quinta-feira, 8 de julho de 2021

Crítica ao filme "Black Widow" da Marvel Studios - uma homenagem e uma despedida merecida de uma das personagens mais populares da MCU

Finalmente chegou a altura pela qual temos esperado muito tempo, ou seja, o filme a solo de uma das heroínas mais populares do universo da Marvel. Black Widow (A Viúva Negra, em português) é o primeiro filme da Fase 4 do Universo Cinematográfico da Marvel que é baseado na personagem da Marvel Comics que pode ser visto nos cinemas portugueses e sexta-feira no Disney+ com acesso premium a um custo adicional.

Este filme de espionagem com thriller e ação é produzido por Kevin Feige através da Marvel Studios com argumento de Eric Pearson, a partir da história de Jac Shaeffer e Ned Benson e tem a realização de Cate Shortland. O elenco é constituído por Scarlett Johansson (Natasha Romanoff/Viúva Negra), Florence Pugh (Yelena Belova), David Harbour (Alexei Shostakov/Guardião Vermelho), O-T Fagbenle (Rick Mason) e Rachel Weisz (Melina Vostokoff).

Os acontecimentos desta história desenrolam-se entre o filme do Capitão América: Guerra Civil e o do Vingadores: Guerra Infinita. Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), também conhecida como a Viúva Negra, terá de confrontar as partes mais sombrias da sua história, principalmente quando surge uma conspiração perigosa que está ligada ao seu passado. Natasha vai sendo perseguida constantemente por uma força que não vai parar enquanto não a destruir e assim, ela vai ter de lidar com o seu passado como espiã e com as relações que deixou para trás muito antes de fazer parte da equipa dos Vingadores. Será que ela vai conseguir lidar com os seus traumas e impedir que o seu inimigo concretize os seus planos?

Divulgação: Marvel Studios

Ao longo das participações da Viúva Negra no universo da Marvel, nós fomos aprendendo mais sobre esta personagem e com algumas revelações pelo meio, mas com este filme mais recente, finalmente vamos saber exatamente as respostas às nossas perguntas sobre a origem desta mulher enigmática e os motivos para ela se ter tornado na pessoa que conhecemos atualmente. Mas ao mesmo tempo, vão ser apresentadas novas personagens que vão ser relevantes para o futuro da MCU e que irão criar uma ligação não só com as próximas produções desta saga, mas também com anteriores filmes da Marvel Studios que foi tão bom de recordar já que a história está repleta de easter-eggs e referências tão únicas que às vezes cria uma mistura de emoções para quem está a ver o filme.

A Viúva Negra dá a oportunidade de conhecer melhor as raízes desta personagem, explorando a história de vida, as aventuras e a jornada que esta espiã teve de percorrer que deu para perceber que não foi um caminho nada fácil. Ela pode não ter super-poderes, mas tem habilidades de luta extraordinárias que não é para qualquer um e também não desiste, mesmo que tenha de enfrentar o pior dos seus pesadelos. Assim, ao longo deste filme, vamos desvendar mistérios sobre a sua identidade e uma conspiração que está relacionada com o passado de Natasha Romanoff que ela terá de enfrentar depois de ter passado muito tempo a evitá-lo.

Pode conter Spoilers!

Divulgação: Marvel Studios

Natasha Romanoff é uma agente e assassina profissional cheia de capacidades específicas e eficaz a cumprir as suas missões, ou seja, é um tipo de máquina mortal criada pela espionagem russa em que ela seguia ordens sem questionar. Ela teve um treino bem intensivo através de um projeto secreto, sendo que foi programada para ser implacável, letal e não ter misericórdia dos seus alvos. Atualmente, ela faz parte da equipa original dos Vingadores depois de se ter livrado da influência dos russos e existe na MCU, desde o filme do Homem de Ferro 2 (2010) e já apareceu em diferentes filmes deste mundo, fazendo com que seja das personagens mais famosas e acarinhadas do mesmo.  

Já considerada como uma Vingadora, em 2016, Natasha é uma fugitiva, pois ela violou os Acordos de Sokovia e tenta esconder-se do General Thaddeus Ross (William Hurt). Para que não seja detetada, ela conta com a ajuda do amigo Mason que lhe fornece tudo o que ela precisa que pode incluir identidades falsas, equipamentos, um local remoto na Noruega e muito mais.

Divulgação: Marvel Studios

Afinal como e porque é que a Natasha Romanoff se tornou no que é hoje? Porque é conhecida como a Viúva Negra? O que move esta personagem a sacrificar-se pelos outros? Qual é a origem da sua essência? Estas são algumas das perguntas que vão sendo esclarecidos ao mesmo tempo em que são apresentados as vulnerabilidades de Natasha e o modo como ela enfrenta os seus medos e dores e lida com conflitos e dilemas. Natasha passou por diversos traumas desde a sua infância, mas ela sofre maioritariamente de culpa, arrependendo-se de alguns dos seus atos e por vezes até acredita que está melhor sozinha, sendo que acabamos por conhecer um lado mais humano desta mulher que mesmo que possa estar à procura de vingança, também quer viver em paz e defendendo o que ela acredita que seja correto.

Este é um filme que dá a conhecer melhor a identidade de Natasha e explora o lado mais emocional dela, sendo que tudo é retratado de um modo mais profundo, sem deixar de abordar temas como a família, o abuso e o sequestro de mulheres a nível internacional, a lavagem cerebral, a manipulação e tortura psicológica, a falta de liberdade de escolhas, a influência  que o programa secreto da Red Room (Sala Vermelha, em português) tem na formação de Viúvas Negras que são treinadas para se tornarem assassinas e todo o conteúdo que esteja relacionado com o mesmo, sendo que explicações irão ser dadas.  

Divulgação: Marvel Studios

Através de um flashback, a história em si inicia-se em 1995 e numa casa em Ohio, nos EUA, onde uma jovem Natasha e a sua irmã mais nova, Yelena Belova vivem juntamente com os seus pais, Alexei e Melina que na realidade eram espiões russos que estavam infiltrados com uma missão específica que tinham de fazer para a União Soviética. Será que os momentos passados por esta família disfarçada como americana foram reais para cada um dos seus membros? Uma coisa é certa, esta família é uma das responsáveis pela pessoa que Natasha é hoje!

Infelizmente chegou a atura em que esta dupla de irmãs fosse separada dos pais e vão para a Sala Vermelha, onde o General Dreykov (Ray Winstone) tinha os seus próprios planos a concretizar e criava as Viúvas Negras. Será que Natasha e Yelena vão alguma vez escapar deste antagonista? Ficamos a saber que Natasha acabou mais tarde com as operações da Sala Vermelha e separou-se da sua irmã, mas será que foi mesmo isso que aconteceu?

No presente, Natasha pensava que estava completamente isolada do mundo. No entanto, ela é atacada de surpresa por um mercenário misterioso, mas tudo isto ocorre por um motivo bem maior do que ela pensava que implica uma conspiração que envolve o seu passado e o da sua família que já não via há muitos anos, fazendo com que ela reencontre a sua irmã Yelena que lhe pede ajuda numa missão extremamente perigosa. Será que estas irmãs vão voltar a estar reunidas com Melina e Alexei, o desajeitado, atrapalhado, mas tão divertido ex-super-soldado russo Red Guardian (Guardião Vermelho, em português) que é um tipo de Capitão América, porém tem um humor próprio com um sotaque característico que é hilariante?

Divulgação: Marvel Studios

Um dos principais focos do filme é na relação entre Natasha e Yelena Belova, em que esta última vai seguir com o legado da Viúva Negra no MCU. No tempo atual já vemos uma Yelena Belova lutadora, motivada, competente, divertida, sarcástica e um pouco arrogante que está cheia de ressentimentos pelo abandono que sofreu da sua irmã. É com a sua irmã que Natasha mostra realmente quem é e revela mistérios bem curiosos para o púbico, como o que aconteceu em Budapeste. Tanto Natasha como Yelena têm uma boa dinâmica e química entre si, fazendo assim, uma boa dupla e muito é devido à performance brilhante de Scarlett Johansson e Florence Pugh (uma boa surpresa), principalmente nas cenas que são partilhadas entre estas duas atrizes.

O filme tem uma história sólida que encaixou muito bem num filme a solo e tem referências bem claras ao mundo dos espiões, como por exemplo, James Bond ou Missão Impossível.  Tudo é contado de um modo interessante, cuidado, delicado e com alguma sensibilidade, mas infelizmente alguns detalhes da vida de Natasha como espiã não são devidamente mostrados e houve partes que continuaram a ser um mistério, sendo que a pessoa acaba por imaginar como teria sido essa fase da sua vida. Para além disso, não foi desenvolvido como deve ser o seu treinamento para se tornar na Viúva Negra que já tínhamos visto em flashbacks mais curtos e rápidos de um outro filme da MCU e na minha opinião, essa etapa da vida de Natasha seria muito cativante de se acompanhar. Assim, existem partes que poderiam ter sido aproveitadas e exploradas de outra forma.

Divulgação: Marvel Studios

A produção é bem construída e organizada e feita com uma intensidade e qualidade suficiente para criar um bom resultado final sobre um passado de uma personagem que ainda não tinha sido explorado como deve ser, sendo constituída por sequências de luta bem coreografadas, feitas a diferentes níveis e que prendem a atenção, filmagens em ângulos pertinentes e pouco usuais que mostram vistas lindíssimas de Cuba, Marrocos e Budapeste e com imagens panorâmicas a complementar e uma banda sonora que foi fazendo uma boa combinação ao longo do filme. Não vão faltar cenas de ação cheias de destruição, adrenalina, perseguições, tiroteios, explosões, lutas em queda livre e muito mais.

A Viúva Negra é um autêntico e espetacular filme de espionagem internacional com uma conspiração à mistura, mas com a identidade da MCU que tem ação, aventura, ficção científica e também alguma carga emocional e dramática e dá informações valiosas sobre uma parte da vida de Natasha que ainda não tínhamos conhecimento. Não vão faltar a abordagem de temas mais pesados, a apresentação de cenas tensas e momentos mais leves e descontraídos, protagonizados maioritariamente por David Harbour e Florence Pugh.

Divulgação: Marvel Studios

Finalmente chegou a altura certa para se contar a história da Viúva Negra que é um dos filmes mais aguardados deste ano que surpreende pela positiva e honra o legado que Natasha Romanoff deixou após sacrificar a sua vida para salvar o mundo e finalmente percebemos os seus comportamentos e decisões. Esta é uma personagem incrível que teve um destaque merecido, brilhando à sua maneira e com a sensação de missão cumprida que mostra a verdadeira força e resiliência da Viúva Negra. Foi tão bom vê-la em ação, sendo que foi uma boa despedida desta espiã carismática e o desempenho fantástico de Scarlett Johansson não desiludiu e foi mesmo de acordo com as expetativas, sendo que valeu a pena o longo tempo de espera para a sua produção e sem dúvida que compensou, porém eu sinto que faltou algo para que criasse ainda mais impacto.

Esta é sem dúvida, uma história equilibrada, misteriosa e emocionante com reviravoltas e repleta de referências ao universo da MCU com pistas do que podemos esperar nos próximos filmes da Marvel que se desenrola num ambiente mais sombrio que introduz novas personagens a este mundo que são boas adições, tendo também uma cena pós-créditos. Para além disso, esta entrega a mensagem que era precisa para que fosse feita uma homenagem e despedida digna e adequada desta personagem complexa e determinada em condições e nos seus próprios termos, criando assim no público, ainda mais empatia e uma ligação mais profunda pela personalidade de Natasha Romanoff que nunca irá ser esquecida e que vai deixar saudades.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Série "Solos" da Amazon Prime Video - uma reflexão diferente sobre o significado de ser humano, principalmente durante os momentos mais isolados

 

A série Solos é um Amazon Original que estreou no dia 25 de junho na plataforma da Amazon Prime Video, sendo constituída por uma antologia de 7 episódios e que tem a criação de David Weil que também tem o papel de realizador em três dos episódios para além de Sam Taylor-Johnson, Zach Braff e Tiffany Johnson. Ao longo destes episódios, a série oferece um tipo de reflexão sobre o significado mais profundo da conexão humana, utilizando a visão e perspetiva de cada protagonista que é interpretado por um elenco de luxo.

O elenco é constituído por Morgan Freeman (Stuart), Anne Hathaway (Leah), Helen Mirren (Peg), Uzo Aduba (Sasha), Nicole Beharie (Nera), Anthony Mackie (Tom), Dan Stevens (Otto/Tym) e Constance Wu (Jenny).

Esta produção tem uma mistura de drama com ficção científica e um pouco de fantasia pelo meio que explora as verdades mais estranhas, belas, comoventes, hilariantes e maravilhosas sobre o que afinal significa ser humano. Tudo isto vai sendo abordado em diferentes histórias e com sete pessoas distintas entre si, em que cada personagem nos ensina como é que durante os nossos momentos aparentemente mais isolados ou até nas circunstâncias mais estranhas, acabamos por estar ligados através da experiência humana que adquirimos e todas as lições que vamos aprendendo por mais sinistras que possam vir a ser.

Cada episódio traz uma história nova que é apresentada por cada uma das personagens num ponto de vista individual e desenrolada num futuro incerto que pode ter robôs de inteligência artificial ou smart houses extravagantes e úteis, sendo que pode vir a criar um nível de pensamento mais profundo e quem sabe, fazer a pessoa pensar de um determinado modo que a ajude a chegar às respostas que procura.

Esta série mostra os efeitos que a evolução da tecnologia pode ter no futuro de cada um que podem vir a ser benéficos ou prejudiciais para a humanidade, sendo constituído por monólogos e momentos de auto-reflexão que pode fazer com que o púbico fique a pensar de uma forma diferente sobre alguns assuntos. O psicológico de uma pessoa pode ser afetado por diferentes razões que podem depender das situações que estão a passar num determinado período de tempo, fazendo com que cada um destes episódios explore as emoções conforme a circunstância que podem vir a desencadear comportamentos bem específicos, tais como crises existenciais, perturbações na mente e até reflexões que podem fazer a diferença no crescimento da personagem em si.

Estas são histórias complexas que apresentam a essência do ser humano e as lutas que vão enfrentando e onde a moral de cada um é questionada, mesmo que sejam retratadas em episódios curtos e alguns deles, ousados. Se o espetador não estiver atento pode acabar por se perder naquilo que está a ser mostrado, chegando a um ponto que fica confuso, se cansa e não queira continuar a ver. Nem todos os episódios conseguiram criar uma conexão imediata com o público e com cada uma das suas histórias, sendo que levou a partes sem sentido e outras um pouco exageradas. Mas também existiram situações em que a história termina quando a pessoa começa a criar uma ligação com aquilo que está a ver, acabando por ficar um certo vazio a quem está a acompanhar.

Num dos episódios até tinha aquela sensação que me iria prender a atenção, mas de repente desenrolou-se de um modo tão estranho que acabou por estragar a experiência, pois eu achei que faltava ali qualquer coisa para que no final tenha chegado à conclusão que foi interessante.

Nem sempre o argumento foi claro e interessante e a mensagem também não é suficientemente bem abordada e transmitida. Mesmo com uma falta de equilíbrio e uma perda de rumo nas suas histórias, esta série teve os seus altos e baixos em que alguns episódios tiveram a capacidade de prender o espetador apesar de terem poucos minutos para contar as suas histórias, enquanto outros já não. Porém dão a oportunidade para que os atores mostrem de um modo mais pormenorizado a qualidade do seu trabalho e assim, os erros não importam, porque vemos um lado diferente que não estamos muito habituados em ver neste elenco.

Na minha opinião, as histórias conseguiram cativar em alguns episódios muito devido às performances incríveis dos seus atores, como foi o caso de Anthony Mackie, Dan Stevens ou de Morgan Freeman que se destacaram no modo como desempenharam as suas personagens.

Anthony Mackie teve uma das melhores interpretações da série, em que demonstra a sua versatilidade e diversos lados emocionais da sua personagem, Tom que quer arranjar uma maneira eficaz de tomar conta da sua família, mesmo após morrer e ao mesmo tempo apresenta uma parte mais sarcástica, mas também emocional numa passagem feita em meros instantes. Em tão pouco tempo dá para perceber o seu amadurecimento enquanto vai refletindo sobre o que é mais importante e ele consegue criar empatia com o espetador e assim, um resultado final satisfatório.

Solos é constituído por elementos que fazem parte da ficção científica que cria uma discussão de como são as relações da tecnologia com a humanidade e os perigos que podem trazer, caso não haja cuidado. Também tem um elenco a mostrar um trabalho com uma vertente diferente, mas que até se torna curioso por se ver diferentes técnicas que são utilizadas para interpretarem uma personagem específica que podem ter monólogos pertinentes que podem fazer a diferença para se conhecer a história que nos está a ser mostrada, sendo que não é uma tarefa nada fácil quando se tenta inovar um determinado tema.

Para além de se desenrolar num ambiente futurístico e de uma reflexão sobre temas relevantes e mais complexos, esta história também explora a inteligência artificial, a viagem ao espaço e até no tempo, uma mistura de ficção científica com suspense e terror, o isolamento social causado por uma pandemia e receios que não deixam a pessoa prosseguir com a sua vida futura, mesmo que já seja seguro, lidando assim, de um modo peculiar e como existe uma dependência da tecnologia para se sobreviver em determinadas ocasiões. Ainda conseguimos observar enquanto uma das personagens conta a história da sua vida, olhando diretamente para nós em que vai alternando as suas emoções e passando por momentos de alegria, desespero e muito mais ou quando alguém impulsiona reações a uma outra personagem com um objetivo próprio.

Esta série não deixa de ter boas surpresas e referências de um dos meus filmes favoritos, 13 Going on 30 (De Repente, já nos 30! como título em português) e de outro que ficou na minha memória, Avengers: Endgame. Existe uma ligeira comparação com a série Black Mirror, mas têm qualidades completamente diferentes uma da outra, sendo que o conceito de Solos tinha um bom potencial, mas eu acho que nem sempre foi aproveitado da melhor maneira, fazendo com que a ligação entre personagem e público resultasse poucas vezes e levando a poucas interações entre si.

Imaginem como seria conversar com a nossa própria versão que está situada no futuro num período de tempo específico e que talvez consiga responder às nossas dúvidas? Acaba por ajudar a fazer uma análise à nossa própria vida. Neste caso, será que estas personagens conseguiram aproveitar a vida enquanto tiveram essa possibilidade? Ficaram coisas por fazer ou por dizer? É o que têm de esperar para verem nestes sete episódios. Uma coisa que chegamos sem dúvida à conclusão com esta série é que mesmo que as personagens estejam isoladas entre si, estas têm algo em comum, uns com os outros, como por exemplo, terem uma vida solitária, conflitos que precisam de lidar, decisões difíceis que têm de ser tomadas, as suas cargas emocionais, medo de um futuro incerto, entre outros.

Seja qual for a reflexão que traga e mesmo a mensagem que transmita para quem está a assistir, eu aconselho a verem esta série Solos que tem desempenhos interessantes que valem a pena ver, apesar dos episódios serem constituídos maioritariamente por monólogos. Para além disso, os sentimentos das personagens são explorados de uma forma que eu acredito que podem vir a se identificarem e assim, compreenderem aquilo que está a ser mostrado neste projeto.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

O que fazer quando se está num período de redução do apetite?

 

Existem períodos nos quais temos tendência a sentirmo-nos mais ansiosos e com um maior nível de stress, o que por vezes resulta numa redução do apetite. 


A diminuição do apetite que ocorre em períodos de mais tensão está também associada com o aumento dos níveis de cortisol, sendo a durabilidade desta falta de apetite variável de pessoa para pessoa.


Os idosos são a faixa etária em que se regista uma maior perda de apetite, aumentando assim a probabilidade de ocorrer desnutrição. 


Nestas situações é fundamental apostar numa alimentação: 

  • Completa: incluir alimentos de cada grupo da roda dos alimentos
  • Variada: variar os alimentos para assim aproveitarmos os nutrientes que cada alimento nos pode fornecer
  • Equilibrada: ingerir os alimentos na proporção adequada

De forma a conseguir gerir melhor o seu apetite, é importante fazer pequenas refeições ao longo do dia, com intervalos de cerca de 2h30 a 3 horas e ir bebendo cerca de 1,5 L de água, para ajudar na hidratação. Assim vai conseguir fornecer todos os nutrientes necessários para um bom funcionamento do seu organismo.

Alimentar-se bem não significa comer muito, mas sim comer adequadamente. Por isso, é importante que mantenha os horários das refeições regulares, mesmo que não sinta apetite, optando por porções pequenas e mais frequentes e variar os alimentos para evitar que se torne numa alimentação monótona.

sábado, 19 de junho de 2021

Série "Katla" da Netflix - uma produção islandesa com uma boa história envolvida em mistérios que vão desafiar os moradores da vila de Vík

Katla é a nova série islandesa que é um original da Netflix, sendo constituída por drama, ficção científica, suspense e mistério que estreou recentemente na plataforma com oito episódios, cuja criação tem a responsabilidade de Baltasar Kormáku juntamente com Sigurjón Kjartansson e tem a produção da Rvk Studios.

A história desenrola-se um ano após mais uma erupção violenta do vulcão Katla, onde os sobreviventes da vila de Vík na Islândia têm de lidar com os efeitos deste evento. Depois de a vila ter sido evacuada primeiro devido às inundações glaciares e depois devido às cinzas, os que restaram começam a testemunhar muitas coisas estranhas a acontecerem, principalmente quando uma mulher coberta de cinza aparece misteriosamente no glaciar e outros aparecimentos inesperados vão ocorrendo que a ciência não consegue explicar. Será que vão conseguir desvendar este mistério intrigante e encontrar as respostas que procuram?  

Esta mulher não será a única a surgir de um modo inexplicável. Sejam pessoas que desapareceram há algum tempo ou o regresso de quem já tivesse falecido ou até mesmo o surgimento de duplicações daqueles que ainda vivem em Vík. Serão reais ou uns simples demónios? Será que têm alguma ligação com a erupção? Qual é o verdadeiro propósito destes seres? Existe uma explicação para esta nova realidade? Será que vai voltar a tranquilidade a esta zona? Afinal o que é real? Será um pesadelo? Muitas perguntas vão surgindo ao longo dos episódios que fazem com que não só o público, mas também as suas personagens vão criando as suas teorias.

A erupção de Katla dificultou muito as coisas na vida dos habitantes de Vík, onde já nada naquele local parecia normal. Uma zona que passou a ser uma localização sem turistas e com um acesso restrito que dependia de uma autorização específica para atravessar num ferry que acabou por desestabilizar a vila e todos os seus moradores, numa realidade fria, com chuva de cinzas e com algo possivelmente tóxico no ar, sem deixar de ter poluição à mistura. Assim, as autoridades não querem ninguém neste local isolado e com clima instável, pois há riscos para a saúde e o melhor é não arriscar.

Divulgação: Netflix

Um dos principais mistérios é sem dúvida, a origem das pessoas que aparecem repletas de cinzas, sem qualquer tipo de explicação possível que vão desafiar os sobreviventes da erupção, cada um à sua maneira, levando a comportamentos nada habituais, devido aos medos que se intensificaram e às verdades que vão sendo reveladas. Será que a equipa de investigadores vai conseguir descobrir tudo o que está a acontecer com o glaciar e ao seu redor?

Esta série tem um ambiente sombrio e diferente com uma fotografia escura que dá um ar misterioso e tão real à história, apresentando a essência tão característica e única da Islândia e que inclui músicas que podem trazer uma certa tranquilidade ou até mesmo a criar mais suspense às cenas que vão sendo mostradas. Também aborda assuntos que estão relacionados com o trauma, suicídio, relações familiares, lendas que se baseiam em algo, ciência, misticismo, religião e a respetiva fé e muito mais.

Katla é uma boa história envolvida em mistérios com momentos bizarros e mudanças que se vão desenvolvendo ao seu ritmo, em que acabam por prender a atenção com revelações chocantes que dão origem a mais perguntas e também descobertas e segredos que não se vão manter por muito tempo que podem vir a fazer questionar a natureza das coisas. Esta foi a primeira produção islandesa que eu assisti que gostei de ver e que eu espero que continue. Eu acredito que ainda tem base para contar muitas mais histórias e esclarecer aquilo que não chegou a ser respondido e que por vezes se tornou confuso de se compreender. Esta é uma maratona com os seus altos e baixos que faz lembrar ligeiramente a série Dark, mas que mesmo assim, tem uma qualidade suficiente e um elenco que que vai criando curiosidade neste mistério sombrio, desde o seu início até ao fim com um lado sobrenatural pelo meio!

domingo, 13 de junho de 2021

Visita ao Restaurante "Cantinho do Avillez", localizado no Parque das Nações

 

Desde que a pandemia começou que a visita a restaurantes não tem sido feita com frequência. Depois de alguns confinamentos pelo meio, a vontade de voltar a ir jantar fora em segurança foi aumentando consideravelmente.

Assim que eu tive a oportunidade, eu resolvi aproveitar e ir experimentar um restaurante que já tinha muita curiosidade em visitar e com boas críticas!

O Cantinho do Avillez que tem 4 estabelecimentos situados no Chiado, Parque das Nações, Cascais e Porto. No meu caso, eu fui visitar o do Parque das Nações, localizado na Rua do Bojador, número 55 e com vista para o Rio Tejo. 

Este jantar foi aproveitado da melhor forma, sem qualquer tipo de pressas, sendo que foi realizada uma reserva antes para se garantir mesa. Ficámos na esplanada, apesar de também existir um espaço interior. Já que estava um final de tarde bem agradável foi sem dúvida uma boa escolha.

O menu é apresentado através do QR code que é uma boa opção, principalmente para estes tempos em que temos de ter todos os cuidados durante este período da pandemia que infelizmente ainda não terminou. A ementa em si é muito variada entre pratos de carne e peixe e respetivas entradas e acaba por ter opções para todos os gostos, entre elas, entradas e pratos especificamente vegetarianas. 

Como entrada foi um prato de presunto a acompanhar com pão que valeu muito a pena a escolha, sendo que eu gosto muito de presunto, mas não costumo consumir com regularidade.

Depois chegou o momento para pedir o prato principal. Inicialmente foi uma escolha difícil, pois no menu têm uma variedade muito boa e original de opções, de tal forma que tinha curiosidade em experimentar diversos pratos, alguns deles vegetarianos. Nesta primeira vez como amante de massas, eu resolvi optar pelo prato de Tagliatelle de gambas com espinafres, tomate cherry e manjericão, sendo que também inclui um pouco de malagueta, mas eu preferi por comer sem.

Este foi daqueles pratos que eu apreciei com toda a tranquilidade e satisfação e a um ritmo mais lento, onde mastiguei devagar para saborear esta mistura de sabores. O prato estava mesmo saboroso, bem confeccionado e apresentado e também tinha uma dose adequada ao mesmo tempo que fui colocando a conversa em dia.

Por fim, chegou o momento de pedir sobremesa e houve algo que me chamou a atenção que foi o sorvete de limão com manjericão e vodka e quando pedi, eu perguntei se seria possível substituir o limão por morango e trouxeram-me essa opção. Nunca imaginei experimentar uma sobremesa que tivesse vodka, mas a combinação de sabores foi bem curiosa e me surpreendeu pela positiva.  

O Cantinho do Avillez foi um local agradável e bem satisfatório de se visitar que tem uma criatividade de pratos bem interessante que tem uma lista que é adequado a vegetarianos, sendo que em breve, voltarei de novo para assim, escolher outras opções que me criaram uma grande curiosidade e vontade em querer conhecer. O preço não é para toda a gente, mas vale a pena, nem que seja para uma comemoração. Também é possível almoçar ou jantar neste estabelecimento com opções mais saudáveis! As reservas podem ser feitas através do site www.cantinhodoavillez.pt ou através do número 21 870 0365, caso queiram optar pelo espaço no Parque das Nações.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

O papel que as Sardinhas podem ter na nossa saúde - um alimento muito consumido na época dos Santos Populares

 


Está a chegar mais uma época dos Santos Populares e sabiam que um dos alimentos que é mais consumido nesta altura são as sardinhas?

Sabiam que existe mais de 20 espécies de sardinhas vendidas em todo o mundo?

A sardinha é considerada como uma boa fonte de ácidos gordos ómega-3, proteínas de alto valor biológico e cálcio. 

Sabia que uma dose de 85 g fornece tanto cálcio como uma chávena de leite ou seja uma quantidade de 300 mg de cálcio?

A gordura ómega-3 tem uma grande importância na nossa saúde, principalmente dois tipos de ácidos gordos: o DHA (ácido docosahexaenóico) e o EPA (ácido eicosapentaenóico). Dos muitos benefícios podemos destacar a sua importância na normalização dos valores de colesterol; uma melhor saúde cardiovascular, prevenindo doenças cardiovasculares; importância na memória e desenvolvimento cognitivo; uma melhor visão e desenvolvimento ósseo.

Este peixe também é uma boa fonte de zinco, ferro, fósforo, vitamina D e vitamina B12.

Compre sardinhas frescas num mercado sempre que possível e procure aquelas que tenham olhos firmes, claros e vivos.

Pode acompanhar as sardinhas grelhadas com legumes e com uma batata pequena cozida (tamanho de um ovo). Uma ótima opção seja para um almoço ou para um jantar!

sábado, 5 de junho de 2021

Série "Sweet Tooth" da Netflix - uma história maravilhosa que transmite uma mensagem de esperança e cria uma reflexão necessária para os dias de hoje

 

Sweet Tooth é a nova série original da Netflix que acabou de estrear com oito episódios nesta plataforma, sendo que é baseada na banda desenhada da DC com o mesmo nome, da autoria de Jeff Lemire. Esta é uma produção da Warner Television Production que foi criada por Jim Mickle que também tem o papel de produtor executivo, juntamente com Beth Schwartz, Robert Downey Jr, Susan Downey, Amanda Burrell e Linda Moran.

Há cerca de 10 anos atrás, o Grande Colapso, um evento marcante que incluiu um vírus que espalhou a morte e o caos pelo mundo inteiro também trouxe o misterioso aparecimento de híbridos ou seja bebés que nasceram com partes humanas e com partes de animais. Mesmo sem saberem se os híbridos foram a causa ou mesmo o resultado deste vírus, muitos dos seres humanos temiam e chegavam a caçar esta nova espécie. Depois de viver durante uma década em segurança numa cabana isolada na floresta com o seu pai, um rapaz, metade humano, metade veado chamado Gus (Christian Convery) cria uma amizade improvável com Jepperd (Nonso Anozie), um solitário que estava apenas de passagem e surgiu no momento certo. Juntos, eles partem numa aventura extraordinária pelo que restou dos EUA, na procura por respostas, seja sobre as origens de Gus, o passado de Jepperd e descobrir qual é o verdadeiro significado de ter um lar. Esta será uma jornada cheia de obstáculos, revelações, aliados e inimigos inesperados e aos poucos Gus começa a perceber que afinal o mundo exterior à floresta é mais perigoso, exuberante e complexo do que ele pensava. Será que Gus vai conseguir encontrar as respostas para as suas inúmeras questões que o seu pai não lhe chegou a dar?

O elenco é constituído por Nonso Anozie (Tommy Jepperd), Christian Convery (Gus), Adeel Akhtar (Dr. Aditya Singh), Will Forte (pai de Gus), Dania Ramirez (Aimee), Stefania LaVie Owen (Bear), Dania Ramirez (Aimee), Neil Sandilands (General Steven Abbot), Aliza Vellani (Rani Singh) e James Brolin, como o narrador da história.

Divulgação: Netflix

A vida de todas estas personagens nunca mais seria normal, sendo que tudo mudou com a ocorrência do Grande Colapso através da estirpe H5G9 como tendo sido considerado como o vírus mais mortífero que deram origem a eventos de puro caos, mas ao mesmo tempo acontecia outra coisa ou seja, algo extraordinário e inesperado. Começaram a nascer diversos bebés bem peculiares que eram metade humana e metade animais que foram designados por híbridos e mais tarde se tornaram alvos de discriminação. E como os seres humanos têm receio daquilo que não conhecem, acabam por agir por instinto, pois acreditam que os híbridos possam ser um perigo para eles e para todos aqueles que mais amam e por isso, existe quem coloque como principal missão de caçá-los como os últimos homens, eliminando-os ou enviando-os para experiências científicas, onde seriam torturados e muito mais.  

Neste mundo pós-apocalíptico que sofreu mudanças significativas e em que muito já tinha acontecido e onde a natureza voltava a dominar o mesmo, mas uma pergunta mantinha-se. Quem veio primeiro? Os híbridos ou o vírus? Uma pergunta que acabava por ser o maior mistério existente naquele momento. Mas será que alguma vez se vai descobrir mais sobre a origem deste fenómeno inexplicável destes seres que têm partes humanas e partes animais?

Divulgação: Netflix

Claro que houve quem tivesse fé nestes híbridos e preferisse deixar o mundo para trás, protegendo estes híbridos de quem os quisesse fazer mal. Um desses exemplos foi um pai que fugia para a floresta inserida no Parque Nacional Yellowstone com o seu filho, Gus que era metade humano, metade veado para terem assim, uma vida em segurança e em paz.

Ao longo de uma década, Gus aprendeu diferentes técnicas de sobrevivência com o seu pai na sua casa bem afastada de tudo e de todos, sendo que ele sempre foi proibido de atravessar a vedação e sem perceber as razões para tal. Um dia, uma série de acontecimentos sucedem e Gus tem de colocar em prática tudo aquilo que o seu pai lhe ensinou, mas aquilo que este rapaz mais desejava de fazer era encontrar a sua mãe que nunca conheceu.

Divulgação: Netflix

De um modo inesperado e preciso, Gus conhece Jepperd, um homem com boas habilidades de sobrevivência e de combate, mas que esconde os seus próprios segredos e que simplesmente quer estar sozinho e não quer ser incomodado. Depois de muita persistência, Gus e Jepperd começam uma perigosa viagem por este mundo pós-apocalíptico na tentativa de encontrar a mãe deste rapaz ao mesmo tempo que desenvolvem uma amizade bem especial. Mesmo com alguém que possa guiar e proteger Gus, ele vai ter de enfrentar novos perigos nas suas aventuras. Será que ele está preparado para todos os obstáculos que possam vir a ocorrer na sua jornada com Jepperd?

Divulgação: Netflix

Gus é um menino tímido cheio de vida e amor para dar que é cativante e tem um pensamento otimista e curioso, um lado divertido e um bom coração, sendo que acaba por nos ensinar lições bem vitais, dando importância ao que realmente importa e muito mais. Ele é um miúdo doce, ingénuo e inocente que tem características de um veado como os sentidos mais apurados, mas faz um trabalho árduo quando é necessário ao mesmo tempo que quer divertir-se como nunca o fez e conhecer um mundo que acredita que tem muito para oferecer.

Ele tem uma relação de altos e baixos com Jepperd, mas é Gus que vai fazer a diferença na vida deste homem que queria estar completamente sozinho, mas que mais cedo ou mais tarde foi-se adaptando à presença deste rapaz que acabou por lhe trazer um novo propósito.

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Jepperd é um ex-jogador de futebol americano que também já foi um último homem que caçava híbridos como Gus, mas ele resolveu deixar esta parte da sua vida para trás. Ele é uma pessoa que tem os seus próprios traumas, sendo que coloca um tipo de barreira nessas memórias e tenta seguir em frente da melhor forma que consegue, mas lá no fundo, ele tem um bom coração e dá para perceber ao longo da sua jornada com Gus, em que este rapaz lhe ensina mais do que ele julgava ser possível, mesmo que Jepperd tenha tentado a todo o custo afastá-lo de si próprio, sem sucesso.  

Esta é a história de um menino muito especial e adorável que se viu a viver no fim do mundo, mas num mundo além da floresta que era bem diferente e complicado do que aquilo que ele imaginava, onde certos atos de maldade eram cometidos por uma questão de sobrevivência e pessoas estavam dispostas a fazer o que fosse preciso para destruírem o vírus e assim, recuperar o poder. Mesmo assim, Gus está disposto a saber mais sobre este mundo, mesmo que possa vir a ter de conhecer verdades que ele não esteja pronto para ouvir.

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Sweet Tooth é um dos grandes destaques do ano em que tem uma história de fantasia, drama e aventura, mas com um pouco de ação pelo meio que é atraente e divertida tanto para jovens como para adultos, sendo que aborda de uma forma simples e natural, temas vitais para a sociedade. O público consegue envolver-se e criar empatia imediata com as suas personagens, principalmente com o seu protagonista Gus que apesar de ser muito novo consegue cativar qualquer um com a sua maneira de ver as coisas e simplesmente por ser diferente e ter uma personalidade tão única e especial, criando um tipo de esperança e de novas possibilidades para um futuro melhor para a humanidade, sem que haja um aproveitamento excessivo dos recursos do planeta ou até comportamentos de egoísmo, violência ou de superioridade do ser humano perante os outros.

Nesta produção foi feita uma ótima adaptação que prende a atenção do espetador, desde o início ao fim e foi apresentada de um modo bem fluído e interessante com um bom desenvolvimento da história e com um ritmo adequado, sendo constituída por vistas panorâmicas e paisagens naturais bem bonitas de se ver e dividida pelos seus momentos mais emocionantes e tensos, sem deixar de nos transportar para um tipo de conto de fadas.

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Sweet Tooth foi feita sem dúvida, com o coração e com o carinho suficiente para se tornar numa história incrível e comovente que acaba por levar o público para um mundo com uma beleza própria e repleta de fantasia que vai tendo os seus desafios e dificuldades, mas não deixa de ter uma mensagem positiva de resiliência e de pura esperança em tempos difíceis para que um dia possa ocorrer uma mudança que seja necessária para que haja um futuro melhor e seguro e a importância que o amor e a família pode ter na vida de cada um, mesmo que não sejam pessoas do nosso sangue e assim acaba por criar uma reflexão muito pertinente que foi resultado de uma experiência maravilhosa e cheia de aprendizagens e com um pouco de magia pelo meio.

Pela forma como terminaram estes oito episódios, eu espero que haja uma nova temporada para que tenhamos a oportunidade de continuar a acompanhar as aventuras de Gus e companhia e saber o que vai acontecer com estes híbridos que de certa forma são especiais, cada um à sua maneira e também com o vilão da história que ainda tem planos que quer muito concretizar.