quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

A nova adaptação do filme "A Cor Púrpura" é um drama musical que toca ainda mais profundamente o coração

 

Chegou o momento de acompanharem a arrojada e nova visão do clássico intemporal com o nome de A Cor Púrpura (The Color Purple, como título original). Desta vez é produzido por Oprah Winfrey, Steven Spielberg, Scott Sanders e Quincy Jones, sendo realizado por Blitz Bazawule. Já o elenco é constituído por Fantasia Barrino, Taraji P. Henson, Danielle Brooks, Colman Domingo, Corey Hawkins, H.E.R., Halle Bailey e Phylicia Pearl Mpasi. 

Esta é uma adaptação do romance e do musical da Broadway que conta a história bem emocionante de Celie (Fantasia Barrino), Shug (Taraji P. Henson) e Sofia (Danielle Brooks), três mulheres com personalidades fortes que vão ser constantemente testadas, cada uma à sua maneira. Um testemunho da extraordinária irmandade destas corajosas que partilham um laço indestrutível.  

Separada da irmã e dos filhos, Celie enfrenta uma vida difícil com um marido abusivo, mas com o apoio da cantora Shug Avery e da sua enteada, Celie encontra a verdadeira força e vontade de andar para a frente.

Inicialmente contada no filme de 1985, esta nova abordagem é ousada e arriscada, sendo que está repleta de música cativante e com uma história bem intrigante, intensa e memorável.  

São muitos os temas que são desenvolvidos neste clássico produzido novamente, mas desta vez com um toque mais moderno e com mais tecnologia à disposição. Como exemplo desses temas, temos o caso do amor, resiliência, empoderamento, discriminação, raça, cultura, guerra e a violência física e psicológica. E também mostra como as mulheres podem por vezes, sentir-se invisíveis e desvalorizadas para o mundo, mas mesmo assim, são lutadoras e são capazes de se levantar, aconteça o que acontecer.  

Além disso, temos uma inovação interessante, relativamente ao original. Falamos do lado mais musical da história, onde cada uma das músicas cantadas pelas suas personagens foram muito bem desempenhadas, ficando no ouvido de qualquer um e criando uma sensação imediata de alegria e diversão. Cada um teve o seu momento para brilhar. Apesar de estarem a passar por situações mais difíceis, a música podia sempre aliviar a alma. As coreografias de dança em si foram uma boa surpresa que trouxeram uma ligação ainda mais mágica à própria narrativa.

Divulgação: Warner Bros Portugal e Cinemundo

Os destaques principais vão para a interpretação fantástica das três protagonistas. Tanto Fantasia Barrino, como Taraji P. Henson e Danielle Brooks fizeram um excelente trabalho e deixaram a sua marca de uma forma positiva. Elas tiveram a capacidade fabulosa de apresentar notavelmente e de um modo muito especial, todas os elementos peculiares das personalidades destas mulheres, como também as suas vulnerabilidades. Mulheres essas que merecem todo o nosso respeito, em que acabamos por nos identificar e até emocionar com o desenrolar das suas histórias.  

Para mim, a minha favorita foi sem dúvida, o desempenho da Taraji P. Henson a representar Shug Avery, uma cantora que parecia que tinha tudo, porém na realidade faltava-lhe o mais importante, o amor do seu pai. Não só acompanhámos as suas cenas mais dramáticas que criam uma empatia instantânea com o espetador, como também o seu talento nato como artista musical. Não é que a sua Shug Avery me fez lembrar características únicas da sua personagem Cookie Lyon da série Empire? Uma nostalgia que soube mesmo muito bem!

Também é importante relatar o ótimo trabalho de Colman Domingo que nos trouxe um dos grandes antagonistas deste argumento e mais uma vez, surpreendeu pela positiva. Já não é o primeiro trabalho que acompanho este ator a fazer de um vilão e a maneira que ele o faz é tão bom e realista, que cria ao espetador uma sensação de irritação e às vezes de ódio, torcendo assim, para que leve com as consequências das suas ações.

Divulgação: Warner Bros Portugal e Cinemundo

Agora, referindo a uma possível comparação entre o filme de 1985 e este mais atual, podemos observar distinções claras que até foram interessantes de se ver. Existem situações da história que são mais desenvolvidas num filme do que noutro e outras que são retratadas de um modo ligeiramente diferente. Por isso, considero que a junção dos dois trouxe uma experiência ainda mais eficiente e útil para quem teve a oportunidade de assistir a estas duas produções.  

Se tivesse de escolher entre estes dois filmes, a decisão iria sem qualquer dúvida, para esta abordagem mais recente que teve a capacidade extraordinária de proclamar o seu lugar, mesmo não sendo a primeira versão desta história e ainda, exceder as minhas expetativas. É uma visão bonita, ousada e emocionante que transmite esperança para os tempos mais difíceis e conquistou com a sua magia emblemática, sendo que merece todo o devido reconhecimento.

Divulgação: Warner Bros Portugal e Cinemundo

Desta vez, A Cor Púrpura é um drama musical que toca ainda mais profundamente o coração, deixando uma mensagem poderosa e inesquecível ao público e sem nunca esquecer de mencionar a sua própria essência. Tanto o filme de 1985, como esta nova adaptação complementam-se entre si, apresentando o que realmente importa. E transmitindo uma lição de vida pertinente de determinação e sobrevivência que capta a atenção da pessoa, desde o início ao fim.   

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Filme "Argylle - Espião Secreto" é um thriller de espionagem que traz boas surpresas e revelações

Realizado por Matthew Vaughn, Argylle – Espião Secreto (Argylle, como título original) é uma das próximas histórias atrativas que podem ir ver aos cinemas.

O elenco é constituído por Bryce Dallas Howard, Sam Rockwell, Henry Cavill, John Cena, Ariana DeBose, Dua Lipa, Bryan Cranston, Catherine O’Hara, Sofia Boutella e Samuel L. Jackson.

Preparados para assistirem à divertida história do espião secreto Argylle, através da sua criadora, Elly Conway?

Divulgação: Universal Pictures e Cinemundo

Elly é uma escritora reclusa de romances de espionagem populares, prefere passar as noites em casa com o seu computador e gato, Alfie. Porém, quando as histórias fictícias de Elly sobre Argylle, que expõe um sindicato global de espiões, começam a espelhar ações de uma organização de espionagem real, as noites tranquilas de Elly acabam.

Juntamente com Aiden, um espião que é alérgico a gatos, e com Alfie na mochila, Elly viaja pelo mundo para fugir de assassinos, enquanto a fronteira entre a ficção e a realidade começa a esbater-se.

Qual é para vocês, a vossa noção de felicidade? Para Elly, a protagonista desta narrativa que é a autora de uma série de romances de espionagem bestseller é sem dúvida, estar no cantinho da sua casa, acompanhada pelo seu computador e o seu gato com quem tem uma ligação única.

Divulgação: Universal Pictures e Cinemundo

Já imaginaram como seria se as histórias supostamente ficcionais que estávamos a escrever eram transportadas para a vida real e acabávamos por correr risco de vida? Era algo que não passava pela cabeça de Elly, até que chega a um ponto que começa a questionar a sua própria sanidade mental. Contudo, inicialmente ela não sabia que ainda havia muito mais para acrescentar a este puzzle. Um puzzle que foi sendo preenchido aos poucos, com as peças que foram surgindo, mesmo que não fizessem qualquer sentido para a mente dela.

Chegou o momento, em que a possível revelação da existência de um sindicato de espiões global começou a refletir as ações secretas de uma organização de espiões da vida real. Nada na vida de Elly voltará a ser o que era. Uma linha entre o mundo fictício de Elly com o real começa a ser quebrada e ela é a chave para encontrar a solução.      

Divulgação: Universal Pictures e Cinemundo

Uma das estrelas desta história é nada menos do que Alfie, interpretado por Chip, o gato da vida real da supermodelo Claudia Vaughn (mais conhecida como Claudia Schiffer). Não vão faltar cenas em que este gato colocado numa mochila com formato espacial irá surpreender.

Um dos antagonistas desta história é o diretor da organização de espionagem real desempenhado por Bryan Cranston, sendo que a sua personagem fez-me lembrar traços específicos da personalidade carismática de Walter White da série de sucesso The Breaking Bad. E assim, ele teve a capacidade de trazer para mim, uma nostalgia automática e revigorante.

Divulgação: Universal Pictures e Cinemundo

Um dos pontos fortes do filme é sem dúvida, muitas das cenas protagonizadas por Sam Rockwell que trazem um brilho especial para a própria narrativa. A sua personagem é Aiden, um espião eficaz e invulgar que tem uma vulnerabilidade engraçada, ou seja, a sua alergia a gatos. Alergia essa que vai ser constantemente testada com a presença de Alfie, o gato de Elly. Aiden traz uma energia contagiante e instantânea para o espetador, fazendo com que a pessoa se identifique logo com ele e torça para que tenha sucesso na sua missão.       

Quanto maior o espião, maior a mentira, será que é mesmo assim? Nem tudo o que parece realmente é! Argylle é um thriller de espionagem com elementos distorcidos pelo meio, que nos desafia a questionar a própria realidade, sendo que ficamos constantemente em alerta, quando é para confiarmos em algo ou alguém.

Divulgação: Universal Pictures e Cinemundo

Com esta produção, temos a capacidade de identificar alguns dos elementos chave dos filmes de espionagem que foram retratados, sendo que no final, transformaram-se em algo mais simples do que na realidade são. Criatividade não irá faltar, principalmente nas cenas de luta que por vezes, trazem uma coreografia inovadora e diferente no bom sentido.

Argylle – Espião Secreto tem uma essência própria envolvida numa história flexível, inesperada e energética, sendo repleta de reviravoltas interessantes e loucuras coloridas. É uma fonte de entretenimento com um estilo peculiar que consegue trazer diversão com uma excelente combinação de sequências de ação bem cativante e ainda, com uma dose de elegância. Tem um lado mais absurdo e até improvável de determinadas cenas acontecerem, mas até trouxe boas surpresas para o argumento em si e risos na altura certa. O elenco fez um ótimo trabalho, criando assim, uma empatia imediata com o espetador.

Uma coisa é certa! Este universo ainda tem muito potencial de histórias para serem contadas que irão com certeza, criar uma ótima experiência para o público que quiser acompanhar. Por isso, que venha a próxima para nos trazer mais um momento bem passado e cheio de revelações! 



segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

O filme "The Kill Room - Arte Fatal" é uma forma simples e divertida de misturar o crime com a arte

The Kill Room - Arte Fatal (The Kill Room, como título original) é uma das estreias mais recentes para os cinemas portugueses. Este thriller com uma dose de comédia é realizado por Nicol Paone. E o elenco é composto por Uma Thurman, Joe Manganiello e Samuel L. Jackson.

A história desenrola-se ao redor de um assassino, o seu chefe, uma negociante de arte e um esquema de lavagem de dinheiro que, acidentalmente, transforma o assassino numa sensação de vanguarda, da noite para o dia, o que o obriga a jogar o mundo da arte contra o submundo do crime. O crime também pode ser uma forma de arte.

Patrice (Uma Thurman) é uma negociante de arte que se une a um assassino de aluguer, Reggie (Joe Manganiello) e ao seu chefe, Gordon (Samuel L. Jackson) para montar um esquema de lavagem de dinheiro. No entanto, a situação transforma, acidentalmente, Reggie numa sensação de vanguarda da noite para o dia e Patrice vê-se forçada a jogar o mundo da arte contra o submundo do crime.

Atualmente, são vários os negócios que têm dificuldades em trazer liquidez imediata, principalmente quando são em áreas muito competitivas, como acontece frequentemente na cidade de Nova York. Neste caso, a galeria de Patrice em Nova York não está a dar dinheiro, enquanto Gordon e Reggie têm um problema ainda maior. Embora seja extremamente lucrativo trabalhar como assassinos de aluguer, eles precisam de arranjar uma melhor forma de fazer a sua lavagem de dinheiro. Por isso, chegam à conclusão de que a galeria de Patrice poderá ser a solução para resolver esse assunto. Será que Patrice é a pessoa indicada para ter uma parceria pouco convencional com a dupla Gordon e Reggie?

Ao longo desta produção, a personagem da Patrice tem um desenvolvimento bem pertinente e inteligente, pois ela tem uma facilidade de se adaptar às situações que vão ocorrendo. Ela tem um talento nato como negociante de arte, de tal forma, que a sua habilidade acaba por tomar proporções inesperadas para as pessoas ao seu redor. Além disso, esta mulher consegue fazer um jogo de cintura muito perspicaz na sua argumentação, seja para fazer o seu trabalho ou simplesmente, para sobreviver perante elementos mais perigosos.

Alguma vez imaginariam que um assassino que não quer dar nas vistas e depois de ter pintado um quadro peculiar e estranho acaba por ter um reconhecimento imediato e popular, tornando-se num dos artistas mais requisitados pelos colecionadores? Ainda por cima com uma arte tão real e algumas vezes muito bem detalhada também não é descoberto pelos seus crimes. E quadros esses que inicialmente pareciam terríveis a nível de qualidade, mas na realidade foram os que despertaram inúmeras emoções a quem os visse. Um artista que se expressou à sua maneira com um nome pouco original. Mas que até fazia todo o sentido, devido à sua linha de trabalho, acabando por cativar, desde a primeira vez que foi revelado o seu nome artístico.

Esta foi uma forma leve e por vezes engraçada de representar o crime em arte, que levou a uma determinada transformação na vida de diversas personagens. Uma coisa é certa! Seja qual for o tipo de arte que estamos a ver, pode vir a ter o seu lado mais abstrato que nem sempre poderemos vir a entender.   

The Kill Room - Arte Fatal é daqueles filmes que surpreende pela positiva, pela forma tão automática que consegue prender o espetador, através da sua narrativa tão simples e super divertida.

Já foram algumas vezes que sucedeu uma história misturar crimes com peças de arte. Mas nesta situação foi tudo construído a um ritmo certo e de um modo tão flexível, sem grandes complexidades. As piadas são introduzidas naturalmente e sem qualquer tipo de exageros. É mesmo fantástico ver este elenco num registo mais cómico, que tem a capacidade de trazer um momento de boa disposição para o público que está a assistir. A pessoa nem dá conta do tempo a passar e sai de lá completamente descontraída e animada.

The Kill Room - Arte Fatal é uma forma simples e divertida de misturar o crime com a arte. Pode não ser uma produção de elevada qualidade, mas é daqueles filmes que de vez em quando, precisamos de ver. Por isso, deixa uma sensação de dever cumprido que eu acredito que vai entreter quem tiver interesse em ver.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

O filme Poor Things é uma obra-prima extraordinária, inovadora e hilariante definida como fora da caixa

Depois de ter sido o filme da sessão de abertura do LEFFEST’23 – Lisboa Film Festival, no dia 10 de novembro, Poor Things (Pobres Criaturas, como título em português) chega finalmente aos cinemas. Este filme de Yorgos Lanthimos já recebeu o Leão de Ouro para Melhor Filme, na 80º edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza. Também foi premiado com dois Globos de Ouro para Melhor Filme (Musical ou Comédia) e para Melhor Atriz (Musical ou Comédia) – Emma Stone. Já a protagonista e produtora Emma Stone ganhou o prémio de Melhor Atriz pelo Critics Choice Awards. Além disso, o filme acabou de receber 11 nomeações para os Óscares 2024, nas categorias: Melhor Filme; Melhor Realizador (Yorgos Lanthimos); Melhor Atriz Principal (Emma Stone); Melhor Ator Secundário (Mark Ruffalo); Melhor Argumento Adaptado; Melhor Banda Sonora Original; Melhor Caracterização; Melhor Fotografia; Melhor Design de Produção; Melhor Guarda Roupa e Melhor Montagem.  

Já podem assistir a este filme, através da plataforma de streaming da Disney+.

O elenco é constituído por Emma Stone, Mark Ruffalo, Willem Dafoe, Ramy Youssef, Jerrod Carmichael, Christopher Abbot e Margaret Qualley.

Do cineasta Yorgos Lanthimos e da produtora Emma Stone, chega a história incrível e fantástica evolução de Bella Baxter (Stone), uma jovem trazida de volta à vida pelo brilhante e não ortodoxo cientista, Dr. Godwin Baxter (Willem Dafoe). Sob a proteção de Baxter, Bella está ansiosa para aprender. Faminta pelo mundo que lhe falta, Bella foge com Duncan Wedderburn (Mark Ruffalo), um advogado astuto e pervertido, numa aventura turbulenta pelos continentes. Livre dos preconceitos da sua época, Bella cresce firme no seu propósito de defender a igualdade e a libertação.

Divulgação: 20th Century Studios

Bella Baxter é uma jovem mulher vitoriana a quem o Dr. Godwin Baxter, um cientista muito excêntrico devolve-lhe a vida. Porém, ela está sedenta por vivências que nunca teve. E por isso, parte numa viagem com uma passagem por Lisboa e um encontro com a fadista Carminho.

Nós temos a oportunidade de conhecer o mundo de Bella e acompanhá-la, enquanto esta mulher está em busca pela liberdade, ao mesmo tempo que tem um mundo inteiro para explorar.  

Inicialmente, Bella Baxter é considerada como ingénua e uma experiência, onde a idade mental e o corpo dela não estão sincronizados. Como seria ter um cérebro completamente novo? No seu caso, ela evolui rapidamente surpreendendo tudo e todos, chegando a um ponto que até acaba por lutar por valores tão importantes, como a liberdade e a igualdade. Aos poucos, ela torna-se autónoma, sendo que é incrível testemunharmos a evolução inacreditável dela e ainda, termos uma perceção perante o mundo de pobres criaturas, de acordo com os seus olhos.  

Numa época em que os condicionamentos a que as mulheres estavam sujeitas durante a vida toda, não impediram Bella de ser ela própria, prosseguir e fazer o que quisesse. Regras essas que não se aplicaram a Bella, levando a que protagonizasse momentos muito caricatos e deixando todos completamente apaixonados por ela.

Divulgação: 20th Century Studios

Bella Baxter é uma mulher corajosa, confiante e loucamente bem-disposta que procura aventuras e precisa de ver o mundo. Ela tem um mundo para descobrir e desfrutar e assim, quer vivenciar tudo aquilo a que tem direito. Uma aprendizagem com altos e baixos que irá fazer toda a diferença na sua vida. A sua sexualidade também vai sendo abordada, em que ela explora a mesma, envolvendo o público num lado mais arrojado da narrativa.

Emma Stone fez um desempenho exemplar e fenomenal desde o início ao fim, apresentando todas as características peculiares e especiais da genuína Bella Baxter. Deu mesmo para ver que foi um grande desafio para a atriz que merece sem dúvida, todo o reconhecimento. Todas as expressões faciais e corporais necessárias para dar vida à personagem, Emma Stone fez na perfeição, criando uma ligação imediata com o espetador que fica encantado com a sua história.  

Divulgação: 20th Century Studios

Além disso, tanto Mark Ruffalo como Willem Dafoe estão de parabéns pelas suas interpretações espetaculares. Mark Ruffalo está na lista dos meus atores favoritos e posso dizer que este seu trabalho ultrapassou as minhas expetativas. Foi muito bom, ter a chance de ver uma vertente tão diversificada de representação, tanto de Mark Ruffalo, como de Willem Dafoe.

Este filme é uma comédia de humor negro de época muito divertida que tem uma dose de modernidade, onde tiveram a inteligência de criar o seu próprio universo com requinte, que foi vital para definir a história que estavam a contar. Este foi um mundo com uma enorme criatividade que foi construído do zero, onde a imaginação ganha vida própria e qualquer coisa, por mais estranha que seja, pode surgir no grande ecrã.

Os cenários que apresentavam a cidade de Lisboa conseguiram mostrar a essência e beleza deste local passado num ambiente mais vitoriano, mas ao mesmo tempo contendo elementos mais futuristas que trouxeram uma ótima combinação. E ainda, dando destaque ao pastel de nata, vinho do Porto e ao fado, através da voz fantástica de Carminho que fez uma participação bem bonita.   

Divulgação: 20th Century Studios

Depois possui técnicas de filmagem peculiares misturadas com uma tecnologia mais moderna, que resultam muito bem e são completamente diferentes daquilo que estaríamos à espera, pois estamos a olhar pela visão única do realizador. O argumento em si é entusiasmante. A fotografia está muito bem escolhida e é acompanhada por uma banda sonora estrondosa que fica no ouvido.   

Poor Things é uma obra-prima extraordinária, inovadora e hilariante pensada definida como fora da caixa que traz ao espetador, uma experiência cinematográfica gloriosa, inesquecível e mágica. Tem uma narrativa excêntrica no bom sentido, nas quais contém uma aventura exorbitante, sendo também dividida por cenas mais dramáticas e outras mais românticas. Não vão faltar situações extravagantes e engraçadas, e repletas de sentido de humor que vão cativar instantaneamente o público. Este é um filme que nunca tinha visto algo parecido, que irá ficar para a história do cinema e não irá deixar ninguém indiferente! Uma experiência única que não podem mesmo perder! 



quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

O que esperar de Beekeeper O Protetor, um filme de ação protagonizado e produzido por Jason Statham

Beekeeper O Protetor (The Beekeeper, como título original) é um filme de ação, realizado por David Ayer, que tem estreia marcada para dia 18 de janeiro. O protagonista é Jason Statham que também tem uma função de produtor. No elenco, ainda fazem parte nomes, como Jeremy Irons, Emmy Raver-Lampman, Josh Hutcherson e Enzo Cilenti.

Esta é a história de Clay (Jason Statham), um ex-agente que se torna um implacável vingador. Quando a dona da quinta onde ele trabalha como apicultor se torna vítima de um golpe de phishing e comete suicídio, Clay parte em busca de vingança contra a empresa por trás do golpe.

Adam Clay é um apicultor pacífico que se torna num improvável herói ao confrontar uma rede de vigaristas. A história em si ganha camadas de suspense com um confronto entre ele e uma organização com conexões políticas e tecnológicas, explorando o tema atual do phishing.

Além disso, o filme desenvolve uma conspiração de grande escala, envolvendo ação, lutas e reviravoltas.

Divulgação: Cinemundo

Esta missão brutal de vingança de um homem assume proporções nacionais quando se revela que afinal ele é um antigo agente de uma poderosa organização clandestina, conhecida como “Beekeepers”. Os protetores são um programa especial fora da cadeia de comando que protegem o sistema e agem de acordo com o seu livre arbítrio. Não param, enquanto não cumprirem com a sua missão, sendo que podemos esperar de tudo por parte destes agentes implacáveis.

Adam Clay denuncia a corrupção e protege a colmeia. Quando o sistema está desequilibrado é ele que corrige. Já quando as leis falham, ele é que resolve o assunto. Este ex-agente fará o possível e impossível para garantir a proteção da colmeia, não importa os meios que use ou quem se coloque no seu caminho. Uma coisa é certa, a vingança é o seu único objetivo e cada uma das suas ações, incluindo queimar o que for preciso, poderá vir a trazer consequências catastróficas.

Divulgação: Cinemundo

Isto tudo começa quando a sua vizinha e a única que cuidou dele sofreu um golpe de phishing, onde perde todo o seu dinheiro e acaba por cometer suicídio. Os responsáveis por este crime fazem parte de uma cooperação que engana os mais fracos da sociedade e saem impunes. Apesar de Adam Clay estar reformado do seu trabalho secreto, isso não o impede de lutar por aquilo que acredita. Assim, isto torna-se numa missão pessoal em que ele não vai parar enquanto não a completar.

Porém, tudo isto é muito mais grave do que um mero esquema de phishing. Ainda inclui uma conspiração com um segredo muito bem escondido que está muito além do que se esperava.

Este protetor reformado não terá a vida facilitada, porque para os responsáveis, ele é um problema que precisa de ser tratado. Será que alguém irá conseguir pará-lo e até eliminá-lo? Será que ele vai cumprir com o seu objetivo? Com as suas habilidades extraordinárias e energia dinâmica, sem dúvida, que cada cena irá agarrar qualquer um ao ecrã.

Divulgação: Cinemundo

Beekeeper O Protetor é uma fonte de entretenimento cativante com explosões fabulosas que cumpre com o seu propósito, criando uma adrenalina imediata durante todas as suas cenas de luta muito bem coreografadas e interessantes de se assistir.

Por um lado, teve uma ideia inteligente no modo como a história foi construída, surpreendendo quem está a ver com algumas das suas cenas e também, apresentando curiosidades sobre o comportamento das abelhas com uma ligação própria ao caso. E por outro, ainda abordou o tema do phishing que é um problema cada vez mais frequente de acontecer na nossa sociedade que merece toda a nossa atenção, levando assim, a que a pessoa fique mais atenta e tenha maiores cuidados, caso possa vir a enfrentar uma situação semelhante. Também criou uma visão de uma certa forma diversificada para os filmes de ação, mesmo que, em algumas alturas parecia bem improvável, isso acontecer na vida real. Mas é bom imaginar as cenas mais extravagantes e viajar num mundo, onde qualquer coisa é possível.

Com este filme têm a oportunidade de verem o Jason Statham em ação, como alguém talentoso e eficiente que protege a sua colmeia a qualquer custo! 


terça-feira, 16 de janeiro de 2024

O que esperar do filme Pássaro Branco: Uma História Extraordinária?

Do realizador Marc Forster e baseado no livro homónimo de R.J. Palacio, Pássaro Branco: Uma História Extraordinária (White Bird, como título original) é um drama biográfico que tem estreia marcada para dia 18 de janeiro nos cinemas. O elenco é composto por nomes como Helen Mirren, Bryce Gheisar e Gillian Anderson.

Do autor do best-seller Wonder – Encantador, o livro que gerou o movimento inspirador “escolha ser gentil”. Em Pássaro Branco: Uma História Extraordinária, a narrativa da história é contada por uma avó ao seu neto, Julian (Bryce Gheisar), que tem estado a tentar perceber o motivo pelo qual foi expulso da escola pelo seu comportamento para com Auggie Pullman, o menino que nasceu com uma malformação facial. Num ato de transformar a vida do neto, a avó (Helen Mirren) vai revelar a Julian a sua própria história de coragem – durante a sua juventude vivida na França ocupada pelos nazis, um rapaz protege-a de um perigo mortal. Eles vão viver o seu primeiro amor num mundo mágico e deslumbrante criado por eles mesmos, enquanto a mãe do rapaz (Gillian Anderson) arrisca tudo para mantê-los seguros. Um ato de gentileza que irá mudar corações, constituir laços e, até mesmo, salvar vidas.

Pássaro Branco: Uma História Extraordinária é um filme construtivo sobre como um ato de bondade pode viver para sempre nos nossos corações.

Esta produção tem a capacidade de retratar com carinho uma jornada inspiradora sobre como um ato de generosidade pode mudar realmente a vida de uma pessoa. É uma lição de vida pertinente que faz refletir, em relação aquilo que realmente importa. Contudo, é uma história maioritariamente focada num período de um autêntico terror, enquanto se enfrentava o perigo constante e se escapava das crueldades dos seguidores de Hitler. Uma época em que França era ocupada por nazistas durante a 2ª Guerra Mundial, sendo que os judeus eram os principais alvos. Mesmo numa altura tão complexa e assustadora quanto esta, ainda existia esperança e fé.

E também havia quem tivesse compaixão e coragem suficiente para ajudar e até transformar de um modo positivo, a vida de alguém. Este é o poder de ser uma pessoa com bom coração e resiliente que coloca a sua própria vida em risco, por aquilo que acredita que seja o mais correto.  

Além disso, são discutidos temas que ainda hoje continuam a acontecer, como o bullying, a discriminação, a sobrevivência e a guerra. Situações que deixam qualquer um a pensar que é necessária uma mudança e até uma transformação urgente.

Pássaro Branco: Uma História Extraordinária traz uma mensagem profunda e forte sobre como alguém tem a habilidade excecional de ser corajosa, determinada e genuína, apesar de todas as dificuldades e sacrifícios que possam vir a surgir e ainda, mudar para sempre, a vida de uma pessoa.


quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Filme "A Minha Casinha": Entrevistas exclusivas ao realizador António Sequeira e aos atores Beatriz Frazão e Miguel Frazão


Quem já teve a oportunidade de assistir a um filme tão precioso quanto é A Minha Casinha?

A Minha Casinha (Autumn, como título internacional) é uma comédia dramática portuguesa que estreia esta semana nos cinemas nacionais. No Austin Film Festival 2023 que se realizou nos EUA, esta foi distinguida como a vencedora do prémio da audiência deste festival de cinema. Este é um filme de António Sequeira inspirado no livro “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós e o elenco é constituído por Beatriz Frazão, Elsa Valentim, Miguel Frazão, Salvador Gil e com as participações especiais de Ricardo de Sá e Sara Barradas.

O filme retrata as dificuldades de uma família do interior a enfrentar mudanças e a encarar verdades desconfortáveis quando o filho sai de casa para estudar em Londres. Durante um ano e focando essencialmente as férias sazonais quando ele regressa à sua casinha (Inverno, Primavera, Verão e Outono), nós observamos momentos da crise de meia-idade do pai, da puberdade da filha, da emancipação do filho e da maneira como a mãe lida com o “ninho vazio”. O filme é uma exploração de dinâmicas familiares portuguesas quando confrontadas com a nova emigração do século XXI, e com a dificuldade de crescerem e envelhecerem.

Esta é uma comédia dramática sobre uma família portuguesa do interior cuja vida é virada do avesso quando o filho mais velho decide emigrar para estudar em Londres.

A Geek Traveller apresenta entrevistas exclusivas ao realizador do filme, António Sequeira e aos atores Beatriz Frazão e Miguel Frazão que fazem parte do elenco desta história portuguesa.

Ao longo da conversa com António Sequeira foi apresentada a visão do realizador, todos os desafios que fizeram parte no decorrer das filmagens desta comédia dramática, como foi representar Baião para o grande ecrã e muito mais. 

Os desafios que tiveram em desempenhar as suas personagens ou curiosidades sobre os bastidores do filme foram alguns dos temas partilhados pela dupla de atores Beatriz Frazão e Miguel Frazão.

Um agradecimento à distribuidora Pris Audiovisuais pela possibilidade de entrevistar esta tripla de artistas, e também ao António Sequeira, Beatriz Frazão e Miguel Frazão pela disponibilidade para estas conversas animadas e com muitas curiosidades incluídas!

Se quiserem saber mais sobre este filme já podem ler a crítica desta produção AQUI!

Não percam A Minha Casinha! De seguida, partilho com vocês as duas entrevistas que também podem encontrar na conta do YouTube do A Geek Traveller!