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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

A nova adaptação do filme "A Cor Púrpura" é um drama musical que toca ainda mais profundamente o coração

 

Chegou o momento de acompanharem a arrojada e nova visão do clássico intemporal com o nome de A Cor Púrpura (The Color Purple, como título original). Desta vez é produzido por Oprah Winfrey, Steven Spielberg, Scott Sanders e Quincy Jones, sendo realizado por Blitz Bazawule. Já o elenco é constituído por Fantasia Barrino, Taraji P. Henson, Danielle Brooks, Colman Domingo, Corey Hawkins, H.E.R., Halle Bailey e Phylicia Pearl Mpasi. 

Esta é uma adaptação do romance e do musical da Broadway que conta a história bem emocionante de Celie (Fantasia Barrino), Shug (Taraji P. Henson) e Sofia (Danielle Brooks), três mulheres com personalidades fortes que vão ser constantemente testadas, cada uma à sua maneira. Um testemunho da extraordinária irmandade destas corajosas que partilham um laço indestrutível.  

Separada da irmã e dos filhos, Celie enfrenta uma vida difícil com um marido abusivo, mas com o apoio da cantora Shug Avery e da sua enteada, Celie encontra a verdadeira força e vontade de andar para a frente.

Inicialmente contada no filme de 1985, esta nova abordagem é ousada e arriscada, sendo que está repleta de música cativante e com uma história bem intrigante, intensa e memorável.  

São muitos os temas que são desenvolvidos neste clássico produzido novamente, mas desta vez com um toque mais moderno e com mais tecnologia à disposição. Como exemplo desses temas, temos o caso do amor, resiliência, empoderamento, discriminação, raça, cultura, guerra e a violência física e psicológica. E também mostra como as mulheres podem por vezes, sentir-se invisíveis e desvalorizadas para o mundo, mas mesmo assim, são lutadoras e são capazes de se levantar, aconteça o que acontecer.  

Além disso, temos uma inovação interessante, relativamente ao original. Falamos do lado mais musical da história, onde cada uma das músicas cantadas pelas suas personagens foram muito bem desempenhadas, ficando no ouvido de qualquer um e criando uma sensação imediata de alegria e diversão. Cada um teve o seu momento para brilhar. Apesar de estarem a passar por situações mais difíceis, a música podia sempre aliviar a alma. As coreografias de dança em si foram uma boa surpresa que trouxeram uma ligação ainda mais mágica à própria narrativa.

Divulgação: Warner Bros Portugal e Cinemundo

Os destaques principais vão para a interpretação fantástica das três protagonistas. Tanto Fantasia Barrino, como Taraji P. Henson e Danielle Brooks fizeram um excelente trabalho e deixaram a sua marca de uma forma positiva. Elas tiveram a capacidade fabulosa de apresentar notavelmente e de um modo muito especial, todas os elementos peculiares das personalidades destas mulheres, como também as suas vulnerabilidades. Mulheres essas que merecem todo o nosso respeito, em que acabamos por nos identificar e até emocionar com o desenrolar das suas histórias.  

Para mim, a minha favorita foi sem dúvida, o desempenho da Taraji P. Henson a representar Shug Avery, uma cantora que parecia que tinha tudo, porém na realidade faltava-lhe o mais importante, o amor do seu pai. Não só acompanhámos as suas cenas mais dramáticas que criam uma empatia instantânea com o espetador, como também o seu talento nato como artista musical. Não é que a sua Shug Avery me fez lembrar características únicas da sua personagem Cookie Lyon da série Empire? Uma nostalgia que soube mesmo muito bem!

Também é importante relatar o ótimo trabalho de Colman Domingo que nos trouxe um dos grandes antagonistas deste argumento e mais uma vez, surpreendeu pela positiva. Já não é o primeiro trabalho que acompanho este ator a fazer de um vilão e a maneira que ele o faz é tão bom e realista, que cria ao espetador uma sensação de irritação e às vezes de ódio, torcendo assim, para que leve com as consequências das suas ações.

Divulgação: Warner Bros Portugal e Cinemundo

Agora, referindo a uma possível comparação entre o filme de 1985 e este mais atual, podemos observar distinções claras que até foram interessantes de se ver. Existem situações da história que são mais desenvolvidas num filme do que noutro e outras que são retratadas de um modo ligeiramente diferente. Por isso, considero que a junção dos dois trouxe uma experiência ainda mais eficiente e útil para quem teve a oportunidade de assistir a estas duas produções.  

Se tivesse de escolher entre estes dois filmes, a decisão iria sem qualquer dúvida, para esta abordagem mais recente que teve a capacidade extraordinária de proclamar o seu lugar, mesmo não sendo a primeira versão desta história e ainda, exceder as minhas expetativas. É uma visão bonita, ousada e emocionante que transmite esperança para os tempos mais difíceis e conquistou com a sua magia emblemática, sendo que merece todo o devido reconhecimento.

Divulgação: Warner Bros Portugal e Cinemundo

Desta vez, A Cor Púrpura é um drama musical que toca ainda mais profundamente o coração, deixando uma mensagem poderosa e inesquecível ao público e sem nunca esquecer de mencionar a sua própria essência. Tanto o filme de 1985, como esta nova adaptação complementam-se entre si, apresentando o que realmente importa. E transmitindo uma lição de vida pertinente de determinação e sobrevivência que capta a atenção da pessoa, desde o início ao fim.   

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Top 20 das Melhores Personagens de Séries de Sempre



Quando vemos uma determinada série, nós temos a tendência de avaliarmos vários fatores da mesma, que são fundamentais para esta ser considerada como uma história de qualidade, tais como o argumento, efeitos visuais e sonoros, figurinos, fotografia, banda sonora, entre outros. Mas muito do sucesso que uma série vai adquirindo, é devido às próprias personagens, seja a nível da sua construção ou o modo como é representada pelo respetivo ator ou atriz. 

Apesar de considerar que a lista é bem longa, são vários os atores que desempenharam personagens entusiasmantes e marcantes, que acabam por ficar na memória dos espetadores. Por isso, eu partilho com vocês, a lista do meu top 20 das "Melhores Personagens de Séries de Sempre"!

1. Lucifer Morningstar de "Lucifer"


Inicialmente, esta série de 4 temporadas pertenceu à Fox e depois foi resgatada pela Netflix, onde atualmente estamos à espera da 5ª temporada. Lucifer Morningstar (Tom Ellis) é o Diabo responsável por comandar o Inferno, mas resolveu tirar umas férias e viajar para Los Angeles com um dos seus demónios Mazikeen (Lesley-Ann Brandt), onde abriu um estabelecimento noturno chamado Lux. A vida de Lucifer nunca mais será a mesma quando conhece a Detetive Chloe Decker (Lauren German) e torna-se num consultor da Polícia de Los Angeles, onde terá um papel relevante na investigação de diversos crimes. Ao mesmo tempo, resolve começar a fazer terapia, para ter alguém para partilhar as aventuras e obstáculos que são postos no seu caminho. 

Tom Ellis faz um trabalho excelente a interpretar esta personagem. Lucifer é charmoso, sarcástico, divertido, curioso, poderoso e gosta de fazer tudo à sua maneira, apesar de também gostar de aprender com a humanidade. Ao mesmo tempo, conseguimos ver um lado mais sensível deste diabo, em que acharíamos que não seria possível de algum dia acontecer. Para além disso, é interessante ver a quantidade de vezes que ele deixa outras personagens desconfortáveis com as suas piadas e com a sua maneira de ser. 

Gostariam de saber mais sobre os bastidores de Lucifer? Podem aceder às perguntas feitas ao Tom Ellis, um dos seus protagonistas, através do seguinte link: https://ageektraveller.blogspot.com/2020/07/tom-ellis-o-lucifer-morningstar-da.html

2. Sherlock Holmes de "Sherlock"


Com 4 temporadas, Sherlock é uma adaptação das histórias escritas por Sir Arthur Conan Doyle. Desenrola-se na cidade de Londres, onde Dr. John Watson (Martin Freeman) procura um sítio para viver e conhece Sherlock Holmes (Benedict Cumberbatch). Depois irão formar uma equipa para ajudar a desvendar investigações, que só eles conseguem resolver. São vários os mistérios, mas com a inteligência de Sherlock e com a parceria de Watson vai ser difícil os criminosos escaparem.

Benedict Cumberbatch faz uma interpretação incrível desta versão de Sherlock, nos quais considero, que esta seja a minha favorita até agora. Este ator interpreta uma personagem muito complexa, com uma personalidade muito peculiar, que nem sempre é fácil, uma pessoa lidar. Tem uma inteligência fascinante e a forma como vai resolvendo as suas investigações é muito interessante, pois vai dando atenção aos mínimos pormenores que lhe são apresentados e para além disso, ele vai encaixando todas as peças do puzzle até conseguir desvendar cada mistério.

Se quiserem saber mais sobre esta série, está disponível a review que fiz da mesma, no seguinte link: https://ageektraveller.blogspot.com/2020/08/serie-sherlock-melhor-e-mais-brilhante.html

3. Sheldon Cooper de "The Big Bang Theory"


Esta série de comédia é constituída por 12 temporadas, nos quais conta a história de 2 físicos, Sheldon Cooper (Jim Parsons) e Leonard Hofstadter (Johnny Galecki) que dividem um apartamento e trabalham no Instituto de Tecnologia da Califórnia - Caltech. Um dia, eles conhecem a vizinha do lado chamada Penny (Kaley Cuoco), que lhes vai trazer muitos desafios pela frente, principalmente em termos de lidar com os outros e socializar. Estes 2 colegas terão uma jornada longa pela frente, mas têm como aliados, os seus amigos e colegas, Howard Wolowitz (Simon Helberg) e Rajesh Koothrappali (Kunal Nayyar), que para além de serem tímidos e reservados, também gostam de ciência e são uns geeks e nerds autênticos na área da cultura pop.

Sheldon tem uma personalidade muito complexa e peculiar, onde podemos ver a sua falta de empatia e o quanto é anti-social, por isso, é uma pessoa que não gosta de conviver. Apesar de ter uma inteligência brilhante em várias áreas da Ciência, sendo Física, aquilo que escolheu, ele acaba por não ser a pessoa mais fácil de se lidar. 

Jim Parsons representa muito bem e de um modo brilhante, a maneira de ser desta personagem, que facilmente incomoda-se com os outros. Todas as suas expressões faciais e linguagens corporais, são muito bem mostradas, nos quais podemos observar, certas manias que Sheldon tem, seja no seu egoísmo ou quando começa a tornar-se muito irritante. Considero que seja uma personagem caricata, com muita piada, deixando o público, a rir-se constantemente. 

Se quiserem saber mais sobre esta série, está disponível a review que fiz da mesma, no seguinte link: https://ageektraveller.blogspot.com/2020/12/serie-big-bang-theory-uma-comedia-com.html

4. Shaun Murphy de "The Good Doctor"


Atualmente com 3 temporadas, esta série de drama conta a história de um jovem autista chamado Shaun Murphy (Freddie Highmore), que resolve ir trabalhar para o Hospital San Jose como estagiário da licenciatura de Medicina. Mesmo com uma inteligência superior ao normal, Shaun terá o desafio diário de enfrentar todos os seus medos e preocupações para que consiga tornar-se num cirurgião. Mas não será fácil, com a sua condição em lidar com pessoas, principalmente com os seus pacientes.

Freddie Highmore tem tido uma performance brilhante e impressionante, no modo como representa um jovem autista, no qual cativa e cria empatia com o espetador e ao mesmo tempo ensina-o, a saber mais sobre esta condição. Não é mesmo nada fácil interpretar uma personagem com este tipo de características mais específicas e o ator fá-lo de uma forma muito convincente, pensando em todos os pormenores. A principal razão pelo sucesso da série, é sem dúvida, o desempenho de Freddie. 

Se quiserem saber mais sobre esta série, está disponível a review que fiz da mesma, no seguinte link: https://ageektraveller.blogspot.com/2020/05/serie-good-doctor-uma-serie-emocionante.html

5. Barney Stinson de "How I Met Your Mother"


Em 2030, o arquiteto Ted Mosby (Josh Radnor) resolve contar aos filhos, sobre todos os acontecimentos que sucederam até conhecer a mãe destes. Tudo começa no ano de 2005, onde partilha as suas aventuras, enquanto procura pela mulher da sua vida. De acordo, com a sua perspetiva, Ted aproveita também para contar a jornada que teve ao longo dos anos, com os seus amigos Marshall Eriksen (Jason Segel), Lily Aldrin (Alyson Hannigan), Robin Scherbatsky (Cobie Smulders) e Barney Stinson (Neil Patrick Harris).

Um dos principais fatores pelo sucesso da série é sem dúvida, todo o trabalho desenvolvido por Neil Patrick Harris para dar vida a um personagem tão emblemático e com um fato tão caraterístico como o Barney Stinson. É uma interpretação imperdível, carismática, hilariante e brilhante feita por este ator. Não é fácil desenvolver um personagem tão complexo e excêntrico, como o Barney. E não é que as minhas frases favoritas da série são ditas por este personagem. Como exemplo, temos uma das frases mais marcantes de sempre, que é a seguinte, "Legen...wait for it...dary!" ou "Challenge Accepted", quando Barney queria aceitar um determinado desafio proposto por um dos seus amigos, entre muitos outros. Sem dúvida que é a personagem que mais me faz rir na série. 

Para mim uma das partes mais divertidas da série é o modo como nos ensinam dicas de sedução ou a importância que é seguir determinados códigos. E quem acaba por nos ensinar é o Barney Stinson, que apesar de ser mulherengo e mentiroso, tem um código que segue com o maior rigor, que é o código Bro e por isso, vai ensinando aos seus amigos, as razões para segui-lo. Para além disso, também coloca em ação o seu Playbook quando quer conquistar alguém e considero que são algumas das cenas mais engraçadas que podemos assistir.

Se quiserem saber mais sobre esta série, está disponível a review da mesma, no seguinte link: 

6. Tommy Shelby de "Peaky Blinders"


A história que é baseada em fatos reais, desenrola-se em Birmingham, no ano de 1919, após a 1ª Guerra Mundial, onde criminosos muito bem vestidos e com lâminas afiadas nas respetivas boinas fazem parte do gangue Peaky Blinders. A família "Shelby" é a responsável por este gangue e à medida que o negócio tanto de contrabando como de esquemas ilegais de apostas de corridas de cavalos vai crescendo, eles também sobem ao poder, com diferentes aliados dentro do sistema político ou mesmo da própria polícia e com alguns inimigos à mistura, que estão constantemente a vigiá-los.

É tudo liderado por Tommy Shelby (Cillian Murphy), que regressou recentemente da 1ª Guerra Mundial e que quer estabelecer o seu domínio e poder em Birmingham. Para além disso quer tornar o seu negócio ilegal, num legítimo, mas para isso acontecer terá de passar por muitos obstáculos, seja a nível familiar e com a presença de comunistas no seu território e de outros inimigos. Os seus braços direitos são os irmãos, Arthur Shelby (Paul Anderson) e John Shelby (Joe Cole) e a sua tia Polly Gray (Helen McCrory) que trata da parte financeira do negócio.

Cillian Murphy faz uma performance incrível e fenomenal à personagem complexa que é Tommy Shelby. Interpreta um personagem manipulador, violento, ambicioso, emblemático e que impõe um grande respeito por parte da população de Birmingham. 

Se quiserem saber mais sobre esta série, está disponível a review da mesma, no seguinte link: 

7. Cookie Lyon de "Empire"


Esta é uma série com 6 temporadas que conta a história da vida de Lucious Lyon (Terrence Howard), que para além de ser um rapper reconhecido e vencedor de diversos prémios na área da música, é também o dono da Empire Entertainment, uma editora discográfica que possui os maiores artistas da indústria da música. Assim que é diagnosticado com uma doença, Lucious informa os filhos que necessita de escolher o sucessor para a sua empresa e para isso acontecer cada um terá de mostrar a sua capacidade de liderar Empire. Também irá ser revelado o passado conturbado de Lucious que lhe permitiu chegar ao sucesso.

Empire tornou-se num fenómeno devido também à interpretação brilhante da Taraji P. Henson, com a sua Cookie Lyon, mulher de Lucious Lyon. Em 2016 venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz, com este papel. A Cookie é uma personagem com uma personalidade muito forte e com alguns segredos a esconder, mas a sua garra e força fez com que influenciasse muitas mulheres na vida real, a contarem as suas próprias histórias e considero que seja um ponto muito positivo, o facto de haver uma série que fale sobre assuntos que são importantes para a sociedade. 

Se quiserem saber mais sobre esta série, está disponível a review da mesma, no seguinte link: 

8. Vanessa Ives de "Penny Dreadful"


A série "Penny Dreadful" é um thriller, com muito mistério e suspense à mistura, que conta a história de uma mulher chamada Vanessa Ives (Eva Green), que esconde um segredo, nos quais terá de enfrentar, num mundo cheio de criaturas sobrenaturais, como bruxas, ou lobisomens. Passa-se em Londres, no fim da década de 1890, nos quais vivem diferentes personagens assustadoras, que fazem parte da literatura de terror britânica, tais como Frankenstein, Dr Jeckyll, Dorian Gray, Van Helsing, Drácula entre outros. 

Uma das razões pelo sucesso desta série, é sem dúvida, a protagonista Vanessa Ives. É medium e considero que seja uma personagem determinada, carismática, interessante, sedutora, misteriosa, obscura e com uma beleza inegável, que deixa o espetador curioso com o percurso da mesma, ao longo dos episódios. A interpretação feita por Eva Green é incrível e muito bem desenvolvida, onde mostra diferentes facetas e a própria complexidade do personagem, nos quais meras expressões faciais mostram o sofrimento e violência que Vanessa vai passando, sem precisarem de serem utilizadas palavras. Para além disso, o visual, maquilhagem e guarda-roupa escolhidos são ideais para complementar esta personagem. 

Se quiserem saber mais sobre esta série, está disponível a review da mesma, no seguinte link: 

9. Tommy Egan de "Power"


Esta série conta a história da vida de James St. Patrick (Omari Harwick), com a alcunha de "Ghost" e dono de um clube noturno da cidade de New York. Ele vive uma vida dupla, entre ser um empresário de sucesso e ser chefe de uma das maiores redes de drogas da cidade. O seu principal objetivo é tornar o seu negócio legítimo e dedicar-se à sua família, mas para isso acontecer terá uma longa jornada pela frente, cheia de inimigos, traições, homicídios e vários diferentes tipos de obstáculos, pelo meio. 

Tommy Egan (Joseph Sikora) é o melhor amigo e parceiro de negócios de James St. Patrick. Ele é uma personagem icónica, que destaca-se muito bem nesta série e faz o que for preciso para vencer, pois é bom no seu trabalho. Ao longo do caminho, ele vai criando vários inimigos, que estarão dispostos a tudo para o prejudicar, mas sendo Tommy definido por ser uma pessoa com atitudes loucas e imprevisíveis faz com que alguns pensem antes de agir. Apesar de ser um criminoso, isso não impede com que o público torça para que ele tenha sucesso nos seus negócios mais ilegais, pois é uma personagem que cativa, desde o início até ao fim.

Joseph Sikora está de parabéns, pelo modo que foi construindo esta personagem ao longo dos episódios, levando a que fosse tomada a decisão, de ter o seu próprio spin-off, a estrear em breve.

Se quiserem saber mais sobre esta série, está disponível a review da mesma, no seguinte link: 

10. Floki de "Vikings"


Esta série histórica com caráter de drama e ação é constituída por 6 temporadas e é desenrolada à volta da vida do Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel), um famoso viking e agricultor, conhecido por ter tido grandes conquistas na sua época e por ser reconhecido pelo seu povo, como um descendente de Odin, o Deus da Guerra. Acompanha a sua longa jornada de guerreiro implacável, enquanto explora novas terras e seguindo a tradição e as indicações dos deuses nórdicos.

Nesta história, temos uma das personagens mais engraçadas e interessantes da série que é o Floki (Gustaf Skarsgård), considerado como o melhor amigo e principal aliado de Ragnar Lothbrok. É uma personagem excêntrica, divertida, leal e um grande construtor de barcos, mas vê as coisas de uma maneira bem diferente das outras pessoas. Também é um grande guerreiro viking, que segue a vontade dos deuses, sempre pronto para lutar, mas tem uma linguagem corporal, bem característica da sua personalidade e por vezes é considerado como uma pessoa louca.

Se quiserem saber mais sobre esta série, está disponível a review que fiz da mesma, no seguinte link: https://ageektraveller.blogspot.com/2021/02/serie-vikings-uma-historia-fascinante-e.html   

11. Tyrion Lannister de "Game of Thrones"


Baseado no conjunto de livros escritos por George R.R.Martin, esta série de 8 temporadas e vencedora de diversos Emmy conta a história de diferentes famílias poderosas, que lutam entre si para um deles conseguir adquirir o Trono de Ferro para assim, governar os 7 Reinos. São vários os conflitos que irão decorrer e não será fácil chegar ao objetivo final, pois são muitos os obstáculos presentes.

Uma das personagens que fica na memória dos espetadores é sem dúvida, o emblemático Tyrion Lannister, que é desempenhado por Peter Dinklage. Considero que Tyrion percorreu um caminho longo e interessante, em que passou por obstáculos e dificuldades difíceis, mas isso não fez com que desistisse. Ele diz tudo o que pensa, por vezes, de um modo irónico, mas ao mesmo tempo, divertido, onde pelo meio vai lançando as suas piadas, que torna partes da história muito mais leves e um pouco cómicas. Também acabamos por acompanhar vários lados desta personagem, que tenta fazer o seu melhor, mas nem sempre consegue, acabando por vingar-se na bebida. Uma das partes mais interessantes é ver a evolução que Tyrion vai tendo ao longo dos episódios.

12. Gregory House de "House"


Esta série é constituída por 8 temporadas, nos quais conta a história de Dr. Gregory House (Hugh Laurie), que é um médico que trabalha num Hospital de New Jersey, desvendando os casos mais difíceis deste estabelecimento ao mesmo tempo, que complica a vida daqueles que estão à sua volta. 

Apesar de ser inteligente e de ter uma memória impecável, House não é uma pessoa sociável e irrita-se facilmente com os outros. Em cada episódio, vão sendo apresentados casos que ainda não tinham conseguido definir um diagnóstico definitivo, mas que serão um desafio constante para House e a sua equipa. A sua equipa vai ser posta à prova, principalmente a níveis de limites de paciência para com House, que tem as suas ideias exuberantes e tem dificuldade de aceitar um não como resposta, ao mesmo tempo, que trata mal as pessoas ao seu redor. Assim, não será fácil de lidar com um ser humano tão complicado quanto este e que está num sofrimento constante.

13. Oswald Cobblepot de "Gotham"


É baseado na história original das personagens pertencentes a uma das bandas desenhadas mais conhecidas e lidas da DC Comics, que é o Batman. Esta série desenrola-se na cidade de Gotham, onde começa a jornada do Detective Jim Gordon (Ben McKenzie) no combate ao crime e conta a história de Bruce Wayne (David Mazouz), após o assassinato dos seus pais. Aproveita também para contar a origem de vilões tão icónicos como Oswald Cobblepot, o "Pinguim" (Robin Lord Taylor), Edward Nygma ou "The Riddler", Selina Kyle, Ra'a al Ghul, Ivy Pepper, Joker e muitos outros.

Um dos pontos positivos desta série foi sem dúvida a interpretação de Robin Lord Taylor, com a sua personagem Oswald Cobblepot. Foi uma personagem muito bem trabalhada e sem dúvida um desafio para o ator, que me contou pessoalmente, quando tive a oportunidade de o conhecer em Londres em 2017. Referiu-me que gostou muito de interpretar uma personagem tão complexa e interessante e que teve de fazer uma grande preparação antes de começar as filmagens. Sem dúvida, dos atores que mais gostei de conhecer, com uma grande humildade, simplicidade, muito falador e curioso por saber as opiniões dos seus admiradores.

Se quiserem saber mais sobre esta série, está disponível a review da mesma, no seguinte link: https://ageektraveller.blogspot.com/2020/03/vai-uma-maratona-da-serie-gotham.html


14. Michael Scofield de "Prison Break"


Esta série de 5 temporadas desenrola-se à volta dos irmãos Scofield. Devido a uma conspiração, Lincoln Burrows (Dominic Purcel) é condenado à pena de morte por um crime que não cometeu. O seu irmão Michael Scofield (Wentworth Miller) irá criar um plano surpreendente e ao mesmo tempo perigoso, para tirar Lincoln desta situação injusta e conturbada pelo que está a passar. Será que Michael terá tempo de pôr o seu plano em prática, que implica ele próprio ser preso?

Wentworth Miller faz uma ótima interpretação de Michael Scofield, onde podemos ver um sofrimento silencioso desta personagem perante o seu irmão preso, por um crime que não cometeu, mas é interessante ver a forma como Michael consegue separar essas emoções e ao mesmo tempo meter em prática, o seu plano. Este é um plano que é complexo a todos os níveis, em que tem de ser pensado ao mais ínfimo pormenor e nem todas as pessoas têm a capacidade suficiente para criar algo tão complexo e que parece tão impossível de realizar, por isso, é essencial que a pessoa responsável seja muito inteligente e capaz de fazer o que for preciso para que tudo dê certo. Não é fácil, um indivíduo pensar em várias coisas ao mesmo tempo e ter ideias tão brilhantes, como Michael vai tendo, mesmo que vão sucedendo diversas dificuldades, que parecem não ter solução. Temos como exemplo, Michael ter tatuado o seu próprio corpo, com a planta da prisão que queria meter o seu plano de fuga em ação e quando chegou o dia da fuga, surgirem algumas dificuldades.

15. Dean Winchester de "Supernatural"


Atualmente com 15 temporadas, esta série conta a história dos irmãos Dean (Jensen Ackles) e Sam Winchester (Jared Padalecki) que resolvem seguir a carreira do pai, como caçadores de criaturas sobrenaturais. Irão combater todo o tipo de monstros, enquanto terão uma jornada longa pela frente a salvarem o mundo, com muitos obstáculos e inimigos improváveis a atravessarem o caminho dos mesmos. 

Dean Winchester é daquelas personagens que não imagino que pudesse ser interpretada por outra pessoa que não, o próprio Jensen Ackles. Este ator dá vida a esta personagem com um empenho impressionante, em que já tivemos a oportunidade de ver algumas vezes, a sua versatilidade. 

Dean é uma pessoa que vai passando por muitas complicações ao longo dos episódios. Já houve a oportunidade de acontecer um pouco de tudo, nos quais podemos ver vários lados desta personagem, seja num modo mais divertido, mais assustado ou mesmo como vilão. Ele faz o que for preciso para salvar tanto o seu irmão, como a humanidade, não importa o custo. É muito interessante ver a força e vontade que Dean tem para continuar em frente, mesmo que hajam obstáculos sem solução possível. Sem dúvida, que esta personagem vai ficar na memória do público, mesmo anos após terminar esta história. 

Se quiserem saber mais sobre esta série, está disponível a review da mesma, no seguinte link: https://ageektraveller.blogspot.com/2020/11/serie-supernatural-uma-jornada-longa.html

Gostariam de saber mais sobre os bastidores de Supernatural? Podem aceder às perguntas feitas ao Jensen Ackles, um dos seus protagonistas, através do seguinte link: https://ageektraveller.blogspot.com/2020/10/jensen-ackles-o-dean-winchester-da.html

16. 10th Doctor de "Doctor Who"


A série Doctor Who é das mais antigas existentes e foram vários os atores que tiveram a oportunidade de desempenharem "The Doctor", em que sempre, o fizeram de formas muito distintas uns dos outros. 

Para mim, a minha interpretação favorita foi feita por David Tennant, nos quais representou o 10th Doctor. Considero que esta versão da personagem foi muito mais energética, interessante, dinâmica e divertida, do que muitas outras interpretações, onde os episódios eram sempre interessantes de ver, acompanhados com um bom guião. 

Eu admito que comecei a acompanhar esta série, muito mais tarde do que muitas pessoas e assim, eu arranjei coragem para ver a versão que tem atualmente 12 temporadas, onde demorei algum tempo a ver tudo, mas cheguei à conclusão que o 10th Doctor continua a ser o meu favorito. 

17. Dexter Morgan de "Dexter"


Conta a história do Dexter Morgan (Michael C. Hall), que é um grande profissional na área da perícia forense e com a sua inteligência ajuda a resolver crimes durante o dia, pois consegue interpretá-los de uma forma bem diferente do que as outras pessoas, pois ele próprio é um assassino em série, com o seu próprio código de conduta. Ao longo destas 8 temporadas, irá tentar controlar o seu instinto em querer matar pessoas, mas não será nada fácil. Quando não se consegue controlar, cada homicídio cometido por Dexter será preparado ao mais ínfimo pormenor, para que não seja apanhado.

O modo como Michael Hall representa esta personagem é uma das razões pela boa qualidade da série Dexter. Foi muito bem interpretado por este ator, nos quais podíamos ver as expressões faciais de Dexter em várias situações que foram acontecendo, que mesmo não deixando-o, no melhor caminho, ele não mostrava as suas inseguranças. Para além disso, também temos a oportunidade de ver a inteligência, o sentido de oportunidade e todos os cuidados que Dexter vai tendo para não ser apanhado, com o auxílio da sua própria profissão.    

18. Phil Coulson de "Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D"


Esta série da Marvel é constituída por 7 temporadas, dos quais a última irá estrear ainda este ano. Após os acontecimentos do filme Vingadores, o mundo já não é o mesmo, por isso Phil Coulson (Clark Gregg) que foi considerado como morto, continua a trabalhar na agência S.H.I.E.L.D e cria uma equipa de agentes especiais especializados em diferentes áreas para lidarem com ameaças feitas por inimigos de caráter extraterrestre, entre outros. São vários os perigos que terão pela frente e irão enfrentar com coragem e persistência.

O ator Clark Gregg tem interpretado Phil Coulson durante muito tempo, mas mesmo assim, não tem perdido o seu interesse. É uma personagem muito interessante, com muitos segredos à mistura, que tornam-o num agente competente e capaz de enfrentar qualquer tipo de ameaça. Nesta série, ele acaba por ser um mentor para as outras personagens e é bem interessante ver a evolução e união que esta equipa vai tendo, devido aos ensinamentos de Coulson, que tem o seu próprio passado para desvendar, onde pode incluir algumas traumas, que não serão fáceis de ultrapassar. 

Considero que esta personagem é uma das principais razões do sucesso desta série e por ter chegado a 7 temporadas e sem dúvida, que vai ficar na memória de todos os admiradores do universo da Marvel.

Se quiserem saber mais sobre esta série, está disponível a review que fiz da mesma e também podem aceder às perguntas feitas ao Clark Gregg, no seguinte link: https://ageektraveller.blogspot.com/2020/09/serie-marvels-agents-of-shield-com.html

19. Jack Pearson de "This is Us"


Atualmente com 4 temporadas e vencedora de alguns prémios, esta série dramática conta a história de Jack Pearson (Milo Ventimiglia) e Rebecca Pearson (Mandy Moore) e a construção da sua família, onde têm 3 filhos (Kate, Kevin e Randall). Ao longo dos episódios vai sendo acompanhada toda a jornada desta família, durante o seu passado, presente e futuro. É uma história emocionante, imprevisível, mas também com muitas lições de vida, pois acabamos por ir vendo a história de vida de cada uma destas personagens com personalidades tão distintas.

Milo Ventimiglia faz uma ótima interpretação de Jack Pearson, em que vai cativando o espetador, desde o início até ao fim, devido à personalidade tão humilde e simples que esta personagem tem. Apesar da história conter momentos mais tristes e por vezes custar a assistir, esta personagem faz com que o público fique a sentir o mesmo que ele esteja a exprimir naquele momento, devido a cenas mais emocionantes que vai apresentando.

Esta personagem acaba por dar uma lição de vida ao público que acompanha a série, onde a pessoa deve aproveitar o momento presente e não dar importância a coisas que não importam.  

 20. Berlim de "La Casa de Papel"


Atualmente, esta série é constituída por 3 partes, nos quais a 4ª parte estreou recentemente na Netflix e também foram confirmadas recentemente, mais 2 partes.   

Conta a história de oito assaltantes que resolvem roubar a Casa da Moeda em Espanha, sob a liderança de um misterioso Professor. Através de fatos e máscaras caraterísticas do pintor espanhol Salvador Dali, este grupo entra nesta instalação e à medida que uns tratam de imprimir o máximo de notas possíveis, os restantes mantêm os reféns presos dentro do edifício. Não será uma tarefa fácil de cumprir, mas será que o plano pormenorizado do Professor irá resultar?

Na minha opinião, uma das melhores personagens desta série é sem dúvida o Berlim, que é interpretado por Pedro Alonso. Berlim é um dos assaltantes que vai participar no roubo da Casa da Moeda em Espanha, que não tem nada a perder e por isso, ele faz o que for preciso para que o plano do Professor seja um sucesso. Apesar de ser considerado, como um vilão, Berlim acaba por ser daquelas personagens que deixa o público em êxtase, fazendo com que o mesmo fique do seu lado, por mais maldades que possa fazer e ao mesmo tempo, protagoniza alguns dos momentos divertidos da história.

Estas são apenas algumas das personagens de séries que eu considero as melhores de sempre na minha longa lista, pois são várias aquelas que eu acredito que também vão ficar na memória do espetador, para além daquelas que eu referi neste top 20.  

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Série "Empire" - uma série empolgante que tem dado muito que falar e que não teve um final merecido devido ao Coronavirus


Considero que esta série da Fox seja uma das melhores na categoria de drama musical existentes até hoje. Criada e produzida por Lee Daniels e Danny Strong, este drama estreou em 2015 e é constituída por 6 temporadas, nos quais os 2 últimos episódios da última temporada da série não chegaram a ser filmados devido à pandemia do Coronavirus, tendo assim um final inesperado. Atualmente podem ver a série na plataforma do Disney +

Sendo uma série com conteúdo musical, a responsabilidade da criação de diversas músicas originais foi do rapper Timbaland, nos quais participou tanto na composição como na produção musical das mesmas.  

Empire desenrola-se na cidade de New York e conta a história da vida de Lucious Lyon (Terrence Howard), que para além de ser um rapper reconhecido e vencedor de diversos prémios na área da música, é também o dono da Empire Entertainment, uma editora discográfica que possui os maiores artistas da indústria da música. Assim que é diagnosticado com uma doença, Lucious informa os filhos que necessita de escolher o sucessor para a sua empresa e para isso acontecer cada um terá de mostrar a sua capacidade em liderar Empire. Ao mesmo tempo, a sua ex-mulher, Cookie (Taraji P. Henson) sai da prisão, após cumprir 17 anos de pena e assim, tem o objetivo de recuperar tudo aquilo que perdeu, como a relação com os seus 3 filhos, Andre (Trai Byers), Jamal (Jussie Smollett) e Hakeem (Bryshere Y. Gray). Também irá ser revelado o passado conturbado de Lucious que lhe permitiu ajudar a garantir o sucesso da sua empresa.


Tem um elenco constituído por Terrence Howard (Lucious Lyon), Taraji P. Henson (Cookie Lyon), Trai Byers (Andre Lyon), Jussie Smollett (Jamal Lyon), Bryshere Y. Gray (Hakeem Lyon), entre outros.  

Apesar da história desenrolar-se na cidade de New York, as filmagens foram realizadas em Chicago e a forma como a cidade é representada na série foi muito bem conseguida. 

Há muito drama envolvido e são várias as disputas que acontecem pelo controle da empresa, seja a nível familiar como a nível de inimigos, que tanto fazem parte do passado de Lucious, como alguns que ele vai criando ao longo dos episódios. Lucious construiu um império do zero e são vários aqueles que tentarão tirar-lhe o trono da sua empresa. Para isso acontecer, teve de cometer alguns crimes e fazer sacrifícios fundamentais para conseguir tudo aquilo que quer. É interessante ver o passado que Lucious tenta esconder, mas que nem sempre tem êxito em o fazer.

Empire criou o seu lugar na história da TV e por isso acabou por tornar-se numa série emblemática para muitas pessoas, nos quais incluíram artistas, tanto do mundo da música, como do cinema. Foram várias as figuras públicas que quiseram ter uma participação na própria história, tais como, Courtney Love, Alicia Keys, Joss Stone, Demi Moore, Cuba Gooding Jr, Anthony Hamilton, Snoop Dogg, Mary J. Blige, Mariah Carey, Chris Rock, Pitbull, Rita Ora, entre outros. Sem dúvida, que tem deixado a sua marca na memória de todos os espetadores. 

Esta é uma série que aborda diversos temas, tais como: drogas; crimes e traições de todos os níveis; homossexualidade; luta pelo poder seja a nível empresarial como a nível político; o amor que um artista tem pela música; lealdade que é partilhada por todos os membros da família Lyon, por mais traições que possam fazer uns aos outros; sede de vingança e de orgulho, violência, doenças, entre outros. Algumas das personagens introduzem alguns destes temas, através da sua própria música, seja num ensaio ou num tipo de atuação. É uma forma bem inteligente de se abordar estes assuntos, que por vezes acabam por ser um tabu para a sociedade. 


Uma das razões pelo sucesso da série, é sem dúvida, as cenas partilhadas pelas personagens do Lucious e a Cookie. Considero que o Terrence e a Taraji estão no top de atores que melhor representam e transmitem a química entre as suas respetivas personagens. Não é fácil, interpretar estas 2 personagens, pois acabam por terem personalidades muito complexas e ao mesmo tempo passam por situações realmente muito complicadas. Estes 2 atores estão mesmo de parabéns pelas interpretações impressionantes que fizeram nestas 6 temporadas. São personagens que cativam ao longo de toda a história e qualquer cena em que eles dividem o protagonismo, deixa o espetador interessado, desde o início até ao fim. 

Empire tornou-se num fenómeno devido também à interpretação brilhante da Taraji P. Henson, com a sua Cookie Lyon. Em 2016 venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz, com este papel. A Cookie é uma personagem com uma personalidade muito forte e com alguns segredos a esconder, mas a sua garra e força fez com que influenciasse muitas mulheres na vida real, a contarem as suas próprias histórias e considero que seja um ponto muito positivo, o facto de haver uma série que fale sobre assuntos que são importantes para a sociedade. 

Um dos pontos positivos desta drama é a forma como a história é construída e desenvolvida, ao longo dos episódios, pois cativa sempre que a pessoa assiste. São várias as reviravoltas, que acabam por ser imprevisíveis e surpreendentes para o espetador, levando a que o interesse se mantenha. 

Admito que há episódios que nem sempre têm a mesma qualidade. Mas isso também acontece devido a algumas interpretações mais fracas de algumas personagens, que às vezes me questionava, qual seria a relevância e importância de ter uma determinada personagem naquele momento da história.

As cenas de música são sem dúvida, algumas das minhas cenas favoritas. O tipo de coreografias criadas e adequadas a cada canção. A forma como cada cena foi filmada também foi bem realizada. 

Para quem gosta de música, Empire é uma série que vale mesmo a pena ver, pois uma das suas principais vantagens é mostrarem como é o procedimento de criar um álbum, tais como as respetivas dificuldades e obstáculos que cada artista tem de passar para conseguir o que quer. Quando se cria uma música, a personagem está a representar um artista, que consegue transmitir o que lhe vai na alma, os respetivos sentimentos sobre situações que estejam a passar no momento e ao mesmo tempo, inseguranças, que tornam as letras de cada canção verdadeiras, sem qualquer tipo de filtros e tabus. Existem todo o tipo de músicas, desde as mais melancólicas, até aquelas que são mais mexidas, que deixa a pessoa com vontade de dançar. 

Empire é daquelas séries que teve os seus altos e baixos. Infelizmente devido à pandemia do coronavirus, as filmagens da última temporada não foram terminadas (dos 20 episódios encomendados, faltavam apenas 2 para terminar as gravações) e o fim da série acabou por ser diferente e inesperado, pois ficaram muitas perguntas por responder. Existe esperança de que um dia possa ser feito um filme, para que seja realizado o desfecho que tinha sido escolhido inicialmente e espero mesmo que aconteça. Apesar disto ter acontecido, os criadores da série tentaram montar um episódio final, de uma forma que não imaginaram que poderia vir a acontecer, mas achei que as últimas cenas filmadas foram bem organizadas.

Para além disto, em 2019, a série acabou por ter alguma publicidade negativa, devido ao escândalo que envolveu Jussie Smollett, onde ele referiu que tinha sido atacado por 2 homens em Chicago e considerou que tinha sido vítima de um crime de ódio e homofobia. Após uma investigação longa, a polícia concluiu que Jussie tinha planeado tudo aquilo, com o objetivo de ter um maior reconhecimento público. Este acabou por ter o seu caso arquivado, nos quais continha 16 acusações, mas devido a esta situação toda, Jussie prejudicou e influenciou toda a história e evolução da série Empire. 

Considero que os fãs mereciam mais e espero mesmo que um filme seja feito, mas acredito que não seja fácil e que possa vir a acontecer tão cedo, devido aos inúmeros fatores que estão dependentes para a concretização deste projeto. É uma série que me vai deixar saudades e que também vai ficar na minha memória. Para além disso, está incluída no top das minhas séries favoritas, por isso aconselho-vos a ver.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Crítica ao filme "Coffee & Kareem" disponível na Netflix


Neste período de quarentena temos tendência a ver filmes que nos possam distrair de alguma forma, como por exemplo, os de comédia. O filme “Coffee & Kareem” é a mais recente aposta da plataforma da Netflix, que foi responsável pela sua produção, com o objetivo de partilhar alguns momentos de diversão ao espetador. Tem o argumento de Shane Mack e a realização de Michael Dowse.

Esta história desenrola-se na cidade de Detroit, onde conta a vida de um agente da polícia que se chama Coffee (Ed Helms), que trabalha com uma inspetora da polícia chamada Watts (Betty Gilpin) e que aproveita cada oportunidade para o humilhar. Para além disso, namora com Vanessa (Taraji P. Henson), que tem um filho de 12 anos chamado Kareem (Terrence Little Gardenhigh). Um dia, Kareem (Terrence Little Gardenhigh) apanha a sua mãe a fazer relações sexuais com o seu mais recente namorado, e para terminar este namoro, irá fazer os possíveis para se vingar, arranjando forma de ser Coffee a ir buscá-lo à escola. E enquanto está com Coffee vai até ao esconderijo de um dos maiores criminosos da cidade para pedir a sua ajuda para dar uma lição ao Coffee sem que este saiba, mas não contava testemunhar o homicídio de um agente da polícia corrupto. Acaba por recorrer à ajuda de Coffee para o ajudar a sobreviver e a proteger a sua mãe. Coffee e Kareem acabam também por descobrir uma conspiração muito maior do que eles pensavam.

O elenco é constituído por: Ed Helms (Coffee); Terrence Little Gardenhigh (Kareem); Taraji P. Henson (Vanessa); Betty Gilpin (Watts); David Alan Grier (Walter Hill); RoReaco Lee (Orlando), entre outros. 

Neste filme temos um pouco de tudo, desde explosões, perseguições em alta velocidade, cenas de luta que acontecem durante uma chuva de cocaína ou outras cenas de ação extremamente exageradas.

Coffee e Kareem têm personalidades muito distintas e com uma relação de amor e ódio, mas com o desenrolar da história acaba por haver uma aprendizagem e uma evolução positiva na relação de ambos, pois acabam por resolver as diferenças que têm um com o outro, para assim se unirem num objetivo comum. Acaba por haver alguma química entre as personagens, mas não é o suficiente para cativar. Esta relação poderia ter tudo para dar certo e provocar algumas gargalhadas, mas não foi o que aconteceu.

Coffee acaba por ser uma personagem muito ingénua e com bom coração, mas ao mesmo tempo incompetente no seu trabalho, onde por vezes atrapalha mais do que ajuda e nem sempre tem essa noção. Acaba por ser o alvo de gozo na polícia e depois torna-se o responsável pela fuga de um dos bandidos mais perigosos da cidade, acabando por sofrer as consequências. São várias as dificuldades que vai passando, incluindo conciliar a sua relação com Vanessa com a de Kareem, que nem sempre corre da melhor forma. Para além disso, também terá de lidar com o ódio que o filho da sua namorada negra tem contra a polícia e especificamente por ele ser um homem branco. 

Achei que o personagem do Kareem era muito irritante e pouco interessante, tornando-se cansativo para o espetador, da forma forçada e exagerada, que foi interpretada. É um miúdo de 12 anos que se considerava um gangster, com uma linguagem muito específica, onde não havia limite para as asneiras e palavrões que dizia, de um modo que fazia perder a piada rapidamente. Apesar de ter um conhecimento absurdo de determinados assuntos, haviam muitas atitudes deste que não correspondiam a um rapaz da sua idade e sendo alguém que acaba por dizer tudo o que pensa, sem sofrer qualquer tipo de consequências. 

Infelizmente, acaba por não ter o mesmo brilho que muitas comédias dos anos 80. Para além de ser um filme bem previsível, tentam forçar algo que acaba por não ter um bom resultado e inclui um humor que por vezes não tem qualquer sentido e piada. Acaba por tornar-se num filme que não fica memória do espetador.

Os poucos momentos de diversão acabam por acontecer devido à personagem de Taraji P. Henson, que apesar de ter poucas cenas conseguiu cativar um pouco o espetador através do seu dom para lidar com criminosos quando se sente ameaçada, mas acaba por não ser o suficiente para que seja um bom filme. Na minha opinião, Taraji protagonizou uma das cenas de luta mais divertidas deste filme policial. Para além disso, o pouco tempo que foi partilhado entre os personagens, Vanessa e Watts valeu a pena em assistir e acabou por ser alvo de algum interesse.

Existem também algumas cenas de ação que acabam por ser um pouco ridículas de assistir e outras que são forçadas quando querem transmitir algum tipo de mensagem seja a nível do bullying, da política, da violência policial, do racismo ou da pedofilia e assim acabam por ridicularizar as pessoas que sofrem de discriminação mais do que deviam, tornando-se em piadas absurdas para assuntos extremamente delicados. Também acaba por haver uma representação exagerada da violência que vai sendo mostrada no filme e são várias as piadas homofóbicas e sexuais que acabam por ser cansativas de ouvir.

Chega a um momento que há uma falta de criatividade no próprio argumento do filme. Parece também haver alguma desorientação e constante repetição por parte do realizador à medida que o filme se vai desenrolando. 

Existe sem dúvida, um desperdício de talento. Nem a presença de atores como Ed Helms, Taraji P. Heson ou Betty Gilpin conseguiram salvar este filme. Por vezes a banda sonora ajudou a que pudesse haver uma ligeira melhoria, mas mesmo assim, continuou a não ser suficiente.

O filme pode até conseguir produzir alguns risos ao espetador mas não é suficiente para que seja um bom filme de comédia.

Este tipo de filmes acabam por ter um género bem difícil de ser implementado, pois cada vez é mais difícil criar uma comédia com boa qualidade. E filmes clássicos de comédia que inclui polícias que só fazem asneiras e estão sempre atrapalhados com aquilo que vão fazendo é o que não falta. Pode até ter alguns ingredientes que um filme policial deve ter, mas não é o suficiente para ter sucesso ou para cativar o espetador.

Considero que seja uma comédia policial exagerada e com piadas de pouca qualidade que não apresenta nada de inovador. Não respeita os limites e não explora pontos que poderiam sem dúvida melhorar o desenrolar do filme. Infelizmente o humor funciona apenas em momentos pontuais e se tivesse sido pensado de outra forma, poderia ter sido muito mais divertido e imprevisível.