captain America (Chris Evans), Sam Wilson (Anthony Mackie) vai ter de ponderar bem sobre se ele é a pessoa mais indicada para continuar com o legado deste super-herói, ao mesmo tempo que Bucky Barnes (Sebastian Stan) terá de lidar com o seu passado conturbado e com os seus atos enquanto Winter Soldier, um assassino sem qualquer tipo de misericórdia que sofreu uma lavagem cerebral e foi programado pela organização Hydra para eliminar quem eles quisessem.

Juntos, esta dupla terá de enfrentar uma ameaça que pode vir a trazer o caos. Será que nesta jornada, Sam Wilson irá se tornar no próximo Captain America? Para além disso, será que Bucky Barnes vai conseguir ultrapassar os seus traumas?

Tudo aquilo que precisam de saber sobre Falcon and the Winter Soldier, podem encontrar AQUI

 

8. Moon Knight

Moon Knight é uma minissérie original e alucinante da Marvel Studios estreada em 2022. É protagonizada por Oscar Isaac e criada por Jeremy Slater. E tem os seus seis episódios disponíveis na plataforma do Disney+, sendo baseada no personagem com o mesmo nome da Marvel Comics.

Nesta adaptação, a história acompanha Steven Grant (Oscar Isaac), o simpático funcionário de uma loja, que vive atormentado por blackouts e memórias de uma outra vida. Steven descobre que tem Transtorno Dissociativo de Identidade e partilha o corpo com o mercenário Marc Spector. À medida que os inimigos de Steven/Marc vão surgindo, estes têm de navegar através das suas complexas identidades, ao mesmo tempo que se vêm envolvidos num mistério mortal entre os poderosos deuses do Egipto.

Ainda não leram a minha análise focada no Moon Knight? Podem aceder AQUI

Estas são para mim as 8 séries da Marvel que mais me cativaram e se tornaram nas minhas favoritas até hoje, acabando por surpreenderem e até conseguiram ser marcantes, cada uma à sua maneira. Seja pelas suas personagens e também devido às suas histórias intrigantes, envolventes e interessantes, estas séries tiveram a capacidade de prender a atenção e de criar empatia com quem está a ver!

Futuramente, espero que as produções futuras da Marvel consigam melhorar a sua qualidade e de um modo bem significativo! Pois, uma coisa é certa! Já o conseguiram fazer antes e ainda, têm material cheio de potencial e suficiente para explorarem um número extenso de histórias que estão à espera para serem contadas!  

E para vocês, quais são as séries do universo da Marvel que merecem um lugar na vossa lista de favoritas?

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Filme "A Haunting in Venice" - Hercule Poirot está preparado para a resolução de mais um mistério arrepiante

A Haunting in Venice (Mistério em Veneza, como título em português) estreia nos cinemas portugueses, no dia 14 de setembro. É baseado no romance “Halloween Party” de Agatha Christie, tendo sido protagonizado e realizado por Kenneth Branagh.

O filme já está disponível na plataforma de streaming da Disney+.

O elenco também é constituído por Kyle Allen, Camille Cottin, Jamie Dornan, Tina Frey, Jude Hill, Ali Khan, Emma Laird, Kelly Reilly, Riccardo Scamarcio e Michelle Yeoh.

Esta história passa-se numa época assustadora em Veneza, após a Segunda Guerra Mundial, na véspera do dia de Todos os Santos e é um mistério aterrador que marca o regresso do célebre detetive, Hercule Poirot. Agora reformado e a viver num exílio auto-imposto na cidade mais glamorosa do mundo, Poirot assiste relutantemente a uma sessão espírita num palácio decadente e assombrado. Quando um dos convidados é assassinado, o detetive é empurrado para um mundo sinistro de fantasmas e segredos.  

Com todas as suas peculiaridades, Veneza é o local ideal para a resolução de mais um mistério pelo famoso detetive Hercule Poirot. Apesar de inicialmente não estar a aceitar novos casos, são vários aqueles que fazem fila, dia e noite, para que ele lhes ajude. Mas será que Hercule Poirot irá mudar de ideias e voltar a resolver casos estranhos? A resposta é sim! Será desafiante? Nesta situação e para um homem tão cético como Poirot, sem dúvida que sim.

Há quem acredite que muitos dos palácios na cidade de Veneza, ou estão assombrados ou estão amaldiçoados. Cada um deles tem a sua própria história para ser contada. E, em alturas como a véspera do dia de Todos os Santos, as certezas de que poderá ser verdade são cada vez maiores, principalmente quando começam a acontecer coisas estranhas e inexplicáveis nesses edifícios.

Este suspense sobrenatural foca-se maioritariamente no interior de um palazzo que já viu melhores dias. Este foi antigamente um orfanato e é atualmente conhecido por ser assombrado por fantasmas de diversas crianças. Depois da morte inesperada de uma jovem, que do terceiro andar caiu ao rio, a sua mãe nunca mais foi a mesma. Não conseguindo superar a ausência da sua filha, esta mulher em plena véspera do dia de Todos os Santos, resolve organizar uma sessão espírita com uma médium para entrar em contacto com ela.

Hercule Poirot faz parte da lista de convidados e vai fazer o que for preciso para desmascarar esta médium e evitar que alguém saia magoado. Será que esta é uma médium autêntica? Ou ela terá truques na manga?

Quando chega esse momento, tudo tem tendência para acontecer e correr mal. E foi isso mesmo que realmente aconteceu. Um dos convidados dessa sessão é assassinado, tornando a noite ainda mais sinistra. Só uma pessoa tem a capacidade para resolver esse mistério e é Hercule Poirot. Afinal, quem será o assassino? Uma pergunta que irá fazer o público pensar com todas as pistas e testemunhos que vão surgindo.

A Haunting in Venice é um thriller sobrenatural perturbador e inquietante com uma combinação de crime, drama e terror que consegue cativar o espetador, desde o início ao fim. Todo o suspense envolvido é bem desenvolvido, onde vão tendo atenção a todos os detalhes. Quem está a ver, começa a criar as suas próprias teorias e segue entusiasmado, os passos de Hercule Poirot na resolução de mais um caso de homicídio.

É sempre interessante ver o Hercule Poirot em ação e acompanhar todo o seu processo para encontrar os culpados dos crimes que investiga! É um detetive muito inteligente que olha para todos os pormenores, sabe muito bem o que está a fazer e é dificilmente enganado. Ele tem a habilidade de juntar todas as peças do puzzle, mesmo que inicialmente, possam não fazer sentido.

Além disso, o facto deste mistério decorrer na cidade de Veneza e com todos os ótimos ângulos de filmagem escolhidos para as cenas apresentadas, fazem com que a história se torne ainda mais atrativa e revigorante. Tanto a realização como o protagonismo de Kenneth Branagh são muito bem conseguidos, trazendo um resultado satisfatório.       

Este é um filme interessante repleto de segredos obscuros com momentos assustadores e pertinentes que deixam qualquer um a imaginar o que poderá ter realmente acontecido e deixa a dúvida. Afinal, existem fantasmas que estão a assombrar estes palácios ou é tudo simplesmente um truque?  

A Haunting in Venice consegue ser arrepiante à sua maneira e ainda entreter a pessoa, transformando-se assim, num suspense sobrenatural e com uma banda sonora adequada à narrativa que está a ser contada. E ainda, criando uma vontade imediata de querer acompanhar ainda mais, a jornada do incomparável Hercule Poirot e a sua capacidade extraordinária a resolver crimes. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

"A Pequena Sereia" é um live-action original que é mágico à sua maneira e já podem ver na Disney+

 

Depois de uma temporada passada nas salas de cinema, A Pequena Sereia (The Little Mermaid, como título original), um dos live-actions originais da Disney mais falados dos últimos tempos já chegou à plataforma da Disney+. Com a duração de 2 horas e 20 minutos e a realização de Rob Marshall, esta produção tem no elenco: Halle Bailey, Daveed Diggs, Awkwafina, Jonah Hauer-King, Javier Bardem e Melissa McCarthy.

Esta é uma obra que recria a história de Ariel, uma curiosa sereia que deseja experimentar a vida em terra e, contra a vontade do pai, visita a superfície. Ariel vive uma inesperada jornada de autodescoberta ao encontrar um príncipe, uma bruxa do mar e um incrível novo mundo.

Ariel, uma bela e corajosa jovem sereia com sede de aventura é a mais nova das filhas do Rei Tritão e a mais desafiadora, anseia por descobrir mais sobre o mundo além-mar e, enquanto visita a superfície, apaixona-se pelo belo Príncipe Eric. Como as sereias estão proibidas de interagir com humanos, Ariel deve seguir o seu coração. Ela faz um acordo com a malvada bruxa do mar, Úrsula, que lhe dá a hipótese de experimentar a vida em terra, mas acaba por colocar a sua vida e a coroa do seu pai em perigo.

O mundo encantado da Disney faz-nos sonhar de um modo tão peculiar e ainda, dá-nos força para ter esperança e nunca desistirmos de lutar pelos nossos desejos.

Desde muito cedo que acompanhei as produções da Disney, onde elas são desenroladas em diferentes lugares mágicos e preenchidos com personagens carismáticas. Contudo, a Pequena Sereia sempre teve um cantinho especial no meu coração, pois teve a capacidade de me inspirar de diversas formas. E ao mesmo tempo, também ensina uma lição muito importante que fica marcada na memória.

Divulgação: Disney

Quando surgiu o anúncio de que se ia fazer um live-action da Pequena Sereia, fiquei reticente que não fosse fiel ao original. E depois podia vir a ser incorporada com uma grande transformação, levando a perder o sentido na história em si. Antes da estreia foi comentada diversas vezes as possíveis alterações que pudessem vir a surgir e acabou mesmo por dividir opiniões.

Este filme familiar combinado com romance, fantasia e com uma dose de musical mantém a essência original desta sereia que cria uma conexão com quem está a ver. Foi constituído por uma história bonita e fluída, sendo realizada a um bom ritmo e juntando uma ótima banda sonora. Tem uma identidade própria que pode ser ligeiramente diferente, relativamente ao filme animado. Mas, não é algo que incomode a experiência do espetador.

Dá para perceber que tudo é feito com coração, tendo atenção aos detalhes mais relevantes. E também o próprio elenco fez um ótimo trabalho a adaptar estas personagens tão ricas e fascinantes.

Divulgação: Disney

Um dos principais destaques vai para a interpretação que Halle Bailey fez da Ariel que conseguiu criar uma empatia imediata e surpreender com o seu carisma. Nas cenas em que ela cantava, esta atriz brilhou instantaneamente com a sua voz tão natural, bonita e fantástica. Isso fez com que prendesse a atenção do público e trouxesse um ambiente mais intimista e alegre para a cena em si. Apesar de algumas serem músicas bem conhecidas, a Halle Bailey fez uma versão própria, mas que resultou muito bem.

Num geral, acompanhar esta visão mais recente desta sereia que tanto amamos tornou-se numa boa experiência e num tempo bem passado. Mesmo assim, a minha memória desta jovem genuína será sempre associada ao seu filme clássico animado que continua a ser tão marcante em mim, por mais vezes que possa vir a rever.    

A Pequena Sereia é um live-action original que é mágico à sua maneira, nos quais trouxe boas surpresas e é uma ótima opção para toda a família. Tem uma história divertida que representa o amor verdadeiro, nos faz sonhar e ainda, acreditar no amor e na bondade que pode existir neste mundo. E também transmite uma mensagem poderosa e pertinente que vai sem dúvida, continuar a fazer a diferença na vida de cada um de nós!

domingo, 27 de agosto de 2023

Godfather of Harlem - 5 Razões para verem esta série focada no infame chefe do crime Bumpy Johnson

 

Cada vez mais temos tido a oportunidade e sorte de ter produções de excelente qualidade relacionadas com o mundo das drogas. Godfather of Harlem é mais um ótimo exemplo de uma série que consegue cativar o espetador desde o primeiro minuto.

Godfather of Harlem estreou em 2019 na Epix, tendo sido criado por Chris Brancato e Paul Eckstein, os principais responsáveis pela criação da série Narcos. Com três temporadas, a plataforma MGM+ (antiga Epix) e a produtora ABC Signature são atualmente as responsáveis pela série. E faz parte do catálogo da Star, a área de entretenimento que está disponível na Disney+ e que contém um bom número de filmes, séries e conteúdos originais.

Este drama policial americano é protagonizado pelo vencedor do Óscar, Forest Whitaker como o gangster, de New York, dos anos 1960, Ellsworth ‘Bumpy’ Johnson e também tem uma função como produtor executivo. O elenco também é constituído por Ilfenesh Hadera (Mayme Johnson), Antoinette Crowe-Legacy (Elise Johnson), Vincent D’Onofrio (Vincent ‘Chin’ Gigante), Lucy Fry (Stella Gigante), Nigel Thatch (Malcolm X), Giancarlo Esposito (Adam Clayton Powell Jr.), Erik LaRay Harvey (Del Chance), Elvis Nolasco (Nat Pettigrew), entre outros.

Godfather of Harlem é uma colisão do submundo criminoso com o do movimento de direitos civis durante um dos tempos mais tumultuosos da história americana. Esta já ganhou uma série documental, tendo sido baseada no seu enredo, designada por By Whatever Means Necessary: The Times of Godfather of Harlem e lançada em novembro de 2020.

De seguida, partilho com vocês, 5 razões para acompanharem esta série poderosa e tão bem executada:

1. Apresenta uma perspetiva peculiar do infame chefe do crime Bumpy Johnson

Godfather of Harlem conta a verdadeira história de Bumpy Johnson que, no início dos anos 60, regressa de dez anos de prisão em Alcatraz para encontrar o bairro que governava em desordem, destruído e com as ruas dominadas pelos italianos. O mafioso decide eliminar todos os seus adversários e retomar o controle das ruas. Para recuperar o controlo, Bumpy tem de enfrentar a família do crime Genovese. Durante a brutal batalha forma uma aliança com o pregador radical Malcolm X, apanhando a ascensão política de Malcolm na mira da agitação social e de uma guerra da máfia que ameaça despedaçar a cidade.

Já na segunda temporada, Bumpy Johnson entra em confronto com as famílias que lideram o crime em Nova Iorque para ganhar controlo sobre a lucrativa e assassina “French Connection”; (a Associação Francesa), o pipeline para a heroína que é transportada de Marselha até ao porto de Nova Iorque. Com um sindicato de distribuição que inclui chefes do crime de outras grandes cidades dos EUA, Bumpy segue o exemplo do seu amigo Malcolm X, nomeadamente da sua mensagem de nacionalismo económico negro. O seu plano ambicioso enfrentará desafios não só por parte dos italianos, mas também pela sua mulher, Mayme, filha Elisa, rival Adam Clayton Powell (o primeiro congressista negro eleito por Nova Iorque), procurador Robert Morgenthau e o próprio Malcolm. Uma vez mais é explorado o choque entre o submundo do crime e os direitos civis no colorido e tumultuoso ano de 1964.

Enquanto na terceira temporada, Bumpy tem de lutar contra a máfia cubana para ganhar o controlo de Harlem. Ao mesmo tempo, ele precisa de enfrentar rivais italianos, assassinos contratados completamente implacáveis e ainda lidar com a intervenção da CIA. Bumpy coloca a sua vida em risco, enquanto tenta proteger tudo aquilo que lhe é mais sagrado.

Bumpy Johnson é considerado como uma figura de peso e como um pilar para a sua comunidade que tenta entender como o mundo funciona, lidar com os seus próprios conflitos e ainda conectar-se com a sua família. Desde muito cedo que ele se envolveu em atividades criminosas, sendo que as suas ações ilegais relacionadas com as apostas e com o tráfico de drogas levaram a que mais tarde fosse preso em Alcatraz. Ele é um homem poderoso, lutador, destemido, determinado e resiliente com um carácter e uma personalidade explosiva que aproveita as oportunidades e também segue um código. E para obter aquilo que quer, não desiste por mais obstáculos e ameaças que lhe possam vir a surgir. Bumpy tem um amor pela literatura e filosofia, um talento para o xadrez e ainda gostava de cuidar da comunidade afro-americana que morava em Harlem, ajudando sempre que possível, famílias com problemas a nível de segurança, despesas e em tudo o que fosse necessário. Mas mesmo assim, apesar de ser um homem intelectual e do povo, ele dividia as opiniões dos moradores.

Esta é uma narrativa muito bem escrita baseada numa história real que causa uma forte primeira impressão. Mas que tem as suas guerras de gangues, disputas de poder, intrigas, rivalidades e conflitos intensos entre as diferentes personagens que vai prender a atenção do público desde o primeiro minuto. Além disso, temos a oportunidade de conhecer melhor os relacionamentos de Bumpy Johnson, como aquela que teve com a sua família, a amizade de infância e controversa com o polémico e ativista radical Malcolm X, as ligações com a máfia italiana e até com a CIA.

2. Inspirado em pessoas e eventos reais

Ellsworth Raymond Johnson nasceu em Charleston, em 31 de outubro de 1905 e morreu em 7 de julho de 1968. Ele ficou com o apelido de “Bumpy”, devido a uma pancada na parte de trás da cabeça que sofreu quando era criança.

Esta não é a primeira vez que Ellsworth “Bumpy” Johnson surge nos grandes ecrãs, mas é a única em que na minha opinião finalmente se foca mais concretamente na vida dele após ter sido preso em Alcatraz.

Para evitar mal-entendidos, esta história é inspirada por acontecimentos reais, certas personagens, caracterizações, incidentes, locais e diálogos foram ficcionados ou inventados para fins de dramatização. Com respeito a tal ficcionalização ou invenção, qualquer semelhança com o nome ou com o personagem ou história real de qualquer pessoa, viva ou morta, ou qualquer produto ou entidade ou incidente real é inteiramente para fins dramáticos e não pretende refletir sobre um personagem, história, produto ou entidade real.

Uma das coisas que estão muito bem organizadas nesta série criminal é a forma como combinam eficazmente as imagens reais de eventos que ocorreram na altura para complementar o momento específico da história que está a ser contado. O facto de terem introduzido imagens antigas de eventos televisivos na história em si foi muito bem pensado. Até o genérico da série está muito bem feito, onde contém como tema de abertura “Just In Case”, de Swizz Beatz, as imagens apresentadas fazem parte do arquivo das notícias dessa altura, e ainda fazendo uma comparação das semelhanças de alguns dos atores com as figuras reais que estão a desempenhar.

3. A história é cativante e aborda temas pertinentes que continuam a ser discutidos até hoje

Apesar de ser baseada numa história real e tendo as suas partes mais dramatizadas, Godfather of Harlem está constantemente a surpreender pela positiva. Em cada episódio, tudo pode acontecer e nós não sabemos o que esperar, sendo que todas as suas reviravoltas e surpresas inesperadas fazem com que a pessoa esteja plenamente prendida ao ecrã e interessada naquilo que está a ver.

A série tem um argumento complexo e dinâmico com um bom contexto histórico que é concretizado a um ritmo favorável e constante, onde foi desenvolvido de um modo muito inteligente e cativante. As personagens foram sendo bem elaboradas, sendo que se tornaram marcantes, cada uma à sua maneira. E o elenco aproveitou bem o material que lhes foi fornecido para desempenharem eficazmente as suas personagens e fazerem-no de um modo fidedigno.

Além de abordar a máfia e a vida criminal do mafioso Bumpy Johnson com alguns negócios legítimos pelo meio, também são retratados temas que continuam a ser discutidos até aos dias de hoje. Um dos principais foi a história da luta pelos direitos civis dos afro-americanos nos EUA e o papel fundamental que Malcolm X teve neste movimento. Ficamos com a noção de como a comunidade afro-americana vivia naquele tempo, principalmente no bairro de Harlem nos anos 60 que passavam por dificuldades e injustiças. A religião do islamismo, preconceito, racismo, pobreza, discriminação, poder, dinheiro, política, classes sociais, violência, toxicodependência, guerra, a luta pela igualdade e o comportamento da polícia perante determinadas situações também são outros assuntos que podemos ver aqui explorados.

4. Para quem gosta de séries relacionadas com o mundo das drogas, Godfather of Harlem é para vocês

Ellsworth “Bumpy” Johnson foi considerado como um dos chefes do crime mais temidos, influentes e relevantes nos anos 60 nos EUA e uma figura icónica do submundo do crime. Ele foi um notório traficante de droga e gangster de Harlem, um bairro em Nova Iorque. Depois de estar preso, este criminoso regressa a Harlem para encontrar um bairro bem diferente daquilo que ele esperava, onde o crime organizado afro-americano perdeu força. Para recuperar o seu poder e o respeito das ruas, Bumpy tem uma jornada longa pela frente e vai fazer o que for preciso! Ao longo dos episódios, vamos perceber como o Bumpy Johnson tem tantos recursos à sua disposição, como foi construindo o seu império e porque possui o estatuto de “padrinho” de Harlem.

A série mistura eventos históricos e políticos que focam, por um lado, o movimento liderado por Martin Luther King na década de 1960 com a luta pelos direitos civis dos negros que teve Malcolm X como um dos seus principais defensores. E por outro, conta como era a criminalidade da época que foi o resultado do tráfico de drogas e de armas.

Com esta produção, podemos ver como funcionava todo o negócio do tráfico de drogas em Nova Iorque nesta época, maioritariamente em Harlem que inclui a distribuição, a venda do produto, o papel da polícia que pode estar ou não a trabalhar do lado dos traficantes e muito mais. Também acompanhamos todos os perigos, batalhas e caos que fazem parte de quem está neste mundo, como os ataques constantes e repletos de violência, perseguições e tiroteios. E ainda, podemos ver as disputas de Bumpy com as máfias e observar a inteligência e a perspicácia deste líder criminoso no que toca a lidar com os seus inimigos, com tudo o que esteja relacionado com o tráfico de drogas e muito mais. 

 

5. Possui uma banda sonora que fica no ouvido

Esta série criminal não seria a mesma, sem a sua estrondosa banda sonora. Como referido anteriormente, tudo começa com um genérico que fica no ouvido e possui como tema de abertura “Just In Case”, de Swizz Beatz. Com toques modernos que levam a pessoa aos anos 60, cerca de 19 canções originais foram criadas propositadamente para a série, sendo que acompanham uma história que aconteceu no passado, mas foram pensadas para atrair os espetadores mais jovens. Na lista temos nomes, tais como, John Legend, Skip Marley e French Montana. Estas canções ligam sem dúvida, com a história que está a ser contada.

Godfather of Harlem é uma série espetacular com uma ótima qualidade, um elenco muito competente que está de parabéns e onde Forest Whitaker brilha na sua interpretação fantástica desta figura. Uma narrativa que mistura drama e crime num período conturbado nos EUA, onde trouxe violência, agitação social, protestos, polémicas, brutalidades e muitas batalhas pelo caminho. Esta apresenta temas como o tráfico de drogas, a luta pelo poder, o movimento pelos direitos civis nos EUA, o papel da máfia, o abuso policial e muito mais. Uma história excelente e envolvente que entregou o que foi prometido, conquistou o público, merece ser destacada e que não podem mesmo perder!

quinta-feira, 17 de agosto de 2023

"Um Filme do Caraças" é uma aventura divertida e sem filtros que não vai deixar ninguém indiferente

 

Para este verão, a Lanterna de Pedra Filmes e a Pris Audiovisuais apresentam Um Filme do Caraças, uma comédia portuguesa com a realização de Hugo Diogo que já podem ver nos cinemas. O elenco é constituído por Pedro Alves, Eduardo Madeira, Ana Arrebentinha, José Pedro Gomes, António Machado, Clara Gondin e ainda marca o regresso de Herman José ao cinema.

Esta é uma história onde um acidente bizarro força um produtor de má reputação a substituir o consagrado realizador do seu muito dispendioso e muito atrasado próximo filme pela solução mais improvável…um realizador de filmes para adultos com grandes (e hilariantes) dificuldades em adaptar-se ao seu novo papel!

Um Filme do Caraças é uma animação garantida realizada ao mais alto nível que teve a capacidade de cumprir com o seu propósito. E ainda, ultrapassar qualquer tipo de expetativas, relativamente ao seu humor. É sempre interessante termos a oportunidade de acompanhar os bastidores de uma determinada produção, mas esta narrativa fá-lo de um modo bem peculiar e inteligente. Tudo isso e muito mais, também graças às suas palhaçadas bem engraçadas que deixam qualquer um a rir-se às gargalhadas.

Divulgação: Pris Audiovisuais

Esta comédia portuguesa não seria a mesma coisa, sem o brilho do seu elenco que contribuiu eficazmente, cada um à sua maneira. Contudo, o destaque vai sem dúvida para Pedro Alves e Eduardo Madeira que trouxeram personagens carismáticas e divertidas.

Pedro Alves interpreta Oscar Pina, realizador de filmes para adultos, que, num acaso, se vê em mãos com a realização de um filme artístico. Acontece que dirigir um filme da 7ª arte é um sonho que sempre teve. Enquanto Eduardo Madeira dá pele a Zé Cavalo, estrela maior de filmes pornográficos, que terá de ajudar o seu amigo nesta aventura. E ainda interpreta Mário Carneiro, um pretensioso ator de cinema, num duplo papel antagónico.

Ao longo desta história bizarra e hilariante, o público nem dá conta do tempo a passar, transformando-se assim, numa experiência descontraída repleta de uma ação da boa e com uma ótima dose de piadas, sendo algumas delas bem artísticas e outras mais exageradas.

Um Filme do Caraças é uma aventura divertida e sem filtros que não vai deixar ninguém indiferente e vai completamente entreter a sua audiência com as suas loucuras e surpresas. Além disso, é daquele tipo de entretenimentos que estávamos mesmo a precisar de ver, onde tem cenas caricatas e coloca a nossa imaginação à prova. E também transmite uma mensagem poderosa e pertinente sobre o quanto devemos lutar pelos nossos sonhos e nunca desistir deles, por mais obstáculos que possam vir a surgir!

sábado, 12 de agosto de 2023

Filme "Red, White & Royal Blue" já estreou na Prime Video e vai conquistar o espetador

 

O filme original Red, White & Royal Blue é uma das estreias mais recentes da Prime Video. Esta produção da Amazon Studios é baseada no livro best-seller homônimo, escrito por Casey McQuiston também marca a estreia cinematográfica do premiado dramaturgo Matthew López.

O elenco é constituído por Taylor Zakhar Perez, Nicholas Galitzine, Uma Thurman, Clifton Collins Jr., Sarah Shahi, Rachel Hilson, Stephen Fry, Ellie Bamber, Thomas Flynn, Malcolm Atobrah, Akshay Khanna, Sharon D Clarke, Aneesh Sheth e Juan Castano.

A narrativa desenrola-se ao redor de Alex Claremont-Diaz (Taylor Zakhar Perez), o filho da Presidente dos Estados Unidos da América (Uma Thurman), e o príncipe britânico Henry (Nicholas Galitzine) têm muito em comum: beleza, carisma, popularidade internacional e desdém um pelo outro. Separados por um oceano, o problema que já dura há algum tempo não é assunto, até que um incidente desastroso – e muito público – num evento Real, se torna tema nos tabloides, criando problemas nas relações entre os Estados Unidos e o Reino Unido na pior altura possível. Com o objetivo de conter o problema, as famílias e os responsáveis obrigam os rivais a encenarem uma trégua. Mas, inesperadamente a relação fria de Alex e Henry torna-se uma espécie de amizade e a fricção entre os dois cria algo mais profundo do que aquilo que poderiam ter imaginado.

Divulgação: Prime Video

É muito interessante acompanhar uma nova visão mais moderna sobre a vida da família real britânica com todos os seus protocolos e regras, e como o príncipe Henry lida com tudo isso, a partir do momento em que se reencontra com Alex. E como um momento embaraçoso e até um escândalo pode criar problemas nas relações entre dois países, e ainda mudar para sempre a vida destes dois jovens.  

Esta é uma história bonita, carismática e refrescante, onde os opostos se atraem e o amor fala mais alto. Tudo é desenvolvido de uma forma tão natural, dando importância aquilo que realmente importa. A mensagem é clara e deixa qualquer um a refletir! A comunicação é vital para qualquer tipo de relação. E devemos amar quem quisermos, aceitarmos a nossa identidade, vivermos e sermos felizes à nossa maneira, sejam quais forem os obstáculos que possam vir a surgir.

Red, White & Royal Blue é um filme leve, divertido e apaixonante que envolve o público desde o primeiro minuto. Tem um modo próprio e inteligente de contar a sua história, onde os assuntos do coração se tornam assuntos do Estado, ao mesmo tempo que existe uma mistura da política com os medos, paixões e desejos que estes jovens vão tendo e ainda, os sacrifícios que têm de fazer. A dinâmica e cumplicidade entre os dois protagonistas é especial, dedicada e profunda, sendo que nos conseguem conquistar imediatamente e também, acreditar no significado do amor verdadeiro. E depois ainda temos um ótimo trabalho no elenco, na área da cenografia e também na banda sonora que acompanha a história que é sem dúvida, bem escolhida e introduzida nas alturas certas. Esta produção merece o seu devido reconhecimento e é uma aposta fantástica para verem!